Destaques

terça-feira, 21 de junho de 2016

DELOG/SE/MS tem novo diretor DAVIDSON TOLENTINO DE ALMEIDA em substituição a BRENO VILELA COSTA. MARCELO NARVAES FIADEIRO, nomeado Diretor do Departamento de Informática do SUS

MINISTÉRIO DA SAÚDE
O MINISTRO DE ESTADO CHEFE DA CASA CIVIL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto no art. 1o do Decreto no 4.734, de 11 de junho de 2003,
resolve
Nº 1.181 - EXONERAR
BRENO VILELA COSTA do cargo de Diretor do Departamento de Logística em Saúde da Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde, código DAS 101.5.
Nº 1.182 - NOMEAR
DAVIDSON TOLENTINO DE ALMEIDA, para exercer o cargo de Diretor do Departamento de Logística em Saúde da Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde, código DAS 101.5.
Nº 1.183 - NOMEAR
MARCELO NARVAES FIADEIRO, para exercer o cargo de Diretor do Departamento de Informática do SUS da Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde, código DAS 101.5. ELISEU LEMOS PADILHA

ABDI tem novo presidente: LUIZ AUGUSTO DE SOUZA FERREIRA

MINISTÉRIO DA INDÚSTRIA, COMÉRCIO EXTERIOR E SERVIÇOS
DECRETO DE 20 DE JUNHO DE 2016
O VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso XXV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 6º da Lei nº 11.080, de 30 de dezembro de 2004, resolve
NOMEAR
LUIZ AUGUSTO DE SOUZA FERREIRA, para exercer o cargo de Presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial - ABDI, com mandato de quatro anos. Brasília, 20 de junho de 2016; 195º da Independência e 128º da República.
MICHEL TEMER
Marcos Pereira

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Lotes de anticoncepcional Ciclofemme® são suspensos

Após uma análise com resultados insatisfatórios, a Anvisa determinou a suspensão dos lotes4HC83 e 4HC73, do medicamento Ciclofemme® (levonorgestrel + etinilestradiol), drágeas.

O anticoncepcional da empresa Mabra Farmacêutica Ltda apresentou resultados insatisfatórios nos ensaios de descrição da amostra e aspecto, conforme o laudo de análise fiscal emitido pelo Instituto Adolfo Lutz (SP).

A medida está na Resolução nº 1.616/2016, publicada nesta segunda-feira (20/6) no Diário Oficial da União (DOU).

Prazo para inscrições no Prêmio Victor Valla de Educação Popular em Saúde terminam no dia 30

Foto: Karina Zambrana
Terminam no dia 30 de junho as inscrições para a 2ª Edição do Prêmio Victor Valla de Educação Popular em Saúde. Organizado pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP/MS), o prêmio reconhece iniciativas na área de Educação Popular em Saúde que articulem os saberes e práticas populares com as ações e políticas públicas de saúde. As iniciativas devem ser inéditas, de caráter público e sem fins lucrativos. As inscrições são gratuitas devem ser feitas pelo site www.saude.gov.br/premiovictorvalla.


Podem concorrer ao Prêmio iniciativas executadas em âmbito local, regional ou nacional realizadas por integrantes ou movimentos sociais e populares, conselheiros de saúde, gestores, trabalhadores, estudantes, educadores, pesquisadores e outros atores que desenvolvam ações na área de educação popular.

Os trabalhos devem ser inscritos nas seguintes categorias: ‘produções audiovisuais e musicais’, ‘narrativas e relatos’, ‘pesquisas e sistematizações’ e ‘textos artísticos’. Serão premiados 10 trabalhos selecionados de cada categoria. Os trabalhos classificados em primeiro, segundo e terceiro lugares receberão premiação em dinheiro e os demais menções honrosas. 

Para saber mais informações sobre os prazos, critérios de inscrição, submissão de trabalhos e seleção, acesse o edital do prêmio (http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/secretarias/1249-sgep-raiz/premio-victor-valla/premio-victor-valla-linha2/23259-edital-2-edicao-do-premio) ou o site www.saude.gov.br/premiovictorvalla.

