quarta-feira, 15 de abril de 2020
Fiocruz lança o projeto Covid-19 DivulgAção Científica
Um dos grandes desafios da
atual pandemia de Covid-19 é levar informações confiáveis ao público sobre a
doença e como preveni-la. Com esse objetivo, o projeto Covid-19
DivulgAção Científica vai abrir canais de comunicação direta com a
população para, por meio de vídeos e outros conteúdos publicados nas redes
sociais, dar subsídios para que os cidadãos tomem decisões informadas,
contribuindo para o controle da disseminação do novo coronavírus (Sars-CoV-2).
A iniciativa é coordenada pelo
Instituto Nacional de Comunicação da Ciência e Tecnologia (INCT-CPCT), sediado
na Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), e pelo Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). “Com a pandemia, as pessoas
têm uma necessidade muito grande de se informar sobre o vírus e a doença, mas,
por outro lado, há uma enxurrada de informações muitas vezes contraditórias
e fake news”, diz Luisa Massarani, coordenadora do INCT- CPCT e
responsável pela iniciativa.
Nesta etapa do projeto, duas
linhas de vídeos serão lançadas. “A primeira pretende dar visibilidade ao que
os cientistas brasileiros têm feito para combater a pandemia. Outra linha será
dedicada a temas controversos e que têm gerado dúvidas, como o uso de máscara e
a da cloroquina”, explica Luisa Massarani. Segundo a pesquisadora, pelo menos
dois vídeos devem ser publicados a cada semana.
“É nosso objetivo, também,
valorizar a importância da ciência internacional e especialmente a brasileira
no enfrentamento da pandemia. Por isso, criamos esta iniciativa, que visa
oferecer informações confiáveis às pessoas, de forma que elas possam tomar
decisões bem informadas”, ressaltou a pesquisadora, que também coordena o
Programa de Pós-Graduação em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde da
COC/Fiocruz.
Também serão compartilhados
links de notícias, artigos e outros materiais relevantes. O conteúdo
informativo poderá ser acessado no Twitter, Instagram, Facebook e YouTube.
COVID-19 - Attacks the 1-Beta Chain of Hemoglobin and Captures the Porphyrin to Inhibit Human Heme Metabolism
Essa publicação de
pesquisadores chineses é extensa e complexa e seria interessante ter a opinião
crítica dos hematologistas do grupo. Particularmente, fiquei bastante
impressionado com a genialidade da hipótese e dos mecanismos descritos com
profundidade. Em resumo, os autores afirmam que na fase de replicação viral,
após adentrar o organismo de uma pessoa, o RNA do SARS-CoV-2 codifica a
produção de proteínas estruturais e outras não estruturais. Uma dessas
proteínas não-estruturais invade as hemoglobinas, retira o átomo de ferro e se
liga ao mesmo sítio impedindo o carreamento de O2. Isso explicaria o quadro de
hipóxia de evolução rápida particularmente notável na COVID-19. A lesão do
parênquima pulmonar (vidro fosco) seria uma consequência da hipoxia/necrose e
não um efeito direto do processo inflamatório provocado pelo vírus como se
presumia na visão convencional. Talvez por isso a hipóxia seja mais acentuada
nas pessoas mais idosas e com comorbidades, mesmo com a oferta de oxigênio
suplementar, pois estes indivíduos teriam poucos sítios de ligação nas
hemoglobinas. Outro dado comentado é que em pessoas sem comorbidades, a carga
viral inicial (viral load) iria determinar a gravidade do quadro, pois quanto
maior a carga viral, maior o número de hemoglobinas comprometidas. Outra
hipótese comentada é que a alteração na estrutura das hemácias explicaria a
lesão de vasos e a coagulação intravascular disseminada. Ou seja, é possível
que a COVID-19 seja uma doença infecciosa de base hematológica com complicações
pulmonares. E segundo os autores, uma terapia a ser testada seria a
hemotransfusão em pacientes graves com hipoxemia refratária. Achei o paper
interessante e nos ajuda a ampliar a nossa compreensão atual, nos fazendo olhar
e pensar em 360 graus.
