Ricardo Barros conferiu as
instalações da Santa Casa Campo Mourão, que atende a população local e de mais
24 municípios da macrorregião Noroeste do estado, e a Central Hospitalar
O ministro da Saúde, Ricardo
Barros, visitou neste sábado (18), em Campo Mourão (PR), as instalações da
Santa Casa Campo Mourão (PR). A unidade atende a população de 25 municípios da
macrorregião Noroeste do Paraná, estimada em 332 mil habitantes. Durante a
visita, o ministro se reuniu com prefeitos e gestores de saúde onde reafirmou a
universalidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e as prioridades da atual
gestão.
Ao falar das prioridades, o
ministro ressaltou a importância de ampliar o Rede Cegonha no estado, que hoje,
no Paraná, conta apenas com 30% de habilitação. “Precisamos ampliar para 100%,
como ocorre em outros estados”, disse. A habilitação do programa, que garante a
organização de uma rede de cuidados materno-infantil, é um dos pleitos da Santa
Casa Campo Mourão ao Ministério da Saúde.
O ministro destacou ainda
algumas das prioridades desta gestão, como a informatização de todo
o SUS. “A medida vai permitir verificarmos de fato como é investido o dinheiro
do sistema público na saúde dos brasileiros". Outra prioridade é
" utilizar as melhores práticas, aquelas que produzem mais serviços para a
população, com menos recursos, e ensinar a todos como fazer isso". Ele
disse que, para isso, não é preciso criar medidas, e sim, dar evidência às boas
práticas que já vem sendo feitas, tanto pelos municípios quanto pelos
prestadores de serviços e hospitais filantrópicos. "Em todos eles, nas
diferentes áreas, tem alguém fazendo um bom serviço para o SUS. Vamos ensinar
aos demais a replicar isso", afirmou Ricardo Barros.
A Santa Casa é um hospital
geral, sendo referência na região para tratamento de pacientes com Aids e
câncer. Na unidade são oferecidos os serviços de obstetrícia de alto risco,
ginecologia, pediatria, clínica médica e cirúrgica, laqueadura, terapia
nutricional, além dos leitos de UTI adulto, pediátrica e neonatal, entre outros
serviços pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Durante a visita, o ministro
vai conhecer as instalações do Pronto Atendimento e das UTIs adulto e neonatal.
A unidade conta com 10 leitos de UTI adulto e oito leitos de UTI Neonatal. Um
dos destaques da Santa Casa é o atendimento às gestantes de alto risco em toda
a macrorregião. É oferecido atendimento diferenciado a mulheres com idade
materna menor do que 17 anos ou maior do que 35 anos, com gestação ectópica,
abortamento habitual e anormalidades uterinas. Além disso, a unidade oferece
tratamento a mulheres que foram expostas a agentes físico-químicos nocivos, às
que têm altura materna menor do que 1,45 m, que tenham má aceitação da
gestação, peso materno inadequado e dependência de drogas lícitas ou ilícitas.
Central Hospitalar –
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, também visitou a Central Hospitalar de
Campo Mourão. A unidade atende uma média de 2,6 mil pacientes ao mês em
diversas especialidades, como ortopedia, neurologia, gastroenterologia, oftalmologia e
cardiologia. O pronto-socorro conta atualmente com 116 leitos, sendo 39 do
SUS.
AÇÕES NO PARANÁ –
Na atenção básica, os repasses do Ministério da Saúde para o conjunto dos
municípios do Paraná cresceram 61% entre 2010 (R$ 500,1 milhões) e 2015 (R$
805,1 milhões). Já na atenção especializada, os repasses, por meio do Bloco de
Média e Alta Complexidade (Teto MAC e incentivos) cresceram 62,6% entre 2010 e
2015, passando de R$ 1 bilhão para R$ 1,6 bilhão. Em 2016, até agora, foram repassados
R$ 732,5 milhões.
Para o Fundo Estadual de
Saúde, houve ampliação de 49,5% entre 2010 (R$ 722,1 milhões) e 2015 (R$ 1
bilhão). Em 2016, já foram repassados R$ 502 milhões.
Além disso, foram destinados
pelo Ministério da Saúde aos gestores municipais de saúde do Paraná, no ano
passado, R$ 910,9 milhões relativos aos 63,1 milhões de procedimentos
ambulatoriais realizados; e R$ 1,1 bilhão referentes aos procedimentos
hospitalares. Para os gestores estaduais, foram R$ 432,2 milhões para
custear os 78,7 milhões de procedimentos ambulatoriais e R$ 573 milhões para os
429 mil procedimentos hospitalares.
Por Fábio Ruas e
Carolina Valadares, da Agência Saúde

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