Destaques

sexta-feira, 20 de março de 2015

Fórum das Agências Reguladoras do Medicamento do Espaço Lusófono em Maputo, Moçambique, no período de 23/03 a 28/03/15

ANVISA será representada por JOSÉ CARLOS DE MAGALHÃES DA SILVA MOUTINHO, Diretor, e ALESSANDRO MAGNO DAMASCENO BELISARIO, Especialista em Regulação e Vigilância Sanitária, com a finalidade de Assessorar o Diretor de Coordenação do Sistema Nacional de Vigilância na 3ª reunião Plenária do Fórum das Agências Reguladoras do Medicamento do Espaço Lusófono e prestar apoio à participação da Sessão Plenária FARMED no XI Congresso Mundial dos Farmacêuticos da Língua Portuguesa, em Maputo, Moçambique, no período de 23/03 a 28/03/15.

CNS - ANA CAROLINA DANTAS SOUZA é nomeada para exercer o cargo de Coordenadora Técnico-Normativa em substituição a NEIDE RODRIGUES DOS SANTOS.

PORTARIA Nº 270, DE 19 DE MARÇO DE 2015
A MINISTRA DE ESTADO DA SAÚDE, INTERINA, no uso da competência que lhe foi subdelegada pela Portaria nº 1.056, de 11 de junho de 2003, da Casa Civil da Presidência da República, resolve:
Nomear ANA CAROLINA DANTAS SOUZA, para exercer o cargo de Coordenadora Técnico-Normativa, código DAS 101.3, nº 33.0007, da Secretaria-Executiva do Conselho Nacional de Saúde, ficando exonerada do referido cargo, a pedido, a partir de 1º de fevereiro de 2015, NEIDE RODRIGUES DOS SANTOS.

ANA PAULA MENEZES

CONITEC RECEBE NOVOS MEMBROS DA ANVISA

PORTARIA Nº 268, DE 19 DE MARÇO DE 2015
A MINISTRA DE ESTADO DA SAÚDE, INTERINA, no uso das atribuições que lhe conferem os incisos I e II do parágrafo único do art. 87 da Constituição, e
Considerando o § 2º do art. 7º do Decreto nº 7.646, de 21 de dezembro de 2011; e
Considerando a alteração da indicação de representante da Secretaria-Executiva para compor o Plenário da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC), resolve:
Art. 1º Alterar a Portaria nº 204/GM/MS, de 7 de fevereiro de 2012, publicada no Diário Oficial da União nº 28, Seção 2, páginas 30 e 31, de 8 de fevereiro de 2012, no que se refere à designação do membro titular e suplentes, do Plenário da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC), que passa a vigorar com a seguinte redação:
"I - Ministério da Saúde:
....................................................................................
III - Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA):
1. Titular: Claudiosvam Martins Alves Sousa
2. Primeiro Suplente: Alessandro Ferreira do Nascimento
3. Segundo Suplente: Giselle Silva Pereira Calais."(NR)
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação

ANA PAULA MENEZES

Designa os membros da Comissão de Assessoramento Técnico em CAT-Gestão de Equipamentos MS/SAS

PORTARIA Nº 238, DE 19 DE MARÇO DE 2015
Designa os membros da Comissão de Assessoramento Técnico em CAT-Gestão de Equipamentos

