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terça-feira, 24 de março de 2015

Vacina Contra Rotavírus - no valor total de R$ 161.773.210,30 é adquirida por inexigibilidade da GSK por Biomanguinhos

EXTRATO DE INEXIGIBILIDADE
DE LICITAÇÃO Nº 15/2015 - UASG 254445
Nº Processo: 25386000121201590 . Objeto: Importação de Vacina Contra Rotavírus. Total de Itens Licitados: 00001. Fundamento Legal: Art. 25º, Caput da Lei nº 8.666 de 21/06/1993. Justificativa: O material solicitado é o único que atende as necessidades da Unidade. Declaração de Inexigibilidade em 23/03/2015. ANDREA GOOD LIMA COUTO. Substituta Eventual do Depad. Ratificação em 23/03/2015. ANTONIO DE PADUA RISOLIA BARBOSA. Vicediretor de Produção. Valor Global: R$ 161.773.210,30. CNPJ CONTRATADA : Estrangeiro GLAXO-SMITHKLINE BIOLOGICALS MANUFACTURING S.A.


INTERFERONA BETA 1A, 30 mcg. BIOGEN IDEC fornecerá ao MS 165.648 seringas no valor total de R$ 73.912.137,60 por inexigibilidade

EXTRATO DE CONTRATO No- 42/2015 - UASG 250005 No- Processo: 25000161344201429.
INEXIGIBILIDADE No- 17/2015. Contratante: MINISTERIO DA SAUDE -CNPJ Contratado: 07986222000336. Contratado : BIOGEN IDEC BRASIL PRODUTOS -FARMACEUTICOS LTDA.. Objeto: Aquisição de 165.648 seringas do medicamento Interferona Beta 1A, 30 mcg., pó liófilo p/ injetável, com sistema de aplicação. Fundamento Legal: Lei nº. 8.666/1993. Vigência: 19/03/2015 a 18/03/2016. Valor Total: R$73.912.137,60. Fonte: 6151000000 -

2015NE800525. Data de Assinatura: 19/03/2015.

GENZYME entregará ao MS 17.275 fr. de ALFALGLICOSIDADE 50 mg, 6.161 fr. DE BETAGALSIDADE 35 mg e 15.073 fr. de LARONIADE 0,58 mg/ml no valor total de R$ 83.379.330,09 por inexigibilidade

No- Processo: 25000193509201421.

INEXIGIBILIDADE No- 16/2015. Contratante: MINISTERIO DA SAUDE -CNPJ Contratado: 68132950000103. Contratado : GENZYME DO BRASIL LTDA. -Objeto: Aquisição de 17.275 frascos de Alfalglicosidade 50mg, de 6.161 frascos de Betagalsidade 35mg e de 15.073 frascos de Laronidade 0,58 mg/ml. Fundamento Legal: Lei 8.666/1993 . Vigência: 20/03/2015 a 19/03/2016. Valor Total: R$83.379.330,09. Fonte: 6151000000 - 2015NE800429. Data de Assinatura: 20/03/2015.

IDURSULFASE de 2 mg/ml e ALFAGALSIDASE de 1 mg/ml, são adquiridos da UNO HEALTHCARE INC pelo MS no valor total de R$ 153.464.965,08

EXTRATO DE CONTRATO No- 38/2015 - UASG 250005
No- Processo: 25000193498201480.

INEXIGIBILIDADE No- 14/2015. Contratante: MINISTERIO DA SAUDE -CPF Contratado: ESTRANGEIRO. Contratado : UNO HEALTHCARE INC. Objeto: Aquisição de 22.046 frascos do medicamento Alfagalsidase de 1 mg/ml e 18.974 frascos do medicamento Idursulfase de 2 mg/ml.. Fundamento Legal: Lei nº. 8.666/1993. Vigência: 20/03/2015 a 31/12/2015. Valor Total: R$153.464.965,08. Fonte: 6151000000 - 2015NE800415. Data de Assinatura: 20/03/2015

CLOZAPINA: compr. 770.280 DE 25mg e 25.919.100 de 100mg serão fornecidos ao MS pelao LAFEPE / CRISTÁLIA pelo valor total de R$ 36.533.229,60

COORDENAÇÃO-GERAL DE SERVIÇOS GERAIS
EXTRATO DE CONTRATO No- 30/2015 - UASG 250005 No- Processo: 25000154947201474.
DISPENSA No- 182/2015. Contratante: MINISTERIO DA SAUDE - CNPJ Contratado: 10877926000113. Contratado: LABORATORIO FARMACEUTICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO GOVERN. Objeto: Aquisição de 770.280 comprimidos de Clozapina de 25 mg e 25.919.100 comprimidos de Clozapina de 100mg. Fundamento Legal: Lei nº 8.666/1993. Vigência: 19/03/2015 a 18/03/2016. Valor Total: R$36.533.229,60. Fonte: 6151000000 - 2015NE800348. Data de Assinatura:

