Destaques

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

US FDA finalizes combination drug/device product guidance

The US FDA has finalized its guidelines on cGMP and quality system compliance for drug and delivery device combination products.

The guidance – entitled ‘Current Good Manufacturing Practice (cGMP) Requirements for Combination Products’ – was published in the Federal Register this week, two years after the US Food and Drug Administration (FDA) invited industry to comment on a draft.

The (attached) offers drug and device makers guidelines on how to implement the FDA regulation of 2013 on combination products – defined as a product composed of two or more different types of medical products, i.e. a drug, device, and/or biological product with one another – and clarifies “that the cGMP requirements that apply to each of the constituent parts apply to the combination product they constitute.”

The Agency gives guidelines on the responsibilities of specific manufacturers and facilities, and how compliance should be coordinated across sites.

“A facility that manufacturers a constituent part of a combination product or a complete combination product must be compliant with the CGMP requirements applicable to each manufacturing process that occurs at that specific facility,” the document says.

In fitting with other FDA guidance, responsibility lies with the marketing authorization holder across all components of the manufacture, whether or not a third-party is involved.

The Agency adds: “A facility that manufactures only a finished device intended to be a constituent part of a combination must comply only with the device QS [quality system] regulation. Similarly, a facility that manufactures only a drug intended to be a constituent part of a combination product must comply only with the drug cGMPs.”

But even if a facility is manufacturing only one type of constituent part for a combination product, the Agency says the cGMP operating system should take into account considerations for the combination product as a whole, where appropriate.

“Before changes are made to the manufacturing process of a constituent part, the cGMP operating system should ensure consideration of whether such changes could affect performance and/or interaction with the other constituent part(s) and, if so, whether the safety and effectiveness of the combination product could be impacted.”

Each manufacturing facility must also have documentation specifying its respective responsibilities, the FDA says, and the manufacturer of the finished combination product should have access to this documentation.

By Dan Stanton

Anexo:



MIRNA POLIANA FURTADO DE OLIVEIRA MARTINS como representante do Ministério da Saúde junto ao Conselho Deliberativo da Farmacopeia Brasileira

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA

PORTARIA Nº 33, DE 13 DE JANEIRO DE 2017
O Diretor-Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da atribuição que lhe confere o art. 47, IX, aliado ao art. 54, III, §3º do Regimento Interno aprovado nos termos do Anexo I da Resolução da Diretoria Colegiada - RDC n° 61, de 3 de fevereiro de 2016, e aos arts. 7º, 8º e 9º do Regimento Interno da Comissão da Farmacopeia Brasileira, aprovado nos termos da Portaria n° 452, de 25 de fevereiro de 2013,
resolve:
Art. 1º Designar MIRNA POLIANA FURTADO DE OLIVEIRA MARTINS como representante do Ministério da Saúde junto ao Conselho Deliberativo da Farmacopeia Brasileira.
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
JARBAS BARBOSA DA SILVA JR.



DOENÇA MISTERIOSA, já atingiu 52 pessoas com duas mortes, na Bahia

A Secretaria de Estado da Saúde da Bahia informou que até agora foram 52 casos da doença registrados com duas mortes confirmadas.

Exames estão sendo feitos em laboratórios da Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e do exterior para tentar identificar o a causa da doença.

Os sintomas mais frequentes dos pacientes observados nos casos da Bahia desde dezembro são: dores musculares principalmente na região cervical, membros inferiores e superiores, urina com uma cor diferente e alteração nas funções dos rins.

Segundo informações do G1, as notificações ocorreram até o dia 10 de janeiro.

Já as amostras de peixe estão sendo encaminhadas pelo Ministério da Saúde aos Estados Unidos. A síndrome, que iniciou na Bahia atingindo 52 pessoas, pode ter chegado ao Ceará. Entretanto, as investigações caminham também em outra direção: há a suspeita sobre peixes consumidos na região.

O uso de anti-inflamatórios não é recomendado, para que não haja sobrecarga renal. A média de idade dos pacientes foi de 42 anos, variando de oito a 77 anos. O quadro que o levou a morte, a princípio seria de mialgia aguda, porém o laudo fica em aberto, "a esclarecer", por não haver ainda informações sobre as causas do quadro que o levou a óbito.

