Destaques

sábado, 9 de abril de 2016

LISTA DE PRODUTOS ESTRATÉGICOS PARA POTENCIAIS PDPS EM 2016

Srs. Membros do GECIS,
            Considerando o Decreto nº 7.807, de 17 de setembro de 2012, que Dispõe sobre a definição de produtos estratégicos para o Sistema Único de Saúde - SUS, para fins do disposto no inciso XXXII do caput, e no § 2º, do art. 24 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, bem como, o marco regulamentar das PDP, instituído pela Portaria nº 2.531, de 12 de novembro de 2014;
Considerando que os produtos estratégicos para o SUS são aqueles necessários ao SUS para ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde, com aquisições centralizadas ou passíveis de centralização pelo Ministério da Saúde e cuja produção nacional e de seus insumos farmacêuticos ativos ou componentes tecnológicos críticos são relevantes para o CEIS;
Considerando o informe técnico nº 01/2016, o qual esclarece que excepcionalmente para o ano de 2016, o período para a divulgação da lista de produtos estratégicos para o SUS foi adiado, em decorrência do foco do Ministério às ações emergenciais de combate ao Zika vírus, Dengue e Chikungunya.
Considerando que permanecem vigentes as PDP relacionadas aos produtos estratégicos para o SUS disponíveis no link: http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/leia-mais-o-ministerio/581-sctie-raiz/deciis/l2-deciis/12090-parceria-para-o-desenvolvimento-produtivo-pdp
Encaminho para apreciação e recomendação dos membros do GECIS a Lista Anual de Produtos Estratégicos para o SUS – 2016, elaborada pelo Ministério da Saúde, e sob sua coordenação;
Esclareço ainda que a Lista Anual de Produtos teve como prioridade 3 grupos de fatores:
1.       Fator 1: os produtos, segmento farmacêutico, com  destaques para os Programas do MS para o ano de 2016;
2.       Fator 2: os produtos, segmento equipamentos e materiais de uso em saúde, com  destaques para os Programas do MS para o ano de 2016; e
3.       Fator 3: os produtos Estratégicos de PDP Extintas.
As recomendações deverão ser enviadas com justificativa fundamentada, à luz do marco regulamentar vigente, impreterivelmente até dia 18/04/2016 às 12:00h, ao email: gecis@saude.gov.br .

 Atenciosamente,

COORDENAÇÃO DO GRUPO EXECUTIVO DO COMPLEXO INDUSTRIAL DA SAÚDE

Anexo:


sexta-feira, 8 de abril de 2016

Farmacopeia Brasileira está com oito consultas públicas em andamento

Oito temas de interesse para a Farmacopeia Brasileira estão abertos para receber contribuições da sociedade por meio das consultas públicas abertas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Entre os assuntos em discussão está  duas consultas públicas sobre gases medicinais,  outra a respeito do Método geral de determinação da Solubilidade Aplicada à Bioisenção de acordo com o Sistema de Classificação Biofarmacêutica e monografias de radiofármacos.

A Anvisa possui por competência legal promover a revisão e atualização periódica da Farmacopeia Brasileira, conforme disposto no inciso XIX do artigo 7º da Lei 9.782 de 26 de janeiro 1999. O contexto desta competência está apoiado nas ações de regulamentação sanitária e indução ao desenvolvimento científico e tecnológico nacional, que se concretiza por meio da revisão e incorporação de novos requisitos de qualidade para diversas substâncias de interesse farmacêutico e sua publicação na forma de monografias na Farmacopeia Brasileira.

Acompanhe na tabela abaixo as consultas públicas da Farmacopeia Brasileira em andamento

Consulta Pública nº
Assunto
Prazo para contribuições
Capítulo de gases medicinais
11 de março a 9 de maio
Monografia de ar comprimido medicinal
Métodos gerais aplicados a gases medicinais
Monografia de oxigênio
Método geral de determinação da Solubilidade Aplicada à Bioisenção de acordo com o Sistema de Classificação Biofarmacêutica
Monografia de medronato de sódio (99m Tc) solução injetável
25 de março a 26 de abril
Monografia de pentetato de sódio (99m Tc) solução injetável
Monografia de pertecnetato de sódio (99m Tc) solução injetável

Abertas submissões de trabalhos para o Congresso Brasileiro de Informática em Saúde

Sociedade Brasileira deInformática em Saúde (SBIS) informa que estão abertas as submissões de trabalhos para o Congresso Brasileiro de Informática em Saúde - CBIS 2016. Com o tema central “A Informática Transformando a Saúde”, o evento ocorrerá nos de 27 a 30 de novembro, em Goiânia.

