Destaques

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

ESTIV 2016 - The 19th International Congress On In Vitro Toxicology, em Juan-Les-Pins, França

ANTONIO ALFREDO RODRIGUES E SILVA, Especialista em Regulação e Vigilância Sanitária, da ANVISA, participará do ESTIV 2016 - The 19th International Congress On In Vitro Toxicology, em Juan-Les-Pins, França, no período de 15/10 a 22/10, incluído o trânsito.

Treinamento técnico do equipamento de Medicina Nuclear BrightView XCT, promovido pela Philips, em Eindhoven - Holanda

JORGE WAGNER ESTEVES DA SILVA, Tecnologista da Seção de Medicina Nuclear do Hospital de Câncer - Unidade I, do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva - INCA, da Secretaria de Atenção à Saúde, participará de treinamento técnico do equipamento de Medicina Nuclear BrightView XCT, promovido pela Philips, em Eindhoven - Holanda, no período de 30 de setembro a 17 de outubro de 2016, inclusive trânsito.

Segundo Encontro do Comitê Diretor de Resposta Global em Controle Vetorial, promovido pela OMS, em Genebra - Suíça

ANA CAROLINA FARIA E SILVA SANTELLI, Coordenadora-Geral do Programa Nacional de Controle da Dengue, da Secretaria de Vigilância em Saúde, participará do Segundo Encontro do Comitê Diretor de Resposta Global em Controle Vetorial, promovido pela OMS, em Genebra - Suíça, no período de 2 a 6 de outubro de 2016, inclusive trânsito.

MDIC - Ministro Marcos Pereira lança no Ceará programas para expansão da indústria

Ministro visitou também a Zona de Processamento de Exportações no Porto do Pecém

A indústria do Ceará integra, a partir de hoje, programas do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) de apoio à exportação e aumento da produtividade. O ministro Marcos Pereira lançou no estado, em evento na sede da Federação da Indústrias do Ceará (FIEC), o Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) e o programa Brasil Mais Produtivo.

"Os números da indústria brasileira não foram favoráveis nos últimos meses. Embora já se percebam sinais de recuperação, tem sido um grande desafio para o governo e para o setor encontrar novos caminhos de desenvolvimento em tempos de ajuste fiscal e crédito reduzido. Para que a indústria se mantenha protagonista na retomada do crescimento do Brasil, em vista de sua força e dinamismo, entendemos que é preciso melhorar sua competitividade e produtividade", destacou o ministro.

São esses os objetivos dos programas lançados hoje no Ceará: a melhoria dos processos produtivos das empresas, de forma que possam ampliar a entrada de mercadorias da região no comércio internacional. O Ceará é o 19º estado a receber o PNCE e oitavo a ser incluído no Brasil Mais Produtivo.

“Quem ganha com as parcerias importantes construídas hoje no Estado é o povo cearense. Esse é o momento de somarmos esforços e pactuarmos todos juntos em benefício dos brasileiros”, disse o governador Camilo Santana no evento na FIEC. 

Considerando o momento desafiador e a necessidade de reinvenção de alguns instrumentos de política industrial, o MDIC direcionou esforços para desenhar um programa de intervenções rápidas, de baixo custo, para impactar a produtividade da indústria.

Nessa linha, nasceu o Programa Brasil Mais Produtivo, destinado a atender 3 mil empresas em todos os estados até 2017, com o objetivo de aumentar em, pelo menos, 20% a produtividade das empresas atendidas. No Ceará, pelo menos 120 empreendimentos serão atendidos.

A região é estratégica para o crescimento do comércio exterior no Brasil, já que sedia uma das 19 zonas de processamento de exportações (ZPEs) em processo de implantação no país.

O Estado do Ceará apresenta grande potencial de exportação em vários setores produtivos industriais, tais como vestuário e acessórios, alimentos, produtos minerais não-metálicos, produtos de metal e móveis. Só nesses cinco setores há mais de 6.450 empresas identificadas pelo MDIC em todo o estado.

"Temos trabalhado na inserção das nossas empresas no comércio internacional, especialmente aquelas que nunca exportaram, de forma a oferecer uma alternativa diante da recessão interna, bem como ampliar nossa base exportadora", explicou Marcos Pereira.

Para o presidente da FIEC, Beto Studart, as ações desenvolvidas no Plano Nacional da Cultura Exportadora representam um importante apoio aos empresários. “O processo de internacionalização das empresas não é simples, porque exige conhecimento do idioma, hábitos de consumo e economia local do destino das exportações. O MDIC é um importante ponto de articulação para os empresários”, disse.   

