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quinta-feira, 23 de junho de 2016

HEMOBRAS - TCU - AUTORIZA A DIVULGAÇÃO DO INTEIRO TEOR DO RELATÓRIO DA SecexSaúde , determina prazo de 120 dias para elaboração do plano de ação e torna público as mazelas do projeto

O Diário Oficial da União, de hoje (22) publica os Acordões No. 1446 e 1447/2016 do TCU que trata da avaliação do cumprimento do processo de transferência de tecnologia de hemoderivados na HEMOBRÁS, incluindo a etapa de fracionamento do plasma. Em 2014 o TCU já tinha emitido o Acórdão No. 1444 recomendando a observação de mais 13 itens.

A Hemobrás informou ao TCU que o contrato com  o consórcio Mendes Júnior/TEP/Squadro – MJTS, embora com desvios do cronograma inicial, as obras da fábrica estão sendo executadas para receber as transferências de tecnologia da LFB para o processamento de plasma e da BAXTER para a produção de recombinantes, e consideram que atingirão pleno sucesso dos objetivos Institucionais que justificaram sua criação ao que o TCU recomentou a conveniente continuidade do acompanhamento

Já no contrato 035/11 firmado com a CONCREMAT o TCU verificou que os aditivos ultrapassaram o limite legal de 25% preconizado pela Lei 8666, o que ensejará representação autônoma

No contrato 29/11 assinado com o IBMP – Instituto de Biologia Molecular do Paraná apresenta indícios de sobreposição ao contrato 035/11 firmado com a Concremat está sendo analisado pela unidade instrutiva no processo de contas de 2011, as conclusões serão oportunamente juntadas aos autos.

TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA DA BAXTER PARA PRODUÇÃO DE FATOR VIII RECOMBINANTE, NÃO FOI INICIADA 3,5 APÓS ASSINATURA DO CONTRATO E DEMANDARÁ MAIS 350 MILHÕES DE DÓLARES

Já no que respeita os Contratos 39 e 40/2012 firmados com a BAXTER para a TT de Fator VIII recombinante a SecexSaúde conclui que o processo não apresenta evolução decorridos 3,5 (três e meio) anos nenhuma das etapas da TT foi realizada

A Hemobrás informa ainda ao TCU que para a construção da planta para a produção de Fator VIII recombinante serão necessários investimentos adicionais equivalentes a US$ 300 milhões

Das demais observações contidas no primeiro Acórdão; aplicação de descontos financeiros sobre o preço do litro de plasma fracionado, rendimento, perda de pessoal treinado, perda de conhecimento, serão tratados no próximo trabalho de acompanhamento

A titularidade do terreno onde o projeto está localizado ainda não foi transferida para a Hemobrás, assim como não foram aportados os recursos em espécie, previstos na Lei Estadual 13.208 de 2007.

Durante o impedimento técnico da LFB por perda da Certificação de Boas Práticas o plasma foi armazenado no Brasil o que obrigou a Hemobrás a contratar câmaras frias de terceiros.

Segundo depoimentos colhidos pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Pulso o excedente de plasma ficou armazenado sob condições inadequadas em toda cadeia envolvida desde a coleta até a Hemobrás

O TCU entende que a LFB deveria ter assumido o ônus do armazenamento e do envelhecimento do plasma que não pode receber e processar na França, durante o período de perda da CBPF

O Acórdão registra que a SecexSaúde a possível perda de plasma ou de parte de seu potencial por armazenamento inadequado ou excessivamente longo serão objeto de representação autônoma

Concluindo os Ministros do TCU dão ciência ao MS, Hemobrás, CNS, CSSF da Câmara dos Deputados,  CAS do Senado e ao Procurador do Trabalho Eduardo Luis Amgarten e autorizam a divulgação do inteiro teor do Relatório de Acompanhamento elaborado pela SecexSaúde


Já no Acórdão No. 1447/16 o TCU, por unanimidade, determina aos Órgãos Governantes Superiores (OGS) destinatários das recomendações do Acórdão 2.622/2015-TCU-Plenário –
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP);
Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seges/MP);
Controladoria-Geral da União (CGU/PR), atual Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle;
Secretaria de Orçamento Federal (SOF/MP);
Secretaria de Gestão Pública (Segep/MP);
Comitê Gestor da Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoal;
Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR);
Conselho Nacional de Justiça (CNJ); e
Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) - que, no prazo de 120 (cento e vinte) dias, encaminhem Plano de Ação, conforme modelo constante do Anexo I, para a implementação das medidas propostas