O congresso reunirá profissionais da saúde, ciência da computação e da informação, educadores, alunos, pesquisadores e os mais diversos interessados em trocar experiências que envolvam aplicações da informática no cuidado à saúde.

O evento foi organizado em três eixos: Sistemas clínicos; Informática disciplinar e transdisciplinar aplicada à saúde; Organização, gestão e impacto social da informática em saúde. São 39 temas da atualidade a serem explorados nas várias modalidades de submissão: pôster, artigo completo, relato de caso, painel, tutorial e demonstração.

Calendário:

Submissão de trabalhos (todas as categorias): de 18/03/2016 a 31/05/2016​ às 23h00 (horário de Brasília)​
Notificação de aceite: 08/08/2016
Envio da versão final para anais do evento: 31/10/2016
Prazo para inscrição de pelo menos um coautor: 31/10/2016
Publicação on line prevista: 25/11/2016​​

Submissões através de Plataforma online:

Apenas serão avaliados os trabalhos submetidos através da Plataforma do evento (https://jems.sbc.org.br/) e no formato previamente definido no template da modalidade. Submeta seu trabalho agora mesmo: Acesse aqui!

Fonte: CBIS 2016

Câncer e masculinidades é tema de livro da Fiocruz Minas

Os impactos do adoecimento por câncer no público masculino é o tema do livro Câncer e Masculinidades - o sujeito e a atenção à saúde, que será lançado nesta sexta-feira (8/4), Dia Mundial de Combate ao Câncer, no auditório da Fiocruz Minas. A publicação, organizada pelos pesquisadores Alberto Mesaque Martins e Celina Maria Modena, ambos integrantes de grupos de estudo da unidade, traz dez artigos produzidos sob uma perspectiva psicossocial, destacando as experiências de homens que se deparam com a enfermidade e como eles lidam com o processo de adoecimento e com o tratamento oncológico.

“A maneira como os familiares, cuidadores e outros profissionais da área de saúde se posicionam diante das necessidades desse público específico também está sendo abordada. A ideia é, para além da publicação, apontar perspectivas para o atendimento, sugerindo novas estratégias que possam aprimorar os serviços prestados”, explica a pesquisadora Celina Modena.

Para produzir os artigos, os autores se basearam em relatos de pacientes, obtidos por meio de pesquisas e intervenções, realizados em casas de apoio e hospitais mantidos pelo SUS. Segundo os pesquisadores, uma doença como o câncer, que tem no imaginário coletivo um significado extremamente negativo, traz diversas implicações para a vida do paciente e da família dele.

“Nesta obra, lançamos um olhar para todas essas questões, como, por exemplo, o fato de o homem, em algumas situações, ter de parar de trabalhar, de passar a sofrer de disfunção sexual, entre outros efeitos”, afirma o pesquisador Alberto Mesaque. Segundo ele, são temas pouco presentes na produção científica atual e que carecem de debates, fazendo da publicação um ponto de partida para novas pesquisas e reflexões

Fio-Câncer - O livro Câncer e Masculinidades - o sujeito e a atenção à saúde vem ao encontro das diretrizes traçadas pela Fiocruz em relação às pesquisas voltadas para as doenças crônicas e degenerativas. De acordo com o coordenador do Núcleo de Estudos do Câncer da Fiocruz Minas, Marcelo Pascoal, por meio do Programa de Pesquisa Translacional – Fio-Câncer, a Instituição vem buscando integrar as diversas áreas de pesquisa, tendo por objetivo oferecer respostas mais rápidas e abrangentes em relação à doença.

“Nesta obra, ao levantar questões tão importantes para o paciente, os pesquisadores estão produzindo um conhecimento aplicável à vida desses sujeitos e de seus cuidadores em um espaço de tempo relativamente mais curto”, ressalta Pascoal.

Segundo o coordenador, na Fiocruz Minas, há estímulo continuado para a integração transversal das iniciativas dos grupos de pesquisa, reunindo pesquisadores, laboratórios e áreas de atuação diversificadas. Com isso, a unidade vem obtendo avanços e firmando parcerias importantes.

