Destaques

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

RASTREABILIDADE DE MEDICAMENTOS - Comissão aprova prazos para implantação gradual de sistema de controle

Pela proposta, sistema criado pela Lei 11.903/09 terá cinco anos para estar completamente implementado
A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou proposta que redefine prazos para teste e posterior implantação do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM - Lei 11.903/09), que permitirá rastrear medicamentos durante toda a cadeira produtiva, desde a indústria farmacêutica até o consumidor final.
O texto aprovado fixa o prazo de quatro meses para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conclua as normas de regulamentações do sistema, estabelecendo, por exemplo, as categorias de medicamentos que estarão sujeitas ao rastreamento.
Concluída a regulamentação, indústria, importadores e representantes da distribuição e do varejo escolhidos pela Anvisa terão até um ano para, em caráter experimental, receber e transmitir dados referentes a, no mínimo, três lotes de medicamentos.
Sinval Malheiros: redação atual da lei impede a operacionalização do SNCM

Por fim, o órgão fiscalizador terá até oito meses para análise e correção dos resultados obtidos na fase experimental. A partir daí, serão mais três anos para a completa implementação do sistema. As medidas estão previstas no Projeto de Lei 4069/15, do senador Humberto Costa (PT-PE).
Relator na comissão, o deputado Dr. Sinval Malheiros (PTN-SP) defendeu a aprovação da proposta por entender que a atual redação da lei impede a operacionalização do sistema. “Essa possibilidade nos leva a concluir pela necessidade da alteração legislativa, com o intuito de afastar os óbices”, disse.
O SNCM foi idealizado há mais de sete anos como ferramenta para o gerenciamento e controle de toda a cadeia de circulação dos medicamentos. Entretanto, o início da operacionalização ainda não ocorreu.
Outras alterações
Além de novos prazos, o projeto aprovado faz outras alterações na lei com o objetivo de destravar obstáculos normativo-jurídicos.

O texto, por exemplo, propõe que a Anvisa seja a responsável por determinar, em ato normativo próprio, quais medicamentos ficariam sujeitos a controle. Atualmente, a lei determina que todos os medicamentos sejam controlados.
Outra mudança prevê que o controle será feito por meio de um sistema de identificação individualizado de medicamentos, com o emprego de tecnologias de captura, armazenamento e transmissão eletrônica de dados.
O texto também define as informações que deverão estar presentes nas embalagens de todos os medicamentos, como número de registro, de série, do lote e data de validade, prevendo a possibilidade de novas exigências pela Anvisa.
O projeto inclui ainda um artigo na lei com o objetivo de dar o suporte legal para a criação e manutenção de um banco de dados, sob responsabilidade do governo federal, para armazenar as movimentações dos medicamentos a partir de registros feitos pelos membros responsáveis pela movimentação, para posterior consolidação e consulta.
Além disso, passa a considerar infração sanitária a falta de comunicação sobre a circulação dos produtos por parte dos agentes que compõem a cadeia de comercialização de medicamentos. As informações terão o tratamento de confidencialidade.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:
Reportagem – Murilo Souza 
Edição – Marcelo Oliveira

Ministério da Saúde economiza R$ 1 bilhão em quatro meses

Recursos serão aplicados em UPAs e na oferta de novos serviços nas Santas Casas e hospitais filantrópicos

Barros apresentou o balanço da economia na manhã desta quarta (15) no Palácio do Planalto





Confira a fala do Ministro :

O Ministério da Saúde conseguiu economizar, em quatro meses, R$ 1 bilhão, informou, nesta quarta-feira (14), o ministro Ricardo Barros. A economia será destinada para o custeio de 99 Unidade de Pronto Atendimento (UPAs) e para a oferta de 1.401 novos serviços nas Santas Casas e hospitais filantrópicos.
Entre as medidas adotadas para a economia estão a redução de 20% dos custos dos contratos com empresas de tecnologia; redução de 33% dos valores de serviços gerais, como aluguéis e contas de telefones; e queda de até 39% nos preços de medicamentos, bem como a negociação de reajustes; além da extinção de 417 cargos, sendo 335 de livre nomeação.
Barros explicou que a prioridade, a partir de agora, será modernizar o atendimento à população, com novas tecnologias que vão trazer benefícios aos pacientes. "Os sistemas de informação do SUS é nossa grande prioridade para melhorar o atendimento e reduzir custos", afirmou.

