Destaques

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

COMITIVA OFICIAL QUE ACOMPANHARÁ O PRESIDENTE MICHEL TEMER NA 71a Assembleia Geral das Nações Unidas

MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES
DECRETO DE 15 DE SETEMBRO DE 2016
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso II, da Constituição, e tendo em vista o disposto no Decreto-Lei no 1.565, de 5 de setembro de 1939, regulamentado pelo Decreto no 44.721, de 21 de outubro de 1958, e na Lei no 5.809, de 10 de outubro de 1972, regulamentada pelo Decreto no 71.733, de 18 de janeiro de 1973, resolve
DESIGNAR
a seguinte comitiva para acompanhá-lo em visita oficial a Nova Iorque, Estados Unidos da América, por ocasião da 71a Assembleia Geral das Nações Unidas, que se realizará no período de 18 a 21 de setembro de 2016:
COMITIVA OFICIAL:
JOSÉ SERRA, Ministro de Estado das Relações Exteriores;
ALEXANDRE DE MORAES, Ministro de Estado da Justiça e Cidadania;
HENRIQUE DE CAMPOS MEIRELLES, Ministro de Estado da Fazenda;
MAURÍCIO QUINTELLA LESSA, Ministro de Estado dos Transportes, Portos e Aviação Civil;
FERNANDO BEZERRA COELHO FILHO, Ministro de Estado de Minas e Energia;
JOSÉ SARNEY FILHO, Ministro de Estado do Meio Ambiente;
WELLINGTON MOREIRA FRANCO, Secretário-Executivo da Secretaria do Programa de Parcerias e Investimentos da Presidência da República;
ANTONIO DE AGUIAR PATRIOTA, Representante Permanente do Brasil junto às Nações Unidas (sem ônus); e
SERGIO SILVA DO AMARAL, Embaixador do Brasil em Washington, D.C.; e
INTÉRPRETE:
PAULO ANGELO LIEGIO MATAO.
Brasília, 15 de setembro de 2016; 195º da Independência e 128º da República.
MICHEL TEMER
José Serra

PF deflagra oitava fase da Operação Acrônimo no DF, RJ, SP e MG que desviava recursos do Ministério da Saúde

Foram expedidos 20 mandados judiciais pela 10ª Vara Federal do DF.
Ação apura suposta organização criminosa que pagava vantagens indevidas.

Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (15) a oitava fase da Operação Acrônimo. Segundo a corporação, o objetivo desta etapa é apreender documentos que possam esclarecer a existência de uma suposta organização criminosa especializada em se beneficiar junto ao governo federal com pagamentos de vantagens indevidas a agentes públicos. São cumpridos ao todo 20 mandados judiciais expedidos pela 10ª Vara Federal do Distrito Federal. A PF não divulgou o nome dos alvos porque a operação está sob sigilo.

OPERAÇÃO ACRÔNIMO
Polícia Federal investiga governador de MG

As ações ocorrem em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Ao todo, 11 pessoas são alvo de condução coercitiva (quando a pessoa é levada a depor).

Ainda de acordo com a PF, a ação está focada em dois inquéritos policiais que investigam dois fatos distintos. O primeiro se refere à suspeita de cooptação (quando pessoas são atraídas de forma ilícita) e pagamento de vantagens indevidas para fraudar licitações no Ministério da Saúde, beneficiando uma gráfica pertencente a investigados.

A outra questão é a interposição de uma empresa na negociação de vantagens indevidas a agente público para conseguir financiamento de projetos no exterior pelo BNDES em Angola, Cuba, Panamá, Gana e México e República Dominicana. Segundo a polícia, uma empreiteira brasileira foi a grande beneficiada.

A Operação Acrônimo investiga um esquema de lavagem de dinheiro em campanhas eleitorais envolvendo gráficas e agências de comunicação. O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), é suspeito de ter utilizado os serviços de uma gráfica durante a campanha eleitoral de 2014 sem a devida declaração dos valores e de ter recebido "vantagens indevidas" do proprietário dessa gráfica, o empresário Benedito Oliveira, conhecido como Bené.

A PF informou que ação desta quinta não envolve investigados com foro privilegiado. Casos de suspeitos com essa prerrogativa serão julgados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Veja onde são cumpridos os mandados
São Paulo – 1 condução coercitiva
Rio de Janeiro – 5 conduções coercitivas e 4 buscas
Minas Gerais – 1 condução coercitiva e 2 buscas
Distrito Federal – 4 conduções coercitivas e 3 buscas

Acrônimo
Em maio de 2015, quando deu início à Operação Acrônimo, a PF buscava a origem de mais de R$ 110 mil encontrados em um avião no aeroporto de Brasília, em outubro do ano passado. A aeronave transportava o empresário Bené, apontado como suposto operador do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT).

