Destaques

segunda-feira, 28 de março de 2016






Descrição: http://www.academiafarmacia.org.br/img/inscreva-se.jpg

Descrição e Objetivos:

Evento com 6 horas de duração tem como objetivo aproximar profissionais regionais e disseminar conhecimentos sobre as mais diversas oportunidades para inovação no segmento farmacêutico, dentro de um contexto histórico e com vistas ao futuro. Também tem como objetivo disseminar conhecimentos sobre propriedade intelectual, especialmente sobre o uso de patentes e informações tecnológicas em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, assim como temas essenciais para a efetiva tradução de ciência em desenvolvimento tecnológico, econômicos e sociais.
A quem se destina:
Profissionais, dirigentes e colaboradores de empresas do segmento farmacêutico, de órgãos de governo e de instituições acadêmicas, científicas e tecnológicas interessados em trabalhar de forma mais efetiva para desenvolver produtos e serviços, assim como promover o acesso a novos produtos, novas tecnologias e serviços na área de saúde, com destaque ao segmento farmacêutico.
Programa:
08h30-09h00 - Credenciamento

09h00-09h15 - Abertura
09h15-10h30 - O Círculo Virtuoso da Inovação Farmacêutica

10h30-10h45 - Intervalo.

10h45-12h00 - A Propriedade Intelectual no contexto farmacêutico, com destaque a patentes

12h00-13h30 - Intervalo

13h30-14h45 - Uso estratégico de patentes e informações patentárias

14h45-15h00 - Intervalo

15h00-16h30 - Fontes, ferramentas e sistemas de busca e análise de informações, com foco na área farmacêutica. Exemplo de caso: roteiro para análise preliminar de cenário, para o desenvolvimento de combinação de dose fixa de fármacos

16h30-16h45 - Intervalo

16h45-17h30 - Apresentação da Academia Nacional de Farmácia - ANF.
Cerimônia de reconhecimento a personalidades expressivas das ciências farmacêuticas.
Ministrantes:


Descrição: http://www.academiafarmacia.org.br/images/simposio31b.jpgLauro D. Moretto - Farmacêutico-Bioquímico, formado em 1963 pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo. Atuou como docente na referida faculdade no período de 1964 a 2008, tendo sido docente das disciplinas Química Analítica Quantitativa, Tecnologia Químico-Farmacêutica e Supervisão da Produção. Mestre em Tecnologia Químico-Farmacêutica e Doutor em Ciências dos Alimentos, também pela FCF-USP. Desenvolveu atividades profissionais em cargos técnicos e de direção de 1961 a 1992 em indústrias farmacêuticas: Johnson & Johnson do Brasil, Instituto de Angeli do Brasil e Boehringer Ingelheim Brasil. Atuou como Vice-Presidente Executivo do Sindusfarma - Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo no período de 1992 a 2014. É autor de mais de 50 livros e dezenas artigos científicos e de divulgação sobre assuntos de gestão e de temas da regulamentação sanitária. Atuou como membro da CTNBio - Comissão Técnica Nacional de Biossegurança do Ministério da Ciência e Tecnologia, como Conselheiro do CNS - Conselho Nacional de Saúde do Ministério da Saúde e do CONCEA - Conselho Nacional do Controle da Experimentação Animal do Ministério de Ciência e Tecnologia. Atuou como membro da Comissão Permanente da Farmacopeia Brasileira da Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde e atualmente é membro do Conselho Deliberativo da Farmacopeia Brasileira da ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde. Atualmente é assessor do Sindusfarma para assuntos regulatórios e educacionais. Atual Presidente da Academia Nacional de Farmácia, da qual é Membro Titular da Cadeira nº 4 desde 2004. Membro do CONIC-FIESP.

Descrição: http://www.academiafarmacia.org.br/images/simposio31c.jpg
Henry J. Suzuki - Farmacêutico-Bioquímico formado em 1993 pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo. Pós-Graduado em Administração de Empresas pela Escola Superior de Propaganda e Marketing. Desenvolveu atividades profissionais em cargos técnicos e de gerência de 1993 a 2002 no Laboratório Libbs Farmacêutica. Em 2002, fundou a Axonal Consultoria Tecnológica. No período de 2005 a 2009 acumulou a função de Diretor Técnico da Incrementha PD&I (joint venture entre Biolab e Eurofarma para pesquisa, desenvolvimento e inovação). Inventor, com mais de uma dezena pedidos de patentes e desenhos industriais. Ministrou perto de uma centena de minicursos e workshops sobre inovação, propriedade intelectual e informações tecnológicas. Atualmente, além de dirigir a Axonal e atuar em diversos programas de capacitação, é consultor colaborador da Innovallyst LLC (Estados Unidos) e da Questel Consulting (França). Membro Titular da Cadeira nº 2 da Academia Nacional de Farmácia desde 2014.
.