19/03/2015

segunda-feira, 23 de março de 2015

Interesses empresariais fecham o cerco ao SUS

'Há uma ação muito bem articulada dos atores interessados na mercantilização da saúde, que financiaram muitos parlamentares que estão hoje no Congresso'

Maíra Mathias - EPSJV
Marcos Santos / USP imagensA ressaca já tinha sido grande quando, no dia 19 de janeiro, a presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei 13.079, que modifica a Lei Orgânica da Saúde e contraria a Constituição de 1988 para permitir a entrada do capital estrangeiro na assistência à saúde. Contudo, foi apenas nos dias seguintes à sanção que a atuação do governo federal no episódio foi ficando clara. Atropelo do controle social e argumentos que não convencem: tudo isso dá a dimensão dos interesses por trás da medida que levou o Executivo a entrar em rota de colisão com as entidades da Reforma Sanitária e a militância do SUS. Nessa matéria, tentamos recuperar parte do processo para contrapor os argumentos oficiais às críticas, abordando ainda as perspectivas de ação legal e luta política que se abrem em ano de 15a Conferência Nacional de Saúde.


Tudo começou na Câmara dos Deputados, onde tramitava a Medida Provisória (MP) nº 656 de 2014, editada pela Presidenta da República, que tratava do reajuste da tabela do Imposto de Renda (que, afinal, seria vetado por Dilma Rousseff). Os parlamentares acharam por bem incorporar 32 temas estranhos à MP 656, que, acrescida de aproximadamente cem artigos, passou a tratar de assuntos tão diferentes quanto a construção de um aeroporto particular e o perdão da dívida de clubes de futebol com a União. O texto, definido por muitos como uma “colcha de retalhos”, incluiu, por fim, a participação direta ou indireta do capital estrangeiro na saúde, abrindo a porteira para que empresas de fora do país atuem na assistência à saúde, adquirindo ou operando hospitais comerciais e filantrópicos, clínicas, laboratórios e outros serviços, como o planejamento familiar. Aprovada no dia 17 de dezembro, a MP se transformou no Projeto de Lei de Conversão nº 18 e seguiu para sanção presidencial, que deveria ocorrer em no máximo 15 dias. Em uma corrida contra o tempo, nove entidades do Movimento da Reforma Sanitária se mobilizaram em torno da campanha “Veta Dilma!”.

No dia 18 de janeiro, o ministro da Saúde solicitou uma reunião com representantes dessas entidades. Em meio à intensa campanha de mobilização, elas esperavam que o encontro fosse uma oportunidade de debate. Contudo, a decisão do governo já estava tomada. “A manifestação do ministro era favorável à sanção. Na ocasião, ele nos disse que ninguém da Esplanada iria pedir o veto. Para ele, a permissão à presença do capital estrangeiro iria ‘legalizar’ uma situação que, de fato, já vem ocorrendo e, uma vez legalizada a situação, poderia haver uma regulação clara por parte do governo”, conta a presidente do Centro Brasileiro de Estudos da Saúde (Cebes), Ana Maria Costa.

Na ocasião, as entidades argumentaram que a regulação deveria ter como ponto de partida a Constituição e a Lei Orgânica da Saúde e não o atropelo de uma e de outra. “Ressaltamos que a base legal da regulação está clara e que, se vêm ocorrendo fatos que burlam a lei, eles deveriam ser apurados e punidos. Não seria caso para investigação por parte da Polícia Federal? Por que não vêm ocorrendo punição e interdição à ação do capital estrangeiro em serviços de assistência à saúde se há indícios de que empresas nacionais são, de fato, operadas por recursos estrangeiros?”, relembra a presidente do Cebes. A posição firme das entidades não agradou Chioro, que taxou-as de "atrasadas".

Maior instância de controle social no SUS, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) foi o primeiro a advertir que a abertura do capital estrangeiro significaria um risco à soberania sanitária brasileira, ao Sistema Único e à própria Constituição. Em nota publicada em 18 de dezembro, a mesa diretora do CNS frisou que o parlamento tomou a decisão “ao apagar das luzes do ano legislativo e sem debate”. Foi justamente a primeira reunião do ano do CNS, no dia 27 de janeiro, a ocasião escolhida pelo ministro da Saúde para externar suas críticas às vozes críticas. Segundo Chioro, aqueles que se posicionaram contra a medida sofrem de um “antagonismo político inadequado”. Ainda segundo o ministro, lhes “falta capacidade de análise a fundo da matéria”.