Assistia ao vídeo de divulgação do Prêmio e saiba mais sobre as categorias e critérios de participação:



Por Aedê Cadaxa

Jornada de Iniciação Científica do Provoc acontece em 23/6


A Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) irá realizar no dia 23 de junho a Etapa Iniciação do Programa de Vocação Científica (Provoc). A atividade terá início às 14h no pátio da escola, onde haverá a sessão de painéis.

O Provoc, que completa 30 anos em 2016, recebe jovens estudantes matriculados na primeira série do nível médio de ensino, oriundos de instituições educacionais conveniadas. Após processo de seleção o aluno inicia sua formação acadêmica em atividades de pesquisa científica, gestão em ciência e tecnologia (C&T) sob a orientação de pesquisadores-orientadores da Fiocruz.

Fonte: EPSJV/Fiocruz


A importância da estimulação precoce em crianças com sequelas neurológicas



A estimulação precoce é um termo que abrange uma variedade de estímulos para auxiliar o desenvolvimento motor e cognitivo de lactentes e crianças. Pode ser definida como um programa de acompanhamento e tratamento multiprofissional para recém-nascidos de risco ou com alguma deficiência. A maior parte dos programas de estimulação precoce objetiva o atendimento de crianças de zero a três anos de idade, envolvendo tipicamente terapias tradicionais como fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia.

Para a coordenadora técnica da Fisioterapia Motora do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Carla Trevisan, a criança com disfunção neurológica apresenta restrições de impacto inicialmente desconhecidas, tanto musculoesqueléticas quanto neurais, para aquisição das habilidades motoras. “Desta forma, o início precoce de um plano de tratamento é fundamental, visto que as interações com o meio ambiente e as interações entre os segmentos corporais afetam o desenvolvimento. A estimulação precoce tem o objetivo de estimular e facilitar posturas e movimentos que favoreçam a aquisição sensório-motora, potencializando o desenvolvimento neuropsicomotor”, explicou ela.

É importante frisar que os programas de estimulação precoce podem ser benéficos para qualquer recém-nascido de risco que apresente condições ou agravos de saúde que interfiram no seu desenvolvimento neuropsicomotor, como a prematuridade, a paralisia cerebral, doenças congênitas, entre outras. “Para lactentes e crianças com microcefalia, a estimulação precoce deve ser iniciada logo após a constatação da mesma, buscando otimizar o desenvolvimento e prevenir ou minimizar sequelas e deformidades”, disse Carla Trevisan.

No início de 2016, o Governo Federal divulgou uma cartilha com orientações de atendimento especial a crianças de zero a três anos com microcefalia causada pelo vírus Zika. O documento tem orientações sobre desenvolvimento neuropsicomotor da criança, como a avaliação do desenvolvimento auditivo, visual, motor, cognitivo e da linguagem, a estimulação precoce e enfatiza a importância da participação da família na estimulação precoce. “A família tem papel primordial neste processo, uma vez que a estimulação deve ser continuada em casa. Desta forma, em nosso serviço sempre propomos que os pais ou responsáveis devam assistir as sessões de atendimento para receberem orientações sobre posturas e estímulos que devem ser realizados em casa. É importante lembrar que as orientações devem ser individualizadas e fornecidas pelo profissional especializado que está atendendo esta criança, a partir das necessidades da mesma”, esclareceu a fisioterapeuta.

De acordo com a publicação, diversas técnicas fisioterapêuticas podem ser usadas para a estimulação precoce, sendo o tratamento neuroevolutivo o mais utilizado no meio terapêutico. “O objetivo é direcionar a facilitação das atividades motoras apropriada para cada criança, baseado na idade cronológica, através de manuseios e facilitações de postura e movimento. Esta abordagem tem por objetivo final a potencialização das atividades funcionais da criança, de maneira que, apesar de algum eventual dano ao sistema nervoso, a criança possa desenvolver suas habilidades e competências funcionais no máximo de suas possibilidades”, finalizou Carla Trevisan.

Para ter acesso a Cartilha Diretrizes de Estimulação Precoce – Crianças de zero a 3 anos com Atraso no Desenvolvimento Neuropsicomotor Decorrente de Microcefalia clique aqui.

