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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

OPAS e Tocantins inauguram centro estadual para gerenciar saúde pública

Em Tocantins, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o governo do estado inauguraram na segunda-feira (20) o Centro de Informações e Decisões Estratégicas em Saúde, também chamado Integra Saúde. Criado em parceria com a agência regional da ONU, o organismo concentrará dados sobre o bem-estar da população que vão orientar a gestão estadual do Sistema Único de Saúde (SUS).

Representante da OPAS no Brasil, Joaquin Molina (à esquerda), visita o Integra Saúde. Foto: Governo do Tocantins/Nielcem Fernandes

Em Tocantins, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o governo do estado inauguraram na segunda-feira (20) o Centro de Informações e Decisões Estratégicas em Saúde, também chamado Integra Saúde. Criado em parceria com a agência regional da ONU, o organismo funcionará como eixo centralizador de processos decisórios da saúde pública.

O Integra também vai concentrar operações de análise de dados sobre o bem-estar da população do Tocantins. A implementação do centro estava prevista por uma parceria entre a OPAS e a unidade federativa.

“Pretendemos chegar com essa cooperação a todos os municípios do Tocantins. Juntos, OPAS, municípios e estado, podemos fazer muito em prol da saúde da população”, afirmou o representante da Organização no Brasil, Joaquín Molina, em evento após a abertura do centro.

Também presente, o secretário estadual de Saúde, Marcos Musafir, elogiou a iniciativa e disse que “a nossa responsabilidade sanitária como gestores da saúde é muito importante, e vamos cumpri-la com esse projeto”.

A vice-governadora Claudia Lelis lembrou que o Integra Saúde vai concentrar todas as informações necessárias à gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) no Tocantins. “Sem informação não tem como se fazer gestão. Essa sala vai integrar todos os nossos gestores para fortalecimento do SUS no Tocantins. Precisamos estar mais unidos do que nunca para melhorar a qualidade da saúde do nosso estado”, destacou.

Parceria entre Tocantins e OPAS
Entre as metas da parceria do estado com a agência da ONU, está o fortalecimento das ações de controle da dengue. A cooperação também prevê iniciativas de combate à sífilis congênita em menores de um ano de idade. Outra preocupação é a redução dos casos de leishmaniose visceral.

Governo e OPAS se coordenam ainda para ampliar a capacidade laboratorial do Tocantins e promover trocas de experiências entre municípios, estados, bem como entre outros países da região das Américas.



Ministério da Saúde atualiza casos notificados de febre amarela no país

Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo confirmaram casos da doença. No total, 12,8 milhões de doses extras foram enviadas para os estados com registros de casos, além de outros localizados na divisa com áreas que tenham casos notificados

O Ministério da Saúde atualizou as informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde sobre a situação da febre amarela no país. Até esta terça-feira (21), foram confirmados 292 casos da doença. Ao todo, foram notificados 1.337 casos suspeitos, sendo que 919 permanecem em investigação e 126 foram descartados. Dos 212 óbitos notificados, 97 foram confirmados, 112 ainda são investigados e 3 foram descartados. Os estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Tocantins e Rio Grande do Norte continuam com casos em investigação e/ou confirmados.
Confira também:


Desde o início deste ano, o Ministério da Saúde tem enviado doses extras da vacina contra a febre amarela aos estados que estão registrando casos suspeitos da doença, além de outros localizados na divisa com áreas que tenham notificado casos. No total, 12,8 milhões de doses extras foram enviadas para cinco estados: Minas Gerais (5,5 milhões), São Paulo (2,75 milhões), Espírito Santo (2,65 milhões), Rio de Janeiro (1,05 milhão) e Bahia (900 mil). O quantitativo é um adicional às doses de rotina do Calendário Nacional de Vacinação, enviadas mensalmente aos estados.

Distribuição dos casos de febre amarela notificados até 21 de fevereiro, às 13h:
UF
Notificados
Em investigação
Confirmados
Descartados
Municípios
MG1
1.070
762
249
59
84
ES
203
134
39
30
32
SP
16
6
4
6
14
BA
16
9
0
7
8
TO
6
2
0
4
4
RN
1
1
0
0
1
UF do LPI em investigação2
5
5
0
0
-
Descartados por outras UF3
20
-
-
20
-
Total
1.337
919
292
126
143
1 Incluídos casos notificados pelas SES BA, ES, GO, SP, SC, PI, RJ e DF com LPI em MG.
2 Incluídos casos notificados pelas SES PI, SC, AL e DF com LPI em Investigação.
3 Incluídos casos descartados pelas SES GO, MS, AM, PA e DF.

