Destaques

sábado, 17 de junho de 2017

Comissões da Câmara debatem violência obstétrica com o ministro da Saúde

Laura Carneiro: violência ocorre num momento de fragilidade da mulher e é recorrente no Brasil, pois o País ainda não adotou práticas humanizadas de atendimento nos serviços de saúde

As comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; e de Seguridade Social e Família promovem audiência pública na quarta-feira (21) para discutir com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, e outros convidados os casos de violência obstétrica registrados no Brasil.
Estima-se que 25% das brasileiras que tiveram seus filhos de parto natural sofreram violência obstétrica tanto em hospitais públicos quanto em privados.

São consideradas violências obstétricas agressões físicas ou verbais; a negação de alívio para a dor; negação de atendimento ou deixar de informar algum procedimento que for realizado durante o parto.

Momento de fragilidade
A autora do requerimento para a realização da audiência, deputada Laura Carneiro (PMDB-RJ), afirmou que a violência ocorre num momento de fragilidade da mulher e é recorrente no Brasil, pois o País ainda não adotou práticas humanizadas de atendimento nos serviços de saúde.

"Vamos debater os maus procedimentos que são utilizados quando a parturiente chega ao hospital e que podem trazer consequências gravosas para a criança e para a mãe”, ressalta a parlamentar.

“A gente precisa discutir o que está acontecendo em muitas cidades do Brasil para que possamos, alguma maneira, estudar isso com os especialistas e encontrar soluções”, propõe Laura Carneiro.

Convidados
Foram convidados para participar da audiência:
- o ministro da Saúde, Ricardo Barros;
- o presidente da Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), César Eduardo Fernandes;
- a promotora de Justiça Fabiana D’Almas Rocha Paes, integrante do Movimento do Ministério Público Democrático; e
- a diretora jurídica da ONG Artemis Aceleradora Social, Ilka Teodoro.
A audiência ocorrerá no plenário 15, a partir das 15 horas.

Reportagem – Karla Alessandra, Edição – Newton Araújo, Foto - Billy Boss, Agência Câmara Notícias


sexta-feira, 16 de junho de 2017

Câmara aprova criação da campanha Dezembro Vermelho para prevenção ao vírus da AIDS e DST

Câmara aprova projeto de lei que cria a campanha Dezembro Vermelho para a prevenção e enfrentamento ao vírus da AIDS e a doenças sexualmente transmissíveis. Se não houver nenhum recurso, a matéria segue direto para o Senado Federal.

O projeto é de autoria dos deputados do PT, Erika Kokay, do Distrito Federal, Paulo Teixeira, de São Paulo e, do Psol do Rio de Janeiro, Jean Wyllys. A exemplo do Maio Amarelo, Outubro Rosa ou Novembro Azul, o texto prevê ações como a iluminação dos prédios públicos com luzes de cor vermelha, a veiculação de campanhas na mídia, a promoção de palestras e de atividades educativas.

Segundo o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, as doenças sexualmente transmissíveis (DST) são consideradas um dos problemas de saúde pública mais comuns em todo o mundo, tornam o organismo da pessoa mais vulnerável a outras doenças, além de terem relação com a mortalidade materna e infantil.

A médica infectologista Valéria Paes, do Hospital Universitário de Brasília, afirma que o grande desafio hoje é identificar as pessoas já infectadas com o vírus e que ainda não foram diagnosticadas.
Segundo a médica, as campanhas são importantes. Ela relata como exemplo que após ações veiculadas no Dia Mundial de Luta contra a AIDS, que acontece no dia primeiro de dezembro, há aumento de procura pelo exame. A médica destaca, também, que é preciso se pensar em novas estratégias de prevenção.

"Nós infectologistas estamos acompanhando ainda um grande número de casos novos de pessoas que estão adquirindo o HIV e estamos bastante preocupados também com os casos novos dos pacientes jovens, entre 20 a 35 anos, que são pessoas que realmente estão se expondo mais, apesar de todo o conhecimento da necessidade do uso do preservativo. (...) Acabou de ser incorporada uma nova medicação para a primeira linha de tratamento, então nós ainda somos uma referência, mas ainda temos muito a melhorar".

O deputado Chico Alencar (Psol-RJ), relator do parecer aprovado na Comissão de Constituição e Justiça, disse que o ideal é o combate ao longo do ano, mas que um mês dedicado ao assunto contribui para maior conscientização.

"Em especial de uma doença maior que é o preconceito e da visão já estigmatizadora em relação aos portadores do vírus HIV, por exemplo. Então, é também uma campanha contra o preconceito para que a gente avance civilizatoriamente".

