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sábado, 1 de outubro de 2022

Longevidade 2022: Uso racional dos medicamentos deve ser priorizado no atendimento aos longevos


Um em cada cinco longevos toma medicamentos que podem ser inapropriados e 50% recebem alguma medicação desnecessária. Além disso, 15% têm reação adversa


O envelhecimento mais saudável e a diminuição de riscos para o idoso passam por uma preocupação com o uso racional dos medicamentos. Quem afirma é o geriatra Luiz Antonio Gil Jr., diretor do Instituto Benvita. “Um em cada cinco idosos toma medicamentos que podem ser inapropriados e 50% recebem alguma medicação desnecessária. Além disso, 15% têm reação adversa”, afirmou o especialista, em participação no Longevidade Expo+Fórum 2022. 

Ele elencou outros aspectos fundamentais para que os cuidados com o uso racional de medicamentos faça parte da rotina de atendimento: “Atualmente, cerca de 30% dos idosos têm um procedimento de polifarmácia, com cinco ou mais medicamentos e um em cada três é hospitalizado por problemas relacionados com medicações. Isso tem que ser uma preocupação imediata, pois no futuro, 25% das crianças de hoje chegarão aos 100 anos”.

Luiz Antonio Gil citou, ainda, que a senescência também é fator de atenção. Além de efeitos como a diminuição do tamanho dos rins, do fluxo renal e da filtração glomerular, há as deteriorações auditiva e visual, que dificultam a compreensão sobre como tomar os medicamentos. 

Como ajudar

O diretor do Instituto Benvita explicou os passos necessários para diminuir os riscos impostos por estes obstáculos: “Revisar sempre as medicações e prescrever o mínimo necessário de medicamentos, para facilitar a vida do paciente. Além, é claro, de orientar, reorientar e criar ferramentas para que ele tome o medicamento, garantindo que as orientações foram compreendidas. Se fizermos isso bem feito, a qualidade de vida do idoso será melhor”. 

Quer ver a íntegra do painel? Acompanhe a transmissão da Longevidade Expo+Fórum 2022 no YouTube

 



Transmissão ao vivo de Auditório 3 | Longevidade Expo + Fórum 2022

 


Pré Congresso do 54º Congresso Brasileiro de Patologia Clínica

No próximo dia 03/10, acontecera um evento “Pré Congresso do 54º Congresso Brasileiro de Patologia Clínica”, com excelente agenda onde participarão as equipes do Ministério da Saúde e. ANVISA!

A transmissão do evento ocorrerá ao vivo, a partir de 13h do dia 03/10, também através do YouTube da própria SBPC - https://lnkd.in/d4JwY-e4

https://www.youtube.com/sbpcml



sexta-feira, 30 de setembro de 2022

ESTRATÉGIA GLOBAL PARA AIDS 2021-2026 ACABAR COM AS DESIGUALDADES. ACABAR COM A AIDS

Estados-membros das Nações Unidas adotam nova Declaração Política para enfrentar desigualdades e acabar com a AIDS

Os Estados-membros das Nações Unidas adotaram um conjunto de metas novas e ambiciosas como parte da Declaração Política aprovada na Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre AIDS, realizada entre 8 e 10 de junho em Nova York. Se a comunidade internacional atingir as metas, 3,6 milhões de novas infecções por HIV e 1,7 milhão de mortes relacionadas à AIDS serão evitadas até 2030.

A Declaração Política apela aos países para que forneçam acesso a opções de prevenção combinadas, eficazes e centradas nas pessoas a 95% de todas as pessoas expostas a situações de risco de contrair HIV em todos os grupos epidemiologicamente relevantes, grupos de idade e contextos geográficos. O documento também demanda aos países a garantia de que 95% das pessoas que vivem com HIV conheçam seu status sorológico, 95% das pessoas que conheçam seu status sorológico estejam sob tratamento antirretroviral, e 95% das pessoas em tratamento antirretroviral estejam com a carga viral suprimida.