Os referidos órgãos terão prazo de 15 (quinze) dias para indicar os interlocutores para dirimirem eventuais dúvidas e representar as instituições junto ao TCU para alinhamento das medidas do plano de ação

Determinam ainda que:
Seja Realizada diligência à Comissão de Ética Pública (CEP/PR), nos termos do art. 157 do Regimento Interno/TCU, solicitando que apresente, em até 15 (quinze) dias, evidências quanto às informações declaradas no ofício 899/2015/CEP-PR, de 24/11/2015:
1. relatórios das visitas técnicas realizadas nos últimos dois anos às organizações do Poder Executivo Federal;
2. relatório ou documento que aborde as conclusões das avaliações da implantação da gestão de ética no Poder Executivo Federal realizadas nos últimos dois anos por meio de questionário de avaliação. E ainda eventuais propostas e/ou medidas resultantes dessas avaliações;
3. documentos em que constem informações de período, número de inscritos, local e conteúdo das edições do curso de Gestão e Apuração da Ética Pública realizadas nos últimos dois anos;
4. documentos em que constem informações de período, número de inscritos, local e conteúdo do: Seminário Internacional "Ética na Gestão", realizado em outubro de 2015; Workshop "Conflito de Interesses no Poder Executivo Federal, realizado em setembro de 2014; e encontro regional no Centro-Oeste que ocorreu em maio de 2015.

A seguir a integra da publicação no DOU :




Comissão aprova MP que destina R$ 420 milhões para ações contra microcefalia

A maior parcela (R$ 300 milhões) foi direcionada para a compra de repelentes para grávidas atendidas pelo programa Bolsa Família
Antonio Augusto / Câmara dos Deputados
Relatora da Medida Provisória 716/16, a deputada Leandre apresentou parecer favorável à destinação dos recursos para combate ao mosquito transmissor dos vírus da dengue, zika e febre chikungunya

A Comissão Mista de Orçamento aprovou hoje a Medida Provisória 716/16, que destina R$ 420 milhões do orçamento federal para ações de combate à microcefalia e ao mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus da dengue, zika e febre chikungunya.
A MP de crédito extraordinário recebeu parecer favorável da deputada Leandre (PV-PR). O texto será votado agora nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.
A maior parcela (R$ 300 milhões) foi direcionada para a compra de repelentes para grávidas atendidas pelo programa Bolsa Família. A distribuição do produto, a cargo do Ministério do Desenvolvimento Social, foi definida pelo governo em janeiro e é uma das frentes do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes aegypti e à Microcefalia.
O vírus zika é associado ao surto de microcefalia entre recém-nascidos que atingiu o País neste ano, principalmente na região Nordeste. Entre outubro de 2015 e o dia 11 de junho, foram confirmados 1.581 casos de bebês com microcefalia ou lesões no sistema nervoso, segundo o último relatório do Ministério da Saúde.
Defesa
A MP também destina R$ 70 milhões para o Ministério da Defesa. Os recursos serão usados para apoiar a operação das Forças Armadas no combate ao mosquito Aedes.

Já a pasta de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações foi contemplada com R$ 50 milhões, dinheiro que será utilizado em pesquisas para tratamento e diagnóstico da infecção causada pelo vírus zika.
Segundo a Constituição, o Poder Executivo pode editar medida provisória de crédito extraordinário para atender a despesas relevantes, imprevisíveis e urgentes.
ÍNTEGRA DA PROPOSTA:
Reportagem – Janary Júnior
Edição – Newton Araújo

Agência Câmara Notícias'

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Fiocruz lança novo site com análises sobre a saúde na mídia


“No SUS não tem nada de bom porque na TV só se fala mal”. “Extra, extra, madrugada de filas nos hospitais da capital”. “Preciso comer isto porque o jornal disse que faz bem”. “Você soube da doença daquela atriz? Preciso me cuidar, ela deu detalhes na rádio hoje de manhã “. Estes e outros comentários fazem parte do cotidiano, pois a imprensa pauta boa parte das conversas sobre a saúde no dia a dia. Mas, quais os sentidos destas e de outras informações divulgadas sobre saúde pelos meios de comunicação?

