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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

REORGANIZAÇÃO DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO
O MINISTRO DE ESTADO CHEFE DA CASA CIVIL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto no art. 1o do Decreto no 4.734, de 11 de junho de 2003, resolve
Nº 97 - EXONERAR
MICHELLE DAS NEVES MOURA do cargo de Assessora Especial da Ministra de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, código DAS 102.5.
Nº 98 - EXONERAR
JUAREZ FIEL ALVES do cargo de Assessor Especial da Ministra de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, código DAS 102.5.
Nº 99 - EXONERAR
MARCELO JUNQUEIRA FERRAZ do cargo de Secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, código DAS 101.6.
Nº 100 - EXONERAR, a pedido, IARA VIVEIROS LIMA do cargo de Chefe de Gabinete da Ministra de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, código DAS 101.5.
Nº 101 - NOMEAR
MARISA MATTEO, para exercer o cargo de Chefe de Gabinete da Ministra de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, código DAS 101.5.
Nº 102 - NOMEAR
TATIANA LIPOVETSKAIA PALERMO, para exercer o cargo de Secretária de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, código DAS 101.6.
Nº 103 - NOMEAR
PEDRO RONALT VIEIRA, para exercer o cargo de Assessor Especial da Ministra de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, código DAS 102.5.
Nº 104 - NOMEAR
VANDA CÉLIA DE OLIVEIRA, para exercer o cargo de Assessora Especial da Ministra de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, código DAS 102.5.
ALOIZIO MERCADANTE OLIVA

Deputada comemora liberação do canabidiol para uso terapêutico

Substância derivada da maconha está presente em medicamentos importados utilizados no controle de convulsões.

Mara Gabrilli: medida possibilita a fabricação no País de
medicamentos  derivados da substância
.
Desde o dia 14 de janeiro, o canabidiol não está mais na lista de substâncias proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Com isso, passou a ser permitido o uso terapêutico, mas sujeito a controle, desse componente da maconha.

A decisão foi tomada por unanimidade em reunião da diretoria da Anvisa, que acolheu indicações técnicas de que o canabidiol não está associado a dependência e estudos que demonstram o potencial da substância em reduzir crises convulsivas entre pacientes com doenças neurológicas graves.

Dois meses atrás, a Câmara dos Deputadospromoveu um seminário na Comissão de Seguridade Social e Família para discutir a legalização do canabidiol. A deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) acredita que, como o Brasil é um dos países do mundo onde mais se realizam pesquisas sobre a substância, muitas portas vão se abrir com a decisão da Anvisa. "Todos nós temos de pensar no futuro das pessoas que se beneficiam desse composto para que o Brasil possa ter o medicamento em vez de importá-lo."

Decisão judicial
Há menos de um ano, o casal Norberto e Katiele Fisher ganhou na Justiça a autorização para que a Anvisa importasse medicamento à base de canabidiol para tratar a filha Anny, que sofre com convulsões.

Segundo Katiele, a qualidade de vida da menina melhorou após começar a tomar o remédio. "Considerando que a Anny tinha de 60 a 80 crises em semanas ruins, ela passar mais de meio ano sem nenhuma crise é uma vitória. O medicamento diminui o risco de morte e muito”, relatou a mãe.

A decisão judicial foi um marco. Até dezembro do ano passado, a Anvisa já tinha recebido 297 pedidos de importação de canabidiol, dos quais 238 tinham sido autorizados. Além de normatizar a importação específica do composto, a Anvisa desburocratizou o processo de pedido dos medicamentos.

A expectativa é que isso facilite as pesquisas para a produção do medicamento no Brasil. A esperança de Norberto Fisher é que, em breve, a indústria farmacêutica do País ofereça remédios similares. "Com a reclassificação feita pela Anvisa, a gente acredita que o acesso vai ser facilitado e a pesquisa vai ganhar um impulso maior em 2015."

