Destaques

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Em meio a ajuste, governo pode ter de assumir despesa extra de R$ 3 bilhões

Ministro da Saúde entregou ao Planalto estimativa com pendência bilionária com estados e municípios

Apesar do ajuste fiscal que a equipe econômica de Henrique Meirelles tenta promover, não param de surgir pleitos no Palácio do Planalto que podem levar ao afrouxamento do corte.

O mais recente deles foi entregue pelo Ministro da Saúde, Ricardo Barros, ao chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e ao secretário de Governo, Geddel Vieira Lima. A Pasta da Saúde identificou pendências da União com estados e municípios que somam R$ 3 bilhões. Basicamente, são repasses acumulados desde 2012 e que Barros quer liberar aos entes federados ainda neste ano.


Talita Fernandes



O que há no projeto que muda a maneira de lidarmos com agrotóxicos no Brasil

Proposta altera aprovação de produtos e até a maneira como essas substâncias serão chamadas oficialmente.

 MÁQUINA APLICA AGROTÓXICOS EM LAVOURA. PRODUTO PODE SE CHAMAR ‘DEFENSIVO FITOSSANITÁRIO'

Em março de 2016, Bela Gil pediu a seus seguidores do Facebook que votassem em uma consulta pública via internet sobre o banimento do agrotóxico carbofurano. A apresentadora conseguiu o que queria: 70% pediram a proibição. O resultado será usado como termômetro pela Agência de Vigilância Sanitária, que ainda analisa a questão. Mas, de qualquer forma, a mobilização foi simbólica.

Agora, uma outra personalidade do mundo da culinária, a cozinheira e ex-jurada do reality show “Master Chef”, da Band, Paola Carosella, está convocando seu público para participar da discussão sobre mudanças na legislação que regula o uso de agrotóxicos no Brasil, em vigor desde 1989.

Atualmente, as diversas propostas sobre o tema estão sendo discutidas por uma comissão especial da Câmara dos Deputados, que deverá elaborar um documento final para ser enviado por votação do plenário. Depois, a matéria vai para o Senado.

Um dos projetos mais impactantes é o PL 3.200 de 2015, que prevê, entre outras coisas, a retirada de poder do Ministério do Meio Ambiente sobre a questão dos produtos químicos usados nas lavouras.

Criticado por ambientalistas e defendido por membros da bancada ruralista, o projeto é do deputado Covatti Filho (PP-RS), e tem o potencial de “modificar algumas coisinhas que não são menores”, afirma Paola em um vídeopublicado em sua conta do Facebook na sexta-feira (12).

No vídeo, que viralizou na internet, ela convida seus seguidores a participarem de uma audiência na faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo nos dias 29 e 30 de agosto.

O evento é organizado pela Defensoria Pública de São Paulo, com apoio do movimento Muda-SP, que promove a agricultura urbana e a agroecologia, e da Campanha Permanente Contra Agrotóxicos e Pela Vida, entre outras entidades.

Entenda três pontos da legislação que podem mudar, caso as alterações em discussão no Congresso sejam aprovadas.

Nem agrotóxicos, nem pesticidas: ‘defensivos fitossanitários’

A legislação de 1989 traz o termo “agrotóxicos” para se referir a “produtos e agentes de processos físicos, químicos ou biológicos” usados com o objetivo de “alterar a composição da fauna ou da flora”.
Ou seja, matar vegetais ou outros seres vivos, como insetos, para promover o crescimento da cultura desejada.

Empresas produtoras de agrotóxicos preferem o termo mais brando “defensivos agrícolas”. O projeto usa, no entanto, “defensivos fitossanitários”.

Em entrevista concedida em junho de 2016 ao Nexo, Rafael Cruz, que coordena a Campanha de Agricultura do Greenpeace avalia que essa mudança serviria apenas para desviar atenção do fato de que esses produtos são tóxicos.

Aprovação de agrotóxicos se concentraria no Ministério da Agricultura

Segundo a lei de 1989, a aprovação de um novo agrotóxico precisa passar pela avaliação de Ministério da Agricultura, Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), ligado ao Ministério do Meio Ambiente, e Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), vinculada ao Ministério da Saúde. Mas, segundo o autor do PL 3.200, Covatti Filho, essa estrutura não dá conta de regular o setor.

“Fabricantes informam das dificuldades de instalação de novas fábricas ou de obtenção de registros de seus produtos; produtores rurais reclamam da ausência ou da demora na disponibilização de novos produtos que controlem doenças e pragas; consumidores clamam por alimentos mais seguros; médicos alertam para aspectos da saúde humana e toxicológicos; ambientalistas apontam para a necessidade de desenvolvimento de processos mais sustentáveis”

Covatti Filho
Deputado federal, em entrevista concedida em abril de 2016 à Agência Câmara

Pelo novo projeto, uma outra instituição seria criada, a CTNFito (Comissão Técnica Nacional de Fitossanitários). Ela concentraria  a aprovação de novos agrotóxicos no Brasil. E todos os seus 23 membros seriam designados pelo ministro da Agricultura.

