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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

HPV infecta humanos há mais de 500 mil anos

·         A humanidade convive há mais tempo do que se imaginava com o vírus do papiloma humano (HPV), o causador do câncer cervical, ou câncer de colo de útero.

Estudo feito por pesquisadores do Brasil e da Espanha mapeia variantes do HPV16 no mundo e descobre que infecção é muito mais antiga do que se pensava (Molecular Biology and Evolution)

Um novo estudo acaba de sugerir que as primeiras infecções pela variante de número 16 do vírus HPV (ou HPV16) ocorreram há mais de 500 mil anos. As infecções atingiram indivíduos do gênero humano pertencentes à espécie ancestral comum do homem moderno (Homo sapiens), dos neandertais da Europa e dos denisovanos da Ásia.
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Esta é a conclusão do estudo genético desenvolvido no Instituto Catalão de Oncologia (ICO), em Barcelona, Espanha. O trabalho foi publicado na Molecular Biology and Evolution e é assinado pelos pesquisadores Ville Pimenoff e Ignacio Bravo, do ICO, e pela bioquímica brasileira Cristina Mendes de Oliveira, do Hospital do Câncer de Barretos.

Entre 2013 e 2014, Oliveira estagiou no ICO dentro do seu projeto de pós-doutoramento no Instituto de Medicina Tropical de São Paulo, que contou com apoio da FAPESP.  

A família de papilomavírus compreende mais de 200 tipos de vírus, que se encontram espalhados pelo mundo. Todo ser humano sofre, em algum momento da vida, pelo menos uma infecção causada por algum tipo de vírus HPV. Em sua imensa maioria, os casos são assintomáticos. 

O HPV infecta preferencialmente a região anogenital e a pele. Mais de 40 tipos de HPV são transmitidos por contato sexual. Boa parte deles é inofensiva. Alguns tipos podem ou não formar verrugas benignas. Uns poucos são malignos e podem provocar o surgimento de lesões cancerígenas. 

Dois vírus HPV, os tipos 16 e 18, são responsáveis pela quase totalidade dos casos de câncer cervical ou câncer de colo de útero. De acordo com o World Cancer Report 2014, o câncer cervical é o quarto tipo mais comum de câncer entre as mulheres (mais de 500 mil casos no mundo em 2012) e também a quarta causa mais comum de morte por câncer entre mulheres (270 mil no mesmo ano). 

O vírus HPV16 é o tipo mais oncogênico, respondendo por 50% de todos os casos de câncer cervical. São conhecidas quatro variantes do HPV16: A, B, C e D. A variante A, por sua vez, subdivide-se em quatro sublinhagens, de números 1, 2, 3, 4. 

À medida que estudos epidemiológicos do câncer cervical avançaram nas últimas décadas, um padrão curioso começou a emergir. Percebeu-se que a incidência das variantes e sublinhagens de HPV16 variava de acordo com a região do mundo.

Descobriu-se que as infecções pela variante A (de sublinhagens 1, 2 e 3) e pela variante D são predominantes nas Américas, na Europa, no Oriente Médio e no subcontinente indiano. No norte da África, por outro lado, prevalecem as sublinhagens A1, A 2 e A3. Já na África subsaariana preponderam as variantes A e C. E no leste da Ásia e no Sudeste Asiático sobressai a sublinhagem A4.
Mais além, sabe-se que o potencial oncogênico não é o mesmo para todas as variantes de HPV16 e varia em associação com diferentes populações humanas. Como explicar a filogeografia do vírus e entender a variabilidade oncogênica de suas variantes?

À primeira vista, a distribuição geográfica das variantes de HPV16 sugeria uma possível conexão com a distribuição histórica das principais etnias humanas: caucasianos, negroides e mongoloides. 

“A predominância geográfica das diversas variantes de HPV16 parecia, a princípio, estar ligada à etnia do paciente”, disse Oliveira. Pautando-se nas evidências do mapa epidemiológico de incidência mundial de câncer cervical, os pesquisadores especularam que as sublinhagens A1, A2 e A3 seriam predominantes nos povos caucasianos, enquanto as variantes A (1, 2, 3), B, C e D se distribuiriam entre os povos árabes, as variantes B e C entre os negros africanos e a sublinhagem A4 entre os asiáticos.