Distribuição dos óbitos de febre amarela notificados até 20 de fevereiro, às 13h:
UF
Notificados
Em investigação
Confirmados
Descartados
Municípios
MG1
176
92
84
0
44
ES
27
16
10
1
12
SP
4
1
3
0
4
BA
1
1
0
0
1
TO
1
1
0
0
1
RN
1
1
0
0
1
Descartados  por outras UF2
2
-
-
2
-
Total
212
112
97
3
63
1 Incluídos óbitos notificados pelas SES da BA, SP, ES e DF com Local Provável de Infecção em Minas Gerais.
2 Incluídos óbitos descartados pelas SES GO e DF.

VACINAÇÃO – A vacinação de rotina é ofertada em 19 estados do país com recomendação para imunização. Também precisam se vacinar, neste momento, pessoas que vão viajar ou vivem nas regiões que estão registrando casos da doença: leste de Minas Gerais, oeste do Espírito Santo, noroeste do Rio de Janeiro, oeste da Bahia e algumas cidades de São Paulo. Não há necessidade de corrida aos postos de saúde, já que há doses suficientes para atender as regiões com recomendação de vacinação.

Mapa das áreas com recomendação de vacinação neste momento:

Atendimento à imprensa
(61) 3315.3580


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Fosfoetanolamina como “suplemento alimentar”, nota da ANVISA esclarece população

A respeito das notícias veiculadas recentemente, pela imprensa e redes sociais, de que a fosfoetanolamina será comercializada como suplemento alimentar, a Anvisa esclarece que:
  • Jamais foi protocolado, junto à Anvisa, qualquer pedido de registro da fosfoetanolamina, seja na forma de suplemento, seja na forma de medicamento. A fosfoetanolamina não é uma substância proibida, mas, para ser comercializada, de acordo com a legislação brasileira, e em conformidade com as regras praticadas em todos os países desenvolvidos do mundo, precisa estar registrada na Anvisa.
  • Para que “suplementos” à base de fosfoetanolamina possam ser comercializados no Brasil, é necessário que esses produtos não façam alegações de que possuem indicações terapêuticas ou medicamentosas, conforme estabelece o art. 56 do Decreto-Lei 986/69. Essa medida é importante para evitar que o consumidor seja enganado por produtos que prometam a cura de doenças sem que tenham apresentado qualquer prova científica nesse sentido.
  • Caso houvesse intenção de uso de alegação de propriedade funcional, isto é, de função relacionada ao papel metabólico ou fisiológico no crescimento, desenvolvimento, manutenção e outras funções do organismo, a substância poderia ser avaliada na categoria de “Alimentos com Alegações de Propriedade Funcional”, que também possui obrigatoriedade de registro. Nesse caso, além da comprovação da segurança, haveria a necessidade de comprovar a eficácia da alegação proposta.
  • Tais regras se aplicam aos suplementos e alimentos comercializados no Brasil, sejam eles fabricados no país ou importados. Isto é: para serem comercializados no país, é necessário registro em uma das categorias, conforme finalidade de uso indicada pelo interessado na petição.
  • Um suplemento alimentar não pode ter, entre suas alegações, funções terapêuticas. Ou seja, seu fabricante não pode alegar que cura uma determinada doença no seu rótulo, na sua caixa ou na sua propaganda. Isso é vedado pela legislação sanitária. Essa regra praticada no Brasil é semelhante ao que é praticado nos Estados Unidos. Lá, também, um suplemento alimentar não pode trazer no seu rótulo nenhuma afirmação de que pode ser utilizado para tratamento de doenças.
  • Propagandas nas redes sociais que induzam o consumidor a crer que a fosfoetanolamina, como suplemento alimentar, combata o câncer - ou qualquer outra doença - e atribuam propriedades funcionais e/ou de saúde também são irregulares.
  • Por conta disso, a Anvisa determinou, como medida acauteladora, a suspensão de todas as propagandas e publicidades que atribuam propriedades terapêuticas, de saúde ou funcionais ao produto “Phospho 2-AEP imune system”, marca New Life, que estão abrigadas no endereço eletrônico https://www.facebook.com/search/top/?q=new%20life%20brasil%20consultore.
  • Também estão suspensas, por decisão da Anvisa e como medida acauteladora, pelos mesmos motivos, as propagandas e publicidades do produto “Fosfoetanolamina Phospho Ethanolamine”, marca Quality Medical Line, do Laboratório Frederico Diaz, especificamente as que estão no endereço eletrônico https://www.facebook.com/qualitymedicalline/?fref=ts#!/qualitymedicalline/. Ambos os produtos são oferecidos ao consumidor, nesta rede social, como suplementos alimentares.
  • Vale salientar que o consumidor brasileiro pode comprar, via internet ou mesmo em viagens ao exterior, uma substância que não tenha registro no Brasil, desde que seja comprovada a aquisição do produto para uso individual. Se for medicamento, terá que ter uma prescrição médica.
  • No caso de suplemento alimentar, a compra deve ser em quantidade compatível com o uso individual. Para estes casos de importação para consumo próprio, não é necessária, pelas regras atuais, autorização prévia da Anvisa. Porém, é expressamente proibida a comercialização, no país, de produtos que não tenham registro junto à Anvisa.
  • A Anvisa está de portas abertas a inovações e novos produtos. Mas o papel da Agência é proteger a saúde da população. Se há interesse na comercialização da fosfoetanolamina no Brasil, o caminho correto é que seus produtores apresentem o pedido de registro, com os devidos testes de qualidade, segurança e eficácia realizados, para ser analisado. 