Bené já foi preso em outra fase da Operação Acrônimo, mas liberado após pagar fiança. Ele se tornou delator da Acrônimo. Também na 1ª fase da Acrônimo, a PF fez buscas no apartamento da mulher de Pimentel, a jornalista Carolina de Oliveira, em Brasília. Na época, o governador classificou a ação como um "equívoco".

"Ocorre que o mandado de busca e apreensão foi expedido com base numa alegação, numa definição inverídica, absolutamente inverídica”, disse o governador na ocasião. Dois dias depois, o advogado de Carolina de Oliveira, Pierpaolo Bottini, entregou à Justiça Federal em Brasília documentos que comprovariam a inocência da primeira-dama mineira.

A segunda etapa da operação cumpriu mandados de busca e apreensão em Brasília, Belo Horizonte, Uberlândia, Rio de Janeiro e São Paulo em junho de 2015. Em Belo Horizonte, os agentes apreenderam material em um escritório onde funcionou o comitê campanha de Pimentel em 2014, no bairro da Serra. Em Brasília, um dos mandados foi cumprido em uma agência de publicidade.

À época, a assessoria de imprensa do governo de Minas Gerais disse que as ações da PF foram "abusivas".

Na terceira etapa da Acrônimo, deflagrada em outubro, policiais federais cumpriram 40 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, em São Paulo e no Distrito Federal.

À época, foi cumprido mandado na casa do diretor-presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Mauro Borges, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, com atuação entre fevereiro e dezembro de 2014, quando assumiu o cargo deixado por Pimentel.

A sétima fase ocorreu nesta terça-feira (13). O empresário Felipe Torres Amaral foi alvo de condução coercitiva. Segundo a Procuradoria Geral da República, ele seria, sobrinho do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT).

A defesa do governador diz que Felipe é sobrinho da ex-mulher de Pimentel. No entanto, o advogado de Felipe Torres Amaral diz que o empresário é filho de uma prima da ex-mulher do governador e que "jamais manteve qualquer tipo de sociedade" com Pimentel.

Nesta quinta, o advogado de Pimentel, Eugênio Pacelli, disse que como o processo sobre o caso tramita em primeira instância, não há e não pode haver nada que afete o governador, que tem foro no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Pacelli questiona o lançamento de uma nova fase da operação é retomada quando a Justiça está para analisar o caso. "Por que só agora, às vésperas da retomada do julgamento de questão de ordem no STJ, a "nova fase" foi deflagrada?", indagou, por e-mail.

Com informações do G1


Suspenso julgamento sobre acesso judicial a medicamentos de alto custo sem registro na Anvisa

Pedido de vista do ministro Luís Roberto Barroso suspendeu o julgamento conjunto dos Recursos Extraordinários (REs) 566471 e 657718, analisados pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) na sessão desta quinta-feira (15). Os recursos, que tiveram repercussão geral reconhecida, tratam do fornecimento de remédios de alto custo não disponíveis na lista do Sistema Único de Saúde (SUS) e de medicamentos não registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O único voto até o momento foi o do relator, ministro Marco Aurélio (íntegra abaixo), que se manifestou no sentido de negar provimento aos dois recursos, por entender que nos casos de remédios de alto custo não disponíveis no sistema, o Estado pode ser obrigado a fornecê-los, desde que comprovadas a imprescindibilidade do medicamento e a incapacidade financeira do paciente e sua família para aquisição, e que o Estado não pode ser obrigado a fornecer fármacos não registrados na agência reguladora.

RE 566471
No caso do RE 566471, o Estado do Rio Grande do Norte se recusou a fornecer medicamento – citrato de sildenafila – para uma senhora idosa e carente, alegando que o alto custo e a ausência de previsão no programa estatal de dispensação de medicamentos seriam motivos suficientes para recusa. A idosa acionou a Justiça para pleitear que o estado fosse obrigado a fornecer o fármaco. A sentença de primeiro grau determinou a obrigação do fornecimento, decisão que foi confirmada pelo Tribunal de Justiça estadual.

Autor do recurso contra a decisão do TJ-RN, o procurador do Rio Grande do Norte disse que é preciso dar a máxima efetividade ao princípio da eficiência. Ele explicou que os medicamentos de alto custo têm uma política pública definida pelo Ministério da Saúde, que estabelece a relação de medicamentos a serem disponibilizados aos usuários. Essa relação contempla vários fármacos, dividindo-os por competências da União, de estados e de municípios. É essa divisão, segundo o procurador, que não vem sendo respeitada. Assim, o cidadão que precisa de um remédio que é de competência da União pode demandar o município, que pode ser obrigado a fornecer o medicamento, desorganizando as finanças do ente federado.

