Destaques

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

CARNAVAL: Vacina contra febre amarela deve ser aplicada 10 dias antes da viagem


A orientação é apenas para quem vai para as áreas com recomendação e nunca tomou a vacina. Quem já tiver tomado uma dose ao longo da vida, não precisa mais se vacinar


O Ministério da Saúde reforça a orientação de vacinação contra a febre amarela para todos os viajantes que irão visitar alguma área de recomendação de vacina. Para garantir a proteção, a dose deve ser aplicada com, pelo menos, 10 dias de antecedência à viagem, tempo necessário para o organismo produzir os anticorpos contra a doença. Integram a Área com Recomendação de Vacinação cidades de 20 estados e o Distrito Federal. Para quem vai se deslocar no período do Carnaval para uma dessas áreas, a recomendação é buscar a imunização até o fim de janeiro. 



Os casos de febre amarela registrados no país permanecem no ciclo silvestre da doença, ou seja, a febre amarela é transmitida apenas pelos mosquitos encontrados no ambiente silvestre, dos gêneros Haemagogus e Sabethes. O último caso de febre amarela urbana foi registrado no Brasil em 1942. Portanto, os cuidados devem ser redobrados para os viajantes que se deslocarem para zonas rurais e áreas de mata.

Para garantir a vacinação de quem vai viajar para essas regiões, o Ministério da Saúde distribui, mensalmente, doses da vacina para todas as unidades da federação. Desde 2017 até o momento, foram encaminhadas cerca de 57,4 milhões de doses da vacina. Para os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia foram enviados cerca de 48,4 milhões de doses da vacina febre amarela, com objetivo de intensificar as estratégias de vacinação de forma seletiva, sendo 18,3 milhões (SP), 10,7 milhões (MG), 12 milhões (RJ), 3,7 milhões (ES) e 3,7 milhões (BA).

DOSE ÚNICA – É importante lembrar que quem já tomou a vacina ao longo da vida não precisa repetir a dose. Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema da dose única, recomendado desde 2014 pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Estudos comprovaram que uma dose é suficiente para proteger durante toda a vida.
Itens relacionados

A vacina para a febre amarela é a medida mais importante para prevenção e controle da doença, e confere proteção entre 90% e 98%, além de ser reconhecidamente eficaz e segura. Entretanto, assim como qualquer vacina ou medicamento, pode causar eventos adversos.

Para algumas populações, a vacina é contraindicada, como pessoas com alergia grave ao ovo; portadores de doença autoimune; pacientes em tratamento com quimioterapia/radioterapia; crianças menores de seis meses de idade e pessoas que vivem com HIV/Aids (com contagem de células CD4 menor que 350 células/mm3). Para essas pessoas, a prevenção pode ser feita com uso de repelentes e roupas de manga comprida, além de evitar locais com evidência de circulação do vírus.

Outros grupos devem ser vacinados somente se estiverem em áreas de risco, e antes devem ser avaliados por um serviço de saúde para definir se há necessidade de vacinação. É o caso das gestantes, mulheres que estão amamentando, idosos, pessoas que vivem com HIV; pacientes que já terminaram o tratamento com quimioterapia/radioterapia e pessoas que fizeram transplante.

Por isso, a orientação é que a população siga rigorosamente as orientações do Calendário Nacional de Vacinação e mantenha a caderneta de vacinação atualizada, que deve ser guardada junto aos demais documentos pessoais.

No caso de perda da caderneta, o Ministério da Saúde recomenda ao cidadão que procure o posto de saúde onde habitualmente recebe as doses para resgatar o histórico de vacinação e fazer a segunda via do documento. Caso isto não seja possível, a recomendação é colocar a vacinação em dia, de acordo com a faixa etária e demais indicações.

CAMPANHA – Nesta quinta-feira (25/01), começou a campanha para vacinação contra febre amarela em municípios dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, com a utilização da dose fracionada. No estado da Bahia, a data será no dia 19 de fevereiro. Ao todo, 77 municípios adotarão a estratégia de fracionamento.

A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva e recomendada pela OMS quando há aumento de epizootias (morte de macacos) e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional. A dose fracionada tem apresentado a mesma proteção que a dose padrão. Estudos em andamento já demonstraram proteção por pelo menos oito anos e novas pesquisas continuarão a avaliar após esse período.