Desde 2003, pesquisadores do Laboratório de Pesquisa em Comunicação e Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Laces/Icict/Fiocruz) monitoram diferentes temas de saúde na imprensa. Em 2008, criaram o Observatório Saúde na Mídia e, a partir deste mês, estas e novas análises estão disponíveis on-line no site, lançado em junho. O espaço publica as diferentes pesquisas até então restritas à comunidade científica, além de trazer artigos atuais sobre temas variados da saúde, conforme as linhas de investigação de cada pesquisador.

Além disso, a plataforma digital disponibiliza ao internauta o acesso ao “e-monitor”, que agrega notícias sobre o vírus zika, a dengue e o chikungunya, a partir do que foi publicado em jornais das cinco regiões brasileiras, a saber: Folha de S. Paulo (SP); O Globo (RJ); O Estado de Minas (MG); A Tribuna (ES); Correio Braziliense (DF); Jornal do Commercio (PE); Correio da Paraíba (PB); O Correio (BA); Zero Hora (RS) e Dez Minutos (AM). É possível consultar também, em um só lugar, as informações divulgadas por importantes órgãos da saúde pública, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Pan-americana da Saúde (Opas), Ministério da Saúde (MS) e Fiocruz, bem como artigos científicos sobre estes temas.

O site é atualizado periodicamente, e traz também o histórico do projeto e os pesquisadores envolvidos, além de entrevistas e artigos opinativos de profissionais de outras instituições que analisam criticamente a mídia e a saúde, entre outras informações.

Sobre o Observatório Saúde na Mídia
O Observatório Saúde na Mídia foi criado a partir de uma pesquisa sobre a dengue na mídia, entre 2003 e 2007. A partir de 2008, já como observatório, o projeto realiza o acompanhamento da saúde na imprensa, ao monitorar os meios de comunicação brasileiros, analisar como se constroem os sentidos da saúde e do SUS e divulgar os resultados dessas análises em espaços acadêmicos. O Observatório Saúde na Mídia é parte das atividades do Laboratório de Pesquisa em Comunicação e Saúde (Laces/Icict/Fiocruz).

Mariella Oliveira-Costa (Icict/Fiocruz)


Conheça os oito relatos mais bem avaliados sobre experiências no combate ao Aedes aegypti

Está disponível a lista dos oito relatos mais bem avaliados sobre “A experiência do Trabalhador no combate ao Aedes aegypti”, inscritos na Comunidade de Práticas entre os meses de fevereiro e maio de 2016.

As inscrições atenderam à chamada divulgada pelo Ministério da Saúde com o objetivo de estimular a troca de experiências sobre o cotidiano de trabalho na prevenção e combate ao mosquito, apoio ao cuidado e enfrentamento à microcefalia, dengue, chikungunya e infecção pelo vírus zika.

Os trabalhos inscritos passaram por um processo de “avaliação entre pares” para fortalecer o compartilhamento de boas práticas. Após o processo, a curadoria utilizou como critério de classificação dos melhores relatos a média do número de “corações” computados multiplicada por um fator numérico dependente do número de avaliações recebidas.

Confira as experiências inscritas na chamada clicando aqui.

Premiados
O relato melhor avaliado é do Rio de Janeiro (RJ), seguido por experiências de Barra dos Garças (MT), Marília (SP), Caraí (MG), Cariacica (ES), Aurora (CE) e Gurupi (TO). Os oito contemplados terão a oportunidade de divulgar sua experiência nas mídias da Comunidade de Práticas e/ou de parceiros.

Confira, abaixo, a lista dos premiados e, depois, clique aqui para conhecer a classificação das demais experiências avaliadas.