No que se refere à produção de conhecimento e intervenção psicossocial em câncer, outras iniciativas estão produzindo resultados interessantes. Nos últimos dez anos, por meio do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Fiocruz Minas, estudantes de mestrado, doutorado e da iniciação científica desenvolveram cartilhas e materiais educativos, que estão auxiliando profissionais, familiares e cuidadores de crianças e adolescentes que sofrem com o câncer. Com esses públicos, o trabalho dos pesquisadores tem por objetivo permitir uma ressignificação da doença.

“Observamos que o medo é um sentimento constante, acompanhado de uma negação do problema. A maioria dos pacientes, quando iniciamos a escuta, nem mesmo pronuncia o nome da doença”, conta Celina. Segundo ela, à medida que o processo de diálogo vai acontecendo, os pacientes conseguem expressar suas angústias, facilitando, assim, a adesão aos tratamentos.

“Também fazemos trabalhos semelhantes com os responsáveis por esses pacientes, uma vez que o câncer muda a vida de toda a família”, comenta. Como resultado dessas ações, foram lançadas outras publicações, entre elas Cartas de quem passou por aqui, escritas por crianças que tiveram a doença, e Adolescendo com o câncer, com base nos relatos de pacientes adolescentes.

Fonte: Fiocruz Minas

Abertas inscrições para seminário internacional sobre estoque regulatório

As inscrições para o Seminário Internacional Sobre Revisão e Consolidação do Estoque Regulatório estão abertas. O evento acontecerá no próximo dia 29 de abril, a partir das 8h30, no auditório da sede da Anvisa, em Brasília.

Este seminário sobre estoque regulatório está no escopo do Projeto de Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia(UE)-Brasil, coordenado pelo Ministério do Planejamento (Mpog) e Delegação da União Europeia no Brasil (Delbra).

A Anvisa foi convidada a coordenar esta ação do projeto Apoio aos Diálogos Setoriais UE-Brasil por ser considerada referência em Boas Práticas Regulatórias . Além do Mpog e Delbra, o seminário conta com o apoio institucional da Casa Civil da Presidência da República.

O objetivo do seminário é apresentar os resultados de um estudo realizado por especialistas, para difundir as melhores práticas internacionais na área de revisão e consolidação de regulamentos entre os reguladores brasileiros, com ênfase na metodologia “Standard Cost Model”  utilizada para medição de cargas regulatórias.


Clique aqui para se inscrever.

Congresso Conasems - Inscrições abertas


Chegamos ao nosso XXXII Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. Último ano de gestão municipal, momento de consolidar o trabalho, de planejar o futuro com a experiência de ser gestor do SUS. O tema do congresso, “Municípios Brasileiros - Acreditamos, fazemos e temos propostas", já revela o que se espera desse nosso encontro em Fortaleza, Ceará. Acumulamos nesse tempo conhecimentos, realizações, efetividade de várias ações como gestores - e o nosso congresso, de 1 a 4 de junho, será um bom momento e lugar para refletir sobre avanços e desafios. Contaremos também de forma integrada, na mesma data e local, com o XIV Congresso das Secretarias Municipais de Saúde do Ceará, trazendo importantes temas da saúde no estado.

Teremos no Centro de Eventos do Ceará, ao lado da receptividade dos cearenses, o encontro de gestores de todo o país em oficinas, seminários, cursos e mesas. Espaço onde a diversidade de todo o Brasil dialogará com princípios únicos, com determinação para consolidação do SUS. Momento de debatermos profundamente e com todos os envolvidos temas essenciais para a existência do SUS: seu financiamento, governança com poderes judiciário e legislativo, e a mais importante das políticas de saúde, pois sem ela as demais não tem como existir: a atenção básica.

O Congresso contará como sempre com espaço excelente para os stands dos COSEMS, dos parceiros na gestão e na luta em defesa do SUS, e também de apoiadores e fornecedores. A Mostra “Brasil, aqui tem SUS” terá este ano além de exposição de banners, garantia de local e tempo para apresentação oral e debate de todas as experiências selecionadas pelo edital. A Vila SUS trará além do espaço livre de encontro, serviços importantes para solução de problemas do gestor, com atendimento das diversas Secretarias do Ministério da Saúde.

Contamos com sua presença na bela capital do Ceará!

Confira a programação e faça já sua inscrição

Para expositores e patrocinadores interessados, já está também disponível o mapa de estandes e o edital de patrocínio e o manual do expositor.

