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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

LIRAa aponta 357 municípios em situação de Risco para dengue, zika e chikungunya

Realizado em 3.946 cidades o levantamento orienta as ações de controle da doença. Com a resolução que tornou o LIRAa obrigatório, aumentou em 73% o número de municípios que realizaram o levantamento neste ano em relação a 2016

O novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) indica 357 municípios brasileiros em situação de risco de surto de dengue, zika e chikungunya. Isso significa que mais de 9% das cidades que fizeram o levantamento tinham altos índices de larvas do mosquito. No total, 3.946 cidades de todo o país fizeram o levantamento. Os dados foram apresentados pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta terça-feira (28), em Brasília. Na ocasião, também foi lançada a campanha publicitária de combate ao mosquito Aedes aegypti.

Confira, em anexo, a apresentação completa

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, destacou a importância de uma ação conjunta com estados e municípios para o desafio do combate ao Aedes. “O enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti é prioridade do Governo Federal, por isso definimos um dia de mobilização, a Sexta Sem Mosquito, quando mobilizaremos ministros de estado e autoridades locais para estarem em todos os estados do país chamando a atenção da população para a importância de combater o mosquito”, informou o ministro da Saúde.

Além das cidades em situação de risco, o LIRAa identificou 1.139 municípios em alerta, com índice de infestação de mosquitos nos imóveis entre 1% a 3,9% e 2.450 municípios com índices satisfatórios, com menos de 1% das residências com larvas do mosquito em recipientes com água parada. Entre as 17 capitais que o Ministério da Saúde recebeu informações sobre o LIRAa, estão com índices satisfatórios os municípios de Macapá (AP), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Teresina (PI), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e Palmas (TO). As capitais com índices em estado de alerta, são:  Maceió (AL), Manaus (AM), Salvador (BA), Vitória (ES), Recife (PE), Natal (RN), Porto Velho (RO), Aracajú (SE) e São Luis (MA). As capitais Belém (PA), Boa Vista (RR), Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Brasília (DF) e Rio Branco (AC) não informaram os dados ao Ministério da Saúde.

Acesse em anexo a relação dos municípios que realizaram o LIRAa

O Mapa da Dengue, como é chamado o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), é um instrumento fundamental para o controle do mosquito Aedes aegypti. Com base nas informações coletadas no LIRAa, o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de depósito onde as larvas foram encontradas. O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito Aedes aegypti.

Para o secretário de Vigilância em Saúde, Adeilson Cavalcante, o levantamento é fundamental para prever ações locais. “É necessária uma visão global da situação, por isso o levantamento tem papel essencial nas decisões nacionais, mas principalmente locais, porque o levantamento traz detalhes de focos de mosquito por bairros e com isso o gestor pode prever ações efetivas de controle da proliferação do mosquito”, destacou Adeilson Cavalcante.

CRIADOUROS – A metodologia permite identificar onde estão concentrados os focos do mosquito em cada município, além de revelar quais os principais tipos de criadouros, por região. Os resultados reforçam a necessidade de intensificar imediatamente as ações de prevenção contra a dengue, zika e chikungunya, em especial nas cidades em risco e em alerta.

O armazenamento de água no nível do solo (doméstico), como tonel, barril e tina, foi o principal tipo de criadouro nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. Nas regiões Norte e Sul o maior número de depósitos encontrados foi em lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção. Na região Sudeste predominou os depósitos móveis, caracterizados por vasos/frascos com água, pratos e garrafas retornáveis.

CAMPANHA PUBLICITÁRIA – A nova campanha do Ministério da Saúde de conscientização para o combate ao mosquito Aedes aegypti chama atenção da população para os riscos das doenças transmitidas pelo vetor (dengue, zika e chikungunya) e convoca a todos ao seu enfrentamento. O objetivo é mostrar que o combate à proliferação do mosquito começa dentro da própria casa, sendo responsabilidade de cada um, podendo gerar mudança positiva na vizinhança. O material alerta: “Um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Faça sua parte e converse com seu vizinho”.

