Destaques

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Fair Princing Fórum e na Reunião Fair Princing Fórum Advisory Group, em Amsterdã, Holanda

LEANDRO PINHEIRO SAFATLE e LARA CRISTINA PEREIRA, Especialistas em Regulação e Vigilância Sanitária, da CMED, participarão no Fair Princing Fórum e na Reunião Fair Princing Fórum Advisory Group, em Amsterdã, Holanda, no período de 08/05/17 a 13/05/17, incluído o trânsito.

Comissão Intergovernamental de Controle de Doenças de Transmissão Vetorial, em Buenos Aires-Argentina - Reunião Ordinária do Subgrupo de Trabalho SGT 11 SAÚDE/MERCOSUL

KAUARA BRITO CAMPOS, Tecnologista Pleno, em exercício na Coordenação Geral dos Programas Nacionais de Controle e Prevenção da Malária e das Doenças Transmitidas pelo Aedes, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, participará da XLVI Reunião Ordinária do Subgrupo de Trabalho SGT 11 SAÚDE/MERCOSUL - Comissão Intergovernamental de Controle de Doenças de Transmissão Vetorial, em Buenos Aires-Argentina, no período de 23 a 26 de abril de 2017, inclusive trânsito.



Infecção Respiratória Grave na Região das Américas, promovida pela OPAS/OMS, em Punta Cana - República Dominicana

SÉRGIO DE ANDRADE NISHIOKA, Coordenador-Geral de Doenças Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, participará de Reunião de Vigilância de Infecção Respiratória Grave na Região das Américas, promovida pela OPAS/OMS, em Punta Cana - República Dominicana, no período de 21 a 27 de maio de 2017, inclusive trânsito.


HEMOBRÁS, REALIZARÁ AUDITORIA CONTRATUAL NA LFB

ANTONIO DIÓGENES PEREIRA DE OLIVEIRA, Chefe do Serviço de Normas e Procedimentos da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia - HEMOBRÁS, realizará auditoria contratual no Laboratório Francês de Fracionamento e de Biotecnologia no que se refere à produção de hemoderivados a partir de plasma brasileiro, nas unidades de Lille e Les Ulis - França, no período de 22 a 29 de abril de 2017, inclusive trânsito.

DISTRIFILM - ANVISA DETERMINA PROIBIÇÃO DA DIVULGAÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE TI PARA ÁREA MÉDICA E IMPRESSORAS PARA DIAGNÓSTICOS

RESOLUÇÃO-RE Nº - 1.049, DE 19 DE ABRIL DE 2017

O Gerente-Geral Substituto de Inspeção e Fiscalização Sanitária no uso das atribuições que lhe foram conferidas pela Portaria nº 578, de 4 de abril de 2017, aliado ao disposto no art. 54, I, § 1º do Regimento Interno aprovado nos termos do Anexo I da Resolução da Diretoria Colegiada - RDC nº 61, de 3 de fevereiro de 2016;
considerando os art. 50 e 59 da Lei nº 6.360 de 23 de setembro de 1976; considerando o art. 7º, XV, da Lei nº 9.782 de 26 de janeiro de 1999;
considerando que a empresa DISTRIFILM COMERCIAL LTDA está divulgando e comercializando e alugando diversos equipamentos de tecnologia de Informática (TI) para área médica, e impressoras para impressões de diagnósticos por imagens no site http://www.distrifilm.com.br/solucoes-para-area-medica/ sem possuir AFE na Anvisa,
resolve:

Art. 1º Determinar, como medida de interesse sanitário, em todo o território nacional, a proibição da divulgação e comercialização pela empresa DISTRIFILM COMERCIAL LTDA, CNPJ: 60.370.947/0001-16, no site http://www.distrifilm.com.br/solucoespara-area-medica/ . e localizada na Rua Aimberê n.º 626, SUBSL 1, Perdizes, São Paulo- SP, dos diversos equipamentos de tecnologia de Informática (TI) para área médica, e impressoras para impressões de diagnósticos por imagens, por não possuir Autorização de Funcionamento - AFE emitida por essa Agência.

Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

FÁBIO PEREIRA QUINTINO


Ministério da Saúde entrega 50 barcos para ampliar atendimento indígena

Ação realizada no Dia do Índio beneficia mais de 1,6 mi famílias que vivem em região onde 95% do transporte é fluvial. Também serão entregues geradores e veículos terrestres

Cerca de 50 aldeias da região do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) do Alto Rio Solimões serão beneficiadas com a entrega de 50 embarcações. Estes veículos irão reforçar e ampliar a assistência à saúde na região, onde 95% do transporte é fluvial o ano todo. A entrega será realizada, nesta quarta-feira (19) - data em que comemora-se o Dia do Índio - em Tabatinga (AM), pelo ministro interino da Saúde, Francisco Figueiredo. Na ocasião, a comitiva do ministro também visitará a sala da parturiente indígena da Maternidade Celina Vilacrez, espaço que garante às grávidas as práticas indígenas na hora do parto.

“É um trabalho cada vez mais comprometido na construção de políticas públicas para a saúde indígena. Atualmente, mais de 95% das parturientes podem realizar o acompanhamento médico. Isto significa que a estrutura que buscamos melhorar já mostra resultados. Os equipamentos que entregamos hoje são fundamentais para a população indígena que vive em regiões distantes ou de difícil acesso, garantindo consulta com profissionais de saúde, exames e acesso a medicamentos”, destacou o ministro interino Francisco Figueiredo. Segundo ele, a expectativa é que sejam entregues mais 50 embarcações para a região, nos próximos dias.

Também serão entregues 40 geradores de energia e três veículos Pick Ups, que vão atender dois Polos Base (unidades de apoio para o atendimento direto à população indígena) e uma Casa de Saúde Indígena (CASAI). A todo, o Ministério da Saúde investiu R$ 970 mil. 

Os novos equipamentos vão permitir reestruturar e dar agilidade ao atendimento de cerca de 1.650 famílias ribeirinhas e 9 mil indígenas. As embarcações, equipadas com motores de 15hp, somam-se às 50 já entregues, em agosto de 2016, pelo Ministério da Saúde, para apoiar no deslocamento dos profissionais de saúde e nas remoções de urgência dos pacientes aos Polos Base e Unidades de Saúde de referência.

Os 40 geradores de energia, que também serão entregues, devem melhorar a condição do atendimento e suprir as necessidades das Unidades de Saúde, Polos Base, os sistemas de abastecimento de água dos locais que ainda não dispõe de energia elétrica, além das salas de vacina em caso de interrupção de energia no local.

DSEI ALTO RIO SOLIMÕES – Localizadoàs margens do Rio Solimões, na divisa com a Colômbia, o Distrito atende a segunda maior população indígena do país, abrangendo sete municípios. A região concentra aproximadamente 65 mil indígenas, de diferentes etnias, como Kaixana, Tikuna, Kocama, Kambeba, Maku-yuhup, entre outros, espalhandos em 189 aldeias.

Atualmente, a população indígena da região, é atendida por 22 médicos que atuam por meio do programa Mais Médicos, 38 servidores e 819 prestadores de serviço por meio de entidade conveniada. A região conta com 12 Polos Base.

SALA DA PARTURIENTE INDÍGENA – O espaço foi criado em agosto de 2016 nas dependências da Maternidade Celina Vilacrez,com o objetivo de beneficiar a parturiente indígena, respeitando sua cultura, costumes e as especificidades das mulheres indígenas.A unidade é resultado da parceria entre o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Solimões e a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas e destina-se exclusivamente ao atendimento de parturientes indígenas da região do Alto Solimões.

Na unidade, as parturientes têm o direito ao atendimento humanizado, com acompanhante, mantendo os costumes tradicionais dos índios na hora do parto, como a utilização de cordas, redes e a presença da parteira tradicional. Com a nova sala, a SESAI espera reduzir a realização de partos tardios, e sobretudo, acabar com os óbitos por causas evitáveis. A Sala da Parturiente Indígena realiza, em média, 40 partos por mês.

