Destaques

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

JOÃO PAULO TOLEDO é o novo Coordenador-Geral de Ações Estratégicas em DST, AIDS e Hepatites Virais,

PORTARIA Nº 1.678, DE 16 DE SETEMBRO DE 2016
O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso da competência que lhe foi subdelegada pela Portaria nº 1.056, de 11 de junho de 2003, da Casa Civil da Presidência da República,
resolve: Nomear
JOÃO PAULO TOLEDO para exercer o cargo de Coordenador-Geral de Ações Estratégicas em DST, AIDS e Hepatites Virais, código DAS 101.4, nº 38.0053, do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida e Hepatites Virais,
da Secretaria de Vigilância em Saúde.
RICARDO BARROS

LUIZ FERNANDO RILA, Diretor de Programa do Gabinete do Ministro é o novo responsável pela Comunicação Social do MS

PORTARIA Nº 1.669, DE 16 DE SETEMBRO DE 2016

O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições que lhe conferem os incisos I e II do parágrafo único do art. 87 da Constituição,
resolve:
Art. 1º Delegar competência ao servidor LUIZ FERNANDO RILA, Diretor de Programa, DAS 101.5, do Gabinete do Ministro, para:
I - planejar, coordenar, orientar e controlar as atividades de comunicação social no Ministério da Saúde: Imprensa, Publicidade e Promoção Institucional e Promoção de Eventos, conforme orientações do órgão responsável pela Comunicação Social da Presidência da República.
II - formular e implementar a política de comunicação do Ministério da Saúde;
III - elaborar o planejamento plano de comunicação anual do Ministério da Saúde; e
IV - prover os meios necessários para a execução da política de comunicação do Ministério da Saúde.
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 3° Cessar os efeitos da Portaria nº 1.806/GM/MS, de 11 de novembro de 2015, publicada no Diário Oficial da União nº 216, de 12 de novembro de 2015, Seção 2, página 41.
RICARDO BARROS

IndoBrazil Symposium on the Biochemistry of Kinetoplastid Parasites", em Calcutá, WANDERLEY DE SOUZA, diretor do FINEP parcipará deste e de outros compromissos na India, entre 15 e 26 de setembro

WANDERLEY DE SOUZA, Diretor da Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP, participará,como palestrante, do "IndoBrazil Symposium on the Biochemistry of Kinetoplastid Parasites", em Calcutá, de Reuniões na Embaixada do Brasil na Índia, nos Departamentos de Biotecnologia - DBT, de Ciência e Tecnologia - DST e de Pesquisa Científica e Industrial - DSIR do Ministério da Ciência e Tecnologia da Índia; visita ao Instituto Nacional de Imunologia - NII, em Nova Delhi, Índia, de 15/09/2016 a 26/09/2016, trânsito incluído.

MDIC instituí o Grupo de Trabalho de Simplificação Administrativa (GTSA)

GABINETE DO MINISTRO
PORTARIA Nº 234, DE 16 DE SETEMBRO DE 2016

Institui Grupo de Trabalho para discutir medidas de simplificação administrativa sobre matérias correlatas ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e suas entidades vinculadas e supervisionadas.

O MINISTRO DE ESTADO DA INDÚSTRIA, COMÉRCIO EXTERIOR E SERVIÇOS, no uso da atribuição que lhe confere o art. 87, parágrafo único, inciso I, da Constituição.
Resolve:

Art. 1º Fica instituído o Grupo de Trabalho de Simplificação Administrativa (GTSA), com vistas a propor alterações normativas e de procedimentos visando ao aperfeiçoamento e simplificação de normas, ações e processos internos do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e de suas entidades vinculadas e supervisionadas.

§ 1º Integram a estrutura organizacional do MDIC as seguintes entidades vinculadas:
I - Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO);
II - Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI); e
III - Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRA- MA).

§ 2º A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) é entidade supervisionada pelo MDIC.

