Destaques

domingo, 28 de maio de 2017

Resíduo de agrotóxicos Anvisa participa de debate no 6º Workshop Latino-Americano de Resíduos de Agrotóxicos: Alimentos e Meio Ambiente. O evento foi realizado na Costa Rica

Workshop internacional, que ocorreu na Costa Rica, abordou o risco dos resíduos de agrotóxicos para a saúde humana e para o meio ambiente.

Representantes da Anvisa participaram do 6º Workshop Latino-Americano de Resíduos de Agrotóxicos: Alimentos e Meio Ambiente. O evento foi realizado na Costa Rica, entre os dias 14 e 17 de maio, e contou com a participação de representantes de 48 países.

A Agência participou da mesa redonda “Análise de Risco e Regulação para a Saúde e Meio-Ambiente com Foco em Resíduos de Agrotóxicos e Outros Compostos Emergentes”. A relevância da avaliação do risco dietético na proteção à saúde da população foi um tema de destaque na discussão.

A experiência da Anvisa e os resultados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) de 2013 a 2015 também foram temas debatidos. A possibilidade de direcionar as ações de gestão do risco foi um dos benefícios citados na avaliação do Programa. Também foi mencionada a necessidade de se aprimorar continuamente os mecanismos de comunicação do risco à população.

O Workshop é bianual e foi organizado pela Universidade da Costa Rica, pelo Ministério da Agricultura daquele país e, ainda, pelo Comitê Científico promotor do evento, que conta com doutores de países da América Latina e Europa com expertise na área de análise de resíduos de agrotóxicos.

A presidente do Comitê Científico do evento, Ionara Pizzutti, do Centro de Pesquisa e Análise de Resíduos e Contaminantes (Ceparc) da Universidade de Santa Maria, destacou a importância da participação de instituições governamentais como a Anvisa nesses fóruns de discussão, uma vez que contribui para o avanço da ciência e para a regulação de agrotóxicos na América Latina.

A próxima edição do Workshop será realizada no Brasil, em 2019, na cidade de Foz do Iguaçu.

Para saber mais sobre o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), acesse http://portal.anvisa.gov.br/programa-de-analise-de-registro-de-agrotoxicos-para


Ministério da Saúde faz balanço de um ano de gestão em São Paulo

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, apresenta, nesta segunda-feira (29), às 10h, durante reunião do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde e da Biotecnologia da Fiesp, balanço de um ano de gestão. As medidas adotadas visam ampliar o acesso da população a atendimentos, medicamentos e insumos no Sistema Único de Saúde (SUS).

Ainda em São Paulo, o ministro da Saúde participa do 2º Congresso Jurídico promovido pela Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge). Ricardo Barros fará palestra sobre o tema ‘Acessibilidade aos Serviços Públicos de Saúde’.

Apresentação de balanço de um ano de gestão na FIESP
Data: 29 de maio (segunda-feira)
Horário: 10h
Local: Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) - Rua Alameda Santos 1.336, São Paulo
2º Congresso Jurídico da Abramge
Data: 29 de maio (segunda-feira)
Horário: 17h
Local: Avenida Brigadeiro Luiz Antônio 4.700 – Hotel Unique, São Paulo


sexta-feira, 26 de maio de 2017

GRIPE: tire suas dúvidas sobre a vacina

A vacinação contra a gripe foi prorrogada até o dia 9 de junho.  Para que a população entenda melhor a vacinação contra a gripe, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) preparou uma série de perguntas e respostas que podem ajudar a esclarecer dúvidas importantes.



Vou ficar gripado (a) após me vacinar? 
Não. A vacina contra a influenza (gripe) é inativada, contendo vírus mortos, fracionados ou em subunidades não podendo, portanto, causar gripe. Quadros respiratórios simultâneos podem ocorrer sem relação causa-efeito com a vacina.

A vacina contra a gripe causa algum efeito colateral?
A vacina usada na campanha contra a gripe é segura e bem tolerada. Em alguns casos podem ocorrer manifestações de dor no local da injeção ou endurecimento. Além disso, as pessoas que não tiveram contato anterior com os antígenos – substâncias que provocam a formação de anticorpos específicos – podem apresentar mal-estar, mialgia ou febre. Todas estas ocorrências tendem a desaparecer em 48 horas.