“Para testar tal hipótese, precisávamos mapear as variantes do HPV16 em cada lugar do mundo”, disse Oliveira. A análise filogeográfica do HPV16 foi realizada a partir do mapeamento de um total de 1.719 casos isolados de câncer cervical em todo o mundo, via PCR, e complementado pelos 118 genomas completos de HPV16 disponíveis no GenBank. 

Daí foram obtidas 1.601 sequências parciais isoladas, nas quais estava compreendido um gene do HPV16 comprovadamente ligado ao aparecimento de tumores, o oncogene E6. Por fim, chegou-se a um total de 1.680 sequências isoladas de HPV16 cuja origem geográfica podia ser identificada com precisão. 

“Analisamos a diversidade das variantes de HPV16 e comparamos o resultado com os padrões filogeográficos e evolutivos da população humana. Descobrimos que a codivergência dos humanos modernos responde por, no máximo, 30% da distribuição geográfica viral atual”, disse Oliveira.

“A segunda hipótese por nós levantada considerou que a infecção do HPV16 em humanos poderia ser muito mais antiga do que se pensa. Imaginamos que o HPV16 poderia ter coevoluído não só com a espécie Homo sapiens, mas também com o gênero Homo”, disse. 

Divergências e linhagens
A interpretação mais parcimoniosa dos resultados requeria que um vírus ancestral HPV16 estivesse infectando humanos há mais de meio milhão de anos. 

Seguindo a mesma linha interpretativa dos dados, a divergência entre os ancestrais de humanos modernos (H. sapiens), que permaneceram na África, e as linhagens dos neandertais e dos denisovanos, que evoluíram e se estabeleceram fora da África, corresponderia ao surgimento da variante A entre neandertais e denisovanos, e das variantes B, C e D em sapiens.

Entre 120 mil e 60 mil anos atrás, quando os primeiros humanos modernos começaram a sair da África para povoar os quatro cantos da Terra, levaram consigo a variante B, que surgiu há cerca de 200 mil anos.

Quando os descendentes dessas levas migratórias entraram em contato com as outras espécies humanas preestabelecidas fora da África, os neandertais na Europa e os denisovanos na Ásia, a variante A de neandertais e denisovanos infectou os humanos modernos não africanos, praticamente tomando o lugar que era da antiga variante B.

Enquanto isso, no estoque humano que permaneceu na África, novas divergências nos últimos 100 mil anos fizeram surgir as variantes C e D. Da mesma forma, através da Eurásia, a expansão de humanos modernos carregando a variante A fez com que esta divergisse em sublinhagens. A primeira sublinhagem a se destacar entre 90 mil e 70 mil anos na Ásia foi a A4. Já as sublinhagens A1, A2 e A3 são fruto de divergência mais recente, nos últimos 60 mil anos.

“É a primeira vez que se obtêm estes resultados. Com base nessas informações, talvez no futuro seja possível avançar no diagnóstico dos casos de câncer cervical. A ideia é um dia poder avaliar o potencial carcinogênico do HPV16 em função das diversas etnias”, disse Oliveira. 

Papillomavirus(https://doi.org/10.1093/molbev/msw214), de Ville N. Pimenoff, Cristina Mendes de Oliveira e Ignacio G. Bravo, pode ser lido em:https://academic.oup.com/mbe/article/34/1/4/2680800/Transmission-between-Archaic-and-Modern-Human.

Peter Moon  |  Agência FAPESP


Teste para HPV pode ajudar a prever risco em pacientes com câncer

Presença de HPV em pacientes com câncer orofaríngeo pode induzir diagnóstico precoce de câncer

O fato do HPV ser uma das causas de câncer da orofaríngea não é novidade. O   surpreendente é sua presença (teste para HPV 16 positivo no sangue)  ser um fator preditivo de melhores resultados do tratamento comparados com pacientes cujo câncer não está ligado ao vírus. 