Essa avaliação, contudo, não impediu que no dia 29 de janeiro o ministro se reunisse com as mesmas entidades que criticou na véspera, buscando retomar um canal de diálogo com o Movimento da Reforma Sanitária. Na reunião, Arthur Chioro voltou a expor os argumentos do governo, na tentativa de envolver as entidades na elaboração de um termo de referência para a criação de um grupo de trabalho para apoiar a pasta no tema da regulação. "Como a lei não prevê nenhuma regulação - e isso está muito claro - o ministro convidou as entidades para estudar mecanismos de regulação do setor privado. Mas é uma proposta que parte da admissão de que a lei já está aprovada. E nós confiamos que será declarada inconstitucional", afirma Luis Eugenio Portela, presidente da Associação Brasileira da Saúde Coletiva (Abrasco). Sobre a posição do Executivo no episódio, Ana Maria Costa lamenta: “Saímos das reuniões com a sensação de um diálogo entre estranhos morais, ou seja, os argumentos do Movimento da Reforma Sanitária não repercutiram e nem sensibilizaram as posições aparentemente firmes e convictas do ministro”, resume.

Argumentos do ministro

As posições firmes do Governo Federal foram apresentados em relato divulgado pela Abrasco. Nele, a vice-presidente da entidade, Eli Iola Gurgel, destaca os argumentos apresentados por Arthur Chioro na reunião do dia 29 de janeiro: “Ele afirmou que a proposta de inserção das medidas na MP 656 foi de iniciativa da ‘base do governo’. Analisa que passados 27 anos da criação do SUS o mundo mudou muito… Ao longo desse período ocorreu um processo ‘lento e gradual’ de abertura para o capital estrangeiro”. Ainda de acordo com o relato, o titular da Saúde teria dito que a Constituição de 1988 prevê um sistema de saúde público, mas não estatal, e que, hoje, não seria possível ignorar o fato de 52 milhões de pessoas terem planos de saúde.

Ainda segundo o relato, o ministro afirmou que ao longo do processo de expansão do mercado privado, houve escapes que permitiram a entrada do capital estrangeiro, em referência à lei 9.656 sancionada em 1998 no governo Fernando Henrique Cardoso. Sem a lei, a Amil não poderia ter sido vendida por R$ 10 bilhões para a United Health, nem a Intermédica para o grupo de investimentos Bain Capital por quase R$ 2 bilhões. De acordo com o ministro, o caso explicita a assimetria criada no mercado prestador privado, uma vez que o capital estrangeiro demonstrou mais interesse em comprar operadoras de planos de saúde que tinham rede assistencial própria, ou mesmo comprou operadoras para depois adquirir serviços de assistência à saúde. Por fim, Eli Iola destaca que Chioro “admitiu que já estava acontecendo, no governo, uma movimentação para aprimoramento da regulação do mercado privado (o BNDES, por exemplo, abriu linha de empréstimo/investimento para filantrópicos), mas usou a expressão ‘atropelados’ para se referir à condução da alteração na medida provisória 656”.

Manobra retórica

Na análise do economista Carlos Octávio Ocké-Reis, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os argumentos do ministro encobrem um conjunto de fatos relevantes para a compreensão dos efeitos da abertura do capital estrangeiro no SUS e na própria dinâmica do mercado privado nacional. “Do ponto de vista retórico, o argumento dele é de um regulador que tem que prezar pela competição dos mercados. Chioro está dizendo que há relações assimétricas porque alguns agentes econômicos tiveram vantagens em função de um determinado arranjo institucional relativo aos planos de saúde. Então, é importante ter um arranjo institucional que também contemple os hospitais, permitindo uma simetria na competição entre eles”, afirma, completando: “Só que o ministro se esquece de dizer que não é uma competição no sentido de favorecer o consumidor, de tornar os preços mais baratos, de ter uma sinergia com o SUS”.

Para identificar as lacunas da argumentação oficial, é preciso, no entanto, olhar melhor para o cenário a que ela se refere. "Resumindo, o objetivo das empresas é crescer, ou seja, ganhar novos mercados e abocanhar uma fatia cada vez maior dos usuários saudáveis. Alguns mercados são mais relevantes do que outros. É o caso de metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro, onde a população tem nível mais alto de renda e há maior concentração de médicos, insumos e serviços. As empresas, portanto, competem entre si para obter fatias maiores desses mercados. A isso se chama market share ou cota de mercado", explica Ocké.  A partir disso, o economista resume as três tendências que regem o mercado da saúde hoje: centralização, concentração e internacionalização.