Por que nem todo mundo recebe vacina gratuitamente?
A Campanha Nacional de Vacinação será realizada com definição de grupos prioritários para receber a vacina. O objetivo da estratégia de vacinação é reduzir a mortalidade, as complicações e as internações decorrentes das infecções pelo vírus da influenza, na população alvo para a vacinação.

Nesta campanha, além de indivíduos com 60 anos ou mais de idade, serão vacinadas as crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias), as gestantes, as puérperas (até 45 dias após o parto), os trabalhadores da saúde, os povos indígenas, os grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, os adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, a população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional. Também serão incluídos para a vacinação, neste ano, os professores das escolas públicas e privadas. O público alvo, portanto, representará aproximadamente 60 milhões de pessoas. A meta é vacinar, pelo menos, 90% dos grupos elegíveis para a vacinação.

Os grupos prioritários são recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e fazem parte da estratégia do Ministério da Saúde.

O que são grupos prioritários?
São grupos que estão vulneráveis a contrair a gripe e desenvolver complicações, como pneumonia e até mesmo o óbito.

Qual o critério de escolha dos públicos-alvo?
São estabelecidas prioridades para vacinação, tanto na rotina quanto em campanhas, que são definidas com a participação das associações e instituições da comunidade científica e de profissionais, no âmbito do Comitê Técnico Assessor do Programa Nacional de Imunizações. Depreende-se daí, a decisão por incluir um imunobiológico no calendário básico de vacinação do país, e vacinar um grupo ou segmento da população. O Ministério da Saúde considera para a sua decisão, uma multiplicidade de fatores que influenciam a transmissão da doença e dos seus efeitos, tomando como base os seguintes critérios:
a.           A situação epidemiológica nacional da influenza, tendo como referencial a análise das ocorrências nas 26 unidades federadas, Distrito Federal e grandes regiões referentes aos grupos mais afetados, frequência e proporção de casos, taxas de incidência e mortalidade, gravidade dos casos, entre outros aspectos clínicos e epidemiológicos;
b.           A capacidade operacional dos serviços de saúde para realizar a vacinação da população alvo dentro do prazo preconizado;
c.           A capacidade dos laboratórios produtores de entregar o quantitativo necessário das vacinas dentro do prazo previsto para a realização da campanha de vacinação.

Por que a população prisional (pessoas privadas de liberdade) está entre os grupos prioritários?
Este é um grupo vulnerável que ao contrair a gripe pode desenvolver complicações e evoluir para o óbito. Principalmente quando consideramos as condições de habitação e confinamento a que são submetidos.
Protegendo a população privadas de liberdade, protege-se também outras as pessoas que estão em contato com este grupo.

Resfriado comum e síndrome gripal são a mesma coisa?Não, o resfriado comum é uma infecção viral de sintomas mais brandos que a gripe e pode durar de 2 a 4 dias. Também apresenta sintomas relacionados ao comprometimento das vias aéreas superiores, como congestão nasal, secreção nasal (rinorréia), tosse e rouquidão. A febre é menos comum e, quando presente, é de baixa intensidade. Outros sintomas também podem estar presentes, como mal-estar, dores musculares (mialgia) e dor de cabeça (cefaléia). Assim como na influenza, no resfriado comum também podem  ocorrer complicações como otites, sinusites, bronquites e até mesmo quadros mais graves, dependendo do agente etiológico que está provocando a infecção. Os principais agentes infecciosos do resfriada comum são os Rhinovírus (com mais de 100 sorotipos), os Coronavírus, os vírus Parainfluenza (principalmente o tipo 3), o Vírus Sincicial Respiratório, os Enterovírus e o Adenovírus. A gripe é também uma infecção viral, que se caracteriza pelo surgimento de febre alta, cefaleia, dores no corpo, mal-estar, tosse seca, dor de garganta e coriza. Este quadro pode perdura por 7 a 10 dias.

