Cinco primeiros dias do ano, a
Força Aérea Brasileira (FAB) transportou três órgãos para transplantes. Em 1º
de janeiro, um coração foi levado de Blumenau (SC) para um paciente em Curitiba
(PR).
Já no dia seguinte, uma
aeronave transportou um fígado de Porto Seguro (BA) para o Rio de Janeiro (RJ).
Na quarta-feira (4), mais um fígado também conduzido pela Força, dessa vez de
Maceió (AL) até Fortaleza (CE).
O decreto nº 8.783, assinado
pelo presidente da República em junho de 2016, determina que uma aeronave
esteja sempre à disposição na capital federal para essas missões. A Força Aérea
também utiliza outros aviões lotados pelo País, a depender do trajeto.
No ano passado, a FAB
transportou 190 órgãos em 130 missões, um total de aproximadamente 550 horas de
voo.
Nos últimos dias do ano, dois
casos chamaram atenção. Na noite de Natal, um fígado e um rim foram de Goiânia
(GO) para Guarulhos (SP). “Vamos dar um presente de Natal a quem precisa”,
ressaltou o major Wanderson Marcos de Freitas na ocasião.
Em 27 de dezembro, foi a vez
de um menino de 7 anos receber um novo coração. O órgão saiu de Natal (RN) para
Brasília (DF).
Acionamento
Quando a Central Nacional de
Transplantes (CNT) é informada por uma central estadual sobre órgãos e tecidos
em condições clínicas para o transplante, a entidade aciona as companhias
aéreas para verificar a disponibilidade logística.
Se houver voo compatível, os
aviões comerciais recebem o órgão e levam ao destino. Quando não há, a Central
contata a FAB, que desloca um ou mais aviões para a captação e alocação do
órgão.
Os pedidos chegam à Força
Aérea por meio de uma estrutura montada em Brasília, onde avalia-se qual
esquadrão deve ser acionado. Então, é ativada uma cadeia de eventos até a
decolagem da aeronave.
É preciso checar as condições
de pouso no aeroporto de destino, acionar a tripulação e avisar ao controle de
tráfego aéreo que se trata de um transporte de órgãos – tanto no plano de voo,
quanto na fonia – pois isso confere prioridade ao avião para procedimentos de
pouso e decolagem.
Fonte: Portal Brasil, com
informações da Força Aérea Brasileira


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