Segundo a nota técnica da Secretaria de Saúde da Bahia, os três casos no Ceará estão sendo investigados com realização de coleta de amostras dos pacientes para diagnóstico laboratorial.

A pessoa morreu em Salvador, da doença misteriosa, após sintomas, que provocam intensas dores musculares e deixa a urina com cor escura, praticamente preta.

Em passagem pelo Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza, na tarde desta quinta-feira, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, ressaltou que todos os casos estão sendo acompanhados e que na Bahia não houve mais registros


By Beatriz Venâncio



PRÓSTATA - técnica cirúrgica experimental é INVESTIGADA EM PORTUGAL PELO CONSELHO DE MEDICINA

O médico João Martins Pisco e um doente sueco que operou esta semana

Procedimento para doença da próstata custa €4450 e é feito no privado há oito anos. Doentes vêm de todo o mundo

Mais de mil doentes, a maioria estrangeiros, foram operados à próstata em Portugal com uma técnica que os urologistas garantem não estar testada cientificamente. O médico responsável pelo procedimento opera num hospital privado no centro de Lisboa desde 2009 e está a ser alvo de processos pela Ordem dos Médicos (OM). 

Gustavsson tem 66 anos, é sueco e esta quinta-feira submeteu-se à contestada cirurgia. Com uma hiperplasia benigna da próstata, um tumor não maligno, teria de esperar três meses para ter acesso a tratamento na Suécia. Um clínico brasileiro amigo sugeriu-lhe o médico em Lisboa e o economista veio.

“Fui à unidade local de saúde, onde todos trataram bem de mim”, conta. O problema exigia, no entanto, a intervenção de um urologista e uma cirurgia. E foi reencaminhado para o hospital. “Fui tratado — entretanto desenvolvera uma infeção — e informado que teria de ser operado, fazer uma prostatectomia clássica”, explica. Além das sequelas possíveis, incontinência e impotência como as mais frequentes, a intervenção não poderia ser para breve. “Teria de esperar três meses e decidi procurar outra solução.” Se nada fizesse, continuaria algaliado por mais 90 dias. A viagem até Lisboa foi muito mais rápida.

Ir a outro país para ser operado não o assustou. “Tinha de ser, porque na Suécia há muitos problemas no sistema de Saúde. Os médicos de família estão sempre a mudar, nunca temos o mesmo clínico, e na Urgência é preciso esperar oito a dez horas.”

Gustavsson foi operado na quinta-feira na unidade hospitalar privada no centro da capital onde está a ser utilizada a técnica sob suspeita da OM. “Foi com anestesia local, demorou 20 minutos, não tive dores e sinto-me perfeito, apenas um pouco cansado”, contou ontem de manhã. “É um tratamento fabuloso e que devia ser divulgado.” Teve alta ainda ontem e passou por Lisboa antes de regressar a casa.

A contestada intervenção foi criada pelo médico João Martins Pisco para tratar casos de aumento benigno da próstata. “O meu irmão morreu em 2007, com 64 anos, depois de ter sido operado no Pulido Valente, onde eu trabalhava. Ficou incontinente após a operação, teve de tomar medicação para aumentar o tónus (para a uretra contrair mais e reter a urina na bexiga) e acabou por ter um enfarte. Decidi inventar uma nova técnica, que utilizo desde 2009”, explica o médico, radiologista de intervenção.

O procedimento (ver caixa), de embolização das artérias prostáticas, “é muito simples”, garante.

“Com a operação comum há anestesia geral, a barriga é aberta para reduzir a próstata e a uretra é alargada e com a minha técnica só é precisa anestesia local e um cateter para introduzir partículas que vão entupir as artérias da próstata, levando à sua diminuição e fazendo o doente melhorar”, descreve. Os urologistas criticam, afirmando que a intervenção não foi submetida ao escrutínio científico.

DOIS PROCESSOS ARQUIVADOS

O médico já foi alvo de dois processos pela OM, um deles chegou a tribunal, e está sob inquérito para eventual processo disciplinar. Além da prática clínica está também em causa a deontologia e a ética da sua atuação. “Qualquer técnica tem que ser validada e objeto de estudo, o que não aconteceu até agora”, afirma o presidente da Associação Portuguesa de Urologia, Arnaldo Figueiredo.