A vacina contra gripe imuniza contra resfriado?
Não, pois o resfriado é diferente de gripe. A vacina não imuniza contra o resfriado causado por outros vírus.

Caso eu esteja gripado, é melhor esperar uma melhora para vacinar?Sim, é importante melhorar da gripe antes de receber a vacinação, para que caso haja alguma complicação da gripe esta não seja atribuida à vacinação. Nesse caso, a vacinação deve ser adiada até o desaparecimento dos sintomas.

Quais as medidas de proteção para a população não vacinada?
Para se prevenir, as pessoas devem ser orientadas a tomar alguns cuidados de higiene como: lavar bem, e com frequência, as mãos com água e sabão; evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies; não compartilhar objetos de uso pessoal e, ainda, cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar.

Por quê em alguns casos eu me vacino e fico gripado em seguida? Ou, se eu me vacinar e ficar gripado, significa que a vacina não foi eficiente ou que o vírus da vacina me pegou?

Trata-se de uma vacina inativada (morta), incapaz de gerar a doença. As pessoas que ficam gripadas após tomar a vacina, provavelmente adquiriram outras doenças respiratórias ou já tinham o vírus e a vacina não teve tempo suficiente de fazer seu efeito.

É verdade que a gestante pode se vacinar contra a Gripe?Sim. Todo ano é importante se vacinar. A cada ano temos diferentes tipos da gripe que podem ser causadas por outros tipos de vírus que circularam em anos anteriores. E mesmo que os vírus sejam os mesmos, a imunidade pela vacina se mantém por um período estimado de 12 meses.

Público-Alvo
Fazem parte do público-alvo da campanha pessoas a partir de 60 anos, crianças de seis meses a menores de cinco anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias), trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade – o que inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas - e os funcionários do sistema prisional.

Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis, que inclui pessoas com deficiências específicas, também devem se vacinar. Para eles é fundamental apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receberem a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.

A prorrogação da vacina é um esforço do Ministério da Saúde para alcançar a meta de vacinação que, neste ano, é de 90%.



Campanha de vacinação contra a gripe é prorrogada até 9 de junho

Até o momento, foram vacinados 63,6% do público-alvo. Prorrogação tem como objetivo atingir a meta de vacinar 90% das pessoas vulneráveis às complicações da gripe

Quem ainda não se vacinou contra a gripe terá mais uma oportunidade de se proteger contra a doença. O Ministério da Saúde irá prorrogar a campanha nacional até o dia 9 de junho. O esforço é para alcançar a meta de vacinação que, neste ano, é de 90%. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (25), durante reunião da Comissão dos Intergestores Tripartites (CIT) e teve como motivo a baixa adesão do público-alvo à campanha.

A campanha publicitária, que tem como padrinho o sambista Martinho da Vila, continuará sendo veiculada em TV aberta, rádio, nos meios impresso (jornais e revistas), mídia exterior (busdoor, placas em ruas e avenidas, abrigo de ônibus, metrô), no meio online (internet e com ações nas redes sociais). Até a manhã desta quinta-feira (25) foram vacinados 35,1 milhões de brasileiros. Esse total considera todos os grupos com indicação para a vacina, incluindo população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e pessoas com comorbidades. A população prioritária desta campanha, que não considera esses grupos, é de 54,2 milhões de pessoas. Desse total, 63,6% foram vacinados.

Para a 19ª Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza, o Ministério da Saúde adquiriu 60 milhões de doses da vacina, garantindo estoque suficiente para a vacinação em todo o país. A coordenadora Nacional do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, alerta sobre a importância do público-alvo se imunizar o quanto antes para evitar a gripe e seus possíveis agravamentos. “É importante que a população da campanha se vacine neste período para ficar protegida quando o inverno chegar. A vacina demora 15 dias para fazer efeito no organismo, por isso o Ministério da Saúde planeja a campanha antes do inverno, período de maior circulação dos vírus da influenza”, destacou Carla Domingues.

