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quarta-feira, 23 de março de 2016

Fosfoetanolamina frustra expectativas substância não apresenta atividade citotóxica nem antiproliferativa

Pesquisa divulgada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), feita com fosfoetanolamina, a chamada “pílula do câncer” e produzida pelo Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (IQSC-USP), indica que a substância não apresenta nenhuma atividade citotóxica nem antiproliferativa, ou seja, é incapaz de destruir células infectadas por vírus, bactérias ou outros parasitas.

De acordo com o laudo técnico, o objetivo dos testes era verificar o potencial antiproliferativo in vitro da fosfoetanolamina sintética (FS) e da fosfoetanolamina sintética nanoencapsulada (FSNE), em três tipos de células tumorais e dois de células não tumorais, além de verificar o potencial hemolítico destes compostos.

Relatório divulgado no site do MCTI, na última semana, explica que foi avaliada a atividade citotóxica e antiproliferativa dos principais compostos presentes nas análises químicas da amostra fosfoetanolamina produzida por Salvador Claro Neto, da USP de São Carlos, sobre células humanas de carcinoma de pâncreas e melanoma in vitro. Foram empregadas três diferentes metodologias para avaliar a possível ação antitumoral com cada uma dessas substâncias.

Os resultados descritos no relatório parcial demostram que somente a monoetanolamina apresentou atividade citotóxica e antiproliferativa, mas em alta concentração e menos potente que os antitumorais Cisplatina e Gencitabina, utilizados como controle positivo. Os dados observam ainda que tanto a fosfoetanolamina sintética como a fosfoetanolamina sintética nanoencapsulada somente apresentam atividade citotóxica em concentrações elevadas.

Ainda segundo o documento, dentre o total de 60 cápsulas provenientes do IQSC-USP e encaminhadas pelo MCTI, 16 foram abertas e pesadas. Elas continham entre 233 mg e 368 mg, sendo que a informação contida no rótulo era de fosfoetanolamina sintética 500mg. Relatório informou também que as cápsulas continham apenas 32,2% de fosfoetanolamina na composição.

O MCTI explica que os testes foram realizados entre novembro de 2015 e janeiro de 2016, após grande repercussão em cima da produção e distribuição da fosfoetanolamina para fins terapêuticos no tratamento do câncer. Foram nove reuniões, conta a pasta, com a participação de pesquisadores, órgãos de governo e parlamentares. O órgão afirma que foi mobilizado um grupo de pesquisadores no intuito de avaliar a segurança e eficácia da substância, por meio de análise química, pré-clínica e clínica, prevendo investimento de até R$ 10 milhões, liberados por meio do CNPq, para custear as etapas iniciais das pesquisas.
  
(Fonte: O Globo – 21/03/2016)

CRM recomenda que médicos não receitem 'pílula do câncer'

O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CRM-SP) pediu nesta quinta-feira, 17, que médicos não receitem aos pacientes fosfoetanolamina sintética, conhecida como “pílula do câncer”, sob risco de cassação do registro profissional.

Em audiência pública realizada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o presidente do CRM-SP, Bráulio Luna, disse que, caso a instituição receba denúncias de prescrição da substância, o médico responsável será processado e punido.

A fosfoetanolamina é produzida em um laboratório sem qualificação sanitária para produção de fármacos no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQSC) em São Carlos, no interior do Estado. A “pílula do câncer” não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nem o laboratório possui autorização para trabalhar com síntese de medicamentos.

A única pessoa que fabrica a substância é um químico do laboratório no IQSC, Salvador Claro Neto, um dos detentores da patente da substância, junto com o professor aposentado Gilberto Chierice e outras quatro pessoas. Por 20 anos, o grupo produziu e distribuiu as pílulas gratuitamente para pacientes com diagnóstico de câncer, tendo como base estudos preliminares em camundongos.

“A substância não é liberada para uso médico pela Anvisa, não é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina e as pessoas não podem fazer uso de remédio que não for autorizado. Se tiver denúncia (contra os médicos), o Conselho vai abrir sindicância para saber se ele tem autorização de algum órgão competente para usar a droga. O médico vai sofrer o devido processo legal, que vai desde uma advertência até uma cassação”, disse Luna.

O presidente do CRM descartou a publicação de resolução para determinar os procedimentos aos médicos. “Não tem nenhuma (resolução) porque não há razão para ter. Essa é uma substância que vai começar a ser testada agora. Mesmo que dê um resultado razoável nesses ensaios clínicos, não quer dizer que a droga vai entrar no mercado”, afirmou.

