Destaques

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

DOLUTEGRAVIR E DARUNAVIR são INCORPORADOS AO SUS

PORTARIA Nº 35, DE 28 DE SETEMBRO DE 2016
Torna pública a decisão de incorporar o uso do dolutegravir e darunavir para o tratamento da infecção pelo HIV, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS.

O SECRETÁRIO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INSUMOS ESTRATÉGICOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, no uso de suas atribuições legais e com base nos termos dos art. 20 e art. 23 do Decreto 7.646, de 21 de dezembro de 2011,
resolve:

Art. 1º Fica incorporado o uso do dolutegravir e darunavir para o tratamento da infecção pelo HIV, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS.

Art. 2º O relatório de recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) sobre essa tecnologia estará disponível no endereço eletrônico: http://conitec.gov.br/.

Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
MARCO ANTONIO DE ARAUJO FIREMAN

Rastreabilidade: segurança jurídica e previsibilidade

Anvisa garante segurança jurídica e previsibilidade para a implantação da rastreabilidade de medicamentos

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta terça-feira (27/09), regulamento que suspende a eficácia do artigo 23 da Resolução RDC 54/2013, que trata dos prazos para a implantação da rastreabilidade de medicamentos no país. A decisão ocorre em razão da tramitação do Projeto de Lei (PL) 4.069/2015, que se encontra em fase final de aprovação, aguardando apenas a votação da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara para depois ser sancionado. O PL altera substancialmente a Lei 11.903/2009, que instituiu o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM), e fixa novos prazos para que esse Sistema seja implantado.
“Com a medida, a Agência dá garantia jurídica e previsibilidade ao funcionamento do sistema regulatório de medicamentos, uma vez que os prazos que estavam vigentes estabeleciam a implementação total da rastreabilidade para todos os medicamentos comercializados e distribuídos no Brasil até 11 de dezembro de 2016, em discordância com o que está sendo proposto no Projeto de Lei 4.069/2015”, explica o diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa.
O diretor da Agência José Carlos Moutinho concorda. Para ele, “foi necessário suspender a eficácia do artigo 23 da RDC 54 de 2013, tendo em vista a complexidade das ações a serem implementadas tanto pelo setor público quanto regulado, o que inviabilizaria a correta implantação do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos e os mecanismos e procedimentos para rastreamento de medicamentos na cadeia dos produtos farmacêuticos. No mesmo passo segue o entendimento do Legislativo”, sintetiza.
O diretor Fernando Mendes coaduna e acrescenta: "trata-se de um processo de alto custo e complexidade para todo o setor. Acredito que esta medida da Anvisa fará com que a indústria invista de modo prudente e eficaz contribuindo para o sucesso da implementação do sistema".
A nova lei trará várias alterações importantes, como, por exemplo, as informações mínimas na embalagem dos medicamentos, a possibilidade de definição pela Anvisa do escopo do SNCM, a garantia de banco de dados centralizado em órgão federal, alterações nos prazos para a testagem do Sistema e para sua completa implantação, entre outras. 
A manutenção do prazo previsto na RDC nº 54/2013 estava gerando insegurança para todos os integrantes do sistema de medicamentos: fabricantes e importadores, distribuidores, varejistas e serviços de saúde, além da própria Anvisa. A Agência já se encontra em processo de revisão da RDC 54/2013, utilizando os parâmetros da nova lei do SNCM, inclusive os prazos que terão de ser compatibilizados.
Nesse processo, ocorrem diálogos com os representantes de todos os integrantes do sistema de produção e comercialização de medicamentos, além da revisão de todas as alternativas tecnológicas, de forma a construir um sistema factível, que garanta sua implantação nos prazos e que alcance os objetivos primordiais de evitar fraudes e falsificações de medicamentos e aumentar a garantia de rastreabilidade em situações de risco sanitário.