A centralização (também chamada de verticalização) ocorre na medida em que a empresa que opera planos de saúde também é dona de hospitais, clínicas e laboratórios. Como o plano de saúde é o grande intermediário na relação entre os clientes e os serviços de saúde privados, as operadoras mais centralizadas ficam à frente da concorrência pois tem maior poder de barganha e ganham na escala. Já a concentração é esse grupo econômico ter cada vez um número maior de usuários no total de usuários desse mercado. "O mercado de planos de saúde hoje é extremamente concentrado, é um oligopólio. Ou seja, são poucos os planos de saúde cobrindo a maior parte do contingente consumidor desses mercados relevantes", descreve Carlos.

No setor hospitalar, a lógica é a mesma e o diagnóstico também. "O setor hospitalar privado de primeira linha é oligopolista, quase monopolista. São poucos agentes econômicos nesse mercado. Por isso tem uma briga de cachorro grande dos grandes hospitais com os planos de saúde. Os grandes hospitais são oligopolizados e os planos de saúde também. Uns tem uma relação de compra, outros uma relação de venda", explica Ocké-Reis. A diferença entre as operadoras e planos se resumia à terceira tendência mencionada pelo economista: a internacionalização, ou seja, a injeção de capital estrangeiro nas operações. Agora, a diferença não existe mais. E, segundo o ministro, agora começa a regulação.  “A regulação pragmática seria aquela que, ao verificar um processo de concentração e centralização em determinados setores, ao invés de coibir o processo, o usa como justificativa para liberar geral. Ou seja, não se trata de regular tendo como objetivo o redesenho ou a reestruturação de um mercado à luz de determinados princípios e orientações do Ministério da Saúde, mas algo que acontece a reboque dos interesses desse mercado. Como existe uma relação público-privada deletéria para o público no Brasil – seja no que se refere à utilização, seja no que diz respeito ao financiamento –, fortalecer a hegemonia do mercado é, na prática, fragilizar o SUS”, entende Ocké.

O presidente da Abrasco também rebate outros pontos da argumentação do ministro, como a justificativa de que o Executivo teria sido atropelado por sua base parlamentar. "Esse projeto entrou sorrateiramente no meio de uma medida provisória mas não foi um raio em céu azul. Ele já havia transitado por diversas áreas de governo com pareceres que permitiram que fosse adiante. Então, não foi uma surpresa. Pelo menos para o governo". A afirmação de que, finalmente, o Estado atuará na regulação do capital estrangeiro segundo Portela é "falaciosa", pois não dá a real dimensão dos problemas que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) enfrenta junto às empresas nacionais. "Temos assistido uma regulação extremamente falha do ponto de vista dos interesses do SUS. Nem mesmo o ressarcimento está sendo feito plenamente. Sem falar da porta giratória. Os diretores da ANS saem para assumir cargos nas operadoras e vice-versa. Ou seja, o órgão regulador está dirigido por membros do setor regulado. É uma situação de captura", critica.

Antes e depois da sanção, notícias de negociações da compra de hospitais pipocaram na mídia comercial. No dia 23 de janeiro, a Folha de S. Paulo anunciou que a Rede D´Or, maior empresa de hospitais do país (com 27 unidades), estava em negociações com o fundo estadunidense Carlyle. Contudo, a avaliação geral é de que os investidores estrangeiros não devem entrar no país para construir hospitais e, sim, comprar os já existentes. Tampouco o capital estrangeiro vem para suprir lacunas assistenciais da rede privada, como pediatria, mas para investir em filões que dão lucro, como neurocirurgia, ortopedia, cardiologia e oncologia.

SUS: mais longe

Segundo o presidente da Abrasco, a medida reforça um processo de segmentação do sistema de saúde e de abdução do sentido constitucional do direito à saúde. "Há uma ação muito bem articulada dos atores interessados na mercantilização da saúde. Esses interesses são bem representados no parlamento, inclusive por meio do financiamento de campanhas de vários deputados, senadores, e também de candidatos ao Executivo. Objetivamente, a situação é muito difícil do ponto de vista da manutenção de um Sistema Único de Saúde", avalia.