No mês de junho deste ano, faz trinta e seis anos desde que os primeiros casos de Aids foram registrados. Segundo informações do Programa UNAIDS, das Nações Unidas, em junho de 2016, mais de dezoito milhões de pessoas tiveram acesso ao tratamento em todo o mundo. Dentre elas, novecentas e dez mil crianças, o dobro do número registrado nos cinco anos anteriores. O Brasil responde por 40% das novas infecções, segundo estimativas do Programa.

A ONU já reconheceu o Brasil como referência mundial no controle da Aids.
Se não houver recurso, a proposta segue agora para análise do Senado Federal.

Reportagem - Leilane Gama


Aprovado documento orientador da 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde

A 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde (1ª CNVS) já tem seu texto de orientação.  O evento, que acontecerá entre 21 e 24 de novembro, em Brasília, teve seu documento guia aprovado na última reunião do pleno do Conselho Nacional de Saúde, realizada nos dias 08 e 09 de junho.


O texto foi elaborado pela Comissão de Formulação e Relatoria da 1ª CNVS, composta, entre outros conselheiros titulares nacionais, por Guilherme Franco Netto, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e dirigente da Abrasco. “É importante a comunidade abrasquiana, por meio de suas comissões e GTs, se mobilizar para enriquecer o debate em torno da 1ª CNVS”, ressalta Franco Netto.

O próximo passo é a organização das conferências estaduais. Como processo de construção da Conferência, a revista Ciência & Saúde Coletiva abriu chamada pública para uma edição temática sobre Vigilância em SaúdeLeia também a matéria do Conselho sobre o tema. 




Conheça o Relatório de Atividades 2016 da Anvisa

A publicação, que está disponível no site da Agência, apresenta de forma clara as principais entregas realizadas no último ano.

Já está disponível, no site da Anvisa, o Relatório de Atividades 2016. A publicação foi construída a partir dos nove objetivos estratégicos da Agência e apresenta as principais entregas realizadas no período.

O Relatório revela, por exemplo, que 882 medicamentos foram registrados pela Anvisa em 2016. O número representa um aumento de 12% em relação a 2015. O total de dispositivos médicos registrados também foi expressivo no último ano: 1.594 produtos, sendo 400 relativos a materiais ortopédicos. O tempo médio de registro caiu de 865 para 222 dias.

Também em 2016, a Agência autorizou 262 ensaios clínicos para condução no Brasil. O número indica um aumento de 13% após a publicação da RDC nº 09/2015, o que contribuiu para agilizar o tempo de avaliação, aumentando a competitividade do país.

No ano passado, a Anvisa traduziu 100% dos compêndios da Farmacopeia Brasileira para o inglês e o espanhol. Além disso, com a instituição do Peticionamento Eletrônico para Importação (PEI), a Agência conseguiu eliminar o manejo em papel de 350 mil processos por ano.

Outro dado descrito no Relatório de Atividades é Gestão do Estoque Regulatório, que organizou cerca de 1.200 atos normativos, como Resoluções, Instruções Normativas e Portarias, em uma biblioteca de temas.

Para o diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, os dados descritos no relatório evidenciam o compromisso dos servidores da Agência com o aperfeiçoamento do processo regulatório. “A redução dos tempos de análise em várias áreas é um dos melhores indicadores desse compromisso. A Anvisa também conseguiu, em 2016, maior reconhecimento internacional, consolidando-se como uma das autoridades regulatórias de maior prestígio no mundo. Essas ações realizadas contribuíram para ampliar a proteção à saúde da população e para garantir maior desenvolvimento das empresas nacionais”, relata.

Confira, em primeira mão, o Relatório de Atividades Anvisa 2016 clicandoaqui.



VI Simpósio Novas Fronteiras Farmacêuticas - participe

Evento discutirá temas como bioequivalência e análise de risco. Inscrições estão abertas no site do Sindusfarma.

Nos próximos dias 28 e 29 de junho será realizado, no auditório da Anvisa em Brasília, o VI Simpósio Novas Fronteiras Farmacêuticas nas Ciências, Tecnologia, Regulamentação e Sistema de Qualidade.

Em sua sexta edição, o encontro é uma realização da Anvisa em parceria com o Sindusfarma, e a International Pharmaceutical Federation (FIP), e contará com a participação de palestrantes nacionais e internacionais em cinco grandes eixos temáticos:
  • Harmonização, Convergência e Reliance Regulatório – Cooperação entre Agências Reguladoras
  • Bioequivalência e seus Desafios para o Século XXI
  • Plano de Ação para Atendimento do Nível 2 da ICH – Próximos 5 Anos
  • Análise de Risco Aplicada ao Desenvolvimento Tecnológico e Produção de Medicamentos
  • O Impacto do Brexit sobre EMA & PRAC
programação completa está disponível em: http://www.sindusfarma.org.br/newsletter1388.html

As inscrições devem ser feitas no site do Sindusfarma, utilizando o link abaixo:



Festival de ciência acontece entre 22 e 24 de junho na Fiocruz

Entre os dias 22 e 24 de junho, o Museu da Vida realizará no campus Manguinhos da Fiocruz o Festival da Ciência. O evento tem como tema a biotecnologia e contará com apresentações musicais e de dança, grafite, experimentos científicos e atividades que misturam ficção e ciência.