Art. 2º O GTSA será composto por representantes titulares e suplentes das seguintes unidades:
I - Gabinete do Ministro de Estado (GM);
II - Gabinete da Secretaria Executiva do MDIC (SE);
III - Subsecretaria de Informação e Gestão Estratégica do MDIC (SIGE);
IV - Subsecretaria de Planejamento, Orçamento e Administração do MDIC (SPOA);
V - Secretaria de Comércio Exterior do MDIC (SECEX);
VI - Secretaria de Comércio e Serviços do MDIC (SCS);
VII - Secretaria de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do MDIC (SDCI);
VIII - Secretaria de Inovação e Novos Negócios do MDIC (SIN);
IX - Secretaria-Executiva do Conselho das Zonas de Processamento de Exportação do MDIC (CZPE);
X - Consultoria Jurídica do MDIC (CONJUR);
XI - Controle Interno do MDIC;
XII - Gabinete da Presidência do INMETRO;
XIII - Gabinete da Presidência do INPI;
XIV - Gabinete da Superintendência da SUFRAMA; e
XV - Gabinete da Presidência da ABDI.
Parágrafo único. A indicação dos representantes deve ser feita ao Coordenador do GTSA, por meio de memorando, ofício ou correio eletrônico, até cinco dias após a publicação desta Portaria.

Art. 3º A Coordenação do GTSA será exercida pelo Secretário-Executivo deste Ministério.

Art. 4º As reuniões do GTSA serão convocadas pelo seu Coordenador, por meio de correio eletrônico enviado aos representantes e suplentes de cada unidade, e ocorrerão com a frequência necessária para o desenvolvimento dos trabalhos.

Art. 5º O GTSA poderá consultar especialistas e representantes de entidades públicas e privadas, a fim de levantar informações e opiniões sobre os objetos de análise. Parágrafo único. A critério do Coordenador do GTSA, especialistas e representantes de entidade públicas e privadas poderão ser convidados a participar das reuniões do GTSA.

Art. 6º O GTSA terá o prazo de sessenta dias, prorrogável por mais trinta dias, para apresentar ao Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços o relatório de conclusão de seus trabalhos, contendo a proposta de adequações legais e de procedimentos técnicos de cada órgão.

Art. 7º A participação no GTSA será considerada como serviço relevante não remunerado, e as despesas dela decorrentes serão custeadas pelo órgão de origem de cada representante.

Art. 8º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

MARCOS PEREIRA

ICC-FIOCRUZ PARANÁ instalado no PARQUE TECNOLOGICO DA SAÚDE DO TECPAR recebe deferimento do CTNBio para classe de risco 2 com nível de biossegurança NB - 2

COMISSÃO TÉCNICA NACIONAL DE BIOSSEGURANÇA

EXTRATO DE PARECER TÉCNICO Nº 5.208/2016
O Presidente da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança - CTNBio, no uso de suas atribuições e de acordo com o artigo 14, inciso XIX, da Lei 11.105/05 e do Art. 5º, inciso XIX do Decreto 5.591/05, torna público que na 195ª Reunião Ordinária da CTNBio, realizada em 01 de setembro de 2016, a CTNBio apreciou e emitiu parecer técnico para o seguinte Processo nº: 01200.004960/2009-00
Requerente: Instituto Carlos Chagas (ICC) - Fiocruz Paraná, Endereço: Rua Prof. Algacyr Munhoz Mader, 3775; Curitiba - PR
CQB: 313/10
Próton: 38967/16
Assunto: Solicitação de parecer técnico para execução de projeto de pesquisa com organismo geneticamente modificado da classe de risco 2 em instalações com nível de biossegurança NB-2.
Extrato Prévio nº 5236/16 publicado em 20/07/16;
Decisão: Deferido

EXTRATO DE PARECER TÉCNICO Nº 5.209/2016
CTNBio apreciou e emitiu parecer técnico para o seguinte Processo nº: 01200.004960/2009-00
Requerente: Instituto Carlos Chagas (ICC) - Fiocruz Paraná, Endereço: Rua Prof. Algacyr Munhoz Mader, 3775; Curitiba - PR
CQB: 313/10
Próton: 38966/16
Assunto: Solicitação de parecer técnico para execução de projeto de pesquisa com organismo geneticamente modificado da classe de risco 2 em instalações com nível de biossegurança NB-2.
Extrato Prévio nº 5236/16 publicado em 20/07/16;
Decisão: Deferido