Data/Horário e Local:
Dia: 31.03.2016
Horário: 08h30 – 17h30
Local:  Auditório UNIP Vergueiro -  Av. Vergueiro, 1211 – São Paulo/SP
Informações e Inscrições:

Inscrições Gratuitas

www.academiafarmacia.com.br
Informações: secretaria@academiafarmacia.org.br
Tel: (11) 2776-3881
Descrição: http://www.academiafarmacia.org.br/img/inscreva-se.jpg






Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública - FIOCRUZ, Brasília


  

Expositor:
Paulo Buss
Diretor do Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz
Coordenador da Mesa:
José Agenor Álvares da Silva
Secretário-Executivo do Ministério da Saúde
Expositor:
Jarbas Barbosa
Diretor-Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Coordenadora da Mesa:
Deborah Malta
Pesquisadora e Professora-Adjunta da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais
Local: Auditório Externo da Escola de Governo da Fiocruz Brasília
Hora: 8h30 a 12h
Informações: nethis@fiocruz.br
Núcleo de Estudos sobre Bioética e Diplomacia em Saúde 
nethis@fiocruz.br
bioeticaediplomacia.org 


CEPA INFLUENZA TIPO B - atualização de especificações e método analítico

RESOLUÇÃO - RE Nº 756, DE 24 DE MARÇO DE 2016
O Diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso das atribuições que lhe conferem o art. 91, II e o art. 54, I, § 1º do Regimento Interno aprovado nos termos do Anexo I da Resolução da Diretoria Colegiada - RDC n° 61, de 3 de fevereiro de 2016, e a Resolução da Diretoria Colegiada - RDC nº 46, de 22 de outubro de 2015,
resolve:
Art. 1º Deferir petições relacionadas à Gerência-Geral de Medicamentos, conforme relação anexa;
Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
RENATO ALENCAR PORTO
ANEXO
INSTITUTO BUTANTAN 61821344000156
Cepa influenza tipo A (H1N1) + Cepa influenza tipo A (H3N2) +
CEPA INFLUENZA TIPO B
VACINA INFLUENZA TRIVALENTE ( FRAGMENTADA E INATIVADA) 25351.000981/00-55 12/2017
10395 PRODUTO BIOLÓGICO - ATUALIZAÇÃO DE ESPECIFICAÇÕES E MÉTODO ANALÍTICO DE EXCIPIENTES E DILUENTES QUE NÃO CONSTAM EM COMPÊNDIO OFICIAL
1074761/15-3
1.2234.0020.002-0 12 Meses
SUS INJ IM SC CT 10 FA VD INC X 5 ML

Diretriz metodológica de Avaliação de Desempenho de Tecnologias em Saúde: Desinvestimento e Reinvestimento apresentada pela SCTIE - Consulta Pública

SECRETARIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INSUMOS ESTRATÉGICOS
CONSULTA PÚBLICA Nº 9, DE 24 DE MARÇO DE 2016
O SECRETÁRIO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INSUMOS ESTRATÉGICOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE torna pública, nos termos do art. 19 do Decreto 7.646, de 21 de dezembro de 2011, consulta para manifestação da sociedade civil a respeito da recomendação preliminar da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde relativa à proposta de Diretriz metodológica de Avaliação de Desempenho de Tecnologias em Saúde: Desinvestimento e Reinvestimento apresentada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos-SCTIE.
Fica estabelecido o prazo de 20 (vinte) dias, a contar da data de publicação desta Consulta Pública, para que sejam apresentadas contribuições sobre o tema. A documentação objeto desta Consulta Pública e o endereço para envio de contribuições estão à disposição dos interessados no endereço eletrônico: http://conitec.gov. b r / i n d e x . p h p / c o n s u l t a s - p u b l i c a s .
A Secretaria Executiva da CONITEC avaliará as contribuições apresentadas a respeito da matéria.
EDUARDO DE AZEREDO COSTA

Medroxiprogesterona UNIÃO QUIMICA detém o Registro de Preços por R$ 3,15 p/ampola

SECRETARIA EXECUTIVA
SUBSECRETARIA DE ASSUNTOS A D M I N I S T R AT I V O S
EXTRATO DE REGISTRO DE PREÇOS
Espécie: Ata de Registro de Preços nº 014/2016 - Pregão Eletrônico - SRP n.º 11/2016; Processo: 25000.206741/2015-18.

Quant.
Descrição do Objeto
Unid. de Medida 
Preço Unitário (R$)
Preço Total (R$)
  5.329.930 
Medroxiprogesterona Acetato 150 mg/ml solução injetável Marca: Demedrox
 Ampola 
 3,15
16.789.279,50
Partes: DLOG/SE/MINISTÉRIO DA SAÚDE x UNIÃO QUÍMICA FARMACÊUTICA NACIONAL S/A. Vigência: 09.03.2016 a 08.03.2017

EDMILSON SUASSUNA DA SILVA assume a Coordenadoria Geral da Auditoria do SUS no lugar de JOÃO BATISTA DA SILVA DE ÁVILA

GABINETE DO MINISTRO
PORTARIA Nº 499, DE 24 DE MARÇO DE 2016
O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso da competência que lhe foi subdelegada pela Portaria nº 1.056, de 11 de junho de 2003, da Casa Civil da Presidência da República, resolve:
Exonerar
JOÃO BATISTA SILVA DE ÁVILA do cargo de  Coordenador-Geral de Auditoria, código DAS 101.4, nº 37.0052, do Departamento Nacional de Auditoria do SUS, da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa.
MARCELO CASTRO

PORTARIA Nº 500, DE 24 DE MARÇO DE 2016
O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso da competência que lhe foi subdelegada pela Portaria nº 1.056, de 11 de junho de 2003, da Casa Civil da Presidência da República, resolve:
Nomear
EDMILSON SUASSUNA DA SILVA, para exercer o cargo de Coordenador-Geral de Auditoria, código DAS 101.4, nº 37.0052, do Departamento Nacional de Auditoria do SUS, da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa.
MARCELO CASTRO

sábado, 26 de março de 2016

análise de mídia, REVISTAS sexta-feira Santa, 25 de Março de 2016

O avanço da crise política e novos desdobramentos da Operação Lava Jato estão em destaque na capa das revistas. 
 