Ou seja, Ministério do Meio Ambiente e Ministério da Saúde deixariam de influenciar na decisão.

Quem é crítico a essa proposta afirma que ela concentraria poder em excesso nas mãos do Ministério da Agricultura, que tende a sofrer mais influência do agronegócio.

Um paralelo que pode ser feito é o caso dos Estados Unidos, onde a legislação fez o caminho contrário ao proposto pelo PL 3.200.

Lá, a aprovação de agrotóxicos era concentrada nas mãos do USDA (Departamento de Agricultura) até a década de 1970. Depois disso, no entanto,  passou para as mãos da EPA (Agência de Proteção Ambiental).

Segundo o artigo acadêmico “A regulação de agrotóxicos, uma análise comparativa”, publicado em 2013 na revista “Science and Public Policy”, essa mudança foi importante porque colocou a aprovação de agrotóxicos como atribuição de uma entidade que não está diretamente ligada ao agronegócio. E que por isso tenderia a oferecer pareceres mais isentos sobre o assunto.

Prazo de aprovação dos agrotóxicos

Atualmente, a aprovação de um agrotóxico é um processo longo, o que o torna alvo de críticas do setor de agrotóxicos e de produtores agrícolas. Agrotóxicos defasados tornam as lavouras brasileiras mais vulneráveis a pragas resistentes.

Publicado em 2015 na “Revista Brasileira de Inovação”, o estudo “A (des)coordenação de políticas par a indústria de agrotóxicos no Brasil” afirma que entre janeiro de 2010 e junho de 2014, o tempo médio, a partir da data do protocolo até a conclusão da análise dos agrotóxicos, passou de dois anos e um mês para três anos e oito meses, um aumento de mais de 80%. A fila era em 2014 de 1.486 processos aguardando pareceres.

O projeto de lei 3.200 de 2015 pretende encurtar esse período, estabelecendo diversos casos - como a ausência de um produto capaz de lidar com a praga em questão, por exemplo - em que esses prazos seriam encurtados para entre 30 a 180 dias.

Em entrevista ao Nexo, Victor Pelaez, engenheiro de alimentos e economista que preside o Observatório do Uso de Agrotóxicos da Universidade Federal do Paraná, ressalta, no entanto, que essa alteração não resolve o problema essencial que gera o atraso: a falta de técnicos capacitados para acompanhar os pedidos.

Segundo o artigo acadêmico “A regulação de agrotóxicos, uma análise comparativa”, nos Estados Unidos uma equipe de 850 pessoas se dedicava a acompanhar o processo de aprovação de novos agrotóxicos em 2013. No Brasil, a Anvisa contava com cerca de 46.

André Cabette Fábio
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FOTO: CHAFER MACHINERY/CREATIVE COMMONS




PEC que limita gastos públicos e cria 'novo regime fiscal' divide especialistas

Para o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto de Almeida, a proposta é "a forma mais inteligente de se fazer um ajuste fiscal sustentável". Entretanto, o professor Pedro Linhares Rossi, da Universidade de Campinas (Unicamp), disse que a PEC impõe ao país um projeto "incompatível com a Constituição de 1988".

Assessor especial do ministro da Fazenda, Marcos Mendes afirmou que limites para despesa, como o previsto na PEC 241/2016, funcionam melhor que metas de superávit fiscal, estratégia perseguida até recentemente. Entretanto, o economista Felipe Rezende, da Hobart and William Smith Colleges, dos Estados Unidos, advertiu que, com as novas regras, o governo perde importantes "armas contracíclicas" para enfrentar a queda dos gastos privados na recessão.

Mendes observou que regras de controle de despesa estimulam um melhor padrão de gastos, especialmente se acompanhadas de melhoria na gestão das finanças públicas. Para Mansueto, a PEC 241/2016 e a reforma da Previdência (ainda não encaminhada ao Congresso) são os dois pilares do ajuste fiscal, considerados por ele essenciais para a redução da inflação e dos juros e para a recuperação do investimento na economia brasileira.

O desafio, conforme o secretário, é transformar um déficit primário de R$ 170,5 bilhões (3,7% do Produto Interno Bruto) em um superávit. Segundo Mansueto, não é possível atingir esse resultado em um ou dois anos, depois de uma forte recessão. A velocidade do ajuste fiscal dependerá também da recuperação da receita primária do governo, que perdeu quase dois pontos do PIB de receita de 2011 a 2016, conforme avaliação do secretário.