Esse resultado preliminar das pesquisas do grupo do professor Gaorav P. Gupta*, MD, PhD  foi apresentado na reunião anual da  American Society for Radiation Oncology.

*da UNC School of Medicine Department of Radiation Oncology,

Biópsia Líquida – Teste para HPV no sangue

Segundo o principal autor, Gupta, o estudo com esse  exame de sangue está em andamento. Os pesquisadores estão otimistas que testes como esse, chamado de “biópsia líquida”, podem contribuir para personalizar o regime terapêutico para os pacientes com câncer orofaríngeo ligado ao HPV.  Em um ensaio clínico de fase II, um regime com menor intensidade terapêutica  mostrou um excelente controle do câncer. Nesse ensaio foram utilizadas doses mais baixas de radiação e quimioterapia em pacientes selecionados. Os pesquisadores usaram vários parâmetros para incluir os pacientes no grupo. Entre eles, ser positivo no exame para HPV e ter fumado menos que 10 maços de cigarro por ano. Os pesquisadores não consideram o método de seleção perfeito. Isso porque foram encontrados pacientes positivos para HPV não fumantes (que segundo a pesquisa teriam um risco menor), com recorrência após o tratamento.

Para obter melhor prognóstico com outros biomarcadores desenvolveram um teste que pode detectar HPV 16 no sangue.  Na maioria do grupo de 47 pacientes  com câncer  orofaríngeo com risco favorável testado,   o DNA do VPH16 foi detectável.

Conclusão

Os pesquisadores acreditam que os pacientes com níveis indetectáveis de HPV 16 no sangue possam ter diferentes tipos de  câncer potencialmente resistentes à radiação/quimioterapia.

Eles ainda encontraram um subgrupo de pacientes  positivos para o ‘’’’HPV 16 que rapidamente eliminaram o vírus do sangue.  Com isso, acreditam ser possível estratificar ainda mais os pacientes contribuindo para diferenciar os que podem receber um tratamento menos agressivo.

Artigo Original: “Blood test for HPV may help predict risk in cancer patients”


PL 3661 Radiografias - projeto de lei impede cirurgiões-dentistas

Radiografias no consultório dentário – como fica?
Ferramenta importante durante o atendimento odontológico, as radiografias tem sido utilizadas há muitos anos para auxiliar não somente no diagnóstico mas também durante o tratamento. Hoje tanto os cirurgiões-dentistas como os técnicos em saúde bucal estão habilitados para realizar as tomadas radiográficas.

Como realizar um procedimento endodôntico sem radiografias? E as cirurgias de implante? E os diagnósticos sem periapicais?
PL 3661 Radiografias – Projeto de Lei
O texto define condições para o exercício da profissão de Tecnólogo em Radiologia e de Bacharel em Ciências Radiológicas  assim como as áreas de atuação  e cria uma exclusividade de mercado para esses profissionais. Aprovado o projeto, cirurgiões-dentistas e técnicos em saúde bucal ficam impedidos de realiza-las.

A  Associação Brasileira de Radiologia Odontológica se manifestou contrariamente ao projeto. Segundo a entidade, a medida prejudica não somente os profissionais da odontologia, mas principalmente os pacientes que serão afetados por um maior custo para realizar os procedimentos.

Abaixo, a nota de esclarecimento emitida pela associação:

Eu já assinei! No Brasil temos mais de 240 mil cirurgiões-dentistas e somente cerca de 10% de número assinou a petição contrária ao projeto.

Se você também é contra essa medida posicione-se. Basta clicar na imagem ou no link da legenda



Paradise Paper - acontece nas melhores famílias da Rainha da Inglaterra ao Ministro da Agricultura, Blairo Maggi


Um novo pacote de documentos vazados anonimamente e analisado pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) detalha o uso de offshores por políticos e grandes corporações para driblar os impostos de seus países. Em alguns casos, os chamados Paradise Papersrevelam também ligações que os envolvidos preferiam ver escondidas.

O secretário do Comércio americano, Wilbur Ross, é um dos proprietários duma empresa que, em 2014, recebeu US$ 68 milhões da Sibur, petroquímica russa de propriedade do genro do presidente Vladimir Putin e de magnatas que sofrem sanções oficiais do governo americano. Um dos principais investidores do Vale do Silício, com participações importantes em Twitter e Facebook, o bilionário Yuri Milner usa dinheiro que vem do Kremlin.