A campanha começa a ser exibida nesta terça-feira (28) e será veiculada na TV, rádio, internet e redes sociais. Também está previsto o dia D de mobilização contra o mosquito, que ocorrerá no dia 8 de dezembro. A “Sexta Sem Mosquito”, como será chamada a ação, se estenderá até janeiro mobilizando os governos Federal, Estadual e Municipal para promoverem ações de limpeza nas cidades em casas, estabelecimentos privados e órgãos públicos.

Campanha chama atenção da população para os riscos das doenças. 

AÇÕES 
– As ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti são permanentes e tratadas como prioridade pelo Governo Federal. Desde a identificação do vírus Zika no Brasil e sua associação com os casos de malformações neurológicas, o governo mobilizou todos os órgãos federais (entre ministérios e entidades) para atuar conjuntamente, além de contar com a participação dos governos estaduais e municipais na mobilização de combate ao vetor.

Para isso, o Ministério da Saúde tem garantido orçamento crescente aos estados e municípios. Os recursos para as ações de Vigilância em Saúde, incluindo o combate ao Aedes aegypti, cresceram 83% nos últimos anos, passando de R$ 924,1 milhões em 2010 para R$ 1,7 bilhão, em 2016. Para 2017, a previsão é que o orçamento de vigilância em saúde para os estados chegue a R$ 1,96 bilhão. Este recurso é destinado à vigilância das doenças transmissíveis, entre elas dengue, Zika e chikungunya. O recurso é repassado mensalmente a estados e municípios. Além disso, desde novembro de 2015 foram repassados cerca de R$ 465 milhões para pesquisas e desenvolvimento de vacinas e novas tecnologias, além de destinar mais R$ 395,3 milhões para o eixo de assistência à saúde.

DENGUE – Até 11 de novembro de 2017, foram notificados 239.076 casos prováveis de dengue em todo o país, sendo observado uma redução de 83,7% em relação ao mesmo período de 2016 (1.463.007). Com relação ao número de óbitos, também houve queda significativa (82,4%), reduzindo de 694 óbitos em 2016 para 122 em 2017. Da mesma forma, os registros de dengue grave  caíram 73%,  de um ano para outro,  passando de 901, em 2016, para 243 em 2017. Já dengue com sinais de alarme passou de 8.875 em 2016 para 2.209 em 2017, apresentando uma redução 75% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Em todo país, a região Nordeste apresentou o maior número de casos prováveis (84.051 casos; 35,2%) em relação ao total do país. Em seguida aparecem as regiões Centro-Oeste (74.691 casos; 31,2%), Sudeste (55.381 casos; 23,2%), Norte (21.057 casos; 8,8%) e Sul (3.896 casos; 1,6%).
A análise da taxa de incidência de casos prováveis de dengue (número de casos/100 mil hab.), em 2017, até o dia 11 de novembro, segundo regiões geográficas, evidencia que as regiões Centro-Oeste e Nordeste apresentam as maiores taxas de incidência: 476,9 casos/100 mil hab. e 147,7 casos/100 mil hab., respectivamente. Entre as Unidades da Federação (UFs), destacam-se Goiás (906,3 casos/100 mil hab.), Ceará (457,7 casos/100 mil hab.) e Tocantins (322,5 casos/100 mil hab.).

CHIKUNGUNYA – Até 11 de novembro, foram registrados 184.458 casos prováveis de febre chikungunya, o que representa uma taxa de incidência de 89,5 casos para cada 100 mil habitantes. A redução é de 32,1% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 271.637 casos. A taxa de incidência no mesmo período de 2016 foi de 131,8 casos/100 mil/hab..

A região Nordeste apresentou o maior número de casos prováveis de febre de chikungunya (141.363 casos; 76,6%) em relação ao total do país.

Em seguida aparecem as regiões Sudeste (23.169 casos; 12,6%), Norte (16.125 casos; 8,7%), Centro-Oeste (3.467 casos; 1,9%) e Sul (334 casos; 0,2%).

Neste ano, foram confirmados laboratorialmente 149 óbitos. No mesmo período do ano passado, foram 211 mortes confirmadas, uma redução de 29,4%.

ZIKA – Até 11 de novembro, foram registrados 16.870 casos prováveis de Zika em todo país, uma redução de 92,1% em relação a 2016 (214.126). A taxa de incidência passou de 103,9 em 2016 para 8,2 neste ano.