O CRM-SP já havia se manifestado publicamente, afirmando que a droga não é reconhecida e, portanto, os profissionais não devem prescrevê-la - com exceção daqueles que estejam em protocolos de pesquisa e tenham licença para fazer uso da substância.

Batalha judicial. Também participaram da audiência dois procuradores da USP, Maria Paula Dallari e Aloysio Vilarino. Eles voltaram a se queixar do volume de ações judiciais que estão travando o sistema da universidade.

Segundo a instituição, em um mês, a Procuradoria-Geral recebeu 2 mil novos processos. Hoje, são 15 mil ações, segundo Maria Paula, que vêm de quase todos os Estados - com exceção, até agora, de Roraima e Amapá. A Procuradoria chega a receber mais de cem processos de pedidos de fosfoetanolamina por dia de um só oficial de Justiça.

“Para a Procuradoria, isso não é um medicamento. É uma substância que ainda precisa passar por etapas de testes. A USP não foi criada para produzir remédio”, disse Maria Paula.

Fosfoetanolamina frusta expectativas substância não apresenta nenhuma atividade citotóxica nem antiproliferativa,

Pesquisa divulgada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), feita com fosfoetanolamina, a chamada “pílula do câncer” e produzida pelo Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (IQSC-USP), indica que a substância não apresenta nenhuma atividade citotóxica nem antiproliferativa, ou seja, é incapaz de destruir células infectadas por vírus, bactérias ou outros parasitas.

De acordo com o laudo técnico, o objetivo dos testes era verificar o potencial antiproliferativo in vitro da fosfoetanolamina sintética (FS) e da fosfoetanolamina sintética nanoencapsulada (FSNE), em três tipos de células tumorais e dois de células não tumorais, além de verificar o potencial hemolítico destes compostos.

Relatório divulgado no site do MCTI, na última semana, explica que foi avaliada a atividade citotóxica e antiproliferativa dos principais compostos presentes nas análises químicas da amostra fosfoetanolamina produzida por Salvador Claro Neto, da USP de São Carlos, sobre células humanas de carcinoma de pâncreas e melanoma in vitro. Foram empregadas três diferentes metodologias para avaliar a possível ação antitumoral com cada uma dessas substâncias.

Os resultados descritos no relatório parcial demostram que somente a monoetanolamina apresentou atividade citotóxica e antiproliferativa, mas em alta concentração e menos potente que os antitumorais Cisplatina e Gencitabina, utilizados como controle positivo. Os dados observam ainda que tanto a fosfoetanolamina sintética como a fosfoetanolamina sintética nanoencapsulada somente apresentam atividade citotóxica em concentrações elevadas.

Ainda segundo o documento, dentre o total de 60 cápsulas provenientes do IQSC-USP e encaminhadas pelo MCTI, 16 foram abertas e pesadas. Elas continham entre 233 mg e 368 mg, sendo que a informação contida no rótulo era de fosfoetanolamina sintética 500mg. Relatório informou também que as cápsulas continham apenas 32,2% de fosfoetanolamina na composição.

O MCTI explica que os testes foram realizados entre novembro de 2015 e janeiro de 2016, após grande repercussão em cima da produção e distribuição da fosfoetanolamina para fins terapêuticos no tratamento do câncer. Foram nove reuniões, conta a pasta, com a participação de pesquisadores, órgãos de governo e parlamentares. O órgão afirma que foi mobilizado um grupo de pesquisadores no intuito de avaliar a segurança e eficácia da substância, por meio de análise química, pré-clínica e clínica, prevendo investimento de até R$ 10 milhões, liberados por meio do CNPq, para custear as etapas iniciais das pesquisas

(Fonte: O Globo – 21/03/2016)

Embrapa apresenta bioinseticida eficaz contra Aedes aegypti

A nova geração de um bioinseticida capaz de matar as larvas do mosquito Aedes aegypti – transmissor de dengue, febre chikungunya e zika vírus, foi apresentada esta semana pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), durante o Congresso Brasileiro de Entomologia (XXVI CBE) e o Congresso Latino-americano de Entomologia (IX CLE), em Maceió (AL). A inovação permite eliminar o foco do mosquito sem prejudicar a saúde das pessoas e dos animais domésticos.

Segundo a pesquisadora Rose Monnerat, da área de Controle Biológico da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, o bioinseticida, chamado de Inova-Bti, é de fácil aplicação e pode ser manuseado pela própria população. É formado por um líquido que pode ser adicionado em qualquer lugar que acumule água ou tenha potencial para ser um criadouro do Aedes aegypti.

