Destaques

sábado, 28 de janeiro de 2017

"I Workshop sobre Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP)", na sede da Marinha, dia 08 de fevereiro, no RIO DE JANEIRO

O Laboratório Farmacêutico da Marinha (LFM) promoverá, no dia 08 de fevereiro, o “I Workshop sobre Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP)”.

O Diretor do DECIIS – Departamento do Complexo Industrial e inovação, Rodrigo Gomes Marques Silvestre, Flávio de Oliveira Gonçalves e Thiago Rodrigues Santos membros da Equipe da SCTIE/MS, participarão do evento que será realizado no Rio de Janeiro, na sede do LFM e contará, também, com a participação do Diretor Comercial, Djalma Dantas, e da coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento, Aíla Karla Mota Santana do LAFEPE  

Confira a programação completa do workshop:

09h00 às 09h20 – Cerimônia de recepção de autoridades
09h20 às 10h10 – Palestra 1: “Aspectos positivos e negativos da política de PDP”, com Dr. Rodrigo Gomes Marques Silvestre (MS)
10h10 às 10h20 – Debate
10h20 às 10h50 – Coffee Break
10h50 às 11h40 – Palestra 2: “Indicadores dos processos”, com Dr. Flávio de Oliveira Gonçalves (MS) e Sr. Thiago Rodrigues Santos (MS)
11h40 às 11h50 – Debate
12h00 às 13h30 – Almoço
13h30 às 14h20 – Palestra 3: “Visão jurídica das PDPs” (palestrante a confirmar)
14h20 às 14h30 – Debate
14h30 às 15h00 – Coffee Break
15h00 às 15h50 – Palestra 4: “Visão da PDP pelo laboratório oficial”, com Aíla Karla Mota Santana * (PE)
15h50 às 16h00 – Debate
16h00 – Encerramento

Outras informações no site do LFM: https://www.mar.mil.br/lfm/.

(*) Aíla Karla Mota Santana vai ministrar palestra sobre a “Visão da PDP pelo laboratório oficial”. Ela é farmacêutica industrial formada pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB); é mestre em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com MBA em Gestão Industrial Farmacêutica pelo IPOG; doutoranda em Ciências Farmacêuticas da UFPE; e tutora de Farmácia da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS).

Com informações da ALFOB e da Marinha


Pré-Eclâmpsia - Vitamina B3 pode ser primeiro tratamento seguro

Nicotinamida

Pesquisadores japoneses descobriram que a vitamina B3 (nicotinamida) pode ajudar a tratar mulheres grávidas que sofrem de pré-eclâmpsia, prevenindo derrames e, em alguns casos, até mesmo estimulando o crescimento do feto.

A pré-eclâmpsia é uma doença grave caracterizada por pressão arterial elevada, danos nos vasos sanguíneos, altos níveis de proteína na urina e retenção de líquidos. Em alguns casos, também se acredita que a pré-eclâmpsia restrinja o crescimento do bebê.

Infelizmente, os medicamentos que diminuem a pressão arterial não melhoram os danos nos vasos sanguíneos. Na verdade, eles reduzem o fornecimento de sangue para os bebês, podendo levar à morte fetal.

Até agora, o único tratamento para mulheres grávidas afetadas pela pré-eclâmpsia é o parto do bebê.

Vitamina B3 contra pré-eclâmpsia

Agora, pesquisadores da Universidade Tohoku descobriram que a nicotinamida - também conhecida como vitamina B3 - alivia a pré-eclâmpsia. Os primeiros resultados, obtidos em animais de laboratório, mostram que a nicotinamida até mesmo melhora o crescimento fetal nas mães com pré-eclâmpsia.

"Nós tínhamos mostrado anteriormente que a endotelina, um forte hormônio que causa o estreitamento dos vasos [sanguíneos], piora a pré-eclâmpsia. Mas inibir o hormônio é prejudicial para os bebês.

"Em contraste, a nicotinamida é geralmente segura para mães e bebês, corrige o efeito de estreitamento dos vasos sanguíneos da endotelina e reduz o estresse para os bebês. Nós avaliamos os efeitos da nicotinamida usando dois modelos de pré-eclâmpsia causados por diferentes mecanismos," contou o professor Nobuyuki Takahashi.

Testes em humanos

A equipe afirma que a nicotinamida torna-se assim a primeira droga segura que reduz a pressão arterial, reduz a proteína da urina e alivia os danos dos vasos sanguíneos nos casos de pré-eclâmpsia.

Em muitos casos, a nicotinamida também preveniu o aborto espontâneo, prolongou o período de gravidez e melhorou o crescimento dos fetos.

O próximo passo é estudar se o tratamento funciona da mesma forma em seres humanos, o que tornaria a nicotinamida uma maneira segura para tratar a pré-eclâmpsia e prevenir a restrição de crescimento fetal associada à doença.