Ministro da Saúde participa amanhã (22) às 9h, de mobilização de combate ao mosquito escola Classe 15 de Ceilândia em Brasília

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, participa nesta quarta-feira (22), na Escola Classe 15 de Ceilândia às 9h, de mobilização da rede escolar no combate e prevenção ao mosquito Aedes aegypti. A ação faz parte da “Volta às aulas sem mosquito”, em parceria com o Governo do Distrito Federal. O objetivo é incentivar os alunos a adotarem medidas de combate ao Aedes.

Volta às aulas sem mosquito

Data: 22 de fevereiro (quarta-feira)
Horário: 9 horas
Local: Escola Classe 15 de Ceilândia - EQNN 8/10 AE Guariroba (Ceilândia Sul) 

BUTANTAN - SÃO PAULO - RELATÓRIO DAS ATIVIDADES REALIZADAS PELA ADMINISTRAÇÃO ESTADUAL EM 2016 - MENSAGEM DO GOVERNADOR PARA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

O Diário Oficial do Estado de São Paulo, publica hoje(21) a mensagem do Governador endereçada a Assembleia Legislativa, acompanhada das realizações da administração estadual durante o ano de 2016.

A Instituição que esteve parcialmente interditada pela ANVISA a menos de 3 anos, para apresentar agora o volume de produção abaixo, demandou grandes esforços da Equipe e liderança dos dirigentes, onde destacamos:

Instituto Butantan

Atividades de Pesquisa Científica e Tecnológica - foram publicados 188 artigos em revistas indexadas de nível internacional (ISI), com aumento na proporção de artigos publicados em periódicos com fator de impacto maior que 5 - o que denota a excelência dos trabalhos publicados.

Recursos extra-orçamentários obtidos, para projeto individuais ou de maior porte: FAPESP, CNPq, BNDES, INCTs entre outros - R$ 44,5 milhões e U$ 2,9 milhões; R$ 9,4 milhões em bolsas. A captação total de recursos para atividade de pesquisa, incluindo bolsas foi de R$ 53,8 milhões e US$ 2.9 milhões.

Formação de recursos humanos na área científica - 482 estagiários, em diferentes níveis; 69 bolsas pelo Programa de Aprimoramento Profissional (PAP-SES-IBU); 63 bolsas pelo Programa de Iniciação Científica - Pibic-CNPq, que inclui 10 vagas para alunos de escola pública; 15 bolsas pelo Programa de Iniciação Científica Junior - PIC Jr para alunos de escolas particulares; 15 alunos de mestrado, 23 alunos de doutorado, com sete defesas de mestrado e duas de doutorado; 141 alunos do Programa de Pós-Graduação Interunidades em Biotecnologia; 50 estagiários de pósdoutorado; ministrados 29 cursos de extensão em diversos níveis para a divulgação do conhecimento técnico científico nas áreas de atuação do Instituto e 23 cursos de divulgação científica, de curta duração, com o total de 1.217 participantes. O MBA “Gestão da Inovação em Saúde” conta com 38 alunos, e formou 26.

