Destaques

domingo, 29 de março de 2015

Rotulagem especial em alimentos transgênicos pode acabar

O PL Heinze, que prevê a não obrigatoriedade de rotulagem de alimentos que possuem ingredientes transgênicos independentemente da quantidade entrou hoje (24/03) na pauta da Câmara do Deputados.

 O direito à informação dos consumidores e consumidoras está ameaçado. O PL nº 4.148, de 2008, de autoria do deputado Luiz Carlos Heinze, que prevê a não obrigatoriedade de rotulagem de alimentos que possuem ingredientes transgênicos, independentemente da quantidade, entrou na pauta da Câmara dos Deputados do dia 24 de março de 2015.
Caso o projeto de lei seja aprovado, alimentos como óleos, bolachas, margarinas, enlatados e papinhas de bebê serão comercializados sem identificação sobre a presença de transgênicos, o que contraria expressamente o artigo 6º do CDC (Código de Defesa do Consumidor), que determina o direito legal à informação clara e adequada sobre o que é comprado e consumido no Brasil, incluindo as informações sobre seus componentes e potenciais riscos à saúde.

Liberar o “PL Heinze” significa, entre outras coisas, autorizar que tanto o mercado como a cadeia produtiva de alimentos no Brasil seja exposta à contaminação transgênica sem conhecimento do consumidor final. A informação presente hoje na rotulagem de alimentos, e que possibilita o direito do consumidor escolher o que consumir, pode ficar totalmente comprometida pela manobra que visa diluir a percepção dos consumidores sobre a presença de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) que está comprando.

Sem saber se um produto é ou não transgênico, o consumidor pode ficar confuso com a ausência do tradicional símbolo de “Transgênicos” (um triângulo amarelo com a letra T na cor preta) ao qual já está acostumado, levando-o a acreditar que está comprando um produto livre de OGM.


Fonte: Abrasco

Análise de Mídia - REVISTAS

Com a conjuntura macroeconômica e o caso Petrobras ao fundo, as menções à Indústria estão contextualizadas na forma de análises pelas revistas que circulam neste fim de semana.

Um dos destaques está na ISTOÉ DINHEIRO e centra forças no ajuste fiscal pretendido pelo governo. Texto destaca que ministro da Fazenda, Joaquim Levy, conseguiu manter o grau de investimento conferido pela Standard & Poors (S&P). “A notícia foi recebida com alívio pela equipe econômica”, resume.

Na mesma reportagem, ISTOÉ DINHEIRO aponta que, para a indústria, este ano será de retração. E reproduz avaliação atribuída ao presidente da CNI, ROBSON DE ANDRADE. “Esperamos uma queda de 1%, com crescimento de 1% em 2016”. Texto lembra que, “na semana passada, o governo elevou de 5,5% para 6% os juros de longo prazo (TJLP), do BNDES, reduzindo o subsídio do Tesouro. Para alguns empresários, no entanto, o cenário é incerto”.

Como ponto de atenção, o jornalista Leonardo Attuch, em sua coluna na ISTOÉ, alerta que as demissões na construção civil são um claro sinal de que a operação Lava Jato “pode quebrar o país”. Segundo ele, “sem crédito, as empreiteiras já paralisaram pelo menos 30 grandes obras de infraestrutura”.

Attuch afirma que o impacto mais agudo é sentido na indústria naval. “O governo japonês reclamou sobre três estaleiros que se implantaram no País, subcontratados pela empresa Sete Brasil. Eles têm R$ 1,3 bilhão a receber, mas que não foram pagos em razão da Lava Jato”, justifica.