Falando como terceiro interessado no RE 566471, o procurador do Estado do Rio Grande do Sul também se manifestou pelo provimento do recurso. Ele sustentou que uma decisão do STF no sentido do desprovimento do recurso pode inviabilizar o SUS. O mesmo posicionamento foi defendido pelo representante do Colégio Nacional de Procuradores Gerais dos Estados e do DF, para quem a preocupação no caso não se limita à esfera financeira, envolvendo também questões como segurança e saúde pública. Ambos defenderam a tese de que a atuação jurisdicional envolva apenas medicamentos registrados na Anvisa.

A advogada-geral da União falou da importância do trabalho da Anvisa, e salientou que decisões judiciais obrigando União e entes federados a fornecerem medicamentos de alto custo ou fora da lista do SUS desorganizam o sistema, uma vez que a distribuição de remédios deve ser feita de forma responsável. Segundo ela, é preciso que o planejamento e a organização do sistema sejam preservados, para que seja possível atender a toda a coletividade.

A advogada que defende a autora da ação inicial, e que também falou em nome da Associação Brasileira de Assistência a Mucoviscidose (fibrose cística), pediu ao STF que seja definido que a Justiça deve apreciar cada caso individualmente, não fechando as portas para pessoas que nasceram com problemas de saúde e querem viver e carecem do auxílio farmacológico. Ela fez críticas à Anvisa, alegando que a agência reguladora não faz o registro de certos medicamentos para ter o álibi para negar pedidos, dizendo que o fármaco é experimental, que faz mal ou tem efeitos colaterais.

A Ordem dos Advogados do Brasil, a Defensoria Pública Geral da União e a Defensoria Pública do Rio de Janeiro também se manifestaram em Plenário, posicionando-se pelo desprovimento do RE 566471. De acordo com o defensor fluminense, não há doença que possa ser excluída da atividade do SUS, tampouco qualquer tratamento que possa ser recusado ao cidadão carente.

Mínimo existencial
O ministro Marco Aurélio disse, em seu voto, que a saúde é um direito de todos e dever do Estado, devendo ser garantido por políticas sociais e econômicas. Ele frisou que o acesso à saúde é um bem vinculado à dignidade do homem, e que o direito ao mínimo existencial é um direito fundamental do cidadão, estando ligado a condições mínimas de dignidade.

Objeções de cunho administrativo não podem subsistir ante a existência de violação ao mínimo existencial. Argumentos genéricos não possuem sentido prático em face de inequívoca transgressão a direitos fundamentais. Não se trata de defender interferência judicial em políticas públicas, mas de assentar a validade da atuação judicial subsidiária em situações não alcançadas por essas políticas públicas, afirmou o relator.

Para o ministro, a judicialização, nos casos em que verificada transgressão ao mínimo existencial, é plenamente justificada, independentemente da existência de reserva orçamentária. O relator verificou que o STF, há muitos anos, vem assegurando acesso a medicamentos para os mais necessitados.

O ministro apontou dois critérios para que o Judiciário possa concretizar o direito à saúde: a imprescindibilidade do medicamento para o paciente e a incapacidade financeira para sua aquisição, do beneficiário do fármaco e de sua família, responsável solidária.

A tese apresentada pelo ministro Marco Aurélio diz que “o reconhecimento do direito individual ao fornecimento pelo Estado de medicamento de alto custo não incluído em política nacional de medicamentos ou em programa de medicamentos de dispensação em caráter excepcional, depende da comprovação da imprescindibilidade, adequação e necessidade, e da impossibilidade de substituição do fármaco e da incapacidade financeira do enfermo e dos membros da família solidária, respeitadas as disposições sobre alimentos dos artigos 1.694 a 1710 do Código Civil.”

RE 657718
No caso do RE 657718, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais negou o pedido da autora da ação, que precisava do medicamento cloridrato de cinacalcete, sem registro na Anvisa à época do ajuizamento da ação. O tribunal estadual entendeu que, apesar de o direito à saúde estar previsto nos artigos 6º e 196 da Constituição Federal, não se pode obrigar o Estado a fornecer medicamento sem registro na Anvisa, sob pena de vir a praticar autêntico descaminho. O TJ ressaltou a inexistência de direito absoluto e, tendo em vista a prevalência do interesse coletivo, bem como dos princípios do artigo 37 da CF, “a competência do administrador público para gerir de maneira proba e razoável os recursos disponíveis”.

O defensor público geral da União, falando em nome da autora da ação e do recurso dirigido ao STF, falou sobre a demora da Anvisa para concluir o registro de remédios novos (mais de 600 dias) e genéricos (mais de mil dias). Ele salientou que a saúde do doente não pode esperar, não pode se curvar aos trâmites da administração pública. Ele pediu que o STF defina tese no sentido de que a análise quanto à prescrição e custeio de remédios pelo Estado sejam feitos caso a caso, sem que possa ser negado o pedido apenas por falta de registro da agência reguladora.