 Texto: Departamento de Atenção a Saúde (DAB/SAS/MS)
Edição: Comunicação Interna/ASCOM/GM


Uso de fitoterápicos e plantas medicinais cresce no SUS

Política nacional implantada pelo Ministério da Saúde completa 10 anos atendendo a 16 mil pessoas egarantindo o uso sustentável da biodiversidade brasileira; selo e carimbo são lançados

Os brasileiros estão, cada vez mais, apostando em tratamentos à base de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos: entre 2013 e 2015 a busca por esses produtos no Sistema Único de Saúde (SUS) mais que dobrou, crescendo 161%. Há três anos, cerca de 6 mil pessoas procuraram alguma farmácia de atenção básica para receber os insumos; no ano passado essa procura passou para quase 16 mil pessoas. A iniciativa, criada pelo Ministério da Saúde para garantir o acesso seguro e uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos no país, já está presente em cerca de 3.250 unidades de 930 municípios brasileiros.

“Os fitoterápicos têm uma participação importante no mercado de medicamentos porque eles refletem também nossa cultura, nossa tradição e História. Além disso, são medicamentos de baixo custo aos quais parte da população está habituada, pois aprendeu a usá-los com seus avós e pais. É importante que possamos ampliar o acesso a fitoterápicos no SUS”, afirmou o ministro Ricardo Barros nesta quarta-feira (23) durante o evento que marcou uma década da política no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília (DF).

Saiba mais sobre a política nacional de fitoterápicos acessando a Web Rádio Saúde aqui e aqui.

Na celebração foi lançado carimbo comemorativo e selo personalizado em parceria com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). As duas mil unidades do selo serão distribuídas em correspondências do Ministério da Saúde. O carimbo ficará disponível pelos próximos 30 dias na agência dos Correios da Câmara dos Deputados; após esse prazo, ele será integrado ao acervo do Museu Postal da ECT.

INDICAÇÕES - Em média, por ano, a política beneficia 12 mil pessoas, as quais utilizam medicamentos fitoterápicos industrializados, fitoterápicos manipulados, drogas vegetais e planta medicinal fresca. Atualmente, o SUS oferta doze medicamentos fitoterápicos. Eles são indicados, por exemplo, para uso ginecológico, tratamento de queimaduras, auxiliares terapêuticos de gastrite e úlcera, além de medicamentos com indicação para artrite e osteoartrite.

De acordo com o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ), os fitoterápicos mais utilizados na rede pública são o guaco, a espinheira-santa e a isoflavona-de-soja, indicados como coadjuvantes no tratamento de problemas respiratórios, gastrite e úlcera e sintomas do climatério, respectivamente.

Os produtos fitoterápicos e plantas medicinais, assim como todos os medicamentos convencionais, são testados para o conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso, e também para garantir  a qualidade do insumo. Cabe à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e às Vigilâncias Sanitárias Municipais e Estaduais o controle desses medicamentos.

PROGRAMA NACIONAL – Em 2006 foi publicada a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (Decreto nº 5.813/2006), que está completando 10 anos de sua publicação. Suas diretrizes foram, em seguida, detalhadas no Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF) (Portaria Interministerial nº 2.960/2008). O objetivo da Política e do PNPMF é “garantir à população brasileira o acesso seguro e o uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos, promovendo o uso sustentável da biodiversidade, o desenvolvimento da cadeia produtiva e da indústria nacional”.

INVESTIMENTOS - Desde 2012, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, investiu mais de R$ 30 milhões em 78 projetos de plantas medicinais e fitoterápicos no âmbito do SUS.

Os projetos têm o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva nos municípios, estados e Distrito Federal, especialmente a oferta de fitoterápicos aos usuários do SUS. Os 78 projetos que já receberam recursos federais estão distribuídos por todas as regiões do país e foram estruturados a partir dos editais do Ministério da Saúde. Até o momento, são 31 iniciativas de arranjo produtivo local, 44 de assistência farmacêutica e três de desenvolvimento e registro sanitário de medicamentos fitoterápicos da Relação Nacional de Medicamentos (Rename) por laboratórios oficiais públicos.

CURSO PARA MÉDICOS – O Ministério da Saúde realizou, em 2012 o primeiro curso de Fitoterapia para Médicos, na modalidade de Educação à Distância (EAD). A primeira turma capacitou 300 profissionais de todas as regiões do país. Neste ano, uma segunda turma deverá fazer o curso, com previsão de 600 vagas para médicos de todo Brasil. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre o tema e sensibilizar profissionais de saúde e população para esta opção terapêutica, permitindo o acesso da população brasileira aos fitoterápicos com eficácia, segurança e qualidade.