A Secretária de Atenção à Saúde, no uso de suas atribuições, e considerando Portaria nº 2.543/GM/MS, de 12 de novembro de 2014, que redefine a Comissão de Assessoramento Técnico em Gestão de Equipamentos (CAT-Gestão de Equipamentos), no âmbito do Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Hemoderivados (SINASAN);
resolve:
Art. 1º Ficam designados os seguintes membros da Comissão de Assessoramento Técnico em CAT-Gestão de Equipamentos, com sua qualificação principal e informação de serviço de atuação atual:
I - Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados (CGSH/DAHU/SAS/MS):
a) Fabiano Romanholo Ferreira, Mestrado em Engenharia Elétrica, que coordenará a CAT-Gestão de Equipamentos;
b) Márcia Teixeira Gurgel do Amaral, Mestrado em Saúde Pública;
c) José Carlos Gonçalves Araújo, Especialização em Gerenciamento Industrial; e
d) Lívio Luksys, Especialização em Engenharia Clínica.
II - Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA):
a) Anderson de Almeida Pereira, Mestrado em Engenharia e Ciências dos Materiais.
III - Serviços de Saúde Públicos:
a) Celso Guimarães Martinez, Especialização em Engenharia Clínica, Hemocentro da Universidade de Campinas (UNICAMP);
b) Cícero Daniel Ferreira de Sousa, Especialização em Engenharia Clínica, Hemocentro da Universidade de Campinas (UNICAMP);
c) Guilherme Pereira Costa, Especialização em Engenharia Biomédica e Clínica, Secretaria de Estado da Saúde do Estado de Minas Gerais;
d) Luís Renato Franco Hagmann de Figueiredo, Especialização em Engenharia Clinica, Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará; e
e) Manoel Álvaro Guimarães, Especialização em EngenhariaClínica, CETEC-Centro Tecnológico e Engenharia Clínica da FAMESP - UNESP Botucatu;
IV - Instituições de Ensino de Superior Públicos:
a) Marco Aurélio Benedetti Rodrigues, Doutorado em Engenharia Elétrica, EBSERH - Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Pernambuco (UFPE);
b) Pedro de Alcântara Ornelas Mendonça, Mestrado em Gerenciamento e Tecnologias Ambientais no Processo Produtivo, Universidade Federal da Bahia (UFBA), Escola Politécnica, Departamento de Engenharia Ambiental - TECLIM; e
c) Sebastião Lázaro de Moraes, Especialização em Engenharia Clínica, Fundação Hemocentro de Brasília.
Art. 2° Os membros da Comissão serão convocados a participar reuniões regulares da CAT por comunicação da CGSH/DAHU/SAS/MS.
Art. 3° Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

LUMENA ALMEIDA CASTRO FURTADO

Definidos presidentes e relatores de seis comissões mistas de medidas provisórias

O senador Paulo Rocha relatará a MP 665/2014, que alterou as regras relativas ao seguro-desemprego e a outros benefícios sociais
Geraldo Magela/Agência Senado







Os senadores Benedito de Lira e José Pimentel, na reunião que instalou a comissão mista que analisará a MP 664/2014, uma das mais importantes do ajuste fiscal
Marcos Oliveira/Agência Senado





Seis comissões mistas responsáveis por analisar medidas provisórias foram instaladas na manhã desta quinta-feira (19). Também foram eleitos os presidentes e os vices e designados os relatores. Todas as eleições foram por aclamação, visto que os nomes haviam sido indicados previamente por acordo de líderes.

Os parlamentares seguiram a Resolução 1/2002, do Congresso Nacional, que determina a alternância de deputados e senadores no comando e relatoria de cada colegiado. A norma também prevê a observância da proporcionalidade dos partidos ou blocos em cada Casa. Com isso, PT e PMDB ficaram com a maioria das presidências.
Agência Senado

CPI DAS PRÓTESES para investigar a "máfia", mostrada em reportagem recente do programa Fantástico.

O senador Paulo Paim (PT-RS) louvou a iniciativa do senador Magno Malta (PR-ES) de criar a CPI das próteses. O pedido de criação da CPI já obteve assinaturas suficientes. O próximo passo é a instalação do colegiado. A CPI vai investigar a “máfia das próteses”, mostrada em reportagem recente do programa Fantástico.

As irregularidades, constatadas em todo o país, consistem no superfaturamento de próteses e órteses (aparelhos externos usados para imobilizar ou auxiliar os movimentos dos membros ou da coluna). Também há denúncias do recebimento de comissões pelos médicos, que, muitas vezes realizam o procedimento sem necessidade. Há, ainda, relatos sobre o uso de material vencido e em quantidade acima da necessária.

Paim disse considerar cruel e acintosa essa exploração de pessoas que precisam de tratamentos de saúde. Na visão do senador, é preciso criar condições para que esse tipo de fraude não ocorra mais.

— A instalação de uma CPI para investigar os abusos cometidos nesse mercado, com danos gravíssimos tanto para os recursos públicos quanto para a qualidade de vida do cidadão, é uma arma importante nessa luta e nós estamos nessa trincheira de resistência.

Para que a CPI seja instalada, é preciso que os partidos indiquem os integrantes. Paim se disse disposto a colaborar com o trabalho da comissão, caso o PT o indique.