O especialista explica que o Colégio de Urologia da OM já emitiu um parecer técnico sobre a ausência de evidência científica da técnica de Martins Pisco e “está a ser concluído um parecer ético”. Fonte da OM adiantou ao Expresso que “sob suspeita está o facto de a intervenção ser apresentada como já tendo sido testada, sem informar os doentes que estão a ser alvo de uma experiência”.

O radiologista garante que os doentes sabem ao que vêm. “Digo sempre que é um processo experimental do qual tenho bons resultados, porque não há complicações graves como na prostatectomia (90% com impotência e mais de 50% com incontinência) e que em 10% a 15% dos casos não há melhoras, mas também ninguém fica pior.” João Martins Pisco revela que “os dois processos da OM foram arquivados” e justifica as críticas como “a animosidade de quem percebe que a técnica é boa”.

O procedimento custa perto de 4500 euros e já foi realizado em 1161 doentes de mais de 80 nacionalidades e formados dezenas de médicos estrangeiros, que vêm a Lisboa aprender com o médico português. “Os urologistas portugueses são os únicos a nível mundial que não aceitam a técnica. Sou reconhecido em todo o mundo, exceto em Portugal.”

VERA LÚCIA ARREIGOSO, TIAGO MIRANDA


MEDICINA TRADICIONAL CHINESA, TERAPIA COMUNITÁRIA, DANÇA CIRCULAR/BIODANÇA, YOGA, OFICINA DE MASSAGEM - MS/SAS atualiza Tabela de Procedimentos da PNPIC

SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE

PORTARIA Nº 145, DE 11 DE JANEIRO DE 2017
Altera procedimentos na Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais do SUS para atendimento na Atenção Básica.

O Secretário de Atenção à Saúde, no uso de suas atribuições, e Considerando a Portaria nº 971/GM/MS, de 03 de maio de 2006, que aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde;

Considerando a necessidade de acompanhamento e atualização da Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais do Sistema Único de Saúde (SUS), resolve:

Art. 1º Ficam excluídos na Tabela Medicamentos, Procedimentos e OPM SUS no Grupo 01 - Ações de Promoção e Prevenção em Saúde, Subgrupo 01 - Ações Coletivas / Individuais em Saúde na Forma de Organização (FO) 01- Educação em Saúde, os seguintes procedimentos:
01.01.01.004-4- Praticas Corporais em Medicina Tradicional Chinesa;
01.01.01.005-2 - Terapia Comunitária;
01.01.01.006-0 - Dança Circular/Biodança;
01.01.01.007-9 - Yoga;
01.01.01.008-7 - Oficina de Massagem/Automassagem;

Art. 2º Ficam excluídos na Tabela de Procedimentos SUS no Grupo 03 - Procedimentos Clínicos, Subgrupo 01 - Consulta/Atendimento/Acompanhamento, na FO 04 - Outros Atendimentos Realizados por Profissionais de Nível Superior, os seguintes procedimentos:
03.01.04.010-9 - Sessão de Auriculoterapia
01.01.04.011-7 - Sessão de Massoterapia
01.01.04.012-5 - Orientação de Tratamento Termal/Crenoterápico

Art. 3° Fica incluída a Forma de Organização (FO) 05-Praticas Integrativas/Complementares no Grupo 01 - Ações de promoção e Prevenção em Saúde, Subgrupo 01 - Ações Coletivas/Individuas em Saúde;

Art. 4° Ficam incluídos os procedimentos na Forma de Organização (FO) 05- Praticas Integrativas / Complementar do Grupo 01
- Ações de promoção e Prevenção em Saúde, no Subgrupo 01 – Ações Coletivas/Individuas em Saúde com os seguintes códigos e respectivos códigos de origem:
Procedimentos                                                               Código de Origem
01.01.05.001-1 - Praticas Corporais em Medicina Tradicional Chinesa     01.01.01.004-4
01.01.05.002-1 - Terapia Comunitária                                                                   01.01.01.005-2
01.01.05.003-8 - Dança Circular/Biodança                                                           01.01.01.006-0
01.01.05.004-6 - Yoga                                                                                                  01.01.01.007-9
01.01.05.005-4 Oficina de Massagem/Automassagem                                  01.01.01.008-7

Art. 5º Fica alterado na Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS o nome do procedimento 03.01.04.012-5 - Orientação de Tratamento Termal/Crenoterápico para Tratamento Termal/Crenoterápico.