Produção de Imunobiológicos - foram produzidos 73,1 milhões de doses de vacinas, sendo: vacina influenza - 54.000.000; vacina raiva humana - 1.089.790; vacina hepatite B - 14.639.400; vacina HPV - 460.800; vacina hepatite A - 1.769.150; vacina dTPa - 1.171.410. Foram produzidas 285 mil doses de soros, sendo: Antiaracnídico - 29.923; Antibotrópico - 53.205; antibotrópico crotálico - 5.410; anticrotálico - 6.568; antielapídico - 6.222; antiescorpiônico - 12.904; antilonomia - 10.000; anti-rábico humano - 153.378; antitetânico - 7.280; antibotulínico - 200. Saliente-se o início da fase III dos ensaios clínicos da vacina dengue do Butantan, nos quais 17 mil indivíduos entre 2 e 59 anos participarão do estudo.

Patentes: foi deferida e concedida, em 10/02/2016, a patente referente ao “Processo de obtenção de soro equino anti-loxoscélico”. Houve ainda o depósito de dois pedidos de patentes nos Estados Unidos, um na Europa, um internacional, um em Bangladesh, um na Argentina e um em Taiwan.

Atividades de Culturais e de Educação - visitação aos museus (Biológico, Microbiológico e Histórico) - 140.355 visitantes nos últimos 12 meses; ao parque 130.193 visitantes de janeiro a novembro de 2016. O Museu Emílio Ribas, 1.035 visitantes até novembro de 2016. Foram realizadas atividades como exposições temporárias: “O Instituto Butantan e o combate à dengue”;

“Mais que humanos. Arte no Juquery”, entre outras, além do recebimento de alunos do ensino médio e
fundamental.




BUTANTAN - CCTIES/SES/SP determina instauração de apuração preliminar, de natureza simplesmente investigativa sobre as denúncias realizadas pela Dra. Andréia Guatelli

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE
GABINETE DO SECRETÁRIO
Despacho do Chefe de Gabinete, de 17-2-2017
Processo: 001/0001/000.520/2017
Interessado: Coordenadoria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos de Saúde - CCTIES

Assunto: Ofício CCTIES - 19/2017. Denúncia de irregularidades no âmbito do Instituto Butantan, realizadas pela Dra. Andréia Guatelli.

Despacho GS: 1.839/2017

Tratam os autos de denúncia, formulada por Andréia Guatelli, por e-mail dirigido ao Coordenador de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos de Saúde - CCTIES, reportando-se a eventuais irregularidades praticadas pela Diretoria do Instituto Butantan.

Considerando a natureza do quantum relatado, determino a instauração de apuração preliminar, de natureza simplesmente investigativa, com fulcro no artigo 264, da Lei - 10.261/68, alterada pela Lei Complementar - 942, de 06-06-2003, para averiguação dos fatos ali descritos.

Designo para compor a Comissão de Apuração Preliminar, sob a Presidência do primeiro, os seguintes servidores:
Marcia Evangelina Alge, RG 6.002.990, Assistente de Coordenador;
- Maria Sonia da Silva, RG 10.651.356 – Grupo de Gestão de Pessoas, da Coordenadoria de Recursos Humanos
- Leonardo Alves de Oliveira, RG 34.865.584-8, Assistente Técnico IV; Membro, e
- Janete Aparecida da Silva Olivo, RG 18.116.141-2, Assistente Técnico III, para secretariar os trabalhos.

Os membros da Comissão, ora designados, atuarão sem prejuízo de suas atribuições normais e desenvolverão os trabalhos no prazo de 30 dias.


Butantan funcionários enviam manifesto ao Governador Geraldo Alckmin

São Paulo, 20 de fevereiro de 2017
Excelentíssimo Sr. Governador Geraldo Alckmin,

Manifestamos aqui o nosso apoio incondicional à gestão do Prof. Dr. Jorge Kalil como Diretor do Instituto Butantan. O Prof. Kalil assumiu esta instituição em meio a condições adversas, que prejudicaram muito a imagem e parte das atividades do Butantan, em especial o desvio que ocorreu na Fundação Butantan e o incêndio do Prédio das Coleções Zoológicas.

Com muita dedicação e grande capacidade de gestão, o prof. Kalil reergueu este Instituto, colocando-o em posição de destaque no cenário mundial. Foi fundamental para isso Kalil ter assumido em 2012 a presidência da Fundação Butantan, fazendo com que Instituto e Fundação tivessem a mesma direção, algo que estava longe de acontecer na época. As reuniões do Conselho Curador da Fundação Butantan e do Conselho Diretor do Instituto foram unificadas, de forma que todos os Conselheiros tinham conhecimento das ações tanto do Instituto como da Fundação.