“Nesta Década de Ação, se quisermos cumprir a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, todos os Estados-membros devem se comprometer novamente a acabar com a epidemia de AIDS até 2030”, disse Volkan Bozkir, Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas.

“Para acabar com a AIDS, precisamos acabar com as injustiças que causam novas infecções por HIV e evitam que as pessoas tenham acesso aos serviços”, disse Amina J. Mohammed, Secretária-Geral Adjunta das Nações Unidas.

A Declaração Política observa com preocupação que as populações-chave—gays e outros homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, pessoas que fazem uso de drogas injetáveis, pessoas trans e pessoas em privação de liberdade—têm maior probabilidade de serem expostas ao HIV e enfrentarem violência, estigma, discriminação e leis que restringem sua liberdade ou acesso aos serviços. Os Estados-membros concordaram com a meta de garantir que, até 2025, menos de 10% dos países tenham estruturas jurídicas e políticas restritivas que levem à negação ou limitação do acesso aos serviços. Também se comprometeram a garantir que, até 2025, menos de 10% das pessoas que vivem com, em risco de ou afetadas pelo HIV enfrentem estigma e discriminação, inclusive tornando mais conhecido o conceito de indetectável = intransmissível (pessoas vivendo com HIV que atingiram a supressão viral não transmitem o HIV).

“Gostaria de agradecer aos Estados-membros. Eles adotaram uma Declaração Política ambiciosa para colocar o mundo de volta no caminho certo para acabar com a pandemia da AIDS que assola comunidades há 40 anos”, disse Winnie Byanyima, Diretora Executiva do UNAIDS.

Ao expressar preocupação com o número de novas infecções por HIV entre adolescentes, especialmente na África Subsaariana, os Estados-membros assumiram o compromisso de reduzir o número de novas infecções por HIV entre meninas adolescentes e mulheres jovens para menos de 50 mil até 2025. Também se comprometeram a eliminar todas as formas de violência sexual e de gênero, incluindo violência contra parceiro íntimo, pela adoção e aplicação de leis que abordam as formas múltiplas e cruzadas de discriminação e violência enfrentadas por mulheres que vivem com, em risco e afetadas pelo HIV.

Outro compromisso foi o de reducir, até 2025, para não mais de 10% o número de mulheres, meninas e pessoas afetadas pelo HIV que vivenciam desigualdades de gênero e violência sexual e de gênero. Além disso, foram firmados compromissos para garantir que todas as mulheres possam exercer seu direito à sexualidade, incluindo sua saúde sexual e reprodutiva, livre de coerção, discriminação e violência.

Também foi pedido aos países também que usem dados epidemiológicos nacionais para identificar outras populações prioritárias que estão em maior risco de exposição ao HIV, como pessoas com deficiência, minorias étnicas e raciais, povos indígenas, comunidades locais, pessoas que vivem na pobreza, migrantes, pessoas refugiadas, pessoas deslocadas internamente, militares, pessoas em emergências humanitárias e em situações de conflito e pós-conflito. Os países também se comprometeram a garantir que 95% das pessoas que vivem com, em risco de e que são afetadas pelo HIV sejam protegidas contra pandemias, incluindo a pandemia de COVID-19.

“As gritantes desigualdades expostas pelo encontro das pandemias de HIV e COVID-19 são um alerta para o mundo priorizar e investir integralmente na efetivação do direito humano à saúde para todas as pessoas, sem discriminação”, disse a Winnie Byanyima.

Os Estados-membros também se comprometeram a aumentar e financiar de forma integral a resposta à AIDS. Eles concordaram em investir 29 bilhões de dólares anualmente até 2025 em países de baixa e média renda. Isso inclui o investimento de pelo menos 3,1 bilhões de dólares em capacitação social, incluindo a proteção dos direitos humanos, redução do estigma e da discriminação e reforma da legislação. Os Estados-membros também se comprometeram a incluir a prestação de serviços de HIV liderada por pares, inclusive por meio de contratos sociais e outros mecanismos de financiamento público.

