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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Ministério da Saúde alinha estratégia de campanha para a febre amarela

Campanha com dose fracionada começa nesta quinta-feira (25) em São Paulo e Rio de Janeiro. Ministro Ricardo Barros participou de videoconferência com representantes estaduais e municipais

O Ministério da Saúde realizou, nesta quarta-feira (24), videoconferência para tratar das estratégias programadas para o início da campanha da febre amarela com as secretarias estaduais e municipais de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A campanha com a dose fracionada começa nesta quinta-feira (25) em municípios de São Paulo e Rio de Janeiro. No estado da Bahia a data será no dia 19 de fevereiro. O Ministério da Saúde também se reuniu nesta quarta-feira com a Organização Mundial de Saúde (OMS) para comunicar sobre as medidas tomadas pelo Brasil.

Para o ministro da Saúde, Ricardo Barros, as ações do governo federal, estados e municípios estão em consonância. “As três esferas de governo têm definido as estratégias de prevenção e contenção da doença de forma alinhada. Essa unificação das ações e troca de informações entre os gestores é essencial para tranquilizar a população e garantir a efetividade da campanha”, destacou o ministro.

Confira aqui a apresentação

Ao todo, 23,8 milhões de pessoas deverão ser vacinadas durante a campanha, nos 77 municípios que adotarão a estratégia de fracionamento. No estado de São Paulo, a expectativa é vacinar cerca de 10,3 milhões de pessoas, e no Rio de Janeiro um total de 10 milhões. O estado da Bahia terá público-alvo de 3,3 milhões de pessoas.

Para auxiliar os estados e municípios na vacinação, o Ministério da Saúde está repassando R$ 54 milhões, para serem utilizados na estruturação das campanhas. Desse total, já foram enviados R$ 15,8 milhões para São Paulo e R$ 30 milhões para Rio de Janeiro. Está em trâmite a portaria que autorizará o repasse no valor de R$ 8,2 milhões para o estado da Bahia.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Antônio Nardi, ressaltou a importância de vacinar apenas a população que faz parte das áreas de recomendação. ”Pedimos à população que tenha consciência neste momento. A campanha foi definida estrategicamente para proteger as pessoas que atualmente estão em áreas de maior risco de infecção pela doença. Esses locais foram definidos com base no monitoramento epidemiológico da febre amarela. Toda a população brasileira que mora em áreas com recomendação tem a vacina garantida, durante todo o ano, nos postos de vacinação. Este é o momento de vacinar um público específico, que mora ou frequenta lugares com circulação do vírus”, explicou o secretário.

A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva e recomendada pela OMS quando há aumento de epizootias e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional. A dose fracionada tem apresentado a mesma proteção que a dose padrão. Estudos em andamento já demonstraram proteção por pelo menos oito anos e novas pesquisas continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período.

CASOS – Ministério da Saúde atualizou, nesta terça-feira (23), as informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde sobre a situação da febre amarela no país. No período de monitoramento (de 1º de julho/2017 a 23 de janeiro de 2018), foram confirmados 130 casos de febre amarela no país, sendo que 53 vieram a óbito. Ao todo, foram notificados 601 casos suspeitos, sendo que 162 permanecem em investigação e 309 foram descartados, neste período.

No ano passado, de julho de 2016 até 23 janeiro de 2017, eram 397 casos confirmados e 131 óbitos confirmados. Os informes de febre amarela seguem, desde o ano passado, a sazonalidade da doença, que acontece, em sua maioria, no verão. Dessa forma, o período para a análise considera de 1º de julho a 30 de junho de cada ano.

O Ministério da Saúde, de 2017 até o momento, encaminhou às Unidades da Federação aproximadamente 57,4 milhões de doses da vacina. Para os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia foram enviados cerca de 48,4 milhões de doses da vacina febre amarela, com objetivo de intensificar as estratégias de vacinação de forma seletiva, sendo 18,3 milhões (SP), 10,7 milhões (MG), 12 milhões (RJ), 3,7 milhões (ES) e 3,7 milhões (BA).

É importante informar que a febre amarela é transmitida por meio de vetor (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes no ambiente silvestre). O último caso de febre amarela urbana foi registrado no Brasil em 1942, e todos os casos confirmados desde então decorrem do ciclo silvestre de transmissão.