INVESTIMENTO – O orçamento para a saúde indígena, nos últimos cinco anos, cresceu 221%, passando de R$ 431 mil em 2011 para R$ 1,6 bilhão em 2016. Atualmente, existem no país 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas que contam com 510 médicos, sendo que 65% são do Programa Mais Médicos.

Para o atendimento aos diversos povos e etnias, são 1.286  Unidade Básica de Saúde de Indígena), 354 Polos Bases (unidades de referências) e 68 CASAI (unidades de tratamento e acompanhamento). Ao todo, são quase 22 mil trabalhadores, sendo 50% indígenas.

MORTALIDADE INFANTIL – Em novembro de 2016, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, lançou, em Manaus, uma série de ações para reduzir em 20% as mortes de bebês e crianças indígenas com até cinco anos de idade. A meta deve ser atingida em 2019. O objetivo é fortalecer e ampliar a assistência impactando nos óbitos evitáveis, já que 65% dos óbitos desses bebês são provocados por doenças respiratórias, parasitárias e nutricionais.

Integram as metas: 85% das crianças menores de cinco anos tenham esquema vacinal completo; ampliar para 90% as gestantes com acesso ao pré-natal; implementar as consultas de crescimento e desenvolvimento para crianças indígenas menores de 1 ano, chegando a 70%; ampliar para 90% o acompanhamento pela vigilância alimentar e nutricional as crianças indígenas menores de 5 anos e investigar, ao menos, 80% dos óbitos materno-infantil fetal.

O foco será no reforço do acompanhamento de gestantes e crianças indígenas e na qualificação de profissionais de saúde em doenças prevalentes na infância.

Na ocasião, em Manaus, também foram entregues cinco Unidades Básicas de Saúde Fluviais para atender ribeirinhos dos estados do Amazonas e Pará, ampliando a assistência.

Por Nicole Beraldo, da Agência Saúde

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Hepatite C é tema de palestra em Congresso

A atualização do PCDT para hepatite C e coinfecções proporciona maior acesso ao tratamento e inclui novas opções terapêuticas. O vídeo-documentário apresenta relatos de pacientes curados da hepatite C a partir do uso dos novos medicamentos.

A hepatite C foi tema de palestra da Diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV) no Congresso de HIV e Hepatites nas Américas, no início desse mês. O encontro reuniu médicos, pesquisadores e especialistas de vários países do continente americano. Adele Benzaken, apresentou o panorama da hepatite C no Brasil, com destaque para a ampliação do acesso ao tratamento, as prioridades das políticas públicas de saúde e a superação de barreiras para o controle desse agravo. Salientou que o novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C e Coinfecções foi avaliado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS) .

A atualização contempla a ampliação do tempo de tratamento de 12 para 24 semanas para os pacientes portadores de hepatite C Genótipo 3 com cirrose, com vistas à maior eficácia terapêutica, e a inclusão da combinação entre veruprevir, ritonavir, ombitasvir e dasabuvir, recentemente incorporada no SUS.

O Futuro – Adele Benzaken ressaltou que a estratégia adotada hoje no Brasil é a do tratamento eficaz. Dessa maneira, é fundamental incluir novas opções terapêuticas baseadas em evidências, aumentar a cobertura de diagnóstico e ampliar o acesso ao tratamento. Destacou, ainda, que o governo trabalha de forma integrada com a academia e a sociedade civil. A meta global é alcançar a eliminação da hepatite C como problema de saúde pública até 2030, conforme o plano estratégico da Organização Mundial da Saúde.

A Diretora do DIAHV explicou que, em 2002, foi criado o Programa Nacional para a Prevenção e o Controle das Hepatites Virais no Brasil. E que, a partir de 2009, foi incorporado ao atual Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV), da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde. Expôs que, nos últimos anos, a distribuição de testes rápidos chegou a aproximadamente 4 milhões de exames por ano no país. E salientou que, em 2015, houve a incorporação dos medicamentos orais para o tratamento da hepatite C, passando a oferecer maior eficácia terapêutica, mínimos efeitos adversos, menor tempo de tratamento e mais qualidade de vida aos pacientes.

