Destaques

terça-feira, 3 de julho de 2018

Reunião Anual da Rede de Laboratórios de Arbovírus da Região das Américas, em Kingston, Jamaica


ANA MARIA BISPO DE FILIPPIS, Pesquisadora em Saúde Pública do Instituto Oswaldo Cruz, da Fiocruz, do Ministério da Saúde, participará de Reunião Anual da Rede de Laboratórios de Arbovírus da Região das Américas, em Kingston, Jamaica, no período de 08/07 a 14/07/2018, inclusive trânsito.


Cooperação Técnico-Cientifica para implementação de testes moleculares para monitoramento da terapia antirretroviral e resistência do HIV / AIDS, em Luanda, Angola


JOSÉ CARLOS COUTO FERNANDEZ, Pesquisador em Saúde Pública do Instituto Oswaldo Cruz, da Fiocruz do Ministério da Saúde, participará de Oficina de Cooperação Técnico-Cientifica para implementação de testes moleculares para monitoramento da terapia antirretroviral e resistência do HIV / AIDS, em Luanda, Angola, no período de 11/08 a 18/08/2018, inclusive trânsito,


Acompanhe a Dicol pública desta terça-feira


Pauta traz duas propostas de resoluções, duas propostas de consulta pública, além da apreciação de recursos administrativos.

A reunião pública da Diretoria Colegiada da Anvisa desta terça-feira (3/7) está marcada para as 11h30. A pauta traz duas propostas de regulamento: uma que propõe a republicação da RDC que trata dos critérios para importação, em caráter de excepcionalidade, de produtos sem registro na Agência e outra que altera o regulamento que define produtos cosméticos sujeitos a registro.

A Diretoria também irá tratar de proposta de Consulta Pública sobre o agrupamento dos instrumentos para diagnóstico in vitro em sistemas e sobre critérios microbiológicos de segurança e higiene para alimentos.

Acompanhe ao vivo
Você pode acompanhar a reunião ao vivo a partir das 11h30 por um dos links abaixo. A transmissão pelo link do Skype também permite rever a reunião posteriormente.


Datasus: http://datasus.saude.gov.br/emtemporeal (somente pelo Internet Explorer)

Para acessar a pauta da 16ª Reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa, clique aqui.

Por: Diretoria Colegiada

SNGPC poderá apresentar instabilidades


Sistema passa por aperfeiçoamento técnico entre os dias 2 e 3 de julho, o que pode causar instabilidade e lentidão.

Nos dias 2 e 3 de julho, a partir das 18h, o Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) passará por um aperfeiçoamento técnico. Por isso, é possível que o sistema passe por momentos de instabilidade, lentidão ou mesmo dificuldade para o acesso.

Diante disso, os envios de arquivos XML ao SNGPC planejados para este período devem ser adiados, caso possível, atendendo sempre a frequência de envio estabelecida na RDC 22/2014.


Eleições restringem uso de logo do Farmácia Popular


A partir do dia 7 de julho, todas as farmácias credenciadas no Aqui tem Farmácia Popular devem cobrir a logomarca do governo federal nos materiais de publicidade do programa, sejam eles obrigatórios ou opcionais. A proibição ocorre em razão da Instrução Normativa nº 1, de 11 de abril de 2018, que disciplina a publicidade em ano eleitoral.

A restrição fica mantida até 7 de outubro, data da eleição, ou até o dia 28 do mesmo mês, no caso de haver segundo turno. Confira abaixo os modelos de etiquetas adesivas disponíveis para a sobreposição da logomarca do governo:
Fonte: Redação Panorama Farmacêutico


segunda-feira, 2 de julho de 2018

CLOPIDOGREL , lote YG7517024A da AUROBINDO, ANVISA SUSPENDE DISTRIBUIÇÃO, DISPENSAÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO


RESOLUÇÃO-RE Nº 1.716, DE 29 DE JUNHO DE 2018
A Gerente-Geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pela Portaria n° 749, de 04 de junho de 2018, aliado ao disposto no art. 54, I, § 1º do Regimento Interno aprovado nos termos do Anexo I da Resolução da Diretoria Colegiada - RDC nº 61, de 3 de fevereiro de 2016;
considerando o art. 7º da Lei nº 6.360, de 23 de setembro de 1976;
considerando o relato de evento adverso grave associado ao uso do lote YG7517024A do medicamento bissulfato de clopidogrel 75mg, fabricado pela empresa Aurobindo Pharma Indústria Farmacêutica Limitada,
resolve:
Art. 1º Determinar, como medida de interesse sanitário, em todo o território nacional, a suspensão da distribuição, dispensação,
comercialização e uso, domiciliar ou hospitalar, do lote YG7517024A do medicamento bissulfato de clopidogrel 75mg, fabricado pela empresa Aurobindo Pharma Indústria Farmacêutica Limitada, até que se completem as investigações em curso.
Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
MARIÂNGELA TORCHIA DO NASCIMENTO



ANVISA - RECONHECE NO ÂMBITO DO MDSAP, MAIS DOIS CERTIFICADORES, UM NA FRANÇA E UM NOS EUA


RESOLUÇÃO-RE Nº 1.712, DE 29 DE JUNHO DE 2018
A Gerente-Geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pela Portaria n° 749, de 04 de junho de 2018, aliado ao disposto no art. 54, I, § 1º do Regimento Interno aprovado nos termos do Anexo I da Resolução da Diretoria Colegiada - RDC nº 61, de 3 de fevereiro de 2016;
considerando a Declaração de Cooperação firmada em 27 de novembro de 2012 entre as Autoridades Regulatórias participantes do Programa de Auditoria Única em Produtos para a Saúde (MDSAP - Medical Device Single Audit Program);
considerando o Art. 7° da Lei n°9.782, de 26 de janeiro de 1999 alterado pelo Art. 128 da Lei n°13.097, de 19 de janeiro de 2015;
considerando o Parágrafo Único do Art. 4º da Resolução da Diretoria Colegiada - RDC nº 39, de 14 de agosto de 2013, alterado pela Resolução da Diretoria Colegiada - RDC nº 217, de 20 de fevereiro de 2018;
considerando a RE nº 2.347, de 17 de agosto de 2015;
resolve:
Art. 1º Fica reconhecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para realização de Auditorias Regulatórias em estabelecimentos fabris de produtos para saúde, o seguinte Organismo Auditor:
. Nome da empresa: Laboratoire National de métrologie et d'Essais (LNE) - Division certification G-MED
Número de identificação DUNS: 26-529-7945
. Endereço: 1, rue Gaston Boissier 75724 Paris, Cedex 15 França
. Nº do Processo: 25351.801530/2016-48
Art. 2° O Organismo Auditor reconhecido deve assegurar livre acesso aos técnicos da Anvisa às suas dependências, documentos e registros para realização de avaliações, quando assim for necessário, para averiguar a devida observância aos requisitos regulatórios aplicáveis ao escopo de sua atuação.
Art. 3° Este reconhecimento é condicionado ao cumprimento dos requisitos estabelecidos no Programa MDSAP e tem validade até 29 de maio de 2022, podendo ser revogado ou renovado a critério da Anvisa.
Art. 4º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos retroativos a contar de 30 de maio de 2018.
MARIÂNGELA TORCHIA DO NASCIMENTO