Por Camila Bogaz, daAgência Saúde


Agência cria comissão de educação corporativa


Gestão de pessoas integrada à gestão de conhecimento como parte da estratégia de desenvolvimento de uma instituição. Isso é educação corporativa, um novo projeto o qual a Anvisa inicia, hoje, sua implementação. Trata-se de uma prática que cresce exponencialmente no Brasil e no mundo e que, no caso da Anvisa, integra o processo de inovação que a Agência tem desenvolvido no âmbito do seu planejamento estratégico.

Ou seja: a educação corporativa abrange mais do que capacitação e e/ou qualificação do corpo técnico da empresa. Objetiva, de forma ampla, unir talentos individuais e uma estrutura organizacional moderna, levando à melhoria dos serviços oferecidos ao público.

Diante disso, a Comissão de educação corporativa da Anvisa vai estruturar o seu trabalho considerando as seguintes etapas:
·         Aprofundamento teórico e conceitual sobre a temática e suas aplicações no setor público;
·         Benchmarking em organizações públicas e privadas; e
·         Definição de um modelo educativo e estratégias de implementação alinhados às características e necessidades estratégicas da Agência.

“A partir dessa iniciativa, a Anvisa poderá melhorar em muito os resultados de seus atuais processos de capacitação e de produção e gestão do conhecimento”, observa Pedro Ivo Ramalho, diretor-adjunto de Gestão institucional da Anvisa e coordenador da Comissão. “Vamos ganhar em eficiência e efetividade para os servidores da Agência, mas também para os outros entes do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária e do setor produtivo. A expectativa é que possamos dar um grande salto na educação corporativa.

A ideia da Comissão é envolver progressivamente os servidores da Agência nas discussões em torno da implementação da educação corporativa. As propostas construídas serão levadas pela Diretoria de Gestão Institucional para apreciação da Diretoria Colegiada da Anvisa.

A implantação de um modelo de educação corporativa está fundamentada na concepção de que o processo de aprendizagem dos indivíduos, das equipes e da organização é contínuo e pode ser representado como uma sequência de ondas que potencializam o desenvolvimento de competências e a gestão do conhecimento organizacional.

Neste modelo educativo, as trilhas de aprendizagem — trilhas de conhecimento, trilhas de desenvolvimento ou, ainda, jornadas de aprendizagem —, auxiliam na análise da situação e recomendam um conjunto de soluções estruturadas mais coerentes, diversificadas e alinhadas a cada estágio de desenvolvimento, mostrando-se, assim, opção mais eficaz e duradoura.

Como exemplos da inovação que vem sendo desenvolvida na Anvisa, e que poderão ser potencializados com a educação corporativa, podemos citar as ações voltadas ao aperfeiçoamento nos trâmites para o registro de produtos e medicamentos, das metodologias de avaliação de impacto e dos processos de trabalho em portos, aeroportos, fronteiras e recintos alfandegados, entre tantos outros. 



Anvisa aumenta notificações de farmacovigilância à OMS


Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que a Anvisa ampliou significativamente o número de notificações de reações adversas a medicamentos reportadas à OMS em 2017: o total de envios de relatos aumentou quatro vezes em relação a 2016.

Periodicamente, a Anvisa envia ao VigiBase, programa internacional de monitoramento de medicamentos da OMS, as notificações de reações adversas graves e inesperadas a medicamentos que são recebidas e analisadas pela área. Esse programa reúne as notificações de suspeitas de eventos adversos a medicamentos enviadas pelos países membros do Programa da Organização, contribuindo para o monitoramento do uso de medicamentos e garantindo a confidencialidade desses dados.

Para saber mais sobre as ações de prevenção, identificação e avaliação de efeitos adversos de medicamentos, a Farmacovigilância, na Anvisa, acesse: http://portal.anvisa.gov.br/farmacovigilancia

Para notificar, acesse: http://portal.anvisa.gov.br/notivisa

ASCON/ANVISA


Anvisa completa 19 anos

A Anvisa comemorou sexta-feira (26/1) 19 anos de existência.

Esta é a data da lei de criação da Agência (Lei 9.782/99). Até então, não havia no Brasil uma agência reguladora específica para avaliar a segurança, a eficácia e os padrões dos produtos de saúde que chegam ao mercado.