Processamento de Exportações

As Zonas de Processamento de Exportação (ZPE) são como áreas de livre comércio, destinadas à instalação de empresas voltadas para a produção de bens a serem comercializados no exterior, sendo consideradas zonas primárias para efeito de controle aduaneiro.

Localizada no Pecém, litoral norte do estado, no município de São Gonçalo do Amarante, a ZPE tem quatro projetos industriais aprovados pelo Conselho das Zonas de Processamento de Exportação, presidido pelo ministro Marcos Pereira. Há, no entanto, um total de dez empresas que manifestaram formalmente intenção de se instalarem na ZPE do Pecém.

As empresas que se instalam em ZPE têm acesso a tratamentos tributário, cambiais e administrativos específicos. Para o Brasil, além do esperado impacto positivo sobre o balanço de pagamentos decorrente da exportação de bens e da atração de investimentos estrangeiros diretos, há benefícios como a difusão tecnológica, a geração de empregos e o desenvolvimento econômico e social.

No Ceará, o perfil industrial esperado para a ZPE, a primeira a entrar em operação no Brasil, inclui usina siderúrgica, como empresa âncora, indústria têxtil, calçados, móveis, processamento de peixes e produtos alimentares, cerâmica, granito e eletroeletrônicos. Está na reta final das obras, no local, a primeira usina siderúrgica integrada do Nordeste, com operação prevista para este ano ainda.

Com um investimento aproximado de US$ 5,4 bilhões, o projeto prevê a geração de 16 mil empregos diretos e indiretos e um impacto posivito no PIB estadual de 12% e, no PIB Industrial, de 48%, a partir da operação da usina. Por estar dentro de uma zona de incentivo à exportação (ZPE) e acoplada a um terminal portuário, a previsão é de exportação de, no mínimo, 80% da receita bruta anual da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP).

Para o ministro, está provado que o modelo funciona e pode ser implantado em outros estados brasileiros, os quais se destacam Piauí e Acre. A proposta é, no Ceará, trabalhar pela expansão da ZPE, com outros segmentos, tais como granito, refinaria de petróleo e gás, calçados e alimentos.

Atualmente o Brasil possui 25 ZPEs autorizadas, das quais 19 encontram-se em efetiva implantação, distribuídas em 17 unidades da federação.

Balança Comercial
O estímulo à cultura exportadora no estado tem como alvo garantir que o Ceará melhore a posição nacional em comércio exterior. Em 2015, a participação do estado no total das exportações brasileiras caiu de 0,7% para 0,5%, o que deixou a unidade da federação na 15ª posição nacional e quarta na região Nordeste.

Diante desses números, a balança comercial do Ceará fechou com déficit de US$ 1,644 milhões. A corrente de comércio somou US$ 3,735 milhões em 2015, 16,5% menor em relação ao ano anterior. Em 2015, o estado exportou principalmente calçados, couros, peles, melões, castanha de caju e ceras vegetais, entre outros itens.

De janeiro a agosto deste ano, as vendas no comércio internacional apresentaram melhora, com crescimento de 5,4% em relação ao mesmo período de 2015, passando de US$ 650 milhões para US$ 685 milhões. Mas a proposta é ir além.

Incentivo à cultura exportadora
O PNCE tem o objetivo de aumentar o número de empresas que operam no comércio exterior e incentivar o aumento das exportações de produtos e serviços do Ceará. As empresas contarão com ferramentas de treinamento, capacitação, consultoria para adequação de produtos, e identificação de mercados.

O Plano é desenvolvido em cinco etapas – sensibilização, inteligência comercial, adequação de produtos e processos, promoção comercial e comercialização. Além disso, conta com três temas transversais para o direcionamento das empresas: financiamento, qualificação e gestão.

O PNCE conta com apoio de parceiros estaduais e nacionais, como CNI, BNDES, MRE, Apex Brasil, além do MDIC. Já há no Ceará um comitê local em funcionamento, com a participação da Federação das Indústrias (FIEC), Governo do Estado do Ceará, SEBRAE, Agência de Desenvolvimento do Ceará (ADECE), Receita Federal, ZPE-CE, Fecomércio, Universidade de Fortaleza, Agência de Defesa Agropecuária do
Estado do Ceará (DAGRI), entre outros. O Comitê será responsável por planejar e executar as ações de apoio, assim como monitorar a performance do programa com as empresas locais.

