O Ministério da Saúde
recomenda que as pessoas que residem ou viajam para regiões silvestres, rurais
ou de mata dos municípios que compõem a Área com Recomendação de Vacinação, se
vacinem contra a febre amarela. A vacina é ofertada no Calendário Nacional do
Sistema Único de Saúde (SUS) e é enviada, mensalmente, para todo o país.
Na imagem, é possível entender
melhor como funciona o ciclo de transmissão do vírus da Febre Amarela:
O que é a febre amarela?
É uma doença infecciosa febril
aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitido por artrópodes), que pode
levar à morte em cerca de uma semana, se não for tratada rapidamente.
Os casos de Febre Amarela (FA)
no Brasil são classificados como febre amarela silvestre ou febre amarela
urbana, sendo que o vírus transmitido é o mesmo, assim como a doença que se
manifesta nos dois casos, a diferença entre elas é o mosquito vetor envolvido
na transmissão.
Na FA silvestre, os mosquitos
dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus e os macacos são os
principais hospedeiros; nessa situação, os casos humanos ocorrem quando uma
pessoa não vacinada adentra uma área silvestre e é picada por mosquito
contaminado. Na FA urbana o vírus é transmitido pelos mosquitos Aedes aegyptii
ao homem, mas esta não é registrada no Brasil desde 1942.
Qualquer pessoa está em risco
de contrair febre amarela silvestre?
Sim. Qualquer pessoa sem ter
sido vacinada que viva ou visite áreas onde há transmissão da doença, pode ter
Febre Amarela, independentemente da idade ou sexo.
A febre amarela é contagiosa?
A doença não é contagiosa, ou
seja, não há transmissão de pessoa a pessoa. É transmitida somente pela picada
de mosquitos infectados com o vírus da febre amarela.
Quais os sintomas da Febre
Amarela?
Os sintomas iniciais incluem
febre de início súbito calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no
corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa
pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco
dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos
órgãos. Cerca de 20-50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer.
Vale chamar atenção para um
detalhe: A Febre Amarela pode levar à morte em cerca de uma semana, se não for
tratada rapidamente.
Como se manifesta a Febre
Amarela?
O período em que o vírus irá
se manifestar no homem varia de 3 a 6 dias, após a picada do mosquito
infectado, podendo se estender até 15 dias. A maioria das pessoas apresenta
melhora após os sintomas iniciais, no entanto cerca de 15% apresentam apenas um
breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma
mais grave da doença.
Esse homem doente pode servir
como fonte de infecção para outros mosquitos transmissores durante no máximo 7
dias (entre 24 a 48 horas antes do aparecimento dos sintomas até 3 a 5 dias
após).
Nos casos que evoluem para a
cura, a infecção confere imunidade duradoura. Isso quer dizer que você só pode
ter febre amarela uma vez na vida.
O que você deve fazer se
apresentar os sintomas?
Depois de identificar alguns
dos sintomas, procure um médico na unidade de saúde mais próxima e informe
sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos
sintomas e se você observou mortandade de macacos próximo aos lugares que você
visitou. Informe, ainda, se você tomou a vacina contra a febre amarela, e
a data.
Como a febre amarela é
tratada?
Não há nenhum tratamento
específico contra a doença. O médico deve tratar os sintomas, como as dores no
corpo e cabeça, com analgésicos e antitérmicos. Salicilatos devem ser evitados
(AAS e Aspirina), já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações
hemorrágicas. O médico deve estar alerta para quaisquer indicações de um
agravamento do quadro clínico.
Importante: Somente um médico
é capaz de diagnosticar e tratar corretamente a doença.
Como a doença pode ser
evitada?
A única forma de evitar a
Febre Amarela é através da vacinação. A vacina está disponível gratuitamente
durante todo o ano, nas 36 mil salas de vacinação, distribuídas no País Confira
as indicações:
- Crianças de 6 meses a 9 meses de idade incompletos: A vacina só está indicada em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem inadiável para área de risco de contrair a doença.
- Crianças de 6 meses a 9 meses de idade incompletos: A vacina só está indicada em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem inadiável para área de risco de contrair a doença.
- Crianças de 9 meses
até antes de completar 5 anos (4 anos 11 meses e 29 dias de idade):
Nessa idade, a vacina está disponível para todas as crianças brasileiras. A
primeira dose deve ser administrada aos 9 meses e o reforço, aos 4
anos de idade. Se a criança não foi vacinada aos 9 meses exatos, deve tomar a
vacina e o reforço, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.
- Pessoas que receberam uma
dose única da vacina antes de completar 5 anos de idade: Devem tomar o
reforço, ainda que sejam adultos, com intervalo mínimo de 30 dias.
- Pessoas a partir de 5 anos de idade, que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação: Devem tomar a primeira dose da vacina e, 10 anos depois, o reforço.
- Pessoas a partir dos 5 anos
de idade que receberam 2 doses da vacina: Não precisam
tomar nenhuma dose. Já estão vacinados.
- Pessoas com 60 anos e mais,
que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação: O
médico será responsável avaliar o benefício e o risco da vacinação, levando em
conta o risco da doença e o risco de eventos adversos nessa faixa etária.
- Gestantes, independentemente
do estado vacinal: A vacinação não é indicada! Na
impossibilidade de adiar a vacinação, como em situações de emergência
epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco de
contrair a doença, o médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação.
- Mulheres que estejam amamentando crianças com até 6 meses de idade, independentemente do estado vacinal: A vacinação não está indicada, devendo ser adiada até a criança completar 6 meses de idade. Na impossibilidade de adiar a vacinação, como em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco de contrair a doença, o médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação. Em caso de mulheres que estejam amamentando e receberam a vacina inadvertidamente, o aleitamento materno deve ser suspenso preferencialmente por 28 dias após a vacinação (com um mínimo de 15 dias).
- Viajantes
Viagens internacionais: seguir as recomendações do Regulamento Sanitário Internacional (RSI).
Viagens para áreas com recomendação de vacina no Brasil: vacinar, pelo menos 10 dias antes da viagem, no caso de primeira vacinação. O prazo de 10 dias não se aplica no caso de revacinação.
Que lugares são classificados como áreas de risco?
Fonte: SVS/MS
Para mais informações sobre a Febre Amarela, consulte a
página do Ministério da Saúde.
Gabi Kopko, para o Blog da
Saúde



0 comentários:
Postar um comentário