Todos os testes laboratoriais e de eficácia já foram concluídos pela Embrapa. Mas, antes de ser comercializado, o produto precisa ser registrado junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). De acordo com a pesquisadora, o Instituto Matogrossense do Algodão, parceiro na iniciativa, tem capacidade para produzir 1,6 mil Inova-Bti por semana, tão logo seja concedido o registro.

"Os testes toxicológicos do Inova-Bti estão em fase final e então submeteremos o dossiê com toda a documentação à Anvisa", afirmou Monnerat. Este é o segundo inseticida biológico desenvolvido pela Embrapa com o objetivo de combater as larvas do mosquito.

Em 2005, entrou no mercado o Bt-horus - feito em parceria com a empresa Bthek Biotecnologia -, mas que não é produzido em larga escala no País. Ele já foi utilizado nas cidades de Três Lagoas (MS), São Sebastião (DF), Rio das Ostras (RJ) e Sorriso (MT), sempre com resultados positivos. Inseticidas à base da bactéria Bacillus thuringiensis israelenses (Bti) são utilizados há décadas em países como Estados Unidos.

(Fonte: Agência Gestão CT&I – 18/03/)

Medida Provisória facilitará importação de bens para pesquisa científica

A Medida Provisória 718, publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (17), institui normas para importação de bens e equipamentos para pesquisas científicas no país.

As importações serão desoneradas nas atividades realizadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), cientistas, pesquisadores, Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) e por entidades sem fins lucrativos ativos no fomento, na coordenação ou na execução de programas de pesquisa científica e tecnológica, de inovação ou de ensino devidamente credenciados pelo CNPq.

Com esta publicação as instituições passam a ter o benefício de desoneração de impostos referentes à isenção de importação de equipamentos para pesquisa.

Nova RDC para pós-registro de medicamentos assegura diminuição de filas e maior qualidade dos produtos