Até o momento, nenhum grupo prioritário atingiu a meta de vacinação. Entre os públicos-alvo, os idosos registraram a maior cobertura vacinal, com 15,1 milhões de doses aplicadas, o que representa 72,4% deste público, seguido pelas puérperas (71,2%) e indígenas (68,6%). Os grupos que menos se vacinaram são as crianças (49,9%), gestantes (53,4%), professores (60,2%) e trabalhadores de saúde (64,2%). Além do grupo prioritário, também foram aplicadas 7,1 milhões de doses nos grupos de pessoas com comorbidades, população privada de liberdade e trabalhadores do sistema prisional.

Os estados com a maior cobertura de vacinação no país, até o momento, são: Amapá (85,7%), Paraná (78,1%), Santa Catarina (77,7%), Rio Grande do Sul (74%), e Goiás (70,1%). Já os estados com menor cobertura são: Roraima (47,9%), Rio de Janeiro (49%), Pará (52,1%), Mato Grosso (55,8%), Rondônia (56,2%), Acre (56,4%) e Mato Grsosso do Sul (57,1%). Entre as regiões do país, o Sul apresenta maio cobertura vacinal, com 76,3%, seguida pelas regiões Centro-Oeste (63,7%), Nordeste (62,3%); Sudeste (61,2%) e Norte (58,2%).

A vacina contra a gripe está disponível nos postos de vacinação para crianças de seis meses a menores de cinco anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais, além dos professores que são a novidade deste ano.

Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis, que inclui pessoas com deficiências específicas, devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receber a vacina, sem a necessidade de prescrição médica. A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. 

SEGURANÇA - A vacina disponibilizada pelo Ministério da Saúde em 2015 protege contra os três subtipos do vírus da gripe determinados pela OMS para este ano (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B). A vacina contra influenza é segura e também é considerada uma das medidas mais eficazes na prevenção de complicações e casos graves de gripe. Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.

Como o organismo leva, em média, de duas a três semanas para criar os anticorpos que geram proteção contra a gripe após a vacinação, o ideal é realizar a imunização antes do início do inverno. O período de maior circulação da gripe vai do final de maio até agosto.

PREVENÇÃO - A transmissão dos vírus influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz). À população em geral, o Ministério da Saúde orienta a adoção de cuidados simples como medida de prevenção para evitar a doença, como: lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; evitar tocar o rosto; não compartilhar objetos de uso pessoal; além de evitar locais com aglomeração de pessoas.

É importante lembrar que, mesmo pessoas vacinadas, ao apresentarem os sintomas da gripe - especialmente se são integrantes de grupos mais vulneráveis às complicações - devem procurar, imediatamente, o médico. Os sintomas da gripe são: febre, tosse ou dor na garganta, além de outros, como dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração. 

Estado
Vacinação contra a gripe – até 22 de maio
População prioritária
Doses aplicadas
Cobertura vacinal (%)
RO
323.699
181.877
56,19
AC
189.009
106.555
56,38
AM
931.235
598.712
64,29
RR
166.021
79.546
47,91
PA
1.603.345
834.996
52,08
AP
154.717
132.676
85,75
TO
318.655
210.109
65,94
NORTE
3.686.681
2.144.471
58,17
MA
1.513.274
936.500
61,89
PI
699.689
418.423
59,80
CE
1.891.257
1.114.623
58,94
RN
719.521
466.880
64,89
PB
924.549
602.529
65,17
PE
2.000.443
1.356.067
67,79
AL
684.523
432.028
63,11
SE
438.746
265.696
60,56
BA
3.081.076
1.854.510
60,19
NORDESTE
11.953.078
7.447.256
62,30
MG
4.435.788
3.093.841
69,75
ES
800.243
545.438
68,16
RJ
3.829.644
1.878.132
49,04
SP
9.680.208
5.931.674
61,28
SUDESTE
18.745.883
11.449.085
61,08
PR
2.383.966
1.862.748
78,14
SC
1.371.033
1.065.338
77,70
RS
2.665.223
1.972.171
74,00
SUL
6.420.222
4.900.257
76,33
MS
635.704
362.875
57,08
MT
678.429
378.611
55,81
GO
1.301.156
921.870
70,85
DF
551.856
353.959
64,14
CENTRO-OESTE
3.167.145
2.017.315
63,70
TOTAL
43.973.009
27.958.384
63,58

Por Amanda Mendes, da Agência Saúde


MCTI INSTITUÍ GRUPO DE TRABALHO PARA A INDÚSTRIA 4.0

PORTARIA Nº 728-SEI, DE 25 DE MAIO DE 2017
Institui Grupo de Trabalho para elaborar e propor uma Estratégia Nacional para a Indústria 4.0 (GTI4.0) - 2017-2022.