CFM
Esta é a primeira vez que a Anvisa reconhece o efeito terapêutico de uma substância derivada da maconha. Mas em dezembro de 2014, o Conselho Federal de Medicina (CFM) já havia publicado uma resolução (2.113/14) que autorizava o uso do canabidiol para crianças e adolescentes que sofrem com crises de epilepsias e que não reagem a tratamentos convencionais.

O canabidiol (CBD) é um dos 480 compostos da maconha. Extraído do caule e das folhas da planta, a substância não é psicoativa nem tóxica. O que promove o efeito alucinógeno é o tetraidrocanabinol (THC), substrato da resina e da flor da Cannabis sativa. É ele o responsável pela alteração de raciocínio, lapsos de memória, perda cognitiva e dependência.

Reportagem – Luiz Cláudio Canuto

SERVIDORES DA HEMOBRAS FARÃO TESTES FUNCIONAIS DA PLATAFORMA DE SISTEMA DE FILTRAÇÃO PRENSA E CURSO DE ACONDICIONAMENTO FINAL NA LFB

PORTARIA Nº 50, DE 20 DE JANEIRO DE 2015
A SECRETÁRIA-EXECUTIVA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, no uso da competência que lhe foi subdelegada pela Portaria nº 1.339, publicada no Diário Oficial da União nº 125, de 29 de junho de 2012, e na forma do disposto no Decreto nº 1.387, de 7 de fevereiro de 1995, resolve autorizar o afastamento do País de:

TALITA GOMES CALAÇA MENEZES, Especialista em Produção de Hemoderivados e Biotecnologia, da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia - HEMOBRÁS, com a finalidade de participar de Curso de capacitação em acondicionamento final de medicamentos previsto no Contrato de Transferência de Tecnologia com a Empresa LFB no contexto da Transferência de Tecnologia para Produção de Hemoderivados, em Carvin - França, no período de 22 de fevereiro a 7 de agosto de 2015

BERLINCK ENÉAS CORREIA ARAÚJO DOS SANTOS, Especialista em Produção de Hemoderivados, da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia - HEMOBRÁS, com a finalidade de realizar Testes Funcionais de Aceitação em Fábrica (FAT) da plataforma de automação do sistema de filtração prensa, integrante do processo de produção de Albumina Humana, em Lyon - França, no contexto do processo de transferência de tecnologia com o Laboratório Francês de Fracionamento e Biotecnologia - LFB, no período de 31 de janeiro a 8 de fevereiro de 2015

RONALDO CARLOS OLIVEIRA, Especialista em Produção, da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia - HEMOBRÁS, com a finalidade de realizar Testes Funcionais de Aceitação em Fábrica (FAT) da plataforma de automação do sistema de filtração prensa, integrante do processo de produção de Albumina Humana, em Lyon - França, no contexto do processo de transferência de tecnologia com o Laboratório Francês de Fracionamento e Biotecnologia - LFB, no período de 31 de janeiro a 8 de fevereiro de 2015

ANA PAULA MENEZES

MDSAP, PMDA, IMDRF - SERVIDORES DA ANVISA PARTICIPARÃO DE VÁRIAS REUNIÕES E VISITAS TÉCNICAS

No- 90- FERNANDA NOVAES MAIA, Especialista em Regulação e Vigilância Sanitária participará de Avaliação de Organismo Auditor referente a acordo firmado entre Brasil, EUA, Canadá e Austrália para adoção do Programa de Auditoria Única em Produtos para Saúde (MDSAP), em Boxborough, Estados Unidos da América, no período de 22/02 a 28/02/15

No- 91- GINA MARA COELHO DE SOUZA CARDOSO, Especialista em Regulação e Vigilância Sanitária participará do PMDA Medical Devices Training Seminar, em Tóquio, Japão, no período de 30/01 a 08/02/15

No- 92- PATRICIA SERPA, Especialista em Regulação e Vigilância Sanitária participará de reunião do grupo de trabalho MDSAP do IMDRF – Fórum Internacional de Reguladores de Produtos para Saúde, em Dublin, Irlanda, no período de 31/01 a 06/02/15