Para Ana Costa, já pode se falar em uma rede anti-SUS, eficaz na defesa dos interesses privados das empresas que financiam campanhas eleitorais. "Não podemos esquecer que recentemente o SUS foi derrotado na votação da PEC [Proposta de Emenda à Constituição] 358 sobre o Orçamento Impositivo, apoiada pelo governo. A medida mudou as bases do repasse federal e impôs subtração de cerca de R$ 10 bilhões para o orçamento da União na saúde. Do conjunto dos deputados, apenas 44 deles votaram contra. Entre aqueles que votaram a favor, estão deputados das 'fileiras do movimento sanitário'. Se vamos ao financiamento das campanhas, essa rede perversa anti-SUS fica ainda mais evidente: operadoras de planos, seguradoras, indústria farmacêutica investem muito nas eleições destes 'representantes do povo' que, naturalmente conduzem seus mandatos em favor de seus financiadores".

Luis Eugenio observa que, no discurso, nenhum desses atores se posiciona claramente contra o Sistema Único. "O SUS enquanto complemento, sistema de resseguro, que paga os procedimentos de alto custo, que garante uma atenção básica razoável para as pessoas que não podem pagar planos; esse SUS é muito interessante. Agora, o SUS enquanto sistema único de igualdade, qualidade para todos, esse SUS está cada vez mais longe", diz.

Batalha legal

Depois de serem atropeladas pelo Legislativo e Executivo, as entidades concentram esforços para barrar a lei no Judiciário. Por terem caráter científico, contudo, não podem recorrer diretamente ao Supremo Tribunal Federal (STF). A estratégia adotada é oferecer assessoria técnica a partidos, sindicatos, confederações e outras entidades de classe que queiram apoiar a luta. A primeira parceira do movimento foi a Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) que encaminhou ao Supremo a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.239 no dia 13 de fevereiro. A ADI engloba dois pedidos. No curto-prazo, pede a suspensão liminar do artigo 142, impedindo a lei de entrar em vigor até que seja julgada pelos magistrados, que vão examinar se a lei fere ou não a Constituição. Julgamentos assim podem demorar até dez anos.

Nesse sentido, há um precedente importante aberto por um órgão do próprio Executivo. No dia 3 de fevereiro, o jornal O Estado de S. Paulo divulgou trechos de parecer sigiloso da Advocacia Geral da União (AGU) sobre o tema. O documento foi encaminhado à Presidência da República no dia 15, portanto quatro dias antes da sanção e, segundo publicou o jornal, argumentava que “o dispositivo constitucional prevê, de fato, vedação expressa à participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros na assistência à saúde no País. A ressalva aos casos previstos em lei deve portanto ser entendida como alusão a casos excepcionais, que justifiquem objetivamente a abertura ao capital estrangeiro das ações e serviços de saúde previstos constitucionalmente”.

Luta política

Enquanto os argumentos jurídicos contrários à entrada do capital estrangeiro na assistência à saúde têm peso, o mesmo não se pode dizer da atuação política das entidades e da militância do SUS, frente a uma correlação de forças desfavorável. Na avaliação de Carlos Ocké-Reis, o movimento sofre de uma lacuna teórica e estratégica. "A construção do SUS universal, integral e equitativo é um objetivo estratégico do Movimento da Reforma Sanitária. Se esse objetivo é consensual, ele sozinho não permite homogeneizar a caracterização da conjuntura, nem organizar ações táticas, tampouco articular diferentes expectativas das entidades do movimento em relação aos meios para atingir os pressupostos constitucionais do SUS", aponta.

A presidente do Cebes admite que a entidade possa "atualizar estratégias e rumos" sem abandonar os princípios do SUS. "O Cebes está preparando uma tese para contribuir com o debate. Conclamamos todas as entidades, movimentos e demais setores da sociedade a fazer o mesmo: mobilizar, debater e retomar, com a força e o poder popular, os rumos da Reforma Sanitária brasileira". Também Luis Eugenio aposta no fortalecimento dos vínculos da Reforma Sanitária com os movimentos sociais em ascensão na sociedade brasileira. "Estamos vivendo, desde 2013, um processo de acirramento das tensões sociais. De crescimento dos movimentos sociais. Nós tendemos a ter uma polarização, uma radicalização da luta política e a ideia do SUS enquanto sistema universal, igualitário e integral não vai morrer. É preciso dizer que os próprios movimentos sindicais que durante muito tempo pleitearam junto a seus empregadores planos privados de saúde já perceberam a armadilha em que caíram. Esses planos não têm garantido a assistência que eles imaginavam que teriam. E eles se engajaram, como o Movimento Saúde 10 demonstrou, na defesa do SUS universal. Então, o que se coloca é o acirramento das disputas dentro da sociedade no âmbito do Congresso Nacional, no âmbito do poder Executivo mas, sobretudo, dentro dos movimentos sociais".