O presidente da República, Michel Temer, destacou os resultados obtidos e defendeu uma política fiscal responsável. “Hoje, por força do governo e das medidas adotadas, as Santas Casas estão se transformando em Santas Casas novamente. A gestão eficiente dos recursos leva à excelência no atendimento de saúde. É o que queremos ao longo do tempo para o Brasil. Esse é nosso compromisso: assegurar mais recursos a serem aplicados numa gestão mais eficiente da saúde", ressaltou.

O incentivo à indústria nacional também será fortalecido com a produção da vacina meningocócica no Brasil. Para isso, estão previstos R$ 227 milhões.

Ainda nesses quatro meses, o governo firmou parceria com a Força Área Brasileira para transporte de órgãos para transplante e com a Caixa Econômica Federal para refinanciar as dívidas das Santas Casas.
Em relação às contas do ministério, o ministro destacou que elas estão em dia e que será possível executar todos os compromissos financeiros deste ano, já que o governo recompôs R$ 6,3 bilhões do Ministério da Saúde que haviam sido contingenciados.
Fonte: Portal Planalto, foto: Erasmo Salomão/Ministério da Saúde

Temer fará discurso de abertura da Assembleia-Geral da ONU, nos Estados Unidos

Durante visita, presidente irá depositar ratificação do Acordo de Paris, participar de reunião de alto-nível sobre refugiados e realizar encontro empresarial.

Em sua segunda viagem internacional, o presidente da República, Michel Temer, vai a Nova York (EUA) para abrir a 71ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), na próxima terça-feira (20)

O tema principal do debate-geral deste ano será “Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o impulso universal para transformar nosso mundo”, sucedendo o tema de 2015 quando foi aprovada a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
A Assembleia-Geral é o principal órgão deliberativo da ONU com representação de todos os seus 193 Estados membros. É nela que todos têm o mesmo voto, o mesmo poder. Desde 1949, o debate-geral é tradicionalmente aberto pelo presidente brasileiro.
“A importância da participação do Brasil se deve ao forte compromisso nosso com o multilateralismo. Esse é um preceito da nossa Constituição e faz parte da nossa identidade como nação democrática”, afirmou o embaixador Fernando Simas Magalhães, em encontro com jornalistas, nesta quarta-feira (14), no Ministério das Relações Exteriores. Ele é subsecretário-geral de Assuntos Políticos Multilaterais, Europa e América do Norte.
O embaixador lembrou que o Brasil é um dos membros fundadores da ONU. “Temos tido e continuaremos a ter uma participação muito engajada e comprometida com os valores do multilateralismo. E as Nações Unidas constituem a principal organização multilateral”, ressaltou.
Na quarta-feira (21), o presidente Temer participará também do evento de alto-nível em que se fará o depósito dos instrumentos de ratificação do Acordo de Paris sobre mudança do clima. O Brasil, ao lado de Estados Unidos e China, é uma das três principais economias do mundo que já ratificaram o acordo.
Paralelamente às atividades na ONU, o Temer realizará encontros bilaterais com os presidentes da Nigéria, de Portugal e do Uruguai. Reuniões com outros países ainda podem entrar na agenda. Além disso, Temer se encontrará também com o presidente do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab, que apresentará os planos para a realização do encontro da instituição em 2017 em Davos, na Suíça.
Encontro empresarial
Ainda na quarta-feira (21), Michel Temer também participará de dois eventos para  apresentar oportunidades de negócios e de investimentos no Brasil. O primeiro é uma reunião privada com um grupo de 20 a 25 executivos representantes de fundos de investimento. Na sequência, irá a almoço ampliado com a participação de empresários.
O encontro é uma realização conjunta do Conselho das Américas e da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.
Reunião de alto-nível sobre refugiados
Antes de participar da Assembleia-Geral, o presidente Michel Temer participa na segunda-feira (19) de uma reunião de alto-nível sobre migrantes e refugiados, que foi convocada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. O encontro busca uma maior coordenação internacional na resposta a esses fenômenos.
Ao final da reunião será aprovada uma decisão política que dará início a um processo de negociação sobre refugiados que pode se estender até 2018 quando dois pactos globais serão adotados: “Sobre o compartilhamento de responsabilidades relativas aos refugiados” e “Migrações seguras, regulares e ordenadas”.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

MÉDICOS SEM FRONTEIRAS pede que pesquisas de saúde se alinhem a interesses da população

A organização Médicos sem Fronteiras (MSF) divulgou hoje (14) relatório em que faz um apelo aos governos para que alinhem as políticas de pesquisa na área da saúde aos interesses da população. Segundo o documento, as empresas farmacêuticas negligenciam algumas das maiores ameaças à saúde, com por exemplo o aumento de infecções resistentes e o ebola.