Além da programação artística, haverá debates sobre assuntos como biologia celular, genética, transgênicos e células-tronco. O evento terá a participação de cientistas da Fiocruz e de outras instituições, como o neurocientista e professor Stevens Rehen, do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, além da colaboração da Biogen Brasil, empresa da área de biotecnologia.

O evento faz parte da série de atividades prevista no âmbito do projeto World Biotech Tour (WBT), iniciado em 2015. Selecionado pela Associação de Centros de Ciência e Tecnologia dos Estados Unidos (ASTC, na sigla em inglês) para sediar o WBT 2017, o Museu da Vida está nessa iniciativa junto com outros quatro museus ao redor do mundo. Para saber mais sobre o WBT, acesse o site.

Dentro do festival, também será realizada a segunda edição do evento Um dia com genômica no ensino médio, na sexta, dia 23. Alberto Dávila, chefe do Laboratório de Biologia Computacional e Sistemas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), é o organizador da iniciativa. Realizada pela primeira vez em 2016, a atividade deu início a uma nova fase do Programa IOC+Escolas. O programa busca incentivar e despertar a curiosidade científica dos estudantes e contribuir para a divulgação da ciência.

Outras atividades estão sendo desenvolvidas este ano no WBT, como o Programa de Jovens Embaixadores, em que um grupo de estudantes de ensino médio está sendo acompanhado por profissionais do Museu para desenvolver projetos nas áreas de biotecnologia e divulgação científica. Ao todo, selecionamos 15 jovens, que realizarão seus projetos até novembro. Durante o festival, eles vão conversar com o público de um jeito bem descontraído sobre as atividades que estão realizando.

Pesquisadores, educadores e estudantes estão convidados a colaborar com a programação propondo atividades para o evento. Envie sua ideia pelo e-mail nedc.fiocruz@gmail.com.

Para conhecer a programação, acompanhe o site do Museu da Vida.

Serviço
Festival da Ciência
Data: 22 a 24 de junho de 2017
Horário: 9h às 16h30 (quinta e sexta) e 10h às 16h (sábado)
Local: O Museu está localizado na Fiocruz, no campus de Manguinhos, Avenida Brasil, nº 4365.
Para agendamento de escolas e mais informações, ligue para (21) 2590-6747.

Fonte: Museu da Vida/Fiocruz


quinta-feira, 15 de junho de 2017

Jarbas Barbosa: homenagem por atuação em vacinas

O diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, foi homenageado nesta segunda-feira (12/06) pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), em São Paulo. Jarbas recebeu uma placa pelas importantes contribuições que tem dado ao desenvolvimento de ações protetivas da população brasileira por meio de programas de vacinação.

O presidente da Anvisa atua há mais de 20 anos nesta área da saúde pública, tendo sido diretor do Centro Nacional de Epidemiologia (1997-2003) e secretário de Vigilância em Saúde (2003-2006) do Ministério da Saúde. Ocupou ainda o cargo de gerente de Vigilância em Saúde, Prevenção e Controle de Doenças da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), entre outras atividades ligadas ao setor de prevenção.

Na ocasião da homenagem, o presidente da Interfarma, Antônio Britto, exaltou que “nomes como o de Jarbas Barbosa estão ligados à história internacional de sucesso do Brasil na imunização de sua população”.

Durante a apresentação que precedeu a entrega da placa, o presidente da Anvisa relembrou o sucesso das campanhas de vacinação feitas pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde, lembrando que o PNI promove debates técnicos de alto nível antes de adotar qualquer decisão relativa ao uso de vacinas.

“Os fabricantes de medicamentos deveriam se espelhar no PNI como um exemplo de busca de um padrão de qualidade, eficácia e segurança para seus produtos. O PNI promove grande envolvimento entre produtores e pesquisadores”, disse.

Além de Jarbas, receberam a homenagem a atual coordenadora do PNI, Carla Domingues; o consultor científico do Instituto Bio-Manguinhos, Akira Homma; e o pediatra Gabriel Oselka. A Interfarma também lançou o livro “Como as Vacinas Mudaram um País”, o qual contou com a colaboração de Jarbas Barbosa em sua elaboração.