Brasil Mais Produtivo
O programa é uma ação focada na melhoria do processo produtivo e tem como objetivo aumentar em pelo menos 20% a produtividade das empresas participantes, que recebem capacitação técnica e podem obter ganhos expressivos de produtividade, inclusive redução no custo de produção.

O foco do programa Brasil Mais Produtivo é a redução de sete tipos de desperdícios mais comuns no processo produtivo: superprodução, tempo de espera, transporte, excesso de processamento, inventário, movimento e defeitos. O Brasil Mais Produtivo vai atender, em todo o país, três mil pequenas e médias indústrias dos setores de alimentos e bebidas, vestuário e calçados, metalomecânico e moveleiro.

A partir do critério de priorização de impacto local, dois setores foram selecionados como focos para as consultorias no Ceará: Metal-Mecânico, no APL Metalmecânico de Fortaleza, e Confecções e Calçados, no APL de Confecções e no APL de Calçados de Fortaleza.

Assessoria de Comunicação Social do MDIC 



MCTIC - Ministro reúne institutos de pesquisa para potencializar ações e projetos de ciência

Segundo Gilberto Kassab, encontro em Brasília é o primeiro de uma série para fortalecer a sinergia entre as unidades. Reunião já rendeu parceria para o desenvolvimento de projeto voltado para a estiagem no semiárido.
Reunião foi realizada na sede do CNPq, em Brasília.
Crédito: Ascom/MCTIC

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, se reuniu nesta sexta-feira (23), em Brasília (DF), com diretores de institutos de pesquisa e empresas vinculadas à pasta para definir prioridades e articular ações conjuntas para impulsionar o desenvolvimento científico e tecnológico do país. Segundo o ministro, este foi o primeiro de uma série de encontros acertados durante a 68ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em Porto Seguro (BA), em julho deste ano.
"É uma necessidade fazer reuniões mais amplas para definir as prioridades do ministério e conhecer os principais programas e projetos que estão sendo desenvolvidos", afirmou o ministro. "Pela amplitude do ministério, fica muito difícil todos os agentes envolvidos terem pleno conhecimento das nossas atribuições. E é muito importante conhecê-las para potencializar as ações e o apoio mútuo. Essa é a primeira reunião. Outra deverá ocorrer daqui três meses. É importante para a sinergia de ações e atividades entre os institutos e unidades vinculadas ao MCTIC."
Na reunião, os diretores apresentaram os principais projetos desenvolvidos pelos institutos e entidades vinculadas, apontaram gargalos e sugeriram ações para fortalecer a sinergia entre os atores do ministério.
Na avaliação do secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTIC, Álvaro Prata, as reuniões são imprescindíveis para a integração da pasta. "A parceria é fundamental para o desenvolvimento e o avanço da ciência, tecnologia e inovação, pois não podemos fazer isso sem interlocução e diálogo. O MCTIC se afirma à medida que a sociedade percebe sua importância e, nesse momento em particular, contribuindo para o desenvolvimento nacional", disse.
Para o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTIC, Jailson de Andrade, os encontros devem reforçar a conexão entre as unidades de pesquisa para, eventualmente, "atacar problemas específicos, reais e de interesse imediato". Ele destacou que a reunião já rendeu uma parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e o Instituto Nacional do Semiárido (Insa) para o desenvolvimento de um projeto-piloto voltado para a estiagem no semiárido e no vale do rio São Francisco. "O nosso grande desafio no futuro é a integração para planejar novas ações."
Fonte: MCTIC