O MINISTRO DE ESTADO DA INDÚSTRIA, COMÉRCIO EXTERIOR E SERVIÇOS, no uso da atribuição que lhe confere o art. 87, parágrafo único, inciso I, da Constituição,
resolve:

Art. 1º Fica instituído o Grupo de Trabalho para a Indústria 4.0 (GTI4.0), com vistas a propor uma Estratégia Nacional para a Indústria 4.0, buscando sua correlação com outras ações governamentais em curso que impactam a indústria nacional.

Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços .

Art. 2º O GTI4.0 será composto por um representante, titular e suplente, dos seguintes órgãos e entidades:

I - Gabinete do Ministro de Estado da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (GM);

II - Secretaria de Desenvolvimento e Competitividade Industrial (SDCI);

III - Secretaria de Comércio Exterior (SECEX);

III - Secretaria de Inovação e Novos Negócios (SIN);

IV - Secretaria de Comércio e Serviços (SCS);

V - Secretaria Especial de Micro e Pequena Empresa (SEMPE);

VI - Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO);

VII - Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI);

VIII - Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA);

IX - Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI);

X - Confederação Nacional da Indústria (CNI);

XI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI);

XII - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE);

XIII - Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE);

XIV - Associação Brasileira de Startups (ABSartups);

XV - Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ);

XVI - Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (BRASSCOM);

XVII - Associação Brasileira de Internet Industrial (ABII);

XVIII - Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (SOFTEX);

XIX - Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (ANPEI);

XX - Associação de Empresas do Setor Eletroeletrônico de Base Tecnológica Nacional (P&D Brasil);

XXI - Fórum Brasileiro de Internet das Coisas (Fórum Brasileiro de IoT);

XXII - Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (ANPROTEC); e

XXIII - instituições de ensino e pesquisa que desenvolvam atividades relacionadas à Indústria 4.0 e Manufatura Avançada, convidadas a participar na forma do §2º deste artigo.

§ 1º Os membros do GTI4.0 a que se referem os incisos I a IX do caput deste artigo serão indicados, no prazo de 15 (quinze) dias, contado da data de publicação desta Portaria, pelos titulares dos órgãos e entidades representados e designados em ato do Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

§ 2º O Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços convidará as entidades representativas dos setores indicados nos incisos X a XXIII do caput deste artigo com interesse em participar do GTI4.0.

Art. 3º A Coordenação do GTI4.0 será exercida pelo Gabinete do Ministro de Estado da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Parágrafo único. O Gabinete do Ministro de Estado da Indústria, Comércio Exterior e Serviços proverá o apoio administrativo e técnico necessário ao funcionamento do GTI 4.0.

Art. 4º As reuniões do GTI4.0 serão convocadas pelo seu Coordenador, por meio de correio eletrônico enviado aos representantes titulares e suplentes de cada unidade, e ocorrerão com a frequência necessária para o desenvolvimento dos trabalhos.

Art. 5º O GTI4.0 poderá consultar especialistas e representantes de entidades públicas e privadas, a fim de levantar informações e opiniões sobre os objetos de análise.

Parágrafo único. A critério do Coordenador do GTI4.0, e specialistase representantes de entidade públicas e privadas poderão ser convidados a participar das reuniões do GTI4.0.

Art. 6º O GTI4.0 terá o prazo de 120 (cento e vinte) dias, prorrogável por mais 30 (trinta) dias, para apresentar ao Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços o relatório de conclusão de seus trabalhos, contendo a Estratégia Nacional e seus materiais de apoio.

Art. 7º A participação no GTI4.0 será considerada prestação de serviço público relevante não remunerado, e as despesas dela decorrentes serão custeadas pela instituição de origem de cada representante.