Agência Senado

Romário será relator da Lei de Inclusão da Pessoa com Deficiência

O senador Romário (PSB-RJ) será o relator do projeto que cria a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, antes conhecido como Estatuto da Pessoa com Deficiência (SCD04/2015). O texto, de iniciativa do Senado, foi aprovado com modificações na Câmara dos Deputados no início de março e retornou ao Senado há poucos dias para ser revisado. A proposta passará na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), tendo Romário como relator, e de lá, seguirá direto para Plenário.

O anúncio da relatoria foi feito pelo presidente da CDH, senador Paulo Paim (PT-RS), nesta quinta-feira (19), durante o evento de comemoração do Dia Internacional da Síndrome de Down, no auditório Petrônio Portela. Autor do projeto original aprovado no Senado, Paim explicou que, a depender da relatoria de Romário, a proposta pode ser votada na comissão e no Plenário rapidamente.

— Nossa intenção é assegurar que a lei vá à sanção ainda este semestre — afirmou.

Romário, que chorou ao saber que seria o relator da lei, prometeu mexer o mínimo possível no texto e contar com a ajuda da relatora da matéria na Câmara, deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), para concluir seu parecer.

— Para mim é um grande começo, é um grande momento na minha vida política. Eu vou, dentro do que eu puder, tentar mexer o mínimo possível para que esse estatuto possa chegar logo ao Plenário. Estamos longe de ter uma política pública ideal para essa parcela da sociedade, mas, a partir desse estatuto, as pessoas com deficiência, com doenças raras, esse segmento da sociedade que é visto de uma forma diferente, principalmente, pelos nossos governantes, vão ter uma qualidade de vida melhor. É o que esperamos — declarou.

Dia Internacional da Síndrome de Down

Como presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), Romário reuniu nesta quinta entidades de deficientes e representantes do governo, da Câmara e do Senado, em um ato comemorativo ao Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março.

O evento contou com a presença do ministro dos Esportes, George Hilton; do presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro e vice-presidente do Comitê Paralímpico Internacional, Andrew Parsons; da terceira secretária da Mesa da Câmara, deputada Mara Gabrili e do presidente da recém-criada Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara, deputado Aelton Freitas (PR-MG). Também estavam presentes o presidente da CDH, Paulo Paim, e os senadores João Capiberibe (PSB-AP) e Hélio José (PSD-DF).

Para o ministro dos Esportes, o papel do governo e do Congresso é o de promover políticas públicas que venham fazer com as pessoas portadoras de deficiência tenham amparo legal para terem uma vida plena e com oportunidades.

— Acredito que vivemos um novo momento nas relações do poder público com as pessoas com deficiência — afirmou Hilton.

Ao longo do ato, crianças e adultos com síndrome de Down fizeram inúmeras apresentações culturais. A APAE-DF participou com a banda “Suzileia e o bando do sertão” e com a companhia teatral Circo de Solinha. A APAE de Goiás apresentou a peça “O príncipe e a rosa”. Houve ainda apresentação de dança cigana do grupo Namastê e uma participação especial de Breno Viola, ator do filme “Colegas”. Breno fez uma exibição de judô com o também judoca Yves Dupont – os dois devem participar das Paralimpíadas no Rio em 2016.

Visivelmente emocionado, na companhia da filha Ivy, Romário afirmou que eventos como esse servem para mostrar à população do que as pessoas com síndrome de Down são capazes – de trabalhar, de praticar esporte, de se expressar por meio da arte.

— Quando falamos de pessoas com necessidades especiais sempre há muito a ser feito. A gente precisa tocar os corações dos brasileiros. Fazer desabrochar esse amor que todos temos guardado deixar de lado o medo, deixar de lado o preconceito, e nos conectar ao nosso lado mais humano. Assumo aqui o compromisso de levar para a comissão de Educação esse debate, para que todas as leis a serem produzidas levem em consideração as pessoas com necessidades especiais e doenças raras. O único limite para alguém com Down é o limite do preconceito — alertou.


Jefferson Rudy/Agência Senado

Anvisa pede aumento de taxas para cobrir despesas

Jaime César defendeu a aprovação de projetos que reforcem a legislação sanitária. Tramitam na Câmara pelo menos 396 proposições sobre o assunto.

Diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmaram, nesta quinta-feira, durante audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família, que a quantidade de trabalho no órgão aumentou 111% no último ano.

Eles cobraram a atualização da legislação sanitária, o aumento nas taxas praticadas e a aprovação de projetos que tramitam na Câmara dos Deputados.

O diretor de gestão institucional da Anvisa, Ivo Bucaresky, reclamou do déficit da agência. “Nós somos deficitários e o SUS [Sistema Único de Saúde] tem que financiar metade da agência, porque nossas taxas estão defasadas. Há 14 anos não há renovação das taxas”, afirmou Bucaresky.

Mas, para o deputado Mandetta (DEM-MS), não há qualquer cabimento em aumentar taxas. Ele propõe a diminuição da burocracia como forma de economizar dinheiro. “Quando se coloca que a saída de qualquer agência ou de qualquer órgão do governo é aumentar taxa, aumentar imposto, para que a burocracia possa funcionar, a primeira coisa é: qual é o custo? O que ela [agência] faz? Enxugue, diminua a burocracia, aumente a performance, para depois conversarmos sobre taxa”, afirmou.

Concurso público
Bucaresky reclamou também da falta de servidores. Segundo ele, apesar do último concurso, que efetivou cerca de 300 servidores, o órgão enfrenta dificuldades na criação de novos cargos. “Há 2.080 servidores no quadro efetivo, atualmente. A lei nos autoriza pouco menos de 1.400 [servidores]. Os demais são de outros órgãos que existiam antes da Anvisa e que foram absorvidos por ela”, explicou Bucaresky.

Para o deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE), a Casa sempre defenderá o concurso público e disse que o governo federal é responsável por financiar o órgão. “Nós precisamos que o Ministério do Planejamento libere os concursos para nós fortalecermos a agência. Nós precisamos fortalecer o orçamento da agência, porque ela não tem recurso suficiente para tocar as pesquisas, comprar materiais para fortalecer seus laboratórios, fortalecer as parcerias nacionais e internacionais”, disse Gomes de Matos.

Propostas na Câmara
Já o diretor-presidente interino da Anvisa, Jaime César de Moura, defendeu a aprovação de propostas que reforcem a legislação sanitária. Hoje, tramitam na Câmara pelo menos 396 proposições sobre o assunto. “É preciso identificar pontos convergentes nesses projetos para que possamos avançar”, sugeriu Moura.

Segundo o diretor-interino, boa parte da legislação – Decreto-Lei 986/69; e Leis 6360/76 e 6437/77 – da agência está desatualizada. A vinda dos diretores à Câmara, na avaliação de Moura, ajudará a discussão sobre essas propostas avançarem. “A primeira necessidade que a gente tem é a interlocução permanente com atores que são importantes dentro da saúde pública do País: a Câmara está entre eles.”

Reportagem – Thyago Marcel
Edição – Natalia Doederlein – foto - Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Agência Câmara Notícias

Caiado pede investigação sobre Mais Médicos após denúncia de farsa no programa

O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) pediu, nesta quinta-feira (19), que se investigue o programa Mais Médicos depois de uma reportagem do Jornal da Band, no dia 17 de março, mostrar uma reunião em que a Organização Pan-americana de Saúde (Opas) e representantes do Ministério da Saúde supostamente combinam a vinda ao Brasil, junto aos médicos, de 50 espiões da ditadura cubana.

Caiado, que também é médico, afirma que o programa é um disfarce para apoiar a ditadura cubana e mandar dinheiro ao país. O senador apontou reportagem da Folha de São Paulo mostrando que o número de médicos no interior do país caiu após o início do Mais Médicos.

Segundo o senador, durante a reunião mostrada pelo Jornal da Band da TV Bandeirantes, a representante da Opas e os representantes do Ministério da Saúde resolvem incluir países do Mercosul e da Unasul no documento “para fingir que o contrato não é apenas com Cuba”. Além disso, a Opas propõe ao governo que, dos 9 mil médicos enviados ao Brasil, sejam incluídos 50 espiões cubanos para tutelar esses médicos.

— O governo brasileiro e a Opas acertaram que 50 espiões da ditadura cubana, que vieram junto com os 9 mil médicos, fossem identificados e credenciados como médicos para entrar no Brasil — afirmou o senador.