Os resultados foram publicados na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Redação do Diário da Saúde, Foto: Universidade Tohoku/Divulgação


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Chikungunya, Zika e Dengue somam quase 800 mortes

Pelo menos 794 pessoas morreram no Brasil em decorrência das três doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti: dengue, zika e chikungunya.

Dengue

A maior parte das mortes, 629, foi provocada pela dengue. Os dados são do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, registrados até 24 de dezembro de 2016.

Ao todo, foram notificados 1.496.282 casos prováveis de dengue no país, totalizando uma incidência 731 casos a cada 100 mil habitantes. Já em 2015, foram 1.677.013 casos prováveis. Segundo o boletim, mais 629 óbitos estão sendo investigados para serem confirmados ou descartados quanto ao vírus.

Chikungunya

Em 2016, até a metade de dezembro, foram registrados 265.554 casos prováveis de febre chikungunya no país, com uma taxa de incidência de 129,9 casos para cada 100 mil habitantes.

O número é cerca de seis vezes maior do que o de 2015, quando foram notificados 38.499 casos prováveis da doença. Ao todo, foram registrados no ano passado 159 óbitos pela doença, enquanto em 2015 foram 14.

Inicialmente vista quase como benigna, agora a chikungunya já está sendo considerada mais grave que a dengue e zika.

Zika

Em 2016, até o meio de dezembro, foram registrados 214.193 casos prováveis de febre pelo vírus zika no país (taxa de incidência de 104,8 casos/100 mil habitantes).

Ao todo, foram confirmados laboratorialmente seis mortes por zika. Em relação às gestantes, foram registrados 16.923 casos prováveis, sendo 10.820 confirmados por critério clínico-epidemiológico ou laboratorial. A notificação obrigatória de casos da doença pelo sistema de saúde passou a valer no começo de fevereiro de 2016.

Diferenças de sintomas

De forma geral, as três doenças causam febre, dores de cabeça, dores nas articulações, enjoo e exantema (manchas vermelhas pelo corpo). No entanto, existem alguns sintomas marcantes que as diferem.

Os sintomas relacionados ao vírus zika costumam se manifestar de maneira branda e o paciente pode, inclusive, estar infectado e não apresentar qualquer sintoma. Mas um sinal clínico que pode aparecer logo nas primeiras 24 horas e é considerado como uma marca da doença são as manchas vermelhas na pele que provocam coceira intensa. O quadro de febre causado pelo vírus zika costuma ser mais baixo e as dores nas articulações mais leves. A doença ainda traz como sintomas a hiperemia conjuntival (irritação que deixa os olhos vermelhos, mas sem secreção e sem coceira), dores musculares, dor de cabeça e dor nas costas.

As fortes dores nas articulações são a principal manifestação clínica de chikungunya. Essas dores podem se manifestar principalmente nas palmas dos pés e das mãos, como dedos, tornozelos e pulsos. Em alguns casos, a dor nas articulações é tão forte que chega a impedir os movimentos e pode perdurar por meses depois que a febre vai embora.

Os quatro sorotipos da dengue causam os mesmos sintomas, não sendo possível distingui-los somente pelo quadro clínico. O principal sintoma da doença é a febre alta acompanhada de fortes dores de cabeça. Dores nos olhos, fadiga e intensa dor muscular e óssea também fazem parte do quadro clássico da dengue. Outro sintoma comum são as manchas avermelhadas predominantes no tórax e membros superiores, que desaparecem momentaneamente sob a pressão das mãos. Elas normalmente surgem a partir do terceiro dia de febre. Diarreia, vômitos, tosse e congestão nasal também podem estar presentes no quadro e podem comumente levar à confusão com outras viroses.

Com informações da Agência Brasil


Medula Óssea - Proposta susta norma que cria cota para cadastro de doadores

A Câmara dos Deputados analisa proposta que susta duas portarias do Ministério da Saúde que limitam o número máximo de doadores voluntários de medula óssea, por ano, para cada estado da federação. A medida consta do Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 340/16.
Para Cury, a limitação não ajuda a identificar doadores já que o Inca estima que a chance de encontrar um doador compatível é de 1 em 100 mil

Autor da proposta, o deputado Eduardo Cury (PSDB-SP) argumenta que as portarias 844/12 e 2.132/13 são inconstitucionais e ilegais. “Impor restrições na forma de um teto anual para o número máximo de doadores não contribui de forma alguma para a identificação de pessoas que tenham medula óssea compatível com os pacientes que dela necessitam”, argumentou Cury.

Para o deputado, estabelecer cotas para o cadastramento de doadores de medula afronta preceitos constitucionais como a dignidade da pessoa humana, a inviolabilidade do direito à vida e o direito social à saúde.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca) – órgão do governo responsável pela coordenação técnica do banco de doadores voluntários de medula óssea (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea - Redome) –, a limitação quantitativa de doadores de medula pretende melhorar a diversidade do perfil genético da população brasileira.