Com um foco na expansão do acesso às tecnologias mais recentes para prevenção, monitoramento, diagnóstico, tratamento e vacinação da tuberculose (TB), os Estados-membros concordaram em garantir que 90% das pessoas que vivem com HIV recebam tratamento preventivo para tuberculose, além do compromiso em reduzir as mortes por tuberculose relacionadas à AIDS em 80% até 2025.

Os países também se comprometeram a garantir a acessibilidade e disponibilidade global de medicamentos seguros, eficazes e de qualidade garantida, incluindo genéricos, vacinas, diagnósticos e outras tecnologias de saúde para prevenir, diagnosticar e tratar a infecção por HIV, suas infecções oportunistas e outras comorbidades por meio do uso de flexibilidades existentes no âmbito do Acordo TRIPS (Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio) e garantir que as disposições sobre direitos de propriedade intelectual nos acordos comerciais não prejudiquem as flexibilidades existentes, conforme descrito na Declaração de Doha sobre o Acordo TRIPS e Saúde Pública.

“A resposta à AIDS ainda está deixando milhões para trás—pessoas LGBTI, profissionais do sexo, pessoas que usam drogas, migrantes, pessoas em privação de liberdade, adolescentes, jovens, mulheres e crianças—que também merecem uma vida normal, com os mesmos direitos e dignidade que a maioria das pessoas gozam nesta sala”, disse Yana Panfilova, mulher vivendo com HIV e membro da Rede Global de Pessoas Vivendo com HIV (GNP+).

A Reunião de Alto Nível está sendo realizada de forma virtual e presencial em Nova York e conta com a participação de chefes de estado e governo, ministros e delegados, além de pessoas vivendo com HIV, organizações da sociedade civil, populações-chave, comunidades afetadas pelo HIV, organizações internacionais, cientistas e pesquisadores, pesquisadoras e o setor privado. O UNAIDS apoiou as consultas regionais e a participação da sociedade civil na Reunião de Alto Nível. As organizações da sociedade civil demandaram aos Estados-Membros a adoção de uma resolução mais forte.

“Embora tenhamos feito algum progresso significativo como comunidade global, ainda estamos errando o alvo e as pessoas estão pagando o preço com suas vidas. Há uma única razão pela qual estamos perdendo nosso objetivo: é a desigualdade”, disse Charlize Theron, fundadora do Charlize Theron Africa Outreach Project (Projeto de Solidariedade Charlize Theron na África, na tradução livre para o português) e Mensageira da Paz das Nações Unidas.

Os Estados-membros também se comprometeram a apoiar e alavancar os 25 anos de experiência e conhecimento do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e a financiar integralmente o programa para que continue liderando os esforços globais contra a AIDS e dando suporte aos esforços de preparação para pandemias futuras e para a saúde global.

Ao tomar em conta a Estratégia Global de AIDS 2021-2026: Fim das Desigualdades, Fim da AIDS, adotada por consenso em 25 de março de 2021 pela Junta de Coordenação do Programa do UNAIDS (PCB), e o relatório do Secretário-Geral das Nações Unidas “Superar as desigualdades e voltar ao camino certo para acabar com a AIDS até 2030”, lançado em 31 de março de 2021, o UNAIDS teria parabenizado compromissos ainda mais fortes com educação sexual abrangente, saúde e direitos sexuais e reprodutivos, orientação sexual e identidade de gênero, aceitação irrestrita de opções de prevenção de HIV baseadas em evidências, como redução de danos, um apelo à descriminalização da transmissão do HIV, trabalho sexual, uso de drogas e leis que criminalizam as relações sexuais entre pessoas do mesmo gênero e maior flexibilização das regras de propriedade intelectual para o acesso a medicamentos, vacinas e tecnologias que salvam vidas.