O Sr. André Franco Montoro Filho foi convidado pelo Prof. Kalil para fazer parte do Conselho Curador da Fundação Butantan em 2013. Desde então, portanto, tomou conhecimento das ações e realizações da Fundação e do Instituto, bem como do resultado da auditoria determinada pela Secretaria de Saúde do Estado, finalizada no momento de sua nomeação, que não apontava irregularidades. Na época, comentou em carta:

“Entendi ser feliz coincidência assumir a presidência ao mesmo tempo que a empresa contratada para fazer a auditoria estava prestes a encerrar seus trabalhos, que me foram entregues pelo Secretário no dia 2 de setembro em reunião na Secretaria da Saúde.

Lendo a auditoria verifiquei que foi feita uma detalhada e aprofundada análise de todos os setores da Fundação, o que muito me ajudou a conhecer melhor a instituição que estou assumindo a presidência. Muito me tranquilizou as conclusões de que o corpo técnico e administrativo da Fundação é formado de pessoas idôneas e de adequada qualificação.”

As recentes notícias veiculadas pela mídia a partir das declarações do Sr. André Franco Montoro Filho representam uma ameaça ao funcionamento dessa instituição de excelência, trazendo acusações graves que demandam o devido esclarecimento. Durante a gestão do Prof. Kalil, o Instituto passou por auditorias diversas, pelo TCE, Secretaria da Fazenda, além de auditoria independente contratada pela Fundação. Em todas elas, a gestão do Prof. Kalil foi aprovada sem ressalvas.

Como pesquisadores, colaboradores e funcionários do Instituto Butantan, comprometidos com a produção de conhecimento científico e de produtos para a saúde pública, achamos fundamental reiterar o nosso apoio à atual gestão do Prof. Kalil. Nos últimos anos, com a retomada da produção de vacinas e soros, a fase III do estudo clínico da vacina da dengue, diversas pesquisas promissoras, novos centros de excelência e ações de difusão, o Instituto Butantan vem ganhando cada vez mais relevância nacional e internacional. Isso tornou o Instituto alvo da atenção de muitos setores da sociedade.

Muito nos surpreenderam as denúncias do Sr. André Franco Montoro Filho. Se sabia de tantos fatos, por que não denunciou antes, mas somente agora? Por que o Sr. André Franco Montoro Filho não agiu para corrigir os fatos relatados? Por que o Sr. André Franco Montoro Filho não explica à população que era contra a retomada das fábricas de vacinas DTP? Quais foram as ações do Sr. André Franco Montoro Filho com relação à planta de hemoderivados?

Muitas das crises que ocorreram e ocorrem no Instituto Butantan decorrem de disputas políticas pelo controle da Fundação Butantan, do seu orçamento oriundo da vendas dos imunobiológicos, pelo seu prestígio inconteste e liderança científica e tecnológica no país, para usos em nada comprometidos com a missão do Instituto.

Assim, as denúncias nos parecem muito mais ações feitas por um indivíduo com interesse em usar o Instituto Butantan para auferir prestígio e uso político. Não conseguindo, por resistência da Direção do Instituto, dos seus Conselhos e da sua comunidade, decidiu fazer denúncias, como forma de retaliação após a sua demissão. É importante informar que a demissão do Sr. André Franco Montoro foi apresentada pelo mesmo, após tomar conhecimento de que seria demitido pelo Conselho Curador em função do não atendimento das determinações do Conselho.

Diante destas denúncias, solicitamos que elas sejam investigadas e esclarecidas. No entanto, não é correto atacar o Butantan e o Prof. Kalil com denúncias vazias, apenas para conturbar o ambiente positivo que reina no Instituto após a gestão competente do Prof. Kalil.

Foram feitas acusações que prejudicam a imagem positiva construída pelo Instituto, ao longo de 116 anos de muito trabalho, e comprometem a reputação de um grande cientista a serviço da saúde pública brasileira.

Sabemos que a retomada do crescimento da Fundação Butantan não ocorreu durante a Gestão do Sr. André Franco Montoro Filho, mas por determinação da Diretoria da instituição, antes da gestão do Sr. Montoro Filho.

Esta instituição não pode ser novamente abalada. A substituição do Prof. Kalil interromperá uma das gestões mais brilhantes, sérias e produtivas deste Instituto, reconhecido mundialmente, e totalmente necessário para a saúde pública do país.

Por isso solicitamos sua atenção especial a este assunto, e seu apoio para a continuidade das atividades do Prof. Kalil na direção do Instituto Butantan. Que seu posicionamento seja antes de tudo pelo bem do Estado e do país. Que o bem coletivo esteja acima de qualquer interesse político. Que a verdade prevaleça e não a mentira.