Procedimentos                                                                                               Código de Origem
03.09.05.004-9 Sessão de Auriculoterapia;                                          03.01.04.010-9
03.09.05.005-7 Sessão de Massoterapia;                                             03.01.04.011-7
03.09.05.006-5 TratamentoTermal/Crenoterápico                          03.01.04.012-5

Art. 7º Ficam incluídos na Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS os procedimentos conforme anexo.

Art. 8º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos operacionais a partir da competência seguinte à sua publicação.
FRANCISCO DE ASSIS FIGUEIREDO



Casos de caxumba dobram em Minas Gerais

O número de casos de caxumba em Belo Horizonte e em Minas Gerais praticamente dobrou de 2015 para 2016, apesar de as duas doses da vacina contra a doença constarem no Calendário Nacional de Vacinação. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de BH (SMS), as notificações de caxumba foram de 289, em 2015,para 572 em 2016. Em Minas Gerais, segundo o governo do Estado, foram 1.369 casos registrados em 2015, e 2.772, no ano passado. 

Janaína Fonseca Almeida, diretora de vigilância epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde (SES), afirma que a principal hipótese para o aumento da incidência da doença é uma falha vacinal secundária, um termo técnico usado para quando pessoas adquirem uma doença contra a qual haviam sido imunizadas. Ou seja, a caxumba estaria atingindo também indivíduos que receberam as duas doses da vacina. 

Ela diz que a tendência é que a imunidade dos vacinados diminua com o passar dos anos. Mesmo assim, a vacina ainda é a melhor política pública de prevenção à caxumba. Tanto que pode ser aplicada em adultos e adolescentes que tenham contato com casos de surtos. 

“Se houver mais de três casos em um mesmo ambiente, trabalhamos com vacinas de bloqueio. As pessoas que têm contato com os infectados recebem a dose da vacina conforme seus cartões de vacina”, afirma Janaína Fonseca. 

Imunização
De acordo com o Ministério da Saúde, a eficácia da vacina é de 98% no primeiros anos de vida dos indivíduos e diminui com o passar do tempo. A melhor estimativa da eficácia da vacina para caxumba em crianças e adolescentes é de 64% a 66% para uma dose, e de 83% a 88% para duas doses. As outras duas doenças combatidas pela Tríplice Viral, sarampo e rubéola, possuem uma proteção de 95% em duas doses. A Tetra Viral também combate a varicela. 

Mesmo que a vacina não apresente uma eficácia alta contra a caxumba, há um consenso no poder público de que não existe a necessidade de uma terceira dose ou de campanhas de vacinação. Isso foi atestado tanto pelo Ministério da Saúde, quanto pela Bio-Manguinhos (braço da Fiocruz dedicado a vacinas), fabricante da Tríplice Viral. 

Diagnóstico
Febre foi o primeiro sinal de que algo não ia bem com Heitor Coutinho, de 6 anos. Depois veio a dor e um “caroço” no pescoço, bem junto à orelha.[/TEXTO] O diagnóstico clínico de caxumba foi feito no dia seguinte. “O médico falou que os sintomas poderiam ser mais brandos por causa da vacina”, conta a mãe do garoto, Leila Coutinho. Heitor seguiu a recomendação de repouso e os sintomas desapareceram aos poucos.

A jornalista Ana Amélia Hamdan ficou assustada quando o filho Pedro, de 17 anos, foi diagnosticado com a doença. “Estranhei porque ele já havia sido vacinado. Ele ficou muito indisposto, reclamou de dor, especialmente para comer. Como foi no final do ano, acabou perdendo as provas finais”, lembra. 

De acordo com o infectologista Estevão Urbano, além da falha vacinal secundária, podem existir outros fatores para o aumento de casos da doença.

