Destaques

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Projeto prevê campanha sobre uso de remédios psiquiátricos em crianças

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 8324/14, do Senado Federal, que determina que o Sistema Único de Saúde (SUS) promova campanhas de prevenção contra o uso desnecessário ou excessivo de psicofármacos em crianças e adolescentes. Psicofármacos são medicamentos para tratar transtornos psiquiátricos, como antidepressivos, ansiolíticos e antipsicóticos.

O projeto acrescenta dispositivo ao Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90). A autora, senadora Angela Portela (PT-RR), chama atenção para o uso excessivo, no Brasil, do medicamento de tarja preta Ritalina (cloridrato de metilfenidato) para o tratamento dos transtornos de déficit de atenção e hiperatividade. Ela se preocupa, especialmente, com o uso do remédio em crianças muito novas, de até dois anos de idade.

“Poderosos interesses econômicos de laboratórios farmacêuticos reforçam a tendência de profissionais de saúde e de educação de transformarem um problema não médico, da área de aprendizagem ou comportamento, em um problema biológico do indivíduo, com causa e solução médica”, afirma a senadora. Esse processo, destaca, é conhecido como medicalização.

O objetivo dela com o projeto é restringir o uso de psicofármacos “aos casos que se enquadram em protocolos clínico-terapêuticos consolidados e aprovados pelas instâncias técnicas competentes”.

Tramitação
A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Íntegra da proposta:
·         PL-8324/2014
Reportagem – Lara Haje
Edição – Daniella Cronemberger

Agência Câmara Notícias

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Médicos do Mundo impugnam patente do Sofosbuvir para hepatite C da Giliead

A Médicos do Mundo (MdM) apresentou na terça-feira uma oposição contra a patente do medicamento Sofosbuvir, para a Hepatite C, concedida pelo Instituto Europeu de Patentes, considerando que o laboratório pratica "preços exorbitantes" e que deve ser aberta a concorrência, avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.

Em comunicado, a organização não governamental (ONG) anuncia que apresentou este recurso legal, através do qual a validade de uma patente pode ser contestada, que se for bem sucedido "irá incentivar a concorrência de versões genéricas do sofosbuvir", um anti-viral usado no tratamento da Hepatite C e que tem uma taxa de cura superior a 90%.


"A oposição a uma patente é um recurso que já foi utilizado pela sociedade civil na Índia e Brasil para conseguir a revogação de uma patente concedida de forma indevida e a disponibilização de versões genéricas", explica Olivier Maguet, do conselho da MdM para a hepatite C, acrescentando que estes "recursos levaram a uma descida considerável no custo dos tratamentos e ao acesso dos doentes que de outra forma não teriam a oportunidade."

Esta é a primeira vez na Europa que uma ONG recorre a esta medida para melhorar o acesso dos doentes aos medicamentos.

Há vários meses que a MdM, em conjunto com outras organizações, vem alertando para os problemas colocados pelo custo dos novos tratamentos para a hepatite C e do sofosbuvir em particular.

"O laboratório farmacêutico Gilead detém o monopólio do sofosbuvir e está a comercializar este tratamento de 12 semanas a um preço exorbitante - 41 mil euros em França e 44 mil euros no Reino Unido -, impedindo assim que muitas pessoas tenham acesso ao medicamento", sublinha a MdM.

Em Portugal, o Ministério da Saúde chegou, no final da semana passado, a acordo com o laboratório para fornecer o tratamento gratuitamente aos doentes, mas os custos para o SNS não foram revelados, embora a Gilead tenha começado por pedir valores superiores a 43 mil euros por um tratamento de 12 semanas.

A MdM alega que apesar de a utilização do sofosbuvir no tratamento da hepatite C representar um enorme avanço terapêutico, a molécula em si, que resulta do trabalho de investigadores públicos e privados, não é suficientemente inovadora para garantir uma patente.

Assim, decidiu apresentar a sua contestação, já que "existe um abuso por parte da Gilead ao impor preços que não são sustentáveis aos sistemas de saúde".

Se for aceite, o medicamento poderá começar a ser produzido em versões genéricas a um preço de apenas 101 dólares.