Em 2020, 27,4 milhões das 37,6 milhões de pessoas vivendo com HIV estavam em tratamento, contra apenas 7,8 milhões em 2010. Estima-se que a implantação de tratamento acessível e de qualidade tenha evitado 16,2 milhões de mortes desde 2001. As mortes relacionadas à AIDS caíram 43% desde 2010—em 2020, foram registradas para 690 mil mortes. O progresso na redução de novas infecções por HIV também tem acontecido, mas tem sido marcadamente mais lento—uma redução de 30% desde 2010, com 1,5 milhão de pessoas infectadas por HIV em 2020, em comparação com as 2,1 milhões de pessoas em 2010.

Saiba mais sobre a Reunião de Alto Nível sobre o fim da AIDS (em inglês).

https://unaids.org.br/

História da saúde, sentido do trabalho, Jornada Científica, Agenda 2030, música e bolo marcam aniversário de 41 anos do INCQS/Fiocruz

Publicado em 19/09/2022.

Por Penélope Toledo(INCQS/Fiocruz)


Fotos: Pedro Paulo Gonçalves (INCQS/Fiocruz)

Após quase três anos fechado devido à pandemia da Covid-19, o auditório Sérgio Arouca, do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz), voltou a receber público no aniversário de 41 anos do Instituto, celebrado de 12 a 16 de setembro. As comemorações incluíram palestras, ciência e música e podem ser conferidas no canal do INCQS no YouTube.


Palestra de abertura, em 12 de setembro, com Milton Teixeira

A abertura contou com a participação do vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional da Fiocruz, Mário Moreira, e da presidente da Asfoc Sindicato Nacional, Mychelle Alves, que também é trabalhadora do Instituto. Ainda na abertura, o professor, arquiteto, historiador e radialista Milton Teixeira contou, de forma divertida e irreverente, a história da saúde no Rio de Janeiro, abrangendo os períodos colonial, Império e da República até a criação do Instituto Oswaldo Cruz, que deu origem à Fiocruz.


Jornada Científica

Outra palestra marcou o segundo dia de festividade, que também teve o início da Jornada Científica, onde estudantes e bolsistas apresentaram suas pesquisas em formato de pôster e oralmente. O administrador de empresas, mestre em Planejamento Estratégico, empresário do segmento de estruturação financeira de projetos, gestor e mentor empresarial Celso Morishita ministrou, de maneira leve e intimista, a exposição 'Propósito de vida e Talento no Trabalho'.


Antonio Eugenio de Almeida, diretor do INCQS/Fiocruz, e o palestrante Celso Morishita

Os desafios da vigilância sanitária para o cumprimento da Agenda 2030, plano global da Organização das Nações Unidas (ONU) para o desenvolvimento visando a melhoria do planeta, foi tema da 5ª edição do Visa em Foco, única atividade virtual das comemorações. O evento reuniu o coordenador da Estratégia Fiocruz para a Agenda 2030, Paulo Gadelha; a gerente da Gerência de Laboratórios de Saúde Pública (Gelas/Anvisa), Graziela Araújo; a chefe do Laboratório de Medicamentos, Cosméticos e Saneantes do INCQS/Fiocruz, Mychelle Alves Monteiro; a vice-diretora de Qualidade de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Rosane Cuber; e a  Coordenadora do Núcleo Técnico de Produtos Biológicos do INCQS/Fiocruz, Maria Aparecida Boller.


5ª edição do Visa em Foco

As festividades foram encerradas em 16 de setembro, com apresentação da Escola de Música de Manguinhos (Espaço Casa Viva RedeCCAP), com quem o Instituto tem parceria.