Segundo Caiado, na reunião também foi discutido valor do salário dos médicos, em que um representante do governo sugere o pagamento de 60% para Cuba de 40% para os médicos. No entanto, a representante da Opas o interrompe e diz que é um assunto do governo cubano.

— Ou seja, o governo cubano recebe 90% do salário dos médicos e os médicos, no Brasil, recebem 10% do salário. Mas não é o senador Caiado que fala, é o Tribunal de Contas da União. Os médicos cubanos receberam em torno de 117 milhões, enquanto o governo cubano já havia recebido R$ 1,2 bilhão antes da campanha eleitoral — afirmou.

Caiado pediu investigação para saber se parte desse dinheiro também não retornou ao Brasil como aconteceu com o escândalo da Petrobras.

Em aparte, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) falou que a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) aprovou, nesta quinta-feira (19), requerimento para convidar o ministro da Saúde e outros convidados para esclarecer esse episódio do Mais Médicos.

O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) também disse que o objetivo do programa Mais Médicos era transferir recursos para Cuba além dos que foram transferidos para obras, como a construção do porto de Mariel.


Agência Senado

Vigilância sanitária tem que ser carreira de Estado, afirma membro da Comissão da Câmara

A carreira da vigilância sanitária tem que ser uma carreira de Estado, tamanha é a sua importância na vida das pessoas. Com estas palavras, o Deputado Odorico Monteiro (PT/CE) sintetizou os pronunciamentos dos Diretores da Anvisa durante a Audiência Pública da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, que ocorreu nesta quinta-feira (19/3). Esta foi a primeira vez que todos os Diretores da Agência participaram, em conjunto, de uma reunião na Casa.

De acordo com o Presidente da Comissão, Deputado Antônio Brito (PTB/BA), a Anvisa foi a primeira instituição a receber um convite para participar das reuniões de consenso do Colegiado. “Esta reunião é resultado de um convite e representa uma mudança de procedimento desta Comissão, que, a partir de agora, trará para o plenário as pautas consensuadas às quintas-feiras. Para esta primeira reunião, tivemos a honra de convidar a Anvisa”, explicou.

A importância da interação entre a Anvisa e o Poder Legislativo foi ressaltada pelo Diretor-Presidente da Agência, Jaime Oliveira. Segundo ele, a atualização da legislação sanitária atualmente vigente é fundamental para o desempenho comercial das empresas e, principalmente, para a proteção da saúde da população. “Atualizar nossos instrumentos regulatórios é essencial no sentido de permitir o acesso da população a produtos de qualidade”, avaliou.

Já o Diretor Ivo Bucaresky ressaltou que, apesar de contar com somente 16 anos de história, a Anvisa tornou-se referência internacional em sua área de atuação. A consequência disso foi a ampliação das demandas protocoladas junto à Agência, que aumentou em 284% nos últimos dez anos. No entanto, segundo Ivo, a força de trabalho reduziu. Hoje, a Anvisa conta com 2.080 servidores, número bem inferior ao quantitativo existente há dez anos: mais de 2.700 funcionários.

O Diretor José Carlos Moutinho também destacou que a Anvisa é uma das grandes agências sanitárias do planeta. De acordo com ele, um dos desafios é desenvolver um conceito global de vigilância. “Isso porque somos responsáveis pela saúde das pessoas que consomem produtos brasileiros exportados para o exterior, e temos que acompanhar o crescimento da indústria brasileira. As de alimentos e cosméticos, por exemplo, já estão entre as maiores do mundo”, afirmou.

A relevância da Anvisa no cenário internacional também foi destacada pelo Diretor Renato Porto. Segundo ele, a Agência é responsável por adequar falhas de mercado, antever externalidades e reduzir impactos de imprevisibilidades. “Cada vez mais, fortalecemos a participação do cidadão na Anvisa. A raiz disso tudo é a transparência a e participação”, sintetizou.