Art. 8º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

MARCOS PEREIRA


TRUVADA - Medicamento como prevenção para HIV será incorporado no SUS

Profilaxia Pré-exposição (PrEP) será ofertada para as populações com maior risco de infecção pelo HIV. Medida, adotada pelo Ministério da Saúde, não substitui o uso do preservativo

O Ministério da Saúde vai ofertar no Sistema Único de Saúde (SUS) medicamentos antirretrovirais para reduzir o risco da infecção pelo HIV antes da exposição ao vírus. A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) passará a ser distribuída no SUS em até 180 dias após a publicação do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), prevista para a próxima segunda-feira (29). O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta quarta-feira (24), durante sua participação na Assembleia Mundial de Saúde realizada em Genebra (Suíça).

A PrEP consiste na utilização do antirretroviral (truvada) antes da exposição ao vírus, em pessoas não infectadas pelo HIV e que mantêm relações de risco com maior frequência. “O Brasil, mais uma vez, sai como um dos pioneiros na prevenção e tratamento do HIV”, afirmou o ministro Ricardo Barros, durante entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira por videoconferência. Ele lembrou que a iniciativa é muito importante para as pessoas expostas ao vírus, mas ressaltou que a sua inclusão no SUS não dispensa o uso dos outros métodos preventivos.

A incorporação do truvada (tenofovir associado à entricitabina) foi recomendada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC), após consulta pública realizada para obter informações, opiniões e críticas de pesquisadores e outros setores da sociedade.

Com a nova medida, o Brasil se torna o primeiro país da América Latina a utilizar essa estratégia de prevenção como política de saúde pública.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda, desde 2012, a oferta de PrEP para casais soro diferentes, gays; homens que fazem sexo com homens; profissionais do sexo e pessoas transgêneros (travestis e transexuais), consideradas populações-chaves. A PrEP já é utilizada em países como Estados Unidos, Bélgica, Escócia, Peru e Canadá, onde é comercializada na rede privada, além da França, África do Sul, entre outros, que incorporaram ao sistema público de saúde. O investimento inicial do Ministério da Saúde será de U$ 1,9 milhão na aquisição de 2,5 milhões de comprimidos, o que deve atender a demanda pelo período de um ano.

No Brasil, a estimativa é que a PrEP seja utilizada por uma população de 7 mil pessoas que fazem parte das populações-chave, no primeiro ano de implantação. Cabe esclarecer que fazer parte desses grupos não é o único critério para indicação da PrEP. Para isso, será necessária uma avaliação da vulnerabilidade do paciente, de acordo com comportamento sexual e outros contextos de vida. Essa análise deverá ser feita pelos profissionais de saúde. “Uma série de critérios deve ser levada em conta antes da indicação da PrEP, como o número de parceiros sexuais, os outros métodos de prevenção utilizados, o compromisso com a adesão ao medicamento, entre outros”, destacou a diretora do Departamento de IST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, que participou da videoconferência em Brasília.

O Boletim Epidemiológico de Aids demonstra taxas de prevalência de HIV mais elevadas nestes subgrupos populacionais, quando comparadas às taxas observadas na população geral.

Enquanto a prevalência na população geral é de 0,4%, nas mulheres profissionais de sexo é de 4,9%. Entre pessoas que usam drogas (exceto álcool e maconha) é de 5,9% e entre gays e homens que fazem sexo com outros homens (HSH) a taxa de prevalência por HIV é de 10,5%.

A PrEP é de uso contínuo, ou seja, o usuário precisa tomar o comprimido diariamente para ficar protegido do HIV, sendo que a proteção se inicia a partir do 7º dia para exposição por relação anal e a partir do 20º dia para exposição por relação vaginal. É importante destacar que a PrEP só será indicada após testagem do paciente para HIV, uma vez que ela é contraindicada para pessoas já infectadas pelo vírus. Nesses casos, a PrEP pode causar resistência ao tratamento.

Por essa razão, as pessoas que já vivem com o vírus não serão submetidas à profilaxia, e sim encaminhadas para tratamento imediato. A prevenção será ofertada nos serviços do SUS que já trabalham com prevenção do HIV. Inicialmente, será implementada em 12 cidades e, ao longo do ano, será estendida para todo o país. São elas: Porto Alegre; Curitiba; São Paulo; Rio de Janeiro; Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Manaus, Brasília, Florianópolis, Salvador e Ribeirão Preto.