Apresentação da Escola de Música de Manguinhos

Conexão Brasília com o jornalista Olho Vivo Edmar Soares

30.09.2022

Em debate quente marcado por duelo de direito de respostas, Bolsonaro chama Lula de traidor da pátria e petista cita sigilos

Último embate na TV antes das eleições foi marcado por falas sobre corrupção, fome e desmatamento

- Lula cai em provocação de Padre Kelmon, que é chamado de ‘padre de festa junina’ por Soraya

Candidato nanico do PTB, que não pontua nas pesquisas, discutiu com apresentador, interrompeu presidenciáveis e teve seu nome confundido por adversários

- Lula diz não querer vingança em última campanha na TV; Bolsonaro chama petista de ‘ladrão’

Ex-presidente usa Alckmin para exaltar ideia de frente ampla, enquanto candidato do PL defendeu feitos da gestão federal

- Enel reforça ações para garantir fornecimento de energia nas eleições

Operação de reforço terá geradores em áreas essenciais e monitoramento em conjunto com outros órgãos

- Vitória no TSE dá fôlego a Paulo Octávio na reta final da corrida ao GDF

*Na campanha de Paulo Octávio (PSD) há uma avaliação de que os rumores de que sua candidatura não vingaria no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atrapalharam e confundiram os eleitores na reta final. Agora, a onda é mostrar que PO está, sim, no páreo e pode chegar ao segundo turno. Faltam dois dias para esse esforço

Há semanas, José Roberto Arruda decidiu se concentrar totalmente na campanha de Flávia Arruda (PL) ao Senado. Com a decisão desfavorável do TSE ao registro de sua candidatura, o ex-governador agora aposta tudo na vitória de sua mulher.

- A pergunta que não quer calar

Quem vai herdar os eleitores de José Roberto Arruda (PL) da candidatura a deputado federal

- Brasil registra criação de 278,6 mil vagas com carteira assinada em agosto

País registra a criação de 278,6 mil vagas com carteira assinada em agosto. Setor de serviços lidera número de contratações

- Bolsonaro diz que Lula foi solto porque existia um ‘amiguinho’ no STF

A declaração foi dada durante o debate entre candidatos ao Palácio do Planalto realizado nesta quinta-feira, 29, pela TV Globo

-Damares Alves passa Flávia Arruda na disputa pelo Senado no DF

Candidata do Republicanos tem 29% e a do PL, 28%, empatadas dentro da margem de erro; Rosilene Corrêa, do PT, tem 14%

-Capitão Wagner anuncia carreata em Sobral simultânea à agenda de Ciro Gomes e Roberto Cláudio

*O candidato do União Brasil tem apoio da principal família que faz oposição aos Ferreira Gomes na cidade

*O candidato ao Governo do Ceará pelo União  Capitão Wagner, anunciou carreata em Sobral, na Região Norte, às 16h30 da sexta-feira (30). A agenda está prevista para ter início apenas meia hora antes de outra carreata prevista para a cidade, mas mobilizada por tradicionais rivais de Wagner, o presidenciável Ciro Gomes (PDT) e o candidato ao Governo Roberto Cláudio (PDT).

Qualificação de entidades como organizações sociais a criação do Programa Nacional de Publicização a extinção dos órgãos e entidades que menciona e a absorção de suas atividades por organizações sociais

DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO

Publicado em: 30/09/2022 | Edição: 187 | Seção: 1 | Página: 2

Órgão: Atos do Poder Executivo

DECRETO Nº 11.215, DE 29 DE SETEMBRO DE 2022

Altera o Decreto nº 9.190, de 1º de novembro de 2017, que regulamenta o disposto no art. 20 da Lei nº 9.637, de 15 de maio de 1998.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84,caput, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 20 da Lei nº 9.637, de 15 de maio de 1998,

D E C R E T A :

Art. 1º O Decreto nº 9.190, de 1º de novembro de 2017, passa a vigorar com as seguintes alterações:

"Art. 7º A proposta de publicização das atividades de que trata o art. 1º da Lei nº 9.637, de 1998, será encaminhada pelo Ministro de Estado supervisor da área ao Ministério da Economia, devidamente justificada, e explicitará as razões que fundamentem a conveniência e a oportunidade da opção pelo modelo das organizações sociais, observado o disposto no art. 5º do Decreto nº 9.739, de 28 de março de 2019.

§ 2º A decisão da publicização será efetuada em ato conjunto do Ministro de Estado supervisor e do Ministro de Estado da Economia, e, se for o caso, com anuência da autoridade supervisora, e publicada no Diário Oficial da União.