A tuberculose é outro exemplo, dado pela organização, de doença com lacunas no tratamento. De acordo com o levantamento, nos últimos 50 anos só foram lançados dois medicamentos contra a doença infecciosa que mais mata no mundo, responsável por 1,5 milhão de mortes por ano.

Saiba Mais
Pesquisadores discutem formas de incentivar estudo de doenças negligenciadas
O relatório da MSF,  Lives on the Edge: Time to Align Medical Research and Development with People’s Health Needs (Vidas no limite: é hora de alinhar pesquisa e desenvolvimento médicos às necessidades de saúde da população), está sendo divulgado às vésperas da Assembleia Geral das Nações Unidas, que ocorrerá na próxima semana e, entre outros assuntos, vai discutir a busca por novos modelos de pesquisas médicas que incentivem a produção de medicamentos com custo mais acessível para doenças negligenciadas.

“Tanto em países pobres quanto em países ricos, as pessoas estão descobrindo que os medicamentos de que precisam ou não existem ou são tão caros que elas não podem comprá-los, e os governos precisam resolver esses problemas”, disse em nota Katy Athersuch, assessora para políticas de inovação da Campanha de Acesso da MSF

Segundo o levantamento do MSF, os governos não fazem com que as pesquisas financiadas com o dinheiro dos impostos atendam às necessidades de saúde prioritárias. “Governos financiam US$ 70 bilhões, dos US$ 240 bilhões gastos anualmente com pesquisas médicas, mas falham em usar as doses corretas de incentivos e regulação para conseguir os produtos de que precisamos. Em 2014, apenas 16% dos investimentos em pesquisa sobre doenças relacionadas à pobreza vieram de empresas farmacêuticas”, diz o documento.

A organização também defende que se os governos oferecem financiamento para pesquisas médicas, eles devem exigir que o produto final seja acessível à população. “Governos concedem a empresas direitos sobre produtos desenvolvidos com dinheiro público por meio da concessão de patentes a corporações farmacêuticas – direitos exclusivos para comercializar e usar invenções, incluindo remédios. Isso mantém os preços altos porque cria monopólios; sem concorrentes, empresas farmacêuticas ficam livres para cobrar o que quiserem”, acrescenta o relatório.

Para a organização, a falta de ferramentas de diagnóstico, de vacinas e de medicamentos para ebola e infecções resistentes, por exemplo, ilustra como o foco da indústria está na receita financeira esperada pelas empresas e seus acionistas, e não nas necessidades médicas mais urgentes.

Edição: Jorge Wamburg, Aline Leal - Repórter da Agência Brasil

Brasil abre debate geral da 71ª sessão da Assembleia Geral da ONU

Chefes de Estado e de Governo de todos os 193 Estados-membros da ONU fazem uso da palavra durante o debate geral. Saiba aqui como acompanhar.

Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Amanda Voisard

Começa na terça-feira, dia 20 de setembro, o debate geral anual da 71ª sessão da Assembleia Geral da ONU, que conta com a participação de chefes de Estado e de Governo dos 193 Estados-membros das Nações Unidas. Como é tradição desde a primeira Assembleia Geral, que aconteceu em 1947, o Brasil abrirá o debate geral. O encontro continua até o dia 26 de setembro.

A 71ª sessão regular da Assembleia Geral teve início oficialmente uma semana antes, nesta terça-feira (13), na sede da ONU em Nova York.

Sessão 71 da Assembleia Geral da ONU teve início no dia 13 de setembro de 2016. Arte: ONU

Importantes encontros precedem o debate geral: no dia 19 de setembro (segunda-feira), acontece a Reunião de Alto Nível sobre Grandes Movimentos de Refugiados e Migrantes, cujo objetivo é aproximar os países de uma abordagem mais humana e coordenada para o tema.