Distribuição dos casos de febre amarela notificados: 1º/7/2017 a 23/01/2018
UF (LPI)*
Notificados
Descartados
Em Investigação
Confirmados
Óbitos
AP
2
2
-
0
-
AM
1
1
-
0
-
PA
18
11
7
0
-
RO
5
5
-
0
-
RR
2
2
-
0
-
TO
7
6
1
0
-
BA
11
6
5
0
-
CE
1
1
-
0
-
MA
1
1
-
0
-
PE
1
0
1
0
-
PI
3
1
2
0
-
RN
1
0
1
0
-
DF
22
17
4
1
1
GO
20
14
6
0
-
MT
1
0
1
0
-
MS
4
3
1
0
-
ES
53
31
22
0
-
MG
123
55
18
50
24
RJ
22
3
1
18
7
SP
277
132
84
61
21
PR
14
13
1
0
-
RS
7
3
4
0
-
SC
5
2
3
0
-
Total
601
309
162
130
53
Dados preliminares e sujeitos à revisão
*LPI – Local Provável de Infecção

Por Camila Bogaz, da Agência Saúde


Ministério da Saúde lança Programa de Cuidados Farmacêuticos

Pacientes com hepatite e artrite reumatoide serão os primeiros a receber orientação sobre uso racional de medicamentos em unidades do SUS. Iniciativa reduz riscos e falhas no tratamento

Fotos: Jailson Sam/MS

Ministro Ricardo Barros anunciou criação do Programa Cuidados Farmacêuticos e recebeu comenda de honra do CFF. Veja mais no Flickr

Para melhorar o acesso e o uso dos medicamentos ofertados no Sistema Único de Saúde (SUS), o ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciou durante a 466ª Reunião Plenária do Conselho Federal de Farmácia, em Brasília, a criação do Programa Cuidados Farmacêuticos. O projeto piloto, que terá início em São Paulo, Bahia e Distrito Federal, beneficiará pacientes portadores de hepatite e artrite reumatoide com orientações e acompanhamento sobre uso racional de medicamentos. Até o final do ano, mais sete estados devem ser inseridos no projeto. Também foi anunciado outras ações para a qualificação da assistência farmacêutica no SUS.

“O uso inadequado de medicamentos eleva os riscos de falhas no tratamento e os custos das ações em saúde. Por isso, uma consulta com o farmacêutico para orientar melhor como deve ser o acondicionamento do remédio, a melhor forma e horário de ingestão, vai ajudar a população portadora destas doenças a aderir o tratamento e ter uma qualidade de vida melhor. A ação também aproxima o profissional do paciente promovendo um atendimento mais humanizado”, declarou o ministro Ricardo Barros.


Outra novidade é a inclusão do código de identificação para farmacêuticos nos sistemas de atendimentos do SUS. A partir de fevereiro, será possível identificar se o paciente atendido recebeu orientações de farmacêuticos ou de outros profissionais durante o atendimento. Hoje, não existe uma base de dados que identifique em quais funções esses profissionais estão atuando. A Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) possibilitará saber quais procedimentos são feitos pelos farmacêuticos nos serviços de saúde.

ESTRUTURAÇÃO - O Ministério da Saúde irá repassar R$ 22 milhões para estruturação da assistência farmacêutica em 629 municípios. A medida, parte do Programa Nacional de Qualificação da Assistência Farmacêutica no âmbito do SUS (Qualifar-SUS), que permite aos municípios investir na contratação de profissionais e a aprimoramento dos serviços das farmácias locais. Atualmente 1.580 municípios recebem o recurso. A expectativa é que até o final de 2018 mais 808 municípios passem a receber.

GESTÃO - Em 600 dias de gestão do ministro Ricardo Barros foi possível realocar R$ 4,6 bilhões para o custeio de mais serviços do SUS. Adoção de medidas para tornar a administração mais eficiente, representou para o cidadão a ampliação do atendimento nos hospitais, do acesso a equipamentos, medicamentos, vacinas e renovação da frota de ambulâncias.

Entre os avanços obtidos neste período, o SUS conseguiu oferecer, por exemplo, um dos melhores medicamentos para AIDS disponíveis, o Dolutegravir. Devido ao menor custo, o tratamento passou a ser ofertado para todos os pacientes como primeira linha.