Anexo:
RESOLUÇÃO - RDC Nº 370, DE 13 DE ABRIL DE 2020-Altera a Resolução de Diretoria Colegiada - RDC n° 352, de 20 de março de 2020, que dispõe sobre a autorização prévia para fins de exportação de matéria-prima, produto semi-elaborado, produto a granel ou produto farmacêutico acabado destinados ao combate da COVID-19
DIÁRIO
OFICIAL DA UNIÃO
Publicado
em: 13/04/2020 | Edição: 70-A | Seção: 1 - Extra | Página: 1
Órgão:
Ministério da Saúde/Agência Nacional de Vigilância Sanitária/Diretoria
Colegiada
RESOLUÇÃO
- RDC Nº 370, DE 13 DE ABRIL DE 2020
Altera
a Resolução de Diretoria Colegiada - RDC n° 352, de 20 de
março de 2020, que dispõe sobre a autorização prévia para fins
de exportação de matéria-prima, produto semi-elaborado, produto
a granel ou produto farmacêutico acabado destinados ao
combate da COVID-19.
A
Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da
atribuição que lhe confere
o art. 15, III e IV, aliado ao art. 7º, III e VIII da Lei nº 9.782, de 26 de
janeiro de 1999, e ao art. 53, V, §§
1º e 3º do Regimento Interno aprovado pela Resolução de Diretoria Colegiada -
RDC n° 255, de 10 de dezembro
de 2018, resolve adotar a seguinte Resolução de Diretoria Colegiada, conforme
deliberado em reunião
realizada em 8 de abril de 2020, e eu, Diretor-Presidente Substituto, determino
a sua publicação.
Art.1º
Alterar o art. 1º da Resolução de Diretoria Colegiada - RDC n° 352, de 20 de
março de 2020,
que passa a vigorar com a seguinte redação:
"Art.
1º A exportação de cloroquina, hidroxicloroquina, azitromicina, fentanil,
midazolam,
etossuximida,
propofol, pancurônio, vancurônio, rocurônio, succinilcolina e ivermectina na
forma de matéria-prima,
produto semi-elaborado, produto a granel ou produto acabado necessitarão, temporariamente,
de autorização prévia da Anvisa.
Parágrafo
único. A autorização prévia também se aplica aos sais, éteres e ésteres das
substâncias
descritas no caput." (NR)
Art.
2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
ANTÔNIO
BARRA TORRES
Este
conteúdo não substitui o publicado na versão certificada.
PORTARIA Nº 354 e 355, DE 13 DE ABRIL DE 2020 Nomeia Servidoras para o cargo de Assessor
PORTARIA
Nº 354, DE 13 DE ABRIL DE 2020
A
Chefe de Gabinete do Diretor-Presidente da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária, no uso da competência que lhe foi delegada pela Portaria n° 1.596,
de 8 de agosto de 2016, alterada pela Portaria nº 1.724, de 5 de setembro de
2016, resolve:
Nomear
a servidora GLÁUCIA RIBEIRO LIMA, matrícula SIAPE nº 1491484, para ocupar o
cargo de Assessor, código CA-II, da Quinta Diretoria, ficando exonerada do
cargo que atualmente ocupa.
KARIN
SCHUCK HEMESATH MENDES
A
Chefe de Gabinete do Diretor-Presidente da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária, no uso da competência que lhe foi delegada pela Portaria n° 1.596,
de 8 de agosto de 2016, alterada pela Portaria nº 1.724, de 5 de setembro de
2016, resolve:
Nomear
a servidora DORIANE PATRÍCIA FERRAZ DE SOUZA POMPEU, matrícula SIAPE nº
1518751, para ocupar o cargo de Assessor, código CCT-IV, da Segunda Diretoria,
ficando exonerada do cargo que atualmente ocupa.