“É possível que exista melhora no número de notificações. Também tem que se levar em conta a globalização, com um maior número de pessoas circulando pelos países e facilitando contágio de doenças infecto-contagiosas”, afirma o especialista.

Para ele, é fundamental uma política pública de valorização das notificações para que se possa fazer uma análise mais criteriosa do crescimento de casos. Segundo o Ministério da Saúde, a caxumba não é uma doença de notificação automática. 

Doença provoca custo social quando acomete adultos
A vacina Tríplice Viral entrou para o calendário básico de vacinação em crianças em 1996, e a segunda dose, em 2006. Ou seja, a maioria das pessoas com mais de 21 anos não foi imunizada contra a caxumba. O ideal, segundo o Ministério da Saúde, seria imunizar todos com idade até 29 anos. 

O empresário Leonardo Moraes, de 45 anos, foi infectado com o vírus no ano passado. “Foi muito doloroso, e eu não consegui fazer absolutamente nada nesse período. Só fui me recuperar após duas semanas. Vi que alguns amigos também tiveram a doença, mas nem todos com sintomas tão fortes”, diz.

De acordo com o infectologista Carlos Starling, no ano passado houve um crescimento no número de adultos com a doença no consultório. “A caxumba é extremamente transmissível. Esse aumento de casos não aconteceu somente no Brasil, mas também na Europa”, diz o médico, que recomenda uma dose de reforço em adolescentes, oferecida na rede particular (R$ 120). 

“É uma doença que preocupa bastante porque provoca uma morbidade muito grande. A pessoa fica muito tempo afastada da escola ou do trabalho, sem poder fazer esforço físico. Isso gera um custo social”, afirma Starling. Nos adultos, a caxumba pode provocar encefalite, meningite, pancreatite e orquite (inflamação dos testículos). 

Adolescentes
A pediatra Andrea Chaimowicz explica que a maior incidência de casos tem sido entre adolescentes, especialmente por ser uma faixa etária que circula por vários ambientes. “O contágio acontece especialmente na escola. Nos meses de setembro a novembro, houve surtos em algumas instituições. Mas não é um quadro assustador, pois não é uma doença grave”. 

Editoria de Arte , Imagem: Bernardo Portella - Ascom / Bio-Manguinhos

Fonte: Hoje em Dia


Transmissor da doença de Chagas é achado em área urbana no ES

O barbeiro, transmissor da Doença de Chagas, foi encontrado em casas do bairro Serra-Sede, na Serra, Grande Vitória, neste mês de janeiro. A Doença de Chagas (DC) é causada pelo protozoário flagelado Trypanosoma cruzi. Na ocorrência da doença, observam-se duas fases clínicas: uma aguda, que pode ou não ser identificada, podendo evoluir para uma fase crônica caso não seja tratada com medicação específica.

O cortador de tecidos Vilson Rais ficou assustado quando viu o inseto no quintal do lugar onde mora. “Em três meses, eu achei 10 besouros. Achei dentro da casa da cachorra e, lá atrás, já achei seis bem grandes. Já fiquei assustado, porque eu pesquisei na internet e vi que era mesmo o barbeiro”, disse.

O cegonheiro Sidney dos Santos estava viajando, quando recebeu ligações da mulher dizendo que havia besouros na casa deles.

“Quando eu cheguei de viagem, que eu fui ver, era o barbeiro. Aí falei: 'cuidado com isso aí, porque, pelo que eu sei, quando ele morde, começa a inchar o coração'. Eu tenho um colega que, hoje, está em cima da cama por causa disso”, falou.

A doença de Chagas não tem cura e, se a pessoa não se tratar a tempo, pode morrer. Por isso, a Prefeitura da Serra já ligou o sinal de alerta.

 Confira a reportagem da TV Gazeta aqui

 “Imediatamente, liga o alerta e tem que ser feita uma ação de controle do vetor aqui, com aplicação de inseticida, e tem que ser feito um inquérito epidemiológico para avaliar se os moradores dessa residência ou do entorno se contaminaram ou não”, explicou o biólogo Joelson Simões.