No Canadá, o responsável pelas finanças do Partido Liberal do premiê Justin Trudeau, Stephen Bronfman, fez um lobby pesado para impedir a regulamentação para uso de offshores. E Trudeau foi eleito com uma plataforma que pregava taxação dos mais ricos. No Brasil, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem um trust, devidamente declarado à Receita Federal, nas Bermudas. E o da Agricultura, Blairo Maggi, é sócio de uma offshore nas Ilhas Cayman para driblar impostos no comércio internacional de commodities.

Nenhuma das transações é ilegal. Os Paradise Papers são um acervo recebido pelo diário alemão Süddeutsche Zeitung que compreende 13,4 milhões de arquivos que se originaram em duas empresas especializadas em abrir offshores: Appleby e Asiaciti Trust, além do banco de dados de 19 paraísos fiscais que incluem Ilhas Cayman, Antígua & Barbuda, Líbano e Malta.

Pelo seu tamanho, assim como havia sido feito com os Panama Papers, os 1,5TB foram distribuídos pelo ICIJ a 382 repórteres que atuam em 96 veículos de 67 países. No Brasil, o trabalho foi centralizado pelo site Poder360, editado por Fernando Rodrigues. A razão mais comum para ter empresa ou trust num paraíso fiscal é pagar menos impostos — e só os muito ricos têm acesso a este instrumento.

Em muitos casos, todo o processo é estritamente legal. Se trata, porém, de um bug das democracias. A rigor, em nações democráticas todos estão sujeitos às mesmas leis que lhes concedem direitos e deveres. Num mundo cada vez mais global, alguns têm o poder de extrapolar fronteiras. E o privilégio facilita a concentração de renda, pois permite a quem tem muito fugir dos impostos que a maioria é obrigada a pagar. É por esta razão que o ICIJ considera o acervo de interesse público. Ao mostrar como o instrumento é utilizado, levanta o debate.

Ainda: O ICIJ pôs de pé um infográfico interativo para vasculhar as ligações de 40 políticos de todo o mundo com empresas offshore.

Blairo Borges Maggi is Brazil’s agriculture minister. Before that he was a senator and governor of the state of Mato Grosso.

IN THE DATA
Maggi and other family members appear in Appleby records as beneficial owners of Amaggi & LD Commodities International Ltd., a Cayman Islands company registered on Sept. 9, 2010, about five months after Maggi ended his term as governor of Mato Grosso.

The Cayman company, created to operate in commodities and futures exchanges, reported that its Brazilian firm Amaggi & LD Commodities SA was the only shareholder, Appleby’s documents show. The Brazilian company was a joint venture of the Andre Maggi Group and the Louis Dreyfus Commodities Group to “originate and trade soybeans and corn” from Brazil. The Maggi family has been ranked among the world’s biggest soy producers as well as one of the richest families in Brazil.

Documents show that the Cayman Islands company estimated that when it was “fully operational” it would have gross sales of $100 million from trading in agricultural commodities. The declared reason for incorporating the entity in the Cayman Islands was the “possibility of obtaining easier access to international funding and to leading mercantile exchanges.”

In October 2017 Amaggi & LD Commodities International Ltd. was still active according to the Cayman Islands corporate registry. It had changed its original name to Amaggi Louis Dreyfus Zen-Noh International Ltd.

RESPONSE
Maggi said in a statement to ICIJ’s media partner in Brazil, Poder360, that he is not and has never been a direct beneficiary of Amaggi Louis Dreyfus Zen-Noh International Ltd. He also said that he never received income from the company and stated that all of the company’s income is declared to and taxed by the Federal Revenue Service in Brazil.

RELATED DOCUMENTS
This visualization contains relevant information in relation to the profiled individual. Some additional connections might show up once we release the full structured data connected to the Paradise Papers investigation in the coming weeks. Record manually added from leaked documents.

Database powered by Neo4j. What is it?