KARIN
SCHUCK HEMESATH MENDES
AVISO DE LICITAÇÃO-Aquisição de VACINA, VARICELA, ATENUADA, PÓ LIÓFILO P/ INJETÁVEL + DILUENTE
AVISO
DE LICITAÇÃO
PREGÃO
ELETRÔNICO Nº 55/2020 - UASG 250005 Nº Processo: 25000.146196/2018. Objeto: Aquisição
de VACINA, VARICELA, ATENUADA, PÓ LIÓFILO P/ INJETÁVEL + DILUENTE na forma,
quantitativo e condições previstas no Edital e Termo de Referência, conforme
demais especificações contidas no instrumento convocatório. Abertura da Sessão:
27/04/2020 - Horário: 10:00 horas (horário de Brasília).. Total de Itens
Licitados: 1. Edital: 15/04/2020 das 08h00 às 12h00 e das 13h00 às 17h59.
Endereço: Esplanada Dos Ministérios, Bloco g Anexo, Ala a 4º Andar Sala 471, -
BRASÍLIA/DF
ou www.comprasgovernamentais.gov.br/edital/250005-5-00055-2020. Entrega das
Propostas: a partir de 15/04/2020 às 08h00 no site www.comprasnet.gov.br.
Abertura das
Propostas: 28/04/2020 às 10h00 no site www.comprasnet.gov.br. Informações
Gerais:
.ADRIANO
SIMOES ANDRADE
Pregoeiro
Oficial
EXTRATO DE INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO Nº 9/2020
DEPARTAMENTO
DE LOGÍSTICA EM SAÚDE
COORDENAÇÃO-GERAL
DE LICITAÇÕES E CONTRATOS
DE
INSUMOS ESTRATÉGICOS PARA SAÚDE
EXTRATO
DE INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO Nº 9/2020 - UASG 250005 Nº Processo:
25000128943201945 . Objeto: Aquisição de IMIGLUCERASE 400 UI, PÓ LIÓFILO
P/INJETÁVEL. Total de Itens Licitados: 00001. Fundamento Legal: Art. 25º,
Inciso I da Lei nº 8.666 de 21/06/1993.. Justificativa: Contratação direta
frente à inviabilidade de competição do objeto contratado, inexigibilidade de
Licitação Declaração de Inexigibilidade em 31/03/2020. MERI HELEM ROSA DE
ABREU. Coordenadora Geral de Aquisições de Insumos Estratégicos para Saúde.
Ratificação em 08/04/2020. ROBERTO FERREIRA DIAS. Diretor do Departamento de
Logística em Saúde. Valor Global: R$ 145.614.379,32. CNPJ CONTRATADA :
10.588.595/0010-92 SANOFI MEDLEY FARMACEUTICA LTDA.
(SIDEC
- 14/04/2020) 250110-00001-2020NE111111
Resultado de Julgamento do Pregão Eletrônico SRP nº 24/2020
RESULTADO
DE JULGAMENTO
PREGÃO
Nº 24/2020
O
Ministério da Saúde, UASG: 250005, por meio do Pregoeiro oficial, publica o
Resultado de Julgamento do Pregão Eletrônico SRP nº 24/2020, que tem por objeto
a aquisição do medicamento TERIFLUNOMIDA 14 MG o qual foi ADJUDICADO e
HOMOLOGADO pelo critério menor preço por item à empresa: NATCOFARMA DO BRASIL
LTDA, CNPJ nº 08.157.293/0001-27, no valor unitário de R$ 6,99. Os autos do
processo encontram-se disponíveis a quaisquer interessados (Processo nº
25000.040615/2019-18 - SIN nº - 30184).