Brasil recebe prêmio internacional pelo controle ao tabagismo

Bloomberg Philanthropies reconhece atuação do Ministério da Saúde e afirma que trabalho no controle do tabagismo é modelo para outros países

O trabalho do Brasil no controle do tabagismo foi reconhecido internacionalmente pela Bloomberg Philanthropies, que entregou o “Prêmio Bloomberg para o Controle Global do Tabaco” ao ministro da Saúde, Arthur Chioro, nesta quarta-feira (18/3). A cerimônia de entrega ocorreu durante a 16ª Conferência Mundial Sobre Tabaco ou Saúde em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.

A premiação é um reconhecimento ao papel desempenhado pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no monitoramento epidemiológico do uso do tabaco e na implantação de políticas públicas para enfrentar o desafio da luta contra o fumo. Ao justificar a escolha do Brasil para o prêmio, a entidade internacional destacou a atuação do país no controle do tabagismo. “O trabalho que o Ministério da Saúde fez é modelo para outros países que também atuam nessa área”, ressalta o documento da Fundação Bloomberg.

“É inquestionável o impacto danoso do cigarro. E o Brasil, graças à politicas que tem sido implementadas ao longo dos últimos anos, conseguiu efeitos extremamente importantes, tendo a nossa política reconhecida internacionalmente aqui em Abu Dhabi. Dedico este prêmio a todos os brasileiros defensores do controle do tabaco que, com empenho e entusiasmo, contribuem para a melhoria da saúde da nossa população e para uma vida mais saudável", destacou o ministro da Saúde, Arthur Chioro, durante a cerimônia de entrega do prêmio.

Responsável por cerca de 6 milhões de mortes por ano em todo o mundo, o tabagismo pode chegar a matar 8 milhões de pessoas em 2030, caso não sejam implantadas medidas para conter o avanço do fumo no planeta. No Brasil, no entanto, o número de fumantes permanece em queda. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE, revela que o índice de pessoas que consomem cigarros e outros produtos derivados do tabaco é 20,5% menor que o registrado cinco anos atrás. Em 2013, do total de adultos entrevistados, 14,7% afirmavam fumar. Esse índice era de 18,5% em 2008, conforme a Pesquisa Especial de Tabagismo do IBGE (PETab).

“A nossa política está em quatro grandes pilares: a taxação do preço do cigarro, ou seja a elevação do preço progressiva, levando a diminuição do consumo; a proibição de todo e qualquer forma de propaganda; a eliminação de todos os pontos de fumo, chamados de fumódromos; e um programa de atendimento gratuito, inclusive com distribuição de medicamentos as pessoas que querem parar de fumar na rede do SUS”, ressalta Chioro.

A priorização do atendimento ao tabaco em unidades básicas de saúde também pode ser mensurado pela PNS. De acordo com a pesquisa, 73,1% das pessoas que tentaram parar de fumar conseguiram tratamento, um aumento importante em relação a 2008, quando o índice era de 58,8%. Atualmente são mais de 23 mil equipes de saúde da família em todo o país prontas para oferecer o tratamento ao tabagismo em 4.375 municípios. Em 2013 e 2014, o Ministério da Saúde destinou R$ 41 milhões para compra de medicamentos ofertados no tratamento contra o tabagismo.

Além do tratamento no Sistema Único de Saúde para quem deseja parar de fumar, a pasta atua na elaboração de leis que contribuem para a redução do tabagismo. Em 2011, foi sancionada a Lei 12.546, que altera a sistemática de tributação do IPI e institui uma política de preços mínimos para os cigarros. O preço mínimo do cigarro passou de R$ 1 para R$ 3 e deve chegar a R$ 4,50 neste ano.

O fumo em ambientes fechados também foi proibido em todo o país a partir de dezembro de 2014, quando um decreto da presidenta Dilma Rousseff aboliu inclusive as áreas para fumantes – os conhecidos fumódromos. Em casos de desrespeito, o estabelecimento pode receber advertência e multa, além de ser interditado e ter seu alvará de funcionamento cancelado. As multas variam de R$ 5 mil a R$ 1,5 milhão, em caso de desrespeito às normas sanitárias. Além disso, ficou proibida a publicidade de produtos com tabaco em todo o território nacional.

Essas mudanças na legislação brasileira, além da inclusão de imagens nos maços alertando os malefícios para a saúde, impactaram positivamente no hábito de fumar. Mais da metade dos entrevistados da Pesquisa Nacional de Saúde (52,3%) afirmam que pensaram em parar de fumar devido a estas advertências.