No dia 20 de setembro, um evento especial marca o aniversário de um ano da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, um conjunto de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e 169 metas que buscam solucionar os principais desafios do planeta, como a fome, a pobreza e as mudanças climáticas, entre outros.

Já no dia 21 de setembro acontece um evento de Alto Nível sobre o Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas, quando os Estados-membros da ONU serão convidados a depositar seus instrumentos de ratificação ou adesão, ou se comprometerão publicamente a fazê-lo ainda em 2016. Para entrar em vigor, o Acordo de Paris precisa de 55 instrumentos de ratificação ou adesão, sendo que até o momento 19 países já o fizeram.
Um fórum para negociação multilateral
Fundada em 1945 sob a Carta das Nações Unidas, a Assembleia Geral ocupa uma posição privilegiada como o centro deliberativo, formulador de políticas e órgão representante das Nações Unidas.

Formada por todos os 193 Estados-membros das Nações Unidas, fornece um fórum único para a discussão multilateral de todo o espectro de questões internacionais abrangidas pela Carta e desempenha também um papel significativo no processo de normalização e codificação do direito internacional. A Assembleia se reúne intensamente de setembro a dezembro de cada ano e, posteriormente, quando necessário.

Funções e poderes da Assembleia Geral
A Assembleia Geral da ONU tem o poder para fazer recomendações aos Estados sobre questões internacionais de sua competência. Ela também iniciou ações — políticas, econômicas, humanitárias, sociais e jurídicas — que têm afetado a vida de milhões de pessoas em todo o mundo.
De acordo com a Carta das Nações Unidas, a Assembleia Geral pode:
  • Analisar e aprovar o orçamento das Nações Unidas e estabelecer as avaliações financeiras dos Estados-membros;
  • Eleger os membros não permanentes do Conselho de Segurança e os membros de outros conselhos e órgãos das Nações Unidas e, por recomendação do Conselho de Segurança, nomear o secretário-geral;
  • Analisar e fazer recomendações sobre os princípios gerais de cooperação para a manutenção da paz e segurança internacionais, incluindo o desarmamento;
  • Discutir quaisquer questões relativas à paz e segurança internacionais e, exceto quando uma disputa ou situação está sendo discutida no momento pelo Conselho de Segurança, formular recomendações sobre ela;
  • Discutir, com a mesma exceção, e fazer recomendações sobre quaisquer questões no âmbito da Carta ou que afete os poderes e funções de qualquer órgão das Nações Unidas;
  • Iniciar estudos e fazer recomendações para promover a cooperação política internacional, o desenvolvimento e a codificação do direito internacional, a realização dos direitos humanos e das liberdades fundamentais e a colaboração internacional nos campos econômicos, sociais, humanitários, culturais, educativos e de saúde;
  • Fazer recomendações para a solução pacífica de qualquer situação que possa prejudicar as relações amistosas entre os países;
  • Considerar os relatórios do Conselho de Segurança e outros órgãos das Nações Unidas.
  • A Assembleia pode também tomar medidas em casos de ameaça à paz, violação da paz ou ato de agressão, quando o Conselho de Segurança não conseguiu atuar devido ao voto negativo de um membro permanente.
A busca pelo consenso
Cada um dos 193 Estados-membros da Assembleia tem um voto. As votações realizadas sobre questões designadas importantes — como recomendações sobre a paz e a segurança, a eleição dos membros do Conselho de Segurança e do Conselho Econômico e Social (ECOSOC) e as questões orçamentárias — exigem uma maioria de dois terços dos Estados-membros, mas outras questões são decididas por maioria simples.

Nos últimos anos, um esforço tem sido feito para alcançar um consenso sobre as questões, em vez de decidir por uma votação formal e, desta forma, reforçar o apoio para as decisões da Assembleia. O presidente, após ter consultado e chegado a um acordo com as delegações, pode propor que uma resolução seja aprovada sem votação.

Informações para a imprensa
Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio)
(21) 2253-2211 / (21) 98185-0582
contato@onu.org.br / unic.brazil@unic.org


Surto de zika expõe injustiças sistemáticas na saúde global, dizem pesquisadores

O surgimento e a retomada de doenças infecciosas no mundo frequentemente são provocados por pobreza, desigualdade e discriminação, sendo que o atual surto de zika expõe “injustiças sistemáticas” presentes nos sistemas de saúde globais, disseram especialistas no site do programa Impacto Acadêmico das Nações Unidas (UNAI, na sigla em inglês).