RESOLUÇÃO-RE Nº 1.713, DE 29 DE JUNHO DE 2018
A Gerente-Geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pela Portaria n° 749, de 04 de junho de 2018, aliado ao disposto no art. 54, I, § 1º do Regimento Interno aprovado nos termos do Anexo I da Resolução da Diretoria Colegiada - RDC nº 61, de 3 de fevereiro de 2016;
considerando a Declaração de Cooperação firmada em 27 de novembro de 2012 entre as Autoridades Regulatórias participantes do Programa de Auditoria Única em Produtos para a Saúde (MDSAP - Medical Device Single Audit Program);
considerando o Art. 7° da Lei n°9.782, de 26 de janeiro de 1999 alterado pelo Art. 128 da Lei n°13.097, de 19 de janeiro de 2015;
considerando o Parágrafo Único do Art. 4º da Resolução da Diretoria Colegiada - RDC nº 39, de 14 de agosto de 2013, alterado pela Resolução da Diretoria Colegiada - RDC nº 217, de 20 de fevereiro de 2018;
considerando a RE nº 2.347, de 17 de agosto de 2015;
resolve:
Art. 1º Fica reconhecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para realização de Auditorias Regulatórias em estabelecimentos fabris de produtos para saúde, o seguinte Organismo Auditor:
. Nome da empresa: TUV Rheinland of North America, Inc.
Número de identificação DUNS: 36-068-2447
Art. 2° O Organismo Auditor reconhecido deve assegurar livre acesso aos técnicos da Anvisa às suas dependências, documentos e registros para realização de avaliações, quando assim for necessário, para averiguar a devida observância aos requisitos regulatórios aplicáveis ao escopo de sua atuação.
Art. 3° Este reconhecimento é condicionado ao cumprimento dos requisitos estabelecidos no Programa MDSAP e tem validade até 21 de maio de 2022, podendo ser revogado ou renovado a critério da Anvisa.
Art. 4º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos retroativos a contar de 22 de maio de 2018.
MARIÂNGELA TORCHIA DO NASCIMENTO


Doador de sangue pode ter salvo quase 2,5 milhões de bebês

CIT – Pactuações e nota contra MP que cria gastos e obrigações aos municípios para ACS marcam reunião



A 6ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite de 2018 (CIT) aconteceu na tarde desta quinta-feira (28) com três pactuações feitas entre Ministério da Saúde, Conass e Conasems. O início do encontro se deu com a leitura de uma nota assinada em conjunto pelo Conasems e Confederação Nacional de Municípios contra a apreciação no Congresso Nacional da Medida Provisória nº 827, de 19 de abril de 2018, que altera a Lei nº 11.350/2006, quanto aos direitos dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combates às Endemias.

Dentre os pontos da MP que mais impactam na saúde financeira dos municípios estão os cursos bienais de aperfeiçoamento dos agentes que serão organizados e financiados por União, Estados, Distrito Federal e Municípios; o piso salarial que será fixado no valor de R$ 1.550,00 mensais; sendo reajustado anualmente a partir de 2022 e o custeio pelos municípios da locomoção para o exercício das atividades dos agentes. Conforme destacou Mauro Junqueira, presidente do Conasems, “Quantos municípios e até quando poderão absorver mais essas responsabilidades? Esse piso de R$ 1.550,00 gera um impacto de aproximadamente 3,4 bilhões de reais anuais para a União e de 1,8 bilhão de reais para os municípios”.

Vale destacar que, em 2017, as cidades brasileiras investiram, em média, 24,2% dos seus orçamentos na saúde pública e não tem mais possibilidade financeira para esse aumento de despesas, principalmente com pessoal, limitado por lei. No mesmo ano de 2017, o valor total aplicado pelos municípios ultrapassou em 31 bilhões de reais o mínimo constitucional estabelecido, o que representa o total de todo o IPTU arrecadado no país. Para ler na íntegra a carta, clique aqui.
O Presidente do CONASS, Leonardo Vilela manifestou o apoio integral dos Secretários Estaduais à nota do CONASEMS: “por unanimidade decidimos prestar apoio integral porque sabemos que isso agride e coloca em dificuldades o SUS. Ações como essa são extremamente nefastas. O CONASS se solidariza e manifesta seu apoio firme à essa nota”.