ISTOÉ destaca que, apesar da insistência da presidente Dilma Rousseff em afirmar que não há justificativas para o impeachment, “o MP, a PF e a Justiça Eleitoral já têm elementos para acusá-la pelo
 
VEJA revela suposto plano secreto para evitar a prisão do ex-presidente Lula. Segundo a revista, o petista “se refugiaria numa embaixada em Brasília - de preferência, a da Itália, país do qual sua mulher e filhos têm cidadania - e pediria asilo, apresentando-se como perseguido político”. 


ISTOÉ DINHEIRO aborda o que representa a decisão da Odebrecht de colaborar com Operação Lava Jato para o futuro da empresa, do setor de construção civil e do Brasil. 

ANÁLISE SETORIAL

O debate sobre o impeachment e o posicionamento do setor produtivo em relação à criseestão em destaque na pauta setorial.
 
ISTOÉ DINHEIRO destaca que o vice-presidente Michel Temer já tem uma lista de "notáveis" para integrar ou colaborar com um governo de transição se houver impeachment e já tem pronta uma base do plano econômico.
 
“Trata-se do documento ‘Uma ponte para o futuro’, elaborado pela Fundação Ulysses Guimarães. Com 19 páginas, propõe atacar o desequilíbrio fiscal, com limites aos gastos públicos e adoção de idade mínima para aposentadoria, além de propiciar as condições para um protagonismo da iniciativa privada”, aponta.
 
ISTOÉ DINHEIRO menciona que o eventual governo Temer conta com o apoio do presidente da Fiesp, Paulo Skaf. “O empresário vem liderando uma marcha pró-impeachment com adesões cada vez mais numerosas do setor produtivo”.

MOEDA FORTE, na ISTOÉ DINHEIRO, relata que, com a chegada o ex-presidente Lula ao Planalto, "Kátla Abreu está com os dias contados à frente do ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento".
 
"Apesar de ela ser muito ligada à Dilma. não é segredo que Lula não suporta a ministra. Tudo porque, em 2007, durante o governo Lula, a então senadora foi relatora do processo e deu parecer favorável à extinção da CPMF e ainda apoiou a campanha "Xô CPMF". Quem conhece Lula sabe que ele não esqueceu".
 
Ruth de Aquino, na ÉPOCA, avalia que “a convulsão mais sangrenta no Brasil não é política, mas econômica. A Petrobras fechou 2015 com prejuízo de quase R$ 35 bilhões e uma dívida de quase R$ 500 bilhões. A recessão levou 277 indústrias a fechar as portas”.
 
“Trabalhadores ocupam instalações de empresas que decretaram falência. O protesto não é pela esquerda nem pela direita. Eles não empunham bandeiras do Brasil nem muito menos vermelhas. Querem sua dignidade de volta”.
 
OITO NOTAS, na ÉPOCA, assinala que “o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, autorizou na terça-feira, dia 22, um novo bloqueio de gastos no Orçamento de 2016, de R$ 21,2 bilhões”. “Com o contingenciamento anunciado em fevereiro já são R$ 44,65 bilhões cortados. Mas ainda é pouco. Mesmo com esses cortes, o governo deverá registrar déficit nas contas deste ano”.
 
OITO NOTAS pontua que “o mercado de trabalho brasileiro perdeu 104.600 vagas de empregos formais em fevereiro de 2016. É o pior resultado para o mês desde 1992, início da série histórica. Em 2015, 2.415 postos foram fechados no mesmo período”.

REPORTAGEM DA REVISTA ISTOÉ DE 25 DE MARÇO DE 2016

Os 7 crimes de Dilma 

A PF, o MP e a Justiça Eleitoral já reúnem elementos para enquadrar a presidente em pelo menos sete crimes 

Sérgio Pardellas 

Na terça-feira 22, a presidente Dilma Rousseff proferiu o seu mais inflamado discurso desde o início da crise política. O pronunciamento apoiou-se no pretenso argumento de que até agora ela não cometeu crime algum e que, por isso, estaria sendo vítima de um golpe contra a democracia. Não cometi nenhum crime previsto na Constituição e nas leis para justificar a interrupção do meu mandato. Neste caso, não cabem meias palavras: o que está em curso é um golpe contra a democracia, afirmou Dilma. 

 

A retórica repetida como ladainha em procissão é típica de mandatários em apuros, quando não há muito mais o que fazer senão aguardar o fim que se avizinha. Em seus últimos dias como presidente, em 1992, Fernando Collor recorreu ao mesmo expediente. Custe o que custar, eu serei o primeiro a estar na defesa e no embate da nossa Constituição. As manobras interessam aos que formam o sindicato do golpe, disse Collor em agosto daquele ano. Ironicamente, quem estava do outro lado da trincheira, defendendo a legitimidade das ações para apear Collor do poder, era o PT. 

 

Naquele momento de efervescência do País, muito semelhante ao vivenciado pelos brasileiros nos últimos dias, os petistas estavam amparados pela lei. Não tem nenhum paralelo entre golpe e impeachment. O impeachment é uma solução constitucional, disse em junho de 1992 o então deputado do PT, José Dirceu, em entrevista ao Roda Viva. De lá para cá, a Constituição, ao menos em sua essência, não mudou. Quem mudou foi o PT. 