No- 93- FERNANDA NOVAES MAIA, Especialista em Regulação e Vigilância Sanitária participará de reunião do grupo de trabalho MDSAP do IMDRF - Fórum Internacional de Reguladores de Produtos para Saúde, em Dublin, Irlanda, no período de 31/01 a 06/02/15

No- 94- RAFAEL GOMES FERNANDES, Especialista em Regulação e Vigilância Sanitária, matrícula SIAPE nº. 1223092 Participará de visita técnica ao National Center for Chronic Disease Prevention and Health Promotion do U.S Centers for Disease Control and Prevention (CDC), em Atlanta, Estados Unidos da América e do GT do IMDRF para tratar do software como produto para saúde, em Ottawa, Canadá, no período de 20/01 a 31/01/15.

ANTÔNIO CÉSAR SILVA MALLET para exercer o encargo de substituto eventual do Subsecretário de Assuntos Administrativos da SE

PORTARIA Nº 49, DE 20 DE JANEIRO DE 2015
A SECRETÁRIA-EXECUTIVA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, no uso da competência que lhe foi delegada pelo Ministro de Estado da Saúde, por meio da Portaria nº 474, publicada no Diário Oficial da União de 17 de março de 2011, resolve:
Designar ANTÔNIO CÉSAR SILVA MALLET para exercer o encargo de substituto eventual do Subsecretário de Assuntos Administrativos, DAS-101.5, código nº 05.0047, da Secretaria-Executiva, ficando dispensada do referido encargo MARIA DO SOCORRO MENEZES DE OLIVEIRA BRASIL.
ANA PAULA MENEZES

GREGORY DOS PASSOS CARVALHO substitui o Chefe da Assessoria Parlamentar e GUSTAVO HOLANDA REGO substituto eventual do Coordenador Geral de Licitações e Contratos de Insumos Estratégicos para Saúde, do Departamento de Logística em Saúde, da SE

UBSECRETARIA DE ASSUNTOS ADMINISTRATIVOS
PORTARIAS DE 20 DE JANEIRO DE 2015
A SUBSECRETÁRIA ADJUNTA DE ASSUNTOS ADMINISTRATIVOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, no uso da competência que lhe foi subdelegada pela Portaria/SAA nº 1.172, de 28 de agosto de 2014, publicada no Diário Oficial da União de 29 de agosto de 2014, resolve:
Nº 40 - Designar GREGORY DOS PASSOS CARVALHO para substituir, no período de 3 a 12/2/2015, o Chefe da Assessoria Parlamentar, DAS-101.4, código 01.0094, do Gabinete do Ministro, por motivo de férias do titular do cargo.
Nº 41 - Designar GUSTAVO HOLANDA REGO para exercer o encargo de substituto eventual do Coordenador-Geral, DAS-101.4, código 05.0358, da Coordenação-Geral de Licitações e Contratos de Insumos Estratégicos para Saúde, do Departamento de Logística em Saúde, da Secretaria Executiva.
Nº 42 - Designar GUSTAVO HOLANDA REGO para exercer o encargo de substituto eventual do Chefe da Divisão de Licitações de Insumos Estratégicos para Saúde para Saúde, DAS-101.2, código 05.0359, da Coordenação-Geral de Licitações e Contratos de Insumos Estratégicos para Saúde, do Departamento de Logística em Saúde, da Secretaria Executiva.
MARIA DO SOCORRO MENEZES DE
OLIVEIRA BRASIL

JULIANA VIEIRA BORGES VALLINI e nomeada no lugar do ALBERTO KLEIMAN na Assessoria Especial do Ministro de Estado da Saúde