Mauro Junqueira leu também nota propositiva do CONASEMS quanto ao monitoramento pela CIT das inúmeras pactuações ainda pendentes de implantação na informação em saúde e que são fundamentais para a implantação de políticas pactuadas como da atenção básica, imunização, assistência farmacêutica, rede de atenção à saúde, judicialização e outras gerando descompasso e impacto na finalidade dos sistemas de informação na gestão do SUS. Pela proposta aprovada, o comitê Gestor da Estratégia eSaúde deverá submeter à CIT o cronograma de todas as iniciativas relativas ao desenvolvimento de aplicações informatizadas e implantação de ferramentas correlatas bem como apresentar informes mensais acerca do andamento das ações dispostas nos cronogramas acima, como parte de suas atribuições de coordenar as ações de desenvolvimento de aplicações informatizadas no âmbito do Ministério da Saude, que visem coletar informações dos processos de atenção à saúde, apoiar atividades administrativas de estabelecimentos de saúde e de fluxo na rede de atenção à saúde, garantindo maior resolutividade em um menor número de sistemas. 

O Presidente Mauro Junqueira, antes do início das apresentações na CIT, ainda  pediu observação quanto a documentação enviada pelo COSEMS MG, sobre as dificuldades na relação SES e municípios em MG, que teve a última reunião da CIB não realizada. Sugeriu uma reunião com COSEMS e SES, mediada pelo Ministério da Saúde. “Não vejo cenário positivo, mas queria que a CIT fosse informada e ficasse registrado o problema”.

O Presidente do CONASEMS cobrou também ao MS, a publicação da portaria estabelecida pelo decreto presidencial sobre o uso dos prédios das UPAs, “os prefeitos e secretários municipais estão cobrando essa situação e é de fundamental importância que o MS publique essa portaria”.

Pactuações

Pauta de discussão desde que foi publicada a migração de recursos do FAEC para o MAC, o tratamento do glaucoma teve proposição elaborada e apresentada pelo CONASEMS aprovada pela CIT. A proposta estabelece a discussão da política ao GT CIT com vistas à sua atualização e realidade nacional, com fragilidade da rede de atenção, de parâmetros, etc.

Também promove uma equalização com aumento dos repasses no MAC para os estados da AL,BA, SE, PB, RN e PE. A proposta prevê pactuação na CIB para alocação dos novos recursos financeiros.

Já o Departamento de Ouvidoria-Geral do Ministério da Saúde debateu sobre a vigência da Lei 13.460/2017 que coloca o cidadão como centro da melhoria dos serviços públicos no país. A proposta do departamento é aprovar portaria que estabelece incentivo financeiro destinado aos estados e Distrito Federal para a qualificação da gestão no SUS prevendo distribuição de 17,2 milhões de reais de fundo a fundo em parcela única para uso exclusivo no aprimoramento das ações de ouvidoria do sistema. O repasse será apenas para as SES.

Mauro pontuou que “é importante ter um canal de escuta como diz a lei, mas é preciso relembrar o Ministério que é mais uma caixinha que está sendo criada quando aprovamos o fim delas e a decisão de estabelecer a metodologia de aplicação dos critérios de rateio conforme LC 141. O repasse único de verba prevê orçamento global para custeio e investimento”. O presidente do Conass, Leonardo Vilela, concordou com as ponderações do presidente do Conasems que acrescentou “nós temos que falar dos deveres dos cidadãos também. Enfrentamos um problema hoje em todas as regiões do país de absenteísmo onde a pessoa deixa de comparecer a consultas eletivas que agendou, ou deixa de buscar resultados de exames, não leva o filho para vacinar no posto de saúde entre outros exemplos”.

Também foi pactuado a Portaria que dispõe sobre as normas e ações para garantia do acesso a medicamentos e insumos de programas estratégicos, sob a gestão do Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica (CESAF) de responsabilidade do Ministério da Saúde.

“É preciso ressaltar que nós recebemos constantemente inúmeras reclamações dos nossos gestores municipais de que o desabastecimento de medicamentos importantes de responsabilidade do Ministério, observou o presidente Mauro Junqueira. “É preciso conversar sobre o Qualifar, falar sobre o desabastecimento e as reclamações que estão aumentando porque têm faltado medicamentos que são de responsabilidade do ministério. O gasto com assistência farmacêutica está quebrando os governos municipais e essa responsabilização que está sendo feita agora é fundamental porque a judicialização tem virado tempestade para muitos gestores”.