Fonte: Fiocruz


Entenda as etapas do processo de doação de órgãos

Atualmente, 41.236 pacientes estão à espera de um órgão no Brasil. Saiba como acontece todo o procedimento, desde o diagnóstico de morte encefálica até a recuperação do paciente que recebeu um novo órgão de um doador

No ano passado, foram realizadas no Brasil 23.666 cirurgias de transplante de órgãos, sendo 95% dos procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em mais da metade das operações (58%), 13.793 pacientes receberam novos corações saudáveis. Os transplantes de rim estão em segundo lugar: foram 5.409 cirurgias em 2015, o que corresponde a 23% de todos os procedimentos.

Apesar do grande volume de cirurgias realizadas, a quantidade de pessoas à espera de um novo órgão ainda é grande. Ao todo, 41.236 pacientes estão cadastrados na lista SUS. O rim é o órgão mais demandado: 25.077 esperam por um transplante renal. Em seguida, vêm as córneas (12.686) e o fígado (2.193)
.
Para vencer a atual desproporção entre número de pacientes na lista e o número de transplantes realizados, é importante conscientizar a população sobre todas as etapas do procedimento, que começa com o diagnóstico de morte encefálica de um potencial doador e termina na recuperação do paciente que recebeu um novo órgão. Entre essas etapas, é preciso correr contra o tempo, levantar informações importantes sobre o histórico do doador e do paciente e, a etapa mais delicada, contar com a solidariedade de uma família que passa por um momento de dor.

Entenda todas as etapas do processo de doação de órgãos:

Diagnóstico de morte encefálica

À princípio, qualquer pessoa que tenha tido a morte encefálica confirmada pode se tornar doadora. Esse é um quadro irreversível em que é diagnosticada a parada total das funções cerebrais. São realizados testes como o eletroencefalograma e a angiografia cerebral para certificar os médicos e a família da parada do órgão.

Em geral, isso ocorre após traumatismos cranianos ou acidentes vasculares. Contudo, apesar da falência do cérebro, o coração continua batendo e é a irrigação sanguínea que mantém os órgãos viáveis para doação. A circulação é mantida artificialmente, por meio de aparelhos e medicamentos, enquanto a Central de Transplantes é avisada e a família é notificada da situação.

Autorização da família

Após o diagnóstico de morte encefálica, a família deve ser consultada e orientada sobre o processo de doação de órgãos. Depois de seis horas de atestada a falência cerebral, o potencial doador passa por um novo teste clínico para confirmar o diagnóstico. Em seguida, a família é questionada sobre o desejo de doar os órgãos.

Mensagens por escrito deixadas pelo doador não são válidas para autorizar a doação. Por isso, apenas os familiares podem dar o aval da cirurgia, após a assinatura de um termo. De acordo com o Ministério da Saúde, metade das famílias entrevistadas não permite a retirada dos órgãos para doação.

Por isso, é importante conversar com a família ainda em vida para deixar claro esse desejo.

Entrevista familiar

Depois da confirmação da morte encefálica e de manifestado o desejo pela família de doar os órgãos do parente, a equipe médica realiza um questionário com os familiares para detalhar o histórico clínico do paciente. A ideia é investigar se os hábitos do doador teriam levado ao desenvolvimento de possíveis doenças ou infecções que possam ser transmitidas ao receptor.

Doenças crônicas como diabetes, infecções ou mesmo uso de drogas injetáveis podem acabar comprometendo o órgão que seria doado, inviabilizando o transplante. Por isso, a equipe médica verifica o passado clínico do doador. A entrevista é um guia para os médicos, que ainda realizam testes biológicos e físicos que indicam também a possível compatibilidade com os receptores na fila do transplante.

Retirada de órgãos

De um mesmo doador, é possível retirar vários órgãos para o transplante. Em geral, as cirurgias mais recorrentes são as de coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córnea, vasos, pele, ossos e tendões. Com isso, inúmeras pessoas podem ser beneficiadas com os órgãos de um mesmo doador. Os órgãos que duram menos tempo uma vez fora do corpo são retirados antes.

Nos 27 centros de notificação integrados, os dados informatizados do doador são cruzados com os das pessoas que aguardam na fila pelo órgão para que o candidato ideal, conforme urgência e tempo de espera, seja encontrado em qualquer parte do País.

Os profissionais envolvidos no processo trabalham em contagem regressiva para não ultrapassar o tempo limite para a retirada dos órgãos e também para a preservação dos mesmos durante o transporte.