Por Gabriela Rocha, da Agência Saúde


terça-feira, 23 de janeiro de 2018

AO VIVO: Saúde anuncia novos recursos para fortalecimento da Atenção Básica

OMS atualiza informações sobre febre amarela no Brasil em comunicado para outros países

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta segunda-feira (22) um novo informativo Disease Outbreak News sobre a situação da febre amarela no Brasil. De acordo com o comunicado, espera-se que a decisão das autoridades brasileiras de realizar uma campanha de vacinação em massa contra a febre amarela, incluindo doses padrão (0,5 ml) e fracionadas (0,1 ml), possa efetivamente limitar a transmissão da febre amarela.

É importante notar que, devido à sua escala e alcance, essa campanha de vacinação em massa provavelmente será caracterizada por desafios logísticos significativos.

O texto diz que, embora as medidas implementadas pelas autoridades brasileiras tenham contribuído para a ocorrência de menos casos, a quantidade de pessoas ainda não vacinadas que continuam a viver em áreas com ecossistemas favoráveis à transmissão do vírus da febre amarela representa um risco elevado para a mudança no padrão atual de transmissão.

Atualmente, o Brasil é afetado apenas pela febre amarela silvestre – transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes. Até o momento, não há qualquer evidência de que o mosquito Aedes aegypti, presente em zonas urbanas, esteja envolvido na transmissão.

Ainda de acordo com o comunicado, o número de epizootias (mortes de macacos) registrado desde julho de 2017 no país continua a ser uma preocupação, especialmente perto das áreas urbanas das grandes cidades, como São Paulo, e em municípios que anteriormente não eram considerados áreas de risco de transmissão da doença.

O informativo menciona também que em 11 de janeiro de 2018 um caso de febre amarela foi confirmado na Holanda em uma pessoa que esteve nos municípios de Mairiporã e Atibaia (área onde o vírus causador da doença circula atualmente), no Estado de São Paulo, de 19 de dezembro de 2017 a 8 de janeiro deste ano. O paciente, que não tinha histórico de vacinação, apresentou sintomas de febre alta, dor de cabeça, mialgia, náuseas, vômitos e diarreia.

Vacinação
O comunicado ressalta que a ocorrência recente desse caso confirmado de febre amarela em um viajante não vacinado revela a necessidade de os Estados Membros da OMS reforçarem a disseminação de recomendações para viajantes internacionais.

Para a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), a medida mais importante para prevenir a febre amarela é a imunização. Quem vive ou se desloca para as áreas de risco deve estar com as vacinas em dia e se proteger de picadas de mosquitos. Apenas uma dose da vacina é suficiente para garantir imunidade e proteção ao longo da vida. Efeitos secundários graves são extremamente raros.

Os viajantes com contraindicações para a vacina contra a febre amarela (crianças abaixo de 9 meses, mulheres grávidas ou amamentando, pessoas com hipersensibilidade grave à proteína do ovo e imunodeficiência grave) ou com mais de 60 anos devem consultar um profissional de saúde para avaliação cuidadosa de risco-benefício.A OMS recomenda também procurar assistência à saúde em caso de sintomas e sinais de febre amarela, durante a viagem e após o retorno de áreas com risco de transmissão da doença.

Disease Outbreak News
O objetivo dos informativos Disease Outbreak News é deixar os Estados Membros da OMS informados sobre surtos que estão ocorrendo em várias localidades do mundo. Os três comunicados anteriores da Organização diziam respeito a surtos de Hepatite E na Namíbia, de cólera na República Unida da Tanzânia e de Síndrome Respiratória Coronavírus do Oriente Médio (MERS-CoV) na Malásia.

Doses fracionadas
O Brasil anunciou que vai realizar, entre 25 de janeiro e março deste ano, uma campanha de fracionamento da vacina contra a febre amarela em três estados: Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. Essa medida é recomendada pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) como uma das estratégias de imunização que podem ser usadas em resposta a necessidades eventuais de campanhas de larga escala. O fracionamento não tem a intenção de servir como estratégia de longo prazo nem de substituir as rotinas estabelecidas nas práticas de imunização.




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