Apresentações

Em apresentação conduzida pela Secretaria de Vigilância em Saúde foram evidenciados dados sobre as baixas coberturas vacinais e o risco de reintrodução de doenças imunopreveníveis como sarampo e poliomielite. “Estamos nos aproximando dos índices de vacinação dos anos 80 e isso é um retrocesso imenso que reflete em vários setores da nossa economia e da nossa sociedade”, argumentou Carla Domingues, coordenadora do PNI/SVS.

Alguns dos possíveis fatores para queda nos indicadores de cobertura vacinal apontados pelo MS são a falsa segurança de que não há mais necessidade de se vacinar, desconhecimento dos esquemas vacinais preconizados nos calendários, manutenção insuficiente do SIPNI dentre outros motivos. Como bem pontuou Leonardo Vilela “é extremamente preocupante essa situação ainda mais porque há um agravo no aumento do número de pessoas das classes A e B, que são as que têm mais grau de escolaridade, sobre a não necessidade de se imunizar. E no que tange às campanhas infantis, os números são bem piores porque elas ainda dependem dos pais para terem acesso a esse direito”.

O Conasems fez também o lançamento do 18º episódio da segunda temporada dos Webdocs Brasil, aqui tem SUS sobre a experiência da Secretaria Municipal de Saúde de Pelotas-RS. O projeto e-mais: Educação permanente – Monitoramento e Avaliação, é desenvolvido junto aos dentistas para estimular a reflexão sobre as práticas diárias de trabalho, o que contribui para detectar problemas na rede de atenção e no cuidado à saúde e estabelecer metas de melhoria, além de qualificar o atendimento aos usuários.




domingo, 1 de julho de 2018

Toxoplasmose em Santa Maria: boletim contabiliza 594 casos confirmados da doença


Ainda há 1,5 mil notificações, com 1,3 mil casos suspeitos. Autoridades dizem que possibilidade é que transmissão tenha sido pela água e por hortaliças

Em boletim divulgado na sexta-feira (29) pelos governo estadual e municipal, Santa Maria chegou a marca de 594 casos confirmados de toxoplasmose. Na atualização anterior, no dia 18 deste mês, o município tinha 569 pessoas diagnosticadas com a doença. Além disso, o boletim traz números ainda mais preocupantes. Há notificação de 1.563 casos do surto. Deste número, 1.291 foram considerados suspeitos e outros 212 ainda precisam passar por classificação.

Ainda conforme o material, elaborado pelo Estado e pela prefeitura, 594 casos foram confirmados por meio da realização de contraprova junto ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). Ainda 262 deles foram descartados e outros 435 seguem sendo investigados.  

O surto de toxoplasmose foi confirmado em abril deste ano. Até então, as autoridades tratavam os casos que surgiram, no começo do ano, como um surto febril. Após a confirmação de toxoplasmose, a ocorrência aumentou e já é considerada o maior surto já registrado e documentado do mundo. 

Nesta semana, em nova coletiva à imprensa, União, Estado e município apontaram a água e hortaliças como "possíveis" origens da doença em Santa Maria. As autoridades descartaram que a propagação da doença pudesse se dar por meio da carne suína e de embutidos. Mesmo assim, afirmaram, na oportunidade, que a investigação terá continuidade por meio da coleta de mais amostras de água e também com a fiscalização na produção e consumo das hortaliças. 

No começo deste mês, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) conseguiu, por meio de solicitação a outros Estados, 45 mil medicamentos para aqueles pacientes diagnosticados com toxoplasmose.    

Confusão de informações

Há pouco mais de uma semana, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, disse ao Gaúcha Atualidade que a causa do surto da toxoplasmose era a água. A situação causou um mal-estar junto ao governo do Estado e à prefeitura, que se manifestaram com espanto e indignação, após a declaração do ministro. Na sequência, o ministério recuou e adotou um tom comedido ao dizer que a água seria uma das possibilidades em estudo. 

Desde que o surto veio à tona, foram analisadas amostras de água da Estação de Tratamento (ETA) da Corsan, de reservatórios de água nas residências de casos confirmados e no processo de um produtor de hortaliças. 

