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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Ministério da Saúde destina R$ 38,1 milhões para atenção domiciliar

Os recursos federais são para a habilitação de Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar e Equipes Multiprofissionais de Apoio, em 53 municípios de 16 estados

A atenção domiciliar ganha um reforço do Ministério da Saúde com repasse de R$ 38,1 milhões a 53 municípios brasileiros, que terão aumento do limite financeiro para investimento anual com média e alta complexidade. Os recursos são incorporados ao Limite Financeiro de Média e Alta Complexidade, Teto MAC, vinculado às gestões municipais, contemplando 16 estados brasileiros e destinados à habilitação de Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar (EMAD) e Equipes Multiprofissionais de Apoio (EMAP) em unidades de saúde que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Cada cidade terá o repasse mensal feito pelo Fundo Nacional de Saúde ao Fundo Municipal, para a implantação do Serviço de Atenção Domiciliar, cujas equipes são fundamentais no cuidado do paciente domiciliado. Os recursos estão estabelecidos de acordo com as Portarias publicadas no Diário Oficial da União, de Nº 3.016 (de 27 de dezembro de 2016) e a de Nº 15 (4 de janeiro de 2017).

A Atenção Domiciliar tem como objetivos a redução da demanda por atendimento hospitalar e/ou redução do período de permanência de usuários internados, a humanização da atenção, a desinstitucionalização e a ampliação da autonomia dos usuários. Trata-se de um dos componentes da Rede de Atenção às Urgências e será estruturada de forma articulada e integrada aos outros componentes e à Rede de Atenção à Saúde.

O Teto MAC é a principal rubrica de custeio do Ministério da Saúde é o responsável pelo pagamento de procedimentos como consultas, exames, internações e cirurgias. Os recursos incorporados ao Teto MAC dos estados e municípios contemplados nas portarias, passam a ser repassados de forma regular e automática, mensalmente, para os gestores locais, que ficam responsáveis pelos atendimentos à população usuária do SUS. “Com esses recursos, os municípios poderão fortalecer os atendimentos na saúde pública e reforçar o enfoque da humanização no SUS”, frisou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