Quase duas décadas, desde sua criação, e graças a sua excelência técnica, a Anvisa se afirmou entre as maiores e mais respeitadas autoridades regulatórias em todo o mundo.
No âmbito nacional, a Anvisa define a regulação e o controle sanitários de uma série de produtos, o que a coloca entre as maiores agências reguladoras do mundo. A atuação da Agência também permite o amadurecimento do mercado e a criação de um cenário que favorece o acesso dos consumidores a produtos e serviços mais seguros.
A coordenação do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária também é um papel fundamental da Agência, para a harmonização do trabalho de vigilância e para a eliminação de riscos à saúde de âmbito nacional.
No cenário internacional, a Agência também se destaca. Desde 2010 é a autoridade regulatória de referência regional para a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Em 2015 foi reconhecida como Agência Reguladora de Equivalência Internacional pela União Europeia e tornou-se membro da International Council on Harmonisation (ICH) em 2016. Esta última coloca a Anvisa em um seleto grupo de autoridades regulatórias.
Quer saber mais sobre as ações, produtos e serviços da Anvisa? Confira nossos Relatórios de Atividades.
O diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, fala sobre os 19 anos da Agência, confira acessando o link: https://youtu.be/xry4hEoT_zs

ASCON/ANVISA

domingo, 28 de janeiro de 2018

MPF apura se proibição de anticancerígeno favoreceu empresa brasileira


Ex-funcionária do Ministério da Saúde teria dado laudo favorável a remédio contra leucemia revendido por empreendimento de seu marido

RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES
O Ministério da Saúde, o Ministério Público Federal do DF (MPF-DF) e a Polícia Federal (PF) investigam se a pasta foi vítima de uma tentativa de favorecimento e conflito de interesses que teria beneficiado a empresa laccino e McGrif, representante do laboratório alemão Bagó S.A.

A suspeita é que a instituição tenha tentado favorecer-se de nota técnica elaborada em agosto de 2016 por Giselia Ferreira, à época coordenadora-geral da área de Componente Especializado da Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde. Giselia é casada com Álvaro Pereira Iaccino, dono da Iaccino e McGrif.

MAIS SOBRE O ASSUNTO
De acordo com documentos obtidos pelo Metrópoles, as suspeitas ocorreram em março de 2017, quando uma denúncia divulgada na imprensa desqualificou o medicamento chinês L-asparaginase – utilizado no combate à leucemia, especialmente em casos de crianças e adolescentes.

Servidores da pasta federal afirmam que Giselia elaborou o documento um mês após o governo decidir comprar o remédio chinês em vez do produto oferecido por concorrentes. De acordo com os funcionários públicos, as denúncias teriam sido levadas à imprensa pelo marido de Giselia, numa tentativa de influenciar a opinião púbica contra a substância produzida na China.

A estratégia teria dado certo, tanto que os questionamentos sobre a eficácia do remédio motivaram pedido do Ministério Público Federal à Justiça para suspender a importação do L-asparaginase. Em 25 de setembro do ano passado, o Judiciário proibiu o Ministério da Saúde de comprar o remédio do país asiático. O MPF ainda pediu punição aos funcionários públicos responsáveis por autorizar a aquisição da substância.

O Ministério da Saúde recorreu e aguarda análise do caso. Enquanto isso, o L-asparaginase chinês continua sendo usado na rede pública de saúde, em razão dos estoques feitos nas primeiras aquisições. Contudo, novas compras estão suspensas.

Questionamentos
Um dos documentos que embasaram o pedido do MPF foi justamente a nota técnica elaborada por Giselia. Segundo defendia no texto, o insumo asiático era falsificado e apresentava substâncias prejudiciais aos pacientes. Ainda, o relatório informava existir suspeita de que o L-asparaginase nunca havia sido testado em humanos, e a taxa de mortalidade de pessoas submetidas a esse tratamento seria alta.

Giselia também argumentava que o insumo não tinha licença nem mesmo do governo chinês. O medicamento acabou sendo autorizado pela pasta, depois de novas análises e investigação de uso em cinco países, entre eles a Índia e a própria China. O relatório de Giselia recomendava a compra do remédio fornecido pelo laboratório alemão Bagó, justamente a empresa representada pelo marido da então servidora do Ministério da Saúde.