Cordialmente
Pesquisadores e Funcionários do Instituto Butantan.
(O original foi assinado por centenas de colaboradores)

Anexo:


Mudanças na FUNDAÇÃO BUTANTAN - transcrição do Informativo assinado pelo Prof. Dr. Jorge Kalil

Butantan nos últimos dias, gostaria de fazer alguns comentários, para que todos tenham a informação completa e sem intermediações.

O Sr. André Franco Montoro Filho já era membro do Conselho Curador da Fundação Butantan desde 2013. Em 2015, seguindo orientação do Secretário da Saúde de separar a direção do Instituto Butantan da direção da Fundação, que, por recomendação dos Conselhos e do Curador de Fundações do Estado de São Paulo, eram dirigidas por mim desde 2012, convidei Montoro Filho para tornar-se Diretor Presidente da Fundação.

Naquele momento, houve uma extensa auditoria externa realizada no Instituto e na Fundação, encomendada pelo Secretário da Saúde de São Paulo. O resultado não apontou qualquer irregularidade. O próprio Montoro Filho comentou, em carta à época: “Entendi ser feliz coincidência assumir a presidência ao mesmo tempo que a empresa contratada para fazer a auditoria estava prestes a encerrar seus trabalhos, que me foram entregues pelo Secretário no dia 2 de setembro em reunião na Secretaria da Saúde.

Lendo a auditoria verifiquei que foi feita uma detalhada e aprofundada análise de todos os setores da Fundação, o que muito me ajudou a conhecer melhor a instituição que estou assumindo a presidência. Muito me tranquilizou as conclusões de que o corpo técnico e administrativo da Fundação é formado de pessoas idôneas e de adequada qualificação.

Fomos surpreendidos pelo conteúdo da carta de demissão do Sr Montoro Filho e por suas declarações na mídia, dado que em nenhum momento durante sua gestão, o ex-Diretor Presidente mencionou tais preocupações aos membros do Conselho Curador da Fundação ou qualquer outra instância.

Além disto, durante o seu mandato, a Fundação manteve as mesmas práticas e políticas com relação a contratos e contratações. Em outro tema abordado na carta de demissão de Montoro Filho citado pela mídia, ele atribui a si a recuperação financeira da Fundação Butantan.

Na verdade, esta recuperação se deve a um esforço muito grande dos colaboradores de todo o Butantan, iniciado anteriormente a 2015, no corte de custos, no aprimoramento de seus processos, dentre outras inúmeras iniciativas, com destaque para:

(i) os vultuosos investimentos feitos na estrutura produtiva do Butantan, resultando na obtenção do primeiro certificado de Boas Práticas de produtos biológicos do país;

(ii) a duplicação da produção da fábrica de vacina contra Influenza;

(iii) o trabalho fundamental feito pelo Instituto Butantan junto ao Governo Federal para que os pagamentos dos produtos do Butantan fossem feitos diretamente à sua Fundação de apoio; e

(iv), de forma decisiva, o reajuste obtido pela direção do Instituto nos preços de soros e vacinas, já corroídos com os valores de câmbio e inflação.

Ultimamente, as iniciativas e ações da então diretoria da Fundação estavam se desviando da missão e dos objetivos do Instituto. Depois da publicação, em outubro de 2016, de uma portaria que transferia para a Fundação diversas  responsabilidades que são do Instituto, o Conselho Curador, surpreso e contrariado pela publicação sem qualquer consulta aos conselheiros, exigiu que a diretora jurídica da Fundação fosse desligada. Montoro Filho não acatou a determinação do Conselho, mantendo a Sra. Andrea Guatelli na direção jurídica da Fundação até a véspera de seu pedido de renúncia.

Outro episódio de desgaste da relação entre Montoro Filho e o Butantan se deu em torno da nomeação ao cargo de superintendente da Fundação Butantan de Olavo Reino Francisco, com perfil não adequado à função.

Em manifesto dirigido ao Conselho Curador da Fundação Butantan, mais de 60 pesquisadores destacaram “sua preocupação com intervenções político-partidárias na designação de quem quer seja e observaram que todos os servidores devem ter currículo e histórico compatível com a missão institucional do Butantan”. A indicação não foi aceita pelo Conselho Curador da Fundação, mas mesmo assim Montoro Filho o contratou como seu assessor especial, desrespeitando a decisão do colegiado e agravando uma situação já insustentável para sua continuidade no cargo.