“Se houvesse visão de futuro no Brasil de hoje, as lideranças estariam buscando o diálogo, e não o confronto. Chega a ser chocante o silêncio de lideranças empresariais que assistem impassíveis ao desmoronamento da indústria naval”, afirma Attuch.
ANÁLISE SETORIAL
Não há tantos espaços como na semana passada para a discussão econômica. Revistas optam por um tipo de cobertura relativamente compacta e menos abrangente. 
·  VEJA avalia que, graças às correções feitas pela nova equipe econômica, “o governo escapou de um vexatório rebaixamento na sua avaliação de crédito. Mas as reformas não podem parar”. O debate sobre o ajuste fiscal inspira a revista a qualificar a decisão da Standard & Poors (S&P). 
·  O ex-ministro ANTONIO DELFIM NETTO, em sua coluna na CARTA CAPITAL, opina que as medidas de austeridade “é uma necessidade, mas não é um objetivo em si mesmo. Afirma que o esforço do governo: É apenas uma ponte”. 
·  DELFIM NETTO cita o ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro, segundo quem cabe “mobilizar rapidamente a nossa indústria com evidente capacidade ociosa (mesmo com às dificuldades na oferta de água e energia), e devolver-lhe a demanda interna que lhe foi roubada pela desastrosa política de valorização cambial usada para combater a inflação”. 
·  Ainda em CARTA CAPITAL, reportagem registra que a sonegação de impostos no Brasil é sete vezes maior que a corrupção, mas “recebe atenção mínima da sociedade”. Segundo o texto, deixam de ser recolhidos R$ 500 bilhões por ano, conformeJosé Ricardo Roriz Coelho, diretor-titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp.
Parte da agenda das revistas associa a realidade da indústria ao cenário de crise hídrica e elétrica.

Outra referência são as discussões sobre os rumos e o ritmo dos investimentos em infraestrutura, além de abordagens com foco na legislação trabalhista atual e no PIB de 2014. 
·  Já os desdobramentos da operação Lava Jato continuam em evidência. Como ponto de atenção, CARTA CAPITAL destaca que o futuro das grandes empreiteiras investigadas “detonou uma guerra em Brasília”. 
·  Segundo CARTA CAPITAL, “a aplicação de todo o arsenal legal disponível provocaria o fechamento das empresas, um castigo exemplar que deixaria um rastro de obras paradas e trabalhadores demitidos”. 
·  Mais um ponto de atenção está na coluna BRASIL CONFIDENCIAL, na ISTOÉ, que registra: servidores da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) avaliam que, ao contratar a Kroll, empresa de espionagem norte-americana Kroll Advisory Solutions, a CPI da Petrobras “põe em risco os segredos industriais do pré-sal”. 
·  Indicando certa preocupação quanto aos impactos de decisões judiciais no âmbito do mercado de trabalho, RICARDO BOECHAT, na ISTOÉ, registra que “a Justiça do Trabalho quer atenuar o impacto econômico e os efeitos sociais de demissões em massa nas empresas”. 
·  RICARDO BOECHAT assinala ainda que, “diante do aviso de Eduardo Cunha de que colocará as medidas provisórias 664 e 665, que retiram direitos dos trabalhadores, para serem votadas antes do feriado da Páscoa, a Força Sindical convocou dois mil sindicatos associados para estarem em Brasília, a partir desta segunda-feira 30. Cada dirigente está escalado para fazer pressão sobre os parlamentares do seu Estado”. 
·  Com foco nos impactos da crise hídrica e elétrica, CARTA CAPITAL adverte que as chuvas não foram suficientes para encher os reservatórios e que a expectativa é de meses críticos para o abastecimento de água e de energia no Brasil. 
·  De acordo com Cristopher Vlavianos, presidente da comercializadora de energia Comerc, entrevistado por CARTA CAPITAL, a atividade industrial baixa e o aumento do preço da energia devem contribuir para reduzir o consumo e diminuir a pressão por um racionamento de energia. 
·  CARTA CAPITAL adverte que 94,9% das empresas, indústrias, hospitais e hotéis do Estado de São Paulo não contam com um plano para enfrentar a atual crise hídrica. 
·  De volta a VEJA, reportagem diferenciada complementa a pauta e destaca que “o agronegócio, que livrou o Brasil da recessão em 2014, deverá crescer neste ano 1,2%”. Como ponto de atenção, texto afirma que a indústria deve sofrer um encolhimento de 4,5%, segundo um estudo da Fiesp. 