Ministério elabora diretrizes para saúde ocular na infância

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem aproximadamente 1,4 milhão de crianças com deficiência visual no mundo, sendo que cerca de 90% vivem em países em desenvolvimento ou muito pobres. Com o objetivo de oferecer orientações às equipes multiprofissionais para o cuidado da saúde ocular da criança e identificação dos fatores de risco abrangendo o pré-natal, neonatal, até o final da infância, a Secretaria de Atenção à Saúde (SAS) do Ministério da Saúde (MS), com colaboração da Área Técnica Saúde da Criança e Aleitamento Materno/Dapes/SAS/MS, do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) elaboraram as Diretrizes de Atenção à Saúde Ocular na Infância: detecção e intervenção precoce para a prevenção de deficiências visuais.

O trabalho contou com a colaboração de Andrea Araújo Zin, pesquisadora do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Célia Regina Nakanami, membro da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP), Enia Maluf Amui e Ione Maria Fonseca de Melo do MS, Liana Oliveira Ventura, da Fundação Altino Ventura e Nicole Gianini da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMSRJ). “A visão é um dos mais importantes sentidos no desenvolvimento físico e cognitivo normal da criança, por isso é importante destacar que o cuidado com a saúde visual deve começar no pré-natal, identificando infecções congênitas, como toxoplasmose, herpes, citomegalovírus, sífilis e outros. O desenvolvimento motor e a capacidade de comunicação são prejudicados na criança com deficiência visual porque gestos e condutas sociais são aprendidos pelo feedback visual. O diagnóstico precoce de doenças, um tratamento efetivo e um programa de estimulação visual precoce podem permitir que a criança tenha uma integração maior com seu meio”, explicou Andrea Araújo Zin.

A OMS classifica a deficiência visual em categorias que incluem desde a perda visual leve até a ausência total de visão e baseia-se em valores quantitativos de acuidade visual e/ou do campo visual para definir clinicamente a cegueira e a baixa visão. “Já se sabe que a pessoa com deficiência visual, cegueira ou baixa visão, tem prejuízo da sua função visual mesmo após tratamentos clínicos e/ou cirúrgicos e uso de correção óptica. Além disso, a sua capacidade para realizar atividades e tarefas diárias com a visão funcional, também é comprometida”, esclareceu a pesquisadora.

Andrea Zin enfatiza que a deficiência visual na infância e suas consequências provocam grande impacto quando se calcula o número de anos vividos com cegueira ou baixa visão, com maiores chances de atraso no desenvolvimento físico, neuropsicomotor, educacional, econômico e na qualidade de vida. “Como a visão é uma função neurológica e a criança a desenvolve rapidamente nos primeiros anos de vida, o diagnóstico e intervenção precoces para os casos que possuem tratamento, tais como, catarata, glaucoma, erro refrativo e para os que precisam de habilitação aumentam as chances de a criança aperfeiçoar as habilidades motoras e o desenvolvimento cognitivo. Para que isso seja possível, é preciso um cuidado multidisciplinar com todos os profissionais que acompanham a mulher desde antes do nascimento até os primeiros anos de vida do bebê”, finaliza.

Juliana Xavier (IFF/Fiocruz)


Brasil e Paraguai reafirmam cooperação em diversas áreas da Saúde

Ricardo Barros também participa da reunião de Ministros da Saúde do MERCOSUL, em Buenos Aires. Em seguida, ministro participa da Convenção Internacional Bio 2017, em San Diego, Carlifórnia

Brasil e Paraguai vão reafirmar parceria em diversas áreas da saúde. O ministro da Saúde do Brasil, Ricardo Barros, visitará Assunção, no Paraguai, nesta quinta-feira (15), onde se reunirá com o ministro da Saúde daquele país, Antonio Arbo, e visitará unidades de saúde da região. Durante o encontro, os ministros assinarão carta de renovação de compromissos conjuntos com foco em capacitação de profissionais. A partir da nova pactuação, serão buscadas novas áreas de cooperação bilateral em saúde, no marco da cooperação horizontal entre os países.

Com o novo documento, os dois países querem intensificar o trabalho conjunto nas áreas de fronteira, com particular enfoque em vigilância e controle de vetores, bem como outras enfermidades transmissíveis. As ações serão promovidas mediante a implementação de mecanismos de comunicação, educação, informação e articulação entre os serviços de saúde de ambos os países.

Deverão ser exploradas, a partir do compromisso, oportunidades de cooperação nas seguintes linhas: capacitação de inspetores de fabricação e controle de especialidades farmacêuticas; capacitação em avaliação de tecnologia sanitária; capacitação em relações internacionais e saúde global; intercâmbio de experiências e cooperação em matéria de procura e transplante de órgãos, tecidos e células. Além disso, ficará acordado que, para avaliar o avanço dos compromissos assumidos, será realizada, uma vez por ano, uma reunião conjunta de apreciação das respectivas ações.

Na ocasião, ministro Ricardo Barros também visitará duas unidades de saúde na região: o Instituto Nacional de Câncer Professor Dr. Manuel Riveros, e o Hospital Pediátrico Crianças de Acosta.