§ 3º A fundamentação de que trata ocaput:

I - inclui a análise da conveniência, da oportunidade e dos demais elementos necessários à tomada de decisão;

II - é de responsabilidade do órgão ou da entidade proponente; e

III - será utilizada como referência para o edital de chamamento público a que se refere o inciso I docaputdo art. 8º." (NR)

"Art. 11. ..........................................................................................................

I - a abrangência de representação da comunidade beneficiária no Conselho de Administração e no quadro social, conforme o disposto no inciso III docaputdo art. 10;

II - o nível de aderência da proposta de trabalho ao edital de chamamento público a que se refere o inciso I docaputdo art. 8º; e

III - a experiência e a capacidade técnica e gerencial da entidade ou dos integrantes do quadro social, diretivo ou funcional da organização que executará as atividades do contrato de gestão, aferidas objetivamente, conforme indicado no edital de chamamento público a que se refere o inciso I docaputdo art. 8º." (NR)

"Art. 12. A avaliação das entidades privadas sem fins lucrativos inscritas no chamamento público será realizada por comissão de seleção instituída para essa finalidade pela Secretaria-Executiva do órgão supervisor ou pela entidade supervisora.

§ 4º A decisão da comissão de seleção será publicada no Diário Oficial da União e a íntegra do relatório será publicada no sítio eletrônico oficial do órgão supervisor ou da entidade supervisora.

..........................................................................................................................." (NR)

"Art. 13. A qualificação de entidade privada como organização social será formalizada em ato do Presidente da República, a partir de proposição do Ministro de Estado supervisor da área, e, se for o caso, com anuência da autoridade titular da entidade supervisora, precedida de manifestação do Ministro de Estado da Economia.

§ 1º O ato que qualificar a entidade privada como organização social será específico e indicará:

I - a entidade privada qualificada;

II - a atividade exercida;

III - o número do processo administrativo relativo ao chamamento público; e

IV - o órgão ou a entidade da administração pública federal cujas atividades serão absorvidas pela organização social.

§ 2º A organização social regularmente qualificada e com contrato de gestão vigente poderá absorver outra atividade prevista no art. 1º da Lei nº 9.637, de 1998, desde que:

I - a nova atividade seja compatível com os seus objetivos sociais;

II - a publicização esteja em conformidade com o disposto nos art. 7º a art. 13, inclusive com novo chamamento público; e

III - seja firmado termo aditivo ao contrato de gestão vigente.

§ 3º A manifestação do Ministro de Estado da Economia de que trata ocaputficará limitada aos aspectos formais da proposta.

§ 4º A responsabilidade sobre a seleção da entidade privada caberá ao Ministério supervisor da área." (NR)

"Art. 14. .............................................................................................................

§ 4º O contrato de gestão preverá as condições e os prazos para as providências relativas à reversão de bens permitidos, aos valores entregues à organização social e ao encerramento da cessão de servidores." (NR)

"Art. 16. .............................................................................................................

§ 4º O processo de análise da conveniência e da oportunidade para a renovação, a resolução, a rescisão ou a resilição do contrato de gestão conterá a manifestação dos intervenientes.

§ 5º O contrato de gestão poderá ser aditado para sub-rogar a um dos intervenientes a parte do objeto sob seus patrocínios, observado o disposto no art. 29, na hipótese de a autoridade supervisora anterior ter se manifestado contrariamente à renovação do contrato." (NR)

"Art. 21. ............................................................................................................