Poder
Para o professor Rossi, a PEC 241/2016 retira o poder do Executivo, do Legislativo e da sociedade de moldar o tamanho do Orçamento. Além disso, de acordo com Rossi, as novas regras deverão provocar "um acirramento do conflito distributivo dentro do Orçamento", possibilidade saudada por Cristovam Buarque. Para o senador pelo DF, uma das missões do Congresso é exatamente mediar esses conflitos.

O professor da Unicamp considerou difícil o cumprimento do limite de gastos estipulado pela proposta. Rossi apresentou argumentos contra o que classificou de "mito da contração fiscal expansionista". Segundo ele, o corte de gastos leva a uma queda de crescimento, que, por sua vez, alimenta a queda na arrecadação, que gera piora no resultado fiscal.

Na mesma linha, o professor Rezende disse que as regras propostas limitam substancialmente os investimentos públicos ao longo dos próximos anos. Com isso, argumentou, o governo abre mão da possibilidade de ampliar o emprego privado por meio de obras públicas em infraestrutura.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) previu que, se a PEC for aprovada, o país terá "20 anos de crescimento pífio" — que equivalem ao prazo de validade do novo regime fiscal. O parlamentar criticou ainda a fixação do teto apenas para o gasto primário, o que exclui os juros pagos pelo governo na captação de recursos com a colocação de títulos no mercado.
Ao se referir a comentário de Mansueto de que a proposta era "a menos dolorosa", a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) questionou quem está sendo poupado nesse ajuste. Após responder que o ajuste não atinge o mercado financeiro, Vanessa Grazziotin disse que a visão de "Estado mínimo" embutida na proposta prejudica os mais pobres, em contradição com a Constituição.

Entretanto, o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) disse não ver contradição entre a busca da sustentabilidade fiscal do Estado e a Constituição de 1988. Para ele, é necessário resgatar a responsabilidade fiscal. Entendimento semelhante foi manifestado pelo senador José Aníbal (PSDB-SP), que julgou essencial contribuir para que o governo recupere a credibilidade da gestão pública.

O senador Roberto Muniz (PP-BA) defendeu um amplo debate sobre a eficiência do gasto público. Após lembrar a existência de mais de 30 mil obras paralisadas no país, o parlamentar baiano observou que esse investimento incompleto não contribuiu para a continuidade do ciclo de geração de emprego e renda. A solução, acrescentou, é o estabelecimento de indicadores de desempenho capazes de assegurar a qualidade do gasto do governo.

A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) apontou incompatibilidade da proposta com as metas do Plano Nacional da Educação, estabelecidas em lei aprovada pelo Congresso. Em resposta, Marcos Mendes afirmou que a lei expressa "um rol de desejos" e foi aprovada sem a garantia de recursos.

Regra
Encaminhada pelo governo interino de Michel Temer à Câmara dos Deputados em 15 de junho, a proposta está sendo discutida em comissão especial daquela Casa. Prevê a fixação de limite para despesas públicas federais dos três Poderes e determina que o aumento dos gastos da União, incluídos os Poderes Legislativo e Judiciário, não poderá ser maior que a inflação do ano anterior. Se aprovado pelo Congresso, o novo regime fiscal já entraria em vigor no próximo ano, com prazo de validade total de 20 anos.

A essência da proposta consiste na atualização da despesa primária de 2016 pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e sua utilização como limite no exercício de 2017. Para os 19 exercícios seguintes, a regra é sempre a atualização pelo IPCA da despesa do ano anterior e a aplicação do resultado como o limite para o ano corrente.

A PEC veda ao Poder ou órgão que descumprir o limite de despesas a concessão de vantagem, aumento, reajuste ou readequação de remuneração de servidores públicos. Também ficará proibida a criação de cargo, emprego ou função, bem como a realização de concurso público.

Se o Poder que desrespeitar o limite for o Executivo, serão aplicadas duas vedações adicionais: a despesa com subsídios e subvenções econômicas não poderá superar aquela realizada no exercício anterior; e incentivos fiscais não poderão ser concedidos ou ampliados.

Saúde e educação
Um dos pontos mais questionados por senadores na CAE refere-se aos recursos destinados à saúde e à educação, que hoje contam com critérios próprios definidos na Constituição. Pela Carta, os recursos da saúde correspondem a 15% da receita corrente líquida da União e os da educação, a 18% da receita de impostos.

Ao enviar a proposta ao Congresso, o governo evitou estabelecer qualquer destinação mínima aos setores orçamentários, como um percentual da receita ou do PIB. Na Alemanha, cuja dívida pública aumentou muito após a reunificação com a antiga Alemanha Oriental, a limitação por um percentual do Produto Interno Bruto (PIB) ajudou o país a cumprir as exigências da União Europeia (veja matéria).