MINISTÉRIO DA SAÚDE
O MINISTRO DE ESTADO CHEFE DA CASA CIVIL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto no art. 1o do Decreto no 4.734, de 11 de junho de 2003, resolve
Nº 113 - EXONERAR, a pedido,
ALBERTO KLEIMAN do cargo de Assessor Especial do Ministro de Estado da Saúde, código DAS 102.5, a partir de 19 de janeiro de 2015.
Nº 114 - NOMEAR
JULIANA VIEIRA BORGES VALLINI, para exercer o cargo de Assessora Especial do Ministro de Estado da Saúde, código DAS 102.5.
ALOIZIO MERCADANTE OLIVA

Nova lei moderniza o trabalho da vigilância sanitária no país

Foi publicada nesta terça-feira (20/01) a lei 13.097/15 que traz uma série de inovações para o trabalho da vigilância sanitária no Brasil, atualizando normas legais, algumas com mais de 40 anos de existência. Essa publicação é a continuação da atualização dos marcos legais da vigilância sanitária, que se iniciou com duas outras importantes alterações na legislação sanitária nos últimos anos, a Lei 13.043/14 e o Decreto 8.077/13.

A nova lei traz inovações que vão alterar a forma de se fazer a regulação sanitária no país, dando mais flexibilidade à Anvisa e ao Sistema Nacional de Vigilância Sanitária para priorizar as situações de risco que mais impactam na vida do cidadão e no desenvolvimento do setor produtivo. Um exemplo é o registro de produtos que poderá ter sua validade variável e com prazo máximo de 10 anos. Até então, o prazo dos registros era de cinco anos para qualquer produto, independentemente de suas características de produção e riscos inerentes. Esta medida alcança os medicamentos, produtos e equipamentos médicos, cosméticos e saneantes.

Outra medida que deve gerar grande repercussão é a possibilidade de que a Anvisa se utilize dos relatórios de inspeção das agências sanitárias de outros países e credencie outras instituições para a realização de inspeções. Trata-se de um alinhamento à tendência internacional de que as autoridades sanitárias trabalhem em cooperação.

A norma também vai permitir uma ampliação da rede de laboratório que realizam análises de controle e fiscalização para a vigilância sanitária, isso porque a Anvisa ou os próprios laboratórios oficiais poderão credenciar outros laboratórios públicos ou privados para este fim. A expectativa é que a capacidade de monitoramento dos produtos que estão no mercado se amplie no país, dando mais segurança sobre o que é consumido pela população. A evolução da regulação sanitária no país vem apontando que é preciso avançar no monitoramento do pós mercado, ou seja, daquilo que está efetivamente nas prateleiras e sendo utilizado pelos consumidores.

A lei atualiza ainda as regras sobre transferência de titularidade de registros entre empresas, a isenção de renovação para a Autorização de Funcionamento de Empresas, e cria a renovação simplificada de registro para medicamento que esteja há pelo menos 10 anos no mercado e sobre os quais não existam relatos significativos de ineficiência ou efeitos adversos.

As normas atualizadas pela Lei 13.097/15 são as leis 6.360/76, a 5.991/73 e a 8.080/90. A diretoria da Agência já determinou providências no sentido de adequar as normas vigentes à nova Lei, como por exemplo, que todos os temas que dependem de regulamentação estejam na próxima Agenda Regulatória, que é o documento que lista as regulamentações que serão tratadas pela instituição.

A Anvisa trabalhará de forma integrada com as Vigilâncias Sanitária de Estados e Municípios na implementação da nova lei, pois medidas como o novo modelo de autorizações de funcionamento e a rede de laboratórios exigirão uma atuação conjunta dessas esferas.

Proposta de definição de critérios e procedimentos para a importação de produto à base de canabidiol em associação com outros canabinóides, por pessoa física, para uso próprio