EXTRATO DE PARECER TÉCNICO Nº 5.210/2016
CTNBio apreciou e emitiu parecer técnico para o seguinte Processo nº: 01200.004960/2009-00
Requerente: Instituto Carlos Chagas (ICC) - Fiocruz Paraná, Endereço: Rua Prof. Algacyr Munhoz Mader, 3775; Curitiba - PR
CQB: 313/10
Próton: 38968/16
Assunto: Solicitação de parecer técnico para execução de projeto de pesquisa com organismo geneticamente modificado da classe de risco 2 em instalações com nível de biossegurança NB-2.
Extrato Prévio nº 5236/16 publicado em 20/07/16;
Decisão: Deferido

EXTRATO DE PARECER TÉCNICO Nº 5.211/2016
CTNBio apreciou e emitiu parecer técnico para o seguinte Processo nº: 01200.004960/2009-00
Requerente: Instituto Carlos Chagas (ICC) - Fiocruz Paraná, Endereço: Rua Prof. Algacyr Munhoz Mader, 3775; Curitiba - PR
CQB: 313/10
Próton: 38971/16
Assunto: Solicitação de parecer técnico para execução de projeto de pesquisa com organismo geneticamente modificado da classe de risco 2 em instalações com nível de biossegurança NB-2.
Extrato Prévio nº 5236/16 publicado em 20/07/16;
Decisão: Deferido

EXTRATO DE PARECER TÉCNICO Nº 5.212/2016
CTNBio apreciou e emitiu parecer técnico para o seguinte Processo nº: 01200.004960/2009-00
Requerente: Instituto Carlos Chagas (ICC) - Fiocruz Paraná, Endereço: Rua Prof. Algacyr Munhoz Mader, 3775; Curitiba - PR
CQB: 313/10
Próton: 38974/16
Assunto: Solicitação de parecer técnico para execução de projeto de pesquisa com organismo geneticamente modificado da classe de risco 2 em instalações com nível de biossegurança NB-2.
Extrato Prévio nº 5236/16 publicado em 20/07/16;
Decisão: Deferido

EXTRATO DE PARECER TÉCNICO Nº 5.213/2016
a CTNBio apreciou e emitiu parecer técnico para o seguinte Processo nº: 01200.004960/2009-00
Requerente: Instituto Carlos Chagas (ICC) - Fiocruz Paraná,  Endereço: Rua Prof. Algacyr Munhoz Mader, 3775; Curitiba - - PR
CQB: 313/10
Próton: 38984/16
Assunto: Solicitação de parecer técnico para execução de projeto de pesquisa com organismo geneticamente modificado da classe de risco 2 em instalações com nível de biossegurança NB-2.
Extrato Prévio nº 5236/16 publicado em 20/07/16;
Decisão: Deferido

A íntegra deste Parecer Técnico consta do processo arquivado na CTNBio. Informações complementares ou solicitações de maiores informações sobre o processo acima listado deverão ser encaminhadas por escrito à Secretaria Executiva da CTNBio.


EDIVALDO DOMINGUES VELINI

MS/MDIC/MCTI/BNDES/ANVISA/FINEP - SE/SVS/SAS/SCTIE constituição da CTA - Comissão Técnica de Avaliação para análise e avaliação de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP)

SECRETARIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INSUMOS ESTRATÉGICOS
PORTARIA No - 29, DE 16 DE SETEMBRO DE 2016

O SECRETÁRIO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INSUMOS ESTRATÉGICOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, no uso das atribuições que lhe confere o art. 53, do Anexo ao Decreto n.º 7.797, de 30 de agosto de 2012, e considerando o disposto no art. 17 da Portaria GM/MS n.º 2.531, de 12 de novembro de 2014, que redefine as diretrizes e os critérios para a definição da lista de produtos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS) e o estabelecimento das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) e disciplina os respectivos processos de submissão, instrução, decisão, transferência e absorção de tecnologia, aquisição de produtos estratégicos para o SUS no âmbito das PDP e o respectivo monitoramento e avaliação,
resolve:

Art. 1º Alterar a Portaria n.º 28, de 18 de junho de 2015, publicada no Diário Oficial da União n.º 115, Seção 2, página 42, a Portaria nº 41, de 03 de setembro de 2015, publicada no Diário Oficial da União n.º 171, Seção 2, página 44, a Portaria nº 69, de 30 de novembro de 2015, publicada no Diário Oficial da União nº 203, seção 2, pagina 44 e Portaria nº 17, de 11 de maio de 2016, publicada no Diário Oficial da União nº 90, seção 2, página 69 no que se refere à constituição da Comissão Técnica de Avaliação para análise e avaliação de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que passa a vigorar com a seguinte redação:

Art. 2º A Comissão Técnica de Avaliação (CTA) terá a seguinte composição:
I - Wallace Mateus Prata (titular) e Marta da Cunha Lobo Souto Maior (suplente) - Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE) do Ministério da Saúde;
II - Genivano Pinto de Araújo (titular) e Mariana Carvalho Pinheiro (suplente) - Secretaria Executiva (SE), do Ministério da Saúde;
III - Sérgio Andrade Nishioka (titular) e Ivo Brito (suplente) - Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde;
IV - Carlos Alberto Mattos (titular) e Maria Inez Pordeus Gadelha (suplente) - Secretaria de Atenção à Saúde (SAS), do Ministério da Saúde;
V - Bruno de Carvalho Duarte (titular) e Daniele Beche (suplente) - Ministério do Desenvolvimento, Industria e Comercio Exterior (MDIC);
VI - Thiago de Mello Moraes (titular) e Carolina Rezende Melo da Silva (suplente) - Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI);
VII - Claudio Figueiredo Coelho Leal (titular) e João Paulo Pieroni (suplente) - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES);
VIII - Patrícia Ferrari Andreotti (titular) e Leandro Pereira Rodrigues (suplente) - Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA);
IX - Igor Ferreira Bueno (titular) e Victor Hugo Gomes Odorcyk (suplente) - FINEP - Inovação e Pesquisa.

Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

MARCO ANTONIO DE ARAUJO FIREMAN

Zika pode lesar o cérebro de bebês mesmo no fim, não apenas no primeiro trimestre da gestação

Um estudo brasileiro publicado na revista Clinical Infectious Diseases revelou que a infecção de gestantes pelo vírus Zika pode representar um risco para o desenvolvimento neurológico dos bebês mesmo quando ocorre poucos dias antes do nascimento.

Resultados de estudo da Rede Zika foram divulgados também no 'American Journal of Transplantation', grupo descreveu manifestações da doença em pacientes transplantados
“Predominava, até então, o paradigma de que a infecção seria preocupante somente se ocorresse no primeiro trimestre da gestação. No entanto, observamos danos cerebrais em quatro crianças cujas mães foram infectadas faltando entre duas e uma semana para o parto”, afirmou Maurício Lacerda Nogueira, professor da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) e integrante da Rede de Pesquisa sobre Zika Vírus em São Paulo (Rede Zika).

Um grupo de 55 mulheres com diagnóstico confirmado de Zika durante a gestação – por meio de testes moleculares do tipo PCR em tempo real – tem sido acompanhado no Hospital de Base de São José do Rio Preto, interior de São Paulo. À medida que os bebês estão nascendo, também estão sendo submetidos a exames detalhados.

Em quatro das crianças expostas ao patógeno no último trimestre de desenvolvimento, exames de imagem revelaram a presença de lesões no sistema nervoso central características de infecções congênitas por vírus. Além disso, no momento do nascimento, foi possível detectar o Zika ainda ativo na urina e no sangue dos bebês – o que confirma ter havido transmissão vertical (da mãe para o feto) do vírus. Dois desses casos foram relatados no artigo.

“Esses bebês nasceram com peso e altura normal, não tinham microcefalia ou qualquer outro sintoma da doença. As lesões teriam passado despercebidas pelos profissionais de saúde se as mães não fizessem parte de um grupo de estudo”, comentou Nogueira.
Segundo o pesquisador, o tipo de lesão observada – como, por exemplo, a vasculopatia lentículo-estriada (estrias ou manchas visíveis por meio de ultrassom) – não está associado a manifestações graves em outras situações previamente estudadas. Porém, as implicações no desenvolvimento neurocognitivo dessas crianças infectadas pelo Zika ainda são desconhecidas.

“Agora, pretendemos acompanhar o desenvolvimento dos bebês durante alguns anos e observar se haverá algum prejuízo. Essa descoberta revela mais um espectro da doença e a torna ainda mais complexa. Não existem apenas os casos dramáticos de microcefalia, mas também outras manifestações menos graves, que precisam ainda ser melhor compreendidas”, disse Nogueira.