Na exposição de motivos que acompanha a PEC, os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmam que essas duas métricas — percentuais da receita e do PIB — permitiriam uma expansão mais acelerada do gasto durante os momentos positivos do ciclo econômico, ao mesmo tempo em que exigiriam ajustes drásticos nos momentos de recessão.

Nos casos da educação e saúde, especificamente, Meirelles e Oliveira afirmam que esse tipo de vinculação cria problemas fiscais e é fonte de ineficiência na aplicação de recursos públicos. Para os ministros, a regra não impede que os parlamentares definam no Orçamento da União despesa mais elevada para saúde e educação, "desde que consistentes com o limite total de gastos".

Exclusões e resultados
A PEC, que altera o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, exclui do limite algumas categorias de despesas. É o caso das transferências feitas a estados e municípios como repartição de receitas. Também se excluem créditos extraordinários para lidar com situações atípicas, como calamidades públicas; capitalização de empresas estatais não dependentes e financiamento de processos eleitorais.

Os dois ministros defendem que o novo regime será anticíclico: uma trajetória real constante para os gastos, associada a uma receita variando com o ciclo, resultará em maiores poupanças nos momentos de expansão e menores superávits em momentos de recessão.

A expectativa é de que o crescimento real zero a partir do exercício subsequente ao da aprovação da PEC levará a uma queda substancial da despesa primária do governo federal como percentagem do PIB. Os ministros da Fazenda e do Planejamento esperam com isso mudar a trajetória do gasto público federal, que apresentou crescimento médio anual de 5,8% no período de  1997-2015.

Encaminhada pelo governo interino de Michel Temer à Câmara dos Deputados em 15 de junho, a proposta ainda está sendo discutida em comissão especial daquela Casa, que no prazo de dez sessões, contadas a partir da última sexta-feira (12), apresentará parecer.

Agência Senado



SUS deve dar à fibromialgia tratamento de doença crônica, defende Ana Amélia

A senadora Ana Amélia (PP-RS) defendeu a inclusão da fibromialgia, síndrome que provoca fortes dores por todo o corpo, entre as doenças crônicas reconhecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Ela explicou que a medida é necessária para assegurar tratamento adequado na rede pública de saúde à fibromialgia, que atinge cerca de 5 milhões de brasileiros. Tal tratamento, acrescentou Ana Amélia em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (17), deve incluir tanto medicamentos, como analgésicos e relaxantes musculares, quanto atividades físicas, como RPG e fisioterapia.
A fibromialgia, segundo a senadora, afeta principalmente a população feminina. Para cada 20 casos registrados em mulheres, há apenas um em homens.
O tema foi discutido em audiência pública realizada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), na manhã desta quarta-feira, a pedido de Ana Amélia. Participaram do debate representantes da Sociedade Brasileira dos Estudos da Dor, da Associação Brasileira dos Fibromiálgicos e do Ministério da Saúde.
A senadora ressaltou que os fibromiálgicos, além de sentirem fortes dores, também sofrem com o preconceito em relação à síndrome, que é pouco compreendida até mesmo por grande parte dos médicos.
- Não há um sintoma claro, há uma dor violenta. Tão violenta que lá em Santa Catarina, hoje, entre as mensagens que eu recebi, havia a manifestação: "Tem horas que eu não suporto e as pessoas não entendem. Há um preconceito: 'Tá fazendo fita, é maluco, tá doido!’". Quer dizer, é a segunda dor que a pessoa sofre, que é a dor emocional, porque a física a pessoa já está sofrendo - afirmou Ana Amélia.
Foto: Ana Volpe/Agência Senado

Agências Reguladoras - Senado aprova projeto que unifica regras sobre gestão, poder e controle social das agências reguladoras

A Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional aprovou, na tarde desta quarta-feira (17), o projeto (PLS 52/2013) que unifica 
as regras sobre gestão, poder e controle social das agências reguladoras. O projeto faz parte Agenda Brasil – pauta listada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, com o objetivo de incentivar a retomada do crescimento econômico. Por se tratar de substitutivo, o texto será submetido a um turno extra de votação.