Proposta de Emenda à Constituição visa regulamentar o lobby

Um tema que há décadas gera debates no Congresso deve voltar a ser analisado pelos senadores neste ano: a defesa de interesses perante a administração pública, prática conhecida como lobby. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 47/2016, apresentada pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), regulamenta a atividade, estabelece prerrogativas aos lobistas, como a possibilidade de debater temas nas comissões do Legislativo e apresentar emendas a projetos, e prevê a responsabilização desses profissionais por ato de improbidade administrativa.
PEC 47/2016 foi lida no dia 20 de setembro em Plenário e enviada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde aguarda designação de relator. Jucá afirma que desde os anos 70 todas as tentativas de regulamentar a ação de lobistas fracassaram por terem sido objetos de propostas de lei ordinária, gerando uma série de problemas de ordem constitucional.
Jucá diz também que o "noticiário lança suspeita no imaginário popular" sobre a atividade, mas alega que não se pode ignorar a vertente séria dessa ação: “Que se puna o lobby ilegal e criminoso e seus agentes, mas que isso não impeça o lobby institucional, legal e regulamentado de prosseguir contribuindo positivamente para a ação estatal”, argumentou, ao justificar sua iniciativa.
Representação de interesses
Segundo a PEC 47/2016, o lobby poderá ser feito por pessoa física ou jurídica perante qualquer dos poderes da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal. Há a possibilidade de o lobista atuar inclusive perante a Advocacia Pública, a Defensoria Pública, o Ministério Público e as cortes de contas.
Os lobistas, classificados pela PEC como “agentes de representação de interesses”, terão algumas prerrogativas, como identificação própria expedida pela entidade pela qual pretende atuar; livre acesso às instalações físicas da entidade credenciadora e conhecimento formal dos encaminhamentos administrativos e processuais dados às matérias de seu interesse.
Prerrogativas
Outras prerrogativas poderão ser facultadas. As casas legislativas poderão, por exemplo, dar aos profissionais o direito de se manifestar nas comissões e de apresentar emendas a projetos. Já no âmbito do Poder Executivo, pode ser dado ao agente o direito de ser recebido pelas autoridades, como ministros, secretários, prefeitos, governadores e presidente.
Por outro lado, a proposta prevê proibições aos profissionais. Eles não poderão oferecer ou prometer vantagens financeiras a agentes públicos, tampouco favor ou qualquer tipo de recompensa.
A PEC também diz que o agente de representação de interesses é considerado funcionário público para fins de responsabilização por ato de improbidade administrativa e estará sujeito a sanções penais, civis e administrativas.
Câmara
Na Câmara dos Deputados, o assunto voltou à tona recentemente numa audiência pública da CCJ, quando o ministro da Transparência, Torquato Jardim, defendeu a regulamentação da atividade de lobista no Brasil.
— Lobby é atividade legítima do ambiente democrático, de diálogo, de tolerância, de conhecimento e é uma representação social — afirmou.
O debate foi proposto pela deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), relatora do PL 1.202/2007, do deputado Carlos Zarattini (PT-SP), que trata do assunto.
O projeto se apoia em experiências de países como os Estados Unidos, onde a prática do lobby é regulamentada e há profissionais especializados contratados por empresas, sindicatos, grupos organizados e até por pessoas físicas para defender interesses diversos.
No Senado, há outra proposta sobre o tema. É o PLS 336/2015, do senador licenciado Walter Pinheiro (PT-BA), que também está na CCJ e tem como relator Ricardo Ferraço (PSDB-ES).
Tramitação
Para alterar a Constituição, a PEC 47/2016 terá de passar pela CCJ e depois vai a Plenário. A votação só ocorre depois de cinco sessões de discussão em primeiro turno e três em segundo turno. Para ser aprovada são necessários os votos de 49 votos dos 81 senadores. Depois desse processo, o texto é enviado à Câmara dos Deputados.
Proposições legislativas
Agência Senado 

Projeto dá estabilidade temporária a empregados que trataram câncer

O Projeto de Lei do Senado (PLS) 166/2016, de autoria do senador Waldemir Moka (PMDB-MS), estabelece que os trabalhadores que retornarem ao serviço após o término do auxílio-doença, concedido em decorrência de tratamento contra o câncer, poderão ganhar estabilidade no emprego por 12 meses. A iniciativa está em análise na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), mas antes deve ser modificada para poder se transformar em Lei.

O relator, senador licenciado Acir Gurgacz (PDT-RO), foi favorável ao conteúdo do projeto. Na análise da proposição, porém, apontou que a Constituição exige, para a proteção da relação de emprego, a adoção da modalidade de lei complementar, com os ritos e tramitação que lhe são próprios. Como o projeto foi apresentado como lei ordinária, o relator sugeriu o envio da proposição à Mesa do Senado para sua adequação. A medida poderia evitar, segundo Gurgacz, um possível questionamento da futura lei na Justiça. Com a licença de Gurgacz, o projeto deve ganhar novo relator e então ser submetido a votação.
Proteção
Moka, que é médico e professor, lembra que as legislações trabalhista e previdenciária procuram garantir a manutenção dos contratos de trabalho durante o período de auxílio-doença, e até 12 meses após a interrupção desse benefício, em caso de acidentes de trabalho. Da mesma forma, acrescenta o autor, a jurisprudência e as decisões judiciais têm procurado proteger os empregos daqueles que são acometidos de doenças graves.
Na avaliação do senador, o projeto é uma forma de proteção a mais para o trabalhador em tratamento de neoplasia maligna (câncer). Nessas circunstâncias, argumenta Moka, o empregado não pode ser simplesmente esquecido pelo legislador e pela Justiça. Ele diz ser fundamental que o trabalhador acometido por essa doença não precise enfrentar, ao mesmo tempo, as inseguranças do desemprego. Para Moka, a estabilidade no emprego, ainda que provisória, pode garantir que a família em frente unida o processo de cura e o momento de insegurança.
Proposições legislativas
Agência Senado