Transporte

Quando a doação é entre pessoas de Estados diferentes, o Ministério da Saúde viabiliza o transporte aéreo dos tecidos e órgãos. A pasta tem um acordo voluntário de cooperação com companhias aéreas para assegurar o translado. As empresas transportam os órgãos gratuitamente em voos comerciais.

Em 2015, o Ministério da Saúde viabilizou o transporte de 1.164 órgãos e 2.409 tecidos para transplantes por meio do termo de cooperação e ainda 110 órgãos e 219 tecidos por meio de voos fretados e transportes terrestres em parceria com as Centrais Estaduais de Transplantes.

Para reforçar o processo de transporte, o presidente em exercício, Michel Temer, por meio de decreto, determinou que a Força Aérea Brasileira (FAB) também forneça apoio ao Ministério da Saúde, especialmente em missões solicitadas pela Central Nacional de Transplantes.

Recuperação

Depois de transplantado, o paciente tem um pós-operatório semelhante ao de outras cirurgias. Mas o sucesso da operação depende de vários fatores, como as condições do órgão e o estado de saúde do paciente. No entanto, ele terá de tomar remédios imunossupressores durante toda a vida para evitar uma possível rejeição do corpo ao novo órgão.

A estimativa do Ministério da Saúde é de que a sobrevida dos pacientes depois de cinco anos da cirurgia é de 60% nos casos de transplante de fígado e pulmão; 70% para cirurgias de substituição do coração; e 80% para os transplantes de rim.


Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde e da Adote



Ministro visita unidades de saúde em Campo Mourão, no Paraná


Ricardo Barros conferiu as instalações da Santa Casa Campo Mourão, que atende a população local e de mais 24 municípios da macrorregião Noroeste do estado, e a Central Hospitalar

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, visitou neste sábado (18), em Campo Mourão (PR), as instalações da Santa Casa Campo Mourão (PR). A unidade atende a população de 25 municípios da macrorregião Noroeste do Paraná, estimada em 332 mil habitantes. Durante a visita, o ministro se reuniu com prefeitos e gestores de saúde onde reafirmou a universalidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e as prioridades da atual gestão.  

Ao falar das prioridades, o ministro ressaltou a importância de ampliar o Rede Cegonha no estado, que hoje, no Paraná, conta apenas com 30% de habilitação. “Precisamos ampliar para 100%, como ocorre em outros estados”, disse. A habilitação do programa, que garante a organização de uma rede de cuidados materno-infantil, é um dos pleitos da Santa Casa Campo Mourão ao Ministério da Saúde.

O ministro destacou ainda algumas das prioridades desta gestão, como a informatização de  todo o SUS. “A medida vai permitir verificarmos de fato como é investido o dinheiro do sistema público na saúde dos brasileiros".  Outra prioridade é " utilizar as melhores práticas, aquelas que produzem mais serviços para a população, com menos recursos, e ensinar a todos como fazer isso". Ele disse que, para isso, não é preciso criar medidas, e sim, dar evidência às boas práticas que já vem sendo feitas, tanto pelos municípios quanto pelos prestadores de serviços e hospitais filantrópicos. "Em todos eles, nas diferentes áreas, tem alguém fazendo um bom serviço para o SUS. Vamos ensinar aos demais a replicar isso", afirmou Ricardo Barros.

A Santa Casa é um hospital geral, sendo referência na região para tratamento de pacientes com Aids e câncer. Na unidade são oferecidos os serviços de obstetrícia de alto risco, ginecologia, pediatria, clínica médica e cirúrgica, laqueadura, terapia nutricional, além dos leitos de UTI adulto, pediátrica e neonatal, entre outros serviços pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Durante a visita, o ministro vai conhecer as instalações do Pronto Atendimento e das UTIs adulto e neonatal. A unidade conta com 10 leitos de UTI adulto e oito leitos de UTI Neonatal. Um dos destaques da Santa Casa é o atendimento às gestantes de alto risco em toda a macrorregião. É oferecido atendimento diferenciado a mulheres com idade materna menor do que 17 anos ou maior do que 35 anos, com gestação ectópica, abortamento habitual e anormalidades uterinas. Além disso, a unidade oferece tratamento a mulheres que foram expostas a agentes físico-químicos nocivos, às que têm altura materna menor do que 1,45 m, que tenham má aceitação da gestação, peso materno inadequado e dependência de drogas lícitas ou ilícitas.