sexta-feira, 27 de março de 2015

Comissão de Acompanhamento e Monitoramento de Escolas Médicas - CAMEM

PORTARIA No- 306, DE 26 DE MARÇO DE 2015
O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, Interino, no uso da atribuição que lhe confere o art. 87, parágrafo único, inciso IV, da Constituição e o art. 3o do Decreto no 7.690, de 2 de março de 2012, considerando O objetivo de ampliar a oferta de vagas em cursos de graduação em medicina no âmbito das Instituições Federais de Ensino Superior - IFES, com vistas a diminuir a carência de médicos no país e reduzir as desigualdades regionais na área de saúde, objetivos expressos pela Lei no 12.871, de 22 de outubro de 2013, que instituiu o programa Mais Médicos;
A Política Nacional de Expansão das Escolas Médicas, que possui o objetivo de criar novos cursos de graduação em Medicina e de ampliar as vagas nos cursos já existentes, contemplada no âmbito do Programa Mais Médicos;
O art. 26 da Lei no 12.871, de 2013, que autoriza a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares - EBSERH, vinculada ao Ministério da Educação - MEC como disposto no art. 1º da Lei no 12.550, de 15 de dezembro de 2011, a conceder bolsas para ações de saúde, a ressarcir despesas, a adotar outros mecanismos de incentivo a suas atividades institucionais e a promover as ações necessárias ao desenvolvimento do Programa Mais Médicos; e
Que a criação de novos cursos e vagas de graduação em Medicina deve ser acompanhada de ferramentas capazes de verificar
o correto andamento deste processo pelo MEC, resolve:
Art. 1º Fica instituída, no âmbito da Secretaria de Educação Superior - SESu, a Comissão de Acompanhamento e Monitoramento de Escolas Médicas - CAMEM, com a finalidade de monitorar e acompanhar a implantação e a oferta satisfatória dos cursos de graduação em Medicina nas Instituições de Educação Superior - IES.
Art. 2º Compete à CAMEM:
I - participar dos processos de avaliação relacionados a cursos de graduação em Medicina, com vistas a auxiliar os procedimentos regulatórios;
II - realizar visitas de avaliação in loco na fase de execução dos projetos de implantação dos cursos nas IFES, sendo ao menos duas visitas por semestre até a emissão do ato autorizativo dos novos cursos;
III - realizar visitas periódicas de acompanhamento e monitoramento in loco nos novos cursos de Medicina criados nas IFES, até a emissão do ato regulatório de reconhecimento dos cursos;
IV - realizar eventuais visitas de acompanhamento, avaliação e monitoramento in loco em IFES, conforme demanda da política de Educação Superior e de suas instâncias regulatórias;
V - produzir relatórios de avaliação in loco com base em análise abrangente do projeto e dos dados recolhidos durante as visitas;
VI - elaborar parecer conclusivo para efeito de ato regulatório, a partir dos dados colhidos no instrumento "Diagnóstico Situacional de Cursos de Medicina das IFES", chancelado em conjunto pela Diretoria de Desenvolvimento da Educação em Saúde - DDES/SESu e pela Diretoria de Regulação da Educação Superior -
DIREG/SERES;
VII - elaborar parecer conclusivo para efeito de ato regulatório do curso a partir dos relatórios emitidos por ocasião das visitas;
VIII - comunicar oficialmente e em caráter imediato à SESu sobre inadequações no processo de funcionamento do curso verificadas durante as visitas de acompanhamento e monitoramento, para que aquela Secretaria possa, imediatamente, repassar tais informações à Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior - SERES;
IX - apoiar e participar das atividades de formação docente relacionadas ao Programa Mais Médicos junto aos cursos de Medicina das IFES;
X - apresentar à SESU plano de trabalho mensal referente às visitas in loco, acompanhamento a distância dos cursos e atividades de formação docente; e
XI - apresentar à SESU, até o último dia útil do mês, relatório descrevendo as atividades desenvolvidas, em conformidade com o plano de trabalho.
Art. 3º A CAMEM é presidida por um representante da SESu.
Parágrafo único. A CAMEM é composta por um grupo de docentes especialistas em educação nas profissões da saúde, convidados pela SESu, tendo:
I - um membro coordenador designado entre os docentes integrantes da Comissão; e
II - um membro coordenador-adjunto designado entre os docentes integrantes da Comissão.
Art. 4º Os integrantes da CAMEM serão designados em Portaria da SESu.
Art. 5º O apoio administrativo, os recursos e os meios necessários à execução dos trabalhos da CAMEM serão de responsabilidade do MEC.
Art. 6º Caberá à EBSERH o pagamento de bolsas mensais aos membros integrantes da CAMEM.
§ 1º O valor de pagamento das bolsas será de definição conjunta da SESu e EBSERH, tendo como referência para a execução os valores percebidos por tutores e supervisores do Projeto Mais Médicos para o Brasil, conforme § 2o do art. 22 da Portaria Interministerial
MS/MEC no 1.369, de 8 de julho de 2013;
§ 2º A percepção das bolsas será condicionada ao preenchimento e entrega do plano de trabalho no início de cada mês e do relatório de atividades do mês anterior à percepção da bolsa;
§ 3º Os planos de trabalho e os relatórios de atividades supracitados devem ser validados pelo coordenador da comissão no início e final do mês e encaminhados por este para o presidente da Comissão, que encaminhará à EBSERH o nome dos membros da comissão aptos a terem a percepção da bolsa correspondente às atividades realizadas no mês anterior.
Art. 7º As competências da Comissão Especial de Avaliação de Escolas Médicas - CEAEM, prevista na Portaria no 15, de 22 de
julho de 2013, e nomeada pela Portaria Normativa MEC no 553, de 1º de novembro de 2013, ficam sob responsabilidade desta Comissão, conforme caput do art. 2o desta Portaria Normativa.
Art. 8º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