Diante da conduta e da não observância do regimento da Fundação Butantan, todos os conselheiros, de forma unânime, solicitaram sua renúncia. Como resultado da recusa do Sr. Montoro Filho, foi proposto pelo Conselho Curador o aprimoramento do sistema de gestão da Fundação, através da aprovação de regimento interno redigido de forma colegiada pelo Conselho Curador. O sr. Montoro Filho não concordou e, finalmente, apresentou seu pedido de renúncia lendo carta cujo conteúdo não foi aceito pelo Conselho Curador.

Nos últimos anos, com a retomada da produção de vacinas e soros, a fase III do estudo clínico da vacina da dengue, diversas pesquisas promissoras, novos centros de excelência e ações de difusão, o Instituto Butantan vem ganhando cada vez mais relevância nacional e internacional. Isso tornou o Instituto alvo da atenção de muitos setores da sociedade. O Instituto Butantan não se afasta da missão, propósito e valores preconizados por esta gestão e endossados por seus pesquisadores, diretores e conselheiros. Para tanto, temos tido integral apoio do Governo de São Paulo.

No atual momento delicado da saúde pública brasileira, em que o país precisa de instituições de saúde e pesquisa fortes e focadas em resultado, todos esses avanços do Instituto Butantan foram colocados em risco pela orientação da então direção de sua Fundação de apoio.

Venho, por isso, reiterar que o Instituto Butantan e seus administradores estão cientes de sua responsabilidade e seguros em relação à idoneidade das ações desta gestão.

E asseguro a todos que, enquanto esta diretoria estiver à frente do Instituto, quaisquer ações que desrespeitem a necessária autonomia técnica dos cientistas e funcionários do Instituto Butantan serão enfrentadas com energia e convicção.

Anexo:

Prof. Dr. Jorge Kalil
Presidente do Conselho Curador da Fundação Butantan
Diretor do Instituto Butantan


Reforma Tributária - Hauly deve apresentar para Comissão relatório prévio amanhã (22)

A Comissão Especial sobre a Reforma da Tributária reúne-se nesta quarta-feira (22) para que o relator, deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), faça a apresentação de seu relatório prévio.

Hauly foi nomeado relator do colegiado em outubro, no lugar do deputado Andre Moura (PSC-SE), que já tinha apresentado um parecer preliminar. A proposta de Moura, por falta de acordo, não chegou sequer a ser votada.

Menos impostos

Luiz Carlos Hauly acha que, dessa vez, a reforma tributária conseguirá avançar. Ele já apresentou os pontos principais de sua proposta, que inclui menos tributos e o fim da guerra fiscal, nome que se dá aos incentivos concedidos pelos estados para atrair empresas, o que virou uma disputa em que todos perdem arrecadação.

Para isso, Hauly pretende extinguir o ICMS e outros tributos, como ISS, IPI, Pis e Cofins. Todos eles seriam substituídos por dois impostos, o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e outro, que o relator chama de seletivo, que incidiria sobre determinados produtos. Quanto maior a alíquota do imposto seletivo, menor a do IVA.

A reunião será realizada às 11 horas, no plenário 9.
Da Redação - RL


Vacina Pentavalente passa a ser produzida e adquirida no Brasil

Parceria do Ministério da Saúde com o Butantan garante investimento no complexo industrial da saúde e fortalece a oferta da Pentavalente para o Programa Nacional de Imunização

A vacina pentavalente, oferecida no Programa Nacional de Imunização (PNI), deixará de ser importada para o Brasil. Isso porque a parceria entre o Ministério, Bio-manguinhos/Fiocruz e o instituto Butantan tornou possível a produção da vacina em território nacional. Esse é um importante passo para assegurar, cada vez mais, a autonomia na saúde do  país. A vacina garante a proteção contra a difteria, tétano, coqueluche, a bactéria haemophilus influenza tipo b ( responsável por infecções no nariz e na garganta, entre outros) e ainda contra a hepatite B.

A coordenadora do PNI, Carla Domingues, afirma que a mudança no acesso a vacina pentavalente fortalece o Sistema Único de Saúde, garantindo, entre outros benefícios,  a continuidade da imunização pelo PNI para as crianças que vivem no país. "A produção no Brasil  visa garantir autossuficiência da produção nacional, para a manutenção da sustentabilidade da demanda do país, diminuindo a possibilidade de ocorrência de  desabastecimento de produtos e não ficando condicionada à lei de mercado", afirma Carla Domingues.