Após a argumentação apresentada na nota técnica, a pasta pediu esclarecimentos tanto à fabricante chinesa do remédio quanto à companhia alemã, que chegou a fornecer o L-asparaginase em anos anteriores à entrada do concorrente asiático no mercado brasileiro.
Novos laudos sobre os medicamentos chinês e alemão foram solicitados às áreas técnicas e jurídica da pasta e também a outras instituições, segundo a documentação, como a Universidade de São Paulo (USP) e a Fundação Osvaldo Cruz (FioCruz). Todos foram favoráveis aos dois produtos.

As áreas técnicas e jurídica do Ministério da Saúde, por sua vez, acabaram concordando que, depois das análises e devido à diferença de preço quatro vezes maior (o remédio chinês custava US$ 38, e o alemão, US$ 173), a marca asiática deveria ser mantida vencedora.



sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

OPAS convoca profissionais das Américas a participar do programa de líderes

Já está aberta a chamada para se candidatar ao Programa de Líderes em Saúde Internacional Edmundo Granda Ugalde (PLSI) 2018. Podem se inscrever, até 15 de fevereiro deste anos, profissionais das Américas com experiência gerencial ou executiva em saúde pública, relações internacionais e áreas afins.

Em quase uma década, mais de 420 profissionais receberam treinamentos de liderança por meio dessa iniciativa idealizada pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS). A sessão de 2018 começará no início de maio.

Os candidatos selecionados participarão de atividades virtuais de aprendizagem com a coordenação do Escritório da Organização em seus países de origem. Durante esse período, permanecerão trabalhando em suas respectivas instituições. Também haverá uma reunião presencial com outros participantes e a equipe técnica do programa. Nesse encontro, todos trabalharão em seus projetos finais, que estarão relacionados às áreas prioritárias do trabalho em saúde de seus países, sub-região ou região – que poderão ser desenvolvidos em coordenação com a OPAS/OMS, autoridades nacionais e outros organismos. O programa é gratuito e tem vagas limitadas.

O cenário atual de um mundo globalizado, somado à estratégia de saúde universal da OPAS/OMS, bem como à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e outros acordos regional e internacionais, requerem ações intersetoriais e conhecimento de acordos bilaterais e multilaterais.

O Programa de Líderes em Saúde Internacional busca formar profissionais de saúde que possuem conhecimentos sobre o impacto do desenvolvimento internacional sobre saúde e que possam identificar, analisar, advogar e projetar de forma eficaz os interesses em saúde de seus países dentro deste complexo contexto global.

Diplomacia em saúde, cooperação internacional, saúde internacional, desenvolvimento sustentável, migração, saúde nas fronteiras, tensões e conflitos, acesso a medicamentos e doenças não transmissíveis são alguns dos temas que serão abordados durante o programa em 2018.

Após finalizarem o treinamento, os participantes terão melhorado seus conhecimentos e habilidades em áreas como análise de situação, elaboração de políticas e tomadas de decisões, negociação e advocacia, gerenciamento de projetos, produção e intercâmbio de conhecimento e comunicação.

Para participar, é preciso ter excelente conhecimento da língua inglesa ou espanhola. Mais informações sobre a candidatura e o programa estão disponíveis nos seguintes links:


Para candidatos no Brasil, os documentos devidamente preenchidos deverão ser enviados para Mercedes Vaz, pelo e-mail: vaz@paho.org.

Fonte: OPAS


DF tem alta cobertura vacinal contra febre amarela

Foto: Matheus Oliveira
Aproximadamente 85% da população está imunizada

BRASÍLIA (26/1/18) - Pouco mais de 207 mil doses de vacina contra febre amarela foram aplicadas nas salas de vacina do Distrito Federal durante o ano de 2017. Esse quantitativo contribuiu para o alcance da cobertura vacinal atingir 85% da população. Para quem ainda não foi imunizado, a Secretaria de Saúde está com os estoques em dia. Somente nesta quarta-feira (24), mais 20 mil doses chegaram à pasta, enviadas pelo Ministério da Saúde.

"A situação no DF está tranquila. Pedimos que as pessoas não entrem em pânico em razão da situação mostrada pela mídia em São Paulo e Minas Gerais. O Distrito Federal tem alta cobertura vacinal. A nossa população, em sua grande maioria, já está imunizada", observa a diretora de Vigilância Epidemiológica da pasta, Maria Beatriz Ruy, destacando que por aqui, crianças a partir de 9 meses já recebem vacina contra febre amarela.