As regiões Centro-Oeste e Norte apresentam as maiores taxas de incidência: 38,3 casos/100 mil hab. e 12,2 casos/100 mil hab., respectivamente. Entre as UFs, destacam-se Mato Grosso (64,5 casos/100 mil hab.), Goiás (55,9 casos/100 mil hab.), Tocantins (45,5 casos/100 mil hab.) e Roraima (43,4 casos/100 mil hab.). Em relação às gestantes, foram registrados 2.197 casos prováveis, sendo 901 confirmados por critério clínico-epidemiológico ou laboratorial.

Panorama dos Estados

UF
Total de Municípios
Total de Municípios que fizeram LIRAa out/nov 2017
Municípios Satisfatório
%
Municípios em Alerta
%
Municípios em Risco
%
RO
52
52
15
28,8
30
57,7
7
13,5
AC
22
0
0
0
0
0,0
0
0
AM
62
13
9
69,2
4
30,8
0
0
RR
15
13
3
23,1
7
53,8
3
23,1
PA
144
87
42
48,3
38
43,7
7
8,0
AP
16
13
11
84,6
1
7,7
1
7,7
TO
139
27
23
85,2
3
11,1
1
3,7
MA
217
216
109
50,5
93
43,1
14
6,5
PI
224
188
148
78,7
37
19,7
3
1,6
CE
184
181
124
68,5
49
27,1
8
4,4
RN
167
165
22
13,3
73
44,2
70
42,4
PB
223
223
56
25,1
113
50,7
54
24,2
PE
184
182
50
27,5
88
48,4
44
24,2
AL
102
69
23
33,3
35
50,7
11
15,9
SE
75
72
25
34,7
41
56,9
6
8,3
BA
417
281
81
28,8
124
44,1
76
27,0
MG
853
814
618
75,9
178
21,9
18
2,2
ES
78
63
39
61,9
23
36,5
1
1,6
RJ
92
88
67
76,1
21
23,9
0
0
SP
645
520
455
87,5
65
12,5
0
0
PR
399
158
78
49,4
68
43,0
12
7,6
SC
295
7
4
57,1
3
42,9
0
0
RS
497
268
212
79,1
35
13,1
21
7,8
MS
79
0
0
0
0
0,0
0
0
MT
141
0
0
0
0
0,0
0
0
GO
246
246
236
95,9
10
4,1
0
0
DF
1
0
0
0
0
0,0
0
0

5569
3946
2450
62,1
1139
28,9
357
9,0



Ministério premia 32 pesquisas relevantes para a saúde pública do país


Em seu 16º ano, evento incorpora duas novas categorias envolvendo estudos inovadores em tecnologia e os inscritos no Programa de Pesquisas do SUS

Pesquisadores e estudiosos na área de ciência e tecnologia em saúde receberam nesta quarta-feira (29) reconhecimento do Ministério da Saúde pela relevância das pesquisas para a saúde pública do país. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, entregou 32 premiações durante o 16º Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação, que aconteceu em São Paulo (SP). A premiação integra o evento Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde 2017 que promove discussões sobre os grandes avanços científicos, tecnológicos e inovadores em saúde.

“Precisamos conciliar que o preço das novas tecnologias não seja um fator impeditivo para o seu desenvolvimento. Estamos tratando de um grande desafio, que é permitir que os pesquisadores e empresários possam produzir essas funções tecnológicas para que todos nós possamos viver bem com os recursos que os SUS disponibiliza”, destacou o  ministro Ricardo Barros.

Ao todo, 522 projetos se inscreveram para concorrerem aos prêmios que variam de R$ 20 mil a R$ 50 mil em cinco categorias: trabalho científico publicado, tese de doutorado, dissertação de mestrado, produtos e inovação em saúde, experiência exitosa do programa pesquisa para o SUS: gestão compartilhada em saúde – PPSUS. Estas duas últimas são as novidades da edição deste ano do prêmio, além da participação do vencedor do Nobel de medicina de 1998, o pesquisador Ferid Murad. 