Atualmente a vacina é importada, produzida pelo Laboratório Serun Institute e adquirida por meio do  Fundo Rotatório da Organizaçao Panamericana das Américas (OPAS). Com a produção nacional, a aquisição será feita pelo  produtor da vacina pentavalente, o Instituto Butantan, numa parceria com o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-manguinhos/Fiocruz).  O investimento do Ministério da Saúde na Pentavalente também contribui para solidificar o mercado interno, segundo Carla Domingues. "Se trata de fortalecer o complexo industrial da saúde, aumentando o número de vacinas produzidas internamente no Brasil", completa a coordenadora do Programa Nacional de Imunização.

Entenda o investimento feito pelo Ministério da Saúde na vacina Pentavalente: Saúde garante R$ 54 milhões ao Butantan para produção debiológicos


Esquema Vacinal

Desde 2012, o PNI oferta a vacina pentavalente no calendário de vacinação. As crianças devem tomar 3 doses da vacina aos 2, 4 e 6 meses de idade. Mesmo com a mudança na aquisição da vacina, o esquema vacinal ofertado nos postos de saúde continua o mesmo, segundo a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

Gabi Kopko, com informações da SVS, para o Blog da Saúde.


FLÁVIO VORMITTAG assume a Coordenação do Sangue

Agenda do Secretário de Atenção à Saúde, Francisco de Assis Figueiredo

9h – Reunião com os Diretores da SGEP

15h30 – Reunião com Maria Inez Gadelha – Diretora do DAET/SAS
Participante:
Coordenador do Sangue e Hemoderivado, Flavio F. Vormittag.

16h – Audiência com o Prefeito de Barbalha (CE), Argemiro Neto
Participantes:
Secretário Executivo do MS, Antônio Carlos Figueiredo Nardi;
Diretora do DAET/SAS, Maria Inez Gadelha;
Coordenador da Atenção Especializada, Sandro Martins;
Diretora do DRAC/SAS, Cleusa Bernardo;
Coordenador da CGCSS/DRAC/SAS, Josafa dos Santos;
Diretor do Hospital São Francisco de Paula em Barbalha (CE), Antônio Ernesto Freitas;
Diretor do Complexo Hospitalar Santo Antônio em Barbalha (CE), José Correia Saraiva;

17h – Audiência com o Deputado Arlen Santiago – PTB/MG

18h – Audiência com o Deputado Federal Renzo Braz – PP/MG

SENADO FEDERAL - AGENDA SEMANAL

Agenda - 21/02/2017 (Terça-feira)
10h - Comissão/Constituição e Justiça - A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) realiza a sabatina de Alexandre de Moraes, indicado para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal.
Transmissão ao vivo pela internet
Local: Ala Senador Alexandre Costa, Plenário nº 3
Status: Confirmada

14h - Comissão Mista/MP 752 - Audiência pública interativa para discussão da MP 752/2016, que prorroga contratos de parceria. Entre os convidados estão o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, e o da Secretaria Geral da Presidência, Moreira Franco.
Transmissão ao vivo pela internet
Local: Ala Senador Nilo Coelho, Plenário nº 2
Status: Cancelada
Plenário - Sessão deliberativa.
Transmissão ao vivo pela internet
Local: Plenário
Status: Confirmada

14h30 - Comissão Mista/MP 747 - Apreciação do relatório da MP 747/2016, que dispõe sobre a renovação de concessões de radiodifusão.
Transmissão ao vivo pela internet
Local: Ala Senador Nilo Coelho, Plenário nº 6
Status: Confirmada

Agenda - 22/02/2017 (Quarta-feira)
10h - Comissão/Constituição e Justiça - A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) tem reunião com 40 itens. Na pauta, PLS 401/2013, que torna obrigatória a inclusão da licença ambiental de instalação em licitação de obra pública; e a PEC 125/2015, que fixa critérios para escolha do Advogado-Geral da União.
Local: Ala Senador Alexandre Costa, Plenário nº 3
Status: Confirmada

14h - Plenário - Sessão deliberativa.
Local: Plenário
Status: Confirmada

Agenda - 23/02/2017 (Quinta-feira)
14h - Plenário - Sessão deliberativa.
Local: Plenário
Status: Confirmada

Agenda - 24/02/2017 (Sexta-feira)
09h - Plenário - A sessão é não deliberativa, destinada a pronunciamentos e avisos da Mesa Diretora.
Local: Plenário
Status: Confirmada


Calendário Agenda