PÚBLICO - Precisam ser imunizadas crianças a partir de nove meses e adultos de até 59 anos. Gestantes, mulheres que amamentam crianças de até seis meses, pessoas com imunossupressão e aquelas com mais de 60 anos só devem se vacinar mediante avaliação médica criteriosa.

A rede pública do DF está abastecida com o insumo e cada pessoa deve tomar apenas uma dose durante toda a vida, segundo orientação do Ministério da Saúde. A aplicação da vacina é feita nas unidades básicas de saúde. "É importante que as pessoas levem seu cartão de vacina e guardem para certificar quanto ao que estão imunizados", destaca Beatriz.

NADA DE PÂNICO – Além da alta cobertura vacinal, o DF tem baixo registro de casos. Em 2017, foram investigados 86 casos suspeitos de febre amarela em moradores do Distrito Federal. Destes, 83 foram descartados, três foram confirmados e evoluíram para óbito. Das confirmações, apenas um foi autóctone, ou seja, contraído no próprio DF.

Logo após a suspeita, porém, a Secretaria de Saúde já tomou todas as medidas necessárias para evitar a doença. Em busca de possíveis contaminações, agentes visitam os locais e rastreiam as pessoas com quem a vítima teve contato. Depois, é feito o controle do mosquito Aedes aegypti, que transmite febre amarela, dengue, zika vírus e chikungunya.



Com OMS, Nigéria vacinará 25 milhões de pessoas contra febre amarela

A Nigéria deu início nesta quinta-feira (25) à maior campanha de vacinação contra a febre amarela de sua história. Com apoio da Organização Mundial da Saúde, autoridades do país vacinarão 8,6 milhões de pessoas nos próximos dias. Ao longo de 2018, meta é alcançar 25 milhões de nigerianos.

Nigéria vacinará 25 milhões de pessoas contra a febre amarela em maior campanha de imunização já realizada no país para prevenir a doença. Foto: OMS

Com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), a Nigéria deu início nesta quinta-feira (25) a uma campanha de vacinação em massa para evitar a propagação da febre amarela. Mais de 25 milhões de pessoas serão imunizadas ao longo de 2018. Esta é a maior campanha de imunização contra a doença da história do país.

O plano de vacinação faz parte dos esforços para acabar com a epidemia global de febre amarela até 2026. A campanha preventiva usará vacinas financiadas pela Aliança Global para Vacinas e Imunização (GAVI) e terá o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNCIEF).

A iniciativa começou hoje nos estados de Kogi, Kwara e Zamfara. A próxima região visada será o estado de Borno, onde a campanha se concentrará em acampamentos para pessoas internamente deslocadas e comunidades de acolhimento. Nos próximos dias, mais de 8,6 milhões de pessoas serão vacinadas nessas quatro localidades.

“O objetivo da campanha preventiva de vacinação é reduzir a transmissão da doença alcançando uma cobertura de 90% nos estados e áreas de governo local, de acordo com a estratégia para a Eliminação das Epidemias de Febre Amarela até 2026”, explica o diretor-executivo da Agência Nacional de Desenvolvimento da Saúde Primária, Faisal Shuaib.

A febre amarela é uma doença hemorrágica viral aguda, transmitida por mosquitos infectados e evitável por meio da vacina. O atual surto de febre amarela na Nigéria começou em setembro de 2017 na área de Ifelodun, no estado de Kwara, oeste do país. No início de janeiro de 2018, foram notificados 358 casos suspeitos em 16 estados, além de 45 mortes.

No final do ano passado, a Nigéria vacinou mais de 3 milhões de pessoas em uma campanha inicial de emergência. No entanto, o vírus da febre amarela continuou circulando em diferentes partes do país, onde as pessoas permanecem, em grande medida, desprotegidas.

A OMS auxiliará a nação africana por meio da formação de milhares de profissionais de saúde, que receberão instruções sobre como administrar a vacina. A agência da ONU também ajudará o país a rastrear casos de febre amarela, além de fornecer coordenação e suporte logísticos para a implementação da campanha de imunização.

“Com uma única dose da vacina, um indivíduo está protegido para a vida inteira contra a febre amarela”, diz Wondimagegnehu Alemu, representante da OMS na Nigéria. “Este é um empreendimento imenso que levou semanas de planejamento. Quase 3 mil equipes de vacinação estão sendo mobilizadas nos quatro estados participantes da campanha.”