 

Os dois pronunciamentos, de Dilma e Collor, embutem um sofisma destinado a ludibriar a população. A fala de Dilma, em especial, ignora as fartas evidências dos crimes atribuídos a ela e que dão legitimidade não só ao processo de impeachment em análise na Câmara como a outras iniciativas contra ela no Poder Judiciário, incluindo a investigação em tramitação no TSE para apurar irregularidades na contabilidade da campanha à reeleição. Para a Polícia Federal, Ministério Público e Justiça Eleitoral há fortes indícios de que Dilma tenha cometido ao menos sete crimes só neste mandato: 

Responsabilidade, 

Improbidade administrativa, 

Extorsão, 

Falsidade ideológica, 

Desobediência, 

Responsabilidade fiscal e eleitoral. 

 

Na seara criminal, a mais contundente das acusações contra a presidente é a inequívoca tentativa de, em ao menos quatro episódios diferentes, tentar barrar a Lava Jato. Obstruir a atuação da Justiça é crime. Tipificado no inciso 5 do Artigo 6º da Lei 1.079, que define os crimes de responsabilidade passíveis de perda de mandato.

Há duas semanas, Dilma foi flagrada em interceptação telefônica, autorizada pelo juiz Sérgio Moro, numa conversa com o ex-presidente Lula para combinar os detalhes de sua nomeação para a Casa Civil. No diálogo, Dilma disse a Lula que enviaria a ele por intermédio de um emissário um â termo de posse para ser utilizado â em caso de necessidade. A presidente começava a atuar ali para impedir que Lula fosse preso. Àquela altura, o Planalto já tinha informações de que o Ministério Público, em Curitiba, estava pronto para pedir a prisão preventiva do petista. 

 

Em nota, o Planalto afirmou que o trecho do grampo no qual Dilma diz para Lula usar o termo de posse â em caso de necessidade não se refere a uma precaução contra uma eventual prisão. E sim à possibilidade de que o ex-presidente não comparecesse à cerimônia de posse de novos ministros porque a ex-primeira-dama Marisa Letícia encontrava-se enferma em São Paulo. A versão não para em pé. As ações do Planalto confirmam a intenção de Dilma de livrar Lula dos problemas com a Justiça. 

 

Numa iniciativa nunca antes adotada na história republicana, a Presidência fez circular edição extra do Diário Oficial para dar a necessária publicidade legal ao ato de nomeação no mesmo dia em que foi assinado pela presidenta. 

 

Ao mesmo tempo, Dilma colocou em marcha a seguinte estratégia, conforme apurou ISTOÉ: enquanto Lula ficaria com o termo de posse subscrito pela presidente, esta manteria consigo a documentação assinada pelo petista. Quando os agentes federais abordassem Lula, em São Paulo, ele assinaria a cópia do termo de posse já subscrito por Dilma. Em Brasília, a presidente assinaria o documento contendo a assinatura de Lula, encaminhando-o para publicação no Diário Oficial.

 

E o novo ministro da Casa Civil evitaria a prisão. Lula não foi para a cadeia, mas a divulgação dos grampos inviabilizou a nomeação. No dia seguinte ao evento no Palácio do Planalto, o juiz federal Itagiba Catta Preta Neto, da 4ª Vara do Distrito Federal, decidiu liminarmente pela suspensão da posse de Lula. As digitais de Dilma, porém, não foram apagadas do ato tipificado na lei como crime de responsabilidade. 

 

Para Miguel Reale Jr., um dos juristas signatários do pedido de impeachment de Dilma, o episódio é uma afronta aos princípios republicanos e confere materialidade ao impedimento da presidente. É um ato de imoralidade administrativa e política, passível de impeachment. Trata-se de uma tentativa de interferir na Justiça, agora gravada e documentada, afirma. O inciso 5 do artigo 6º da a Lei nº 1.079 define como crime de responsabilidade exatamente o que os grampos envolvendo Dilma atestaram, ou seja, â opor-se diretamente e por fatos ao livre exercício do Poder Judiciário, ou obstar, por meios violentos, ao efeito dos seus atos, mandados ou sentenças.

 

Com a decisão do ministro Teori Zavascki de transferir para Brasília toda a investigação contra o ex-presidente Lula na Lava Jato, por causa da interceptação de conversas entre o petista e autoridades com privilégio de foro, incluindo a presidente, o assunto será examinado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Em recente entrevista, Janot não descartou investigar a chefe do Executivo. 

 

No empenho de Dilma para nomear Lula, também foram observadas evidências de cometimento de crime de desobediência. Proibido por decisão liminar da Justiça, Lula não chegou a sentar na cadeira de ministro, mas o Diário Oficial da União manteve o ex-presidente petista como titular da pasta. Por esse motivo, o partido Democratas denunciou Dilma à Procuradoria-Geral da República. No entendimento da legenda, ficou caracterizada uma afronta à decisão judicial de sustar o ato presidencial. E isso é crime de desobediência previsto pelo artigo 359 do Código Penal. A presidente Dilma teria incorrido no crime de obstrução de Justiça em mais três ocasiões, além daquela atestada pelos grampos de Sérgio Moro. 

 

De acordo com delação premiada do senador Delcídio do Amaral (MS), Dilma nomeou o ministro Marcelo Navarro para o STJ em troca do compromisso pela soltura de empreiteiros presos em Curitiba. 