§ 2º A desqualificação ocorrerá em ato do Poder Executivo federal, cuja proposição caberá ao órgão supervisor ou à entidade supervisora, ouvido o Ministério da Economia." (NR)

"Art. 30. A Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia e a Fundação Escola Nacional de Administração Pública - Enap poderão estruturar, conjuntamente, programa de capacitação para:

I - os representantes nos Conselhos de Administração das entidades privadas qualificadas;

II - os servidores responsáveis pela supervisão e pela avaliação dos contratos de gestão; e

III - o público-alvo que atue junto às organizações sociais." (NR)

"Art. 31. O Ministério da Economia poderá editar normas complementares necessárias ao cumprimento do disposto neste Decreto." (NR)

Art. 2º Os contratos de gestão vigentes na data de publicação deste Decreto serão alterados para inserção das condições e dos prazos previstos no § 4º do art. 14 do Decreto nº 9.190, de 2017, no momento de sua renovação ou aditivação.

Art. 3º Fica revogado o parágrafo único do art. 13 do Decreto nº 9.190, de 2017.

Art. 4º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 29 de setembro de 2022; 201º da Independência e 134º da República.

JAIR MESSIAS BOLSONARO

Paulo Guedes

Este conteúdo não substitui o publicado na versão certificada.

Monkeypox: 2º kit para diagnóstico da Fiocruz recebe registro da Anvisa

Bio-Manguinhos/Fiocruz

A Fiocruz, por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), recebeu da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na última quarta-feira (28/9), o registro definitivo do segundo kit para diagnóstico de monkeypox. O produto desenvolvido detecta as regiões genômicas Monkeypox geral (MPXV) e África Ocidental (WA), além de possuir controle interno (CI), representado por uma região do gene constitutivo humano – RNAseP (RP), que atesta a qualidade da reação. O kit se destina, adicionalmente, à vigilância epidemiológica através da identificação da cepa WA circulante. Com isso, o Instituto passa a ser o único detentor de dois registros de produtos que diagnosticam a doença, totalmente produzidos no país.


A utilização do Kit Molecular Monkeypox Bio-Manguinhos/Fiocruz permite atender demandas específicas para o monitoramento epidemiológico da doença (foto: Bernardo Portella, Bio-Manguinhos/Fiocruz)

Assim como o Kit Molecular Multiplex OPV/MPXV/VZV/RP, aprovado em 20 de setembro, esse foi desenvolvido a partir das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a identificação do material genético (DNA) do vírus potencialmente presente em amostras clínicas de material coletado das erupções cutâneas (pústulas) ou tecido de lesão de pele (crosta de lesão) do indivíduo com suspeita de infecção.

A utilização do Kit Molecular Monkeypox (MPXV) Bio-Manguinhos/Fiocruz permite atender demandas específicas para o monitoramento epidemiológico da doença, além de fornecer subsídios que apoiam a definição de estratégias mais eficazes e objetivas no enfrentamento da infecção provocada pelo vírus, agilizando a tomada de decisão pelos gestores de saúde pública.

Bio-Manguinhos/Fiocruz está preparado para atender a possíveis demandas do Ministério da Saúde com os kits registrados, considerando o tempo de produção e controle de qualidade. A distribuição e possibilidade de oferta para os estados será definida conforme a estratégia a ser adotada pela pasta.

Ministério da Saúde incorpora novos medicamentos ao programa Farmácia Popular

Os remédios atuam principalmente no controle de doenças cardiovasculares, diabetes e insuficiência cardíaca


O Ministério da Saúde irá incorporar cinco novos medicamentos ao Programa Farmácia Popular do Brasil. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (29), durante o simpósio realizado pela Pasta sobre o Dia Mundial do Coração e doenças cardiovasculares. Essa é a primeira incorporação de novos remédios no programa desde 2011.

Os novos medicamentos são direcionados, principalmente, para o controle de doenças cardiovasculares, diabetes e insuficiência cardíaca. Os remédios ficarão disponíveis para a população em 30 dias após a publicação da portaria no Diário Oficial da União (DOU), prevista para ser publicada nesta sexta-feira (30).