Desde outubro de 2015 até março deste ano, foram distribuídos aos estados e municípios mais de 54 mil tratamentos com os novos medicamentos antivirais de ação direta para hepatite C e coinfecções.

Ao finalizar, Adele Benzaken anunciou que o Brasil sediará a Cúpula Mundial de Hepatites 2017, em São Paulo, de 1 a 3 de novembro de 2017.

Para mais informações, visite a página: http://www.worldhepatitissummit.org/

“Hepatite C tem Cura”- O vídeo-documentário apresenta relatos de pacientes curados da hepatite C a partir do uso dos novos medicamentos.


Fonte: Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais


Encontro nacional discute resíduos de agrotóxicos

Evento que ocorre em São Paulo reúne profissionais das Vigilâncias Sanitárias e Lacens estaduais para discutir questões operacionais relacionadas ao PARA.

Profissionais das Vigilâncias Sanitárias e dos Laboratórios Centrais (Lacens) dos estados e do Distrito Federal participam, até esta quinta-feira (20/4), da I Reunião Geral do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos (PARA) de 2017.

O evento, que começou na terça-feira (18/4), em São Paulo, tem como foco a manutenção e melhoria da execução operacional do Programa e envolve capacitações e discussões sobre os procedimentos relacionados a agrotóxicos. Avaliação do risco, Sistema de Gerenciamento de Amostras do PARA (SISGAP), critérios de amostragem e aspectos da desregulação endócrina.

Programa
O PARA é uma ação do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), coordenada pela Anvisa em conjunto com os órgãos estaduais de vigilância sanitária e laboratórios estaduais de saúde pública, sendo um indicador da ocorrência de resíduos de agrotóxicos em alimentos. 

O Programa foi criado em 2001 e tem como principal objetivo monitorar resíduos de agrotóxicos em alimentos visando a realizações de ações para redução do risco à saúde quanto à exposição a essas substâncias. O envolvimento de servidores de vários entes do SNVS tem sido um grande diferencial do programa.

 Por: Ascom/Anvisa


Ministério da Saúde entrega 50 barcos para ampliar atendimento indígena

Ação realizada no Dia do Índio beneficia mais de 1,6 mi famílias que vivem em região onde 95% do transporte é fluvial. Também serão entregues geradores e veículos terrestres

Cerca de 50 aldeias da região do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) do Alto Rio Solimões serão beneficiadas com a entrega de 50 embarcações. Estes veículos irão reforçar e ampliar a assistência à saúde na região, onde 95% do transporte é fluvial o ano todo. A entrega será realizada, nesta quarta-feira (19) - data em que comemora-se o Dia do Índio - em Tabatinga (AM), pelo ministro interino da Saúde, Francisco Figueiredo. Na ocasião, a comitiva do ministro também visitará a sala da parturiente indígena da Maternidade Celina Vilacrez, espaço que garante às grávidas as práticas indígenas na hora do parto.

“Para garantir o atendimento de saúde à população indígena precisamos de uma estrutura que se adeque a realidade desses povos que, muitas vezes, vivem em regiões distantes ou de difícil acesso. Os equipamentos que entregamos hoje são fundamentais para viabilizar a consulta com profissionais de saúde, fazer exames e ter acesso a medicamentos”, destacou o ministro interino Francisco Figueiredo.

Também serão entregues 40 geradores de energia e três veículos Pick Ups, que vão atender dois Polos Base (unidades de apoio para o atendimento direto à população indígena) e uma Casa de Saúde Indígena (CASAI). A todo, o Ministério da Saúde investiu R$ 970 mil. 

Os novos equipamentos vão permitir reestruturar e dar agilidade ao atendimento de cerca de 1.650 famílias ribeirinhas e 9 mil indígenas. As embarcações, equipadas com motores de 15hp, somam-se às 50 já entregues, em agosto de 2016, pelo Ministério da Saúde, para apoiar no deslocamento dos profissionais de saúde e nas remoções de urgência dos pacientes aos Polos Base e Unidades de Saúde de referência.