No Brasil, a maior parte dos casos de microcefalia está concentrada no Nordeste. Foto: EBC

O surgimento e a retomada de doenças infecciosas no mundo frequentemente são provocados por pobreza, desigualdade e discriminação, sendo que o atual surto de zika expõe “injustiças sistemáticas” presentes nos sistemas de saúde globais, disseram especialistas no site do programa Impacto Acadêmico das Nações Unidas (UNAI, na sigla em inglês).

Para os pesquisadores da Universidade de Georgetown (Estados Unidos) Alexandra Phelan e Lawrence Gostin, doenças transmitidas por mosquitos afetam desproporcionalmente os mais pobres e vulneráveis. “Falhas estruturais de governos em garantir saneamento forçam pessoas a armazenar água, o que acaba criando focos de mosquitos”, disseram.

“Governos não priorizam programas de controle de vetores em seus orçamentos — especialmente em momentos de recessão e instabilidade política como no caso do Brasil — o que cria uma ‘tempestade perfeita’ para o vírus nas comunidades mais pobres”, salientaram.

Segundo os pesquisadores, outro ponto é a questão de gênero, já que o surto de zika afeta mais as mulheres, que sofrem risco de aborto e malformação fetal. “Na maior parte dos países das Américas, barreiras legais, socioeconômicas e políticas impedem o acesso das mulheres a serviços de saúde reprodutiva, incluindo contracepção, aborto e saúde maternal e infantil”.

Além disso, em países sem uma cobertura de saúde universal e integrada aos sistemas de seguridade, pessoas com deficiência ficam especialmente vulneráveis. “Os sistemas de saúde e seguridade não estão bem equipados para fornecer o apoio necessário para que indivíduos vivam de forma saudável após potenciais deficiências provocadas por síndromes neurológicas e microcefalia”, declararam.

“Infelizmente, surtos de doenças infecciosas normalmente só ganham atenção durante a fase de transmissão. É necessário garantir o direito à saúde e os direitos de crianças, mulheres e pessoas com deficiência para além do período de declaração de emergência de saúde.”

O professor Daniel Lucey, do Centro Médico da Universidade de Georgetown, lembrou por sua vez que o surto de zika e de microcefalia no Brasil em 2015 e 2016 foi precedido de eventos similares, porém de menor escala, na Polinésia Francesa. Segundo ele, a importância desses eventos prévios precisa ser reconhecida para que ações apropriadas sejam tomadas.

“O reconhecimento da importância da ligação entre zika e microcefalia tanto na Polinésia Francesa como no Brasil requeria uma tomada de ação apropriada (…) em antecipação a uma pandemia de microcefalia em muitos outros países e territórios”, disse.
“Sob o risco de estar errado, às vezes é necessário tomar ações antes que todas as informações desejadas estejam disponíveis. Essa ação prematura pode ser essencial quando as consequências da inação precoce podem ser catastróficas”, completou o pesquisador.


Anvisa recebe evento regional de controle de tabaco

Oficina sediada pela Agência recebe países da América Latina no debate do Protocolo para Eliminar o Comércio Ilícito de Produtos do Tabaco

O governo brasileiro por meio da Anvisa recebeu nesta quarta-feira (14/09) evento regional de controle de tabaco para a América Latina. Dentre os países confirmados para a Oficina estão o Brasil, o Chile, a Colômbia, o Equador, o Peru, o Uruguai e a Venezuela. Especialistas, organizações intergovernamentais e não-governamentais também participarão das séries de discussões.

Todos os sete países presentes no evento, membros da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (CQCT da OMS), avaliarão como podem fornecer suporte multissetorial ao Protocolo para Eliminar o Comércio Ilícito de Produtos do Tabaco.

 O Protocolo e Oficina
 Funcionando como uma extensão do artigo 15 da Convenção, o Protocolo a ser debatido durante a Oficina exige a adoção de medidas específicas para o controle da cadeia de abastecimento, incluindo o estabelecimento de um regime de rastreamento global, para aplicação da lei e para cooperação internacional.