Já o procurador do Estado de Minas Gerais salientou a importância do registro de medicamentos na Anvisa. Esse registro, segundo ele, não trata de mero capricho burocrático, e a demora se dá porque é preciso comprovar a segurança, a eficácia e a qualidade do fármaco. Ele disse entender que não se deve fornecer medicamento sem registro, e lembrou que sem essa chancela o gestor poderia até ser responsabilizado criminalmente. Ele revelou, ainda, que o código de ética dos médicos prevê que nenhum profissional pode oferecer medicamento não registrado nos órgãos competentes.

Consenso científico
Nesse caso, o ministro Marco Aurélio lembrou que o artigo 12 da Lei 6.360/1976 diz que nenhum medicamento pode ser industrializado, comercializado ou entregue ao consumo sem registro no Ministério da Saúde. Para o relator, juízes e tribunais não podem colocar cidadãos em risco determinando o fornecimento de medicamentos quando não haja consenso científico, revelado mediante registro no órgão competente, conforme exigido no diploma legal.

Casos concretos
O relator salientou que, nos dois recursos em julgamento, os casos concretos não estavam mais em análise, uma vez que no primeiro processo o medicamento foi incluído na lista de remédios disponíveis pelo SUS e, no outro caso, o fármaco já foi registrado pela Anvisa. Mas como os processos tiveram repercussão geral reconhecida, o ministro frisou que o interesse coletivo se sobrepunha ao individual no sentido de ver a controvérsia analisada pelo Supremo.
Leia a íntegra do voto do relator:

MB/FB

Workshop de Biotecnologia tem inscrições abertas

A segunda edição do Workshop de Biotecnologia está com inscrições abertas. Dessa vez, evento tem como tema principal os Estudos farmacocinéticos de biossimilares (bioequivalência). O workshop será apresentado pelo professor da Duke University School of Medicine, Dr. Sheen-Chung Chow no dia 14 de outubro das 8h30 às 18 horas, no Kubistchek Plaza, em Brasília.

As inscrições podem ser feitas até o dia 23 de setembro. Mas atenção, o setor regulado terá apenas 10 vagas para o evento, pois o número de participantes será limitado. Veja alguns dos assuntos que serão abordados no evento:
  • Como avaliar a imunogenocidade nos casos em que o fase III não é necessário
  • Validação de Métodos Bioanalíticos para quantificação de produtos biológicos: Métodos por qualificação LBA, LC-MS/MS e métodos híbridos.
  • População ideal a ser avaliada
  • Determinação de métodos relevantes para estudos farmacocinéticos por LC-MS/MS
  • Métodos estatísticos para comparabilidade de biomoléculas de alta variabilidade farmacocinética
É importante lembrar que o evento não terá tradução simultânea.



Agenda do Ministro de Estado, Ricardo Barros, Sexta-feira, 16 de Setembro de 2016

08h – Decolagem de Brasília (DF) para São Paulo (SP) (Uso da FAB para deslocamento)
Comitiva: Diretor de Programa do Gabinete e Chefe da Divisão de Publicidade e Promoção Institucional, Luiz Fernando Rila
Assessor chefe da Assessoria de Imprensa, Renato Strauss

13h – Reunião no jornal Folha de S. Paulo
16h50 – Decolagem de São Paulo (SP) para Curitiba (PR)