Os 40 geradores de energia, que também serão entregues, devem melhorar a condição do atendimento e suprir as necessidades das Unidades de Saúde, Polos Base, os sistemas de abastecimento de água dos locais que ainda não dispõe de energia elétrica, além das salas de vacina em caso de interrupção de energia no local.

DSEI ALTO RIO SOLIMÕES – Localizadoàs margens do Rio Solimões, na divisa com a Colômbia, o Distrito atende a segunda maior população indígena do país, abrangendo sete municípios. A região concentra aproximadamente 65 mil indígenas, de diferentes etnias, como Kaixana, Tikuna, Kocama, Kambeba, Maku-yuhup, entre outros, espalhandos em 189 aldeias.

Atualmente, a população indígena da região, é atendida por 22 médicos que atuam por meio do programa Mais Médicos, 38 servidores e 819 prestadores de serviço por meio de entidade conveniada. A região conta com 12 Polos Base.

SALA DA PARTURIENTE INDÍGENA – O espaço foi criado em agosto de 2016 nas dependências da Maternidade Celina Vilacrez,com o objetivo de beneficiar a parturiente indígena, respeitando sua cultura, costumes e as especificidades das mulheres indígenas.A unidade é resultado da parceria entre o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Solimões e a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas e destina-se exclusivamente ao atendimento de parturientes indígenas da região do Alto Solimões.

Na unidade, as parturientes têm o direito ao atendimento humanizado, com acompanhante, mantendo os costumes tradicionais dos índios na hora do parto, como a utilização de cordas, redes e a presença da parteira tradicional. Com a nova sala, a SESAI espera reduzir a realização de partos tardios, e sobretudo, acabar com os óbitos por causas evitáveis. A Sala da Parturiente Indígena realiza, em média, 40 partos por mês.

INVESTIMENTO – O orçamento para a saúde indígena, nos últimos cinco anos, cresceu 221%, passando de R$ 431 mil em 2011 para R$ 1,6 bilhão em 2016. Atualmente, existem no país 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas que contam com 510 médicos, sendo que 65% são do Programa Mais Médicos.

Para o atendimento aos diversos povos e etnias, são 1.286  Unidade Básica de Saúde de Indígena), 354 Polos Bases (unidades de referências) e 68 CASAI (unidades de tratamento e acompanhamento). Ao todo, são quase 22 mil trabalhadores, sendo 50% indígenas.

MORTALIDADE INFANTIL – Em novembro de 2016, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, lançou, em Manaus, uma série de ações para reduzir em 20% as mortes de bebês e crianças indígenas com até cinco anos de idade. A meta deve ser atingida em 2019. O objetivo é fortalecer e ampliar a assistência impactando nos óbitos evitáveis, já que 65% dos óbitos desses bebês são provocados por doenças respiratórias, parasitárias e nutricionais.

Integram as metas: 85% das crianças menores de cinco anos tenham esquema vacinal completo; ampliar para 90% as gestantes com acesso ao pré-natal; implementar as consultas de crescimento e desenvolvimento para crianças indígenas menores de 1 ano, chegando a 70%; ampliar para 90% o acompanhamento pela vigilância alimentar e nutricional as crianças indígenas menores de 5 anos e investigar, ao menos, 80% dos óbitos materno-infantil fetal.

O foco será no reforço do acompanhamento de gestantes e crianças indígenas e na qualificação de profissionais de saúde em doenças prevalentes na infância.

Na ocasião, em Manaus, também foram entregues cinco Unidades Básicas de Saúde Fluviais para atender ribeirinhos dos estados do Amazonas e Pará, ampliando a assistência.