Aval do Senado pode se tornar obrigatório na escolha de presidentes do BNDES e da Petrobras

Aguarda votação na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) projeto do senador Roberto Rocha (PSB-MA) que submete à aprovação do Senado a escolha dos presidentes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Petrobras. Se a proposta (PLS 271/2015) for aprovada, a escolha será por voto secreto, após sabatina pública.

O relator do projeto, senador licenciado Acir Gurgacz (PDT-RO), criticou a forma atual de escolha dos presidentes das duas estatais, por nomeação presidencial. O texto do relatório aponta como justificativa para a mudança os recentes casos de corrupção e de má gestão na Petrobras e a falta de transparência nas ações do BNDES. Gurgacz observa que o projeto acerta ao determinar que o Senado participe desse processo, de forma análoga à que ocorre na escolha dos dirigentes das agências reguladoras.
O BNDES e a Petrobras, ambos criados na primeira metade da década de 1950, tiveram um papel fundamental no processo de industrialização do Brasil, destaca o relator. Ele observa que esse protagonismo é mantido até hoje pelo banco de desenvolvimento, que surgiu para fornecer recursos para os investimentos das indústrias, principalmente de bens de capital, e para a instalação da infraestrutura nacional de energia e transportes.
“Os recursos do BNDES, por exemplo, irrigaram a nascente e já pujante indústria de geração eólica em mais de R$ 25 bilhões, permitindo que a capacidade instalada saltasse praticamente do zero para mais de 9 gigawatts em pouco mais de dez anos. É igualmente indispensável a atuação do BNDES no financiamento das concessões de rodovias, ferrovias e aeroportos, assim como foi na privatização dos setores siderúrgico, elétrico e de telecomunicações”, observa o relator.
Em relação à Petrobras, Acir Gurgacz ressalta que a estatal, mesmo diante da situação especialmente delicada que enfrenta, é a empresa brasileira que mais investe individualmente - foram mais de US$ 23 bilhões em 2015.
“Grande parte desses investimentos flui para a cadeia produtiva do setor petrolífero, e irriga indústrias que produzem equipamentos com tecnologia de ponta e geram empregos de alta qualidade. Foram justamente esses investimentos as molas propulsoras do renascimento da indústria naval brasileira”, afirma ele em seu relatório.
Proposição:
•          PLS 271/2015
Agência Senado

Comissão de Direitos Humanos do Senado analisa criação da Política Nacional para Doenças Raras