PABLO
GUEDES DE ANDRADE FENELON
Pregoeiro
Oficial
terça-feira, 14 de abril de 2020
Dia Mundial de Doença de Chagas mostra protagonismo da Fiocruz
Nesta terça-feira (14/4) será
realizado, pela primeira vez, o Dia Mundial da Doença de Chagas. O evento,
que contaria com diversas atividades no Brasil e no mundo, ocorrerá de
maneira virtual, tendo em vista a pandemia do novo coronavírus. Uma das
principais instituições no planeta na área de doença de Chagas, a Fiocruz divulga
depoimentos do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde
(OMS), Tedros Adhanom, da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, da
representante permanente do Brasil junto às Nações Unidas em Genebra, Maria
Nazareth Azevedo, e da presidente da Associação Rio Chagas, Josefa de Oliveira
Silva. O vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde (VPPIS/Fiocruz), Marco
Aurelio Krieger, diz que, juntamente com as intervenções das autoridades,
haverá homenagens a quatro cientistas da Fiocruz que há décadas pesquisam a
enfermidade e deram grandes contribuições ao estudo da doença de Chagas. São os
pesquisadores José Rodrigues Coura (Instituto Oswaldo Cruz), João Carlos Pinto
Dias (Fiocruz Minas) e o casal Zilton e Sonia Andrade (Fiocruz Bahia). Outro
destaque será a iluminação do Castelo Mourisco da Fundação para lembrar a data.
A doença ainda infecta cerca de 7 milhões de pessoas no mundo e entre 2 a 3
milhões no Brasil, 111 anos depois do primeiro diagnóstico humano da
enfermidade.
Foi o pesquisador Carlos
Chagas quem, em 1909, descobriu o protozoário 'Trypanosoma cruzi', transmitido
pelo barbeiro (imagem: Acervo Fiocruz)
“Tudo será mais simples devido
à Covid-19. Antes da pandemia tínhamos até a expectativa de que o diretor-geral
da OMS pudesse comparecer à Fiocruz, mas isso se tornou inviável. Mas é muito
importante salientar que este evento visa, primordialmente, dar visibilidade
aos pacientes de doença de Chagas, que é uma das mais negligenciadas do mundo”,
afirma Krieger. Segundo ele, a data foi proposta pelo Brasil à OMS e acatada em
reunião ocorrida em 2019, à qual estava presente a presidente Nísia Trindade.
“A sugestão contou com total apoio da diplomacia brasileira e do Ministério da
Saúde e também aponta para o reconhecimento que a Fiocruz tem por conta de ter
sido a casa de Carlos Chagas”, comenta o vice-presidente. Foi o pesquisador
Carlos Chagas, do então Instituto Oswaldo Cruz (embrião da atual Fiocruz) quem,
em 1909, descobriu o protozoário Trypanosoma cruzi e, em um
feito único no mundo, descreveu completamente o ciclo da doença: o patógeno, o
vetor, os hospedeiros, as manifestações clínicas e a epidemiologia.
Krieger acrescenta que este é
também o momento de ressaltar iniciativas inovadoras da Fiocruz nesse campo,
como o sistema de testagem rápida e novos protocolos de medicamentos,
desenvolvido com a iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi), organização
sem fins lucrativos de pesquisa e desenvolvimento de medicamentos para doenças
negligenciadas. Ele também citou o estudo clínico feito com a Novartis, que
busca medir os efeitos de medicação para insuficiência cardíaca em pacientes
com cardiopatia chagásica, a forma crônica da doença que afeta o coração de 30%
dos infectados anos depois do primeiro contato com o parasita. Essa pesquisa
visa chegar a uma nova droga que possa ser administrada em pacientes que tenham
as formas cardíacas da doença de Chagas, de maneira a obter resultados mais
eficazes. Krieger destaca ainda a liderança do Instituto Nacional de
Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) nos novos estudos clínicos sobre a
enfermidade que estão sendo elaborados na Fundação.
Para o vice-presidente de
Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz, Rodrigo Correa, é importante que
datas como essa realcem a importancia de atuar no cuidado com os pacientes.