Por Nicole Beraldo, da Agência Saúde


IX Fórum Nacional de Políticas de Saúde no Brasil – Doenças Raras, a realizar-se no dia 4 de maio de 2017


Universidade Rockefeller, dos EUA, e, Fiocruz iniciaram parceria para estudar reações graves à vacina da febre amarela

Os efeitos adversos graves da vacina contra a febre amarela, embora raros, preocupam as autoridades médicas e de pesquisa dentro e fora do Brasil. Para tentar identificar as causas, pesquisadores da Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e da Universidade Rockefeller, dos Estados Unidos, iniciaram uma parceria para estudar fatores individuais para o problema, que pode ter origem genética.

Entre os possíveis efeitos adversos da vacina contra febre amarela, o mais grave é a doença viscerotrópica, que pode causar choque, derrame pleural e abdominal, e falência múltipla dos órgãos.

Segundo o pesquisador Reinaldo de Menezes Martins, consultor científico da Bio-Manguinhos, os efeitos adversos ocorrem em uma a cada 300 mil pessoas vacinadas e a média é de uma morte a cada 10 a 20 casos em que há reação à vacina. Ainda não foram encontrados mutações no vírus da vacina ou problemas ligados à produção que pudessem explicar esses eventos adversos, que segundo ele, devem ter origem genética.

“Essas reações acometem muitas vezes pessoas absolutamente saudáveis. Resta estudar algum fator individual que faz com que certas pessoas sejam sujeitas a esses eventos adversos. Imaginamos que esse fator individual deve ser de natureza genética.”

Caso seja confirmada a relação dos efeitos adversos da vacina a fatores genéticos, será possível desenvolver um kit diagnóstico para evitar que pessoas com predisposição a reações ao produto sejam imunizadas. Segundo Martins, o protocolo para a pesquisa teve os recursos aprovados, mas falta a liberação da verba.

Um estudo já em andamento na Bio-Manguinhos pode levar à fabricação de vacinas contra a febre amarela sem vírus vivo, que poderia reduzir a possibilidade de efeitos adversos, mas o projeto ainda não tem perspectiva de conclusão, de acordo com o pesquisador. “Os estudos são promissores, mas os testes estão sendo feitos ainda em animais e não temos perspectivas de tê-la pronta nos próximos anos.”

*Colaborou Lígia Souto, repórter do Radiojornalismo, Edição: Luana Lourenço, Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil


OMS DEBATE DOENÇAS NEGLIGENCIADAS, PRESIDENTE DA FIOCRUZ PARTICIPA DO ENCONTRO DE PARCEIROS GLOBAIS SOBRE DOENÇAS TROPICAIS NEGLIGENCIADAS - DTNs

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, participa nesta quarta-feira (19/4) do Encontro de Parceiros Globais da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs), na sede da OMS, em Genebra.

O evento, que incluirá o lançamento do 4º Relatório da OMS sobre Doenças Tropicais Negligenciadas, fará um balanço dos avanços na área na última década, e planejará ações que podem ser tomadas pela comunidade internacional após 2020. 

Representantes de estados membros, agências doadoras, fundações, o setor privado, organizações não governamentais, academia, entre outros, participarão do encontro. Entre os destaques estão a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, os ministros da saúde de vários países e o copresidente da Fundação Bill e Melinda Gates, Bill Gates.

Única representante do Brasil, Nísia participará de dois painéis. Na manhã (às 4h50 no horário de Brasília), a presidente da Fiocruz integra a mesa Colaborar, sobre progressos e desafios na área de DTNs nos últimos dez anos. Às 10h30 de Brasília, é a vez do painel Cobertura de saúde universal e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Além de participar da reunião, a presidente da Fiocruz se reunirá ainda com dirigentes da Fundação Gates, com funcionários brasileiros da OMS e com membros do corpo diplomático brasileiro.

Segundo a OMS, o tema Colaborar. Acelerar. Eliminar, que denomina o encontro, resume “uma colaboração informal exemplar com a OMS desde a realização do primeiro encontro de parceiros em 2007, que marcou um ‘ponto de virada’ nos esforços globais para controlar e eliminar doenças relacionadas a pobreza”.

A organização transmitirá o evento ao vivo, no link da OMS.


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