Saúde oferecerá melhor tratamento do mundo para HIV/Aids

Para ofertar o Dolutegravir, considerado um antirretroviral inovador, o Ministério da Saúde conseguiu negociar a redução em 70% no preço e atenderá 100 mil pacientes no primeiro ano

Considerado como o melhor tratamento contra o HIV/aids no mundo, o Brasil passa a contar com o novo antirretroviral Dolutegravir. Cerca de 100 mil pacientes portadores do vírus receberão o tratamento a partir de 2017. Com a oferta, recomendada pela OMS (Organização Mundial de Saúde), o Ministério da Saúde reafirma a posição de liderança no combate à epidemia de HIV/aids e o compromisso de oferecer um tratamento inovador. A disponibilidade do tratamento na rede pública de saúde é mais um resultado do compromisso assumido pelo Ministério da Saúde de otimizar os recursos, transformando em benefício para a população.


Confira, a apresentação em anexo, os vídeos das organizações internacionais:



“Estamos ousando oferecer o melhor tratamento do mundo pelo menor preço possível”, destacou o ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante a cerimônia de anúncio do novo medicamento. Segundo o ministro, esse é um desafio para todas as áreas da pasta, e não apenas para o combate ao HIV e aids. “Temos a clareza de que é possível fazer mais com os recursos que temos disponíveis. A nossa política é ousar e, a marca de nossa gestão, é oferecer mais eficiência, possibilitando melhorar o tratamento e a oferta de medicamentos no SUS com menor custo, sem onerar o orçamento”, ressaltou o ministro. 
A partir da negociação com a indústria farmacêutica GSK, a pasta conseguiu reduzir em 70% o preço do medicamento, de USD 5,10 para USD 1,50. Assim, a incorporação do Dolutegravir não altera o orçamento atual do Ministério da Saúde para a aquisição de antirretrovirais, que é de R$ 1,1 bilhão. Mantida as negociações atuais, para todos os tratamentos com antirretrovirais, a estimativa do Ministério da Saúde é de uma economia de R$ 5 milhões. Nos primeiros 100 dias de gestão, o Ministério da Saúde obteve uma eficiência/economia de R$ 1.056 bilhão. Vale ressaltar que o ritmo de incorporação do medicamento está compatível com a capacidade de produção do laboratório.
Para a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, Adele Benzaquen,  mais importante do que reafirmar o papel do Brasil na vanguarda na condução da política de combate ao HIV e aids, a incorporação do Dolutegravir reforça o compromisso maior do Ministério da Saúde de oferecer às pessoas que vivem com HIV e aids a melhor tecnologia existente de forma sustentável.
“O dolutegravir apresenta uma série de vantagens para essas pessoas. Além de potência muito mais alta, o novo medicamento apresenta um nível muito baixo de eventos adversos” esclareceu a diretora. Além disso, a diretora reforçou que o novo medicamento também apresenta maior eficácia ao longo do tempo, o que acarreta o menor aparecimento de vírus resistentes ao longo do tratamento. “Isso possibilita maior qualidade de vida aos pacientes ao longo dos anos”, reforçou a diretora.
O novo medicamento apresenta um nível muito baixo de eventos adversos, o que é importante para os pacientes que devem tomar o medicamento todos os dias, para o resto da vida. Com menos eventos adversos, os pacientes terão melhor adesão e maior sucesso no tratamento.
O diretor do Departamento de HIV, da Organização Mundial de Saúde (OMS), Gottifried Hirnschael, por meio de mensagem em vídeo, destacou que desde os primeiros dias da epidemia Global de HIV, o Brasil foi pioneiro ao introduzir as mais inovadoras intervenções, com criatividade e eficiência. De acordo com ele, “o Brasil também esteve entre os primeiros países, no fim de 2013, a introduzir a política de ‘tratar todos’ e oferecer tratamento a todas as pessoas HIV positivas o mais cedo possível”, disse Gottifried Hirnschael.
Sobre a incorporação do novo medicamento no SUS, Gottifried ressaltou que a OMS está feliz com o anúncio de que o Brasil é um dos primeiros países a introduzir o dolutegravir, um dos mais recentes tratamentos, no seu programa nacional. A OMS recomenda o uso desse medicamento para aumentar ainda mais a qualidade do tratamento do HIV”, afirmou. Para ele, com a implementação dessa nova política, o Brasil será capaz de melhorar a saúde e o bem-estar de milhões de pessoas vivendo com HIV e irá inspirar outros países afazer o mesmo.
TRATAMENTO - Inicialmente, o novo medicamento será ofertado no SUS a todos os pacientes que estão começando o tratamento e também aos pacientes que apresentam resistência aos antirretrovirais mais antigos. A expectativa é que, em 2017, cerca de 100 mil pacientes iniciem o uso do novo tratamento. Já incorporado ao SUS pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), o medicamento será incluído ao novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Manejo da Infecção pelo HIV, que será atualizado ainda este ano.
Atualmente, o esquema de tratamento das pessoas na fase inicial é composto pelos medicamentos tenofovir, lamivudina e efavirenz, conhecido como 3 em 1. A partir de 2017, o dolutegravir associado ao 2 em 1 (tenofovir + lamivudina) será indicado no lugar do efavirenz para pacientes que iniciem tratamento e aqueles que apresentam resistência aos medicamentos mais antigos.
Nos últimos anos, o Brasil tem se mantido na vanguarda do tratamento contra a epidemia de aids. Além de ser um dos primeiros a adotar a política de acesso universal ao tratamento antirretroviral na década de 90, o país também foi pioneiro na recomendação do tratamento para todas as pessoas vivendo com HIV e aids, independente de critérios clínicos e imunológicos. Isso foi definido em 2013, com a publicação do primeiro Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Manejo da Infecção pelo HIV em adultos.
Com a oferta da medicação às pessoas vivendo com HIV, houve um aumento no número de  tratamento. No período de 2005 a 2016, por exemplo, o país triplicou o total de brasileiros em tratamento, passando de 165 mil pra 483 mil. Apenas em 2016, até agosto, 48 mil pessoas iniciaram terapia antirretroviral no Brasil. Esses números reforçam o sucesso das ações do ministério em adotar o tratamento de todas as pessoas soropositivas como medida de saúde pública para o controle da transmissão do HIV no país.
PANORAMA – Desde o começo da epidemia, o Brasil registrou798.366 casos de aids, acumulados no período de 1980 a junho de 2015. No período de 2010 a 2014, o Brasil registrou 40,6 mil casos novos/ano, em média. Em relação à mortalidade, houve uma queda da taxa de mortalidade por aids de  10,9%, nos últimos anos, passando de 6,4 por 100 mil habitantes em 2003 para 5,7 em 2014.
Anexos:
Vídeos das organizações internacionais