Até o momento, o Laboratório de Saúde Pública e Zoonosoes da Universidade Estadual de Londrina (UEL), no Paraná, não confirmou a presença do DNA Toxoplasma gondii, que é o protozoário que causa a doença. 

Porém, ainda seguem em análise, no Paraná, amostras de água de açudes, de poços artesianos e, inclusive, de vertente e lodo de reservatórios de água dos casos confirmados.

Marcelo Martins, Gauchazh


POLIOMIELITE - mais de 300 municípios enfrentam risco alerta Ministério da Saúde


Há 312 municípios no país, especialmente na Bahia, com risco de surto de poliomielite, alertou neste fim de semana o Ministério da Saúde. Há 28 anos o Brasil não registra casos da doença. No entanto, o risco de a doença retornar é grande por causa da resistência de pais e mães em vacinarem os filhos. A ameaça, segundo o ministério, existe em todos os locais com coberturas abaixo de 95%, mas está mais crítica nessas 312 localidades.

O Ministério da Saúde orienta os gestores locais a organizar as redes de prevenção, inclusive com a possibilidade de readequação de horários mais compatíveis com a rotina da população brasileira. A pasta também recomenda o reforço das parcerias com creches e escolas, ambientes que potencializam a mobilização sobre a vacina por envolverem as famílias.

Doença
Causada por um vírus que vive no intestino, o poliovírus, a poliomelite geralmente atinge crianças com menos de 4 anos, mas também pode contaminar adultos.

A maior parte das infecções apresenta poucos sintomas e há semelhanças com as infecções respiratórias com febre e dor de garganta, além das gastrointestinais, náusea, vômito e prisão de ventre.

Cerca de 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte.

Transmissão e Prevenção
A poliomielite não tem tratamento específico. A transmissão pode ocorrer de uma pessoa para outra por meio de saliva e fezes, assim como água e alimentos contaminados.

No entanto, a doença deve ser prevenida por meio da vacinação. A vacina é aplicada nos postos da rede pública de saúde. Há ainda as campanhas nacionais.

A vacina contra a poliomielite oral trivalente deve ser administrada aos 2, 4 e 6 meses de vida. O primeiro reforço é feito aos 15 meses e o outro entre 4 e 6 anos de idade. Também é necessário vacinar-se em todas as campanhas. A próxima Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite ocorrerá de 6 a 31 de agosto.

O Brasil está livre da poliomielite desde 1990. Em 1994, o país recebeu, da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem.

Agência Brasil Brasília


Novartis vai desistir da Alcon, segundo o CEO, Vas Narasimhan para se concentrar em pesquisar novas drogas para câncer


Menos de metade do seu primeiro ano como diretor executivo da Novartis AG , Vas Narasimhan, planeja uma terceira grande transação para priorizar seu foco no desenvolvimento de medicamentos de ponta.

A farmacêutica suíça disse na última sexta-feira que vai cindir sua unidade de cuidados com os olhos, Alcon, e aplicar $ 13 bilhões  dos recursos obtidos com a venda, anunciada em março, de sua participação em uma  joint venture com a GlaxoSmithKline Plc no mercado de saúde do consumidor de recomprar até US $ 5 bilhões em ações.

Vas Narasimhan
Fonte: Novartis AG

Juntamente com a compra da farmacêutica AveXis Inc., em abril, por US $ 8,7 bilhões, os movimentos impulsionam a ênfase do CEO em pesquisar, encontrar e trazer novos medicamentos para o mercado. O médico formado em Harvard está deixando de lado a Alcon, com lento desempenho, enquanto renova a cultura da Novartis para tentar torná-la líder em inovação e no uso de novas tecnologia.

A Novartis está procurando projetos, fora da empresa, para ampliar o programa de terapia genética, concentrando-se em câncer, neurociência e oftalmologia após a aquisição da AveXis, disse o CEO em uma entrevista. A empresa também quer se aprofundar mais em estratégias para direcionar proteínas relacionadas a doenças que não foram bem compreendidas, potencialmente através de colaboração, disse ele.