Em ano de 15a Conferência Nacional de Saúde (CNS), as entidades se preparam para tensionar o maior espaço de controle social do SUS. "A Conferência será o que conseguirmos fazer dela. Pode ser muito ou nada. O tema escolhido esteriliza a real situação e, inclusive, é perigoso pois fala de saúde pública e não de SUS. O apelo à qualidade da atenção, mesmo que seja uma pauta fundamental, é muito pouco quando o que está em risco é a sobrevivência dos princípios constitucionais do direito à saúde e do SUS, público, universal e integral", diz Ana Costa.

Créditos da foto: Marcos Santos / USP imagens
http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Interesses-empresariais-fecham-o-cerco-ao-SUS/4/33123

Ministro da Saúde descarta uso imediato de vacina contra a dengue

Contrariando o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin - que afirmou que vai pedir a liberação da vacina contra a dengue ainda em fase de teste - o ministro da Saúde Arthur Chioro disse que até o momento nenhum pedido chegou oficialmente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Chioro afirmou que falar em vacina contra a dengue neste momento é criar expectativas na população.

Sonora: "Que expectativas que cria na população? Acha que vai ter uma vacina e para de tomar as outras medidas de prevenção, então acho que mais cedo ou mais tarde nós teremos vacina contra a dengue, mas hoje, objetivamente, nós não temos. Não temos vacina, não temos disponibilidade de distribuição de vacina para a população, e portanto a principal arma de prevenção é continuar a combater os criadouros, e no caso dos serviços de saúde, diagnóstico correto".

Na semana passada, Geraldo Alckmin declarou que iria pedir pressa na fabricação das vacinas, que ainda estão na fase de testes, por causa da grande incidência da doença no estado.

Em três meses, quase 70 pessoas já morreram por causa da dengue no estado de São Paulo. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou que é preciso continuar combatendo a doença de forma tradicional, evitando água parada e eliminando os criadouros. Ele explicou que quando o pedido de uso da vacina, ainda em teste, chegar à Anvisa, dará prioridade ao caso.

EBC Priscilla Mazenotti

Audiência discute qualidade da alimentação oferecida nas escolas

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados promove, nesta quinta-feira (26), audiência pública para debater a qualidade da alimentação disponível aos alunos nas escolas.

O evento é uma iniciativa do deputado Jorge Solla (PT-BA). Ele destaca a necessidade de o Congresso aprovar medidas que restrinjam em todo o País a venda de refrigerantes, guloseimas, frituras e alimentos ultraprocessados nos colégios, públicos ou privados. Atualmente, só há leis estaduais nesse sentido.

Jorge Solla acrescenta que o consumo de frutas e hortaliças – um forte aliado na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis – está sendo deixado de lado por boa parte dos brasileiros. Ele ressalta que bons hábitos nutricionais devem ser estimulados desde cedo: “Uma criança obesa tem 90% de chances de se tornar um adulto obeso”.

Foram convidados para a reunião representantes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), vinculado ao Ministério da Educação; do Programa Saúde na Escola, do Ministério da Saúde; do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea); e do Conselho Federal de Nutricionistas.

A audiência será realizada no plenário 7, a partir das 9h30.
Da Redação - MO
Agência Câmara Notícias

Globavir anuncia parceria com a BioManguinhos/Fiocruz para avaliação conjunta de testes de diagnóstico da dengue

A Globavir Biosciences, Inc. ("Globavir"), empresa de biotecnologia que desenvolve tecnologias de diagnóstico e produtos terapêuticos para tratamento de doenças infecciosas, anunciou uma parceria com a BioManguinhos, divisão da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), para uma avaliação conjunta do teste de diagnóstico da dengue por RT-PCR PanGlob™ da Globavir. Segundo os termos do acordo, as partes irão trabalhar em conjunto para avaliar de desenvolver o PanGlob, para lançamento comercial no Brasil. O PanGlob, em comparação com qualquer outro teste de diagnóstico da dengue, é mais sensível na detecção do vírus da dengue em amostras de pacientes. Essa colaboração poderá resultar em futuras joint ventures ou transferências de tecnologia.

O teste de diagnóstico da dengue por RT-PCR PanGlob™ é capaz de identificar a presença do ARN da dengue em uma amostra do ácido nucleico extraído, indiferentemente do sorotipo do vírus específico. Em estudos preliminares, o PanGlob™ demonstrou sensibilidade e especificidade maiores para a detecção da dengue e por um intervalo de tempo mais longo da infecção, do que outros testes disponíveis atualmente. Uma versão de testes laboratoriais remotos (point-of-care) para diagnóstico está em desenvolvimento, atualmente.

O vírus da dengue, que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, infecta pelo menos 3 milhões de brasileiros a cada ano, de acordo com estimativas atuais. O vírus da dengue é sazonal no Brasil, com a quantidade de infecções aumentando do final do verão ao começo do outono (fevereiro a abril).