“Precisamos monitorar casos em regiões remotas. É fundamental recordar e
alertar que a doença de Chagas não acabou e continua fazendo vítimas. A
doença permanece entre nós. E as novas áreas de transmissão afetam, sobretudo,
as populações mais pobres”.
Um dos fundadores (e primeiro
coordenador), nos anos 1990, do Programa de Pesquisa Translacional em Doença de
Chagas (Fio-Chagas), Correa diz que a Fiocruz mantém um olhar para o todo: o
diagnóstico, o vetor, o paciente, os medicamentos, a pesquisa, o tratamento. “O
Fio-Chagas reúne pesquisadores e grupos de pesquisa que lidam com a doença. É
uma rede nacional e muito atuante, que abrange cientistas do Rio e de unidades
regionais da Fiocruz. Pode-se dizer que é uma rede única no mundo”, diz o
vice-presidente, referindo-se às características singulares da Fundação e ao
papel de protagonista que a Fiocruz tem no estudo da doença de Chagas.
PARANÁ RECEBERÁ 154 MIL DOSES DE HIDROXICLOROQUINA DO GRUPO NOVARTIS
A Secretaria de Saúde do
Paraná vai receber nos próximos dias 154 mil doses de hidroxicloroquina
genérica do grupo farmacêutico Novartis/Sandoz, que tem uma planta em Cambé, no
Norte do Estado. O acordo foi viabilizado pelo Instituto de Tecnologia do
Paraná (Tecpar), que é parceiro do grupo Novartis/Sandoz no Estado, e firmado
nesta segunda-feira (13) entre representantes da empresa e o governador Carlos
Massa Ratinho Junior.
No encontro virtual, o Governo
do Estado também apresentou outras demandas para a empresa como o
fortalecimento da parceria do grupo com o Tecpar para novas plantas e
transferência de tecnologia, e a ampliação da oferta de outros medicamentos
imunobiológicos com preços mais acessíveis ao sistema de compras do Estado.
De acordo com o protocolo do
Ministério da Saúde, a hidroxicloroquina pode ser usada em pacientes com
infecções graves da Covid-19 e que precisam de internamento em Unidade de
Terapia Intensiva (UTI). Por ser uma doença nova, ainda não há evidências
científicas suficientes que comprovem a eficácia para casos de coronavírus. No
entanto, já há estudos que demonstram o benefício do uso.
DESTAQUES – Na
videoconferência com diretores da empresa, o governador destacou a importância
da disponibilidade do medicamento. Ele disse que o Estado tem acompanhado as
pesquisas desenvolvidas em nível local e global sobre o tema. “Segundo os
relatos dos médicos, é um medicamento que apresenta resultados positivos, em
especial nos casos mais graves. Obviamente seguindo os cuidados necessários e a
dosagem protocolar”, afirmou Ratinho Junior.
O secretário estadual da
Saúde, Beto Preto, disse que o uso do medicamento no Paraná tem respeitado as
orientações do Ministério da Saúde. A nota técnica do órgão, publicada no final
de março, indica uso controlado nos casos urgentes. “Estamos entendendo nos
protocolos das UTIs que todos estão utilizando a associação de
hidroxicloroquina com azitromicina (antibiótico usado no tratamento de várias
infeções bacterianas) no Estado”, acrescentou. “É uma doação importante”.
As 154 mil doses são parte da
primeira doação da empresa. Ela prevê impactar 100% dos pacientes internados em
estado grave no Paraná nos próximos dois meses em um cenário de 13 mil
internações.
MEDICAMENTO – A cloroquina e o
seu análogo hidroxicloroquina são fármacos clinicamente indicados para o
tratamento das doenças artrite reumatoide e artrite reumatoide juvenil
(inflamação crônica das articulações), lúpus eritematoso sistêmico e discoide,
condições dermatológicas provocadas ou agravadas pela luz solar e malária.