As EMADs prestam atendimento especializado para pacientes domiciliados e são compostas por profissionais médicos, enfermeiros, técnicos e/ou auxiliares de enfermagem e fisioterapeuta e/ou assistente social. As EMADs recebem o suporte das EMAPs que, por sua vez, podem ser compostas por no mínimo 90h semanais de profissionais das seguintes categorias: nutricionista, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, odontólogo, psicólogo, farmacêutico, fonoaudiólogo e assistente social.
UF
MUNICÍPIO
GESTÃO
VALOR ANUAL A SER INCORPORADO
BA
GOVERNADOR MANGABEIRA
MUNICIPAL
R$ 672.000,00
BA
MACAÚBAS
MUNICIPAL
R$ 672.000,00
BA
PARAMIRIM
MUNICIPAL
R$ 672.000,00
BA
SENHOR DO BONFIM
MUNICIPAL
R$ 672.000,00
BA
VERA CRUZ
MUNICIPAL
R$ 672.000,00
BA
VITÓRIA DA CONQUISTA
ESTADUAL
R$ 600.000,00
CE
ACARAÚ
MUNICIPAL
R$ 672.000,00
CE
ARACATI
MUNICIPAL
R$ 672.000,00
CE
BATURITÉ
MUNICIPAL
R$ 408.000,00
CE
PACAXÚS
MUNICIPAL
R$ 672.000,00
GO
ALEXÂNIA
MUNICIPAL
R$ 480.000,00
GO
GOIÂNIA
MUNICIPAL
R$ 600.000,00
GO
TRINDADE
MUNICIPAL
R$ 672.000,00
MG
ITABIRA
MUNICIPAL
R$ 672.000,00
MG
JUIZ DE FORA
MUNICIPAL
R$ 1.272.000,00
MG
PIRAPORA
MUNICIPAL
R$ 672.000,00
MG
RIBEIRÃO DAS NEVES
MUNICIPAL
R$ 600.000,00
MG
SALINAS
MUNICIPAL
R$ 672.000,00
MS
AQUIDAUANA
MUNICIPAL
R$ 672.000,00
MT
PONTES E LACERDA
MUNICIPAL
R$ 600.000,00
PA
ALTAMIRA
MUNICIPAL
R$ 672.000,00
PA
BELÉM
MUNICIPAL
R$ 600.000,00
PA
BENEVIDES
MUNICIPAL
R$ 672.000,00
PB
AREIA
MUNICIPAL
R$ 480.000,00
PB
CAAPORÃ
MUNICIPAL
R$ 480.000,00
PB
CAJAZEIRAS
MUNICIPAL
R$ 672.000,00
PB
PEDRAS DE FOGO
MUNICIPAL
R$ 480.000,00
PB
PIANCÓ
MUNICIPAL
R$ 480.000,00
PB
SOUSA
MUNICIPAL
R$ 672.000,00
PE
BELO JARDIM
MUNICIPAL
R$ 672.000,00
PE
BOM CONSELHO
MUNICIPAL
R$ 672.000,00
PI
CRISTINO CASTRO
MUNICIPAL
R$ 480.000,00
PR
ARAUCÁRIAS
MUNICIPAL
R$ 600.000,00
PR
CHOPINZINHO
MUNICIPAL
R$ 480.000,00
PR
LONDRINA
MUNICIPAL
R$ 600.000,00
RJ
PETRÓPOLIS
MUNICIPAL
R$ 1.872.000,00
RJ
SÃO GONÇALO
MUNICIPAL
R$ 672.000,00
RN
MOSSORÓ
MUNICIPAL
R$ 1.872.000,00
RS
ESTÂNCIA VELHA
MUNICIPAL
R$ 672.000,00
RS
PORTO ALEGRE
MUNICIPAL
R$ 1.344.000,00
SE
SÃO LEOPOLDO
MUNICIPAL
R$ 672.000,00
SP
SIMÃO DIAS
MUNICIPAL
R$ 600.000,00
SP
CABREÚVA
MUNICIPAL
R$ 672.000,00
SP
CAMPO LARGO PAULISTA
MUNICIPAL
R$ 672.000,00
SP
FERRAZ DE VASCONCELOS
MUNICIPAL
R$ 600.000,00
SP
GUARUJÁ
MUNICIPAL
R$ 600.000,00
SP
ITUVERAVA
MUNICIPAL
R$ 672.000,00
SP
LEME
MUNICIPAL
R$ 672.000,00
SP
ORINDIÚVA
MUNICIPAL
R$ 408.000,00
SP
OSASCO
MUNICIPAL
R$ 672.000,00
SP
SÃO PAULO
MUNICIPAL
R$ 600.000,00
SP
SÃO PAULO
MUNICIPAL
R$ 1.872.000,00
SP
SOCORRO
MUNICIPAL
R$ 480.000,00
SP
TATUÍ
MUNICIPAL
R$ 672.000,00

Por Cristiane Ventura - Agência Saúde


Ministério da Saúde atualiza casos suspeitos de febre amarela em Minas Gerais

O Ministério da Saúde informa que continua apoiando o estado de Minas Gerais e municípios na investigação de casos suspeitos de Febre Amarela silvestre (FA). Duas equipes da pasta estão atuando presencialmente nas localidades com relato de casos e estabelecendo medidas de controle. Nesta quinta-feira (12), a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) atualizou os dados da doença. Até o momento, existem 20 casos prováveis de febre amarela silvestre, sendo 10 óbitos prováveis. No total, são 110 casos suspeitos notificados e 30 mortes suspeitas da doença em 21 municípios.


Os municípios com ocorrência de casos suspeitos de febre amarela (Ladainha, Malacacheta, Frei Gaspar, Caratinga, Piedade de Caratinga, Imbé de Minas, Entre Folhas, Ubaporanga, Ipanema, Inhapim, São Domingos das Dores, São Sebastião do Maranhão, Itambacuri, Poté, Setubinha, Água Boa, São Pedro do Suaçuí, Durande, Simonésia, Teófilo Otoni e Ipatinga) já fazem parte da área de recomendação para vacinação, assim como todo o estado de Minas Gerais.

O vírus da febre amarela se mantém naturalmente em um ciclo silvestre de transmissão, que envolve primatas não humanos (hospedeiros animais) e mosquitos silvestres. O Ministério da Saúde realiza a vigilância de epizootias desde 1999 com objetivo de verificar e antecipar a ocorrência da doença.