A estimativa é que 2,7 milhões de pessoas sejam beneficadas com os novos medicamentos incorporados. Saiba quais são:

- Besilato de Anlodipino 5 mg (hipertensão arterial/gratuidade)
- Succinato de Metoprolol 25 mg (hipertensão arterial/gratuidade)
- Espironolactona 25 mg (hipertensão arterial/gratuidade)
- Furosemida 40 mg (hipertensão arterial/gratuidade)
- Dapagliflozina 10 mg (diabetes mellitus tipo 2 associada a doença cardiovascular/modalidade de copagamento)

Farmácia Popular

O Famácia Popular é um dos principais programas para distribuição de medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e atende mais de 20 milhões de brasileiros.

Atualmente, o programa conta com mais de 30 mil farmácias credenciadas, distribuídas em 4.397 municípios. Entre 2018 e 2021, a quantidade de medicamentos distribuídos aumentou de 13,8 bilhões para 14,3 bilhões de unidades. Até junho deste ano, mais de 7,2 bilhões de remédios já foram entregues para a população brasileira.

Ministério da Saúde

No Dia Mundial do Coração, Ministério da Saúde promove simpósio sobre inovação, tratamento e prevenção de doenças cardiovasculares

Doenças apresentam causas múltiplas, se desenvolvem lentamente ao longo da vida e, na maioria das vezes, de forma silenciosa e assintomática


- Foto: Walterson Rosa/MS

No Dia Mundial do Coração, nesta quinta-feira (29), o Ministério da Saúde promoveu um seminário para debater as doenças que são as maiores causas de morte no Brasil. Especialistas de várias áreas debateram diversos temas sobre o assunto, desde prevenção, até tratamento e inovações na cardiologia.

O ministro da saúde, Marcelo Queiroga, ressaltou que as doenças cardiovasculares merecem uma atenção especial por parte dos gestores públicos. “Sempre houve essa necessidade e agora que vivemos o período pós pandêmico onde, muitas vezes, os cuidados, desde a atenção primaria a atenção especializada da saúde, foram relativizados é necessário que políticas públicas sejam ampliadas para que possamos reduzir óbitos por doenças cardiovasculares”, pontuou.

Entre os temas abordados estavam o Programa Previne e os Indicadores de hipertensão e de diabetes, o QualiSUS Cardio, a Linha de Cuidado do Infarto Agudo do Miocárdio e o Projeto de Implantação e Implementação de Rede Nacional de Saúde Cardiovascular Especializada – Renasce.

As doenças cardiovasculares apresentam causas múltiplas, se desenvolvem lentamente ao longo da vida e, na maioria das vezes, de forma silenciosa e assintomática. São considerados fatores de risco: hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, sobrepeso/obesidade, dislipidemia, tabagismo, alimentação inadequada, inatividade física, elevado tempo em comportamento sedentário e consumo de álcool.

Portanto, a prevenção é fundamental para o controle de doenças cardíacas. Nesse sentido, especialistas recomendam a adoção de hábitos de vida saudáveis, entre eles atividade física regular de pelo menos 150 minutos por semana, alimentação balanceada, priorizando alimentos frescos, como frutas, legumes, hortaliças e cereais, evitando os ultraprocessados e a cessação do tabagismo.

Para o presidente da World Heart Federation, Fausto Pinto, o Dia Mundial do Coração tem o objetivo de desenvolver um conjunto de iniciativas no que diz respeito às doenças cardiovasculares. “A data serve exatamente para se discutir as estratégias, de uma forma global, para a melhora da saúde cardiovascular e para combater a principal causa de mortalidade do mundo. Esta é uma excelente iniciativa do Ministério da saúde do Brasil”, disse.

Tratamento no SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento integral e gratuito para a prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares. No primeiro atendimento, nas Unidades Básicas de Saúde, estão disponíveis ações de prevenção, como acompanhamento e monitoramento de fatores de risco como hipertensão e diabetes. Se houver necessidade, como diagnóstico de doença cardiovascular, o paciente é encaminhado para a Atenção Especializada, onde terá toda assistência para o acompanhamento com especialista, exames, tratamento e os procedimentos necessários, ambulatoriais ou cirúrgicos. O Brasil tem mais de 300 centros especializados de alta complexidade cardiovascular.

Ministério da Saúde

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