Campanhas só com autorização
Além da limitação quantitativa, as portarias também proíbem campanhas para cadastramento de doadores voluntários sem prévia autorização do Ministério da Saúde. Segundo Cury, essa medida contraria o que prevê a chamada Lei Pietro (11.930/09), que cria a “Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea”, realizada, anualmente, de 14 a 21 de dezembro.

Durante a semana, são desenvolvidas atividades de esclarecimento e incentivo à doação de medula óssea e à captação de doadores.

“Temos a convicção de que, se não há um doador compatível, temos o direito de buscá-lo, sendo branco, índio, negro, pardo ou oriental. Qualquer normativa que destoe dessa realidade é discriminatória e inconstitucional”, reforçou Eduardo Cury.

Tramitação 

O projeto será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de seguir para o Plenário da Câmara.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Reportagem – Murilo Souza, Edição – Natalia Doederlein, Foto – Luis Macedo, Câmara Notícias'


Projeto susta resolução que permitiu aumento do preço de medicamentos

A Câmara dos Deputados analisa a possibilidade de suspender uma resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED – Resolução 1/16) que trata da definição de preços de medicamentos em 31 de março de 2016. O pedido de suspensão foi feito pelo deputado André Fufuca (PP-MA) por meio do Projeto de Decreto Legislativo 341/16.

André Fufuca: é injustificável o reajuste de 12,5% no preço dos medicamentos permitido aos fabricantes pela resolução

Para Fufuca, é injustificável o reajuste de 12,5% no preço dos medicamentos permitido aos fabricantes pela resolução. “Entre março de 2015 e fevereiro de 2016, a inflação ficou em 10,36%”, compara. “É inaceitável que a população, já afetada pela crise econômica, desemprego e carência de serviços básicos de saúde, seja obrigada a arcar com uma majoração dos preços de medicamentos que não encontra respaldo nos índices oficiais de inflação”, afirma.
O texto da resolução justifica o aumento levando em consideração a inflação de 10,36% citada por Fufuca e ainda o Fator de Ajuste de Preços Relativos entre Setores (Fator Y), para 2016, de 2,14%.

Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Reportagem – Noéli Nobre, Edição – Pierre Triboli, Foto - Luis Macedo, Agência Câmara Notícias


Febre amarela - Fiocruz promove painel de na próxima terça (31/1)

Em cooperação com a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, a Fiocruz realizará, na próxima terça-feira (31/1), um painel sobre febre amarela e monitoramento de primatas em território fluminense, devido ao recente surto da doença em estados vizinhos.

O evento, que visa identificar sistemas de alerta para monitorar a entrada da febre amarela no estado do Rio de Janeiro, tem como objetivos apresentar o cenário do problema no país, a estrutura para o enfrentamento de surtos, o fluxo para a notificação de casos em macacos e humanos e também mostrar o Siss-Geo, ferramenta de monitoramento de epizootias (enfermidades contagiosas que atacam um número inusitado de animais ao mesmo tempo e na mesma região e que se propagam com rapidez).

O painel, que tratará do vírus, dos vetores, dos macacos, da doença e da vacina, vai discutir propostas para o fortalecimento da integração entre os diversos setores e alinhar ações para a detecção precoce de macacos mortos e intercâmbio de informações. O evento é destinado a gestores de unidades de conservação, guardas-parques, montanhistas, guias de ecoturismo, comunidades rurais do entorno de áreas naturais, pesquisadores em campo e demais interessados e ocorrerá no auditório do Museu da Vida, no campus da Fiocruz, em Manguinhos, das 8h30 às 15h. Inscrições podem ser feitas aqui.

Programação
8h30 – Credenciamento e café de boas vindas
9h – Mesa de Abertura
Nísia Trindade - Presidente da Fiocruz
Márcio Henrique de Oliveira Garcia - Coordenador Geral de Vigilância e Resposta / Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis/SVS/MS
Alexandre Chieppe - Subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-RJ
Marco Menezes - Vice-Presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde
9h30 – O Cenário da Febre Amarela no Brasil
Renato Vieira Alves - Unidade Técnica de Vigilância das Doenças de Transmissão Vetorial / Coordenação Geral de Doenças Transmissíveis / Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis/SVS/MS
10h20 – Mesa Redonda: A Febre Amarela
Guilherme Franco Netto (VPAAPS/Fiocruz) - moderador
Ana Bispo (IOC/Fiocruz) - O Vírus e o diagnóstico laboratorial
Goreti Rosa Freitas (IOC/Fiocruz) - Os vetores
Alcides Pissinatti (CPRJ/ SEA) - Os macacos
Juliana Arruda de Matos (INI/Fiocruz) - A doença e a vacina
Telma Abdalla (Ensp/Fiocruz) - Coleta de primatas: manejo de risco no campo
11h40 – Procedimentos da vigilância de epizootias no Rio de Janeiro
Mario Sérgio Ribeiro (SES/RJ) - Superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental
12h30 – Almoço
13h30 – Monitoramento de epizootias com a participação da sociedade
Marcia Chame (PIBSS/Fiocruz) - O Sistema de Informação em Saúde Silvestre (SISS-Geo)
14h – Debate – Propostas para o monitoramento da febre amarela em primatas no Rio de Janeiro
15h – Encerramento