 

Em outro trecho do depoimento, o senador acusou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, de tentar comprar o seu silêncio. Não teria sido uma iniciativa isolada do ministro, mas uma ação coordenada pelo Planalto â principalmente por Dilma. Em recentes entrevistas, Delcídio fez ainda duas revelações gravíssimas. Disse “ter sido escalado por Dilma e Lula para barrar a Lava Jato” e afirmou que a chefe do Poder Executivo costumava alardear o controle sobre cinco ministros no Supremo. 

 

Era clara a estratégia do governo de fazer lobby nos tribunais superiores e usar ministros simpáticos à causa para deter a Lava Jato. Nestes três casos, mais uma vez fica complicado para a presidente escapar do enquadramento no crime de responsabilidade. Há fortes indícios de uma obstrução em curso, disse à ISTOÉ o ex-ministro do Supremo, Carlos Velloso. 

 

Na semana passada, a Lava Jato trouxe revelações capazes de amplificar as dificuldades da presidente em se manter no cargo. No relatório de indiciamento do marqueteiro João Santana e de sua mulher e sócia, Mônica Moura, a Polícia Federal apontou que o casal recebeu pelo menos R$ 21,5 milhões entre outubro de 2014 e maio de 2015 período pós reeleição de Dilma. O dinheiro fora distribuído pelo departamento de propina da Odebrecht. Nesse caso, Dilma por ser incluída no crime eleitoral de caixa dois. Adversários da petista pretendem propor ao TSE o compartilhamento dessas informações. 

 

Na corte eleitoral, Dilma já responde por abuso de poder político e econômico, por se valer do cargo para influenciar o eleitor e utilizar de estruturas do governo, como recursos desviados da Petrobras, para vencer a eleição. Estes não são os únicos esqueletos da campanha presidencial que ameaçam o mandato da petista. Caso fique comprovado o depoimento do ex-executivo da UTC Engenharia Ricardo Pessoa, Dilma pode ser responsabilizada também por crime de extorsão. 

 

O empreiteiro afirmou ter pago propina à campanha presidencial em 2014, depois de ter sido ameaçado pelo ministro Edinho Silva, então tesoureiro de Dilma, de ter obras canceladas com o governo caso não colaborasse. 

 

Há uma representação na PGR contra Dilma para apurar o achaque. Constranger alguém, mediante ameaça, com o intuito de obter vantagem econômica também é crime segundo o artigo 158 do Código Penal. Hoje, no entanto, a via eleitoral é considerada o caminho mais lento para apear Dilma do Planalto. Em tramitação na Câmara, o processo de impeachment deve ser concluído em até 45 dias, em desfavor de Dilma. A proposta de impedimento acusa a presidente de incorrer, em 2015, nas pedaladas fiscais, como ficaram conhecidos os atrasos nos repasses a bancos públicos a fim de maquiar as contas públicas. 

 

A manobra fiscal foi reprovada pelo TCU no ano passado. As “pedaladas fiscais” ferem o inciso III do Art. 11 da Lei 1.079, dos crimes de responsabilidade, que é contrair empréstimo, emitir moeda corrente ou apólices, ou efetuar operação de crédito sem autorização legal. Dilma foi alertada em 2013 de que as pedaladas eram ilegais e ao mesmo tempo poderiam provocar a perda do grau de investimento do Brasil. E ela não tomou nenhuma providência. Então, nesse particular, a responsabilidade é direta, afirmou o jurista Ives Gandra. 

 

Evidente que aquele que gasta fora da lei e cria um crédito que não estava previsto infringiu a lei, fez coro Oscar Vilhena, professor de Direito Constitucional da FGV-SP. Sobre o mesmo tema, tramita no TSE uma ação contra a presidente por falsidade ideológica. A documentação traz evidências de que Dilma mentiu à população sobre a real situação de agravamento da crise econômica com maquiagens fiscais, por exemplo. Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele deveria constar ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante é crime estabelecido pelo artigo 299 do Código Penal. 

Por fim, o sétimo crime pelo qual a presidente pode responder é por improbidade administrativa. O Brasil inteiro testemunhou quando Dilma evocou todo aparato público do governo não para trabalhar pelo País, função para a qual ela foi eleita e é remunerada. Mas para mobilizar avião, helicóptero e seguranças para uma atividade partidária, prestando solidariedade a Lula, um dia após o petista sofrer condução coercitiva para prestar depoimento à PF. 

A atitude lhe rendeu uma ação na Justiça por improbidade movida por seus opositores. Na derradeira tentativa de conter o processo de impeachment, o Planalto colocou em prática a tática de judicializar a política. 

Através da AGU e de uma banca de advogados a serviço de Lula e do PT, o governo vem desencadeando uma enxurrada de ações nos tribunais superiores. A presidente não esconde sequer o desejo de bater às portas do STF, caso venha a ser impeachada.

Ou seja, imagina que poderá lançar mão de todos os recursos jurídicos possíveis para se manter no cargo. No ano passado, provocado por petistas, o STF mudou as regras do impeachment com a partida em andamento. Hoje, porém, o cenário é outro. O clima na corte não está nada favorável para o Planalto após a divulgação das sucessivas afrontas ao Judiciário contidas nos grampos envolvendo Dilma, Lula, ministros do governo e próceres do PT. Com a palavra, o Supremo. Com tantas evidências contra a presidente, golpe haverá se as instituições se dobrarem às indecorosas investidas do poder. Mas não, não vai ter golpe.