Por Nivaldo Coelho, da Agência Saúde

Brasil poderá receber até 15 missões de inspeção veterinária ainda este ano, informa o Mapa

O Brasil poderá receber 15 missões veterinárias de vários países, até o final do ano, para inspeção sanitária em estabelecimentos registrados junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Quatro delas já estão confirmadas: duas do Chile (para carne bovina e farinha de carne e osso); uma de Cuba (para carnes suína e de aves) e uma da Bolívia (para carnes de aves, bovina e suína).
Com as missões, os países interessados pretendem avaliar a ação do serviço de inspeção federal e os controles efetuados pelos estabelecimentos com o objetivo de autorizar novas habilitações à exportação de produtos brasileiros de origem animal ou revalidar aquelas já concedidas.
Segundo o chefe da Divisão de Auditorias Internacionais do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Mapa, Fábio Coelho Correa de Araújo, quanto mais missões vierem ao país, maior a possibilidade de ampliação da exportação de produtos agropecuários e de consolidação do reconhecimento internacional da qualidade do serviço de inspeção federal brasileiro.
O primeiro grupo de técnicos virá do Chile para fazer auditoria na produção de carne bovina in natura, entre os dias 10 de outubro e 22 de novembro. A previsão é visitar estabelecimentos de Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Minas Gerais, São Paulo, do Tocantins, Espírito Santo, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.
Em outra missão, o Chile enviará auditores para verificar a produção de farinha de carne e osso em unidades em Goiás, Minas, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A visita está prevista para o período de 28 de novembro e 9 de dezembro.
Estão previstas ainda missões de Cuba e da Bolívia. De 15 de outubro a 24 de novembro, os cubanos vão fazer auditorias em estabelecimentos de aves e suínos. De 21 de novembro e 2 de dezembro, veterinários bolivianos irão inspecionar unidades de carnes de ave, suína e bovina. Os roteiros ainda estão sendo definidos.
Fonte: Mapa

Região das Américas é declarada livre de sarampo


"A região das Américas é a primeira do mundo a ser declarada livre de sarampo, uma doença viral que pode causar graves problemas de saúde, inclusive pneumonia, cegueira, inflamação do cérebro e até mesmo a morte. Este resultado culmina um esforço de 22 anos que envolveu uma ampla administração da vacina contra o sarampo, a caxumba e a rubéola no continente.