A comissão já havia começado a discutir o projeto na sessão do último dia 13 de julho, mas um pedido de vista coletiva terminou adiando a votação do relatório da senadora Simone Tebet (PMDB-MS). O texto original é do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) na forma de um substitutivo do senador licenciado Walter Pinheiro (sem partido-BA).
— Temos de lembrar o trabalho hercúleo do senador Walter Pinheiro. Esse projeto tinha tudo para gerar muitos embates, mas chegamos aqui com muitos pontos de consenso — afirmou a relatora.
Emendas
Simone Tebet informou que, nos últimos dias, trabalhou no aperfeiçoamento no texto, unificação de termos e padronização de prazos. A relatora também aceitou emendas apresentadas pelo senador Roberto Muniz (PP-BA). As sugestões do senador tratam de exigências para o cargo de diretor e de critérios de independência na elaboração dos planos de ação das agências. Outra emenda aceita, também do senador Roberto Muniz, prevê a realização de sabatina para o indicado ao cargo de ouvidor de agência reguladora.
Transparência e autonomia
Criadas para fiscalizar a prestação de serviços públicos pela iniciativa privada, as agências reguladoras, além de controlar a qualidade na prestação do serviço, estabelecem regras para o setor. O projeto, conhecido como Lei das Agências Reguladoras, busca garantir a autonomia e dar mais transparência para as agências e também estabelecer medidas para evitar a interferência do setor privado.
De acordo com o projeto, será exigida a apresentação anual de uma prestação de contas ao Congresso por parte das agências e a celebração dos chamados contratos de gestão, que devem conter metas, mecanismos, fontes de custeio e resultados das ações regulatórias e fiscalizatórias das autarquias. Além disso, Simone Tebet fez várias outras mudanças, como o aumento de quatro para cinco anos no mandato dos dirigentes das agências. No texto de Walter Pinheiro, havia a possibilidade de recondução, que foi retirada pela senadora.
Uma das principais mudanças do relatório é a divisão de competências entre os ministérios e as agências. O texto de Simone Tebet retira alterações das leis específicas de cada uma das agências reguladoras. Essas alterações, segundo a relatora, deslocariam as principais competências para os ministérios supervisores, como é o caso de celebração dos contratos de concessão e aplicação de sanções mais graves.
Foto Marcos Oliveira/Agência Senado

Evento no senado discute produtos para saúde no Brasil

No dia 1º de setembro, o Senado Federal recebe o III Fórum Nacional de Produtos para Saúde no Brasil. O evento tem como objetivo aprimorar ações para a sustentabilidade do setor e a promoção da saúde com qualidade de vida

Os produtos para saúde estão ligados diretamente ao cotidiano da população, sendo utilizados em procedimentos médicos, odontológicos e fisioterápicos. A área se expande, inova e ocupa espaço cada vez mais importante na economia brasileira. Com objetivo de ampliar a discussão de temas que envolvem a pesquisa, a produção e a implementação de novos produtos e tecnologias no campo da saúde, o Programa Ação Responsável realiza, no dia 1º de setembro, em Brasília, a terceira edição do Fórum Nacional de Produtos para Saúde. Dividido em três painéis temáticos distintos - “Inovação é Acesso”, “Ética é Acesso” e “TI é Acesso” -, o evento promete movimentar o auditório do Interlegis (Senado Federal). O fórum já está com inscrições abertas pelo site www.acaoresponsavel.org.br. A adesão é gratuita.

Formada por um grande universo de itens, com diferentes níveis de complexidade, a área de produtos para saúde demanda constantes investimentos em pesquisa, fundamental para a ampliação do acesso pela população, bem como para atrair recursos no cenário nacional. Atualmente, a indústria desses produtos representa 3,7% dos gastos em saúde. Porém, fatores como a crise econômica influenciaram na queda desse mercado nos últimos anos, o que traz à tona a necessidade urgente de se ampliar as parcerias entre os setores público e privado. Nesse contexto, discutir a temática e qualificar nichos de inovação, com atenção especial à promoção de serviços de qualidade aos brasileiros, é de fundamental importância.

O fórum reúne representantes de instituições do governo, do setor produtivo, da comunidade acadêmica e da sociedade civil, bem como prestadoras e operadoras de planos de saúde, com o intuito de estimular a pesquisa e o desenvolvimento utilizando as novas tecnologias disponíveis no mercado nacional, bem como as que podem ser incorporadas.

Serviço:
III Fórum Nacional de Produtos para Saúde no Brasil
Local: auditório Senador Antônio Carlos Magalhães (Interlegis, Senado Federal)
Data: 1º de setembro de 2016, quinta-feira
Realização: Instituto Brasileiro de Ação Responsável
Parceiras: Congresso Nacional; Ministério da Saúde; Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD; Agência Íntegra Brasil e Interlegis
Patrocínio: ABIIS
Inscrições gratuitas pelo site www.acaoresponsavel.org.br


Saúde será pioneira no uso de biometria nos serviços públicos

Nova ferramenta confere maior segurança no registro e acesso de informações dos cidadãos e contribui para evitar fraudes nos serviços de saúde


O Ministério da Saúde será o primeiro órgão da administração pública federal a utilizar os serviços de biometria proposto pelo governo federal para todos os programas sociais. Com isso, os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) poderão ser identificados pela digital. A política, construída a partir de uma parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), irá proporcionar maior segurança no registro e acesso de informações dos cidadãos, além de contribuir para evitar fraudes.