A equipe da Prefeitura da Serra fez uma vistoria na casa de Vilson, olhou a casa dos cachorros, mas nada foi encontrado. “Esses são animais que gostam de clima úmido e quente. Nós acabamos de sair de um período de chuva prolongado e, além dessa chuva, agora tem o sol. Essa é a época ideal para que esses animais se proliferem, se reproduzam, se alimentem”, disse Simões.

O biólogo disse que nem todo barbeiro está infectado com a doença de Chagas, mas explicou o que pode acontecer se o bicho estiver e picar alguém.

“Se a pessoa adquirir a doença, vai ter que iniciar um tratamento com medicação para eliminar. Não só a pessoa, como todos os moradores da residência e do entorno estão com grande possibilidade de estar contaminados”, afirmou.

A orientação da prefeitura é capturar o bicho e levá-lo com vida para o Centro de Controle de Zoonoses, com muito cuidado. 

Fonte: TV Gazeta


INPI divulga estatísticas relativas a 2016 - Instituto Nacional da Propriedade Industrial

O INPI publicou o Boletim Mensal de Propriedade Industrial com as estatísticas referentes ao mês de dezembro e a consolidação dos dados de 2016.

No mês de dezembro, foram depositados 2.814 pedidos de patentes, 13.514 de marcas, 462 de desenhos industriais, 189 de programas de computador e 124 de contratos de tecnologia. Os depósitos foram maiores que no mês anterior no caso de patentes (4,1%), programas de computador (1,6%) e contratos de tecnologia (51,2%). Já os depósitos de marcas e de desenhos industriais sofreram retração no mesmo período, em 2,5% e 23,1%, respectivamente.

No ano de 2016, os pedidos de patentes atingiram 31.020 e apresentaram queda de 6,1% em relação aos 33.043 de 2015. Também apresentaram queda os depósitos de desenho industrial e as solicitações de averbações de contratos. No caso de desenho industrial, os depósitos atingiram 6.027 em 2016, com queda de 0,2% em relação aos 6.039 de 2015. Em relação às averbações de contratos, foram 1.027 solicitações em 2016, frente a 1.400 em 2015, indicando queda significativa (26,6%).

Os depósitos de marcas e de programas de computador apresentaram aumento em 2016. No caso de marcas, foram feitos 166.368 depósitos em 2016, frente a 158.709 em 2015, um aumento de 4,8%. Já os depósitos de programas de computador atingiram 1.802 em 2016, frente a 1.616 em 2015, apresentando aumento de 11,5%. 

Cabe ressaltar que os pedidos solicitados de forma eletrônica no INPI vêm ganhando maior predominância, com percentuais acima de 90% em todas as modalidades nas quais é oferecida. Em dezembro de 2016, corresponderam a 91% em patentes, 95% em desenhos industriais, 97% em contratos de tecnologia e 99% em marcas.

Com relação às decisões do Instituto, em dezembro de 2016 foi feita a concessão de 498 patentes e o registro de 9.067 marcas, 288 desenhos industriais e 254 programas de computador, além da averbação de 78 contratos de tecnologia. No acumulado de janeiro a dezembro de 2016, 4.171 patentes foram concedidas, 99.938 marcas, 6.972 desenhos industriais e 2.492 programas de computador foram registrados, e 1.245 contratos de tecnologia foram averbados.

Outras informações, como a distribuição dos depósitos por países e os gráficos com a evolução das principais decisões nos últimos anos, também estão disponíveis no Boletim Mensal de Propriedade Industrial produzido pela Assessoria de Assuntos Econômicos do INPI.

Para ver a última edição na íntegra acesse os dados.
As estatísticas completas podem ser acessadas nesta página. 


Fonte: David Castillo Dominici / Freedigitalphotos.net



Agência Alemã de Energia lança prêmio "Start Up Energy Transition"

A Agência Alemã de Energia (dena) lançou, em dezembro passado, a premiação internacional "Start Up Energy Transition". Podem participar start-ups e as empresas com até cinco anos de criação de todo o mundo, com exceção de uma das categorias (cleantech), que aceita empresas com 10 anos. As inscrições devem ser realizadas no site www.startup-energy-transition.com , em inglês, até 31 de janeiro de 2017.