CCS/Fiocruz


INPI tem estoque de 243 mil patentes sem análise

O contingenciamento de recursos e o déficit de servidores no Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI) tem afetado a análise de marcas e patentes requeridas pela indústria. O País terminou 2016 com um estoque de 243.820 pedidos de patentes e 421.941 de registro de marcas acumulados. Em reunião com o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, na manhã desta quarta-feira, 25, o presidente do INPI Luiz Otávio Pimentel pediu ajuda para a liberação do cadastro de reserva do concurso de 2014 e para que o governo autorize a reforma do edifício A Noite, onde o instituto tem 19 andares.

O tema preocupa o ministério porque afeta o dinamismo da indústria. Para ser aprovada, uma patente deve ser mundialmente inédita e ter aplicação industrial. "Já enviei ao ministro Dyogo (Oliveira, do Planejamento) um ofício solicitando a análise pelo ministério da liberação de mais 210 servidores do cadastro de reserva. Convocar servidores em um momento em que o Brasil está em crise não é simples, mas estou otimista. A verdade que o INPI precisa de muito mais", disse Pereira após evento de posse dos últimos 70 dos 140 servidores aprovados no último concurso para a casa, em 2014.

O quadro total de servidores autorizado pelo ministério do Planejamento para o INPI é de 1.820 pessoas, mas hoje o total de servidores ativos (1.047) é de pouco mais da metade. Desse total, há apenas 292 pesquisadores dedicados ao exame de patentes e 131 ao de marcas.

Pelo menos nos últimos quatro anos houve um significativo descasamento entre número de depósitos (pedidos) e decisões - deferimento, indeferimento ou arquivamento - de concessão de patentes. Em 2016, 31.020 patentes foram solicitadas e 25.481 decisões tomadas. No ano anterior a distância foi ainda maior: de 33.043 pedidos apenas 48% foram examinados. O tempo médio de espera para uma decisão de patente no Brasil é de 10,8 anos.

De acordo com o presidente do INPI, com a posse dos 70 novos servidores o instituto vai conseguir equilibrar o patamar de entradas e saídas anuais de pedidos, mas ainda terá que solucionar o passivo de pedidos em estoque. Isso passa também por melhoria de processos e ganho de eficiência. Entre outras medidas, o instituto passou a adotar o trabalho remoto, aumentando em até 30% a produtividade dos funcionários. Pimentel cogita a terceirização de parte dos exames e uso de exames já feitos em outros países para reduzir o estoque.

Com o ajuste fiscal, o INPI foi vítima de forte contingenciamento de recursos por parte do governo federal a partir de 2015. Segundo Pimentel, em 2016 o ajuste foi ainda mais forte. O orçamento de R$ 135 milhões foi contingenciado e passou a R$ 60 milhões.

Com ajuda do MDIC, a quem o INPI é vinculado, foi possível descontingenciar 40%, elevando o orçamento anual a R$ 90,7 milhões, valor repetido este ano. No ano passado o INPI teve receita de R$ 357 milhões, mas os recursos vão para o Tesouro. "Se a gente pudesse usar todo o dinheiro o INPI seria super moderno", diz Pimentel.

Prioridades
O presidente do INPI disse que uma das prioridades para melhorar a situação financeira e operacional da entidade é a regularização de seus imóveis. O principal deles é o histórico edifício A Noite, na Praça Mauá, no Rio de Janeiro. "O que a gente precisa hoje é sede própria para não pagar aluguel e ter melhor tecnologia da informação para dar publicidade total (às análises)", afirma.

"A orientação no governo é de não fazer grandes reformas, mas estamos pedindo autorização para reformar este prédio, que seria mais econômico", disse. O pedido foi feito hoje ao ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, em reunião no Rio, e deverá ser levado ao ministério do Planejamento.

No tempo de vacas gordas na economia, o INPI alugou espaços em dois prédios do centro do Rio, esperando que novos concursos e contratações fossem realizados. A partir de junho, entretanto, os funcionários se concentrarão em 24 andares do prédio da rua Mayrink Veiga, 9. A economia esperada é de R$ 58 milhões em quatro anos.