O projeto piloto para o novo modelo de identificação deve começar em serviços ofertados pela atenção básica já a partir do próximo ano. O acordo foi fechado, nesta terça-feira (16), em reunião entre o ministro da Saúde, Ricardo Barros, e o secretário de Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Marcelo Pagotti.

Para o ministro da Saúde, Ricardo Barros, este será um importante passo para o aperfeiçoamento dos sistemas em saúde. “Estamos fazendo um esforço enorme para acelerar a informatização no SUS, que é uma prioridade na minha gestão. Estamos conseguindo a adesão de muitos parceiros e não tenho dúvidas de que irá melhorar os serviços de saúde”, avaliou.

Ainda segundo o ministro, a biometria irá permitir a disponibilização segura do prontuário eletrônico do paciente, já iniciado a partir do Cartão SUS – identidade do cidadão no acesso aos serviços de saúde público e privados.

O secretário de Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Marcelo Pagotti, parabenizou o pioneirismo. "O Ministério da Saúde saiu na frente na implementação da biometria para simplificar o atendimento aos brasileiros. Os dados do TSE serão utilizados para garantir a plena identificação dos cidadãos e a segurança de seus dados. A Secretaria de Tecnologia da Informação dará total apoio na implementação deste projeto, que revolucionará os serviços públicos", disse.

O uso da biometria para identificar cidadãos nos bancos de dados ou em serviços públicos faz parte de uma política de governo para aperfeiçoar os programas sociais a partir de uma parceria com o TSE para utilização da base biométrica.

SISP – O Ministério da Saúde recebeu em sua sede, pela primeira vez, a 8ª Reunião Extraordinária do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação (SISP) nesta terça-feira (8). Na ocasião, foi apresentada a proposta para que o Ministério da Saúde seja pioneiro no uso da biometria e debatida a segurança de informações armazenadas em nuvem. Participaram da reunião cerca de 30 representantes da área de tecnologia da informação de órgãos da administração direta, autárquica e fundacional do governo federal.


Por Victor Maciel, da Agência Saúde 

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Ministro da Saúde visita fábrica da Hemobrás em Pernambuco - VC não viu esta matéria?

Com investimento de R$2,4 bilhões do governo federal, a unidade produzirá os seis hemoderivados de maior consumo mundial e que hoje são 100% importados pelo Brasil

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, visitou nesta segunda-feira (15) as obras da fábrica da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), no município de Goiana, a 63 quilômetros da capital Recife, em Pernambuco. Esta é a primeira fábrica do Brasil – e a maior da América Latina – de produção de medicamentos a partir do plasma sanguíneo ou por meio de engenharia genética para tratamento de coagulopatias.

“A Hemobrás tem uma grande estrutura e é muito importante para o Brasil. Estamos concluindo a etapa dos hemoderivados, necessária para que tenhamos capacidade de produção. Estamos dando eficiência e otimizando o trabalho que a Hemobrás faz com os hemoderivados”, destacou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

A fábrica terá capacidade de processar 500 mil litros de plasma por ano. Atualmente, os sistemas público e privado gastam R$ 800 milhões por ano com a importação de hemoderivados. Este empreendimento vai gerar economia de recursos ao país, uma vez que a matéria-prima nacional será utilizada para fortalecer a hemorrede brasileira.

O investimento total previsto entre 2010, quando as obras começaram, e 2023, quando devem terminar, é de R$ 2,4 bilhões. Com recursos 100% da União, a expectativa da pasta é consolidar o Complexo Industrial da Saúde no Brasil. Para isso, até julho de 2016 já foram executados R$ 787,3 milhões em obras de construção civil, aquisição de equipamentos e transferência de tecnologia.


Ao todo, serão produzidos os seis hemoderivados de maior consumo no mundo e que hoje são 100% importados (albumina, imunoglobulina, fatores de coagulação VIII e IX plasmáticos, fator de von Willebrand e complexo protrombínico). Também será produzido em território nacional o fator de coagulação VIII recombinante, obtido por meio de engenharia genética e considerado como o tratamento mais moderno no mundo para a hemofilia tipo A. Esses produtos são fundamentais para portadores de hemofilia, imunodeficiências primárias, cânceres, cirrose, queimaduras graves, crianças com Aids e pessoas em terapia intensiva.

OBRA – Com 71% de execução física, 23% de incorporação de processos e 48% de aquisição de sistemas e equipamentos de produção, a fábrica da Hemobrás possuirá 17 prédios em um terreno de 25 hectares no Polo Farmacoquímico de Pernambuco. A previsão de conclusão é 2018 e o início da produção deve acontecer em 2020. Em 2023, haverá o encerramento da última etapa, com início da produção do medicamento HEmo-8r (recombinante).

Desde setembro de 2012, já está em funcionamento a câmara fria a -35°C da fábrica, que armazena o plasma excedente no país (matéria-prima para produção de hemoderivados).