A competição internacional é uma iniciativa da Agência Alemã de Energia (dena), que reúne mais de 70 parceiros de mais de 25 países e continua crescendo. A rede da "Start Up Energy" inclui hubs de tecnologia, investidores, aceleradores, agências de desenvolvimento e embaixadores de renome. A premiação conta com 5 categorias e 1 prêmio especial: Urban Energy Transition, Mobility meets Energy Transition, Cleantech against Climate Change, Platforms and Communities, Future Production & Manufacturing, e o prêmio especial: Sustainable Energy for All - Start Up SDG 7.

As três finalistas de cada categoria irão participar, com todas as despesas pagas, do "Start Up Energy Transition Tech Festival" que acontecerá em Berlin em 20 de março de 2017, quando se apresentarão para o júri internacional. Todos os 18 classificados receberão "coaching" em Berlim, encontrarão os profissionais que indicaram para fazer "matching" e os seis ganhadores ainda levam prêmio em dinheiro. Os valores ainda serão definidos, à medida que mais patrocinadores participem do evento.

O objetivo da iniciativa é unir empresas pioneiras em transição energética e estabelecer uma rede internacional de empresas inovadoras, start-ups e organizações sustentáveis no setor. "Apenas podemos fazer da transição energética e da proteção climática um sucesso mundial com a ajuda da inovação", diz Andreas Kuhlmann, diretor executivo da Dena.

Sobre o Start Up Energy Transition
Mais de 70 parceiros de cooperação de mais de 25 países apoiam o projeto, incluindo a Agência Internacional de Energia (AIE), a aliança de renome internacional Rocky Mountain Institute / Carbon War Room, o High-Tech Start-Up Fund (HTGF) , a incubadora internacional Hub: raum, a Climate-KIC, a KIC InnoEnergy, a European Climate Foundation (ECF), bem como importantes associações e organizações industriais alemãs de todo o mundo. Os principais parceiros da iniciativa incluem as Câmaras de Comércio Alemãs no Exterior (AHK), a Sociedade Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), o Instituto Borderstep para a Inovação e Sustentabilidade, o Grupo KfW e a Deutsche Welle.

Sobre a dena
Dena é o centro de especialização da Alemanha em eficiência energética, fontes de energia renováveis e sistemas energéticos inteligentes. A agência apoia a implementação da transição energética na política, na indústria e na sociedade. Ela considera o sistema energético de forma integrada e promove a geração e o uso de energia de forma eficiente, segura e economicamente viável, tanto a nível nacional como internacional. Os acionistas da Dena são a República Federal da Alemanha, o Grupo KfW, a Allianz SE, o Deutsche Bank AG ea DZ BANK AG.

Finep


FISSURAS LABIOPALATINAS serão tratadas pela "Operação Sorriso" apoiado pelo BNDES, em Mossoró - RN, R$ 1,5 Milhão em aproximadamente 200 cirurgias

Projeto apoiado pelo BNDES viabiliza cirurgias labiais em crianças e adolescentes do RN

Operação Sorriso é conduzida pela Voltalia/Copel com financiamento de R$ 1,5 milhão da Linha de Investimentos Sociais de Empresas do BNDES.  Próxima edição do projeto, entre os dias 16 e 21 deste mês, em Mossoró, realizará 60 cirurgias gratuitas em pacientes com fissuras labiopalatinas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) concedeu financiamento de R$ 3,0 milhões da Linha de Investimentos Sociais de Empresas (Linha ISE) à empresa de geração eólica São Miguel do Gostoso (parceria Voltalia S.A./Copel). Metade dos recursos (R$ 1,5 milhão) será investido na realização de cerca de 200 cirurgias gratuitas em crianças e adolescentes com fissuras labiopalatinas, em Natal e Mossoró, no Rio Grande do Norte, em parceria com a ONG Operação Sorriso Brasil.

A Linha ISE apoia a implantação, expansão e consolidação de projetos sociais em comunidades no entorno de projetos apoiados pelo BNDES nas áreas de infraestrutura e indústria. O apoio da linha geralmente corresponde a 0,5% do valor financiado em cada empreendimento.