Ministério da Saúde reforça importância do enfrentamento ao Aedes aegypti

Nesta quinta-feira (7), Dia Mundial da Saúde, o Ministério da Saúde lança nova campanha de enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti e suas consequências no meio ambiente. A ideia é manter os ambientes livres do vetor e multiplicar as ações de inspeção em todos os locais (em casa, nas ruas, escolas, trabalho, igrejas e outras instituições). A ação é direcionada a gestores, profissionais de saúde, instituições sociais e setores privados para que ajudem a promover hábitos e práticas saudáveis.

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, destaca a importância do trabalho integrado entre diferentes setores. “É importante atuar em conjunto com as áreas de Meio Ambiente, Desenvolvimento Social, Água e Saneamento, Educação, além de ONGs, OSCIPs, representantes da indústria e outros. Esse tipo de articulação possibilita a captação de apoio material, humano, financeiro e é fundamental para a promoção da qualidade de vida”, ressalta.

As peças da campanha já estão disponíveis na página do Ministério da Saúde e incluem cartazes, banners, faixas, cards para utilização nas redes sociais, propostas de e-mail marketing entre outros itens que destacam a soma de forças para a promoção de ambientes saudáveis e livres do mosquito. O Ministério da Saúde também disponibilizará matérias de rádios para utilização em emissoras de todo o País.

Na página Combate Aedes, criada para reunir informações sobre prevenção e combate a dengue, chikungunya e zika, será incluído um quiz com perguntas e respostas para que a população possa testar conhecimentos e aprender mais sobre ações de prevenção e combate ao vetor. Além disso, será disponibilizado uma lista para apoiar as empresas a realizarem inspeções nos ambientes de trabalho.

Entre as ações sugeridas aos profissionais de saúde estão a identificação das vulnerabilidades dos territórios junto à comunidade local, a fim de buscar soluções conjuntas. Já os gestores municipais são estimulados a buscar parceiros de outros setores da administração pública e a definir um plano de ação conjunta.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde

Representação da OPAS/OMS no Brasil apresenta panorama da diabetes no mundo


Para marcar o Dia Mundial da Saúde, a Representação da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil apresentou nesta quinta-feira (7), uma panorama da diabetes no mundo. A doença está crescendo em todo o mundo e é agora mais comum nos países em desenvolvimento. O número de pessoas vivendo com diabetes quase quadruplicou em 24 anos. Estima-se que 422 milhões de adultos no mundo (8,5% da população) viviam com diabetes em 2014. Em 1980, havia 108 milhões (4,7%).

As principais complicações que podem estar relacionadas à diabetes são cegueira, insuficiência renal, amputação de membros inferiores e outras consequências em longo prazo que impactam significativamente na qualidade de vida.

De acordo com o Representante da OPAS/OMS no Brasil, Joaquín Molina, para prevenir mortes e complicações causadas por essa doença é necessário disponibilizar serviços de saúde acessíveis com equipamentos para diagnóstico e monitoramento; educar o paciente para promover uma dieta saudável, atividade física e autocuidado; dar acesso a medicamentos essenciais para o controle da diabetes, como a insulina; checar regularmente possíveis complicações e realizar tratamento precoce.

“A OPAS/OMS pede aos governos e Estados dos países que garantam o acesso a medicamentos e tecnologias essenciais para a diabetes, mesmo que ainda inadequado em países de renda média e baixa, onde muitas das pessoas com diabetes vivem. No caso do Brasil, essa garantia de acesso ao atendimento da saúde é explícita através do SUS para todos seus cidadãos, e está funcionando. O Programa Mais Médicos tem inúmeros exemplos de boas práticas e sucesso na luta contra a diabetes e outras doenças crônicas”, afirmou Molina.

Na ocasião, o Ministério da Saúde brasileiro apresentou a pesquisa Vigitel 2015 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), que aponta que um em cada cinco brasileiros consome doces em excesso, cinco vezes ou mais na semana. O índice é ainda maior entre os jovens: 28,5% da população de 18 a 24 anos possui alimentação com excesso de açúcar. Nessa faixa etária, 30% também costuma beber refrigerantes diariamente. O Vigitel monitora fatores de risco para doenças crônicas, atualmente responsáveis por 72% dos óbitos no país. Foram entrevistados por telefone 54 mil adultos (18 anos ou mais) que vivem nas capitais brasileiras.