Assim é possível fazer a intervenção oportuna para evitar casos humanos, por meio da vacinação das pessoas e também evitar a urbanização da doença por meio do controle de vetores nas cidades. O macaco, principal hospedeiro e vítima da febre amarela, funciona como sentinela, indicando que o vírus está circulando em determinada região.

VACINAÇÃO – A imunização contra a febre amarela continua sendo a indicação principal. A vacinação imediata contra febre amarela nos municípios do estado de Minas Gerais deve ser, preferencialmente, a pessoas que vivem em áreas rurais dos municípios com casos suspeitos e a pessoas que nunca se imunizaram contra a doença. É importante destacar que todos os estados estão abastecidos com a vacina e o país tem estoque suficiente para atender toda a população nas situações recomendadas. Nesta semana, o Ministério da Saúde enviou 735 mil vacinas ao estado, totalizando mais de 1 milhão de doses ao estoque de Minas Gerais.

A Organização Mundial da Saúde considera que apenas uma dose da vacina já é suficiente para a proteção por toda a vida. No entanto, como medida adicional de proteção, o Ministério da Saúde definiu a manutenção do esquema de duas doses da vacina Febre Amarela no Calendário Nacional, sendo uma dose aos noves meses de idade e um reforço aos quatro anos.

Para intensificar as ações de vacinação, o estado de Minas Gerais, em conjunto com os municípios, está fazendo busca ativa nas localidades onde foram registrados casos suspeitos da doença na zona rural dos municípios. Postos de saúde móveis serão montados nas regiões onde estão ocorrendo os casos suspeitos de febre amarela, além da ampliação do horário de funcionamento das unidades.

A recomendação de vacinação para o restante do país continua a mesma: toda pessoa que reside em Áreas com Recomendação da Vacina contra febre amarela e pessoas que vão viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata dentro dessas áreas, deve se imunizar. A vacina contra a febre amarela é ofertada no Calendário Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e é enviada, mensalmente, para todo o país. Os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro estão fora da área de recomendação para a vacina.

Orientações para a vacinação contra febre amarela para residentes em área com recomendação da vacina ou viajantes para essa área.

Indicação
Esquema
Crianças de 6 meses a 9 meses de idade incompletos
A vacina está indicada somente em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem inadiável para área de risco de contrair a doença.
Crianças de 9 meses até 4 anos 11 meses e 29 dias de idade
Administrar 1dose aos 9  meses de idade e 1  dose de reforço aos 4 anos de idade, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.
Pessoas a partir de 5 anos de idade,  que receberam uma dose da vacina antes de completar 5 anos de idade
Administrar uma única dose de reforço, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.
Pessoas a partir de 5 anos de idade, que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação
Administrar a primeira dose da vacina e, 10 anos depois, 1 dose de reforço.
Pessoas a partir dos 5 anos de idade que receberam 2 doses da vacina
Considerar vacinado. Não administrar nenhuma dose.
Pessoas com 60 anos e mais, que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação
 O médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação, levando em conta o risco da doença e o risco de eventos adversos nessa faixa etária ou decorrentes de comorbidades.
Gestantes, independentemente do estado vacinal
A vacinação está contraindicada. Na impossibilidade de adiar a vacinação, como em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco de contrair a doença, o médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação.
Mulheres que estejam amamentando crianças com até 6 meses de idade, independentemente do estado vacinal
A vacinação não está indicada, devendo ser adiada até a criança completar 6 meses de idade. Na impossibilidade de adiar a vacinação, como em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco de contrair a doença, o médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação. Em caso de mulheres que estejam amamentando e receberam a vacina, o aleitamento materno deve ser suspenso preferencialmente por 28 dias após a vacinação (com um mínimo de 15 dias). 

Viagens internacionais: seguir as recomendações do Regulamento Sanitário Internacional (RSI). 
Viagens para áreas com recomendação de vacina no Brasil: vacinar, pelo menos 10 dias antes da viagem, no caso de primeira vacinação. O prazo de 10 dias não se aplica no caso de revacinação.