A esperança é que o governo volte atrás e autorize a realização da reforma do edifício A Noite. Recentemente a União anunciou que colocará o edifício à venda. Pimentel diz que o orçamento feito pela área de engenharia do INPI indicam que o custo da reforma ficaria entre R$ 40 milhões e R$ 60 milhões. O prazo para sua conclusão seria de dois anos.

Projetado pelos arquitetos Joseph Gire e Elisário da Cunha em estilo art déco, o edifício de 22 andares foi inaugurado em 1929 e é um marco da arquitetura e da engenharia da época. Durante anos foi o prédio mais alto da América do Sul e abrigou o jornal "A Noite" (até 1937), a Rádio Nacional (até 2012) e o INPI (da década de 1960 até 2006), seu atual proprietário. O imóvel é tombado pelo município do Rio e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Em setembro passado o Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro ajuizou ação civil pública para pedir à Justiça que obrigue a União e o INPI a reformar o prédio.
  
(Fonte: Estado de Minas – 25/01/2017


MEDICAMENTOS PRIORITÁRIOS PARA 0 SUS - MS LANÇA LISTA DE 52 PRODUTOS PASSIVEIS DE PDP COM TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA

Ministério da Saúde divulga os 52 produtos prioritários para transferência de tecnologia

A lista traz os eleitos para parcerias entre laboratórios públicos e privados do pais, atraindo investimentos e reduzindo em pelo menos 30% o custo. Entre os itens estão os dois medicamentos mais caros para o SUS

A indústria farmacêutica nacional já sabe quais os produtos considerados prioritários para o Sistema Único de Saúde (SUS). A lista, publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (27/01), conta com 52 itens elegíveis para a apresentação de projetos de transferência de tecnologias. Todos eles hoje são importados e a produção nacional, além de trazer investimento e gerar empregos para o país, vai reduzir o custo para o SUS. De imediato, os contratos já determinam queda de 30% dos preços.

A partir da relação, as empresas nacionais deverão apresentar ao Ministério da Saúde propostas de parcerias para fabricação nacional. Dois dos medicamentos mais caros para o SUS estão no roll: Sofosbuvir, utilizado para tratamento de Hepatite C, e Eculizumabe, indicado para insuficiência renal. Juntos, eles demandam cerca de R$ 1 bilhão do orçamento da saúde por ano.

“Nós estamos agindo na direção de fortalecer o complexo industrial da saúde brasileira. A nossa expectativa é que, com a produção nacional, tenhamos R$ 6 bilhões de investimentos privados e mais de 7.500 mil empregos novos”, enfatizou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Para a publicação da nova lista, o Ministério da Saúde considerou critérios como: produtos negligenciados, alta tecnologia, medicamentos de alto custo e produtos mais judicializados. Também foi levado em consideração o atendimento às plataformas que estão inseridas na política do Governo Federal de incentivo ao Complexo Industrial da Saúde - biotecnologia, doenças raras, fitoterápicos, doenças negligenciadas, produtos para a saúde, hemoderivados, medicina nuclear e síntese química.

Dos 52 produtos prioritários para o SUS, 19 são medicamentos biológicos, 29 de síntese química, dois hemoderivados e um teste de diagnóstico para Zika, Dengue e Chikungunya. A expectativa é que, com as transferências de tecnologia, seja garantida a autossuficiência do mercado nacional, já que todos os medicamentos da lista são importados, além de atrair investimentos e gerar empregos.

REDUÇÃO DOS PREÇOS – Antes mesmo da transferência total da tecnologia, as parcerias para o desenvolvimento produtivo geram uma economia para o Governo Federal de 30% no valor das importações. Isso porque, o fabricante detentor da patente passa a fornecer o produto para o Brasil e para o laboratório público parceiro com desconto no preço praticado no mercado internacional. E, ao longo do tempo, ele vai transferindo a tecnologia até que o produto passe a ser produzido totalmente fabricado no Brasil, implicando também em redução de 5% ao ano.

“Ele sai da venda do varejo e vai para o atacado. Depois que o governo incorpora esse medicamento na RENAME, e obviamente passando a ter a obrigação de distribuir a todos os brasileiros, a compra é em escala muito grande e, por isso, o preço fica menor. A média de redução de preços de produtos incorporados é de 75%”, enfatiza o ministro Ricardo Barros.

INCENTIVO NACIONAL – A produção de biológicos no Brasil, além de ampliar a assistência, impactaria diretamente no orçamento do Ministério da Saúde. Isso porque, apesar de representar apenas 4% da quantidade distribuída pelo SUS, esses produtos consomem 51% do recurso disponível para a compra de medicamentos. O Eculizumabe, por exemplo, está entre os dez medicamentos mais judicializados no país e demandou em 2016 um custo de R$ 391,8 milhões para atender 336 pacientes. Também entraram na lista de prioridades do Ministério outros dois medicamentos que estão entre os dez mais judicializados no país: o Galsulfase e Alfagalsidase.