A orbita penal da presidente

1-      CRIME DE RESPONSABILIDADE

Obstrução da Justiça I Diálogo Dilma/Lula e atos da nomeação Em diálogo mantido entre a presidente e o antecessor na quarta-feira 16, Dilma disse a Lula que enviaria a ele um â termo de posse de ministro para ser utilizado â em caso de necessidade. A presidente trabalhava ali para impedir que Lula fosse preso antes de sua nomeação para a Casa Civil. Os atos seguintes corroborariam o desejo de Dilma de livrar Lula dos problemas com a Justiça. Enquanto o presidente do PT, Rui Falcão, informava que a posse de Lula só ocorreria na terça-feira 22, o Planalto mandava circular uma edição extra do Diário Oficial formalizando a nomeação.

Obstrução da Justiça II Nomeação do Ministro Navarro O senador Delcídio do Amaral (MS) afirmou em delação premiada, revelada por ISTOÉ, que a presidente Dilma Rousseff, numa tentativa de deter a Lava Jato, o escalou para que ele fosse um dos responsáveis por articular a nomeação do ministro Marcelo Navarro Dantas, do STJ, em troca da soltura de presos da investigação policial. 

Obstrução da Justiça III Compra do silêncio de Delcídio O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, foi escalado para tentar convencer o senador Delcídio a não fechar acordo de delação premiada com o Ministério Pública Federal, que chegou a insinuar ajuda financeira, caso fosse necessário. 

Obstrução da Justiça IV Cinco ministros na mão O senador Delcídio afirmou que Dilma costumava dizer que tinha cinco ministros no Supremo, numa referência ao lobby do governo nos tribunais superiores para barrar a Lava Jato.

Enquadramento legal Inciso 5 do Artigo 6º da Lei 1.079/1950: Opor-se diretamente e por fatos ao livre exercício do Poder Judiciário, ou obstar, por meios violentos, ao efeito dos seus atos, mandados ou sentenças.

 

2 - CRIME DE DESOBEDIÊNCIA

Nomeação de Lula no Diário Oficial Apesar de decisão da Justiça Federal que sustava a nomeação do ex-presidente para a Casa Civil, Dilma fez o ato ser publicado no Diário Oficial da União. 

Enquadramento legal Artigo 359 do Código Penal: Exercer função, atividade, direito, autoridade ou múnus, de que foi suspenso ou privado por decisão judicial 

 

3 - EXTORSÃO

Ameaças para doação de campanha, Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, afirmou ter pago propina à campanha presidencial em 2014 porque teria sido ameaçado pelo ministro Edinho Silva, então tesoureiro de Dilma, de ter obras canceladas com o governo. Há uma representação na PGR contra Dilma para apurar o possível achaque. 

Enquadramento legal Artigo 158 do Código Penal: Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e com o intuito de obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se faça ou deixar de fazer alguma coisa. 

 

4 - CRIME ELEITORAL

Abuso de poder político e econômico na campanha de 2014, Dilma é acusada em ação no TSE de se valer do cargo para influenciar o eleitor, em detrimento da liberdade de voto, além da utilização de estruturas do governo, antes e durante a campanha, o que incluiria recursos desviados da Petrobras. 

Caixa 2 A Polícia Federal apontou no relatório de indiciamento do marqueteiro do PT João Santana e de sua mulher, Mônica Moura, que o casal recebeu pelo menos R$ 21,5 milhões entre outubro de 2014 e maio de 2015 - período pós reeleição da presidente Dilma - do â departamento de propina da Odebrecht. Isso reforça as suspeitas de caixa 2 na campanha, descrita no Código Eleitoral como â captação ilícita de recursos.

Enquadramento legal Art. 237, do Código Eleitoral: A interferência do poder econômico e o desvio ou abuso do poder de autoridade, em desfavor da liberdade do voto, serão coibidos e punidos com cassação e inexigibilidade.

5 - CRIME DE RESPONSABILIDADE FISCAL

Pedaladas fiscais, A presidente Dilma incorreu nas chamadas â pedaladas fiscais, a prática de atrasar repasses a bancos públicos a fim de cumprir as metas parciais da previsão orçamentária. A manobra fiscal foi reprovada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). 

Enquadramento legal Inciso III do Art. 11 da Lei 1.079/1950: Contrair empréstimo, emitir moeda corrente ou apólices, ou efetuar operação de crédito sem autorização legal 

Decretos não numerados A chefe do Executivo descumpriu a lei ao editar decretos liberando crédito extraordinário, em 2015, sem o aval do Congresso. Foram ao menos seis decretos enquadrados nessa situação.

Enquadramento Legal Inciso VI do Artigo 10 da Lei 1.079/1950: Ordenar ou autorizar a abertura de crédito em desacordo com os limites estabelecidos pelo Senado Federal, sem fundamento na lei orçamentária ou na de crédito adicional ou com inobservância de prescrição legal. 

 

6 - FALSIDADE IDEOLÓGICA 

Escondendo o rombo nas contas, Corre uma ação no TSE em que os partidos de oposição acusam acusa a presidente Dilma de esconder a situação real da economia do país, especialmente no ano eleitoral.

Enquadramento legal Art. 299 do Código Penal: Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. 

7 - IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

Visita político-partidária Dilma foi denunciada na Justiça por mobilizar todo um aparato de governo â avião, helicóptero, seguranças â para prestar solidariedade a Lula em São Bernard, um dia após o petista sofrer condução coercitiva para prestar depoimento à Polícia Federal no inquérito da Operação Lava Jato. O próprio ato de nomeação de Lula na Casa Civil pode ser enquadrado neste crime.