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA
DIRETORIA COLEGIADA
DESPACHO DO DIRETOR-PRESIDENTE
Em 20 de janeiro de 2015
No- 4 - A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso das atribuições que lhe conferem os incisos III e IV, do art. 15, da Lei nº 9.782, de 26 de janeiro de 1999, bem como o disposto no inciso IX e nos §§ 1º e 3º do art. 5º do Regimento Interno aprovado nos termos do Anexo I da Portaria nº 650 da Anvisa, de 29 de maio de 2014, publicada no D.O.U. de 02 de junho de 2014, considerando o disposto no art. 29 do Decreto 3.029, de 16 de abril de 1999, e o Programa de Melhoria do Processo de Regulamentação da Agência, instituído por meio da Portaria nº 422, de 16 de abril de 2008, resolve aprovar a proposta de iniciativa em Anexo, bem como dar conhecimento e publicidade ao processo de elaboração de proposta de atuação regulatória da Agência, conforme deliberado em reunião realizada em 14 de janeiro de 2015, e eu, Diretor-Presidente Substituto, determino a sua publicação.
JAIME CÉSAR DE MOURA OLIVEIRA
Substituto
ANEXO
Processo nº: 25351.752295/2014-15
Agenda Regulatória 2013-2014: Não
Assunto: Proposta de definição de critérios e procedimentos para a importação de produto à base de canabidiol em associação com outros canabinóides, por pessoa física, para uso próprio.
Área responsável: Coordenação de Produtos Controlados - CPCON/GGFIS/SUCOM
Regime de Tramitação: Especial
Diretor Relator: Jaime César de Moura Oliveira

Ministério da Saúde alerta para diagnóstico precoce de hanseníase

A taxa de prevalência da doença caiu 68% nos últimos 10 anos. Para ampliar ainda mais esse percentual, o Ministério da Saúde lança campanha para conscientização sobre a doença
Como parte das ações que marcam o Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase, o Ministério da Saúde lança, nesta quarta-feira (21), campanha publicitária para conscientização da população sobre a doença. Com o mote, “Hanseníase: quanto antes você descobrir, mais cedo vai se curar”, a ação tem como foco o diagnóstico precoce da doença e a divulgação do tratamento que é ofertado de graça no Sistema Único de Saúde (SUS). A doença é considerada endêmica em todo o país, com maior incidência em cinco estados: Pará, Maranhão, Tocantins, Mato Grosso e Goiás. Atualmente, são 1,42 casos por 10 mil habitantes, uma queda de 68% em dez anos, o que mostra o esforço de eliminar a doença do país.
Confira a apresentação do ministro, em anexo

A campanha será direcionada aos municípios de maior prevalência da hanseníase localizados, principalmente, nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A comunicação com a população e os profissionais de saúde será feita por meio da TV, distribuição de cartazes, folhetos e mídias na internet, principalmente nas redes sociais. Ainda para marcar a data de luta contra a doença, em Brasília, o prédio do Ministério da Saúde receberá projeção de luzes em cores marrom, vermelho e bege, que representam os tons das manchas provocadas pela doença. A partir do mês de agosto, a campanha chega às rádios de todo o país.


REDUÇÃO DE CASOS – A taxa de prevalência de hanseníase caiu 68% nos últimos dez anos, no Brasil, passando de 4,52, em 2003, para 1,42 por 10 mil habitantes, em 2013. A queda é resultado das ações voltadas para a eliminação da doença, intensificada nos últimos anos. Em 2013, o Brasil registrou 31.044 casos novos da doença com incidência de 15,44/100 mil habitantes na população em geral. Já em 2003 foram notificados 51.900 novos casos, com incidência de 29,37/100 mil habitantes, uma redução de 40,1%. Em menores de 15 anos, o coeficiente foi de 5,03/100 mil habitantes, redução percentual acumulada de 37% na comparação com o período de 2003 (7,98/100 mil habitantes) a 2013.

Em relação aos indicadores de 2014, dados preliminares apontam que a taxa de detecção geral foi de 12,14 por 100 mil habitantes, correspondendo a 24.612 casos novos da doença no país. Na população menor de 15 anos houve registro de 1.793 casos. Já o número de pacientes em tratamento foi de 31.568, o que significa uma prevalência de 1,56 casos por 10 mil habitantes. As áreas de maior risco de adoecimento estão concentradas em Mato Grosso, Pará, Maranhão, Rondônia, Tocantins e Goiás.