O Ministério da Saúde também lançou o Manual do Pé Diabético para orientar profissionais de saúde na assistência ao paciente. Cerca de 20% das internações por essa doença se devem a lesões nos membros inferiores e 85% das amputações não traumáticas são precedidas de feridas.

Dia Mundial da Saúde –O diabetes foi escolhido como tema de 2016

Dia 07 de abril é comemorado o Dia Mundial da Saúde. A data criada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) busca conscientizar a população na importância da preservação da saúde e da qualidade de vida. Para celebrar a data em 2016, o tema escolhido foi o diabetes.

A doença crônica aumenta em níveis preocupantes. Considerada há muitos anos como uma doença dos mais ricos, está crescendo em todo o mundo, e é agora mais comum nos países em desenvolvimento.
Atualmente 422 milhões de adultos são afetados, quatro vezes mais pessoas com diabetes do que em 1980. No Brasil, a doença atinge atualmente 7,4% da população adulta do país, acima dos 5,5% registrados em 2006, segundo dados da pesquisa Vigitel 2015.


A diabetes mal controlada pode causar complicações como ataques cardíacos, enfartes, insuficiência renal, cegueira e úlceras nos pés que podem levar a amputações. Muitas destas complicações e mortes prematuras podem ser prevenidas com o controlada alimentação, atividades físicas e medicamentos.

Para comemorar a data, o Blog da Saúde entrevistou o especialista em diabetes, Fadlo Fraige Filho, médico endocrinologista e presidente Associação Nacional de Atenção ao Diabetes conversou com o Blog da Saúde sobre o impacto familiar e financeiro que as complicações do diabetes trazem.

O diabetes pode ser considerado um problema de saúde pública mundial?

O diabetes é um problema cada vez mais sério no Brasil e no mundo. A própria Organização Mundial de Saúde considera que existe uma epidemia de obesidade e com ela vem o diabetes. O número que nós temos avaliado é grande, mas o número real é muito maior. As pesquisas não avaliam, por exemplo, os não diagnosticados e intolerantes a glicose. O problema da diabetes é o impacto que as complicações causam na família e no sistema de saúde. É muito caro deixar o indivíduo ter estas complicações. É diferente, por exemplo, de doenças como câncer, que tem um caminho inexorável. Na diabetes ou você tem o bom controle e não tem complicações ou você vai para o mau controle e pode ter complicações gravíssimas como problemas na visão, renais e amputações.

Quais são os impactos do diabetes no sistema de saúde?

O diabetes vem crescendo muito pelo próprio estilo de vida moderno, com o sedentarismo, obesidade e má alimentação. É importante também citar o stress como fator influenciador. À medida que o brasileiro está vivendo mais, a probabilidade de aparecer o diabetes mais tardiamente é maior. E como estamos tratando melhor nossos diabéticos, eles também vivem mais. Isso dá a dimensão de quanto impacta no sistema de saúde. 50% das hemodiálises e dos transplantes de rins no Brasil são feitos por pessoas com diabetes. 30% de todas as cirurgias cardíacas de revascularização são em pessoas com diabetes. Nas amputações de membros inferiores, a primeira causa é a diabetes. Isso tem um impacto de custo muito grande no sistema de saúde.
E tem mais, outra coisa que não se fala, é que o indivíduo com complicações deixa de trabalhar, ou seja, para de contribuir. E ainda entre em auxilio doenças ou aposentado precocemente e onera a previdência. Esse custo também não se avalia.

Apesar do avanço do diabetes no país, o número de internações devido a complicações da doença reduziu. Isso mostra um avanço no cuidado aos diabéticos?

O programa de diabetes do Brasil que começou em 2001 e aperfeiçoado com o Farmácia Popular e com lei de proteção aos portadores de diabetes têm, sem dúvida alguma, levado grandes benefícios à qualidade de vida da população. Podemos sim ver pela redução nos números de internação. Isso já é um reflexo dos programas do governo. O acesso farmacêutico é determinante no controle da doença. As complicações acontecem devido a essa falta de controle.

Manual do Pé Diabético – Uma das complicações mais frequentes do diabetes é o chamado “pé diabético”. Ele ocorre quando uma área machucada ou infeccionada nos pés desenvolve feridas. Para ajudar na prevenção, o Ministério da Saúde lançou no Dia Mundial da Saúde o Manual do Pé Diabético para orientar profissionais de saúde na assistência ao paciente.