DISTRIBUIDOR SERÁ RESPONSÁVEL PELAS CONDIÇÕES DE TRANSPORTE - Simpósio realizado em SP discutiu a portaria sobre as práticas

O III Simpósio reuniu profissionais da indústria farmacêutica, distribuidores e operadores logísticos, que aconteceu no fim de outubro em São Paulo. O encontro teve como foco discutir soluções para a cadeia fria e a perspectiva regulatória do setor a partir da Consulta Pública nº 343 e da Portaria 802 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que estabelece Boas Práticas de Distribuição e Armazenagem e de Transporte de Medicamentos.

Além de dirigentes da própria autarquia, a programação mobilizou entidades como o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), o CECMED – autoridade reguladora de medicamentos de Cuba –, além das empresas internacionais Biocen e DuPont.

O gerente de Boas Práticas e Auditorias Farmacêuticas do Sindusfarma, Jair Calixto, abriu o evento discutindo as características da indústria 4.0 e como as novas tecnologias têm impactado a indústria farmacêutica.

A palestra mais aguardada foi a do Felipe Gomes, da Gerência de Inspeção e Fiscalização de Medicamentos e Insumos Farmacêuticos da Anvisa, que esclareceu a proposta da consulta pública. “Nosso objetivo é fazer com que a portaria esteja alinhada com as normas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Além disso, com a publicação, o Guia de Qualificação de Transporte deixa de ser uma referência para o mercado e passa a ser obrigatório, e a cadeia farmacêutica ganha mais um ente – o distribuidor”, avalia.

Ainda segundo Gomes, isso significa que as empresas responsáveis pela distribuição de medicamentos passam a ser obrigadas a controlar as condições de transporte relacionadas às especificações de temperatura, acondicionamento, armazenagem, umidade e fotossensibilidade.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico


Ministro defende a construção de "frente ampla" por mais recursos para ciência

Ministro Gilberto Kassab participou do 4o Simpósio de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, defendeu nesta segunda-feira (30) a construção de uma frente ampla em defesa da ciência, tecnologia e inovação, envolvendo diversos setores da sociedade, para sensibilizar o governo e o Congresso Nacional a garantir recursos para pesquisa.

Na abertura do 4º Simpósio de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha do Brasil, em São Paulo (SP), Kassab reforçou a importância dos investimentos públicos em ciência para o país superar a crise econômica. “Hoje, vivemos uma situação muito singular, porque temos uma conjuntura econômica muito difícil. Mas, felizmente, o Brasil começa a ter indicativos que está superando, isso graças a uma austeridade muito grande e de longo prazo. Vamos conviver durante 20 anos com a Lei do Teto. Aí que entra a importância da mobilização da sociedade brasileira, das entidades especializadas junto ao Congresso Nacional, junto à nossa equipe econômica, para que todas elas possam estar sensibilizadas e aportar o maior número de recursos possíveis e necessários para que a ciência brasileira possa atingir seus objetivos”, disse o ministro.

Segundo ele, embora os investimentos privados em ciência sejam expressivos, o Estado deve fazer a sua parte. “O investimento público também é fundamental”, afirmou.

Ao lado do comandante da Marinha, almirante de esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, o ministro ressaltou a contribuição da Marinha para o desenvolvimento da ciência brasileira, em especial, por meio da integração com instituições de pesquisa. “A Marinha tem dado seu exemplo e tem uma importância muito grande para a ciência brasileira. É uma das instituições que investe com melhor eficiência, e os resultados aparecem”, destacou Kassab.

Ele ressaltou ainda a entrada em operação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que vai “apoiar de maneira efetiva a Marinha no desempenho de suas atividades militares e de pesquisa oceânica.”


Quinze startups são selecionadas para imersão em Paris

Semana de internacionalização é realizada pelo MDIC, em parceria com Apex-Brasil, Sebrae, Anprotec e MRE; em outubro, treze startups conheceram o ambiente de inovação da Argentina

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) selecionou quinze startups brasileiras para participar de uma semana de imersão no ecossistema francês. A missão de internacionalização, que acontecerá de 2 a 8 de dezembro em Paris, é promovida em conjunto com a Apex-Brasil, Sebrae, Anprotec e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Nas próximas quatro semanas, os empreendedores passarão por um ciclo de aceleração, que envolve consultoria com especialistas em internacionalização, sessões individuais com mentores com experiência no mercado francês e treinamento para pitch internacional, que é uma breve apresentação sobre a empresa.

