Destaques

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Telediagnóstico SGTES implanta Oferta Nacional na Bahia

Evento realizado no dia 6 de novembro, Telessaúde Brasil Redes implanta a Oferta Nacional de Telediagnóstico em Vitória da Conquista

Com o objetivo de facilitar a realização de exames de eletrocardiograma e a disponibilidade de laudos à distância no âmbito da Atenção Básica, o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), numa ação promovida pelo Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes, com a Secretaria da Saúde do Estado (SESAB), que teve o apoio da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), implantou a Oferta Nacional de Telediagnóstico em Vitória da Conquista e Dom Basílio.

A Bahia é o segundo estado do país a ser contemplado com a Oferta nacional do Ministério da Saúde, sendo a região sudoeste do estado escolhida para a primeira fase de implantação. Diante desta realidade, e considerando o vazio assistencial em algumas regiões do estado, a implantação da oferta de Telediagnóstico fortalece a Estratégia e contribui para que a Atenção Básica cumpra seu papel de ordenadora da Rede de Atenção à Saúde (RAS) e coordenadora do cuidado, consequentemente ampliando a resolubilidade na atenção primária.

Diante desta realidade, e considerando o vazio assistencial em algumas regiões do estado da Bahia, a implantação da Oferta de Telediagnóstico fortalece a estratégia e contribui para que a Atenção Básica cumpra seu papel de ordenadora da Rede de Atenção à Saúde (RAS) e coordenadora do cuidado, consequentemente ampliando a resolubilidade na atenção primária.

A técnica da Coordenação-Geral de Ações Estratégicas em Educação na Saúde (CGAES) Kátia Wanessa Alves Silva, que esteve no evento, apresentou dados gerais da oferta e do andamento do serviço no Acre, e destacou que a proposta do programa é, futuramente, incluir outras especialidades, como Dermatologia, Oftalmologia e Pneumologia. “A oferta tem em seus objetivos levar o serviço aos municípios carentes, evitar longos deslocamentos de pacientes e profissionais, aceso remoto a recursos de apoio diagnóstico e redução de custos para o Sistema Único de Saúde”.

Nessa primeira etapa, 47 municípios que já possuem equipamentos instalados serão contemplados com a Oferta de Telediagnósticos, representando 11% do programa no estado. Já na segunda fase da implantação, serão 53 cidades indicadas para aquisição de equipamentos, o que representa 12% dos municípios baianos, enquanto que a terceira fase incluirá 104 municípios, representando assim 25% de todo o estado da Bahia.
A ação do Telessaúde Brasil Redes foi pensada especialmente para atender cidades pequenas, desprovidas de um profissional especializado em cardiologia. A implementação das atividades de telediagnóstico serão promovidas em regiões prioritárias, definidas a partir de características sociodemográficas e epidemiológicas.

Por Amilton Marques, do Nucom SGTES


Microcefalia as novas evidências sobre a infecção pelo vírus Zika serão discutidas no próximo ciclo de estudos

Será apresentado o estudo de caso-controle em recém-nascidos com microcefalia no estado da Paraíba e a experiência da Secretaria Estadual de Saúde na organização dos serviços para atenção aos bebês com a doença.

As novas evidências sobre a infecção pelo vírus Zika e a causalidade da microcefalia e outras alterações congênitas será o tema do próximo Ciclo de Estudos, no dia 17 de novembro (sexta-feira). O evento, realizado pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, acontecerá no Auditório do Edifício PO700, no 1º subsolo, entre 15h e 17h, com transmissão ao vivo pela internet.

Durante as discussões será apresentado o estudo de caso-controle em recém-nascidos com microcefalia no estado da Paraíba e a experiência da Secretaria Estadual de Saúde na organização dos serviços para atenção aos bebês com a doença.

Na oportunidade, a Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde (SAS/MS) abordará o monitoramento integrado das alterações no crescimento e desenvolvimento relacionadas à infecção pelo vírus Zika e outras etiologias infecciosas.

Na edição, estarão presentes como palestrantes a representante do Centers for Disease Control and Prevention (CDC/Brasil), Ana Carolina Santelli, e a representante da Secretaria Estadual de Saúde da Paraíba, Morgana Kétsia Agra de Brito. O mediador da sessão será o diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis (DEVIT/SVS/MS), Márcio Henrique de Oliveira Garcia.

Após a realização das palestras, tanto os participantes presentes quanto os que acompanharem o debate pela internet poderão interagir com os palestrantes, tirar dúvidas e trazer contribuições. As questões poderão ser enviadas para o e-mail ciclodeestudos.svs@saude.gov.br ou pelo Whats App (61) 99646-7366 e serão respondidas ao vivo.

Transmissão ao vivo
Quem quiser acompanhar o evento pela internet basta acessar este endereço.