Zika em transplantados
Em outro artigo publicado por pesquisadores da Famerp no American Journal of Transplantation, foram descritas – pela primeira vez no mundo – as manifestações do vírus Zika em pacientes submetidos previamente a transplante de órgãos. O estudo também foi coordenado por Nogueira no âmbito da Rede Zika.

Como explicou o pesquisador, esses pacientes fazem uso contínuo de drogas imunossupressoras para evitar que o tecido doado seja rejeitado pelo organismo. Isso torna qualquer quadro infeccioso mais delicado e aumenta o risco de complicações.

“Como São José do Rio Preto é um dos maiores centros transplantadores do interior, e também um grande foco de dengue, temos feito há alguns anos o acompanhamento detalhado dos receptores de órgãos que manifestam sintomas de doença febril. Quando emergiu a epidemia de Zika, passamos a investigar quais desses casos suspeitos de dengue eram, na verdade, infecções por Zika”, contou.

Em dois pacientes que receberam transplantes renal e outros dois submetidos a transplante hepático, o diagnóstico de Zika foi confirmado por testes moleculares feitos no Hospital de Base. Todos tiveram de ser internados e apresentaram quadros que se prolongaram em decorrência de complicações como infecção bacteriana. A boa notícia é que todos sobreviveram.

“Esses quatro pacientes transplantados não apresentaram um quadro característico esperado para Zika: manchas vermelhas na pele, coceira e conjuntivite. Na verdade, as manifestações clínicas eram difíceis de serem distinguidas daquelas observadas em pessoas com dengue. Apresentaram redução no nível das plaquetas, por exemplo”, contou Nogueira.

Segundo o pesquisador, não houve manifestações mais graves, como a síndrome de Guillain-Barré. “Mas à medida que os casos forem aumentando, esses fenômenos devem ficar mais fáceis de serem detectados”, disse.

O artigo Fetal infection by Zika virus in the third trimester – report of 2 cases (doi: 10.1093/cid/ciw613) pode ser lido em cid.oxfordjournals.org/content/early/2016/09/02/cid.ciw613.abstract
Já o estudo Zika Virus Infection and Solid Organ Transplantation: A New Challenge (doi: 10.1111/ajt.14047) pode ser lido em onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/ajt.14047/epdf
Os dados também serão apresentados por Nogueira no 27º Congresso Brasileiro de Virologia, que ocorre entre os dias 18 e 21 de setembro na cidade de Pirenópolis (GO). 

Karina Toledo  |  Agência FAPESP , imagem: FreeImage.com/Ozgur Sezer



IMPLANTE MAMÁRIO NAGOR, registro MSn° 80295010002 e n° 801983390013, em nome da Empresa IMPORT MEDIC IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA é proibido pela ANVISA em todo território nacional

RESOLUÇÃO-RE Nº 2.537, DE 16 DE SETEMBRO DE 2016

O Diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso das atribuições que lhe conferem o art. 151, V e VI, e o art. 54, I, § 1º do Regimento Interno aprovado nos termos do Anexo I da Resolução da Diretoria Colegiada - RDC n° 61, de 3 de fevereiro de 2016, e a Resolução da Diretoria Colegiada - RDC nº 99, de 02 de agosto de 2016;
considerando os arts. 50, 67, I, da Lei nº 6.360, de 23 de setembro de 1976;
considerando o art. 7º, XV, da Lei nº 9.782 de 26 de janeiro de 1999;
considerando o comunicado do Instituto Falcão Bauer, Organismo de Certificação de Produto - OCP, que havia suspendido a autorização para Uso do Selo de Identidade da Conformidade, para o produto IMPLANTE MAMÁRIO TEXTURIZADO NAGOR PREENCHIDO COM GEL registro MS n° 801983390013, em nome da Empresa IMPORT MEDIC IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA, onde esse OCP constatou irregularidades na produção do produto;
Considerado o cancelamento do registro pela Anvisa publicado em 15/08/2016, publicado em DOU n.º 156/2016 e RE 2.169 de 11 de agosto de 2016,
RESOLVE:.

Art. 1º Proibir em todo o território nacional, a importação, distribuição e comercialização do produto IMPLANTE MAMÁRIO TEXTURIZADO NAGOR PREENCHIDO COM GEL registro MS n° 80295010002, registro MS n° 801983390013, em nome da Empresa IMPORT MEDIC IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA, por ausência de selo de conformidade e do registro na Anvisa.