A Anvisa aprovou, nesta terça (22/3), a proposta de revisão da RDC 48/2009, que trata das alterações pós-registro de medicamentos. Com as novas regras, os processos de pós-registro, que são modificações das características originais de um medicamento, em qualquer etapa do seu ciclo de vida, como a alteração de fórmula, alteração de elementos de composição ou de seus quantitativos, mudança de planta e alteração de equipamentos, entre outros, terão uma tramitação mais apropriada na Agência. A resolução estabelece um novo marco regulatório de pós-registro ao incorporar a análise de risco e estabelecer processos diferenciados de acordo com a complexidade e o risco sanitário dos produtos.
A nova RDC terá impacto na fila existente dos pedidos de pós-registro, uma vez que define um número maior de tipos de alterações como de implementação imediata, que apresentam baixo risco sanitário. Quando as alterações de pós-registro apresentam riscos sanitários moderado ou alto, elas continuam a ser objetos de análise e necessitam de autorização da Anvisa para serem implementadas.
A expectativa da Gerência-Geral de Medicamentos (GGMED) da Anvisa é de que, com a nova norma e a adesão do setor produtivo, mais de 2.600 petições de pós-registros sejam retiradas desta fila. Ressalte-se que esta RDC está alinhada com os requisitos e condições para petições de pós-registro que são praticados pelas agências reguladoras dos Estados Unidos, Europa e Canadá.
“Uma mudança pós-registro pode afetar a qualidade, segurança e eficácia do medicamento, impondo um impacto maior ou menor, no que diz respeito ao risco sanitário, a depender das características do produto e do grau de complexidade da mudança. Com as novas regras, a Anvisa utiliza conceitos modernos de análise de risco e permite que se garanta a qualidade e segurança dos medicamentos com menos burocracia”, observa o diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa.
A nova RDC também torna o setor de produção de medicamentos corresponsável na implementação das alterações e no controle permanente das informações e/ou dados de seus produtos. O setor também poderá se programar em relação às alterações pós-registro e à racionalização e ampliação de seus processos produtivos. A iniciativa ainda otimiza os recursos internos da própria Anvisa na medida em que direciona as análises para as petições onde há maior complexidade e risco sanitário e no monitoramento das alterações realizadas.
“A revisão da RDC 48 é um avanço no processo de regulamentação de medicamentos, o que garante a manutenção da devida rigidez da defesa sanitária, ao mesmo tempo em que permite que a Anvisa concentre esforços de regulação em produtos de maior risco”, ressalta o diretor de Coordenação e Articulação do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, Ivo Bucaresky. “Também representa maturidade do setor regulado, o qual entendemos ser capaz de trabalhar na avaliação de produtos de baixo risco”.
Alteração - A Lei 6.360/1976 determina que produtos sujeitos a vigilância sanitária não podem ser comercializados sem o devido registro por parte da Anvisa. O registro de medicamentos está vinculado à sua comprovação de segurança e eficácia, além de exigências mais específicas.
No entanto, após o registro, é muito comum que as empresas solicitem modificações nas características do produto originalmente registradas. Dá-se, a esse processo, a denominação de “alteração pós-registro”, que também depende de autorização prévia e expressa da Anvisa.
Essa inovação traduz uma necessidade real do setor de produção de medicamentos, que nos últimos anos demostrou importante crescimento: no Brasil, o setor cresceu a uma taxa de 6,2% ao ano, no período recente, muito maior que o desempenho geral da economia. O Brasil, que em 2009 ocupou o 10º lugar no ranking dos maiores mercados do mundo, passou a ser, em 2014, o 6º, e a projeção para 2019 indica que o país poderá ser o 5º noranking, atrás apenas dos EUA, China, Japão e Alemanha.
“Diante desse cenário, é preciso um marco regulatório que acompanhe essa dinâmica de crescimento, inovações, evolução e complexidade do mercado brasileiro, ampliando o acesso da população a medicamentos seguros e eficazes”, reitera Jarbas Barbosa.
Passivo - As modificações do registro nas regras atuais dependem, necessariamente, de solicitação - por parte da empresa detentora do registro - e autorização da Anvisa. Esse processo de trabalho gera 421 petições/mês e acumulou até dezembro de 2015 um total de 5.052 petições. Hoje, há um passivo de 5.015 petições aguardando análise.
A construção do novo marco passou por todo o rito processual necessário: abertura de iniciativa, proposta preliminar, consulta pública e debates em reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa e inúmeras reuniões com o setor regulado, ora com as associações, ora com as próprias indústrias, para discutir e amadurecer os entendimentos.
A proposta de revisão da RDC nº 48 é um grande avanço”, destaca o diretor de Controle e Monitoramento Sanitário da Anvisa, José Carlos Magalhães Moutinho. “É uma mudança de paradigma: a Anvisa e o setor regulado vão compartilhar responsabilidades no campo do pós-registro de medicamentos de pouco risco potencial. Haverá maior celeridade nos processos, sem abrir mão da segurança e da eficácia dos medicamentos”.

Janela para troca partidária permitiu mais de 80 mudanças entre legendas

Prazo de 30 dias para mudança, instituído pela Emenda Constitucional 91/16, terminou no último sábado, mas as mudanças de partidos registradas até segunda-feira (21) na Justiça Eleitoral serão consideradas pela Câmara.

A janela para troca partidária aberta pela promulgação da Emenda Constitucional 91/16 já permitiu a mudança de partido de 84 deputados federais, ou seja, 16,4% do total de 513 parlamentares da Câmara dos Deputados. A emenda, promulgada em 18 de fevereiro, abriu um prazo de 30 dias para os detentores de mandatos eletivos mudarem de legenda sem perder o mandato.  Veja, no quadro abaixo, como estavam os tamanhos das bancadas até as 18 horas desta terça-feira (22).
O prazo terminou no dia 19, mas as mudanças de partidos registradas até segunda-feira (21) na Justiça Eleitoral serão consideradas pela Câmara, de acordo com o presidente da Casa, Eduardo Cunha.
O número final de migrações na Câmara pode subir, pois depende das notificações da Justiça Eleitoral, que não têm prazo para ocorrer.
Três partidos que integram oficialmente a base do governo foram os que mais receberam deputados: o PP ganhou 9 deputados, ficando com bancada de 49 parlamentares – a terceira maior da Casa; o PTN recebeu 7 parlamentares, e agora a bancada tem 13 integrantes; e o PR ganhou 6, somando bancada de 40 deputados.
O oposicionista DEM também aumentou sua bancada em 6 parlamentares, totalizando 27 deputados. O PDT recebeu 3 deputados, ficando com 20 integrantes. Dois partidos receberam dois novos integrantes: o PSD, que ficou com bancada de 33 parlamentarese; e o PHS, que ficou com 6.
As seguintes legendas passaram a contar com 1 deputado a mais depois da janela para troca partidária: o PRB (bancada de 21), PSC (14), PCdoB (13), o PV (6), o Psol (6) e o PSL (2). 
Reduções
O Partido da Mulher Brasileira (PMB), que obteve registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em setembro do ano passado, foi a legenda que mais perdeu deputados: 18. Antes da promulgação da emenda, o partido tinha 19 deputados e, agora, apenas 1 parlamentar integra a bancada da legenda na Câmara.
O PSDB – maior partido de oposição na Câmara – teve redução de 5 deputados em sua bancada, que antes contava com 53 parlamentares e, após o fim da janela para troca partidária, tem 48 integrantes. Com isso, o partido deixou de ter a terceira maior bancada da Casa – posto que foi ocupado pelo PP. A bancada do Pros também perdeu 5 integrantes, ficando com 4 deputados.
Já o PSB perdeu 3 deputados, e o PTB teve redução de 2 parlamentares em sua bancada. PMDB, PT, Solidariedade, PPS e PEN perderam cada qual 1 deputado. O PMDB, a despeito da perda, permanece com a maior bancada da Casa, com 69 parlamentares, seguido do PT, com bancada de 58 deputados.
Os únicos deputados que integravam as legendas PMN e PTC deixaram os partidos, que não têm mais representantes na Câmara. A Rede manteve sua bancada de 5 parlamentares, e o PTdoB manteve a bancada de 3 deputados.