A Dra. Vera Luiza da Costa e Silva, chefe do Secretariado da Convenção, explica a importância do evento desta semana, "durante toda esta Oficina iremos discutir os diferentes aspectos do Protocolo dentro da região sul-americana, com a esperança que cada delegação levará informações importantes de volta a seus respectivos governos".

Esta Oficina internacional conta com o apoio do governo brasileiro por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Comissão Nacional para Implementação da CQCT no Brasil (CONICQ), além do suporte da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A Comissão Europeia apoiou financeiramente a realização deste evento regional


PRESIDENTE MICHEL TEMER - PROMOVE O MINISTRO RICARDO BARROS DE BOM À ÓTIMO ADMINISTRADOR

"Nós todos aqui sabemos, sempre soubemos, que o Ricardo Barros é um bom administrador. Hoje, em face do relato que fez dos seus quatro meses de governo, eu quero promovê-lo a ótimo administrador, não tenho a menor dúvida disso. A economia extraordinária que foi feita no Ministério da Saúde significa simplesmente isso, uma boa gestão". Presidente Michel Temer.


O ministro da Saúde, Ricardo Barros, faz uma prestação de contas ao Presidente Michel Temer, parlamentares, profissionais e lideranças sobre a eficiência na gestão do Ministério que resultou uma economia de mais de R$ 1 bilhão, recursos que estão sendo reaplicados nas UPAs e Santas Casas. "Estamos fazendo mais com os mesmos recursos, realizando boas ações de economia na gestão".

Governo assina repasse de R$ 1 bilhão para serviços de saúde
Em evento no Palácio do Planalto, recursos gerados a partir de economia em contratos serão destinados para 99 UPAS, 1.401 novos serviços em Santas Casas e mais medicamentos 

Com medidas de gestão voltadas à maior eficiência dos gastos públicos, o Ministério da Saúde conseguiu destinar mais R$ 1 bilhão para a assistência à população, sem impacto no orçamento. Esse valor, resultado da revisão de contratos e economia com aluguéis e outros serviços, será utilizado na oferta de 1.401 novos serviços nas Santas Casas e Hospitais Filantrópicos e no custeio de 99 Unidades de Pronto Atendimento, além da expansão da oferta de medicamentos e tecnologias mais modernas. O balanço das ações adotadas pela pasta foi apresentado nesta quarta-feira (14) pelo ministro Ricardo Barros durante cerimônia no Palácio do Planalto.

O presidente da República, Michel Temer, destacou os resultados obtidos nos últimos quatro meses pelo Ministério da Saúde e defendeu uma política fiscal responsável. “Hoje, por força do governo e das medidas adotadas, as Santas Casas estão se transformando em Santas Casas novamente. A gestão eficiente dos recursos leva a excelência no atendimento de saúde. É o que queremos ao longo do tempo para o Brasil. Esse é nosso compromisso: assegurar mais recursos a serem aplicados numa gestão mais eficiente da saúde", ressaltou.

Para o ministro da Saúde, Ricardo Barros, é fundamental atuar na gestão para aplicar melhor os recursos disponíveis. “O conjunto das ações de gestão do Ministério da Saúde está aumentando o acesso dos brasileiros aos tratamentos e medicamentos, estamos fazendo mais com os mesmos recursos. Estamos modernizando o atendimento da população e incorporando modernas tecnologias com o melhor custo benefício. As medidas estão garantindo o pagamento em dia do Ministério da Saúde e teremos recursos para continuar cumprindo os nossos compromissos. Vamos fazer uma gestão mais eficiente e vamos melhorar a saúde e aperfeiçoar o SUS", destacou o ministro Ricardo Barros.


As portarias para o custeio das 99 UPAS serão publicadas nas próximas semanas e os repasses começam a ser pagos em outubro, em um total de R$ 182 milhões por ano. Com isso, 100% das unidades que funcionavam sem a contrapartida do Ministério da Saúde, passam a receber valores mensalmente. A medida garante o atendimento à população nas 91 cidades beneficiadas, já que estados e prefeituras estavam sobrecarregados na manutenção dos serviços.

Para o financiamento dos 1.401 novos serviços em Santas Casas e Instituições Filantrópicas serão destinados pelo Ministério da Saúde R$ 371 milhões por ano. As habilitações e credenciamentos beneficiam 216 hospitais. A meta é que os pagamentos ocorram no próximo mês. Essas instituições desempenham papel importante na assistência à população, representando, atualmente, 42% das internações de média e alta complexidade no SUS.