Uso de medicamentos para inibir rejeição entra em consulta pública

A atualização de protocolos clínicos é prioridade anunciada pelo Ministro da saúde. O objetivo dos Protocolos Clínicos é modernizar os tratamentos e procedimentos utilizados pelo SUS
O Ministério da Saúde abriu esta semana consulta pública para elaborar Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDTs) com foco em medicamentos que ajudam a inibir rejeições para os transplantes cardíaco e pulmonar. Ao todo, foram publicadas no Diário Oficial da União, oito consultas públicas: quatro referentes a PCDTs  e quatro de avaliações de tecnologias. Desde que assumiu a pasta, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciou como uma das prioridades a ampliação e atualização de doze Protocolos Clínicos. Dez já estão disponíveis para contribuição da sociedade civil e a expectativa é que outros dois entrem em consulta pública em outubro.
O objetivo dos Protocolos Clínicos é modernizar os tratamentos e procedimentos utilizados pelo SUS, com a incorporação de novas tecnologias, medicamentos e condutas médicas. Desta forma, é possível estabelecer critérios de diagnóstico e tratamento de cada doença, assim como as doses e medicamentos adequados para cada caso, além de monitoramento clínico voltado para médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e profissionais de saúde envolvidos no tratamento e reabilitação dos pacientes.
SUGESTÕES - Além dos medicamentos para inibição de rejeição em transplantes cardíaco e pulmonar, a população pode contribuir também com sugestões para tratamento contra hepatite B, anemia para doenças renais crônicas, doença falciforme, um tipo de aneurisma, puberdade precoce central, além de procedimentos específicos para pessoas que passaram por transplante hepático. “A participação da sociedade é importante para ajudar na qualificação dos atendimentos. O compromisso da minha gestão é dar transparência e efetividade ao que nos propomos a fazer”, afirmou o ministro, Ricardo Barros.
Todas as consultas ficarão disponíveis por 20 dias para manifestação da sociedade civil, especialistas e interessados, por meio do site http://conitec.gov.br/index.php/consultas-publicas. As sugestões serão analisadas pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC).
INCORPORAÇÃO DE TECNOLOGIAS – Qualquer nova tecnologia a ser incorporada ao SUS deve passar análise da CONITEC, que leva em conta a existência de evidências científicas de eficácia, acurácia, efetividade, segurança, além de estudos de avaliação econômica da tecnologia proposta, em comparação às demais incorporadas anteriormente, bem como na relevância e no impacto da nova incorporação ao SUS.
Por Gustavo Frasão, da Agência Saúde

Usuários de planos de saúde coletivos poderão questionar contratos na Justiça

Consumidores e beneficiários de planos de saúde coletivos, na modalidade empresarial ou por adesão, poderão ter o direito de rediscutir os contratos, os regulamentos ou as condições gerais dos serviços contratados naquilo em que violar os seus interesses. Essa possibilidade está prevista em projeto de lei (PLS 20/2016) do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), que está pronto para votação e aguarda inclusão na pauta da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).

Senador Fernando Bezerra Coelho, autor do projeto
A proposta recebeu relatório favorável do senador Eduardo Amorim (PSC-SE). Na análise, ele explicita a diferença entre os planos de saúde coletivos empresarial e por adesão. Enquanto o primeiro tipo garante assistência aos funcionários da empresa que contrata uma operadora privada de plano de saúde, o segundo envolve a contratação por entidades de classe, como conselhos, sindicatos e associações profissionais, para prestação de serviços de saúde a seus filiados e dependentes.

Legitimidade
Na justificação do PLS 20/2016, Bezerra chamou a atenção para o debate jurídico em torno da legitimidade do usuário de plano de saúde coletivo para entrar na Justiça contra a operadora que violar um direito ou interesse jurídico. Ele afirmou que, em geral, os planos de saúde costumam alegar a ilegitimidade sob o argumento de que o usuário do plano de saúde coletivo detém contrato por intermédio de uma administradora de benefícios. Por essa interpretação, disse Bezerra, “aduz-se que apenas essa administradora tem legitimidade para discutir judicialmente direito porventura violado, o que quase nunca ocorre, deixando os consumidores à mercê de cláusulas abusivas”.

Segundo o relator do projeto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já reconheceu o direito do usuário de plano de saúde coletivo de ajuizar ação contra as operadoras por desrespeito aos interesses do consumidor. “A partir da análise da natureza jurídica do contrato de plano de saúde realizada pelo STJ, entendemos prudente garantir o direito à revisão do contrato por parte do usuário do plano de saúde, seja ele consumidor ou beneficiário, titular ou dependente. Ao se garantir o direito, o exercício dele é consequência natural”, observou Amorim no relatório sobre o projeto.

Tramitação
Depois de passar pela CMA, a proposta segue para votação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde receberá decisão terminativa. Se aprovada, poderá seguir para a Câmara dos Deputados, caso não seja apresentado recurso para deliberação do texto pelo Plenário.

, Proposições legislativas
PLS 20/2016

Marcos Oliveira/Agência Senado


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

JARBAS BARBOSA, Presidente da ANVISA VISITARÁ VISITARÁ O IQUEGO amanhã (16) dentro da agenda de Goiás

 08:30 Visita
  • Atividade: Visita às áreas de produção e controle de qualidade da IQUEGO 
Local: Goiânia 
  •  10:00 
Deslocamento para Anápolis-GO
  •  12:00 
Evento
Atividade: Participar de Almoço com os empresários das Indústrias Farmacêuticas de Goiás em Anápolis 
Local: Anápolis-GO 
  •  14:30 
Visita
Atividade: Visita à planta produtora da Brainfarma 
Local: Anápolis-GO 
  •  16:00 
Deslocamento para Brasília-DF


Avanços nas pesquisas da aids e atualização da terapia antirretroviral são temas de congresso em Salvador

 Diretora Adele Benzaken vai apresentar os dados em cascata de cuidado contínuo do HIV no Brasil durante o 6º Congresso Brasileiro sobre HIV/Aids e Vírus Relacionados

“A Cascata de HIV no Brasil” é o tema da palestra que a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Adele Benzaken, ministrará na mesa redonda “Estratégia 90-90-90: onde estamos?”, no primeiro dia do 6º Congresso Brasileiro sobre HIV/Aids e Vírus Relacionados, a ser realizado entre os dias 14 e 16 de setembro no Bahia Othon Palace Hotel, em Salvador.