Como uma zoonose — qualquer doença ou infecção naturalmente transmissível de animais para seres humanos —, a febre amarela não pode ser erradicada, mas as epidemias podem ser eliminadas se os níveis de imunidade da população forem efetivamente aumentados por meio da vacinação e mantidos pela imunização infantil de rotina. Uma segunda fase da campanha na Nigéria deve começar posteriormente em 2018, a fim de consolidar e fortalecer a proteção da população do país.



Farmacovigilância quadruplica notificações enviadas à OMS

Anvisa ampliou envio de relatos de reações adversas ao programa internacional de monitoramento da OMS.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que a Anvisa ampliou significativamente o número de notificações de reações adversas a medicamentos reportadas à OMS em 2017: o total de envios de relatos aumentou quatro vezes em relação a 2016.

Periodicamente, a Anvisa envia ao VigiBase, programa internacional de monitoramento de medicamentos da OMS, as notificações de reações adversas graves e inesperadas a medicamentos que são recebidas e analisadas pela área. Esse programa reúne as notificações de suspeitas de eventos adversos a medicamentos enviadas pelos países membros do Programa da Organização, contribuindo para o monitoramento do uso de medicamentos e garantindo a confidencialidade desses dados.

Para saber mais sobre as ações de prevenção, identificação e avaliação de efeitos adversos de medicamentos, a Farmacovigilância, na Anvisa, acesse:


Para notificar, acesse:


Saúde inaugura nova linha de produção da vacina de febre amarela

A unidade é fruto de acordo entre Libbs e Biomanguinhos/Fiocruz para ampliar capacidade de produção do insumo em 48 milhões de doses

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, inaugurou, nesta quinta-feira (25/01), a linha final de produção da vacina contra febre amarela na unidade da Libbs Farmacêutica, em São Paulo. A medida faz parte de um acordo de transferência tecnológica entre a empresa privada e o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-manguinhos) da Fiocruz para aumentar a capacidade de produção do insumo em 48 milhões de doses por ano. A etapa final consiste na preparação do produto, envase, liofilização e embalagem das doses.

"Com a inauguração dessa linha de produção, conseguiremos dobrar a produção nacional de vacina contra febre amarela. Hoje temos em estoque vacina suficiente para imunizar toda a população brasileira que ainda não tomou a vacina", destacou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Desde o segundo semestre de 2016, Bio-Manguinhos vem trabalhando para viabilizar esse acordo, transferindo à parceira todos os conhecimentos necessários para a parte final da produção. O cronograma atual do projeto prevê, em fevereiro, o envio dos primeiros dados dos testes de qualidade do produto para a Anvisa. Após isso, será necessário aguardar a continuidade dos estudos de estabilidade encaminhados pelos laboratórios e nova autorização da agência reguladora, prevista para março. A expectativa é de que até o início de junho seja iniciado o fornecimento ao Ministério da Saúde.

A Fiocruz ainda trabalha na conclusão da construção do Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio de Janeiro, que teria capacidade para atender às demandas atuais e futuras de produção da vacina de febre amarela, bem como de outros imunobiológicos. A linha atual de processamento final da Fiocruz para a vacina contra a febre amarela inclui também outros produtos estratégicos para o Ministério da Saúde, como a tríplice viral, que é a vacina que imuniza contra rubéola, sarampo e caxumba.

No ano passado, o Ministério da Saúde adquiriu 65 milhões de doses da vacina de febre amarela do Instituto Biomanguinhos/Fiocruz para distribuição a todos os estados do país e imunização da população. Para este ano, está prevista a compra de mais 48 milhões de doses. Além disso, o Ministério da Saúde possui estoque estratégico como medida de segurança. Desde janeiro de 2017 até o momento, foram encaminhadas 57,4 milhões de doses da vacina à todas as Unidades Federadas.

CAMPANHA – Nesta quinta-feira (25/01), começa a campanha para vacinação contra febre amarela em municípios dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, em que será utilizada dose fracionada. Ao todo, 23,8 milhões de pessoas deverão ser vacinadas nos 77 municípios que adotarão a estratégia de fracionamento. No estado de São Paulo, a expectativa é vacinar cerca de 10,3 milhões de pessoas, e no Rio de Janeiro um total de 10 milhões. O estado da Bahia terá público-alvo de 3,3 milhões de pessoas.