"Temos uma grande convicção de que o diagnóstico PanGlob™ da Globavir irá fornecer uma arma extremamente necessária para combater infecções da dengue no Brasil", disse o presidente e CEO da Globavir, Dr. Shalabh Gupta. "Diagnosticar corretamente as amostras clínicas é o primeiro passo para identificar e controlar epidemias. Através dessa parceria com a BioManguinhos, o poderoso teste de diagnóstico da Globavir estará disponível para uso na próxima estação de dengue".

Sobre a Dengue

A infecção pelo vírus da dengue (DENV) afeta, segundo estimativas atuais, 390 milhões de pacientes no mundo, com quase 100 milhões desses casos manifestando consequências que variam da dolorosa Febre da Dengue à potencialmente fatal Dengue Grave, como a Febre Hemorrágica da Dengue (FHD) e a Síndrome do Choque da Dengue (SCD). Impulsionada pelo maior volume de viagens e pela dispersão mundial do inseto vetor Aedes aegypti, a quantidade de infecções por DENV relatada vem dobrando a cada 10 anos, no último meio século, e a infecção por DENV foi identificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a doença causada por artrópode de crescimento mais rápido. Embora apenas nove países tenham relatado transmissões endêmicas antes de 1970, a infecção por DENV é relatada, agora, em mais de 100 países e epidemias recentes ocorreram nos estados da Flórida e do Texas nos EUA, bem como em Portugal, Reino Unido e em outras regiões que, anteriormente, a doença não era endêmica.

Sobre a Globavir

A Globavir Biosciences é uma empresa especializada em doenças infecciosas, que desenvolve tecnologias que salvam vidas, para diagnóstico e tratamento de algumas das doenças virais mais fatais do mundo. A Globavir está desenvolvendo uma poderosa combinação de terapias medicamentosas e de testes de diagnóstico para o tratamento da Febre da Dengue e está investindo em um candidato de desenvolvimento para o tratamento do Ebola, o GBV006. A Globavir, sediada em Los Altos, Califórnia, EUA, detém os direitos para desenvolver e comercializar uma plataforma de testes para diagnóstico baseados em sangue, desenvolvida pela Universidade de Stanford. A Globavir também foi escolhida recentemente com uma das empresas de portfólio aceitas pela StartX, uma aceleradora da Universidade de Stanford.

Os testes de diagnósticos e kits de teste da Globavir estão prontos para ser comercializados em todo o mundo. A empresa tem o principal teste de diagnóstico molecular baseado em sangue, para detectar a infecção do dengue, bem como uma plataforma para outros testes de detecção de vírus. O principal diagnóstico da dengue da Globavir está programado para iniciar testes clínicos nos próximos seis meses.

Sobre a BioManguinhos

A BioManguinhos é uma unidade de tecnologia científica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A Fiocruz é vinculada ao Ministério da Saúde do Brasil, com diversos institutos trabalhando em áreas diferentes do setor de saúde (pesquisa e desenvolvimento, informação científica, história, educação, fabricação de tratamento de saúde). A BioManguinhos desenvolve e fabrica vacinas, produtos bioterapêuticos e diagnósticos, para atender as necessidades de saúde pública, indicadas pelo Ministério da Saúde do Brasil. Atualmente, a lista de produtos da BioManguinhos tem 10 vacinas, 11 diagnósticos e 2 produtos bioterapêuticos.

Declarações prospectivas e informações

Com o objetivo de fornecer aos investidores da Globavir um entendimento de seus resultados atuais e perspectivas futuras, este comunicado à imprensa contém declarações que são declarações prospectivas. Quaisquer declarações contidas neste comunicado à imprensa, que não sejam declarações de fatos históricos, podem ser consideradas declarações prospectivas. Palavras como "acredita", "prevê", "programado", "espera", "planeja", "supõe", "irá", "pretende", "potencial", "possível" e expressões similares se destinam a identificar declarações prospectivas. Estas declarações prospectivas incluem declarações sobre o desenvolvimento de candidatos a produtos da Globavir, sua eficácia, potência e utilidade no tratamento de doenças raras e infeciosas, seu potencial para tratar um grande número de doenças humanas e estudos da Globavir. Estas declarações prospectivas envolvem riscos e incertezas, muitos dos quais estão além do controle da Globavir. Fatores de risco conhecidos incluem, entre outros: estudos clínicos podem não demonstrar a segurança e a eficácia de qualquer um dos candidatos a medicamentos da Globavir e/ou à plataforma de tecnologia da Globavir; e qualquer um dos candidatos a medicamento da Globavir pode falhar no desenvolvimento, pode não receber as aprovações regulamentares exigidas ou se atrasar até um ponto em que não se torna comercialmente viável. Qualquer um dos riscos precedentes pode afetar substancialmente e adversamente os resultados empresariais da Globavir.