Art. 2º Determinar que a empresa promova o recolhimento do estoque existente no mercado, relativo ao produto descrito no art. 1º.

Art. 3º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

JOSÉ CARLOS MAGALHÃES DA SILVA MOUTINH

NOTA DO MINISTRO RICARDO BARROS SOBRE A MATÉRIA DE LAURO JARDIM EM O GLOBO

"Não delego interlocução. Em reunião com as três entidades representativas de laboratórios disse: 'vocês sabem tudo que compramos, de quem e por quanto. Tudo está no Diário Oficial da União. Quem puder vender por menos que se apresente.' Economizar R$ 1 bilhão contraria interesses. Destes, quase R$ 900 milhões foram economizados em medicamentos. Conto com a Polícia Federal, Procuradoria Geral da República e do procurador geral da República, Rodrigo Janot, para também nos ajudar a eliminar conluios na judicialização da saúde e nas compras de órteses e próteses. Seguiremos na busca de  eficiência e da economia.")

A matéria:
Conversas estranhas no Ministério da Saúde​
POR LAURO JARDIM
18/09/2016 06:00
Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil
Ricardo Barros interpretou um elogio que recebeu de Temer numa cerimônia do Palácio do Planalto na semana passada como um sinal de que permanecerá à frente do Ministério da Saúde.

Não é bem assim. Informações que chegaram aonde importa no Palácio do Planalto podem minar de vez a chance de Barros continuar no cargo.

Os relatos dão conta de que representantes de empresas que vendem medicamentos para o ministério estão sendo constrangidos em conversas heterodoxas.

Em alguns casos, o ministro indica que os pleitos devem ser levados para deputados  do PP — em uma das ocasiões, já sugeriu que se procurasse o companheiro de partido Aguinaldo Ribeiro, aliás, investigado por Rodrigo Janot na Lava-Jato. 

Diz o executivo de um laboratório: — Chego a ter saudade dos ministros da Saúde dos tempos do PT.

O Globo


Agenda Ministro da Saúde , Segunda-feira, 19 de Setembro de 2016

Agenda Ministro de Estado, Ricardo Barros


14h – Decolagem de Curitiba (PR) para São Paulo (SP) (Uso da FAB para deslocamento)

16h – Reunião no jornal Valor Econômico
18h30 – Decolagem de São Paulo (SP) para Brasília (DF) (Uso da FAB para deslocamento)
Comitiva: Assessor chefe da Assessoria de Imprensa, Renato Strauss

Associações de pacientes apresentam sugestões sobre regulação

Diversos movimentos e associações que representam os interesses de pacientes e seus familiares participaram, nesta quarta-feira (14/09), de uma reunião com a diretoria da Anvisa sobre as prioridades de ações regulatórias para o próximo biênio.

No encontro, que pode ser definido com pioneiro, os participantes foram recebidos pelo diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, que, na sala de reuniões da Diretoria Colegiada da Agência, em Brasília, ouviu durante duas horas as principais propostas e sugestões dessas organizações.

“É a primeira vez que a Anvisa recebe, de maneira conjunta, todas as associações de pacientes que têm relacionamento com a Agência”, destacou Jarbas Barbosa.  "É importante reuni-los e receber deles, conjuntamente, as sugestões sobre como melhorar o funcionamento da Anvisa em temas que são críticos para eles, como, por exemplo, ampliar a realização de ensaios clínicos ou o acesso mais rápido a medicamentos para doenças raras ou novos oncológicos, entre outros temas”.

O encontro contou com representantes de pessoas acometidas por diferentes tipos de agravos, como a doença falciforme, síndromes neurológicas pediátricas graves, mucopolissacaridose, porfiria e até a menos conhecida paramiloidose.

“Acredito que, com as sugestões das associações, nós completamos esse processo de ausculta aos vários setores com os quais a Anvisa se relaciona, de maneira que nossa agenda regulatória olhe e tenha a perspectiva importante que é a dos pacientes, que, em última análise, são os maiores e principais objetos da nossa atividade regulatória”, ressaltou o diretor-presidente.