O Senador Romário (PSB-RJ), que foi designado relator do projeto na CDH explicou que o diagnóstico tardio é uma das maiores dificuldades no tratamento
A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) analisa projeto que cria a Política Nacional para Doenças Raras no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
A proposta (PLC 56/2016) define como doença rara aquela que afeta até 65 em cada 100 mil pessoas.
Após análise da CDH seguirá para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
Pelo projeto, a política deverá ser implantada em até três anos, tanto na esfera nacional, como na estadual e na municipal, com o objetivo de estabelecer uma Rede Nacional de Cuidados ao Paciente com Doença Rara. A proposta estabelece as competências de cada um dos entes federativos (municípios, estados e União) na execução da política.
O Ministério da Saúde, de acordo com o projeto, será obrigado a fornecer medicamentos para o tratamento de doenças graves e raras, ainda que eles não constem na relação de remédios disponibilizados gratuitamente pelo SUS.
Atenção básica e especializada
A política será implementada tanto na chamada atenção básica à saúde, quanto na atenção especializada. Na atenção básica (Unidades Básicas de Saúde e Núcleo de Apoio à Saúde da Família), serão identificados os indivíduos com problemas relacionados a anomalias congênitas, erros inatos do metabolismo, doenças geneticamente determinadas e doenças raras não genéticas. A ideia é que os portadores de doenças raras sejam identificados precocemente, no pré-natal ou ainda recém-nascidos, e que recebam o tratamento adequado desde a primeira infância. A política prevê ainda o suporte às famílias dos pacientes com doenças raras.
Já na atenção especializada (Unidades de Atenção Especializada e Reabilitação e centros de referência), serão realizados o acompanhamento especializado multidisciplinar e os demais procedimentos dos casos encaminhados pela atenção básica.
Centros de referência
Conforme o projeto, cada estado deverá estruturar pelo menos um centro de referência, que deve, na medida do possível, aproveitar a estrutura já existente em universidades e hospitais universitários.
A proposta determina ainda que os estabelecimentos de saúde habilitados em apenas um serviço de reabilitação passarão a compor a rede de cuidados à pessoa com doença rara. O objetivo é dar assistências aos pacientes sem tratamento disponível no âmbito do SUS. A ideia é que esses centros possam se articular com a rede do SUS, para acompanhamento compartilhado de casos, quando necessário.
Medicamentos órfãos
A política reconhece o direito de acesso dos pacientes diagnosticados com doenças raras aos cuidados adequados, o que inclui a provisão de medicamentos órfãos (aqueles destinados ao diagnóstico, prevenção e tratamento de doença rara). Pelo texto, a necessidade de utilização desses medicamentos órfãos deverá ser determinada pelos centros de referência do SUS e reavaliada a cada seis meses.
Segundo o projeto, a incorporação do medicamento órfão pelo SUS deverá ser considerada sob o aspecto da relevância clínica, e não sob o aspecto da relação custo-efetividade. A proposta diz ainda que os medicamentos órfãos destinados ao tratamento de doenças raras terão preferência na análise para concessão de registro sanitário junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e estabelece algumas regras para facilitar o registro.
Proposições legislativas
Marcos Oliveira, George Cardim, da Rádio Senado / Agência Senado,  Com informações da Agência Câmara

Instituto Vital Brazil inicia intercâmbio com universidade de Zurique

USP também integra projeto para mapeamento genético de venenos
  
Pesquisadora do instituto manipula cobra coral, primeira espécie a ter o veneno mapeado pela nova técnica - Guilherme Leporace / Agência O Globo


Com o objetivo de melhorar a eficácia dos soros antipeçonhentos que produz, o Instituto Vital Brazil (IVB) iniciou na última semana um intercâmbio com pesquisadores europeus. Na primeira ação do projeto, o cientista alemão Jochen Bick (formado pela Universidade de Jena, Alemanha, e doutor da Universidade Técnica de Zurique — ETH-Zurique), e a professora Paula de Carvalho Papa, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP), ministraram um curso para os pesquisadores do IVB.

O intercâmbio possibilitará aos pesquisadores do instituto o desenvolvimento da técnica transcriptômica. O diretor científico do IVB, Rafael Cisne, explica tratar-se de um processo de mapeamento que possibilitará a identificação de todos os componentes presentes nos venenos das cobras.

— Quando utilizamos essa técnica, atingimos a venômica (identificação de proteínas envolvidas na fisiopatologia de envenenamentos animais), que nos permite saber todas as relações de cada base nitrogenada de um DNA.

Cisne acrescenta que o método é o mais moderno, atualmente:

— A ideia principal é elaborar um mapa do veneno de cada população de serpentes. Isso porque uma mesma espécie pode ter o veneno diferenciado, dependendo, por exemplo, do local onde vive. Por isso, precisamos trabalhar venenos retirados de cobras de todas as regiões do Brasil, pois o soro que produzimos vai para todo país. No Sul, uma serpente tem um veneno diferente de uma serpente do Norte, apesar dede serem da mesma espécie.

Para desenvolver a técnica em Niterói, cerca de 20 colaboradores do IVB participaram do curso “Transcriptômica: análises e validações”, na semana passada. Segundo Cisne, o Instituto Vital Brazil começará a aplicar a técnica em células das glândulas produtoras de veneno de cobras coral, uma das mais peçonhentas.

— É uma serpente bastante comum nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, e que tem um veneno bem forte. Por meio da transcriptômica, vamos obter a venômica das serpentes e melhorar ainda mais a composição dos soros — explica.