PREVENÇÃO COMBINADA - A PrEP insere-se como uma estratégia adicional dentro de um conjunto de ações preventivas, denominadas “prevenção combinada”, como forma de potencializar a proteção contra o HIV.  A prevenção combinada inclui: testagem regular; profilaxia pós-exposição ao HIV (PEP); teste durante o pré-natal e tratamento da gestante que vive com o vírus; redução de danos para uso de drogas; testagem e tratamento de outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) e das hepatites virais; uso de preservativo masculino e feminino, além do tratamento para todas as pessoas.

ESTUDOS – A eficácia e a segurança da PrEP já foram comprovadas em diversos estudos clínicos. As evidências científicas disponíveis demostram que o seu uso pode reduzir o risco de infecção pelo HIV em mais de 90%, desde que o medicamento seja tomado corretamente, uma vez que sua eficácia está diretamente relacionada à adesão. No entanto, cabe esclarecer que a PrEP não substitui o uso do preservativo, uma vez que a proteção não é de 100%, assim os outros métodos preventivos não devem ser negligenciados. Além disso, a camisinha é a forma mais efetiva de proteção contra as outras IST, como sífilis, gonorreia, hepatites B e C, por exemplo, que não são evitadas por meio da profilaxia pré-exposição.

PROJETOS PREP - Desde 2013, o Ministério da Saúde apoia cinco projetos sobre aceitabilidade e viabilidade da PrEP no país, gerando evidências para a construção da política nacional. Embora os estudos ainda estejam em andamento, é possível afirmar que o procedimento tem tido uma boa aceitação e adesão dos usuários.

Atualmente, está em andamento o estudo PrEP Brasil, realizado pela Fiocruz em parceria com o Centro de Pesquisas Clínicas da FMUSP; a Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (Manaus) e o Hospital Sanatório Partenon (Porto Alegre). O projeto, que conta com apoio financeiro do Ministério da Saúde, acompanha 500 pessoas sob alto risco de infecção pelo HIV. Os voluntários recebem a medicação para uso diário e têm acesso a aconselhamento para gerenciamento de risco, testagem para HIV e preservativos, com o objetivo de avaliar a adesão à prevenção.

O uso da PrEP também está sendo analisado dentro do projeto Combina!, realizado pela Universidade de São Paulo (USP) com apoio do Ministério da Saúde. O estudo aborda prevenção combinada, sendo a PrEP um dos elementos. Além da PrEP, a pesquisa pretende verificar a efetividade da profilaxia da transmissão do HIV pós-exposição sexual consensual e o uso combinado dos métodos preventivos contra a infecção pelo HIV.  

HIV NO BRASIL – De acordo último boletim do Ministério da Saúde, 827 mil pessoas vivem com HIV/aids no país atualmente. Desse total, 372 ainda não estão em tratamento, sendo que 260 já sabem que estão infectadas e 112 mil pessoas não sabem que têm o vírus.

A aids no Brasil é considerada estabilizada, com taxa de detecção em torno de 19,1 casos a cada 100 mil habitantes. Isso representa cerca de 40 mil casos novos ao ano. Desde o surgimento da aids, o país vem tomando posição de vanguarda na oferta de tratamento e assistência às pessoas que vivem com HIV/aids, no âmbito do SUS. O Brasil foi um dos primeiros países do mundo a oferecer o acesso ao tratamento de forma integral e universal desde meados dos anos 1990.

Em 2013, o Ministério da Saúde implantou Novo Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV e aids, que disponibiliza a medicação para todos com HIV. Antes, o protocolo previa o tratamento apenas quando a infecção pelo vírus atingia um estágio que já era considerado caso de aids. De janeiro a outubro do ano passado, 34 mil novas pessoas com HIV e aids entraram em tratamento pelo SUS. Atualmente, são 498 mil pessoas em tratamento (dados de dezembro de 2016).

 Por Camila Bogaz, da Agência Saúde


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