Enquadramento legal Art. 11 da Lei nº 8.429/1992: Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições.

A estratégia do impeachment 

Enquanto governo abre o balcão de negócios para conseguir votos favoráveis, a oposição trabalha para acelerar a tramitação do processo.

Para acelerar ao máximo o processo de impeachment na Câmara dos Deputados, a oposição recuou da proposta de incluir na peça contra a presidente Dilma Rousseff as denúncias contidas na delação premiada do ex-petista e senador Delcídio Amaral (MS). A decisão veio após o PT e outros integrantes da base aliada questionarem o aditamento e ameaçarem entrar com recurso no Supremo Tribunal Federal, o que aumentaria o prazo de tramitação do processo. Segundo o líder do DEM na Câmara, Pauderney Avelino (AM), entretanto, a iniciativa não prejudicará o processo. Ele afirma que â as pedaladas fiscais, os prejuízos com a compra da refinaria de Pasadena e a edição de decretos de abertura de crédito orçamentário sem autorização do Congresso já são suficientes para justificar o impeachment. 

Além disso, oposicionistas avaliam que a retirada não impedirá que o relator, Jovair Arantes (PTB-GO), inclua todas as informações da delação que achar pertinentes em seu relatório final. Agora, o mais importante na avaliação de oposicionistas é alimentar o clima antigovernista junto à opinião pública, o que favorece diretamente o placar do impeachment.

Na última semana, chegou a ser sugerido ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que a votação final, prevista para meados de abril, fosse agendada para um fim de semana, com o objetivo de inflamar protestos pelo país. Por sua vez, o governo montou uma operação de guerra, em que negocia ministérios e diversos cargos públicos, em busca de votos a seu favor.

As duas faces de Cardozo Ministro da AGU, que criticou grampo sobre a presidente Dilma, defendeu mesma postura da PF em caso semelhante envolvendo Demóstenes Torres A postura do ministro José Eduardo Cardozo desde que saiu o Ministério da Justiça e assumiu a Advocacia Geral da União tem chamado a atenção devido a sua súbita mudança de convicções. Em 2012, explodiu o escândalo envolvendo o bicheiro Carlinhos Cachoeira, quando a operação Monte Carlo desbaratou um esquema de corrupção e exploração máquinas de caça-níquel em Goiás. Durante as investigações apareceu a voz do então senador Demóstenes Torres falando sobre dinheiro com Cachoeira. Na época, Cardozo defendeu os investigadores.

Em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, o ministro foi perguntado se a PF havia extrapolado suas funções ao continuar a investigar Cachoeira depois que apareceu a voz do senador, pois este gozava de foro privilegiado. Cardozo foi catedrático: A meu ver não (...) O investigado era Carlos Cachoeira. A partir do momento em que se evidenciou para o juiz que havia uma possível situação de envolvimento no esquema de Carlos Cachoeira de Demóstenes Torres, ele resolve encaminhar para instância superior. 

A Polícia Federal cumpriu rigorosamente a lei, atendeu as ordens do juiz. Portanto, atuou exemplarmente neste caso. Não vejo ilegalidade naquilo que ocorreu, afirmou Eduardo Cardozo. Já na última semana, como advogado da presidente, o mesmo ministro saiu atirando sobre o episódio do grampo nos telefones do ex-presidente Lula, autorizado pela Justiça, que acabou flagrando uma fala da chefe do Executivo. 

Você pega uma escuta dentro de um contexto, tira uma série de conclusões de possibilidades, não de certezas. Quando isso vem a público, isso dá uma repercussão imensa e às vezes não é nada daquilo. Mas só que a honra da pessoa já foi atingida, por isso há que se tomar muito cuidado com essas análises que se faz de material apreendido porque elas podem não expressar a verdade. Nós passamos a ter no Judiciário o guardião de quaisquer situações que devem ser postas no âmbito da ação governamental direta. As ações judiciais passaram a ser um instrumento de ação política, esbravejou.

 


sexta-feira, 25 de março de 2016

Finep vai investir R$ 230 milhões contra o Zika em 2016

A Finep vai destinar R$ 230 milhões para pesquisas contra o Zika. Desse total, R$ 30 milhões serão disponibilizados na CHAMADA PÚBLICA MCTI/FINEP/FNDCT 01/2016 - ZIKA voltado para Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), conforme anúncio feito pela presidenta Dilma Rousseff, na quarta-feira (23/3), em Brasília. Os outros R$ 200 milhões serão concedidos pela financiadora em forma de crédito subsidiado para empresas por meio do PROGRAMA INOVA SAÚDE: ZIKA E ARBOVIROSES.
O chamada pública tem como objetivo financiar projetos institucionais de pesquisa e desenvolvimento tecnológico aplicados ao combate do vírus. As propostas deverão ser enviadas até o dia 28 de abril e precisam estar vinculadas a temas específicos, como: aperfeiçoar tecnologias para exame de imagens visando o diagnóstico precoce de alterações neurológicas; aprimorar tecnologias de criação de inseto estéril; desenvolver linhagens de mosquitos geneticamente modificados; investigar a biologia do vírus na infecção humana e no ciclo animal; desenvolver terapias para afecções neurológicas causadas pelo Zika; determinar estruturas das proteínas virais e seus receptores para elucidação dos mecanismos de infecção e suas consequências, assim como para o desenvolvimento de vacinas. O formulário para apresentação de proposta (FAP) será disponibilizado a partir de segunda-feira (28/3). A divulgação do resultado final acontecerá em 20/6. Em caso de dúvidas, envie e-mail para cp_zika@finep.gov.br .