ACORDOS – Brasil e Paraguai já contam com parcerias na área de saúde. Uma delas é o Grupo de Trabalho para Integração das Ações de Saúde na Área de Influência da Itaipu (GT-Saúde Itaipu), que contribui para o fortalecimento das políticas públicas de saúde na região da tríplice fronteira, promovendo ações baseadas na integração e na cooperação entre os países vizinhos. Esse GT conta com nove comissões técnicas e, mensalmente, reúne os profissionais para elaboração de projetos e propostas. Já o projeto Chaco-Sudamericano, coordenado e financiado OPAS, tem o Brasil como apoiador e, como beneficiários, Argentina, Paraguai e Bolívia. As temáticas abordadas são saúde materno-infantil, saúde indígena e fronteira.

MERCOSUL – Na sexta-feira, o Ministro da Saúde, Ricardo Barros, participa da 40ª edição da Reunião de Ministros da Saúde do MERCOSUL, em Buenos Aires. Durante a ocasião, o ministro vai destacar às respostas do Governo Federal para as principais questões da saúde no Brasil, além de debater temas como a compra de medicamentos. Participam da reunião, os ministros da Saúde da Argentina, Jorge Daniel Lemus; do Paraguai, Antonio Carlos Barrios Fernández; e do Uruguai, Jorge Basso Garrido. O Governo brasileiro assumiu a Presidência Pro Tempore do MERCOSUL, pela primeira vez, em 1996.  O Brasil deve assumir a próxima gestão do grupo ainda neste ano.

CONVENÇÃO INTERNACIONAL - Dando continuidade à agenda de saúde internacional, o ministro Ricardo Barros, participa, na próxima segunda-feira (19) da Convenção Internacional Bio 2017, em San Diego, Califórnia (EUA). O evento, que termina quarta-feira (21), contará com convidados envolvidos em pesquisa e desenvolvimento de produtos inovadores na área da saúde, agricultura, indústria, e a biotecnologia ambiental. A programação brasileira inclui atividades relacionadas à inovação, à regulação e à internacionalização da cadeia de biotecnologia brasileira.

Por Priscila Silva, da Agência Saúde 


quarta-feira, 14 de junho de 2017

Ministério da Saúde lança campanha para incentivar doação regular de sangue

Atualmente, 1,8% da população brasileira doa sangue. A Campanha tem como objetivo reafirmar a importância do ato e incentivar novos voluntários

Reforçar a importância da doação, sensibilizar novos voluntários e fidelizar doadores existentes são os objetivos da Campanha Nacional de Doação de Sangue de 2017. Com o Slogan “Doe Sangue regularmente e ajude a quem precisa”, a campanha foi lançada nesta quarta-feira (14), Dia Mundial do Doador de Sangue. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, participou da solenidade realizada no Hemocentro de Brasília (FHB).

“Uma das prioridades do Ministério da Saúde é manter os estoques de sangue abastecidos. Uma doação pode beneficiar até quatro pessoas”, destacou o ministro, nesta quarta-feira, durante sua participação no evento. “Faremos uma ampla campanha para estimular a doação de sangue. O objetivo é mobilizar a sociedade e ampliar o número de doadores no Brasil”, acrescentou Ricardo Barros.


No Brasil, cerca de 3,5 milhões de pessoas realizam transfusão de sangue. Ao todo, existem no país 27 hemocentros coordenadores e 500 serviços de coleta. Atualmente, 1,8% da população brasileira doa sangue. Embora o percentual fique dentro dos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS) - de pelo menos 1% da população - o Ministério da Saúde tem trabalhado para aumentar a taxa.

“O sangue é insubstituível. Ainda não existe nenhum tipo de medicamento que possa substituir o sangue. E quem precisa, só consegue graças à generosidade de quem doa. O importante é doar regularmente, pois com o frio e a seca, a tendência é diminuir os estoques”, explicou o coordenador da área de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Flávio Vormittag.

A expectativa para este ano é reforçar a importância dessa atitude. Para isso, a campanha, que começa a ser veiculada a partir desta quarta-feira (14), contará com jingle, vídeo e peças para redes sociais, além da distribuição de material gráfico nos estabelecimentos de saúde de todo país.

“A campanha publicitária é de grande relevância, pois é preciso lembrar que sempre há uma vida para salvar. Nestes 27 anos que frequento o hemocentro tenho sido recebido com sorriso. O acolhimento é muito gratificante para quem doa um minutinho do seu tempo para salvar alguém”, disse o doador brasiliense Hélio Fonseca, que acumula mais de cem doações no hemocentro.

BAIXA NOS ESTOQUES - No mês de junho, o Ministério da Saúde vem identificando uma modificação da rotina dos doadores de sangue, em decorrência das proximidades com as férias escolares, dos feriados de São João e mudança de estação. Tudo isso tem ocasionado uma baixa nos estoques de sangue no Brasil. A campanha visa uma mudança desse cenário, incentivado e fortalecendo a doação de sangue no país.