Paralelamente a esse evento, ocorrerá o "XI Simpósio Sobre Avanços na Patogenia e Manejo da Aids.

Segundo Adele Benzaken, o debate de que participará vai enfocar uma das maiores bandeiras do Departamento. “O DDAHV utiliza a cascata do cuidado contínuo como uma das principais ferramentas de monitoramento das políticas públicas para aids”, afirma.

Segundo o Boletim Epidemiológico HIV/Aids 2015, a cascata de cuidado contínuo mostra que, em 2014, o Brasil tem 781 mil infectados pelo HIV. Destes, 649 mil estão diagnosticados, 623 mil vinculados, 514 mil retidos, 442 mil em tratamento com medicamentos antirretrovirais (até outubro de 2015) e 356 mil com carga viral indetectável.
De acordo com a organização do congresso, na edição de 2016 serão apresentados os avanços obtidos nos estudos e pesquisas sobre aids, com ênfase nos problemas mais frequentes e na atualização da terapia antirretroviral, e haverá deliberação sobre as perspectivas acerca da doença e seus mecanismos.

Na abertura do evento, será realizado o workshop “Aids em Mulheres”, com debates sobre contracepção, gestação, osteoporose, reposição hormonal e transtornos de humor em mulheres com HIV. Dentre os conferencistas internacionais, participarão Álvaro Bastos (Dinamarca); Benjamin Young e David Watkins (Estados Unidos); Carlos Beltran (Chile).
Na programação também estão previstas dez apresentações orais de oito minutos, seguidas de dois minutos para discussão com o público, na quarta-feira, 14, e na quinta-feira, 15, e exposição de 35 pôsteres com métodos de trabalho, resultados e conclusões das atividades dos pesquisadores.

Assessoria de Comunicação
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais 
Conheça também a página do DDAHV no Facebook: 
https://www.facebook.com/DSTAidsHV


Ministério da Saúde apoia organizações que atuam no combate a Aids


No fim do mês de agosto, o Ministério da Saúde (MS) liberou mais de 5 milhões de reais para 26 projetos de 25 organizações da sociedade civil ligadas à prevenção e assistência a pessoas vivendo e convivendo com HIV/Aids. O objetivo é fortalecer ações conjuntas e ampliar medidas que contribuam para a vigilância, prevenção e o controle das infecções sexualmente transmissíveis (IST). Mas em que esse dinheiro impacta no trabalho de prevenção ao HIV no país?

As ONGs beneficiadas pelo financiamento atuam em diferentes setores, mas todos voltados para não só melhorar a qualidade de vida de quem vive com HIV/Aids, como também acabar com o preconceito e espalhar informação acerca de prevenção e tratamento de qualidade. O Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo (GTP+) em Recife (PE), por exemplo, atua com os próprios soropositivos no combate à epidemia, além de estimular o ativismo e militância em prol dos Direitos Humanos e Cidadania.

Sendo a primeira instituição coordenada por pessoas vivendo com HIV no Nordeste do Brasil, o financiamento vai ajudar a ampliar as ações na região. “Este repasse vai proporcionar o fortalecimento das ações de prevenção junto a populações de maior vulnerabilidade, formando multiplicadores entre pares e possibilitando também o fortalecimento do GTP+ na continuidade de suas ações junto a uma população com um estigma e preconceito muito forte”, explica Wladmir Reis, coordenador geral do GTP+.

Indo mais um pouco para o lado esquerdo do mapa, na região norte, a Associação das Prostitutas da Paraíba (APROS/PB) também atua no combate à epidemia de HIV/Aids, mas de uma maneira direcionada a prostitutas e caminhoneiros. O trabalho da instituição é pensado para uma comunicação fácil e acessível. “Realizamos o trabalho através de oficinas educativas, apresentações teatrais, rodas de diálogo, seminários e encontros estaduais, curso de capacitação e formação de multiplicadores. Essas ações são realizadas nos pontos de prostituição, sede da APROS e em outros pontos estratégico onde possa atingir o público”, explica Maria Luzanira, coordenadora da Associação.