LUIZ CLÁUDIO COSTA

quinta-feira, 26 de março de 2015

Tecpar obtém sucesso na interligação de produção de energia solar à rede do instituto

A energia gerada pela microusina solar instalada no Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) começou a ser consumida pelo instituto neste mês. Apesar de a geração ser pequena, o ponto que está sendo comemorado pelos pesquisadores é o sucesso na interligação da estação com a rede do Tecpar, que concretiza pesquisas realizadas dentro do Programa Smart Energy Paraná e dá novos impulsos à aplicação desta tecnologia.

Como executor do programa, que objetiva consolidar a competência do Paraná em geração distribuída por fontes de energias renováveis conectadas a redes inteligentes, o Tecpar criou a Plataforma de Tecnologias Inteligentes, atualmente composta por 83 painéis solares, um aerogerador e uma estação anemométrica/solarimétrica, que deverão ser utilizados tanto na microgeração de energia elétrica quanto no desenvolvimento de pesquisas de inovação tecnológica.

A interligação da unidade de microgeração de energia solar e eólica do Tecpar à rede elétrica da  Companhia Parananense de Energia (Copel), foi homologada através do parecer de acesso aprovado pela companhia em fevereiro deste ano.

O gerente do Centro de Energias do Tecpar, Wellington Vechiatto, explica que os painéis solares do instituto geram 8,5 kWh por dia, uma produção durante as horas de insolação ao longo do dia, valor que pode ser diferente em dias nublados, pondera. Apesar de ser uma quantidade ínfima perto do tamanho do Tecpar, conseguir integrar a geração de energia da Plataforma à rede elétrica da instituição mostra que nossas pesquisas estão indo pelo caminho certo”, salienta.

Sucesso nas pesquisas
O sucesso na interligação da estação à rede do Tecpar dão novos impulsos às pesquisas do Centro de Energias, que já constatou que painéis fotovoltaicos em Curitiba têm capacidade para gerar, em média, 3 mil kWh ao ano. Essa geração revela uma produção mensal de cerca de 250 kWh ao mês, energia suficiente para, por exemplo, abastecer a casa de uma família de quatro pessoas.