A declaração da eliminação do sarampo foi entregue nesta terça-feira (27) pelo Comitê Internacional de Peritos (CIE) de Documentação e Verificação da Eliminação do Sarampo, Rubéola e Síndrome de Rubéola Congênita nas Américas, durante o 55º Conselho Diretor da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), ao qual comparecerão os Ministros de Saúde da Região esta semana.

O sarampo se torna assim a quinta doença prevenível por vacinação a ser eliminada nas Américas, após a erradicação regional da varíola em 1971, da poliomielite em 1994 e da rubéola e síndrome de rubéola congênita em 2015.

"Hoje é um dia histórico para a nossa região e para o mundo. É a prova do notável êxito que se pode alcançar quando os países trabalham juntos para alcançar objetivos comuns", ressaltou Carissa F. Etienne, Diretora da OPAS/OMS. "É o resultado de um compromisso assumido há mais de duas décadas, em 1994, quando os países das Américas se comprometeram a acabar com o sarampo no início do século XXI".

Antes de começar a vacinação maciça em 1980, o sarampo causava cerca de 2,6 milhões de mortes por ano no mundo e cerca de 101.800 óbitos somente nas Américas entre 1971 e 1979. Um estudo sobre a efetividade da eliminação do sarampo na América Latina e no Caribe estima que, com a vacinação, os países da região preveniram 3,2 milhões de casos de sarampo e 16.000 mortes entre 2000 e 2020.

"Este marco histórico não teria sido possível sem o firme compromisso político dos Estados Membros de garantir que todas as crianças tenham acesso às vacinas que salvam vidas. Não teria sido possível sem a generosidade e o compromisso dos agentes de saúde e voluntários que trabalharam arduamente para levar os benefícios das vacinas a todas as pessoas, inclusive as comunidades vulneráveis e de difícil acesso. E não teria sido possível sem a forte liderança e a coordenação da OPAS, escritório regional da OMS para as Américas", afirmou Etienne.

Desde 2002, quando nas Américas foi notificado o último caso endêmico de sarampo, a região havia interrompido a transmissão do vírus. Como o sarampo continua circulando no âmbito mundial, alguns países haviam notificado casos importados de outras partes do mundo. Entre o ano passado e agosto deste ano, o Comitê Internacional de Peritos (CIE) de Documentação e Verificação da Eliminação do Sarampo, Rubéola e Síndrome de Rubéola Congênita nas Américas, recebeu as evidências apresentadas por todos os países da região da eliminação desta doença e as considerou satisfatórias para fazer esta declaração. O processo envolveu seis anos de trabalho com os países para documentar as evidências da eliminação.

O sarampo é uma das doenças mais contagiosas, e afeta sobretudo crianças. É transmitido por gotas de saliva procedentes do nariz, boca e garganta de pessoas infectadas. Os sintomas consistem em febre alta, erupção generalizada em todo o corpo, congestão nasal e irritação ocular. Pode causar complicações graves, tais como cegueira, encefalite, diarreia intensa, infecções do ouvido e pneumonia, sobretudo em crianças com problemas de nutrição e pacientes imunodeprimidos.

Como resultado dos esforços de eliminação global do sarampo, em 2015 foram notificados 244.704 casos de sarampo no mundo, mais da metade na África e Ásia, o que representa uma queda notável em relação a anos anteriores.

Processo para eliminar o sarampo
Para manter a eliminação do sarampo, a OPAS/OMS e o Comitê Internacional de Peritos para a Eliminação do Sarampo e da Rubéola recomendam a todos os países das Américas que fortaleçam a vigilância ativa e mantenham a imunidade de sua população através da vacinação.