Além dos trabalhos realizados atualmente, as instituições possuem uma história longa de ativismo, que começa antes mesmo de se saber mais sobre a doença e as melhores opções de tratamento. A Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA), do Rio de Janeiro, foi a segunda ONG a surgir no país em 1987. Através de nota, a ABIA considera que é importante haver conversa entre todos os setores da sociedade para que haja uma resposta à epidemia. “Vamos dar continuidade às ações que vínhamos desenvolvendo, como grupos focais, oficinas de formação no campo do HIV e AIDS e o diálogo intersetorial no campo do HIV e da AIDS no Brasil. Nosso propósito é manter vivo o debate entre a sociedade civil, governos, universidades, empresas e populações vulneráveis”.

Empoderar a população soropositiva também é importante para acabar com tabus e preconceitos a respeito da doença. Claudio Pereira, coordenador do Grupo de Incentivo à Vida (GIV), de São Paulo, explica que os soropositivos precisavam de protagonismo político. "Não é alguém que faz ou diz o que os portadores do HIV/AIDS precisam ou têm que fazer. São os próprios soropositivos que participam e tomam as decisões de suas vidas." Além disso, o recurso do Ministério da Saúde irá ajudar na publicação de mais dois números da Pesquisa de Vacinas Anti-HIV e Novas Tecnologias de Prevenção, feita de maneira colaborativa.

No mesmo eixo Rio-São Paulo, a ONG Pela Vidda, considera que muito já foi feito em relação ao modo como a Aids se manifesta no cenário nacional, e que houve melhoras na maneira como as pessoas que vivem com HIV/Aids são tratadas, mas ainda há muito o que fazer. “Os recursos recebidos potencializam as ações, principalmente no contexto da prevenção combinada, com o estimulo a adesão e retenção ao tratamento e serviços, bem como em questões de superação de vulnerabilidades da população, especialmente a população LGBT”, diz Eduardo Barbosa, coordenador do Pela Vidda São Paulo.

Com o trabalho das ONGs e o reconhecimento da importância destes trabalhos desenvolvidos em conjunto com o Ministério da Saúde, espera-se que a resposta do Brasil à epidemia continue avançando. O combate à Aids e ao HIV sempre foi uma prioridade e somente para este ano o orçamento é de R$ 1,1 bilhão.

Serviço
Saiba mais sobre as organizações:
Aline Czezacki, para o Blog da Saúde


CSSF - Realizou o Seminário : A INTEGRAÇÃO DAS AÇÕES E SERVIÇOS EM REGIÕES DE SAÚDE MEDIANTE CONTRATO ORGANIZATIVO DE AÇÃO PÚBLICA DA SAÚDE, DISCIPLINA A ASSOCIAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE E O ATENDIMENTO INTEGRAL


                            


                           CÂMARA DOS DEPUTADOS
COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA
55ª Legislatura - 2ª Sessão Legislativa Ordinária 
PAUTA DE SEMINÁRIO
DIA 13/09/2016
LOCAL: Anexo II, Plenário 07
HORÁRIO: 14h

A -
Seminário:


A INTEGRAÇÃO DAS AÇÕES E SERVIÇOS EM REGIÕES DE SAÚDE MEDIANTE CONTRATO ORGANIZATIVO DE AÇÃO PÚBLICA DA SAÚDE, DISCIPLINA A ASSOCIAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE E O ATENDIMENTO INTEGRAL

Requerimento 390/16 - do Senhor Odorico Monteiro e subscrito pelos Deputados Dulce Miranda, Marcus Pestana, Leandre, Pepe Vargas e Carmen Zanotto.

Data: 13 de setembro de 2016 (terça-feira)

13h30 - INSCRIÇÕES PRESENCIAIS

14h00 -14h30 - MESA DE ABERTURA

Apresentação do Projeto de Lei nº 1645/2015 pelo Autor Dep. Odorico Monteiro (PROS/CE) .

14h30 - 15h30 - MESA 1

Tema: A INTEGRAÇÃO DAS AÇÕES E SERVIÇOS EM REGIÕES DE SAÚDE MEDIANTE CONTRATO ORGANIZATIVO DE AÇÃO PÚBLICA DA SAÚDE, DISCIPLINA A ASSOCIAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE E O ATENDIMENTO INTEGRAL, SEGUNDO OS REPRESENTANTES:

Expositores:

IZABEL MARIA VILAS BOAS SENRA - Diretora Substituta do Departamento de Articulação Interfederativa do Ministério da Saúde - DAI/MS

MARCO ANTÔNIO TEIXEIRA - Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado do Paraná

RENÊ JOSÉ MOREIRA DOS SANTOS - Coordenador Técnico do Conselho Nacional de Secretários de Saúde-CONASS

MAURO GUIMARÃES JUNQUEIRA - Presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde - CONASEMS