Para auxiliar os estados e municípios na vacinação, o Ministério da Saúde destinou R$ 54 milhões para serem utilizados na estruturação das campanhas. Desse total, já foram enviados R$ 15,8 milhões para São Paulo e R$ 30 milhões para Rio de Janeiro. Está em trâmite a portaria que autorizará o repasse no valor de R$ 8,2 milhões para o estado da Bahia.

A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva e recomendada pela OMS quando há aumento de epizootias (morte de macacos) e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional. A dose fracionada tem apresentado a mesma proteção que a dose padrão. Estudos em andamento já demonstraram proteção por pelo menos oito anos e novas pesquisas continuarão a avaliar após esse período.

A expectativa é de que até o início de junho seja iniciado o fornecimento de vacinas ao @minsaude. Entenda: http://goo.gl/dDHHyd  #FebreAmarela

CASOS – O Ministério da Saúde atualizou, nesta terça-feira (23), as informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde sobre a situação da febre amarela no país. No período de monitoramento (de 1º de julho/2017 a 23 de janeiro de 2018), foram confirmados 130 casos de febre amarela no país, sendo que 53 vieram a óbito. Ao todo, foram notificados 601 casos suspeitos, sendo que 162 permanecem em investigação e 309 foram descartados, neste período.

No ano passado, de julho de 2016 até 23 janeiro de 2017, eram 381 casos confirmados e 127 óbitos confirmados. Os informes de febre amarela seguem, desde o ano passado, a sazonalidade da doença, que acontece, em sua maioria, no verão. Dessa forma, o período para a análise considera de 1º de julho a 30 de junho de cada ano.

O Ministério da Saúde, de 2017 até o momento, encaminhou às Unidades da Federação aproximadamente 57,4 milhões de doses da vacina. Para os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia foram enviados cerca de 48,4 milhões de doses da vacina febre amarela, com objetivo de intensificar as estratégias de vacinação de forma seletiva, sendo 18,3 milhões (SP), 10,7 milhões (MG), 12 milhões (RJ), 3,7 milhões (ES) e 3,7 milhões (BA).

É importante informar que a febre amarela é transmitida por meio de vetor (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes no ambiente silvestre). O último caso de febre amarela urbana foi registrado no Brasil em 1942, e todos os casos confirmados desde então decorrem do ciclo silvestre de transmissão.

Por Victor Maciel, da Agência Saúde

Foto: Rodrigo Nunes/MS









quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Contribua para CPs sobre dois temas da Farmacopeia

Monografia de oxigênio 93% e capítulo sobre antígenos leucocitários humanos estão em consulta pública para atualizar Farmacopeia Brasileira.

Até o próximo dia 8 de fevereiro estão abertas duas consultas públicas para atualizar a Farmacopeia Brasileira. A primeira é a Consulta Pública 443/2017 propõe a monografia para o oxigênio 93% e define o padrão físico e de pureza para utilização deste gás com fim medicinal.

O oxigênio 93% é produzido a partir do enriquecimento do ar ambiente através de um processo de adsorção por peneira molecular, também conhecido como PSA (pressure swing adsorption).

Antígenos Leucocitários Humanos
A outra proposta está na Consulta Pública 442/2017 que trata do capítulo sobre antígenos leucocitários humanos (HLA na sigla em inglês). O complexo HLA é um grupo de genes localizado no braço curto do cromossomo. A verificação da compatibilidade HLA é essencial para que um transplante de órgãos seja bem-sucedido.

Participe da consulta pública
Para participar, basta acessar a página das consultas, ler o texto proposto para o regulamento e utilizar o formulário para envio de contribuições.



 Por: Ascom/Anvisa

Ministro da Saúde inaugura linha final de produção de vacina contra febre amarela

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, fará a inauguração nesta quinta-feira (25/01), em São Paulo (SP), da linha final de produção da vacina de Febre Amarela na Indústria Farmacêutica Libbs. A empresa será parceira do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz) na produção do insumo. Inauguração da linha final de produção da vacina de febre amarela
Data:
 25 de janeiro (quinta-feira)
Horário: 15h15
Local: Rua Alberto Correia Francfort, 88 – Embu das Artes – São Paulo (SP)

Calendário Agenda