O perfil dos doadores de sangue se mantém estável ao longo dos últimos anos. Do total de doadores, 60% são do sexo masculino e 40% do sexo feminino. O maior percentual está na faixa etária a partir dos 29 anos, com 58% do total dos doadores, enquanto as pessoas de 16 a 29 anos representam 42%.

CONDIÇÕES PARA DOAR - No Brasil, pessoas entre 16 e 69 anos podem doar sangue. Para os menores de 18 anos é necessário o consentimento dos responsáveis e, entre 60 e 69 anos, a pessoa só poderá doar se já o tiver feito antes dos 60 anos. Além disso, é preciso pesar, no mínimo, 50 quilos e estar em bom estado de saúde. O candidato deve estar descansado, não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação e não estar de jejum. No dia, é imprescindível levar documento de identidade com foto.

A frequência máxima é de quatro doações anuais para o homem e de três doações anuais para a mulher. O intervalo mínimo deve ser de dois meses para os homens e de três meses para as mulheres.

A doação é 100% voluntária e beneficia qualquer pessoa, independente de parentesco com o doador. É importante lembrar que o sangue é essencial para os atendimentos de urgência, realização de cirurgias de grande porte e tratamento de pessoas com doenças crônicas, como a Doença Falciforme e a Talassemia, além de doenças oncológicas variadas que, frequentemente, necessitam de transfusão.

REFERÊNCIA - O Brasil é referência em doação de sangue na América Latina, Caribe e África. Desde 2009, a experiência brasileira é utilizada em cooperações técnicas com mais de 10 países para o fortalecimento e desenvolvimento da promoção da doação voluntária de sangue, qualificação da atenção integral à pessoa com Doença Falciforme e aperfeiçoamento da produção de hemocomponentes. Honduras, El Salvador e República Dominicana são exemplos de parceiros em projetos para o fortalecimento da doação voluntária de sangue.

Em 2016, o Ministério da Saúde, investiu mais de R$ 1 bilhão na rede de sangue e hemoderivados (hemorrede). Os recursos foram destinados ao fortalecimento da rede nacional do SUS para a modernização das unidades, qualificação dos profissionais e processos de produção da Hemorrede, além do fornecimento de medicamentos de alto custo a pacientes. Os investimentos incluem ainda a qualificação dos programas de atenção integral à pessoa com Doença Falciforme e aperfeiçoamento da produção de hemocomponentes.

Por Rebeca Valois, da Agência Saúde 


Paraná recebe equipamento do Plano de Expansão da Radioterapia

A população de Curitiba (PR) e região recebe o terceiro acelerador linear do Plano de Expansão da Radioterapia no Sistema Único de Saúde (SUS). A estrutura onde está instalado o novo aparelho foi inaugurada nesta segunda-feira (12), pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, no Hospital Erasto Gaertner. O acelerador, que é utilizado no tratamento de vários tipos de câncer, possibilitará aumentar em 30% o número de atendimentos por mês em 399 municípios da região.

O Ministério da Saúde investiu R$ 4,45 milhões na compra do equipamento e construção do bunker (espaço destinado para instalação do aparelho). Os outros dois aparelhos, em funcionamento, foram entregues no Hospital da Fundação Assistencial da Paraíba (FAP), em Campina Grande (PB), e no Hospital Dom Pedro de Alcântara de Feira de Santana (BA).

Após a inauguração em Curitiba estão programadas as entregas de outros 77 equipamentos em 23 estados do país. Ao todo, cerca de R$ 500 milhões foram investidos para a aquisição de 80 aceleradores lineares, além da realização de projetos e obras.

“Esta é uma ação do Programa de Expansão da Radioterapia no SUS. Inclusive, beneficiando cidades como Guarapuava e Ponta Grossa que não têm equipamento, e agora passarão a oferecer o serviço mais próximo da população. Serão 100 equipamentos para todo o Brasil, já entregamos para Campina Grande, Feira de Santana, agora Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba. Entregaremos mais 20 aceleradores lineares este ano, avançando no tratamento do câncer no Brasil”, reforçou o ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante o evento.

O Ministério da Saúde estuda a aquisição de outros 20 equipamentos por meio de aditivo ao contrato firmado em 2014 para a compra dos 80 aparelhos. Serão priorizados novos serviços, desconcentrando a oferta. Antes, a prioridade era a ampliação de serviços, em geral, nos grandes centros urbanos, mantendo o atendimento longe de parte da população. Os novos equipamentos que serão adquiridos viabilizará uma economia de aproximadamente R$ 25 milhões em relação ao que era realizado por meio de convênios.