A Globavir não assume qualquer obrigação de atualizar publicamente suas declarações prospectivas, com base em eventos ou circunstâncias que ocorrerem depois da presente data.

FONTE Globavir Biosciences, Inc.

Agenda do Secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Jarbas Barbosa

Terça-feira, 24 de Março de 2015

10h - 8ª Reunião Ordinária do Comitê Executivo do Complexo Industrial da Saúde - GECIS
Participantes:
Leonardo Paiva - Chefe de Gabinete da SCTIE
Eduardo Jorge – Diretor do Departamento do Complexo Industrial e Inovação em Saúde – DECIIS/SCTIE
Nadja Bisinoti - Coordenadora Geral de Assuntos Regulatórios - CGAR/DECIIS/SCTIE
Kellen Rezende – Coordenadora Geral de Base Química e Biotecnológica - CGBQB/DECIIS/SCTIE
Paulo Henrique Dantas Antonino - Coordenador Geral de Equipamentos e Materiais de Uso em Saúde - CGEMS/DECIIS/SCTIE
Convidados externos

14h30 - Reunião Interna com o Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde - DGITS/SCTIE/MS
Participantes:
Clarice Petramale – Diretora do Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde - DGITS/SCTIE/MS
Equipe DGITS/SCTIE/MS

16h - Reunião com o Diretor da Unidade Clínica de Estimulação Cardíaca Artificial - INCOR/HCFMUSP sobre Pesquisas Nacionais
Participantes:
Martino Martinelli - Diretor da Unidade Clínica de Estimulação Cardíaca Artificial - INCOR/HCFMUSP
Gonzalo Vecina Neto - Superintende Corporativo da Sociedade Beneficente de Senhoras do Hospital Sírio-Libanês
Sergio Freitas De Siqueira - Engenheiro Biomédico - INCOR/HCFMUSP
Marcia Luz Da Motta – Diretora Substituta do DECIT/SCTIE
Patricia Boaventura - Coordenadora Substituta da Coordenação de Pesquisa Clínica do DECIT/SCTIE


Ministério da Saúde realiza encontro para debater dengue e chikungunya nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul

O Ministério da Saúde promove nesta terça-feira (24), no Rio de Janeiro, Reunião Macrorregional Sudeste, Sul e Centro-Oeste, sobre dengue e chikungunya. O encontro, que reúne municípios das três regiões, contará com a participação do coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho. A ideia é promover o debate a respeito da situação epidemiológica da dengue e da febre chikungunya no Brasil, aspectos clínicos, de vigilância e de diagnóstico das doenças, além dos desafios e perspectivas da vigilância epidemiológica.

Reunião Macrorregional sobre dengue e chikungunya

Data: 24 de março (terça-feira)
Horário: 10h30
Local: Hotel Royal Tulip Rio de Janeiro - Rua Aquarela do Brasil, 75 - São Conrado – Rio de Janeiro

Assessor de imprensa em viagem:
Carlos Américo: (61) 9381-963 (61) 9381-9630

Abertas inscrições para vagas ao cargo de superintendente da Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados (Supaf) e de Superintendente da Superintendência de Gestão Interna (Suges) da ANVISA


Os documentos constam do Boletim de Serviço – Edição Extra nº 19, publicado na última quinta-feira (19). As inscrições vão até o dia 29 de março de 2015.

Os processos seletivos serão compostos por duas fases:
- Fase 1: Análise curricular.
- Fase 2: Apresentação de texto e entrevista.
Para se inscrever, os candidatos deverão preencher formulário eletrônico, além de fazer o upload do currículo no referido formulário. Destaca-se a necessidade da leitura atenta dos editais.

Resultado
O resultado do processo seletivo para ocupação do cargo de Gerente-Geral da Gerência-Geral de Coordenação e Fortalecimento do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (GGCOF) da Anvisa também está publicado no mesmo Boletim de Serviço.

De acordo com o documento, a Diretoria Colegiada da Agência decidiu, por unanimidade, que o candidato com o perfil mais adequado à vaga é Rodrigo Lino de Brito. A escolha foi feita após análise de currículo.


A decisão utilizou como base legal o item 17 do edital 4/2015, que regeu o certame. Segundo o regulamento, “caso haja consenso da Diretoria Colegiada a respeito do candidato com perfil mais adequado para o cargo, a seleção poderá ser concluída após a primeira fase.”

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