Durante a missão em Paris, os participantes terão acesso a seminário de oportunidades com especialistas de mercado e rodada de reuniões com prestadores de serviço francês para a expansão do seu negócio no país e na Europa. Também estão programadas troca de experiências com empreendedores brasileiros e franceses selecionados pela Business France, apoio de um matchmaker para realização de reuniões com potenciais parceiros de negócios, visitas a alguns dos principais atores do ecossistema de inovação parisiense e um demoday para investidores locais.

A iniciativa conta com o apoio da Business France, que entre 6 e 10 de novembro realizará a segunda edição French Tech Tour Brazil 2017. O evento conectará startups francesas a parceiros estratégicos para a realização de negócios no Brasil.

Startups selecionadas
As startups foram avaliadas por uma comissão julgadora formada pelas instituições organizadoras da missão e especialistas do mercado. Os principais critérios usados na avaliação foram o grau de inovação, o mapeamento do mercado argentino, a maturidade para internacionalização e a equipe.

Confira a lista das empresas selecionadas:
§  Portal Telemedicina
§  Molegolar
§  Sellead
§  N2N Virtual
§  Asel Tech
§  Aya Tech
§  Urban3D
§  E-sporte SE
§  Simbio
§  Checkmob
§  Synappse Assist
§  Birdmin
§  Biosolvit
§  Ergon Projetos
§  Noeh

Para mais informações, acesse o site do InovAtiva Brasil.

Internacionalização
Esta é a segunda semana de internacionalização de startups organizada pelo MDIC, em parceria com a Apex-Brasil. No começo do mês, treze empresas participaram de uma semana de imersão em Buenos Aires. A iniciativa fez parte de uma ação conjunta entre os governos do Brasil e da Argentina para aproximar os ecossistemas de inovação dos dois países.

Assessoria de Comunicação Social do MDIC


Marcos Pereira discute acordo de livre comércio Mercosul-UE com delegação do Parlamento Europeu

Próxima rodada de negociações será em Brasília, entre os dias 6 e 10 de novembro

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, recebeu nesta terça-feira(31) delegação do Parlamento Europeu para as relações com o Brasil e com o Mercosul. Durante o encontro, o ministro e os deputados de sete países trataram dos próximos passos para a conclusão do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, que deve estar finalizado, no nível político, até dezembro deste ano.

“Sabemos do significado geopolítico deste acordo para ambos os blocos. São 250 milhões de consumidores, a indústria brasileira está ciente que será um desafio e apoia a celebração do acordo”, disse Marcos Pereira.

Os deputados Fernando Ruas, presidente da delegação para as relações com o Brasil, e Francisco Assis, presidente da delegação para as relações com o Mercosul, destacaram que do lado europeu há grande interesse e empenho na conclusão do acordo. “A maior parte dos estados membros estão interessados”, garantiu Assis.

Entre os 14 parlamentares da delegação em visita ao Brasil a expectativa também é positiva, apesar de as negociações ainda dependerem de alinhamento em setores como o agrícola.

Mais cedo os parlamentares se reuniram com o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, para discutir o tema. Os parlamentares também defenderam a inclusão das pequenas e médias empresas no rol de debates, de forma a estimular o desenvolvimento regional, e também avanços na área de patentes e propriedade intelectual.

Para o deputado português Carlos Zorrinho, o acordo deve colocar o Brasil diante do desafio de entrar na indústria 4.0. “É por isso que estamos liderando uma discussão com o setor privado e as universidades sobre qual será a indústria do futuro”, acrescentou o ministro Marcos Pereira. “Queremos que o acordo seja o mais ambicioso possível”, afirmou.