Confira as impressões de alguns dos convidados para o encontro com a Anvisa:

Marco Antônio Nogueira – Associação Brasileira de Paramiloidose
“Poucos órgãos têm o hábito de fazer este convite para que as associações possam apresentar suas demandas. Acredito que as instituições e governos deveriam ver as associações de pacientes como aliados no tratamento destas doenças”.

Virginia Carvalho – Pesquisadora da UFRJ
“No caso do canabidiol, um dos desafios é ter acesso à substância com dosagens e padrões farmacológicos. A burocracia em torno disso tem que ser resolvida, mas acho que o problema foi compreendido pela Anvisa. Consegui passar a mensagem de que temos que enfrentar o desafio burocrático”.

Leandro Ramires - AMA-ME Associação Brasileira de Pacientes de Cannabis Medicinal
“Atualmente, a autorização da Anvisa para a importação de canabidiol já é tranquila, mas muitas famílias ainda enfrentam a dificuldade com o custo deste produto. É a primeira vez que podemos sentar e pedir para a Anvisa uma posição sobre formas de acesso ao canabidiol produzido no país”.

Regina Próspero - Instituto Vidas Raras
“Reuniões como essa são de muito valor, porque congregam as associações em demandas que geralmente são as mesmas, mas que não temos como compartilhar. O pessoal da Oncoguia fez uma declaração que é exatamente aquilo que nossa associação faria sobre as necessidades de regulamentação e análise dos produtos com maior rapidez. Em casos de doenças raras, precisamos que tudo seja muito rápido e diminuir a demora de todos os entraves, inclusive de pesquisas. No geral, a reunião foi de extrema relevância, principalmente para as associações que não conseguem chegar com tanta facilidade aos gestores”.

José Daniel Fontes - Associação dos Pacientes de Mucopolissacarídeos da Paraíba
“Foi um encontro de grande importância. Quando participamos de um espaço como esse, deixamos a nossa contribuição e levamos a contribuição de muitos. A Anvisa está de parabéns em tomar essa iniciativa. E sem dúvida nenhuma foi um evento muito esclarecedor, que tirou muitas dúvidas nossas. E que com certeza vai contribuir também para o trabalho da própria Anvisa”.

Solange Nascimento - Associação de Celíacos do Paraná
“Foi uma excelente iniciativa. A Anvisa está dando uma oportunidade para que nós, da sociedade civil, possamos participar da agenda regulatória e sugerir. É assim que funcionam as parcerias”.

ANVISA


Oportunidades e desafios da indústria nacional na seara da Propriedade Intelectual no âmbito das negociações entre Mercosul e União Europeu

Marcos Vinicius de Souza participa na CNI de debate que busca mapear as oportunidades e desafios da indústria nacional na seara da Propriedade Intelectual no âmbito das negociações entre Mercosul e União Europeia

O secretário de Inovação e Novos Negócios do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Vinicius de Souza, participa nesta sexta-feira de evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo, que discute o papel da Propriedade Industrial (PI) nas negociações comerciais entre Mercosul e União Europeia.

O secretário ressalta que com a recente retomada das negociações entre os dois blocos, o tema  é um ponto de extremamente estratégico e também um desafio para o Brasil. “A União Europeia já negociou e está negociando outros acordos comerciais, e portanto, já compreende a importância e os impactos que dispositivos de Propriedade Industrial geram para a economia. O Brasil, por outro lado, não tem essa experiência ainda, mas estamos empenhados em mapear subsídios que auxiliem o governo a buscar os melhores cenários para as negociações”, explicou.

Além do evento de hoje, o MDIC atua em várias frentes ligadas à  Propriedade Industrial. Há um estudo para mapeamento das tendências em negociações de PI; consultoria sobre margem negociadora e mapeamento de grupos de interesse no Brasil; coleta; análise de dados e entrevistas individualizadas com setor privado e modernização do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Marcos Vinicius ressalta que é indispensável a participação do setor privado através das contribuições e manifestações para o governo sobre seus interesses e sensibilidades em propriedade intelectual. “Empresários, industriais, pesquisadores, universidades, todo o setor produtivo e todos aqueles que de alguma forma trabalham por mais pesquisa, desenvolvimento e inovação no Brasil devem buscar avaliar não apenas as estratégias atuais de inovação e PI, mas também nos investimentos feitos hoje e que no futuro vão gerar esse ativo importante que é a propriedade intelectual”, encerrou.

MDIC


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