OncoRede: ANS seleciona projetos para qualificar atenção ao câncer

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) selecionou os projetos que farão parte do OncoRede, iniciativa que propõe a construção de um novo modelo de organização e cuidado aos pacientes com câncer. A reguladora recebeu 42 propostas de adesão de operadoras de planos de saúde e prestadores de serviços - hospitais, clínicas e laboratórios. Em fevereiro, essas instituições começarão a desenvolver os projetos, com acompanhamento e monitoria da ANS. Os resultados serão mensurados, e os modelos que se mostrarem viáveis poderão ser replicados para o conjunto do setor suplementar de saúde, de forma a estimular mudanças sustentáveis.


O OncoRede estabelece um conjunto de ações integradas para qualificar o cuidado oncológico. As medidas visam estimular a adoção de boas práticas na atenção ambulatorial e hospitalar e promover melhorias nos indicadores de qualidade da atenção ao câncer, além de possibilitar um diagnóstico mais preciso da assistência. Entre as medidas previstas estão a centralização do cuidado no paciente, a adoção de laudo integrado de exames, a introdução do assistente do cuidado, responsável por conduzir o paciente ao longo do percurso assistencial e a busca ativa no momento do envio do resultado de exames.

“O grande número de adesões e a qualidade dos projetos apresentados demonstra a urgência e a necessidade de implementação de experiências baseadas em modelos mais integrativos de cuidado na atenção oncológica”, avalia a diretora de Desenvolvimento Setorial da ANS, Martha Oliveira. “A fragmentação da trajetória de cuidado do paciente em diferentes prestadores de serviços de saúde que não se comunicam, a falta de continuidade do fluxo do paciente na rede assistencial e a ausência de coordenação do cuidado prestado nos diferentes níveis de complexidade da rede são problemas que afetam diretamente a efetividade da atenção aos pacientes com câncer no Brasil. O projeto OncoRede visa reorganizar a assistência e corrigir essas falhas, facilitado o tratamento e melhorando os resultados”, explica a diretora.

Pilares do novo modelo de atenção
·         Centralização do cuidado no paciente, invertendo a lógica do sistema hoje centrado no volume de utilização de tecnologias;
·         Informação correta, completa e em linguagem acessível para os pacientes e registro de saúde que facilite a continuidade do cuidado, possibilitando o compartilhamento da informação por todos os profissionais que realizam o cuidado e com o próprio paciente;
·         Screening e diagnóstico precoce, porém pautados pela qualidade e em protocolos efetivos;
·         Laudo integrado de exames para um melhor direcionamento no momento do diagnóstico que facilite e torne mais efetivo o tratamento;
·         Busca ativa no momento do envio do resultado de exames e garantia de que o resultado dos exames críticos chegue ao paciente e a seu médico solicitante;
·         Estabelecimento de times multiprofissionais e de grupos de decisão para a melhor definição de linhas de cuidado e uniformização de decisões;
·         Articulação da rede de estabelecimentos que irão, em algum momento, cuidar do paciente, tanto do ponto de vista de organização dos encaminhamentos quanto das informações e da continuidade da linha de cuidado;
·         Assistente do cuidado, responsável por conduzir o paciente ao longo de todo o percurso assistencial, facilitando e monitorando todos os possíveis pontos de dificuldade;
·         Monitoramento dos resultados através de indicadores que possam demonstrar não só o desempenho do cuidado, mas também retratem possíveis melhorias no caminho assistencial;
·         Indução e estabelecimentos de estruturas de cuidado paliativo e tratamento de suporte, além do debate sobre morte e humanização no fim de vida;
·         Modelos diferenciados de remuneração que possam dar suporte à nova lógica de cuidado;
·         Capacitação e treinamento de profissionais da área da saúde;
·         Debate sobre o Registro de Tumor na Saúde suplementar, visando um melhor planejamento e monitoramento das políticas nessa área.


Fonte: ANS


FUTURAS CIENTISTAS, que conta com 15 participantes, CETENE inicia as atividades da terceira edição do PROGRAMA

Programa da entidade vinculada ao MCTIC amplia espaço das mulheres nas carreiras ligadas à área de ciência e tecnologia, além de fomentar o interesse de jovens em atividades de iniciação científica nos laboratórios de biotecnologia, nanotecnologia e microeletrônica da unidade. "Tão importante quanto aumentar o número de mulheres nas áreas de ciência e tecnologia é abrir o senso crítico das alunas e professoras para outras áreas", destaca a coordenadora da iniciativa, Giovanna Machado.

O Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), iniciou neste mês a terceira edição do programa Futuras Cientistas. Foram escolhidas três professoras e 12 estudantes do ensino médio de escolas públicas, que trabalharão durante janeiro nos projetos de pesquisa dos laboratórios de biotecnologia, nanotecnologia e microeletrônica da entidade.

O objetivo do Futuras Cientistas é despertar o interesse das mulheres para a ciência e abrir caminhos nas carreiras tecnológicas. A pesquisadora Giovanna Machado, coordenadora da iniciativa, explica que o programa tem crescido e ganhado destaque. Nesta edição, as alunas e professoras vão participar de workshops com estudantes do Massachusetts Institute of Technology (MIT), que vieram ao Brasil.

"Tão importante quanto aumentar o número de mulheres nas áreas de ciência e tecnologia é abrir o senso crítico das alunas e professoras para outras áreas. Mostrar que diferenças de gênero existem, mas a dificuldade de acesso existe por falta de conhecimento", destaca.

O Futuras Cientistas é realizado em parceria com a Secretaria de Educação e a Secretaria da Mulher de Pernambuco e o Consulado Geral dos Estados Unidos no Recife. As atividades nos projetos de pesquisa terminam no dia  27 de janeiro.

Fonte: MCTIC, Crédito: Fapeg


Finep assina empréstimo junto ao BID para financiar pesquisas nos próximos cinco anos

Montante total é da ordem de US$ 1,5 bilhão, dos quais US$ 310 milhões serão executados ainda este ano. Valor é próximo ao aprovado para o FNDCT neste ano. Esta foi a primeira vez que a FINEP captou recursos no exterior.

Montante servirá para financiar atividades de pesquisa e desenvolvimento no país. Primeiros setores contemplados serão o químico, o mineral e de biocombustíveis.

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) vai receber US$ 1,5 bilhão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O montante captado via empréstimo será distribuído à agência vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) nos próximos cinco anos. Esta é a primeira vez que a Finep capta recursos no exterior.

"O acordo entre a Finep e o BID sinaliza novos rumos no relacionamento financeiro do país com o exterior. O Brasil se reinsere nos fluxos de crédito e financiamentos internacionais com a assinatura. É uma clara demonstração de como o governo pretende potencializar todos os instrumentos disponíveis para alavancar seu crescimento econômico, além de um claro sinal de confiança internacional", afirmou o presidente da Finep, Marcos Cintra.

Parte do valor, US$ 310 milhões, será executada ainda este ano. Segundos dados fornecidos pela Financiadora, este recurso, em reais, é praticamente o mesmo que o total aprovado para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para 2017: R$ 1,3 bilhão.

"Quitamos dívidas de 2009 a 2015. Com o empréstimo, agora dá para respirar. Tivemos um aumento do orçamento e estamos aumentando a captação", destacou o diretor Financeiro da Finep, Ronaldo Camargo.

Dentro os programas que serão apoiados com os recursos oriundos do empréstimo junto ao BID estão o Plano de Desenvolvimento e Inovação da Indústria Química (Padiq) e o Plano de Desenvolvimento, Sustentabilidade e Inovação do Setor de Mineração e Transformação Mineral (Inova Mineral). Um programa voltado ao setor de biocombustíveis avançados, em fase de estruturação pela Finep, também terá acesso a esses recursos.

O BID ainda será coinvestidor em empresas inovadoras em estágio inicial e vai auxiliar, com recursos não reembolsáveis e apoio técnico especializado, no fortalecimento institucional da Financiadora e no desenvolvimento e aplicação de metodologias e processos para o monitoramento de resultados.

Como foi
A negociação entre as partes duraram cerca de dois meses e meio. Em dezembro último, foi definido o formato da operação em reunião na sede do MCTIC, em Brasília (DF), e apresentado à Comissão de Financiamento Externos (Cofiex) – órgão do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão –, que liberou a captação de recursos do exterior.

Pelo acordo, caso as diferentes parcelas do total de US$ 1,5 bilhão sejam executadas antes dos períodos pré-estabelecidos, a Cofiex pode autorizar a Finep a adiantar a aplicação do restante dos recursos previstos para os anos subsequentes. O Banco Central e o Ministério da Fazenda são os avalistas da transação.