Além da geração por painéis fotovoltaicos, as pesquisas do Centro estudaram a preparação das Redes Elétricas Inteligentes. Ao longo da pesquisa, foi executado um projeto de integração das geradoras à rede elétrica do Tecpar com gerenciamento energético, possibilitando a integração da microgeração às redes inteligentes. O estudo constatou que além de produzir energia, o modelo implantado permite ainda a devolução à rede da energia gerada e não consumida.

Pela legislação brasileira, essa energia produzida e não consumida, ao ser devolvida à rede, gera um bônus que pode ser compensado em períodos de maior consumo em um prazo limite de 36 meses. Se, por exemplo, o Tecpar consumisse 240 kWh em um mês, tendo produzido 250 kWh, o instituto poderia no próximo mês consumir 260 kWh sem pagar pelos 10 kWh excedentes ao usar esse bônus.

A interligação da plataforma geradora à rede do Tecpar atende a um dos objetivos contidos no Decreto Estadual 8.842/2013, que cria o Projeto Smart Energy Paraná, vinculado ao o Programa Paraná Inovador, da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

Instituída a Fundação Universidade Federal do ABC - UFABC

LEI No 13.110, DE 25 DE MARÇO DE 2015
Altera a Lei no 11.145, de 26 de julho de 2005, que institui a Fundação Universidade Federal do ABC - UFABC, e dá outras
providências.

A  P R E S I D E N T A  D A  R E P Ú B L I C A
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o Os arts. 1o e 2o da Lei no 11.145, de 26 de julho de 2005, que institui a Fundação Universidade Federal do ABC -
UFABC, passam a vigorar com a seguinte redação:
"Art. 1º Fica instituída a Fundação Universidade Federal do ABC - UFABC, fundação pública dotada de personalidade jurídica
de direito público, vinculada ao Ministério da Educação, com sede e foro na cidade de Santo André, Estado de São Paulo.
Parágrafo único. (Revogado)." (NR)
"Art. 2º A UFABC terá por objetivo ministrar educação superior, desenvolver pesquisa nas diversas áreas do conhecimento
e promover a extensão universitária, caracterizando sua inserção regional mediante atuação multicampi na região do ABC paulista, bem como em outras localidades de interesse institucional."
(NR)
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 3º Fica revogado o parágrafo único do art. 1o da Lei no 11.145, de 26 de julho de 2005.
Brasília, 25 de março de 2015; 194o da Independência e 127º da República.
DILMA ROUSSEFF
Nelson Barbosa
Luiz Cláudio Costa

Ministro da Saúde diz já ter nomes para sugerir para cargos na Anvisa

Arthur Chioro, afirmou ter indicações para ocupar dois cargos
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou ter no bolso indicações de nomes para apresentar à presidente Dilma Rousseff para ocupar dois cargos da diretoria da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
— Minha atribuição é dar sugestões. Não cabe a mim definir.
Ele lamentou a decisão de Jaime Oliveira de deixar a diretoria da Anvisa ainda nesta semana.
— Fui pego de surpresa. Contava com a colaboração dele.
O diretor-presidente em exercício da Anvisa, Jaime Oliveira, deixou o cargo nesta sexta-feira (27), dois anos antes da conclusão do mandato. A decisão foi comunicada para integrantes de sua equipe em uma mensagem eletrônica. Os rumores de sua saída, no entanto, começaram a circular na sexta-feira passada.

O diretor, que é formado em Direito pela Universidade de São Paulo, estava como interino no cargo desde outubro do ano passado, depois do fim do segundo mandato de Dirceu Barbano.

Uma versão mais "técnica" para as trocas é a de que o ministro Arthur Chioro defendia para a presidência da agência um profissional ligado à área de saúde. Isso afastaria as críticas, que engrossaram nos últimos meses, da falta de um representante do setor de saúde.
Atualmente, são dois com formação em Direito e dois, em Economia. Com a saída de Oliveira, ficam dois cargos vagos na agência.

