"Não delego interlocução.
Em reunião com as três entidades representativas de laboratórios disse: 'vocês
sabem tudo que compramos, de quem e por quanto. Tudo está no Diário Oficial da
União. Quem puder vender por menos que se apresente.' Economizar R$ 1
bilhão contraria interesses. Destes, quase R$ 900 milhões foram economizados em
medicamentos. Conto com a Polícia Federal, Procuradoria Geral da República
e do procurador geral da República, Rodrigo Janot, para também nos ajudar a
eliminar conluios na judicialização da saúde e nas compras de órteses e
próteses. Seguiremos na busca de eficiência e da economia.")
A matéria:
Conversas estranhas no
Ministério da Saúde
POR LAURO JARDIM
18/09/2016 06:00
Fabio Rodrigues Pozzebom |
Agência Brasil
Ricardo Barros interpretou
um elogio que recebeu de Temer numa cerimônia do Palácio do Planalto na semana
passada como um sinal de que permanecerá à frente do Ministério da Saúde.
Não é bem assim. Informações
que chegaram aonde importa no Palácio do Planalto podem minar de vez a chance
de Barros continuar no cargo.
Os relatos dão conta de que
representantes de empresas que vendem medicamentos para o ministério estão
sendo constrangidos em conversas heterodoxas.
Em alguns casos, o ministro
indica que os pleitos devem ser levados para deputados do PP — em uma das
ocasiões, já sugeriu que se procurasse o companheiro de partido Aguinaldo
Ribeiro, aliás, investigado por Rodrigo Janot na Lava-Jato.
Diz o executivo de um
laboratório: — Chego a ter saudade dos ministros da Saúde dos tempos do PT.
O Globo


0 comentários:
Postar um comentário