Além disso, o Ministério da Saúde, por meio de eventos, busca promover a integração entre os setores produtivo, serviços de saúde, academia, Anvisa e demais ministérios, a fim de identificar as potencialidades para produção de medicamentos fitoterápicos.

NAS FARMÁCIAS - Atualmente, o mercado brasileiro comercializa diversos medicamentos fitoterápicos, simples e associados, com atuação em várias áreas do organismo humano. Para o Sistema Nervoso Central, por exemplo, são comercializados a Passiflora sp., Valeriana officinalisHypericum perforatumPiper methysticum Melissa officinalis.

Grupos de pesquisa sobre saúde mental vêm realizando estudos com medicamentos fitoterápicos indicados para tratamentos de doenças psiquiátricas, os quais demonstram resultados positivos. Por exemplo, estudos demonstram a superioridade da Passiflora incarnata em relação ao placebo no tratamento de sintomas da ansiedade, sendo suas conclusões classificadas como preliminares.

Posição semelhante é encontrada na monografia da Comunidade Europeia, que considera preliminares as evidências de eficácia ansiolítica da Passiflora, porém reconhece seu uso estabelecido tradicionalmente para “alívio de sintomas discretos de estresse mental e auxílio ao sono”.

Por Victor Maciel


Exame de sangue para detectar o estágio inicial de Alzheimer

Pesquisadores americanos desenvolveram um exame de sangue que tem por objetivo identificar pacientes no estágio inicial da doença de Alzheimer. De acordo com os resultados do estudo, publicados em "Alzheimer's and Dementia", os biomarcadores podem ajudar a diferenciar entre o estágio de Comprometimento Cognitivo Leve (CCL) causado por Alzheimer e o comprometimento cognitivo por outras causas.
Os pesquisadores da Universidade de Rowan em Stratford, Nova Jersey, incluíram 236 participantes em seu estudo de prova de conceito, dentre eles 50 com CCL, indicado pelos baixos níveis do peptídeo beta-amiloide 42 no líquido cefalorraquidiano. Todas as amostras foram rastreadas usando microensaios de proteína humana, cada um contendo cerca de 9.500 proteínas humanas únicas que são usadas como iscas para atrair autoanticorpos transportados pelo sangue. Assim, os pesquisadores identificaram os 50 principais biomarcadores de autoanticorpos capazes de detectar CCL. 
Em vários testes, os 50 biomarcadores tiveram uma acurácia de 100 por cento na distinção entre pacientes com CCL secundária a Alzheimer e controles saudáveis. Uma maior diferenciação entre pacientes com Alzheimer precoce no estágio CCL e aqueles com Alzheimer mais avançado, leve a moderado, gerou resultados igualmente precisos (98,7 por cento), bem como a detecção do estágio inicial da doença de Parkinson (98,0 por cento), esclerose múltipla (100 por cento) e câncer de mama (100 por cento). 
"Cerca de 60 por cento de todos os pacientes com CCL têm CCL causada pelo estágio inicial da doença de Alzheimer. Os demais 40 por cento dos casos são causados por outros fatores, incluindo problemas vasculares, efeitos colaterais de medicamentos e depressão. Para oferecer os cuidados adequados, os médicos precisam saber que casos de CCL são devidos ao Alzheimer inicial e quais não são," disse a principal autora do estudo, Cassandra DeMarshall. Contudo, o uso do painel de biomarcadores para CCL como exame de sangue para a detecção precoce da doença de Alzheimer se juntará a um estudo maior e bem-sucedido de replicação usando uma coorte independente de pacientes.