Fidelidade partidária 
Desde 2008, o Supremo Tribunal Federal (STF) entende que os mandatos pertencem aos partidos e que, por isso, o detentor de mandato eletivo não pode mudar para outra legenda sem perder o mandato. Mas a desfiliação para a filiação em partido recém-criado não acarreta a perda do cargo.

No ano passado, a criação do PMB e da Rede provocou uma série de mudanças partidárias. Com a promulgação da Emenda Constitucional 91/16, mais uma brecha foi aberta para a troca de partidos.
Conforme a emenda, que tramitou na Câmara como PEC 182/07, as mudanças partidárias feitas nesses 30 dias não valerão para o cálculo do dinheiro do Fundo Partidário e do tempo gratuito de rádio e televisão.
A emenda fez parte da reforma política aprovada pelos deputados no ano passado, que inclui também outras medidas, como o fim da reeleição para presidente, governador e prefeito. Os senadores aprovaram a possibilidade de janela para a troca partidária, por meio da EC 91/16, mas o restante da reforma ainda vai ser examinada pelo Senado.
Reportagem – Lara Haje

Edição - Regina Céli Assumpção

Deputado pede à comissão externa da epidemia do zika vírus que cumpra cronograma

O presidente da comissão externa da Câmara dos Deputados destinada a acompanhar as ações referentes à epidemia do zika vírus e da microcefalia, deputado Osmar Terra (PMDB-RS), afirmou estar preocupado com a falta de cumprimento do cronograma definido pela comissão.

“Independente da comissão que acompanha o impeachment da presidente, ou nós acertamos um cronograma ou a comissão não vai funcionar. Nós temos que visitar esses lugares, ver como está a realidade. A epidemia prossegue com força. Do jeito que está, até o final do ano, teremos 40 mil crianças com microcefalia.”, alertou.
Durante a reunião, realizada nesta terça-feira (22), Osmar Terra lamentou que duas visitas à Salvador já foram desmarcadas. Ele enfatizou que a epidemia deve ser analisada de perto: “Devemos fiscalizar se o serviço está funcionando e se o atendimento está sendo dado”.
Para o deputado Zeca Cavalcanti (PTB-PE), o Brasil se acostumou com a epidemia. “Até a imprensa hoje fala muito pouco sobre isso, parece até que já diminuiu a epidemia e os casos de microcefalia. Nós temos que esquentar o debate e não podemos nos acostumar com essa situação”, declarou.
Resultados
O deputado Osmar Terra questionou a falta de dados que apontem as consequências das ações implementadas pelo governo em combate ao zika vírus. “Uma preocupação que eu tenho é que está muito bonito o discurso, mas quanto foi reduzido do foco do mosquito? Isso não tem, não sabem dizer. Não adianta fazer essa mobilização toda sem resultado. Nós temos que cobrar isso do governo e encontrar uma forma da gente mesmo acompanhar”.
Terra disse também que devem ser definidas políticas públicas para dar amparo às crianças com microcefalia. “Com essa legião de crianças que vão nascer com danos cerebrais importantes, o Brasil tem que desenvolver um tipo de serviço especial para isso”.
O deputado Alexandre Serfiotis (PMDB-RJ) destacou a deficiência na comunicação entre estados e municípios ao informar sobre casos locais. “Como estão sendo passadas as informações de casos dos municípios aos estados? Se o comitê central não estiver ligado diretamente aos estados e, mais importante, aos municípios, a gente sabe que a informação vai chegar aqui com deficiência”, destacou.
Reportagem – Clara Sasse
Edição – Luciana Cesar