Fonte: MCTIC, Crédito: Ascom do MCTIC


Perguntas e respostas sobre a Febre Amarela

O Ministério da Saúde recomenda que as pessoas que residem ou viajam para regiões silvestres, rurais ou de mata dos municípios que compõem a Área com Recomendação de Vacinação, se vacinem contra a febre amarela. A vacina é ofertada no Calendário Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e é enviada, mensalmente, para todo o país.

Na imagem, é possível entender melhor como funciona o ciclo de transmissão do vírus da Febre Amarela:

O que é a febre amarela?
É uma doença infecciosa febril aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitido por artrópodes), que pode levar à morte em cerca de uma semana, se não for tratada rapidamente.

Os casos de Febre Amarela (FA) no Brasil são classificados como febre amarela silvestre ou febre amarela urbana, sendo que o vírus transmitido é o mesmo, assim como a doença que se manifesta nos dois casos, a diferença entre elas é o mosquito vetor envolvido na transmissão.

Na FA silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus e os macacos são os principais hospedeiros; nessa situação, os casos humanos ocorrem quando uma pessoa não vacinada adentra uma área silvestre e é picada por mosquito contaminado. Na FA urbana o vírus é transmitido pelos mosquitos Aedes aegyptii ao homem, mas esta não é registrada no Brasil desde 1942.

Qualquer pessoa está em risco de contrair febre amarela silvestre?
Sim. Qualquer pessoa sem ter sido vacinada que viva ou visite áreas onde há transmissão da doença, pode ter Febre Amarela, independentemente da idade ou sexo.  

A febre amarela é contagiosa?
A doença não é contagiosa, ou seja, não há transmissão de pessoa a pessoa. É transmitida somente pela picada de mosquitos infectados com o vírus da febre amarela.

Quais os sintomas da Febre Amarela?
Os sintomas iniciais incluem febre de início súbito calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20-50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer.

Vale chamar atenção para um detalhe: A Febre Amarela pode levar à morte em cerca de uma semana, se não for tratada rapidamente.

Como se manifesta a Febre Amarela?
O período em que o vírus irá se manifestar no homem varia de 3 a 6 dias, após a picada do mosquito infectado, podendo se estender até 15 dias. A maioria das pessoas apresenta melhora após os sintomas iniciais, no entanto cerca de 15% apresentam apenas um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença.

Esse homem doente pode servir como fonte de infecção para outros mosquitos transmissores durante no máximo 7 dias (entre 24 a 48 horas antes do aparecimento dos sintomas até 3 a 5 dias após).  

Nos casos que evoluem para a cura, a infecção confere imunidade duradoura. Isso quer dizer que você só pode ter febre amarela uma vez na vida.

O que você deve fazer se apresentar os sintomas?
Depois de identificar alguns dos sintomas, procure um médico na unidade de saúde mais próxima e informe sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas e se você observou mortandade de macacos próximo aos lugares que você visitou.  Informe, ainda, se você tomou a vacina contra a febre amarela, e a data.

Como a febre amarela é tratada?
Não há nenhum tratamento específico contra a doença. O médico deve tratar os sintomas, como as dores no corpo e cabeça, com analgésicos e antitérmicos. Salicilatos devem ser evitados (AAS e Aspirina), já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. O médico deve estar alerta para quaisquer indicações de um agravamento do quadro clínico.

Importante: Somente um médico é capaz de diagnosticar e tratar corretamente a doença.

Como a doença pode ser evitada?
A única forma de evitar a Febre Amarela é através da vacinação. A vacina está disponível gratuitamente durante todo o ano, nas 36 mil salas de vacinação, distribuídas no País Confira as indicações:

- Crianças de 6 meses a 9 meses de idade incompletos: A  vacina só está indicada em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem inadiável para área de risco de contrair a doença.

Crianças de 9 meses até antes de completar 5 anos (4 anos 11 meses e 29 dias de idade):  Nessa idade, a vacina está disponível para todas as crianças brasileiras. A primeira dose deve ser administrada aos 9  meses e o reforço,  aos 4 anos de idade. Se a criança não foi vacinada aos 9 meses exatos, deve tomar a vacina e o reforço, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.