No edital, a Finep vai oferecer apoio institucional amplo, incluindo despesas correntes, como material de consumo, softwares, instalação, recuperação e manutenção de equipamentos, entre outros, despesas de capital, operacionais e administrativas e bolsas. Esses recursos foram descontingenciados do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) por meio de uma Medida Provisória (MP) negociada pelo MCTI. Além dos R$ 30 milhões para a Finep, o Fundo disponibilizará mais R$ 20 milhões para o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) apoiar grupos de pesquisa, totalizando R$ 50 milhões.
No FAP, as instituições deverão informar os dados cadastrais e do projeto, com detalhes sobre impactos previstos, equipe executora e orçamento. No detalhamento da proposta, serão exigidos o cronograma de desembolso, relação dos itens solicitados e da contrapartida, além de alguns requisitos específicos, como bolsas.
Empresas
A Finep também vai disponibilizar R$ 200 milhões em crédito subsidiado por meio do Programa Inova Saúde Zika e Arboviroses para empresas brasileiras trabalharem o tema Zika sob vários aspectos, incluindo formas de transmissão, aperfeiçoamento de diagnósticos molecular e sorológico, desenvolvimento de novos larvicidas e repelentes, e a relação do vírus com a microcefalia.
Finep contra o Aedes
A Finep faz parte do esforço do Governo no combate ao vírus Zika e tem participado de ações desde o início do ano. A empresa financiou com R$ 5 milhões um teste inovador desenvolvido pela Fiocruz capaz de diagnosticar simultaneamente as três doenças transmitidas pelo Aedes aegypti: além da Zika, a Dengue e a Chikungunya.
Além disso, a financiadora adotou campanha nacional contra o mosquito, com direito à produção de um vídeo próprio de sensibilização. A Finep lançou ainda, no fim de fevereiro, edital conjunto com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), no valor total de R$ 10 milhões, para financiar pesquisas em empresas sediadas no Estado de São Paulo.

Fiocruz deve aditivar contrato com CARIOCA CHRISTIANI NIELSEN para incluir reajuste de preço em contrato de terraplanagem do Novo Centro de Processamento Final de Vacinas de Bio-Manguinhos

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deve assinar termo aditivo de contrato de terraplanagem das obras do Novo Centro de Processamento Final de Vacinas de Bio-Manguinhos, no Município do Rio de Janeiro/RJ (NCPFI). A decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de determinar o aditivo com a empresa Carioca Christiani Nielsen Engenharia S.A. é para cobrir a ausência de previsão, no contrato original, de índice de reajuste de preço. A expansão do Bio-Manguinhos deve aumentar a oferta de vacinas e biofármacos de programas públicos de saúde.

O julgamento do TCU ocorre após pedido feito por empresa participante de pregão eletrônico solicitando a anulação do certame. Contudo, como não houve prejuízo à competitividade ou à proposta mais vantajosa à Administração, a anulação do contrato seria contrária ao interesse público.

Segundo o TCU, a falta no edital e no contrato do índice a ser aplicado no futuro não seria falha meramente formal. Isso porque a escolha do índice de reajuste para manter o equilíbrio econômico-financeiro do contrato poderia causar divergências entre os acordados. “Por existirem dezenas de índices gerais ou setoriais que poderiam ser cogitados, os quais muito provavelmente apresentarão variações distintas após reajustamento, isso poderia trazer repercussões financeiras muito relevantes em um contrato de elevado vulto. Tal fato poderá inclusive gerar a judicialização de eventuais pleitos da contratada”, explicou o relator Benjamin Zymler.

Outra alegação da empresa que solicitou anular o pregão, é a exigência feita pela Fiocruz aos licitantes de apresentarem um capital de giro mínimo de 16.66%, equivalente a mais de R$ 23,73 milhões de reais. Valor esse que cobriria mais de um quarto do valor total da obra, sendo considerado elevado para o tipo de contratação. Esse percentual serve para garantir que a empresa tenha condições de atender às exigências do contrato no curto prazo. Ocorre que, em se tratando de terraplanagem, cujo pagamento ocorreria pouco tempo após atestar a nota fiscal, o percentual poderia ter sido menor, devidamente justificado na licitação.

Também a modalidade de pregão eletrônico nos casos de obras de engenharia é proibida. Isso porque a Fiocruz classificou a terraplanagem como serviço comum de engenharia e não como obras de engenharia, que seria o correto. Porém, tanto o capital de giro mínimo exigido, quanto a escolha do pregão eletrônico não comprometeram a concorrência, que contou com 12 participantes e reduziu o valor original previsto em 37,81%, não gerando nenhum dano aos cofres públicos.

O TCU recomendou a utilização da modalidade de Regime Diferenciado de Contratação (RDC) nas próximas licitações da Fiocruz, nos casos expressamente previstos em lei. Também determinou que a Fundação observe em futuras licitações que a exigência de capital circulante mínimo (CCL) de 16,66% é adequada apenas aos serviços continuados com cessão de mão de obra em regime de dedicação exclusiva. Conforme as peculiaridades do objeto a ser licitado, pode-se adotar critérios diferenciados, justificados na licitação.

        Fonte: Da redação (Justiça em Foco), com TCU.

Calendário Agenda