Câmara aprova em 1º turno PEC que prevê mais recursos para saúde pública

O Plenário aprovou nesta terça feira proposta de emenda à Constituição que aumenta os recursos investidos pelo governo federal em saúde pública. A PEC foi aprovada por 402 votos a um.
Atualmente, o governo tem de investir pelo menos 13,2% da receita corrente líquida em saúde. O texto aumenta esse percentual progressivamente, chegando a 19,4% da receita num prazo de sete anos.
A relatora da proposta, deputada Carmen Zanotto, do PPS de Santa Catarina, destacou que a aprovação só foi possível graças a um acordo entre todos os líderes partidários. Segundo ela, o objetivo é corrigir distorções feitas durante a votação da emenda constitucional que obriga o governo a liberar as emendas feitas por parlamentares ao Orçamento.
"É uma proposta para salvar vidas, aliviar a dor da saúde em função de seu subfinanciamento. Porque quando nós aprovamos, aqui, a proposta de emenda constitucional do orçamento impositivo, a base de cálculo para aplicação em ações e serviços de saúde foi alterada, e significou para este ano uma perda para o Ministério da Saúde de aproximadamente R$ 12 bilhões."
Já para o deputado Toninho Pinheiro, do PP de Minas Gerais, os recursos são insuficientes.
"Essa PEC, em sete anos, ainda vai deixar muita gente morrendo por falta de médico, de remédio e de consultas porque, na verdade, ainda não é o aumento que a saúde precisa e merece."
A análise da PEC foi em primeiro turno, e o texto ainda precisa passar por um segundo turno de votação no Plenário da Câmara.
Reportagem – Paula Bittar

terça-feira, 22 de março de 2016

MYLAN LABORATORIES, Bangalore, India

CARLOS ALBERTO CAVALCANTI GALINDO FILHO e EDUARDO LUIS TESTA DAS NEVES, especialistas em regulação e vigilância sanitária, da ANVISA, inspecionarão a empresa Mylan Laboratories, em Bangalore, Índia, no período de 16/04/16 a 24/04/16.

BAXTER SOLUTIONS LLC, BLOOMINGTON e BAXTER CORP, HAYWARD serão inspecionadas pela ANVISA

O Diretor - Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária no uso das atribuições que lhe confere o Decreto de nomeação de 20 de julho de 2015, publicado no DOU de 21 de julho de 2015, tendo em vista o disposto no inciso X do art. 11 do Regulamento da ANVISA aprovado pelo Decreto nº 3.029, de 16 de abril de 1999, aliado ao que dispõe o inciso XII do art. 7°, o inciso I, os §§ 1º e 3º do art. 53 e o inciso III, § 3º do art. 54 do Regimento Interno aprovado nos termos do anexo I da Resolução da Diretoria Colegiada - RDC n° 61, de 03 de fevereiro de 2016, publicada no DOU de 05 de fevereiro de 2016, resolve autorizar o afastamento do país do(s) seguinte(s) servidores:

LUCIA SCIORTINO GIORGIS e FELIPE AUGUSTO GOMES SALES, especialistas em regulação e vigilância sanitária, inspecionarão a empresa Baxter Pharmaceutical Solutions LLC, em Bloomington, Estados Unidos da América, no período de 09/04/16 a 17/04/16 incluído o trânsito.

FATIMA CRISTINA GONÇALVES DA SILVA e MILAY RORATO DE OLIVEIRA RIOS, especialistas em regulação e vigilância sanitária, inspecionarão a empresa Baxter Healthcare Corporation, em Hayward, Estados Unidos da América, no período de 16/04/16 a 24/04/16 incluído o trânsito.

RADIOFÁRMACOS - projeto ARCAL C1-RLA/6/074 9008 01, em Viena/Áustria

MARGARETH MIE NAKAMURA MATSUDA, Tecnologista da CNEN, Participará de Reunião de Especialistas para Analisar a Situação Atual, Tendências e Estratégias para a Produção de Radiofármacos, promovida pelo projeto ARCAL C1-RLA/6/074 9008 01, em Viena/Áustria, no período de 27.03 a 02.04.2016.

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