Os projetos estão em andamento e serão executados dentro das atividades previstas do plano. Cabe ressaltar que os aceleradores lineares são equipamentos de altíssima complexidade tecnológica e não podem ser instalados sem os devidos cuidados com a proteção radiológica. As instalações exigem espaço físico com características peculiares e distintas das construções tradicionais de estabelecimentos e unidades de saúde, uma vez que envolve, por exemplo, sistemas de climatização específicos, refrigeração da água, sistema elétrico diferenciado e maior espessura das paredes.

ASSISTÊNCIA – Nos últimos anos, observou-se uma crescente oferta da radioterapia no país. Em 2010, foram realizados 8,3 milhões procedimentos de radioterapia. Em 2016 realizou-se 10,45 milhões, um aumento de 25,9%. Vale ressaltar que essa ampliação também é resultado do investimento realizado pelo Ministério da Saúde na compra de aceleradores lineares por meio de convênios. Consequentemente, a pasta ampliou em 48,6% os recursos para tratamento oncológicos (radioterapias, quimioterapias e cirurgias oncológicas), passando de R$ 2,06 bilhões em 2010 para R$ 3,07 bilhões em 2016. No de 2016, foram realizados 13,7 milhões de procedimentos.

FÁBRICA – O Ministério da Saúde e a Varian Medical Systems iniciaram em março de 2016, em Jundiaí (SP), a construção da primeira fábrica de aceleradores lineares da América Latina. A construção, finalização e operação da indústria é resultado do acordo de compensação tecnológica, promovido pelo Ministério para maior independência do mercado externo e expansão do tratamento de radioterapia no país. O Centro de Treinamento da Fábrica passará a operacionalizar em 2018.

A fábrica promoverá um maior acesso aos aceleradores lineares ampliando a qualidade do tratamento do câncer e radioterapia no Brasil. Isso porque atualmente, tanto os aparelhos, aceleradores lineares, como suas peças e softwares utilizados na programação das sessões de radioterapia no país são importados. Isso interfere diretamente nos custos e preços, que sofrem constantemente com flutuações cambiais e tornam o Brasil totalmente dependente do mercado externo.

Por Rebeca Valois, da Agência Saúde 

Acordo com a indústria reduziu 17 mil toneladas de sódio dos alimentos

Ministério da Saúde fecha novo acordo com o setor e a meta agora é ultrapassar 28 mil toneladas nos próximos cinco anos

·         A cooperação técnica com a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação - Abia é voluntária e se estende também a redução de açúcar e gorduras

·         Será lançado canal de comunicação com o cidadão para incentivar a mudança de hábito. A página Saúde Brasil conscientiza sobre a importância da adoção de uma vida mais saudável

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, assinou nesta terça-feira (13), novo acordo com a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) para melhorar o perfil nutricional dos alimentos industrializados. A parceria valerá para os próximos cinco anos (2017 – 2022). A primeira cooperação com a indústria está em vigor desde 2011 e tornou possível a retirada de 17 mil toneladas de sódio que seriam consumidas pela população. A meta é retirar, voluntariamente, 28,5 toneladas de sódio da alimentação dos brasileiros. Na ocasião, também foi lançado o Portal Saúde Brasil, ferramenta digital com orientações sobre os benefícios da adoção de hábitos saudáveis.


O brasileiro ingere atualmente 12 gramas de sódio por dia, mais que o dobro do máximo sugerido pela Organização Mundial da Saúde, que é de 5 gramas. Desde que assumiu a Pasta, o ministro tem implantado medidas para a promoção à saúde visando conscientizar a população sobre os benefícios da alimentação e hábitos saudáveis. O consumo alimentar impacta na prevalência de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e obesidade que, juntas com as doenças cardiovasculares, respiratórias e câncer respondem por 72% dos óbitos no país.

“Existe, hoje, a necessidade de ajustar os hábitos alimentares dos brasileiros para prevenir a obesidade e doenças como diabetes e hipertensão. Também é fundamental incentivar a atividade física para o brasileiro ter uma vida mais saudável. Esse acordo é uma das medidas que ajuda nesse desafio”, declarou o ministro Ricardo Barros.

A primeira categoria a reduzir sódio em sua composição no novo acordo envolve pães, bisnaguinhas e massas instantâneas, com metas para 2017, 2018 e, no caso dos pães, até 2020. Bem presente na mesa dos brasileiros, os pães podem contribuir na redução de ingestão de sódio diária. Em 2011, quatro fatias de pão por dia representavam 40% da quantidade de sódio diária (796 mg). Após o acordo, esse índice, em 2016, passou a ser 22% (450 mg). Em 2020, a expectativa é chegar a 20% (400 mg).

“É uma área importante já que é a que mais aporta sódio, portanto, sal, na alimentação da população. A parceria com a indústria é essencial para permitir uma redução de sódio na composição dos alimentos”, ressalta a coordenadora-geral de alimentação e nutrição do Ministério da Saúde, Michele Lessa.