Ainda de acordo com Cisne, o intercâmbio com a universidade de Zurique e a USP permitirá ao Vital Brazil adquirir o conhecimento essencial para desvendar mais rapidamente o mapeamento genético de venenos.

— O Instituto está discutindo uma parceria bilateral com a Universidade de Zurique. Esse expediente visa ao aperfeiçoamento técnico da equipe de pesquisadores do Vital Brazil. Ainda assim, é uma pesquisa de longo prazo — pondera.

Atualmente, o Instituto Vital Brazil produz vacinas contra tétano e raiva e soros antipeçonhentos, usados no tratamento de acidentes com cobras, aranhas e escorpiões

O Globo, por LEONARDO SODRÉ

'País envelheceu. E serviços de saúde não se prepararam', diz presidente da ANS

Presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), José Carlos Abrahão, defende planos de saúde acessíveis, mas mantendo direitos.

Novos modelos precisam rever remuneração dos serviços, discutir se é viável incluir novas tecnologias e privilegiar a prevenção Como o setor de saúde suplementar vem enfrentando a crise?
Quando você tem um sistema financeiro com dificuldade, diminuem os investimentos na saúde. E na saúde, você não gasta, investe. Este é um conceito que temos que ter. Perdemos 1,7 milhão de vidas, sem contar o downgrade nos planos. Os planos se queixam dos custos. A saúde tem custos dados pela inovação tecnológica, de desenvolvimento de materiais, medicamentos, processos que são acumulativos. Um exemplo são os serviços de imagens: tem raios X, tomografia, ressonância, pet scan, e um não substituiu o outro. E o custo não é só do exame, é de equipamento e formação dos profissionais. Precisamos ter a coragem de discutir essa inclusão de tecnologia. Temos ainda uma ferida, que são as fraudes. Não só as de órteses e próteses, mas as de uso inadequado do sistema.

Para reduzir custo, será preciso rever o modelo de remuneração?
O modelo chamado fee for service (pagamento por serviços) está desgastado. A gente vai ter que trabalhar com remuneração pautada no resultado. E isso implica trabalhar na formação do médico, das equipes multidisciplinares, discutir protocolos e diretrizes clínicas. 

Resultado em saúde se traduz em qualidade, menos internação?
Existe um indicador importante hoje, que é qualidade de vida. Em vez de tratar a doença, estimular a atividade física, melhorar a alimentação, isso tudo vai interferir na saúde. O Brasil é muito grande, e já há operadoras de autogestão com usuários centenários. Nesse novo cenário, não oferecem mais só assistência médica, mas um conjunto de ações de prevenção, de promoção de saúde. A gestão é imprescindível e deve acompanhar a demanda da sociedade. O usuário está envelhecendo... Quando a saúde suplementar teve início no país, o brasileiro tinha uma sobrevida de, no máximo, 65 anos, num cenário de doença infectocontagiosa. Hoje, é de 80, 85 anos, e o perfil das doenças passou a ser degenerativo, um cuidado mais caro. Estamos ficando mais velhos, e os serviços de saúde não se prepararam.

É possível, neste cenário, reduzir custos sem prejudicar o atendimento?
Sim. Há desperdício, muitas ações em duplicidade. O sistema de saúde brasileiro deve integrar o público e o privado. Isso poderia ser feito por registro eletrônico, via cartão, com o qual se acessaria o histórico do paciente, o prontuário com todos os exames e procedimentos que fez. Essa ferramenta vai trazer grandes benefícios.

E a privacidade?
Juridicamente, o prontuário pertence à própria pessoa. E uma das funções dos conselhos médicos é zelar pela integridade dos dados. Houve uma preocupação de que, com essa troca de informações, pudessem ser quebrados os sigilos médicos. Mas, em termos de controle epidemiológico, o Ministério da Saúde e o órgão regulador têm que saber desses dados.

Há uma pressão para desregulamentar o setor?
A missão do órgão regulador é dar segurança jurídica para promover sustentabilidade, dar garantia de perenidade, para que o consumidor tenha a segurança de receber o que contratou. Acho que avançamos muito. Realizamos mais de 750 milhões de exames; mais de 200 milhões de consultas por ano. A regulação tem que existir de forma equilibrada, ser dialogada e construída com o setor. Não adianta impor.

Mas, se você deixar o setor sem regulação, o que vamos proporcionar de garantia?
Como médico, cidadão e paciente, acho que precisamos ainda evoluir muito, para ter equilíbrio e segurança jurídica. Há alto nível de judicialização no setor.