Chegando à sua segunda etapa em Mossoró, a Operação Sorriso realizará, entre os dias 16 e 21 de janeiro, cerca de 60 novas cirurgias gratuitas, com apoio de uma equipe de voluntários, da prefeitura municipal e do governo do estado. Em agosto de 2016, Mossoró já havia recebido a primeira etapa do programa humanitário, quando foram realizadas 936 consultas e 68 procedimentos cirúrgicos de fissuras labiopalatinas e deformidades faciais.

Entre maio de 2014 e dezembro de 2015, foram contratadas 3 operações de financiamento entre o BNDES e a Voltalia S.A./Copel, no valor de aproximadamente R$ 865 milhões para a implantação de 11 parques eólicos, totalizando 291 MW instalados, além de investimentos na linha de transmissão associada dos empreendimentos.


HEPATITES VIRAIS - OPAS divulga o primeiro relatório sobre o tema no Continente Americano

O primeiro relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) sobre as hepatites virais revela a enorme escala dessa epidemia silenciosa no continente americano e advoga por uma resposta organizada nos países da região com o objetivo de prevenir, detectar e tratar as pessoas que necessitam de cuidado. O novo relatório “Las hepatitis B y C bajo la lupa. La respuesta de salud pública en la Región de las Américas 2016” estima que cerca de 2,8 milhões de pessoas apresentam infecção crônica pelo vírus da hepatite B e cerca de 7,2 milhões pela hepatite C. 

Dessas, 3 em cada 4 desconhecem que têm a infecção, o que pode levar a cirrose, câncer de fígado e até a morte se não for tratada a tempo.

“A hepatite é uma epidemia silenciosa, porque as pessoas que sofrem dela não apresentam sintomas até que haja danos ao fígado”, Massimo Ghidinelli, chefe da unidade de HIV, Hepatite, Tuberculose e Infecções Sexualmente Transmissíveis da OPAS/OMS. “Com este informe, começamos a tornar visível a situação da doença na região e aportamos uma ferramenta para que os países possam tomar decisões informadas que orientem suas políticas nesse tema, sobretudo hoje que existem intervenções para a prevenção da hepatite B e a cura da hepatite C”, disse Ghidinelli.

Estima-se que as hepatites B e C são responsáveis por cerca de 125 mil mortes por ano, mais do que a tuberculose e a infecção por HIV. O relatório mostra que das 7,2 milhões de pessoas que vivem com hepatite C crônica na região, apenas 300 mil recebem tratamento, ou seja, 4%. Além disso, estima-se que a cada ano, cerca de 65 mil pessoas são infectadas com o vírus da hepatite C. Embora novos tratamentos disponíveis tenham o potencial de curar cerca de 90% das pessoas infectadas com hepatite C e reduzir o risco de morte por câncer de fígado ou cirrose, ainda não são acessíveis a todos, por conta do alto custo, e apenas 19 países o financiam, aponta o relatório.

A hepatite B pode ser transmitida de mãe para filho no momento do parto, entre outras vias. Mas a vacinação de todos os recém-nascidos pode prevenir a infecção em 95% dos casos, além de proteger as gerações futuras dessa infecção durante toda a sua vida. De acordo com o relatório da OPAS, todos os países da região vacinam crianças menores de um ano contra a hepatite B. Mas 31% não o fazem nas primeiras 24 horas após o nascimento – em desconformidade com o que recomenda a OMS.

O relatório também revela que, em 2014, 15 países da região realizaram aproximadamente 18.100 transplantes de fígado. No entanto, a maioria deles, 82%, foi realizada nos Estados Unidos.

Em 2015, os ministros da saúde das Américas acordaram uma série de medidas para prevenir e controlar a infecção por hepatites virais incluídas no Plano Regional da OPAS para as Hepatites Virais 2015-2019, com destaque para a hepatite B e C. O mundo busca acabar com as hepatites como um problema de saúde pública até 2030. Entre outras ações, o Plano propõe que os países formulem planos nacionais, ampliem a vacinação contra a hepatite B a todas as crianças menores de um ano e a grupos populacionais de alto risco e vulneráveis; realizem campanhas de informação e busquem opções para ampliar o acesso aos medicamentos

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