O cigarro é responsável por cerca de 200 mil mortes por ano no Brasil e a Organização Mundial de Saúde reconhece o tabagismo como uma doença epidêmica. A dependência da nicotina expõe os fumantes continuamente a mais de quatro mil substâncias tóxicas, que são fatores de risco para aproximadamente 50 doenças, principalmente as respiratórias e cardiovasculares, além de vários tipos de câncer como o de pulmão e brônquios. O fumo responde hoje por 90% dos casos de câncer de pulmão e 25% das doenças vasculares, como infarto.

CONFERÊNCIA – Entre os dias 17 e 18 de março, o ministro da Saúde, Arthur Chioro participou da 16ª Conferência Mundial sobre Tabaco ou Saúde na capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi. O encontro reúne ministros da saúde e especialistas em tabagismo de todo o mundo. O ministro apresenta, no evento, os principais avanços do Brasil no monitoramento e controle do tabaco. Na agenda também estão encontros com o ministro da Saúde da África do Sul, Pakishe Aaron Motsoaledi, com a chefe do secretariado da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (OMS), Vera Luiza da Costa e Silva e com Mike Bloomberg, ex-prefeito de Nova York (EUA) e fundador da Bloomberg Philanthropies.


Por Murilo Caldas, da Agência Saúde

Ministro da Saúde participa de conferência mundial sobre tabaco

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, participou, esta semana, da 16ª Conferência Mundial sobre Tabaco ou Saúde na capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi. O encontro, realizado entre os dias 17 e 18 de março, reúne ministros da saúde e especialistas em tabagismo de todo o mundo. O ministro apresentará no evento os principais avanços conquistados pelo Brasil no monitoramento e controle do tabaco.

Os avanços a serem apresentados pelo ministro na conferência são fruto dos esforços do Ministério da Saúde no enfrentamento do tabaco, como o reforço e priorização do atendimento a usuários em unidades básicas de saúde. Além do tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) para quem deseja parar de fumar, a pasta atua na elaboração de leis que contribuem para a redução do tabagismo.

Em 2011, foi sancionada a Lei 12.546 que altera a sistemática de tributação do IPI e institui uma política de preços mínimos para os cigarros. O fumo em ambientes fechados foi proibido em todo o país desde dezembro de 2014 quando um decreto da presidenta Dilma Rousseff aboliu inclusive áreas para fumantes ou fumódromos. Além disso, ficou proibida a publicidade de produtos com tabaco em todo o território nacional.

O cigarro é responsável por cerca de 200 mil mortes por ano no Brasil, e a OMS reconhece o tabagismo como uma doença epidêmica. A dependência da nicotina expõe os fumantes continuamente a mais de quatro mil substâncias tóxicas, que são fatores de risco para aproximadamente 50 doenças, principalmente as respiratórias e cardiovasculares, além de vários tipos de câncer como o de pulmão e brônquios. O fumo responde hoje por 90% dos casos de câncer de pulmão e 25% das doenças vasculares, como infarto.

REUNIÕES – Além da participação na conferência, Chioro também realizará encontros com autoridades internacionais durante a visita a Abu Dhabi. Nesta terça-feira (17) a reunião foi com o ministro da África da Sul, Pakishe Aaron Motsoaledi, para reforçar a agenda bilateral dos países e dos BRICS, grupo formado por Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul.

Entre os temas debatidos no encontro, estão as experiências sobre nutrição e, consequentemente, desafios no combate ao aumento da obesidade e do sobrepeso infantil, além do combate à tuberculose. O ministro brasileiro disse ainda que o país está à disposição para contribuir com a África do Sul sobre a composição de uma rede de bancos de leite materno.

Outro encontro desta terça-feira (17) foi com a chefe do secretariado da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (OMS), Vera Luiza da Costa e Silva. Durante a reunião, a brasileira elogiou a atuação do país no monitoramento do uso do tabaco e destacou que o Brasil é referência para o mundo em políticas na área.

Nesta quarta-feira (18) o ministro Chioro faz uma apresentação durante a Conferência Internacional, além de reunir com Mike Bloomberg, ex-prefeito de Nova York (EUA) e fundador da Bloomberg Philanthropies.


Por Murilo Caldas e Priscila Silva, da Agência Saúde

Calendário Agenda