'Pílula do câncer' falha em seu sétimo teste

Substância demonstrou resultados pouco animadores no combate ao câncer 
A fosfoetanolamina, conhecida como “pílula do câncer”, teve mais um resultado negativo na série de testes encomendada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O trabalho, divulgado em 17 de junho, mostrou que a substância não é capaz de combater câncer de pâncreas e melanomas nem em alta concentração. O composto também mostrou desempenho desanimador em células de câncer de pulmão.
Feito com fosfoetanolamina produzida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), trata-se do sétimo estudo com resultados pouco animadores sobre o potencial da substância no tratamento do câncer. O resultado foi considerado tão desanimador que, em reunião realizada com o grupo de especialistas no MCTI, foi sugerida até a interrupção dos trabalhos.
Parte dos integrantes do grupo considera necessária a realização de outros estudos para indicar se a fosfoetanolamina tem de fato algum tipo de ação no organismo. “Pode haver até uma ação anti-inflamatória ou analgésica. Mas os trabalhos mostram que, para os tipos de câncer avaliados até agora, ela não é eficaz”, afirmou um integrante do comitê, sob condição de anonimato.
Diretor-geral do Instituto de Câncer do Estado de São Paulo, o oncologista Paulo Hoff reconheceu que os resultados até agora reunidos indicam que o produto não é milagroso como alguns pacientes avaliavam ser. “O debate sobre essa substância é ainda muito carregado de emoções. Precisamos observar que estudos pré-clínicos, laboratoriais, em animais, apresentam limitações”, completou. Consultados, Ministério da Saúde e MCTI afirmaram que pesquisas com a "pílula do câncer" vão continuar e os resultados obtidos até o momento são iniciais.

LDO 2017 - CMO - DISPONIBILIZA RELATÓRIO PRELIMINAR COM EMENDAS

SENADO FEDERAL

Secretaria-Geral da Mesa

CN PLN 00002 2016  que Dispõe sobre as diretrizes para a elaboração e execução da Lei Orçamentária de 2017 e dá outras providências, sofreu ações na CMO - Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização em: 21/06/2016

Situação: PRONTA PARA A PAUTA NA COMISSÃO
Recebido e disponibilizado na internet, nesta data, o Relatório Preliminar Apresentado com Emendas, com voto pela aprovação na forma ora apresentada. Quanto às 6 (seis) emendas apresentadas, voto pela APROVAÇÃO da de nº 3 , APROVAÇÃO PARCIAL das de nºs 2, 5 e 6 e e REJEICÃO das demais. Anexado ao Volume 6.
Situação: MATÉRIA COM A RELATORIA
À SLCN, encaminha o Volume Principal e o Volume V, tendo em vista solicitação para alteração do calendário de tramitação da Matéria.

Editora Fiocruz lança chamada pública de autores para nova coleção 'Fazer Saúde'

A Editora Fiocruz, sempre atenta à sua missão de editar e difundir os conhecimentos científicos, assim como de subsidiar as ações e os serviços de saúde, especialmente no âmbito do SUS, lança sua mais nova coleção: Fazer Saúde.

A coleção Fazer Saúde se destina a um público multiprofissional, atuante em diferentes espaços da atenção à saúde e da gestão do SUS. Com esta coleção, a Editora Fiocruz pretende contribuir para a qualificação dos profissionais de saúde publicando livros que estimulem o diálogo entre os docentes, os pesquisadores e os trabalhadores que atuam diretamente sobre os problemas e as necessidades de saúde da população brasileira, favorecendo o intercâmbio de conhecimentos e experiências.

Para impulsionar esta nova coleção, a Editora Fiocruz convida a comunidade de profissionais que atuam nos programas de pós-graduação em saúde, nas escolas e nos centros formadores em saúde pública, nas escolas técnicas do SUS e nos serviços de saúde a apresentarem propostas de livros adequados ao perfil de público e ao escopo acima delineados.

Leia mais no site da Editora Fiocruz.

Editora Fiocruz


ANVISA AVANÇA NA ESTRUTURAÇÃO PARA IMPLANTAÇÃO DA RASTREABILIDADE DE MEDICAMENTOS

A ANVISA tem se reunido com os atores envolvidos na questão da rastreabilidade de medicamentos

No último dia 15 de junho o encontro foi com representantes do Banco do Brasil e Correios
A área de tecnologia foi abordada, na última segunda-feira(20), com ORACLE, R&B , GS1 Brasil , Optel Vision, Soluções para América Latina – SAP e GAESI, na última segunda-feira, quando participaram de reunião na ANVISA para tratar do tema.

O assunto deve voltar a pauta no início de julho, quando se espera a convocação da ANVISA para todos os setores envolvidos, inclusive a área pública.