Central Hospitalar – O ministro da Saúde, Ricardo Barros, também visitou a Central Hospitalar de Campo Mourão. A unidade atende uma média de 2,6 mil pacientes ao mês em diversas especialidades, como ortopedia, neurologia, gastroenterologia, oftalmologia e cardiologia. O pronto-socorro conta atualmente com 116 leitos, sendo 39 do SUS.

AÇÕES NO PARANÁ – Na atenção básica, os repasses do Ministério da Saúde para o conjunto dos municípios do Paraná cresceram 61% entre 2010 (R$ 500,1 milhões) e 2015 (R$ 805,1 milhões). Já na atenção especializada, os repasses, por meio do Bloco de Média e Alta Complexidade (Teto MAC e incentivos) cresceram 62,6% entre 2010 e 2015, passando de R$ 1 bilhão para R$ 1,6 bilhão. Em 2016, até agora, foram repassados R$ 732,5 milhões.

Para o Fundo Estadual de Saúde, houve ampliação de 49,5% entre 2010 (R$ 722,1 milhões) e 2015 (R$ 1 bilhão). Em 2016, já foram repassados R$ 502 milhões.

Além disso, foram destinados pelo Ministério da Saúde aos gestores municipais de saúde do Paraná, no ano passado, R$ 910,9 milhões relativos aos 63,1 milhões de procedimentos ambulatoriais realizados; e R$ 1,1 bilhão referentes aos procedimentos hospitalares. Para os gestores estaduais, foram R$ 432,2 milhões para custear os 78,7 milhões de procedimentos ambulatoriais e R$ 573 milhões para os 429 mil procedimentos hospitalares.

Por Fábio Ruas e Carolina Valadares, da Agência Saúde 


domingo, 19 de junho de 2016

Relatório reforça recomendações científicas para uma economia de base biológica

A terra disponível no planeta não é um fator limitante para a produção simultânea de alimentos e bioenergia no mundo. A avaliação é do relatório “Reconciling Food Security and Bioenergy: Priorities for Action [Conciliando a Segurança Alimentar e a Bioenergia: Prioridades para Ação]”, divulgado por uma equipe internacional e multidisciplinar de especialistas de dez instituições de pesquisa em sete países. 

O documento identifica medidas baseadas em conhecimento científico para a implementação de uma economia de base biológica, conhecida como bioeconomia, fundamental para aumentar a segurança energética e reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE). Entre as recomendações estão a adoção de estratégias para lidar com fatores locais de risco; engajamento de populações locais; estímulo à compatibilidade da coprodução de alimentos e bioenergia; adoção de culturas flexíveis e planejamento para diversificar mercados locais com aproveitamento de resíduos como palha e bagaço de cana, por exemplo.

Outras medidas propostas são o apoio à implantação de unidades de produção com uso múltiplo, para aumentar o suprimento de biomassa sustentável; gerenciamento adaptativo dessas unidades; comunicação pública sobre os objetivos, obstáculos e oportunidades da coprodução para lidar com necessidades locais; e a colaboração em programas locais de desenvolvimento.

"Uma parte significativa da energia de um país pode ser fornecida por biomassa ao mesmo tempo em que a produção de alimentos é aumentada", disse Glaucia Souza, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) e membro da equipe de pesquisadores.

A indústria do etanol de cana no Brasil, por exemplo, é responsável por melhorar condições de subsistência no país e promove a infraestrutura e o desenvolvimento rural. "O programa de etanol de cana do Brasil demonstrou, ao longo de 40 anos de monitoramento, aprendizado e adaptação, que é possível conciliar o aumento de incentivos para restauração da terra e serviços ecossistêmicos com o aumento da segurança alimentar e redução da pobreza.”

O relatório também destaca que investimentos em pesquisa e em sistemas que permitam aumentar a segurança alimentar e o abastecimento de energia podem atenuar situações de risco.
O documento está disponível neste link

(Agência Gestão CT&I, com informações da Agência Fapesp)

Finep e agência holandesa assinam acordo de cooperação em CT&I

Um acordo de cooperação internacional será assinado nesta terça-feira (21), às 10h, entre a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a RVO, agência holandesa de empreendimentos. O foco será nas oportunidades em ciência, tecnologia e inovação (CT&I) entre Brasil e Holanda, estabelecendo parcerias entre institutos de pesquisa e empresas inovadoras de ambos os países. O evento é aberto ao público, mediante envio de confirmação de presença pelo e-mail internacional@finep.gov.br  até esta sexta-feira (17).