"Quero destacar que nosso trabalho ainda não terminou. Não devemos ficar complacentes com este resultado, mas protegê-lo cuidadosamente", advertiu Etienne. "O sarampo continua circulando amplamente em outras partes do mundo, motivo pelo qual devemos estar preparados para responder aos casos importados. É fundamental continuar mantendo as altas taxas de cobertura de vacinação e é crucial que os casos suspeitos de sarampo sejam notificados às autoridades imediatamente", acrescentou.

Na década de 1990, registrou-se uma queda no número de casos, mas a diminuição mais notória ocorreu depois que a região lançou sua iniciativa de eliminar o sarampo em 1994. Nesse ano, os países das Américas estabeleceram o objetivo de eliminar a transmissão endêmica do sarampo de maneira coletiva até 2000, através da implementação de estratégias de vigilância e vacinação recomendadas pela OPAS/OMS.

A estratégia da OPAS/OMS para erradicar o sarampo baseou-se em três ações: 1) fazer uma campanha nacional de vacinação contra o sarampo dirigida a crianças entre 1 e 14 anos; 2) fortalecer a vacinação de rotina para alcançar no mínimo 95% das crianças a cada ano; e 3) fazer campanhas maciças de acompanhamento a cada quatro anos, com o fim de vacinar no mínimo 95% das crianças de 1 a 4 anos com uma segunda dose da vacina.

Seguindo esta estratégia, o último surto endêmico foi registrado na Venezuela em 2002. Contudo, alguns países da região continuaram notificando casos importados. Entre 2003 e 2014, o número total de casos de sarampo importados ou relacionados a uma importação chegou a 5.077 nas Américas.

Após declarar a eliminação da rubéola e da Síndrome de Rubéola Congênita em 2015, o Comitê Internacional de Peritos esperou que se apresentassem as evidências da interrupção de um surto de sarampo no Brasil, que havia começado em 2013 e durou mais de um ano. Depois de um ano de ações dirigidas e extrema vigilância, o último caso de sarampo no Brasil foi registrado em julho de 2015.

Com este resultado e ante o fato de que a região manteve a eliminação por mais de 12 anos, o Comitê Internacional de Peritos aceitou as evidências apresentadas pelos países e declarou a eliminação do sarampo nas Américas.

Os parceiros importantes na eliminação do sarampo e da rubéola incluem os ministérios da saúde dos países-membros da OPAS/OMS, os Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, Health Canada, a Agência Canadense para o Desenvolvimento Internacional (CIDA), a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID), o Instituto de Vacinas Sabin, o Instituto Serum da Índia, March of Dimes, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e a Iniciativa Sarampo-Rubéola, uma coalizão de parceiros globais, incluindo a Federação Internacional da Cruz Vermelha/Crescente Vermelho, a Fundação ONU, UNICEF e a OMS."

LINKS

Plano de ação para manter a eliminação do sarampo, rubéola e síndrome da rubéola congênita na região das Américas: relatório final: http://www.paho.org/hq/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=35679&Itemid=270&lang=pt

OPAS/Sarampo: http://bit.ly/2d2K8d8
 (em espanhol)

A Região das Américas é a primeira no mundo a ser declarada como livre da rubéola:

Novo manual de transporte de sangue

No manual, anexo, são encontradas orientações básicas sobre classificação, embalagem, rotulagem e procedimentos regulatórios para o transporte de sangue e hemocomponentes. Além disso, a publicação traz orientações gerais para o procedimento de solicitação de autorização interestadual de sangue e componentes no território nacional.
As orientações aplicam-se ao transportador, ao destinatário e aos demais atores envolvidos no processo de transporte de sangue e componentes no âmbito do ciclo do sangue. A publicação contribuirá também para que os agentes do sistema Nacional de Vigilância Sanitária - SNVS possam contar com mais uma referência técnica que os auxilie a desempenhar suas funções frente ao risco sanitário.
Normas sobre transporte de sangue
O manual baseia-se nos requisitos definidos pela RDC 20/2014, que regula as atividades de transporte de material biológico sob a ótica da vigilância sanitária, estabelecendo regras para que os serviços cumpram os requisitos definidos pela legislação brasileira. São eles: serviços de hemoterapia, laboratórios clínicos, hospitais, clínicas, bancos de células, bancos de tecidos ou similares, utilizando infraestrutura para logística de transporte própria ou de terceiros.
Outra norma utilizada para a elaboração do manual foi a Portaria Conjunta Ministério da Saúde (MS)/Anvisa 370/2014, que trata exclusivamente do transporte de sangue e componentes para fins terapêuticos.
Riscos iminentes
“O transporte é um dos pontos críticos de controle no ciclo do sangue. Falhas neste processo, como, por exemplo, amostras de sangue e/ou hemocomponentes com alterações na temperatura e no tempo padronizado de transporte, podem acarretar erro da análise laboratorial, produtos biológicos contaminados ou deteriorados e perda da qualidade, interferindo de forma negativa na terapêutica do paciente”, alerta João Batista Silva Júnior,  Gerente de Sangue, Tecidos, Células e Órgãos (GSTCO), da Anvisa.
João Batista destaca que, em se tratando de material biológico, deve-se também levar em conta o risco de infecção do trabalhador, a possibilidade de contato com pessoas durante o trânsito, bem como a contaminação do ambiente em situações de avaria.
A reedição do manual foi um trabalho conjunto entre áreas da Anvisa, das Vigilâncias Sanitárias locais, com colaboração técnica do Ministério da Saúde, Serviços de Hemoterapia e agências reguladoras ligadas ao transporte.

Coletiva imprensa-HIV / Aids



quarta-feira, 28 de setembro de 2016

NOVO APLICATIVO PARA PACIENTES DIABÉTICOS

De acordo com a Federação Internacional de Diabetes, há aproximadamente 14 milhões de pessoas com Diabetes tipo 2 no Brasil.1 Desse total, apenas 50% são diagnosticados2 e  73% desses pacientes não estão bem controlados.3 Para facilitar o dia a dia de médicos e pacientes no tratamento do diabetes tipo 2, foi desenvolvido o aplicativo Glico2. O objetivo da ferramenta é acompanhar o registro diário de glicemia dos pacientes diabéticos e auxiliar no controle da doença.

“Esse tipo de ferramenta tem se mostrado bastante útil, porque facilita que o paciente tenha um melhor controle da doença e possa compartilhar essas informações com seu médico” comenta Dr. André Vianna, diretor executivo do Centro de Diabetes Curitiba e coordenador do Departamento de Novas Terapias da Sociedade Brasileira de Diabetes. “Como o paciente acaba tendo acesso a um conteúdo compilado sobre a doença, isso o auxilia na adesão ao tratamento e estabelece um melhor relacionamento com o médico”.

 Como funciona?
Com base nos dados diários fornecidos pelo paciente, o aplicativo elabora relatórios de controle glicêmico e planilhas de evolução do tratamento, calcula o índice de massa corporal, dicas de saúde e alerta sobre a compra dos medicamentos. Além disso, todos esses dados podem ser compartilhados com o médico, auxiliando no monitoramento e na gestão diária das medições de glicemia beneficiando a qualidade de vida dos pacientes.
Para utilizar essa ferramenta, é necessário que médicos e pacientes baixem o aplicativo em seu smartphone ou tablet (Android e IOS) ou acessem através de um computador e façam o cadastro. O Glico2 ainda oferece um blog com dicas de alimentação e nutrição, além de receitas saudáveis sobre o diabete tipo 2, atualizado semanalmente. (www.glico2.novartis.com.br)

 Programa de Adesão
Pensando em prover soluções inovadoras aos pacientes, além da plataforma para diabéticos, a empresa, conta com o Vale Mais Saúde (VMS), um programa de adesão ao tratamento.  O VMS visa auxiliar pacientes de doenças crônicas a seguirem as recomendações médicas relacionadas ao tratamento medicamentoso e também às melhorias na dieta, prática de atividades físicas e estilo de vida. O programa, que existe há mais de 10 anos, oferece para mais de 4.5 milhões de pacientes assessoria alimentar, orientações para exercícios pulmonares e físicos, materiais disponíveis na web, além de descontos nos medicamentos.