A próxima rodada de negociações será em Brasília, entre os dias 6 e 10 de novembro. A última etapa ocorreu no início deste mês, quando as partes fizeram reuniões dos grupos de Acesso a Mercados, Regras de Origem, Barreiras Técnicas, Sanitárias e Fitossanitárias, Defesa Comercial, Solução de Controvérsias, Compras Governamentais, Serviços e Desenvolvimento Sustentável.

Assessoria de Comunicação Social do MDIC


HEMOBRÁS - ALTERA EDITAL PARA LICITAÇÃO DA CONTRATAÇÃO DA MONTAGEM DA SE 69 X 13.8Kv

EMPRESA BRASILEIRA DE HEMODERIVADOS E BIOTECNOLOGIA – HEMOBRÁS
AVISO DE ALTERAÇÃO CONCORRÊNCIA Nº 1/2017
Comunicamos que o edital da licitação supracitada, publicada no D.O.U de 06/10/2017 foi alterado.
Objeto: Contratação de empresa especializada em prestação de obras de engenharia elétrica e afins através do regime de execução de empreitada por preço global para construção, instalação e comissionamento de subestações de alta tensão (69 e 13,8 kV) mais especificamente para finalização das subestações do site da Hemobrás em Goiana - PE conforme condições, quantidades e exigências estabelecidas no Projeto Básico e seus anexos.
Total de Itens Licitados: 00001 Novo Edital: 06/11/2017 das 08h00 às 12h00 e de12h01 às 17h59. Endereço: Rua Professor Aloísio Pessoa de Araújo, 75, Sala 809 Boa Viagem - RECIFE - PE. . Entrega das Propostas: 07/12/2017 às 10h00.
SAULO BANDEIRA DURVAL
Presidente da Comissão Especial de Licitação


Micofenolato de Sódio - MS reabre pregão

AVISO DE REABERTURA DE PRAZO PREGÃO Nº 64/2017
Comunicamos a reabertura de prazo da licitação supracitada, processo Nº 25000415636201730, publicada no D.O.U de 09/10/2017 .
Objeto: Pregão Eletrônico - Registro de Preços para futura aquisição de Micofenolato de Sódio 180mg e Micofenolato de Sódio 360mg.
Novo Edital: 06/11/2017 das 08h00 às 11h59 e de12h00 às 17h59. Endereço: Esplanada Dos Ministérios, Bloco G, Anexo A, Sala 464 Plano Piloto - BRASILIA – DF
Entrega das Propostas: a partir de 06/11/2017 às 08h00 no site www.comprasnet.gov.br
Abertura das Propostas: 17/11/2017, às 09h00 no site www.comprasnet.gov.br
DAVIDSON TOLENTINO DE ALMEIDA
Diretor do Departamento de Logística em Saúde


IMUNOGLOBULINA HUMANA 5g é adquirida pelo MS da BLAU por contrato no valor total de R$189.986.970,00

COORDENAÇÃO-GERAL DE SERVIÇOS GERAIS
EXTRATO DE CONTRATO Nº 150/2017 UASG 250005 Nº Processo: 25000165731201604. PREGÃO SRP Nº 49/2017. Contratante: MINISTERIO DA SAUDE -.CNPJ Contratado: 58430828000160.
Contratado : BLAU FARMACEUTICA S.A.
Objeto: Aquisição de Imunoglobulina humana 5g.
Fundamento Legal: Lei nº 10.520/2002, Decreto nº 5.450/2005 e Decreto nº 7.892/2013. Vigência: 01/11/2017 a 01/11/2018.
Valor Total: R$189.986.970,00. Fonte: 6151000000 - 2017NE801444.
Data de Assinatura: 01/11/2017.
(SICON - 03/11/2017) 250005-00001-2017NE800119


Genéricos - Anvisa sediou fórum internacional

O encontro reuniu reguladores deste tipo de medicamento para debater processos de trabalho e práticas regulatórias
  
A Anvisa sediou a 6ª Reunião do IGDRP – International Generic Drugs Regulators Programme. O evento, que ocorreu entre os dias 30 de outubro e 3 de novembro, é um fórum internacional de reguladores de medicamentos genéricos que discute processo de trabalho e melhores práticas regulatórias na área, com um possível compartilhamento de informações.