- Pessoas que receberam uma dose única da vacina antes de completar 5 anos de idade: Devem tomar o reforço, ainda que sejam adultos, com intervalo mínimo de 30 dias.

Pessoas a partir de 5 anos de idade, que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação: Devem tomar a primeira dose da vacina e, 10 anos depois, o reforço.

- Pessoas a partir dos 5 anos de idade que receberam 2 doses da vacina: Não precisam tomar nenhuma dose. Já estão vacinados.

- Pessoas com 60 anos e mais, que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação: O médico será responsável avaliar o benefício e o risco da vacinação, levando em conta o risco da doença e o risco de eventos adversos nessa faixa etária.

- Gestantes, independentemente do estado vacinal:  A vacinação não é indicada! Na impossibilidade de adiar a vacinação, como em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco de contrair a doença, o médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação.

- Mulheres que estejam amamentando crianças com até 6 meses de idade, independentemente do estado vacinal: A vacinação não está indicada, devendo ser adiada até a criança completar 6 meses de idade. Na impossibilidade de adiar a vacinação, como em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco de contrair a doença, o médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação. Em caso de mulheres que estejam amamentando e receberam a vacina inadvertidamente, o aleitamento materno deve ser suspenso preferencialmente por 28 dias após a vacinação (com um mínimo de 15 dias).

- Viajantes

Viagens internacionais: seguir as recomendações do Regulamento Sanitário Internacional (RSI).

Viagens para áreas com recomendação de vacina no Brasil: vacinar, pelo menos 10 dias antes da viagem, no caso de primeira vacinação. O prazo de 10 dias não se aplica no caso de revacinação.

Que lugares são classificados como áreas de risco?

Locais que têm matas e rios onde o vírus e seus hospedeiros e vetores ocorrem naturalmente são identificadas como áreas de risco. No Brasil, no entanto, a vacinação é recomendada para as pessoas a partir de 9 meses de idade (ver “Orientações para vacinação”) que residem ou se deslocam para os municípios que compõem a Área Com Recomendação de Vacina, conforme o mapa abaixo.
Fonte: SVS/MS

Para mais informações sobre a Febre Amarela, consulte a página do Ministério da Saúde.

Gabi Kopko, para o Blog da Saúde


Parceria Brasil/França oferece bolsas em IST, HIV/Aids e Hepatites Virais

O Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV) abriu nesta segunda-feira, 9, um edital de seleção para bolsas de estágios de curta duração, na França, no âmbito do Programa de Cooperação Técnica Brasil-França. O programa é fruto de um acordo bilateral que se insere no âmbito da política externa brasileira, visando à qualificação e ao aprimoramento das políticas públicas de IST, HIV, aids e hepatites virais no Brasil e na França.

Ao todo, cinco vagas em infecções sexualmente transmissíveis (IST), HIV/aids e hepatites virais serão oferecidas nas áreas temáticas prevenção combinada e direitos humanos; epidemiologia; tratamento e assistência; economia da saúde; e laboratório.

Para participar da seleção, o candidato deverá ser servidor da administração pública direta ou indireta, ou ligado a instituições governamentais ou não governamentais que atuam no combate às epidemias de IST, aids e hepatites virais, exceto funcionário do DIAHV; ter idade mínima de 18 anos; fluência no idioma francês; haver concluído o ensino superior; e cumprir as determinações do edital.

O prazo para os candidatos enviarem a documentação requerida na primeira etapa do processo seletivo se encerra no dia 10 de fevereiro, e a divulgação do resultado final ocorrerá em 24 de fevereiro. Os estágios serão realizados entre os meses de maio e dezembro de 2017.

O Ministério das Relações Exteriores da França, por meio da Embaixada da França no Brasil, irá conceder ao estagiário bolsa de estudos no valor de €1.704 (um mil, setecentos e quatro euros) por mês, para cobrir despesas com hospedagem, transporte local e alimentação. Por sua vez, o Ministério da Saúde, por meio do DIAHV, cobrirá as despesas com passagens aéreas, em classe econômica, desde a cidade de origem no Brasil até o destino na França, e retorno.

Mais informações acesse aqui.