DETECÇÃO E TRATAMENTO – A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, cujo principal agente etiológico é o Mycobacterium leaprae. A doença é transmitida de uma pessoa doente que não esteja em tratamento para uma pessoa saudável suscetível. A hanseníase tem cura, mas pode causar incapacidades físicas se o diagnóstico for tardio ou o tratamento não for realizado adequadamente, pelo período preconizado, já que atinge pele e nervos.

O Ministério da Saúde recomenda que as pessoas procurem o serviço de saúde ao aparecimento de manchas, de qualquer cor, em qualquer parte do corpo, principalmente se essa mancha apresentar diminuição de sensibilidade ao calor e ao toque. Após iniciado o tratamento a pessoa para de transmitir a doença quase que imediatamente.

Além do diagnóstico, o SUS oferece tratamento para hanseníase, disponível em todas as unidades públicas de saúde. A poliquimioterapia (PQT), uma associação de medicamentos que evita a resistência do bacilo deve ser administrado por seis meses ou um ano a depender do caso. Os pacientes deverão ser submetidos, além do exame dermatológico, a uma avaliação neurológica simplificada e sempre receber alta por cura. Nos últimos dez anos, a taxa de cura da doença no país aumentou 21,2%. Em 2003, 69,3% das pessoas que faziam tratamento para hanseníase se curaram. Já em 2014, esse número saltou para 84%.

CAMPANHA EM ESCOLARES - O Ministério da Saúde ampliou em 128% o número de municípios participantes da Campanha Nacional de Hanseníase, Verminoses e Tracoma realizada com alunos de 5 a 14 anos de escolas públicas de todo o país. A adesão dos municípios à campanha passou de 852 municípios em 2013 para 1.944 em 2014. Um dos objetivos da ação é a busca ativa para diagnóstico da hanseníase, a partir da criança, quebrando a cadeia de transmissão da doença. Isso porque quando há casos em criança é porque existe um adulto do seu convívio ainda sem diagnóstico e tratamento. Em termos gerais, nos últimos dez anos, o Brasil reduziu em 68% a taxa de prevalência de hanseníase e aumentou em 21% a taxa de cura.

Na segunda edição da Campanha Nacional de Hanseníase, Geo-helmintíases e Tracoma, realizada no ano passado, dos 5,6 milhões de estudantes de 5 a 14 anos - público-alvo da ação - que receberam a ficha de autoimagem, instrumento utilizado para triagem de sinais e sintomas da doença, 4,1 milhões responderam, representando 74% do total. Desses alunos, 5,6% (231.247) foram encaminhados às unidades de saúde para esclarecimento do diagnóstico. Depois de passarem por exames clínicos, 354 crianças foram diagnosticadas com hanseníase, representando 0,15%. Este ano, a terceira edição da campanha nas escolas deve ter início no mês de agosto.

A conduta preconizada pelo Ministério da Saúde é que os contatos destas crianças sejam registrados e examinados. Nesse sentido, houve diagnóstico em 73 contatos intradomiciliares dos casos novos diagnosticados na campanha. Do quantitativo de escolares identificados como casos sugestivos de hanseníase ou com diagnóstico confirmado pelas unidades de saúde, cinco estados responderam por mais de 80% do total de casos diagnosticados, sendo eles: Pará, Mato Grosso, Maranhão, Bahia e Pernambuco.

Na Campanha, também foram tratados 4.754.092 alunos para verminoses e 25.173 escolares foram diagnosticados para tracoma. Este ano, a terceira edição da campanha nas escolas deve ter início no mês de agosto.

Por Amanda Mendes, da Agência Saúde 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Tecpar recebe empresa japonesa que quer trazer para o Brasil piso gerador de energia


O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) recebeu uma missão empresarial do Japão em busca de apoio tecnológico para viabilizar a introdução de um produto altamente inovador no Brasil, o piso gerador de energia. A empresa japonesa SPC - Soundpower Corporation é a única a desenvolver esse produto no mundo e buscou o Tecpar para dar suporte à entrada no mercado brasileiro.