Esta é a segunda vez desde a criação da agência, em 1999, que um diretor renuncia ao mandato. Gonzalo Vecina, o primeiro diretor da agência, saiu do cargo para mais tarde assumir a Secretaria de Saúde de São Paulo. Vecina havia assumido o posto na gestão do tucano José Serra e sua saída coincidiu com os primeiros meses do mandato do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Anvisa aprova genéricos inéditos para conjuntivite, menopausa e colesterol

A Anvisa aprovou o registro de três novos genéricos cujas substâncias ainda não tem concorrentes no mercado. Isso significa que os pacientes e médicos poderão ter novas opções de tratamento a um custo mais acessível, já que os genéricos chegam ao mercado com um preço menor que o preço de tabela dos medicamentos de referência.

Um desses medicamentos é o genérico Ezetimiba, indicado para o tratamento de hipercolesterolemia primária, hipercolesterolemia familiar homozigótica (HFHo) e sitosterolemia homozigótica (fitosterolemia). A substância pertence a uma nova classe de compostos hipolipemiantes que inibem de forma seletiva a absorção intestinal de colesterol e de fitosteróis relacionados.

Outro genérico inédito registrado é o Cloridrato de Olopatadina. O medicamento é uma solução oftálmica estéril contendo olopatadina, um inibidor da liberação de histamina e antagonista relativamente seletivo do receptor H1 de histamina, que inibe a reação de hipersensibilidade imediata tipo 1 in vivo e in vitro. É indicado para o tratamento dos sinais e sintomas da conjuntivite alérgica.

A Didrogesterona é a terceira novidade desta lista. A substância é utilizada na Terapia de Reposição Hormonal (TRH) para tratar sinais da menopausa, como rubores, suores noturnos, problemas de sono, secura vaginal e dificuldades urinárias.

A concessão dos registros significa que estes produtos são cópias fiéis dos medicamentos de referência e que possuem eficácia e segurança comprovada.

Farmacêuticas anunciam investimento milionário em Valinhos - BIONOVIS

A Bionovis, formada por quatro das maiores indústrias farmacêuticas do país, anunciou que investirá R$ 739 milhões na construção de uma fábrica em Valinhos. O anúncio foi feito nesta terça-feira, 24, no Palácio dos Bandeirantes, pelo governador Geraldo Alckmin.

“Encontramos na cidade de Valinhos todas as condições necessárias para a implantação da Bionovis. Sobretudo um imóvel para instalação imediata das unidades de administração, produção e almoxarifado e laboratórios de controle e garantia de qualidade que contribuiu para avançarmos rapidamente com a construção e cumprir nossos compromissos com nossos parceiros e órgãos do Governo Federal”, afirmou o presidente da empresa Bionovis, Odnir Finotti.

De acordo com Finotti, a Bionovis é um projeto inovador, uma vez que o Brasil não domina a tecnologia necessária para produção destes medicamentos e importa 100% dos produtos de alto custo. “Reunimos os quatro laboratórios - Aché, EMS, Hypermarcas e União Química – para colocar o Brasil no mapa dos biofármacos de alta complexidade. Vamos transformar a Bionovis em mais que um empreendimento, estamos falando da última fronteira do conhecimento”, disse.

A planta da Bionovis irá produzir medicamentos biológicos de alta complexidade voltados, sobretudo, para o tratamento de doenças autoimunes, diversos tipos de câncer, doenças inflamatórias intestinais e doenças neurodegenerativas. A maior parte deles será vendida ao SUS.

A expectativa é que a fábrica esteja pronta ao final de 2016 e comece a operar em 2017, com 150 funcionários.

Com este empreendimento, a empresa pretende ser a primeira brasileira a produzir remédios de alta complexidade e se tornar a maior empresa de base biotecnológica latino-americana, geradora de inovação e exportadora de produtos e tecnologia. “Hoje é um dia histórico porque não é mais uma empresa e mais uma indústria que está chegando ao Estado. É a empresa, a indústria. O Brasil vai dar um passo essencial em benefício da nossa população, principalmente para os usuários SUS. Hoje a Bionovis está na vanguarda da inovação e da pesquisa e essa empresa vai fazer toda a diferença em nosso país”, destacou o governador Geraldo Alckmin.