Cuidados simples, como a procura diária nos pés de feridas, bolhas ou áreas avermelhadas, bem como observar a presença de dormência e até mesmo orientações quanto ao tipo de sapato utilizar, são importantes no diagnóstico e assistência adequada e podem evitar uma futura complicação ou mesmo a amputação. Essas e outras medidas estão presentes no documento que será disponibilizado para as equipes de Atenção Básica e de outras unidades de saúde.

Fonte: Gabriela Rocha/ Blog da Saúde

Atriz Carolina Kasting estrela campanha de vacinação contra o HPV

Para colaborar na mobilização nacional da vacinação contra o HPV, a atriz Carolina Kasting e sua filha Cora, de 13 anos, foram as estrelas da campanha publicitária que tem como slogan “Proteja o futuro de quem você ama”.

O objetivo do material é sensibilizar pais e responsáveis sobre a importância da imunização das meninas de 9 a 13 anos. A vacina faz parte do calendário nacional e protege contra quatro tipos de HPV. Dois deles são responsáveis por 70% dos casos de câncer do colo do útero, o terceiro tipo mais frequente entre mulheres brasileiras e a quarta causa de morte na população feminina.

Em entrevista ao Blog da Saúde, Carolina conta como foi participar da campanha publicitária.

O que te motivou a participar da mobilização nacional da vacinação contra o HPV?

O cerne da campanha é a questão da relação entre mãe e filha e o convite surgiu justamente pela relação que eu tenho com a minha filha Cora, de 13 anos. Sempre tivemos um relacionamento bom e próximo. Cora é praticamente uma amiga para mim. E este trabalho nos ajudou a descobrir várias coisas que fazemos iguais. Foi muito divertido e gratificante fazer uma campanha como essa e passar uma mensagem tão bonita de ajuda às pessoas na companhia da minha filha.

Carolina Kasting e a filha Cora em foto do Instagram @kastingcarolina
Os pais são fundamentais na educação das crianças, principalmente na questão do cuidado com a saúde. Como você discute estes assuntos com a Cora?

A criança tem a mãe como referência, principalmente as meninas dessa idade. É uma responsabilidade passar para os filhos a importância do cuidado e da prevenção. Na idade da Cora, já é possível ter um diálogo aberto. Nós conversamos muito sobre todos os assuntos, não só de saúde, como sexualidade, mundo, situações atuais. O responsável é um exemplo vivo para a criança e pode dar uma referência positiva de cuidado com outro, afeto e cuidado consigo mesmo.

Você tem algum recado para outras mães que se preocupam que a vacina pode estimular um comportamento adulto precoce nas meninas?

O que é nocivo para as crianças hoje em dia é a falta de comunicação, de conhecimento e consciência das coisas. De forma alguma, a vacina vai trazer alguma coisa relacionada à precocidade da sua filha. Incentivá-la a algum tipo de comportamento que ela teria sem a vacina. O que eu acho, é que as mães precisam ter diálogo. Tudo que uma filha quer é poder conversar com a mãe, embora às vezes pareça que não. O nosso papel de mãe e ter um diálogo aberto. Levem as crianças para serem vacinadas e aproveitem este momento para conversar com elas sobre o assunto. O mundo é muito aberto e as crianças têm informações muito rapidamente, não tem como frear isso. A melhor forma é a conscientização delas e não negar uma coisa que já existe no mundo.

A vacina está disponível durante todo ano em cerca de 36 mil salas de vacinação de todo o país. As meninas de 10 a 13 anos que ainda não se vacinaram ou não completaram as duas doses necessárias para a efetiva imunização devem também devem ir aos postos com a carteira de vacinação. Receber a vacina na adolescência é o primeiro de uma série de cuidados que a mulher deve adotar para a prevenção do HPV e do câncer do colo do útero.

Confira o vídeo da campanha com a participação da Carolina Casting e sua filha Cora Grecco