15h30 Debates


16h00 - 17h00 - MESA 2

Tema: A INTEGRAÇÃO DAS AÇÕES E SERVIÇOS EM REGIÕES DE SAÚDE MEDIANTE CONTRATO ORGANIZATIVO DE AÇÃO PÚBLICA DA SAÚDE, DISCIPLINA A ASSOCIAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE E O ATENDIMENTO INTEGRAL, SEGUNDO OS REPRESENTANTES:

Expositores

MARCELO ANDRÉ BARBOSA DA ROCHA CHAVES - Secretário de Controle Externo da Saúde do Tribunal de Contas da União

DENÍLSON FERREIRA DE MAGALHÃES - Representante da Confederação Nacional dos Municípios

LENIR SANTOS - Representante do Instituto de Direito Sanitário Aplicado - IDISA

HELMO NOGUEIRA DE SOUSA - Coordenador Regional de Saúde - Limoeiro - CE

MARCO ACKERMANN - Conselheiro da Associação Paulista de Saúde Pública (APSP) 


Assista ao vídeo do evento " A INTEGRAÇÃO DAS AÇÕES E SERVIÇOS EM REGIÕES DE SAÚDE MEDIANTE CONTRATO ORGANIZATIVO DE AÇÃO PÚBLICA DA SAÚDE, DISCIPLINA A ASSOCIAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE E O ATENDIMENTO INTEGRAL Requerimento 390/16 - do Senhor Odorico Monteiro e subscrito pelos ..." de 13/09/2016, clicando no link abaixo:



Especialistas defendem classificação biopsicossocial para deficiências

O debate foi organizado por três comissões da Câmara

Em audiência pública ocorrida nesta terça-feira (13), na Câmara dos Deputados, especialistas defenderam a classificação de deficiências por avaliação biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar.
O encontro foi promovido pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Seguridade Social e Família; e de Trabalho, de Administração e Serviço Público, e debateu a metodologia utilizada para classificar a deficiência e o grau de funcionalidade à luz da Lei Brasileira de Inclusão (LBI - Lei 13.146/15).
A representante do Brasil no Comitê da Organização das Nações Unidas (ONU) de elaboração da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, Izabel Maria Loureiro Maior, afirmou que a avaliação biopsicossocial é mais justa por analisar a funcionalidade da pessoa com deficiência. “A classificação tem a finalidade de que saibamos o que estamos fazendo e para quem estamos fazendo. Não pode ser igual para aquele com uma deficiência leve e para aquele com a deficiência grave. Para isso, precisamos de um conjunto de profissionais cada vez mais ampliado”, disse Maior.
Segundo ela, a categorização analisará comunicação, mobilidade, cuidados pessoais, vida doméstica, educação, trabalho, entre outros fatores da vida do deficiente.
Jogos Paralímpicos
Maior destacou, também, que os Jogos Paralímpicos deste ano, realizados no Rio de Janeiro, mostram a realidade do deficiente. Ela disse acreditar que a mentalidade da sociedade vai mudar após a competição. “Estamos em um momento tão positivo com os Jogos Paralímpicos, está maravilhoso, uma aula de cidadania, uma competição de altíssimo nível, com recordes batidos e cada vez mais próximos de scores internacionais”.
O médico perito previdenciário e coordenador geral de Serviços Previdenciários e Assistenciais do INSS, Josierton Cruz Bezerra, sugeriu que o tempo de trabalho para aposentadoria dos deficientes seja diferente de acordo com a classificação recebida (leve, moderada ou grave). “Para deficiência leve a pessoa poderá contribuir dois anos a menos do que o restante da sociedade, já para a deficiência grave serão dez anos a menos”, defendeu Bezerra.
Em relação ao mercado de trabalho, a deputada Flávia Morais (PDT-GO), autora de um dos requerimentos para realização da audiência, destacou a importância da inclusão da pessoa com deficiência nesse espaço. “Temos que trazer deputados que têm afinidade com esse tema. A dificuldade de preenchimento das vagas para deficiente é grande, temos que colocar em prática as leis que já existem."
Acompanhamento da Câmara
A secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Rosinha da Adefal, pediu o acompanhamento da Câmara em todas as discussões do tema. “São desafios que teremos. É importante que o Parlamento acompanhe como convidado toda a discussão com o comitê. Tudo isso segue para o que a gente vem buscando: a igualdade de oportunidade”.
Outro autor do requerimento para realização da audiência, deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), afirmou que o debate desta terça foi apenas o primeiro da comissão.
“Temos que somar esforços, áreas científicas, áreas da saúde que vão ter que extrapolar sua concepção. Nós acreditamos que não é uma audiência única, essa é uma de diversas que devemos fazer daqui para frente. Temos uma deficiência muito grande em relação à formação dos profissionais para lidar com isso. A nossa discussão continuará”, declarou.

Reportagem – Clara Sasse, Edição - Sandra Crespo, Foto - Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

Calendário Agenda