Por Gustavo Frasão

Goiás - Secretaria de Saúde adquire medicamentos com valores majorados

Empresas faturaram medicamentos com valor superior ao fixado na licitação.  E Secretaria de Saúde do Estado realizou os pagamento das notas fiscais sem corrigir a falha.
O Tribunal de Contas da União (TCU) analisou tomada de contas especial (TCE) devido à constatação de irregularidades em licitações promovidas pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES/GO). Os certames se destinavam à aquisição de medicamentos custeados com recursos transferidos pela esfera federal à conta do Sistema Único de Saúde (SUS).
O tribunal constatou que as empresas vencedoras das licitações, ao faturarem os medicamentos, acrescentaram o percentual de 17% a título de ICMS ao valor que havia sido acordado na licitação. Esse valor fixado pelo pregão, no entanto, já estava onerado com o imposto. Posteriormente, as empresas descontaram o ICMS da nota fiscal sob o pretexto de dar prosseguimento à operacionalização comum de isenções tributárias concedidas a aquisições de medicamentos. A SES/GO realizou o pagamento das notas fiscais sem corrigir a falha.
Esse procedimento de majoração do valor da licitação foi contrário às normas fixadas no edital dos pregões. De acordo com o documento, as propostas deveriam ser apresentadas já adicionadas do ICMS. Em sequência, quando houvesse o pagamento, o imposto seria destacado na nota fiscal e abatido do valor licitado.
O procedimento realizado pelas empresas fez com que elas recebessem pagamentos em valores superiores aos montantes efetivamente devidos. Os responsáveis foram ouvidos pelo TCU para apresentarem alegações de defesa, mas não afastaram as irregularidades.
Em decorrência da TCE, os gestores tiveram suas contas julgadas irregulares e foram condenados ao ressarcimento do prejuízo causado aos cofres públicos. Ainda cabe recurso da decisão.
O relator dos processos é o ministro-substituto Augusto Sherman.
 Serviço:
Processos: 004.562/2010-0 004.589/2010-6 e 016.828/2009-0
Sessão: 03/8/2016

TCU responde consulta sobre atuação do terceiro setor na área de saúde

TCU reitera a possibilidade de celebração de contratos de gestão com organizações sociais por entes públicos na área de saúde, mas com orientações sobre o tema
O Tribunal de Contas da União (TCU) analisou solicitação do Congresso Nacional a respeito da possibilidade de celebração de contratos de gestão com organizações sociais por entes públicos na área de saúde. O questionamento também se referiu à forma de contabilização dos pagamentos a título de fomento nos limites de gastos de pessoal previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Em relação ao questionamento sobre celebração de contratos de gestão com organizações sociais por entes públicos na área de saúde, é pacífico no tribunal o reconhecimento dessa possibilidade. O TCU mencionou, na resposta ao Congresso, o entendimento do Supremo Tribunal Federal de que os contratos de gestão com organizações sociais têm natureza de convênio e que não há, portanto, que se falar em terceirização de serviços nessas parcerias.
A consulta, no entanto, também versou sobre a contabilização dos gastos com organizações sociais prestadoras de serviços públicos para fim de verificação do cumprimento dos limites de despesas com pessoal previstos na LRF. Quanto a esse aspecto, o TCU ainda realizará trabalho específico sobre o tema.
Hospitais públicos, unidades básicas de saúde, centrais de diagnóstico, equipes da saúde da família, entre outros serviços, têm seu gerenciamento transferido para entidades privadas qualificadas como Organizações Sociais e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, ou mediante Parcerias Público-Privadas.
Entretanto, os agentes privados não substituem as instituições públicas, já que o estado continua como responsável constitucional pela garantia da prestação de tais serviços, para que os cidadãos tenham seus direitos atendidos com qualidade e eficiência.
O relator do processo, ministro Bruno Dantas, comentou que “as fiscalizações do TCU que envolvem a matéria nunca questionaram a constitucionalidade da contratação de organizações sociais para a prestação de serviços de saúde, mas coíbem o uso inadequado ou ilegal do modelo”.
O TCU informou ao Congresso Nacional de que a jurisprudência consolidada, a exemplo dos Acórdãos 3.239/2013 e 352/2016, ambos do Plenário, é no sentido de reconhecer a possibilidade de realização de contratos de gestão com organizações sociais, com determinadas orientações sobre a matéria.
Serviço:
Leia a íntegra da decisão: Acórdão 2057/2016 - Plenário
Processo: 023.410/2016-7
Sessão:  10/8/2016
Secom – SG

ANS Desconhece Comissão De Trabalho Para Plano De Saúde Popular

Em comunicado oficial, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) diz que não tinha conhecimento do grupo de trabalho que está avaliando a viabilidade do plano de saúde popular, sugerido pelo Ministro da Saúde, Ricardo Barros. “A Agência reitera sua autonomia técnica para regular o mercado de Saúde Suplementar, nos termos delimitados pelas leis 9.656/98 e 9.961/2000”, diz o comunicado.