A Bionovis será instalada na Alameda Itajubá, no trevo principal de Valinhos, em um terreno com 40 mil m² e 13 mil m² de área construída.

quarta-feira, 25 de março de 2015

FOTOS DO EVENTO OFICINA CMED REALIZADO NA ANVISA(24/03/2015)





Publicada nota técnica sobre reenquadramento de lubrificantes e lágrimas artificiais

A Anvisa publicou a NotaTécnica nº 55/2015/GGMED/ANVISA.  Ela trata do reenquadramento de lágrimas artificiais e lubrificantes oculares como medicamentos específicos e traz orientações importantes ao setor regulado, elucidando dúvidas acerca da nova RDC 05/2015 e documentos necessários ao registro destes produtos.

Atualmente, a legislação define como lágrimas artificias e lubrificantes oftálmicos aqueles produtos que contêm emolientes (geralmente polímeros solúveis em água, como derivados de cellulose, dextrano 70, gelatina, poliois, álcool polivinílico ou povidona) e são aplicados topicamente no olho para proteger e lubrificar a superfície mucosa, aliviando a irritação, ardor e secura dos olhos.

Os produtos oftálmicos contendo associações entre emolientes e substâncias farmacologicamente ativas ou substâncias farmacologicamente ativas isoladas permanecem enquadrados em suas categorias atuais, não sendo tratados pela nota técnica.

Os medicamentos que tiveram o registro solicitado antes da publicação da RDC 05/2015, com enquadramento distinto da classe de medicamentos específicos, e que ainda não foram avaliados pela Anvisa, serão reenquadrados e avaliados como medicamentos específicos. A documentação faltante será solicitada por meio de notificação de exigência.

Já os medicamentos registrados como novos, similares ou genéricos, passam a ser enquadrados como medicamentos específicos a partir da publicação da RDC 05/2015. Desse modo, a próxima petição a ser realizada junto a Anvisa - alteração pós-registro, renovação, HMP - deverá ser realizada com enquadramento como “ESPECÍFICO”. As empresas que se enquadrarem nesse caso e tiverem petições de alterações pós-registro em aberto, devem encaminhar, de forma a agilizar a adequação destas petições, via carta endereçada à COGEN/GGMED/SUMED/ANVISA, uma lista contemplando as petições em aberto para que as estas tenham seus assuntos alterados e possam ser avaliadas.

No caso dos medicamentos que tiveram o registro solicitado antes da publicação da RDC 05/2015 com outro enquadramento que não na classe de medicamentos específicos, e que estão em análise, a análise da petição será transferida para a Coordenação de Medicamentos Específicos, Notificados e Gases Medicinais (COGEN) e, se necessário, será emitida uma nova exigência para que a empresa apresente os documentos faltantes. O assunto da petição será atualizado e a decisão da solicitação de registro já será publicada como referente ao registro de medicamento específico.

terça-feira, 24 de março de 2015

CONFIDENCIAL - EMINENTES MUDANÇAS NA ANVISA

Os fortes rumores da potencial saída do Jaime Oliveira, atual presidente substituto e em exercício na ANVISA cresce extra muros. Algumas Associações já circularam a notícia, entre seus membros, dando como líquido e certo o pedido de exoneração, que deve ser confirmado em breve.

Oficialmente o Diretor saí por razões pessoais, mas os mesmos rumores atribuem o fato a sua não confirmação como Presidente.

Muitas são as especulações em relação aos potenciais candidatos, o torna a situação da Agencia ainda mais complicada. As expectativas passam pelo retorno do ex-ministro da saúde José Agenor, pela vinda do atual secretário da SCTIE/MS, Jarbas Barbosa, dentre outros.