 Sobre Diabetes tipo 2
Diabete tipo 2 é uma doença assintomática e pode ser desenvolvido pelos maus hábitos alimentares e sedentarismo, mas algumas pessoas, especialmente as mulheres, possuem mais propensão3 a desenvolver diabetes. A doença é caracterizada por altos níveis de glicose no sangue, que podem causar sérios problemas de saúde4. Por isso, é importante que os pacientes diabéticos registrem o dia a dia dos testes de glicemia e tenham acompanhamento médico.
Para mais informações sobre diabetes tipo 2, acesse o Portal Diabetes 2 que conta com artigos, notícias e informações médicas para ajudar no tratamento, com dicas de saúde, bem-estar, alimentação e conhecimentos gerais da doença. (www.diabetestipo2.novartis.com.br)

 Referências
  1. International Diabetes Federation. IDF Diabetes Atlas, 7th Edition, 2015. Disponível em:http://www.diabetesatlas.org/resources/2015-atlas.html. Último acesso em 06 de setembro de 2016.
  2. Caderno de Atenção Básica da Saúde – Diabetes Mellitus. Rastreamento e Prevenção do Diabetes. Disponível em:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diabetes_mellitus.PDF . Último acesso em: 08 de setembro de 2016.
  3. Mendes AB, Fittipaldi JA, Neves R, et al. Prevalence and correlates of inadequate glycaemic control: results from a nationwide survey in 6,671 adults with diabetes in Brazil. Acta Diabetol, 2010; 47:137-45.
  4. National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases (NIDDK) U.S. Department of Health and Human Services.National Institutes of Health (NIH). Disponível http://diabetes.niddk.nih.gov/dm/pubs/diagnosis/index.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Projeto cria unidades de saúde exclusivas para mulheres

Para Gaguim, existem falhas no atendimento e dificuldades no acesso à prevenção de câncer e outras demandas

A Câmara dos Deputados analisa a criação de unidades de saúde exclusivas para mulheres em cada grupo de 50 mil habitantes. A medida está prevista no Projeto de Lei 5328/16, do deputado Carlos Henrique Gaguim (PTN-TO), que altera a Lei do Planejamento Familiar (9.263/96).
A legislação atual obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a garantir, de forma geral, à mulher, ao homem ou ao casal programa de atenção integral à saúde. Essa atenção inclui a assistência à concepção e à contracepção; o atendimento pré-natal; a assistência ao parto, ao pós-parto e ao recém-nascido; o controle das doenças sexualmente transmissíveis; o controle e a prevenção dos cânceres cérvico-uterino, de mama, de próstata e de pênis.
Gaguim, porém, argumenta que existem falhas no atendimento e dificuldades no acesso a ações preventivas de câncer de mama ou colo de útero, a métodos contraceptivos e a outras demandas relacionadas à saúde da mulher. “A ampliação da oferta de unidades para atendimento de demandas femininas permitirá a disseminação do trabalho de orientação quanto a hábitos saudáveis, intervalos entre partos, escolha da via de parto e amamentação”, afirma o deputado.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
ÍNTEGRA DA PROPOSTA:
Reportagem – Noéli Nobre
Edição - Sandra Crespo


Ministro da Saúde lança novo tratamento para pacientes com HIV/aids


O ministro da Saúde, Ricardo Barros, apresenta nesta quarta-feira (28/9), às 10h00, novo tratamento para pacientes com HIV/aids no Sistema Público de Saúde (SUS). 


O evento será transmitido ao vivo pela Rádio Web Saúde (http://portalsaude.saude.gov.br/webradio) e pelo Periscope (www.twitter.com/minsaude).

Lançamento de novo tratamento para HIV/aids 
Data: 28 de setembro (quarta-feira)
Horário: 10h00
Local: Ministério da Saúde – Edifício Sede (auditório Emilio Ribas), Esplanada dos Ministérios, Bloco G

Ministério da Saúde identifica responsáveis pela invasão do site

O Ministério da Saúde informa que o serviço de inteligência do DATASUS já identificou os responsáveis pela invasão do portal: dois trabalhadores terceirizados que serão afastados de suas funções. Uma sindicância interna vai concluir a apuração dos fatos.
Após uma falsa publicação, o site do Ministério da Saúde voltou a sua regularidade uma hora depois do ocorrido na manhã desta terça-feira, 27/9. 