Entre os produtos de síntese química, que constam na nova lista, destacam-se o Dolutegravir – recém-incorporado ao SUS e considerado o medicamento mais moderno no tratamento de HIV/Aids; e o Everolimo – indicado para a intervenção de pacientes transplantados.

BALANÇO - O Ministério da Saúde conta atualmente com 86 parcerias de desenvolvimento produtivo vigentes, envolvendo 18 laboratórios públicos e 43 privados para o desenvolvimento de 88 medicamentos, 4 vacinas e 13 produtos da área da saúde. Em dezembro, após reunião do GECIS, foram incorporados mais 7 parcerias ao rol já existente. As PDPs têm como objetivo transferir tecnologias para a produção nacional de medicamentos, insumos e tecnologias estratégicas para a saúde. O prazo máximo para a conclusão do projeto, com a finalização da transferência de tecnologia, será de até 10 anos.

Além da lista de prioritários elegíveis de transferência de tecnologia, o Ministério da Saúde ainda publicou a relação de parcerias que se encontram atualmente em fase de projeto de PDP ou PDP e, portanto, não são elegíveis para apresentação de proposta de novos projetos. Essa última lista conta com 55 produtos: 30 sintéticos, 21 biológicos e 4 classificados como de fermentação. Entre os destaques, estão o Adalimumabe - usado para artrite reumatóide; e o Olanzapina, indicado para pacientes esquizofrênicos e com outras psicoses.

Por Victor Maciel, da Agência Saúde


MEDICAMENTOS GENÉRICOS NO BRASIL - ANVISA PUBLICA NOTA À IMPRENSA

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu do Centro de Estudos e Desenvolvimento Analítico Farmacêutico (CEDAFAR) da Universidade Federal de Minas Gerais, no último dia 11, resultados de testes de equivalência farmacêutica realizados, a pedido do programa Fantástico da TV Globo, em quinze medicamentos genéricos com os seguintes princípios ativos: dipirona monossódica, losartana potássica e sildelafila.

Mesmo esses testes tendo sido realizados sem o cumprimento dos requerimentos técnicos e regulatórios para uma apropriada análise fiscal, visto que o CEDAFAR não é credenciado para esse tipo de teste, sendo apenas habilitado para testes visando o processo de registro, a Anvisa analisou os resultados e informa que:

1 -  Todos os lotes de medicamentos com os princípios ativos sildelafila (duas amostras) e losartana potássica (oito amostras) estavam em condições sanitárias satisfatórias, ou seja, dentro dos padrões esperados. Os laudos informaram que os lotes dos medicamentos testados são equivalentes aos medicamentos de referência, o que é obrigatório para os genéricos. Esses resultados coincidem com parte dos testes que os produtores são obrigados a apresentar para solicitar o pedido de registro e que são, criteriosamente, analisados pela Agência antes de conceder o registro;

2 – Quatro das cinco amostras de dipirona monossódica testadas também estavam em condições sanitárias satisfatórias;

3 – Um lote de dipirona monossódica solução oral 500 mg/ml, da empresa Brainfarma, apresentou resultado aparentemente insatisfatório em relação ao teste de equivalência farmacêutica.  O teor médio de dipirona encontrado foi de 92,87%, valor inferior ao estabelecido como referência, que é de 95,00%. Apesar dos exames realizados por contratação do programa Fantástico não terem validade legal, a Anvisa, cumprindo sua missão de proteger a saúde da população, já abriu os procedimentos para apurar se existe mesmo esse teor inferior ao que é obrigatório. Esses procedimentos têm regras bem definidas para que os resultados não deixem qualquer dúvida sobre sua interpretação. Serão coletadas três grupos de amostras (prova, contraprova e testemunho) e os exames serão realizados em laboratório credenciado;

Em 2014, a empresa Brainfarma, por ocasião de renovação do registro deste medicamento, apresentou à Anvisa estudo de equivalência farmacêutica, realizado por laboratório credenciado pela Agência, que concluiu pela equivalência farmacêutica da dipirona monossódica da empresa. O laudo apresentado pela empresa, na ocasião, obteve resultado de teor de 104,19%. Os testes que a Anvisa está determinando a realização dirimirão qualquer dúvida e permitirão o esclarecimento se esse lote do medicamento se encontra regularmente dentro dos parâmetros exigidos;

4 – Sobre possível irregularidade em um lote do medicamento losartana potássica, comprimido 50 mg, da empresa EMS S/A, é preciso esclarecer que a metodologia utilizada pelo CEDAFAR, laboratório contratado pelo Fantástico para análise do produto, é diferente da que está autorizada e considerada como de referência pela Anvisa para testar a equivalência farmacêutica nesse medicamento. Utilizar metodologia diferente significa que não é possível comparar os resultados obtidos com aqueles que deveriam ser apresentados pelo produto, não havendo base técnica e científica para considerar que pode haver irregularidade nesse produto;