Com a exoneração do Jaime Oliveira, a pedido, abrirão duas vagas para diretor na ANVISA, onde “em tese” seriam indicados um técnico e um quadro político.

Outra preocupação do mercado é que a Agencia que já vinha sendo criticada pela ausência de técnicos do segmento em sua diretoria, agora poderá assistir a vinda de dois novos Diretores, mesmo que um deles seja técnico, muito provavelmente, serão de fora da casa o que dificilmente permitirá a ascensão direta a Presidência.

Os três diretores remanescentes se fortalecem com o argumento político estratégico de que o novo Presidente deveria ser da casa, familiarizado com a estrutura e com a dinâmica da reorganização.

No frigir dos ovos; novamente assistiremos importantes mudanças na Agencia com significativas influencias político partidárias que tendem a retardar todo processo em uma Instituição que em sua origem deveria ser independente com mandatados definidos e seguros para seus diretores.

Nossa expectativa é que tudo se resolva com a maior brevidade e que os indicados efetivamente sejam alinhados com o Ministério da Saúde e com a Casa.


Vamos acompanhando

Centro de Inovação da Microsoft no Tecpar abre inscrições para capacitação na área de TI

Centro de Inovação da Microsoft no Tecpar abre inscrições para capacitação na área de TI
O Centro de Inovação da Microsoft (MIC) instalado no Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) está com inscrições abertas para o programa Students to Business, que tem como objetivo capacitar estudantes nas áreas de Tecnologia da Informação (TI) e oferecer oportunidades de emprego em empresas parceiras. O curso é gratuito e vai capacitar estudantes em duas trilhas: Desenvolvimento de Sistemas e de Infraestrutura de TI.

Esse é a primeira vez que o MIC-Tecpar está realizando a capacitação. O curso, com duração de 80 horas, vai capacitar estudantes no desenvolvimento de sistemas e aplicativos para Windows 8 e Windows Phone, por exemplo. Além disso, na parte de Infraestrutura, a capacitação vai dar noções de sistemas operacionais, rede e segurança para o desenvolvimento.

A data do curso será posteriormente informada aos inscritos, que vão passar por uma seleção para concorrer a uma das 60 vagas disponíveis para a capacitação. Ao término do curso, esses estudantes vão participar de uma feira de emprego promovida pelo próprio MIC-Tecpar, ocasião na qual vão poder disputar uma das oportunidades oferecidas pelas empresas.

De acordo com Rogério Oliveira, gerente do Centro de Informação e Estudos Estratégicos do Tecpar, área do instituto responsável pelas ações do MIC-Tecpar, essa é uma ótima oportunidade para os estudantes chegarem ao mercado de trabalho. “Eles vão estar capacitados e na feira terão a oportunidade de estar próximos de grandes empresas que estarão interessadas neles. Com a capacitação no programa, os alunos vão poder escolher aonde querem realizar seu estágio”, salienta.

As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pelo site student2business.azurewebsites.net/Register até o dia 29 de março. Não há limite para o número de inscritos. O Programa Microsoft Students to Business já capacitou mais de 100 mil estudantes em todo o Brasil, dos quais mais de 10 mil deles foram incorporados ao mercado de trabalho durante a feira de empregos.

Sobre o MIC
A Microsoft e o Tecpar assinaram em 2013 o termo de instalação do Centro de Inovação da Microsoft (MIC) no instituto, como parte da iniciativa global da empresa em promover o uso de tecnologia em prol da sociedade, contribuindo para o desenvolvimento de pessoas e suas habilidades, especialmente os jovens.

A novidade do MIC no Paraná, em comparação com os outros 11 da empresa instalados no Brasil, é a participação das universidades estaduais. Pela parceria, ficam disponíveis opções de programas e softwares que poderão ser implantadas pelo governo nas áreas de educação, qualificação, inovação e empreendedorismo. Entre eles estão capacitação básica em tecnologia da informação e design, comunicação instantânea entre alunos e professores, softwares para projetos de alfabetização em informática e desenvolvimento de empresas iniciantes.


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