A cooperação tem como objetivo o desenvolvimento e o fortalecimento de uma rede transnacional em cooperação científica, tecnológica e industrial, através da troca de experiências e do desenvolvimento de planos de ação e atividades em áreas de interesse mútuo.

Os temas selecionados para o desenvolvimento das atividades de parceria são: economia circular; bioeconomia incluindo biotecnologia, química e biocombustíveis; energias renováveis e eficiência energética; recursos hídricos e saneamento ambiental; agricultura; ciências do mar; mobilidade urbana sustentável; aeronáutica e espaço; saúde; tecnologias facilitadoras incluindo nanotecnologia em tecnologia da informação e comunicação (TIC).

(Agência Gestão CT&I, com informações da Finep)




sábado, 18 de junho de 2016

V SYMPOSIUM


4 em cada 10 pacientes começam a tratar câncer só após prazo legal

SPL
Exame de mama detecta tumor; 43% dos pacientes começam tratamento após prazo estipulado por lei
O nódulo no seio direito apareceu em um exame de rotina em janeiro. Desconfiada, Adriana (nome fictício) resolveu pagar do próprio bolso a biópsia pedida pelo médico, para acelerar seu diagnóstico.
O resultado a levou para um hospital público especializado. Estava com câncer de mama. O tumor poderia ser retirado em cirurgia, ouviu.

Cinco meses depois do diagnóstico, ela não sabe quando fará esse procedimento e descobriu um novo nódulo, embaixo do braço. "Apareceu também no seio esquerdo. Está crescendo rápido."

Apesar de existir uma lei que prevê que todos os casos de câncer tenham direito a tratamento em até 60 dias depois do diagnóstico, quatro em cada dez casos registrados em um sistema do governo federal esperam mais tempo para receber atendimento.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, dos 27.248 casos com data de tratamento registrada no Siscan (Sistema Nacional de Câncer), só 57% tiveram atendimento em até 60 dias. Outros 43% iniciaram tratamento depois desse prazo –a maioria após 90 dias ou mais.

A espera desses pacientes mostra que, três anos após entrar em vigor, a lei 12.732, sancionada em 2012 e chamada de "lei dos 60 dias", ainda não é cumprida no país.

Para oncologistas, a demora pode agravar a situação do paciente. O impacto depende do estágio e de cada tipo de câncer. Em caso de linfomas mais agressivos, a espera pode ser fatal, diz Rafael Kaliks, oncologista clínico do Hospital Israelita Albert Einstein.

"Sessenta dias já não é o ideal, porque existem vários tipos de câncer. E também do ponto de vista psicológico. Imagina esperar dois meses para começar a tratar".

Ele lembra que, no Reino Unido, o limite é de 30 dias a partir do diagnóstico.

Gustavo Fernandes, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, diz que a ideia de ter um limite é importante, mas faz ressalvas. "Há pacientes que podem esperar até 90 dias. Outros, nem 15. Não pode ser uma regra única."



GARGALOS
Antes de tratar, pacientes enfrentam outro gargalo: a espera por diagnóstico. "A doença não passa a existir só quando a pessoa tem o papel na mão", diz Fernandes.

"Temos pacientes esperando há mais de dois anos por exames. Isso não é contabilizado", diz o advogado Alber Sena, da Abrale (associação de linfoma e leucemia).

É o que ocorre com o auxiliar-administrativo Camilo Oliveira, 25, que mora em São Paulo. Em agosto de 2015, descobriu um nódulo na região cervical. Atendido por um clínico-geral, foi encaminhado para exames e especialistas. Em meio à dificuldade para agendar o serviço e novas consultas, ele ainda não tem uma resposta.
Para Rafael Kaliks, ao mesmo tempo em que a lei foi benéfica ao alertar para a necessidade de tratamento rápido, faltou planejamento para que o prazo pudesse, de fato, ser cumprido pelas instituições.

Segundo ele, a situação faz com que muitos hospitais optem por atender um número limitado de pacientes para continuar dentro do prazo.