5 -  Sobre os resultados dos testes dos perfis de dissolução dos lotes de losartana monossódica das empresas Medley, Geolab e Pratti, a Anvisa esclarece que a comparabilidade de perfil de dissolução entre o medicamento teste e o medicamento de referência não é requisito para registro ou comercialização de medicamento genérico no Brasil, bem como nas principais agências regulatórias do mundo;

5.1 – O teste de perfil de dissolução é um procedimento feito em bancada de laboratório, importante para o conhecimento das características do produto, mas que não é capaz de assegurar ou comprar a equivalência farmacêutica dos medicamentos genéricos com os medicamentos de referência;

5.2 – No Brasil e em diversos países do mundo, como Estados Unidos, Japão e países do continente Europeu, o teste de referência que comprova a equivalência de medicamentos genéricos com os de referência é o teste de bioequivalência, realizado por meio de pesquisas clínicas com seres humanos. Esse é o teste globalmente aceito para comprovar, sem dúvidas ou questionamentos, que um produto genérico pode substituir o medicamento de referência, porque comprovadamente, por meio de testes em sangue e urina, o teor dos medicamentos no organismo humano é equivalente;
5.3 – Os medicamentos genéricos à base de losartana monossódica das empresas Medley, Geolab e Pratti apresentaram à Anvisa, no momento do seu pedido de registro, testes de bioequivalência satisfatórios. Portanto, são considerados equivalentes ao referido medicamento de referência;

6 – A Anvisa realiza o monitoramento permanente da qualidade dos medicamentos comercializados no Brasil.  Em 2016, a Agência suspendeu a comercialização de 95 lotes de medicamentos com suspeitas de desvios de qualidade. Essa ação decorre tanto de inspeções de rotina em fábricas de medicamentos como em razão de queixas apresentadas por pacientes ou profissionais de saúde sobre ineficácia de um determinado medicamento ou reações adversas não previstas;

7 – A Agência não recebeu nenhuma queixa de desvio de qualidade dos lotes dos medicamentos que foram testados pelo Fantástico e relacionados com possível ineficácia;
8 -  Para assegurar a qualidade dos medicamentos em uso no Brasil, sejam genéricos ou de referência, a Agência desenvolve um conjunto de ações complementares que incluem: a certificação da qualidade dos produtores; a análise dos registros e modificações de pós-registro; as ações de farmacovigilância; as inspeções nos fabricantes; e um programa de monitoramento da qualidade, chamado Proveme. Em 2016, 70% das amostras desse programa de monitoramento da qualidade de medicamentos foram de genéricos. Nenhuma amostra de medicamento genérico foi considerada insatisfatória; e

9 – O consumo de medicamentos genéricos é seguro. A Anvisa desenvolve, de forma contínua, esse conjunto de ações para garantir a qualidade, segurança e eficácia de todos os medicamentos produzidos em nosso país, sempre em alinhamento com as melhores práticas internacionais.

Assessoria de Comunicação da Anvisa


Chamamento permite acesso a informações sobre petições

Edital de Chamamento público possibilita o recolhimento de informações acerca das petições de medicamentos.

Nesta quinta-feira (26), foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) o Edital de Chamamento Público que permite o recolhimento de informações acerca dos insumos farmacêuticos ativos (IFAs). Os IFAs estão presentes nas petições de registro e pós-registro de medicamentos novos, genéricos e similares que aguardam análise da Anvisa. 

A medida pretende eliminar as análises duplicadas das informações de fármacos em medicamentos. São vários os casos de petições de dois ou mais produtos apresentarem o mesmo dossiê de IFA, com moléculas produzidas pelo mesmo fabricante, pela mesma rota de síntese, com o mesmo grau de qualidade. Com o chamamento, espera-se maior agilidade na fila de petições.  

As empresas poderão preencher o edital de chamamento com informações acerca dos produtos. O prazo previsto para envio das contribuições é de 60 dias - 27 de março de 2017.   

O acesso ao formulário pode ser feito através do link do Edital de Chamamento


 Por: Ascom/anvisa

Anvisa faz 18 anos e consolida sua relevância mundial

Nesta quarta-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa completa 18 anos de sua criação, através da Lei nº 9.782. E há muito o que se comemorar. Nesses 18 anos, a Anvisa conquistou respeitabilidade e reconhecimento junto aos brasileiros e se consolidou como uma das mais relevantes agências reguladoras em todo o mundo.

Nessas quase duas décadas de atuação, buscou-se a ampla participação da sociedade, organizada ou não, nas decisões adotadas pela Agência. Esse processo transparente é prioridade para a Anvisa e compõe a visão estratégica da Agência.