 Fonte: Gabriela Rocha/ Blog da Saúde

Missão Brasil Tecnológico acontecerá em julho


Entre os dias 11 e 13 de julho, a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) realizará, em Lima, Peru, a Missão Brasil Tecnológico 2016, evento para promoção comercial conjunta de setores produtivos brasileiros que têm na tecnologia seu diferencial. Além de criar oportunidade de negócios para empresas brasileiras, a missão tem por objetivo fortalecer a imagem do país como produtor de tecnologias avançadas em diversas áreas.
Durante o evento, os empresários terão a oportunidade de participar de rodadas de negócios com compradores peruanos previamente selecionados e de seminários que apontarão as melhores oportunidades de comércio entre Brasil e Peru.
A última edição da missão foi na Colômbia em 2015 e teve a participação de 51 empresas brasileiras, que realizaram 321 novos contatos e negócios na ordem de US$ 55,4 milhões. Participarão empresas dos seguintes setores produtivos do Brasil: tecnologia da informação, eletroeletrônicos, químicos, equipamentos médico-hospitalares, plásticos, máquinas e equipamentos, fármacos e indústria sucroalcooleira.
As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas até o dia 10 de abril. As fichas dos inscritos serão avaliadas por uma consultoria contratada pela Apex-Brasil no Peru para verificação de oportunidades. Após essa análise, a Agência entrará em contato informando os próximos passos. 
Para mais informações, entre em contato com a central de relacionamento com clientes da Apex-Brasil.
Telefone: (61) 3426-0202

Zika: cientistas anunciam método mais eficaz para destruir ovos do mosquito

Cientistas anunciaram hoje ter desenvolvido um método eficaz e barato para destruir os ovos do mosquito que transmite a dengue e o Zika, recorrendo ao perfume dos próprios insetos para atrair as fêmeas.

Os investigadores, do Canadá e do México, testaram o método em uma zona urbana e remota da Guatemala e concluíram ter destruído sete vezes mais ovos do que com as armadilhas comuns nas mesmas zonas.

O sistema inclui uma armadilha chamada ovillanta, criada a partir de duas partes de 50 centímetros de um antigo pneu, colocadas de forma a simular uma boca, dentro da qual é colocado um fluido leitoso e não tóxico, desenvolvido pela Universidade Laurentia, no Canadá, que atrai os mosquitos.

O líquido está uma tira de papel ou madeira onde a fêmea do mosquito põe os ovos. Esta tira é removida duas vezes por semana, para monitoramento, e os ovos são destruídos pelo fogo ou com etanol.

A concentração de feromona aumenta com o tempo, tornando a armadilha cada vez mais atrativa para os mosquitos, escrevem os investigadores.

Os cientistas concluíram que a ovillanta é mais eficaz para atrair o mosquito Aedes aegypti do que as armadilhas habituais, construídas com baldes de um litro.

Durante o estudo, que durou dez meses, a equipe recolheu e destruiu mais de 18.100 ovos de Aedes aegypti por mês, usando 84 ovillanta, em sete bairros da localidade de Sayaxche, que tem 15.000 habitantes, quase sete vezes mais do que os 2.700 ovos recolhidos mensalmente com 84 armadilhas comuns na mesma zona.

Os cientistas observaram que não foram registados novos casos de dengue na zona abrangida pelo estudo, uma comunidade que normalmente teria duas ou três dezenas de casos naquele período, um dado que consideraram interessante, mas episódico.

O autor do estudo, Gerardo Ulibarri da Universidade Laurentian, disse que destruir ovos de inseto com a ovillanta custa um terço do que custa fazê-lo em depósitos de água natural e apenas 20% do que custa o uso de pesticidas, que, além de matarem os insetos, prejudicam os morcegos, as libélulas e outros predadores naturais dos mosquitos.

Os cientistas explicaram ter decidido usar pneus porque estes representam 29% dos locais escolhidos pelos mosquitos Aedes aegypti para reprodução e também porque os pneus usados são um instrumento universal e barato em ambientes de poucos recursos.

O sistema inclui um programa de formação a distância para aumentar a capacidade de controle de mosquitos pelos profissionais de saúde.

Os mosquitos Aedes aegypti - que transmitem o Zika, a dengue, a chikungunya e a febre-amarela - são extremamente difíceis de controlar com outras estratégias, segundo a Organização Mundial de Saúde.

Um surto de Zika afeta atualmente a América do Sul, e o Brasil, o país mais afetado, registou mais de um milhão e meio de casos.

O vírus é transmitido aos seres humanos pela picada do mosquito Aedes aegypti, que existe em 130 países, e na maioria dos casos provoca apenas sintomas gripais benignos, ou não provoca sintomas de todo.

No entanto, o vírus tem sido associado a casos de microcefalia, doença em que os bebés nascem com o crânio anormalmente pequeno e déficit intelectual, e a casos de Síndrome Guillain-Barré, uma doença neurológica grave.


Edição: Juliana Andrade

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