"Se fecham a porta de entrada, não começa a contar o relógio de 60 dias", afirma.
Para Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia, que representa pacientes, a lei foi um "grito de socorro". "O problema é que não veio com mais recursos. Tivemos a lei, mas não se parou para corrigir as barreiras."

PA
Exame de imagem de seio, que pode detectar câncer; lei prevê começo de tratamento em até 60 dias
PACIENTES 'INVISÍVEIS'
Ao mesmo tempo em que parte dos dados do Ministério da Saúde aponta um período longo de espera até o atendimento, há casos de pacientes com câncer que ainda permanecem sem resposta ou estão "invisíveis" nas estatísticas.

Dados obtidos pela Folha a partir dos registros do Siscan (Sistema Nacional de Câncer) apontam que, além dos 27.248 casos de câncer com data de início de atendimento registrada no sistema, há outros 31.046 cadastrados, mas sem essas informações.

A ausência desses dados faz com que não seja possível saber, com isso, quantos destes casos, embora tenham sido diagnosticados, ainda esperam para o tratamento.

Ou, ainda, se há entre eles casos já em acompanhamento –mas cuja data de início da quimioterapia, radioterapia ou cirurgia deixou de ser informada pelos hospitais.

Há ainda outro impasse que permeia os registros. Estimativa do Inca (Instituto Nacional de Câncer) aponta que, apenas neste ano, o Brasil terá 596 mil novos casos de câncer. Ou seja: cerca de dez vezes o registrado no Siscan –58 mil, quando somados aqueles com data de início de tratamento e os demais sem informações.


"Há muito menos pacientes do que deveria ser registrado", afirma Gustavo Fernandes, da SBOC.

Sem os dados, não há como ter um panorama completo dos registros de câncer no país, segundo especialistas e associações de pacientes.


Segundo Ana Lúcia Gomes, coordenadora de relações institucionais da Femama (Federação de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama), a falta de informações dificulta o controle dos atendimentos.

"A criação da lei é benéfica. Mas até hoje não conseguimos saber se foi de fato implementada", diz. "Só pelas informações falhas, já sabemos que ela não funciona."
Ela cita uma pesquisa feita pela Femama em 2014 com 54 secretarias de saúde, órgãos reguladores e centros de assistência. Metade já tinha enfrentado falhas no funcionamento do sistema.

Entre os impasses alegados à época estavam a ausência de treinamento de profissionais e falta de acesso à internet nas unidades de saúde do interior do país, o que inviabilizava os registros.

Nos bastidores, técnicos do Ministério da Saúde admitem que ainda há dificuldades.
A avaliação é que, embora o número de municípios com acesso ao sistema tenha crescido (atualmente são 4.867), ainda há impasses para ele ser implementado em todos os serviços vinculados a este tipo de atendimento na rede de saúde.

OUTRO LADO
O Ministério da Saúde afirma reconhecer a importância da lei dos 60 dias e diz que tem ampliado os serviços de diagnóstico e tratamento junto aos gestores de Estados e municípios para "dar maior agilidade ao atendimento".

O ministério diz ainda que o Siscan está em fase final de implementação e que os ajustes e aprimoramentos em curso no sistema "não prejudicam o ritmo de atendimento e tratamento de câncer no SUS".

"Prova disso é que, em cinco anos, houve um aumento de 34% no número de pessoas com câncer atendidas no SUS, ampliado de 292,9 mil em 2010 para 393 mil em 2015", afirma a pasta.

Segundo o ministério, nesse período, o número de procedimentos de tratamento (radioterapia, quimioterapia e cirurgia oncológica) e de prevenção cresceu 9%.

"O Ministério da Saúde reconhece que, ainda que muitos avanços já tenham sido atingidos, há ainda muito mais a avançar tendo em vista os desafios impostos a um país com dimensões continentais, como é o caso do Brasil", afirma a nota.

A pasta acrescenta ser prioridade "o aprimoramento da gestão para a maior eficiência e qualidade do serviço".

Ainda segundo o ministério, os recursos para tratamentos oncológicos cresceram 68% entre 2010 e 2015 –de cerca de R$ 2,1 bilhões para R$ 3,5 bilhões. 


NATÁLIA CANCIAN
Folha de São Paulo, DE BRASÍLIA

Calendário Agenda