Além da habilitação de UPAS e novos serviços para entidades filantrópicas, as medidas de gestão que geraram economia e maior eficiência dos gastos também permitiram ampliar em 7,4 milhões de unidades a oferta de medicamentos e vacinas no SUS. O investimento na compra de mais insumos foi de R$ 222 milhões. Ainda como resultado das ações, o setor saúde receberá aporte de R$ 227 milhões para produção no Brasil da vacina meningocócica, fortalecendo a indústria nacional e gerando empregos.

ECONOMIA – Os mais de R$ 1 bilhão que estão sendo empregados na saúde, garantindo a expansão e qualificação da assistência à população são resultado de ações de gestão. Entre as medidas adotadas estão a redução de 20% dos custos dos contratos com empresas de tecnologia, mantendo o mesmo escopo dos projetos; redução de 33% dos valores de serviços gerais, como aluguéis e contas de telefones; e queda de até 39% nos preços de medicamentos, bem como a negociação de reajustes; além da extinção de 417 cargos, sendo 335 de livre nomeação.

Para o orçamento deste ano, o Governo Federal recompôs R$ 6,3 bilhões do Ministério da Saúde que havia sido contingenciado ainda pelo governo anterior. Com essas ações será a primeira vez em três anos que o bloco de Média e Alta Complexidade, que engloba assistência ambulatorial e hospitalar, como internação, cirurgias, exames, entre outros procedimentos, terá orçamento para pagamento integral das ações para os estados e municípios.
Por Gustavo Frasão, da Agência Saúde


O DIA DO JUÍZO FISCAL

A Comissão Especial da Câmara que debate o ajuste fiscal e estabelece tetos de gastos públicos, através de Proposta de Emenda Constitucional 241/2016, realizou, nessa segunda-feira (12), a quarta audiência pública. Tanto o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Ernesto Lozardo, quanto o presidente da Federação Nacional dos Bancos (Febraban), Murilo Portugal, manifestaram apoio à proposta do Governo Michel Temer.

Para Lozardo, o Brasil cometeu vários erros macroeconômicos nos últimos anos, principalmente o de estimular o consumo de maneira muito rápida como modelo de crescimento. “Estimulou-se o consumo e as famílias se endividaram. Hoje, 45% da renda familiar estão comprometidos com dívidas. Em 2006 eram 20%”, explicou. O desemprego também cresceu, principalmente entre a faixa etária dos 15 aos 25 anos, que está próxima dos 50%. Na avaliação do presidente do IPEA, a PEC é parte fundamental para o ajuste fiscal e põe um elemento muito interessante na economia, que é a prioridade e a eficiência do gasto público.

Já Murilo Portugal destacou experiências positivas internacionais na fixação de tetos de gastos. A Holanda, por exemplo, que adotou os tetos em 1994, conseguiu reduzir a relação dívida/Produto Interno Bruto (PIB) de 77,7% para 46,8%; as despesas com juros de 10,7% para 4,8%; e o desemprego de 6,8% para 3,2%. Para o presidente da Febraban, a proposta do Governo é inteligente e apropriada para o momento da economia e deve ser aprovada como foi apresentada. “A aprovação dessa medida pode representar para a política fiscal o que o Plano Real representou para a política monetária”, defendeu.

Também participou da audiência pública a coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli. Na avaliação dela, o déficit anunciado pelo Governo, de R$ 170 bilhões, não existe. Além de defender uma auditoria na dívida pública brasileira, Fattorelli denunciou a criação de empresas estatais não dependentes para emitir debêntures, provocando prejuízos e gerando dívida pública.

O relator da Comissão Especial, o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), voltou a defender a PEC 241 como forma de evitar a quebra do País. “Eu não quero que a União, com a responsabilidade que tem, chegue à situação de penúria fiscal de estados como o Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Alagoas. Lá, os aposentados e servidores não recebem seus salários ou recebem parcelado. Se nada for feito, vamos assistir o Dia do Juízo Fiscal. Eu não quero isso para o meu querido Brasil”, desabafou.


Workshop de Inovação e Nanotecnologia em Florianópolis


Calendário Agenda