No tocante à utilização das melhores práticas científicas internacionais, merece destaque a presença cada vez mais atuante da Anvisa em fóruns internacionais de discussão. A Agência deixou de ser mera incorporadora de práticas já adotadas em outros países e passou a exercer um papel protagonista na discussão e formulação de novas estratégias regulatórias.

Vale salientar que o protagonismo alcançado pela Anvisa jamais seria possível sem a excelência de seu corpo técnico. Ao longo dos anos, a Agência investiu fortemente em capacitação, com vistas ao acompanhamento da evolução tecnológica mundial, sempre com foco no controle de riscos sanitários e nas consequentes medidas para mitigar tais riscos.

Tudo em consonância com o principal papel da Anvisa, que é promover e proteger a saúde da população brasileira.

Diretores da Anvisa falam sobre os 18 anos de atuação da Agência.



Webdocumentário Poptrans é exibido ao público em Brasília

O webdocumentário Poptrans, produzido pelo Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV), teve sua primeira exibição pública na quarta-feira (25), em Brasília, durante o cine-debate em comemoração ao Dia da Visibilidade Trans, lembrado em 29 de janeiro.  

O filme tem a participação de seis pessoas que vivem em Brasília, Goiânia e Porto Alegre e que relatam suas experiências com o Sistema Único de Saúde – SUS, o enfrentamento ao preconceito e seu cotidiano, a reinserção na sociedade com o nome social. Os entrevistados foram escolhidos após seleção realizada por comitê formado por representantes do Instituto Brasileiro de Transmasculinidade (Ibrat), da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e do Coletivo de Homens Trans da Rede Nacional de Pessoas Trans (Rede Trans). Essas três entidades e o Departamento de Apoio à Gestão Participativa (SGEP/MS) também auxiliaram na realização do webdocumentário.

Na sessão de abertura, conduzida pela artista multimídia e rapper trans do Distrito Federal Rosa Luz, participaram a diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais, Adele Benzaken; o secretário especial adjunto de Direitos Humanos do Ministério da Justiça, Silvio José Albuquerque e Silva; o coordenador residente do Sistema das Nações Unidas no Brasil, Niky Fabiancic; o diretor do Departamento de Apoio à Gestão da Secretaria de Apoio à Gestão Participativa, Esdras Daniel dos Santos Pereira; a presidenta da Rede Nacional de Pessoas Trans do Brasil, Tathiane Aquino de Araújo; a presidenta da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), Keila Simpson; e o presidente do Instituto Brasileiro de Transmasculinidade, Lam Matos.

“É com muita emoção que consigo apresentar um projeto não só profissional mas também pessoal, que é o de levar o cotidiano das pessoas trans e travestis ao vídeo Poptrans. O filme mostra a relação dessas pessoas com a transformação em seu corpo e com o preconceito da sociedade”, afirmou Adele Benzaken.

Durante o evento, a ONU Brasil lançou a série de cartões postais “Sobre Viver Trans: histórias de afeto e empoderamento pela visibilidade das pessoas trans” e, após a exibição do webdocumentário, foi realizado o cine-debate com Eric Seger, Marcelly Malta, Glória Krystal, Cristiany Beatriz, Bernardo Mota e Ludymilla Santiago, participantes do filme, e a convidada Taya Carneiro. A mediação do debate ficou a cargo da consultora do DIAHV Alicia Krüger.

CONQUISTAS – Há 16 anos, o DIAHV realiza ações e contabiliza êxitos na luta em prol das pessoas trans e travestis. Em 2001, é lançada a primeira campanha contra a transfobia: “Travesti e Respeito”. Em 2004, é instituído o Dia da Visibilidade Trans (29 de janeiro), implantado o Programa Brasil Sem Homofobia e criado o Comitê Técnico para a Formulação da Propostas da Política Nacional de Saúde da População GLTB (Gays, Lésbicas, Travesis e Bissexuais). Em 2008, o Ministério da Saúde institui o Processo Transexualizador no SUS. Em 2009, a Carta de Direitos dos Usuários do SUS assegura o uso do Nome Social, independentemente do registro civil. A Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) é publicada em 2001. Dois anos depois, é ampliado o Processo Transexualizador no SUS, com atendimento a travestis e homens trans. Em 2016, por meio do Decreto 8.727, é determinado o uso do nome social e do reconhecimento da identidade de gênero às pessoas transexuais e travestis no âmbito da administração pública federal direta, autárquica e fundacional.

CIRURGIAS – Entre 2015 e 2016, o Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou o atendimento ambulatorial ao público trans em 32%, passando de 3.388 para 4.467 consultas. Já as cirurgias de processo transexualizador aumentaram de 23 para 34 no período e, em 2016, outros quatro centros de atendimento foram habilitados para atender ao público trans, aumentando para nove as unidades que realizam esse serviço em todo o Brasil.

Assessoria de Comunicação
(61) 3315-7665
Departamento das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais
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