Qual a sua avaliação?
O Estado democrático de direito, que permite ao consumidor ter a judicialização como defesa, é muito importante. O que precisamos trabalhar é a judicialização que leva a um desequilíbrio do sistema. O Ministério da Saúde está mensurando os valores da judicialização, já se fala em mais de R$ 1 bilhão. Só se reduz a judicialização discutindo com os players para entender o que leva a isso.

Os planos individuais, com reajuste controlado, praticamente sumiram. O que a ANS pode fazer?
O órgão tem feito várias ações para estimular planos individuais. As operadoras falam que o problema é o controle do reajuste, não é. Temos aperfeiçoado os cálculos para torná-los mais realistas. As operadoras estão vendo que esse é um nicho de mercado, e já há empresas trabalhando nisso.

Ainda sofremos com a crise da Unimed-Rio, referência em planos individuais. Há recuperação?
Não entrarei no braço político. Recebi representantes de várias correntes da cooperativa, e disse a eles que precisam se entender. Nenhuma empresa suporta uma briga societária. Houve desenquadramento econômico-financeiro, e implementamos a direção fiscal. A parte assistencial tem sido acompanhada com lupa. Mas, nesse novo ciclo, eles saíram do monitoramento, reduziram o número de demandas. Todos estão fazendo um grande esforço, ninguém quer que quebre. Eles terão uma assembleia na terça-feira, para a chamada de aporte econômico, que será decisiva. Nossa esperança é que o conjunto de ações proposto pela nova direção promova o reequilíbrio da empresa. A Unimed-Rio tem dificuldades, mas é uma empresa viável. E importante, não só para o sistema Unimed, mas para a saúde suplementar como um todo.

E o projeto do plano popular?
Essa foi uma demanda trazida pelo Ministro da Saúde, preocupado com o momento econômico e a perda do número de beneficiários da saúde suplementar. Ele gostaria que o setor oferecesse um produto mais acessível. Já foi discutido o rol de cobertura, o Ministro sabe da judicialização, dos cuidados que se deve ter. Qualquer diminuição de cobertura passaria por mudança regulatória. Como cidadãos, gostaríamos de ter um plano mais econômico, mas mantendo o direito adquirido. O fato é que todo mundo está se sacudindo, procurando alternativas. Isso propicia às empresas criatividade para promover produtos com custos melhores.

Como vê o interesse de empresas estrangeiras de investir no setor?
Em um mercado no qual há ingresso de capital estrangeiro, mais recursos tornam-se disponíveis para investimento e desenvolvimento, além de transferência de tecnologia e experiência de gestão. A vinda de outras cabeças pode arejar a gestão de algumas empresas.

Como o consumidor pode ajudar na melhoria do sistema?
A razão da nossa existência é o paciente. A definição dele pelo Código de Defesa do Consumidor é o consumidor. Da mesma forma que ele tem de ser emponderado, é a informação que ele nos encaminha que empodera a ANS. E temos obrigação de garantir a ele o que contratou.

‘O País envelheceu. E serviços de saúde não se prepararam’, diz presidente da ANS


sábado, 24 de setembro de 2016

Projeto exige que hospitais informem à polícia ocorrência de aborto

Rômulo Gouveia afirma que a medida pode dar a visibilidade devida ao número de casos de aborto no País

Os estabelecimentos de saúde, públicos ou privados, poderão ser obrigados a notificar à polícia a ocorrência de aborto ou sua tentativa. É o que determina o Projeto de Lei 4880/16, do deputado Rômulo Gouveia (PSD-PB), em tramitação na Câmara dos Deputados. A proposta altera o Estatuto da Criança (Lei 8.069/90).

O objetivo, segundo Gouveia, é combater a subnotificação de abortos no País. Ele lembra que atualmente não existe um levantamento estatístico amplo sobre as ocorrências de interrupções de gravidez.

“Ao estabelecermos, portanto, a notificação compulsória pelos serviços de saúde, acreditamos que podemos dar a visibilidade que o fenômeno exige e abrir a porta para a devida responsabilização daqueles que cometem essa hedionda atrocidade”, afirma o deputado.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo nas comissões de Seguridade Social e Família; e Constituição e Justiça e de Cidadania.


ÍNTEGRA DA PROPOSTA:
Reportagem - Janary Júnior, Edição - Alexandre Pôrto
Agência Câmara Notícias

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