Assessoria de Comunicação
Departamento das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais


FAB a importância da parceria com a Saúde, três órgãos; Coração, 2 Fígados, já foram transportados em 12 dias deste ano

Cinco primeiros dias do ano, a Força Aérea Brasileira (FAB) transportou três órgãos para transplantes. Em 1º de janeiro, um coração foi levado de Blumenau (SC) para um paciente em Curitiba (PR).

Já no dia seguinte, uma aeronave transportou um fígado de Porto Seguro (BA) para o Rio de Janeiro (RJ). Na quarta-feira (4), mais um fígado também conduzido pela Força, dessa vez de Maceió (AL) até Fortaleza (CE).

O decreto nº 8.783, assinado pelo presidente da República em junho de 2016, determina que uma aeronave esteja sempre à disposição na capital federal para essas missões. A Força Aérea também utiliza outros aviões lotados pelo País, a depender do trajeto.

No ano passado, a FAB transportou 190 órgãos em 130 missões, um total de aproximadamente 550 horas de voo.

Nos últimos dias do ano, dois casos chamaram atenção. Na noite de Natal, um fígado e um rim foram de Goiânia (GO) para Guarulhos (SP). “Vamos dar um presente de Natal a quem precisa”, ressaltou o major Wanderson Marcos de Freitas na ocasião.

Em 27 de dezembro, foi a vez de um menino de 7 anos receber um novo coração. O órgão saiu de Natal (RN) para Brasília (DF).

Acionamento
Quando a Central Nacional de Transplantes (CNT) é informada por uma central estadual sobre órgãos e tecidos em condições clínicas para o transplante, a entidade aciona as companhias aéreas para verificar a disponibilidade logística.

Se houver voo compatível, os aviões comerciais recebem o órgão e levam ao destino. Quando não há, a Central contata a FAB, que desloca um ou mais aviões para a captação e alocação do órgão.

Os pedidos chegam à Força Aérea por meio de uma estrutura montada em Brasília, onde avalia-se qual esquadrão deve ser acionado. Então, é ativada uma cadeia de eventos até a decolagem da aeronave.

É preciso checar as condições de pouso no aeroporto de destino, acionar a tripulação e avisar ao controle de tráfego aéreo que se trata de um transporte de órgãos – tanto no plano de voo, quanto na fonia – pois isso confere prioridade ao avião para procedimentos de pouso e decolagem.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Força Aérea Brasileira



quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

GECIS 12ª. REUNIÃO, SCTIE/DECIIS disponibiliza apresentação e lista de presenças

12ª Reunião

Acesse os documentos através dos links, abaixo:


Ministro da Saúde se reúne com prefeitos em Mossoró (RN) e anuncia liberação de recursos

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, cumpre, nesta quinta-feira (12), agenda no município de Mossoró (RN). As 12h, ele participa de evento no Teatro Dix com prefeitos de cidades do Rio Grande do Norte onde anunciará liberação de recursos de emendas parlamentares e também recursos para custear serviços que estavam em funcionamento sem a contrapartida federal. Antes, Ricardo Barros visita as instalações da UPA Belo Horizonte, do Hospital Regional Tarcísio Maia, do Centro Especializado de Reabilitação. O ministro também participa de evento com governador do estado, Robinson Mesquita, na 2ª Regional de Saúde – URSAP.

Quinta-feira 12 de janeiro
Horário: 08h00
Visita à UPA Belo Horizonte 
Local: Rua Jean Menescal, 419 – Lagoa do Mato
Horário: 09h
Visita às instalações do Hospital Regional Tarcísio Maia 
Local: Antônio Vieira Sá, Rua Projetada, s/n - Aeroporto
Horário: 10h15
Visita às instalações do Centro Especializado de Reabilitação - CER 
Local: Rua Francisco Pascoal – Santo Antônio
Horário: 11h30
Visita à 2ª Regional de Saúde – URSAP
Local: Rua Doutor João Marcelino, 145 – Nova Betânia
Horário: 12h
Reunião com prefeitos do estado
LocalTeatro Dix-Huit Rosado - Av. Rio Branco, s/n - Centro
Assessor em viagem 
Camila Rabelo - (61) 99211.2946
Assessor de imprensa do Ministério da Saúde
(61) 3315-3580/3533


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