Brasil recebe certificado de eliminação do sarampo

O reconhecimento foi concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde, em evento nos Estados Unidos. Região das Américas é a primeira do mundo considerada zona livre de sarampo
O sarampo está eliminado no Brasil. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) entregou nesta terça-feira (27) ao Ministério da Saúde, durante a 55ª Reunião do Conselho Diretor da OPAS, em Washington, Estados Unidos, o certificado da eliminação da doença. No evento, a região das Américas foi declarada como zona livre de sarampo, a primeira em todo o mundo.

“O Ministério da Saúde, em parceria com as secretarias estaduais e municipais de saúde atuaram fortemente durante décadas para a eliminação do sarampo e outras doenças imunopreviníveis. Este reconhecimento demonstra a eficiência do trabalho integrado feito pelo monitoramento e a vigilância dentro do Sistema Único de Saúde do Brasil”, comentou o secretário Executivo do Ministério da Saúde, Antônio Nardi.
O último caso relatado no Brasil foi no Ceará, em julho de 2015. Os últimos casos autóctones de sarampo ocorreram no ano 2000 e, desde então, todos os casos confirmados no Brasil foram importados ou relacionados à importação.
A diretora da OPAS/OMS, Carissa Etienne, afirmou que hoje é um dia histórico e a conquista é a prova do notável êxito quando os países trabalham juntos para alcançar objetivos comuns. Na oportunidade, Etienne lembrou que o feito é resultado de um compromisso assumido há mais de duas décadas, quando os países das Américas se comprometeram a acabar com o sarampo no início do século XXI.
Para manter a eliminação do sarampo, a OPAS/OMS e o Comitê Internacional de Peritos (CIE) para a Eliminação do Sarampo e da Rubéola recomendam a todos os países das Américas que fortaleçam a vigilância ativa e mantenham a imunidade de sua população através da vacinação. O sarampo se torna assim a quinta doença prevenível por vacinação a ser eliminada nas Américas, após a erradicação regional da varíola em 1971, da poliomielite em 1994 e da rubéola e síndrome de rubéola congênita em 2015.
Desde 2002, quando nas Américas foi notificado o último caso endêmico de sarampo, a região havia interrompido a transmissão do vírus. Como o sarampo continua circulando no âmbito mundial, alguns países haviam notificado casos importados de outras partes do mundo. Entre o ano passado e agosto deste ano, o CIE recebeu as evidências apresentadas por todos os países da região da eliminação desta doença e as considerou satisfatórias para fazer esta declaração. O processo envolveu seis anos de trabalho com os países para documentar as evidências da eliminação.
HISTÓRICO - Antes de começar a vacinação maciça em 1980, o sarampo causava cerca de 2,6 milhões de mortes por ano no mundo e cerca de 101,8 mil óbitos somente nas Américas entre 1971 e 1979. Um estudo sobre a efetividade da eliminação do sarampo na América Latina e no Caribe estima que, com a vacinação, os países da região preveniram 3,2 milhões de casos de sarampo e 16 mil mortes entre 2000 e 2020.
No Brasil, o Sarampo é uma doença de notificação compulsória desde 1968. A partir de 1999, a vigilância do sarampo é integrada à vigilância da rubéola, tornando oportuna a detecção de casos e surtos e a efetivação das medidas de controle adequadas.
Desde a implantação do Plano de Eliminação do Sarampo, em 2000, a doença apresentou baixa morbimortalidade. No ano 2000 foram confirmados os últimos surtos autóctones nos estados do AC e MS. A partir de 2001 ocorreram casos importados, mas sem grande magnitude e controlados pelas ações de prevenção e controle.
Também foi realizada Campanha de Seguimento contra o Sarampo em todos os municípios brasileiros no período em novembro de 2014. Com as medidas adotadas foi constatada a interrupção da circulação do vírus do sarampo no Brasil. A partir desse cenário, particularmente nos estados de PE e CE – onde ocorreram surtos em 2013, 2014 e 2015 – foi elaborado, em 2014 o Plano de Contingência Para Resposta às Emergências em Saúde Pública para o Sarampo.
Mesmo após a interrupção dessa transmissão, é importante a manutenção do sistema de vigilância epidemiológica da doença, com o objetivo de detectar oportunamente todo caso de sarampo importado, bem como adotar todas as medidas de controle ao caso.
Por Amanda Mendes, da Agência Saúde

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