Comitê Executivo da OPAS discute novas estratégias e planos para melhorar a saúde das Américas

O Comitê Executivo da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) está discutindo estratégias e planos para melhorar a saúde das Américas em sua 158ª sessão, que vai até 24 de junho. O comitê, presidido pela ministra da Saúde Pública do Equador, Margarita Guevara, inclui representantes de nove Estados-Membros e orienta os temas de cooperação técnica que são debatidos pelo Conselho Diretor da OPAS em setembro.

As questões sendo abordadas pelo Comitê Executivo incluem uma estratégia para a prevenção e controle de arboviroses; planos de ação para a prevenção e controle do HIV e doenças sexualmente transmissíveis; eliminação das doenças tropicais negligenciadas; e redução de risco de desastres. Eles também abrangem temas como resiliência de sistemas de saúde; acesso e uso racional de medicamentos e outras tecnologias de saúde estratégicas e de alto custo; e a saúde dos migrantes. Os delegados também discutiram um relatório sobre a resposta na região das Américas para o vírus zika.

Segundo a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde, Carissa F. Etienne, a região tem enfrentado recentes desafios de saúde pública, inclusive inundações e terremotos. “Mesmo enquanto lutávamos e respondíamos a esses desastres naturais, nós nas Américas fomos confrontados pelo impacto esmagador da emergente epidemia do vírus zika, que mais uma vez testou a nossa preparação e capacidade de resposta a uma emergência”, disse ela.

A OPAS “montou respostas eficazes e em tempo oportuno para todos esses desastres e o surto, tomando como base sua vasta experiência em gestão de desastres. Fomos capazes de trabalhar com parceiros para garantir um forte apoio aos nossos Estados-Membros afetados”, acrescentou, ressaltando a importância de “uma abordagem integrada para a prevenção de zika, dengue, chikungunya e da febre amarela na nova estratégia regional para prevenção e controle doenças por arbovírus”.

Etienne também destacou a importância de se discutir medicamentos de alto custo, afirmando que “estão entre os principais contribuintes para os crescentes custos dos cuidados de saúde suportados pelos governos, famílias e indivíduos, e estes custos exorbitantes podem impedir negativamente os progressos em direção à saúde universal”.

A ministra da Saúde Pública do Equador, Margarita Guevara, agradeceu aos países da região e à OPAS pela resposta rápida e apoio após o terremoto que atingiu o Equador em abril. As deliberações do Comitê irão determinar a agenda final a ser discutida durante o 55º Conselho Diretor da OPAS, que se reunirá de 26 a 30 de setembro deste ano.

O Comitê Executivo funciona como um grupo de trabalho da Conferência Sanitária Pan-Americana e do Conselho Diretor da OPAS. É composto por nove Estados-Membros eleitos pela Conferência Sanitária Pan-Americana ou pelo Conselho Diretor da OPAS, por períodos de três anos sobrepostos. Reúnem-se duas vezes por ano. Os seus membros são Antígua e Barbuda, Argentina, Bahamas, Chile, Costa Rica, Equador, Guatemala, Trinidad e Tobago e Estados Unidos.



Curso de Acesso à Informação Científica e Tecnológica em Saúde lança nova turma

Estão abertas as inscrições para o curso de qualificação Acesso à Informação Científica e Tecnológica em Saúde, coordenado por Luciana Danielli de Araujo, do Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação (CTIC/Icict/Fiocruz).

O curso tem duração de aproximadamente dois meses, totalizando 72 horas, e é voltado a pesquisadores, estudantes e profissionais que atuem em atividades de desenvolvimento e apoio à pesquisa em ciência e tecnologia na área da saúde. Ao todo, são oferecidas 20 vagas.

O principal objetivo do curso é capacitar profissionais da área da informação para a compreensão dos processos de trabalho das bibliotecas e demais setores da Fiocruz. A utilização de novas tecnologias para o acesso a bases de dados especializadas também é abordada durante o curso.

Além disso, serão abordados aspectos profissionais da área da informação, destacando a importância do seu cotidiano e suas práticas, e a inserção destas na promoção do acesso à informação científica e tecnológica em saúde.

As inscrições podem ser feitas entre 20/06 a 20/07, pela Plataforma SIGAEPS. Todas as informações referentes ao curso de qualificação encontram-se disponíveis na chamada pública.

Por: André Bezerra (Icict/Fiocruz)


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