O IGDRP possui dois Grupos de Trabalho:
1.      Grupo da Qualidade, com foco em Insumos Farmacêuticos Ativos (IFA);
2.      Grupo de Bioequivalência, com foco em Bioisenção 

No último dia do encontro, ocorreu o workshop Regulatory Collaboration, IGDRP and Emerging Issues and Challenges in Generic Medicines. A reunião contou com a participação de palestrantes internacionais.

No evento, foi dada uma visão geral das atividades do IGDRP, como grupos de trabalho, comitê diretivo e projeto piloto de compartilhamento de informações. Houve, também, uma apresentação do setor produtivo e apresentações do trabalho realizado pelo European Directorate for the Quality of Medicines and HealthCare (EDQM) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

O que é o IGDRP?
O IGDRP é um foro internacional de reguladores que trata da regulação de medicamentos genéricos.

Participam do IGDRP as seguintes Agências Reguladoras (ARs):
·         Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) (Brasil)
·         China Food and Drug Administration (CFDA)
·         European Coordination Group for Mutual Recognition and Decentralized Procedures -Human (CMDh) / European Commission (EC) / European Medicines Agency (Ema)
·         European Directorate for the Quality of Medicines and Healthcare (EDQM) (Observer)
·         Federal Commission for the Protection against Sanitary Risk (COFEPRIS) (Mexico)
·         Federal Service for Surveillance in Healthcare and Social Development (Roszdravnadzor) (Russia)
·         Health Canada (HC)
·         Health Sciences Authority (HSA) (Singapore)
·         Instituto Nacional de Vigilancia de Medicamentos y Alimentos (Invima) (Colombia)
·         Medicines Control Council (MCC) (South Africa)
·         Ministry of Food and Drug Safety (MFDS) (South Korea)
·         Ministry of Health, Labour and Welfare (MHLW) / Pharmaceuticals and Medical Devices Agency (PMDA) (Japan)
·         Swissmedic (SMC) (Switzerland)
·         Taiwan Food and Drug Administration (TFDA)
·         Therapeutic Goods Administration (TGA) (Australia)
·         United States Food and Drug Administration (US FDA) (Observador)
·         World Health Organization (WHO) (Observador)

A busca das Agências Reguladoras e dos Organismos Internacionais por formas mais eficientes para cumprirem sua missão, considerando as limitações de recursos, contribuíram para a idealização do piloto do IGDRP, que foi oficialmente criado em 2012 com duração de 3 anos. A partir de 2015, o projeto tornou-se programa.

A Missão do IGDRP é promover a colaboração e a convergência regulatória de medicamentos genéricos de forma a fortalecer a capacidade das autoridades sanitárias em cumprir seus mandatos. O objetivo é facilitar o uso eficiente dos recursos e o acesso rápido à medicamentos genéricos seguros, eficazes e de qualidade.

Os objetivos do IGDRP são:
·         Criar condições que permitam aumentar a colaboração entre as ARs;
·         Fomentar discussões técnicas entre os pares de forma a ampliar as visões no momento de lidar com questões técnicas e regulatórias;
·         Promover um maior alinhamento das abordagens regulatórias e dos requisitos técnicos baseados em padrões internacionais e melhores práticas;
·         Promover a adoção de abordagens baseadas em risco, com dados científicos no desenvolvimento e regulação de medicamentos genéricos.
·         Promover o aumento da eficiência, consistência e previsibilidade nas análises e decisões técnicas;
·         Aumentar a comunicação, troca de informação levando a um aumento do compartilhamento de trabalho e confiança mútua na análise realizada por outra agência reguladora;
·         Reduzir a carga regulatório sem comprometer a segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos genéricos;
·         Promover transparência e clareza dos requerimentos e processos regulatórios.
O grupo é composto de um comitê diretivo e por grupos de trabalho.

A Anvisa participa do IGDRP desde 2012.

Próximos passos
O IGDRP e o International Pharmaceutical Regulators Forum (IPRF) decidiram pela junção dos dois fóruns internacionais, que deve ser oficializada a partir de janeiro de 2018.

Os grupos de trabalho continuarão com seus mandatos e suas atividades em andamento.


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