"Queremos poder concentrar nossa alocação de capital em nosso núcleo, e acreditamos que nosso núcleo será plataformas inovadoras para desenvolver medicamentos inovadores e investir em dados e tecnologias digitais", disse Narasimhan.

A última alienação reverterá uma das principais etapas estratégicas realizadas por Daniel Vasella, que presidiu a criação da Novartis em 1996 e atuou como CEO até 2010. Na época da compra da Alcon, as empresas farmacêuticas estavam diversificando para reduzir a dependência de medicamentos de marca em meio a concorrência de cópias genéricas e atrasos para novos produtos.

A Novartis comprou a empresa em etapas por mais de US $ 50 bilhões. Os ganhos na unidade despencaram após a aquisição, e o sucessor de Vasella, Joe Jimenez, disse no ano passado que a empresa estava considerando todas as opções .

Jimenez disse então que a Alcon poderia ser atraente para os investidores, dada a escassez de ativos de saúde com uma avaliação que varia de US $ 25 bilhões a US $ 35 bilhões. Stefan Schneider, analista do Bank Vontobel AG, avaliou a cisão entre US $ 15 bilhões e US $ 23 bilhões, segundo uma nota aos clientes na sexta-feira.

Recuperação de Vendas
A Novartis tem tentado reviver a problemática unidade oftalmológica, e Jimenez disse aos investidores em 2015 que espera criar um plano para que a Alcon "volte a ter uma taxa de crescimento decente". Embora os sinais de uma reviravolta tenham surgido no ano passado, empresa reconheceu que levou mais tempo do que o esperado.

Jimenez disse no ano passado que a cisão agregaria valor ao mesmo tempo em que renderia duas empresas focadas. Depois de avaliar as possibilidades, incluindo uma venda e uma oferta pública inicial, a empresa decidiu que a cisão é o melhor caminho para beneficiar os acionistas, disse Narasimhan em uma teleconferência com repórteres. Ele disse que é prematuro comentar o valor da nova empresa.

Após a separação, a Alcon será incorporada na Suíça, com Fort Worth, no Texas, continuando a ser um local-chave, disse a Novartis. Quando foi adquirido, o negócio consistia em equipamentos cirúrgicos, oftalmologistas e produtos de cuidados com a visão, incluindo lentes de contato e colírios. As drogas agora fazem parte da unidade farmacêutica da Novartis e permanecerão com a empresa controladora. Como atualmente constituído - com equipamentos e produtos para os olhos - a Alcon teve vendas de US $ 6 bilhões no ano passado.

Listagem Suíça
O CEO da Alcon, Mike Ball, será o presidente da empresa após a cisão, que está sujeita à aprovação do conselho e dos acionistas da Novartis na reunião anual de 2019. David Endicott, diretor de operações da Alcon, será o novo CEO da empresa. A listagem será na SIX Swiss Exchange e na New York Stock Exchange, disse a Novartis.

A Novartis está avançando com o desmembramento no momento em que os negócios da Alcon estão se recuperando. As vendas no primeiro trimestre foram melhores do que os analistas previam, de acordo com o Morgan Stanley.

Uma área-chave para a Novartis prospectar medicamentos está em um campo chamado degradação proteica direcionada, disse Narasimhan. A estratégia envolve induzir células a destruir proteínas prejudiciais usando seu próprio mecanismo natural de descarte.

"Nossa esperança é que isso abra toda uma série de novos alvos" que as drogas existentes não conseguiram atingir, disse ele. "Há uma grande quantidade de proteínas que temos a oportunidade de direcionar melhor."

A Novartis tem ampla força em seu balanço para fazer mais aquisições no âmbito de seus acordos recentes, disse ele. Embora as valorizações continuem desafiadoras em termos de compras potenciais, a Novartis continua a buscar aquisições para reforçar negócios importantes, disse ele.

( Adiciona comentários do CEO no quarto parágrafo )
De : James Paton  e Phil Serafino da Bloomberg


Calendário Agenda