Com a justificativa de desafogar o Sistema Único de Saúde (SUS), a proposta do Ministro é ter outras faixas de plano de saúde para que mais pessoas possam contribuir com o financiamento da saúde no Brasil. Barros ainda explica que no plano popular com uma menor cobertura, os atendimentos que não estão previstos pela ANS, serão feitos através do SUS.

O Ministro disse que espera mobilizar a Agência a reduzir a cobertura mínima de serviços exigida aos planos, a fim de atender a proposta. No entanto, a aprovação do novo modelo tem que ser da ANS, que é a autarquia responsável pela regulação do setor

Teste de integridade de servidor público provoca discordâncias entre deputados

Comissão especial da Câmara dos Deputados está analisando as 10 medidas contra a corrupção, propostas pelo Ministério Público Federal e com apoio de mais de 2 milhões de cidadãos

Deputados da comissão especial que analisa o projeto que altera a legislação de combate à corrupção (PL 4850/16) divergiram em relação a um dos pontos mais polêmicos da proposta, a criação do chamado teste de integridade para os servidores públicos.
Os testes de integridade dividem os especialistas ouvidos pela comissão e consistem em simular a oferta de vantagens, sem o conhecimento do servidor público, com o objetivo de testar sua conduta moral e predisposição para cometer ilícitos.
Os integrantes da comissão defenderam mais estudo sobre alguns pontos da proposta e disseram que isso não significa “afrouxamento” da legislação.
Psicotécnico mais rigoroso
“Eu, como policial de carreira, lamento quando um policial corrupto é afastado e volta por meio de decisão judicial. Não conheço ninguém mais nocivo à sociedade que o bandido que usa uma arma e é policial”, disse o deputado Aluísio Mendes (PTN-MA), que é policial federal.

“Mas acho complicado o teste de integridade do jeito que foi proposto. Talvez isso seja resolvido com um teste psicotécnico mais rigoroso, na hora da seleção”, acrescentou o parlamentar.
“Não faz sentido aplicar os testes obrigatoriamente para uma categoria e não para outra”, disse o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP).
O deputado Marcos Rogério (DEM-RO) questionou a constitucionalidade do teste de integridade. “O teste é incompatível com a Constituição. Este dispositivo pode ser criado se alterando a Constituição, e não por meio de um projeto de lei”, disse.
Controle da corrupção
O deputado José Fogaça (PMDB-RS) defendeu os testes. “Eu vejo no teste de integridade uma possiblidade nova, como um programa permanente de controle de corrupção por amostragem”, disse.

O projeto prevê que os testes de integridade serão realizados preferencialmente pela Corregedoria, Controladoria, Ouvidoria ou órgão de fiscalização e controle. Estes órgãos deverão avisar previamente o Ministério Público e os resultados não poderão ser divulgados ao público.
A proposta também prevê que os testes poderão ser realizados pelo Ministério Público ou pelos órgãos policiais, mediante autorização judicial, em investigações criminais ou que digam respeito à prática de atos de improbidade administrativa.
Provas inválidas
Além do teste de integridade, o projeto de lei prevê outras medidas polêmicas, que dividem os juristas, como a necessidade de o Ministério Público opinar sobre pedidos de habeas corpus, a prisão preventiva para evitar a dissipação do dinheiro desviado e o uso de provas consideradas inválidas em determinados casos.

O projeto também aumenta as penas para crimes contra a administração pública, garante o sigilo da identidade da pessoa que denunciar crimes e criminaliza o enriquecimento ilícito.
Confisco do patrimônio
Além disso, torna hediondos os crimes contra a administração pública e permite ao juiz não aceitar recursos quando considerar que eles são apenas para atrasar o processo.

O projeto também prevê o chamado “confisco alargado”, que é confisco do patrimônio do réu considerado corrupto mesmo quando não existem provas de que aquele bem é fruto de corrupção; responsabiliza os partidos políticos em caso de atos ilícitos e criminaliza o caixa dois em campanhas eleitorais.
Conteúdo relevante
Na audiência pública, o representante do Movimento Vem pra Rua, Jailton Almeida, defendeu as propostas e criticou quem aponta ilegalidades nas chamadas “dez medidas contra a corrupção”.

“Há, nas dez medidas, conteúdo social muito relevante. A Câmara dos Deputados tem a missão de dar respaldo a um desejo da população. E isso não tem lado, não tem cor. Quando formos criticar as dez medidas, que seja construtivamente. Para não frustrar todo o País”, disse.
Reportagem – Antonio Vital
Edição – Newton Araújo

Agência Câmara Notícias


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