A comitiva empresarial japonesa, capitaneada pela Câmara do Comércio e Indústria Brasil Japão do Paraná (CCIBJ do Paraná), foi recebida pelo diretor-presidente do Tecpar, Júlio C. Felix, nesta terça-feira (21). Durante a reunião, o produto foi apresentado à diretoria executiva. “A empresa quer entrar no mercado brasileiro e busca o apoio tecnológico do Tecpar. Propomos aos empresários que podemos dar o suporte tecnológico à empresa”, salienta Felix.

A japonesa SPC - Soundpower Corporation é a única empresa do mundo que possui a tecnologia de geração de energia elétrica a partir de som ou vibração. Além de aplicação para acender um guia luminoso no piso para evacuação em caso de desastres, por exemplo, a tecnologia também pode ser aplicada em prevenção de crimes. “Ficamos impressionados com a tecnologia e colocamos o Tecpar à disposição dos empresários japoneses para avançarmos nas conversas”, ressalta o diretor-presidente.

A vinda dos japoneses é apoiada pela agência de fomento do Japão, a Japan International Cooperation Agency (Jica), que executa projetos de viabilidade a pequenas e médias empresas do país que desenvolvam tecnologias úteis para resolver problemas em nações em desenvolvimento.

Relação com a Jica
O relacionamento entre o Tecpar e a Jica é de longo prazo. Em 1991, por meio de um acordo com a agência, o instituto incluiu em seu escopo de atividades as áreas de eletro-eletrônica e metal-mecânica, para servir de apoio principalmente à indústria automobilística, que estava se instalando no Paraná. Pela cooperação, o Tecpar construiu uma nova sede na Cidade Industrial de Curitiba e contratou técnicos, enquanto o governo japonês ficou responsável por equipar o novo centro voltado à qualidade industrial e pelo treinamento especializado.



terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Rollemberg decreta emergência na saúde pública do Distrito Federal

O governador Rodrigo Rollemberg anunciou na noite de hoje (19) a decretação de situação de emergência na saúde pública do Distrito Federal nos próximos 180 dias. Nesse período, o governo instala uma força-tarefa para revisar a renegociação de contratos e escalas de trabalho. Remanejamentos para atendimento emergencial também estão incluídos na revisão pretendida por Rollemberg.

De acordo com a assessoria do governo do Distrito Federal (GDF), qualquer servidor da administração pública de Brasília poderá ser chamado pelo secretário de Saúde, João Batista de Souza, para compor a força-tarefa. Além disso, membros do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e Polícia Civil do DF podem ser chamados para auxiliar os atendimentos na rede hospitalar.

Dentre os motivos apontados pelo governador estão “a falta de pagamento a fornecedores de medicamentos e de material médico-hospitalar, entre outros; o fechamento de diversos leitos em UTI, inclusive na neonatologia; e a descontinuidade da prestação de serviços, como de radioterapia, o que pode acarretar sofrimento aos pacientes e aumento no número de óbitos devido à interrupção do tratamento de câncer”.

Rollemberg vem enfrentando diversos problemas na saúde do DF desde que assumiu o cargo, no início do ano. O governo negocia com servidores da saúde e da educação o parcelamento de atrasados referentes a dezembro, dentre eles 13º salário e férias.

Os médicos entraram em greve na última sexta-feira (16), depois de rejeitar a proposta do governo de parcelamento das dívidas trabalhistas, acumuladas desde outubro do ano passado. Além disso, eles não aceitam a decisão de parcelar os salários dos servidores.

“Isso é provisório, para que possamos colocar as contas em dia. Estamos herdando uma dívida do governo anterior”, disse Rollemberg, ainda na semana passada. “Pedimos a compreensão dos médicos, dos professores, para que possamos regularizar. O caos não interessa a ninguém”, reforçou. O GDF vai pedir na Justiça a ilegalidade da greve.

Editor: Stênio Ribeiro – agencia EBC

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