"Estamos a defender o acesso universal aos cuidados de saúde: a luta contra a desigualdade na saúde envolve a salvaguarda do sistema de saúde baseado na solidariedade", explica Jean-François Corty, Director de Projectos da MdM França, que acrescenta que "mesmo num país "rico" como a França, com um orçamento anual para medicamentos de 27 mil milhões de euros, é difícil suportar este custo e já estamos a assistir a um racionamento arbitrário que exclui os doentes do tratamento".

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que existam 130 a 150 milhões de doentes crónicos de hepatite C, enquanto na União Europeia poderão estar infectadas entre 7,3 a 8,8 milhões de pessoas.

Segundo a MdM, em Portugal, onde o medicamento deverá ter um custo superior a 42 mil euros - 100 mil euros contabilizando todo o tratamento necessário -, estão registados nos hospitais mais de 13 mil doentes com hepatite C, estimando-se no entanto que o número de infectados seja de cerca de cem mil.

Anualmente a infecção mata cerca de mil pessoas.

Fonte: Lusa/Diário Digital

BRUNO BOTAFOGO GONÇALVES, Assessor Especial do Ministro, coordenará as atividades da área de publicidade da Assessoria de Comunicação do MS

PORTARIA Nº 119, DE 11 DE FEVEREIRO DE 2015
O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições que lhe conferem os incisos I e II do parágrafo único do art. 87 da Constituição, resolve:
Art. 1º Delegar competência ao servidor BRUNO BOTAFOGO GONÇALVES, Assessor Especial do Ministro, DAS 102.5, para planejar, elaborar, coordenar, orientar e controlar as atividades da área de publicidade da Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Saúde, sob orientação normativa do órgão responsável pela Comunicação Social da Presidência da República.
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 3° Cessar os efeitos da Portaria nº 760/GM/MS, de 13 de abril de 2011, publicada no Diário Oficial da União nº 72, de 14 de abril de 2011, Seção 2, página 42.
ARTHUR CHIORO

MS COMPRA DA ABBOTT 20 MIL TESTES DIAGNÓSTICO DO VÍRUS DA HEPATITE B E 35 MIL PARA HEPATITE C NO VALOR DE R$ 2.226.000,00

EXTRATO DE CONTRATO Nº 14/2015 - UASG 250005
Nº Processo: 25000138530201464. PREGÃO SRP Nº 31/2014.
Contratante: MINISTERIO DA SAUDE -CNPJ Contratado: 56998701003212.
Contratado : ABBOTT LABORATORIOS DO BRASIL LTDA
Objeto: Aquisição de 20.000 testes para diagnostico do vírus da Hepatite B e 35.000 testes para diagnóstico do vírus da Hepatite C. Fundamento Legal: Lei nº 10.520/2002 e Decreto nº 5.450/2005.
Vigência: 10/02/2015 a 03/06/2015. Valor Total: R$2.226.000,00.
Fonte: 6151000000 - 2015NE800174. Data de Assinatura: 10/02/2015.

JARBAS BARBOSA DA SILVA JÚNIOR, Secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégico participará de reunião na OMS na próxima semana

PORTARIA Nº 118, DE 11 DE FEVEREIRO DE 2015
O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso da competência que lhe foi delegada pelo artigo 2º do Decreto nº 1.387, de 7 de fevereiro de 1995, autoriza o afastamento do país do servidor:

JARBAS BARBOSA DA SILVA JÚNIOR, Secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, com a finalidade de participar da Primeira Reunião do Grupo de Trabalho do Mecanismo Global de Coordenação sobre como realizar um comprometimento
Governamental no Engajamento com o Setor Privado para Prevenção e Controle de Doenças Não-Transmissíveis, promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra - Suíça, no período de 16 a 20 de fevereiro de 2015
ARTHUR CHIORO

RODRIGO GUERINO STABELI substituirá CLAUDE PIRMEZ na Vice-Presidente da Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ

MINISTÉRIO DA SAÚDE
DECRETOS DE 11 DE FEVEREIRO DE 2015
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso XXV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 4º do Estatuto aprovado pelo Decreto no 4.725, de 9 de junho de 2003, resolve
EXONERAR
CLAUDE PIRMEZ do cargo de Vice-Presidente da Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ.
Brasília, 11 de fevereiro de 2015; 194o da Independência e 127o da República.
DILMA ROUSSEFF
Arthur Chioro
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso XXV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 4º do Estatuto aprovado pelo Decreto no 4.725, de 9 de junho de 2003, resolve
NOMEAR
RODRIGO GUERINO STABELI, para exercer o cargo de Vice-Presidente da Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ.
Brasília, 11 de fevereiro de 2015; 194o da Independência e 127o da República.
DILMA ROUSS

EDUARDO JORGE VALADARES OLIVEIRA, substituirá no período de 18 a 20 de fevereiro de 2015, o Secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos,

PORTARIA Nº 117, DE 11 DE FEVEREIRO DE 2015
O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso de suas atribuições legais, e considerando o art. 38 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, resolve:
Designar EDUARDO JORGE VALADARES OLIVEIRA, para substituir no período de 18 a 20 de fevereiro de 2015, o Secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, código DAS 101.6, nº 35.0001, em virtude de afastamento do titular e do substituto eventual.

Ilana Trombka assume diretoria-geral do Senado

Virgínia Galvez, Renan e Ilana Trombka, durante o ato 
de posse. Jonas Pereira/Agência Senado
O presidente do Senado, Renan Calheiros, assinou na tarde desta quarta-feira (11) as portarias de designação da nova diretora-geral da Casa, Ilana Trombka, e da nova diretora da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Virgínia Galvez. Elas assumiram os cargos em cerimônia na sala de audiências da Presidência do Senado, com a presença de senadores, diretores e servidores.
— As duas reforçam a bancada feminina da Casa e, tenho certeza, estão à altura dos cargos que agora assumem — afirmou Renan, ao resumir o currículo das servidoras.
O presidente elogiou Luiz Fernando Bandeira, secretário-geral da Mesa que acumulou o cargo de diretor-geral desde maio do ano passado, e agradeceu ao ex-diretor da Secom, Davi Emerich, por ter realizado um trabalho muito importante nos últimos dois anos.
Renan afirmou que o Senado atingiu um nível de excelência em transparência, sendo reconhecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) como destaque no quesito numa pesquisa com 138 órgãos públicos. O presidente também destacou o pioneirismo do Senado com a economia de mais de R$ 500 milhões em “tempos de incerteza” e o salto da média anual de investimentos de R$ 23 milhões para R$ 67 milhões.
Renan citou ainda medidas como a extinção de 35% das funções comissionadas, o estabelecimento da jornada corrida de 7 horas, a aplicação do teto constitucional sobre as remunerações, a extinção de contratos, a fusão de estruturas e a modernização administrativa.
Novas diretoras
Mestre em Relações Públicas, com carreira acadêmica e profissional na área, Ilana Trombka está no Senado desde 1998. Já foi diretora da Secretaria de Relações Públicas do Senado e de Comunicação do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB), assessora da Presidência e assessora parlamentar do Ministério da Integração Nacional.
Ela agradeceu a oportunidade, dizendo ser uma honra que não esperava viver, e assumiu um compromisso com o presidente da Casa.
— Vai ter de mim o meu trabalho, o meu esforço, a minha dedicação e a minha lealdade. A Diretoria-Geral vai ser administrada nos ditames que o senhor vem ditando na administração do Senado Federal: a partir da transparência, da eficiência e da racionalidade do gasto do dinheiro público — disse a nova diretora-geral, que deixa o cargo de diretora-geral adjunta de Gestão.
Virgínia Galvez, nova diretora da Secom, também está na Casa desde 1998. É jornalista, com passagens por redações de jornais como Folha de S.Paulo. Foi representante do Senado no conselho consultivo da Anatel, ocupou várias funções na TV Senado, foi assessora da Secretaria de Comunicação e do senador Antonio Carlos Magalhães e atualmente exercia a atividade de assessoria de imprensa na Diretoria-Geral.
— Temos orgulho de oferecer ao cidadão uma informação correta, que busca sempre chegar ao cidadão de forma diversificada — afirmou Virgínia, que fez um histórico do avanço da estrutura de comunicação do Legislativo, desde a participação no Diário da Constituinte, em 1987 e 1988.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado

Alessandro Golombiewski Teixeira foi nomeado para a presidência da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI)


O economista Alessandro Golombiewski Teixeira foi nomeado para a presidência da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) pelos próximos quatro anos. A nomeação foi publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (9). Teixeira é doutor em Competitividade Tecnológica e Industrial, com ênfase em Comércio Exterior pela Universidade de Sussex, na Inglaterra, e mestre em Economia na América Latina pela Universidade de São Paulo (USP).