“Estão sendo premiados aqueles que conseguiram fazer com que suas inovações virassem produto de fato e que contribuísse com o desenvolvimento do Brasil. É necessário criar um ambiente favorável para que as pesquisas e produtos possam ser desenvolvidos e que favoreçam prontamente os usuários do SUS. Vamos avançar nesse rumo para dar um salto qualitativo nas pesquisas e conseguir mais espaço para as inovações”, afirmou Marco Fireman, Secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde.

Os trabalhos foram avaliados em etapas distintas, nas categorias acadêmicas, a primeira fase é analisada por especialistas ad hoc e a segunda pela comissão julgadora, na categoria de Experiência Exitosa do Programa Pesquisa para o SUS, a primeira etapa se constitui de duas avaliações da FAP e SES de cada estado e a segunda pela comissão julgadora. Já a categoria de Produtos e Inovação em Saúde é analisada de maneira única pela comissão julgadora.

Até o ano passado, se inscreveram no prêmio 5.872 estudiosos, destes 370 foram premiados, sendo 63 com prêmio em dinheiro e 307 premiações com menções honrosas, fortalecendo o compromisso do Ministério da Saúde de incentivar a produção científica com o potencial de incorporação no Sistema Único de Saúde.

Premiados por categoria

Categoria
Pesquisador
Projeto
Trabalho Publicado
Natália Bezerra Mota
Desordens do pensamento medidas como estrutura aleatória de fala classificam sintomas negativos e diagnósticos de esquizofrenia com seis meses de antecedência.
Tese de Doutorado
Cinara Fandaruff
Estudo da estrutura cristalina e propriedades de dissolução de fases sólidas de Efavirenz e saquinavir, visando a biorrelevância e seu impacto no tratamento do Hiv/aids.
Dissertação de Mestrado
Stefânia Santos Soares
Desigualdade e dupla porta de entrada no território: Desafios para a organização da Atenção às Urgências de Baixo Risco no município do Rio de Janeiro.
Experiências exitosas PPSUS
Maria Lúcia Rosa Rossetti
Novas tecnologias para o estudo da tuberculose: Uma análise da detecção e transmissão de M. Tuberculosis Circulante.
Produtos e Inovação para o SUS
Suelia de Siqueira Rodrigues Fleury Rosa
SOFIA – Projeto de Pesquisa e desenvolvimento de um protótipo final da solução de ablação para tratamento de câncer de fígado nacional, que gere inovação na área para que este seja comercializado internacionalmente (Universidade de Brasília – UNB).

HOMENAGEM - O Ministro da Saúde também entregou homenagens as estudiosas Vanessa Van Der Linden Mota, Maria de Lourdes Sousa Maia e Lygia da Veiga Pereira, que estiveram a frente de pesquisas que impactaram diretamente a saúde dos brasileiros.

A médica Vanessa Van Der Linden Mota foi uma das primeiras a identificar a relação da microcefalia com o vírus Zika. Já, a pesquisadora Maria de Lourdes Sousa Maia, exerce relevante trabalho da área de imunização e tem forte atuação no planejamento e desenvolvimento de projetos de pesquisa da vacina contra a febre amarela. Outra homenageada, a física Lygia da Veiga Pereira, considerada uma das cem brasileiras mais influentes, foi uma das protagonistas na aprovação do uso de células tronco embrionárias com finalidades científicas.

CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO EM SAÚDE 2017 – Durante os dois dias de evento, irão participar mais de 50 palestrantes renomados do país e do exterior, entre eles, Fariad Murad (Nobel, 1998), Christoph Thuemmler (Edinburgh Napier University); Phillip Scheinberg (Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo), entre outros.

O público esperado é de mais de 800 pessoas nos dois dias de evento, movimentando a área da saúde com perspectivas de novas parcerias nos aspectos: científico, inovação, financeiro e tecnológico.

Além disso, serão realizadas mais de 55 atividades entre palestras, painéis temáticos, rodas de conversas e exposições.  O evento conta ainda com a Feira de Oportunidades que compreende cerca de 60 estandes de instituições financiadoras, universidades, indústrias e governo para apresentação de produtos de inovação e experiências bem sucedidas.

Anexo:

Por Victor Maciel, da Agência Saúde



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