O protocolo do Ministério da
Saúde prevê cinco dias de tratamento contra a Covid-19 e é indicado apenas para
pacientes hospitalizados. De acordo com a nota técnica, a cloroquina e
hidroxicloroquina podem complementar os outros suportes utilizados no
tratamento do paciente no Brasil, como assistência ventilatória e medicações
para os sintomas, como febre e mal-estar. Tanto a cloroquina e a
hidroxicloroquina não são indicadas para prevenir a doença.
PRESENÇAS – Participaram da
reunião o chefe da Casa Civil, Guto Silva; o diretor-presidente do Tecpar,
Jorge Callado; o diretor-geral da Sandroz no Brasil, Marcelo Belapolsky; Renato
Carvalho, presidente do grupo Novartis no Brasil; o diretor de relações
governamentais da Novartis Brasil, João Sanches; e outros diretores da empresa.
Fonte: Portal Tecpar
Respirador da UFPB, 37 vezes mais barato, ficará com licença aberta para empresas produzirem
O custo estimado do aparelho
será de R$ 400,00, mais barato do que o da USP que custará R$ 1 mil reais e
37,5 vezes mais barato do que um ventilador no mercado que custa R$ 15 mil.
Desenho Industrial do
Ventilador Pulmonar.
A Agência UFPB de Inovação
Tecnológica (INOVA-UFPB), na figura do Diretor Presidente Prof. Dr. Petrônio
Filgueiras de Athayde Filho, fez demanda no dia 28 de março de 2020 para que
fosse desenvolvido um ventilador pulmonar por pesquisadores do Centro de
Ciências Exatas e da Natureza (CCEN) e do Centro de Informática (CI). A equipe
composta por Railson Ramos, Mario Ugulino, Válber Almeida, Tiago Maritan e
Marcos Alves concluíram em 48 horas a missão!
No dia 30 de março de 2020 as imagens do protótipo já estavam disponíveis nas redes sociais. No dia 31, foi realizada nova força tarefa com os inventores, a equipe da Diretoria de Propriedade Intelectual da INOVA-UFPB e do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (CGDI/EDIR-PE/SEDIR-PB/INPI) para preparar a redação do pedido de patente. No dia 01 de abril o pedido de patente foi finalizado e no dia 02 foi protocolado no INPI.
O ventilador pulmonar desenvolvido na UFPB faz uso da tecnologia touch-screen, é equipado com sistema multibiométrico e tem conectividade wireless. Inclusive é possível acessá-lo, monitorá-lo e operá-lo em tempo real remotamente por meio de aplicativo em dispositivos móveis (smartphones).
O aparelho é de baixíssimo custo! De acordo com os inventores a produção do aparelho é de aproximadamente R$ 400,00 (quatrocentos reais), ou seja, mais barato do que o equivalente desenvolvido na Universidade de São Paulo (USP); valendo destacar que o respirador mais barato no mercado custa aproximadamente R$ 15.000,00 (quinze mil reais).
O equipamento também é de rápida montagem e programação, sendo possível concluir a montagem e deixá-lo plenamente operável em 60 segundos! Outro detalhe é que ele não é um respirador de emergência, podendo ser usado indefinidamente; ou seja, um substituto aos convencionais comercializados atualmente.
Os inventores tiveram como missão garantir uma alternativa nacional viável que pudesse ser disponibilizado com um baixíssimo custo para hospitais.
A equipe de pesquisadores e servidores da UFPB é responsável pelo pedido de patente, mas não pela fabricação, que deverá ser feita por empresa com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e o aparelho ainda precisa passar por testes pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO). Nesses últimos caso, acredita-se que em face da urgência as tramitações burocráticas e testes sejam aceleradas.
Assim, o projeto tem licença aberta para os interessados em produzir o ventilador pulmonar. Para tanto deverão entrar em contato com a INOVA-UFPB por meio do e-mail: inova@reitoria.ufpb.br.
Fonte: DPI/INOVA-UFPB.