Participou da criação e tornou-se o primeiro presidente da ABDI, de 2005 a 2007. Com ampla experiência em política industrial e comércio exterior, foi um dos responsáveis pela implementação da política industrial do governo Lula. Foi secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e também do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI). Presidiu a World Association of Investment Promotion Agencies (Waipa), entidade que reúne as agências de promoção de investimentos de 156 países. Também foi coordenador executivo do programa de governo da presidente Dilma Rousseff e presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Assessoria de Comunicação Social ABDI

Conselho Nacional de Saúde critica aprovação do Orçamento Impositivo

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) avalia que a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 358/13, pela Câmara dos Deputados, ontem (10), que institui o chamado Orçamento Impositivo, trará grandes perdas para o orçamento destinado à Saúde.

Com a nova regra, o financiamento da Saúde, por parte da União, muda, e será feito de maneira escalonada. Para a presidenta do CNS, Maria do Socorro de Souza, esse é um dos problemas da PEC. “Nós somos contra o resultado da votação no Congresso Nacional. Nós alertamos parlamentares, o governo e a sociedade, dizendo que as regras atuais, de colocar, de forma escalonada, 13,2% da receita corrente líquida da União até cinco anos, poderia, de imediato, reduzir o Orçamento, sobretudo a parte da União, do governo federal”, disse.

A regra atual perante as receitas correntes liquidas é de aproximadamente 14,6%, e com a regra da emenda cai para 13.2%, segundo o conselheiro nacional e coordenador do Movimento Saúde + 10, Ronald Ferreira. Ele falou sobre o projeto de lei de iniciativa popular Saúde+10, que previa 10% das receitas brutas da União para a área. “Infelizmente o Congresso Nacional desconsiderou [o projeto]”, reclamou, lembrando que projeções do CNS, com base no crescimento nominal do Produto Interno Bruto (PIB), mostram que a redução de verba pode ser entre R$ 7 bilhões e R$ 10 bilhões, em 2015.

Outra crítica do conselho é com relação a como será destinada a verba das emendas parlamentares. Com a nova regra o governo passa a ser obrigado a executar as emendas individuais de deputados e senadores até o limite de 1,2% da receita corrente líquida. O texto prevê que 50% dos recursos devem ser para a área de Saúde. “A gente tem posição contra a emenda parlamentar porque, na verdade, é Orçamento público, e fica muito sem critério e sem controle da sociedade sobre onde está sendo aplicado. Se viesse adicionar, sem comprometer o piso, seria até considerado ganho, mesmo que a gente tenha posicionamento contra a emenda parlamentar”, reforça a presidenta do CNS.

Maria do Socorro disse ainda que o CNS vai procurar o Ministério Público e a Ordem dos Advogados do Brasil para saber que instrumentos jurídicos podem ser usados para reverter as perdas.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse aos jornalistas que falar em perdas agora pode ser equivocado, e a real avaliação dos impactos depende da aprovação do orçamento da pasta. “Tem duas questões: primeiro fazer a análise do impacto da medida; e, em segundo lugar precisamos saber qual o nosso orçamento. O nosso orçamento tem perspectiva de ser aprovado pelo Congresso no dia 24. Pelo que as lideranças do Congresso têm dito, antes disso não temos como nos manifestar”, acrescentou

Michèlle Canes - Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro

Presidenta Dilma convida Miriam Belchior para a presidência da Caixa

Nota Oficialpresidenta Dilma Rousseff convidou, nesta terça-feira (10) a ex-ministra Miriam Belchior para a presidência da Caixa. Posse será no 23 de fevereiro. Confira nota na íntegra:

A presidenta Dilma Rousseff convidou hoje a ex-ministra Miriam Belchior para assumir a presidência da Caixa Econômica Federal. Jorge Hereda deixa o cargo após quatro anos.