Além da redução do sódio, o Ministério e a Abia avançam na discussão para redução de açúcar nos alimentos industrializados. A previsão é de lançar no segundo semestre o Plano de Redução de Açúcar em Alimentos Industrializados, que terá formato parecido com o de sódio e vai envolver alimentos como produtos lácteos, bebidas adoçadas, biscoitos, bolos e achocolatados.

QUARTA ETAPA – A cooperação técnica de redução de sódio pactuada em 2011 atingiu, durante os cinco anos de vigência, 30 categorias de produtos da indústria de alimentos, representando cerca de 70% do faturamento do setor. Nesta última etapa, foram analisados rótulos de 718 produtos em 13 categorias como queijos, requeijões, linguiças e presuntaria.
A maior redução no teor de sódio aconteceu na categoria sopas. A quantidade caiu 65,15% em misturas para sopas, passando de 300,3mg por 100g de alimento para 115,5mg. Nas sopas instantâneas houve redução de 49,14% passando de 339,4mg para 170mg por 100 g.

As linguiças também tiveram redução significativa. Na linguiça cozida a temperatura ambiente foram registradas reduções de 15,6% no teor de sódio entre 2013 e 2016. Nas linguiças frescal redução de 10,5% e 9,4% em linguiça cozida resfriada.  Produtos lácteos como queijos e requeijões também conseguiram retirar uma alta quantidade de sódio de sua composição com reduções de 23,1% e 20,4% respectivamente.

O Presidente Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), Edmundo Klotz, ressaltou a parceria com o Ministério da Saúde que possibilitou mudanças para melhorar a saúde do brasileiro. “Neste período já tivemos um grande avanço. Sabemos a dificuldade e o esforço que a indústria precisa para retirar ingredientes como o sódio e o açúcar da composição. Mas, há uma grande vontade de contribuir para uma melhor saúde e qualidade de vida do brasileiro”, afirmou o presidente da Abia.

CANAL COM O CIDADÃO – Também foi lançado nesta terça-feira o Portal Saúde Brasil, disponível no endereço www.saude.gov.br/saudebrasil, um canal exclusivo de informação sobre promoção à saúde voltado ao cidadão. Com foco em quatro pilares, “Eu quero parar de fumar”, “Eu quero ter um peso saudável”, “Eu quero me exercitar” e “Eu quero me alimentar melhor”, a ferramenta reúne conteúdos, serviços e a voz de especialistas para apoiar a população a mudar seus hábitos em prol de uma vida mais saudável e com qualidade.

A plataforma é dinâmica, terá novos conteúdos e funcionalidades incorporados periodicamente, e para isso conta, inclusive, com as sugestões da população, que poderá usar um canal feito especialmente para se manifestar, narrar suas histórias de superação e mostrar que é possível se tornar mais saudável.

Ao lançar a plataforma Saúde Brasil, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, informou que a ferramenta é um ambiente de dicas e estímulo para uma vida mais saudável, além de trazer informação simples e rápida para a população. “Má alimentação, sedentarismo, consumo de cigarro e obesidade levam ao adoecimento. Alguns exemplos das doenças adquiridas por esses maus hábitos são: a diabetes, a hipertensão, o infarto e o AVC, que sobrecarregam o sistema de saúde. Só para tratar a obesidade, por exemplo, o Sistema Único de Saúde (SUS) gasta quase meio bilhão de reais em um ano”, enfatizou Barros.

PROMOÇÃO DA SAÚDE - O incentivo para uma alimentação saudável e balanceada e a prática de atividades físicas é prioridade do Governo Federal. Assim que assumiu o Ministério da Saúde, Ricardo Barros proibiu dentro das dependências do Ministério a venda, promoção, publicidade ou propaganda de alimentos industrializados. A pasta também participa da portaria de Diretrizes de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável nos Serviço Público Federal, que orienta formas da alimentação adequada e saudável nos ambientes de trabalho do serviço público federal.

O Ministério da Saúde também adotou internacionalmente metas para frear o crescimento do excesso de peso e obesidade no país; reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta, até 2019; e ampliar em no mínimo de 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente até 2019.
Outra ação que contribui para a promoção da alimentação saudável é o Guia Alimentar para a População Brasileira, que orienta a população com recomendações sobre alimentação saudável.

QUEDA DA MORTALIDADE – O conjunto de ações do Governo Federal, com expansão do acesso a serviços de saúde, diagnóstico precoce e tratamento, além das ações de promoção da saúde, já impacta na queda de óbitos precoce por Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde mostra uma redução anual de 2,6% da mortalidade prematura por doenças crônicas entre adultos (30 a 69 anos).

Anexo:


Por Gabriela Rocha, da Agência Saúde 


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