A presidenta agradeceu a dedicação, a competência e a lealdade de Hereda, que permanecerá na instituição até a conclusão de uma transição e a formação da nova equipe.

A posse de Miriam Belchior ocorrerá no dia 23 de fevereiro.
Secretaria de Imprensa
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Equador implantará programa Farmácia Popular

Até quinta-feira (12) delegação equatoriana ficará reunida no Ministério da Saúde para conhecer a metodologia do programa brasileiro 

Representantes do governo do Equador estão no Brasil para conhecer detalhes do programa Farmácia Popular, criado pelo Ministério da Saúde para ofertar medicamentos gratuitos ou com até 90% de desconto para a população. O grupo técnico estará reunido com representantes do Ministério da Saúde até quinta-feira (12) em Brasília. A transferência de tecnologia do programa, entre outras ações, está prevista em acordo firmado entre os ministérios da Saúde dos dois países em 2014, para fortalecer a cooperação nas áreas de nutrição, medicamentos e vigilância sanitária. A experiência brasileira também está sendo base do programa peruano de Farmácias Inclusivas.

O encontro para transferência de informações acontece entre os dias 10 e 12 de fevereiro. Os temas a serem trabalhados durante os três dias são: sistema de informática, de monitoramento, de acompanhamento e de avaliação do Programa Farmácia Popular; determinação do preço/valor de referência dos medicamentos; sistema de segurança do programa; e sistemas e aspectos complementares para a melhoria do acesso a medicamentos. Os trabalhos também estão sendo acompanhados por representantes da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS).

A cooperação entre Brasil e Equador, com duração de cinco anos, estabelece o intercâmbio de informações, visitas técnicas e projetos conjuntos para a capacitação profissional. Além do fortalecimento das estratégias para saúde materna e infantil e do acesso à assistência farmacêutica, o acordo envolve as áreas de pesquisa em saúde e avaliação de tecnologias sanitárias. A parceria foi firmada durante visita do presidente do Equador, Rafael Correa, ao Brasil para conhecer as políticas nacionais nas áreas de nutrição infantil para adequá-las à sua realidade.

Atualmente, o programa brasileiro Farmácia Popular disponibiliza 113 itens na rede própria e 25 nas drogarias particulares, por meio do Aqui Tem Farmácia Popular. São medicamentos para tratamento de doenças como colesterol, osteoporose, doença de Parkinson, glaucoma, além de contraceptivos e fraldas geriátricas. Nos últimos três anos, o Ministério da Saúde investiu mais de R$ 5,7 bilhões na iniciativa que conta com 33.796 estabelecimentos, e que já beneficiou 24,4 milhões de pessoas.
Para retirar os medicamentos em uma das unidades credenciadas, o cidadão deve apresentar o documento de identidade, CPF e receita médica dentro do prazo de validade (90 dias). A receita pode ser emitida tanto por um profissional do SUS quanto por um médico que atende em hospitais ou clínicas privadas.

COOPERAÇÃO - Os ministérios da Saúde do Brasil e do Equador estreitam relações desde a Assembleia Mundial da Saúde ocorrida em Genebra em maio do ano passado, quando o ministro Arthur Chioro convidou a ministra Carina Vance para conhecer o Programa Farmácia Popular. A ministra equatoriana esteve no Brasil no mês seguinte, em junho, e participou de reuniões técnicas com equipes do Ministério da Saúde.

Brasil e Equador já mantêm ações bilaterais na área da saúde desde 2007, quando o Instituto Fernandes Figueira-Fiocruz apoiou a implantação e desenvolvimento do Primeiro Banco de Leite do Equador, na Maternidade Isidro Ayora, em Quito. Em outro projeto conjunto, o Brasil, por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) oferece apoio técnico para o fortalecimento das funções regulatórias de pré e pós-comercialização de medicamentos daquele país.

Ascom/MS 

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