Público alvo
O Ciclo de Estudos é aberto a todos os interessados no assunto, embora o público prioritário sejam os profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS), estudantes da área de Saúde e pesquisadores.

Serviço
Evento: Ciclo de Estudos – “Infecção pelo vírus Zika e a causalidade da microcefalia e outras alterações congênitas: novas evidências”
Local: Auditório do Edifício PO700 - SRTVN Quadra 701, Via W 5 Norte, Lote D, 1º subsolo
Data: 17 de novembro de 2017
Horário: 15h às 17h
Transmissão em tempo real pelo link: neste endereço
Mais informações: (61) 3315-3714/3893 - Coordenação Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços (CGDEP)
Por Nucom SVS


VACINAS NAS FARMÁCIAS E DROGARIAS - AM, PA, SC, RGS, PR e nas cidades do RJ e agora SP REGULAMENTARÃO A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

Na última semana, a cidade de São Paulo e os estados do Amazonas e Pará regulamentaram a prestação de serviços farmacêuticos, que inclui, entre outras ações, a aplicação de vacinas dentro das farmácias e drogarias. As decisões juntam-se às regulamentações dos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e da cidade do Rio de Janeiro, que também já disponibilizam o serviço.

LEI Nº 16.739, DE 7 DE NOVEMBRO DE 2017 (PROJETO DE LEI Nº 313/15, DA VEREADORA EDIR SALES – PSD)

Dispõe sobre a prestação de serviços farmacêuticos pelas farmácias e drogarias, e fixa outras providências.

JOÃO DORIA, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, faz saber que a Câmara Municipal, em sessão de 4 de outubro de 2017, decretou e eu promulgo a seguinte lei:

Art. 1º As farmácias e drogarias ficam autorizadas à prestação dos seguintes serviços farmacêuticos:
I - aplicação de inalação ou nebulização;
II - aplicação de medicamentos injetáveis, mediante apresentação de receita médica;
III - acompanhamento farmacoterapêutico;
IV - medição e monitoramento da pressão arterial;
V - medição da temperatura corporal;
VI - medição e monitoramento da glicemia capilar;
VII - serviços de perfuração de lóbulos auriculares, que deverão ser realizados mediante emprego de equipamento específico e material esterilizado, conforme normas vigentes; e
VIII - atenção farmacêutica, inclusive a domiciliar.
§ 1º As farmácias e drogarias autorizadas à aplicação de medicamentos injetáveis poderão proceder à aplicação de vacinas, sob responsabilidade técnica do farmacêutico, que deverá garantir o adequado armazenamento, manuseio desse produto e informar mensalmente no Boletim Mensal de Doses Aplicadas (fornecido pela Secretaria de Estado da Saúde) ao Gestor do SUS.
§ 2º Os medicamentos para os quais é exigida a prescrição médica devem ser administrados mediante apresentação de receita e após sua avaliação pelo farmacêutico.
§ 3º As vacinas não constantes do calendário oficial vigente somente poderão ser aplicadas mediante prescrição médica.
§ 4º A autorização para prestação de serviços pelas farmácias e drogarias, especificados neste artigo, será concedida por autoridade sanitária, mediante inspeção prévia, destinada à verificação do atendimento aos requisitos regulamentares, sem prejuízo das disposições contidas em normas específicas ou complementares.
§ 5º Os serviços farmacêuticos prestados pelas farmácias e drogarias deverão constar do Manual de Boas Práticas Farmacêuticas e no Procedimento Operacional Padrão do estabelecimento.
§ 6º O farmacêutico, após a prestação de serviço, deverá fornecer ao paciente declaração específica, em papel timbrado do estabelecimento, contendo o registro do serviço farmacêutico efetuado.

Art. 2º As farmácias e drogarias poderão participar de campanhas e programas de educação sanitária promovidos pelo Poder Público.

Art. 3º As farmácias com manipulação, assim classificadas pela legislação federal, ficam autorizadas à manipulação e à dispensação de produtos oficinais e de medicamentos isentos de prescrição médica, mediante prescrição do profissional farmacêutico, em conformidade com as normas estabelecidas pelo Conselho Federal de Farmácia.
§ 1º Os medicamentos e os produtos considerados como dinamizados, homeopáticos, antroposóficos e anti-homotóxicos, cuja prescrição médica é dispensada, poderão ser manipulados e dispensados pelas farmácias com manipulação, assim classificadas pela legislação federal, mediante prescrição do profissional farmacêutico, em conformidade com as normas estabelecidas pelo Conselho Federal de Farmácia.
§ 2º As farmácias com manipulação, assim classificadas pela legislação federal, ficam autorizadas à manipulação e à dispensação de produtos classificados como cosméticos, dermocosméticos, perfumes, de higiene pessoal, de cuidado pessoal ou de ambiente, em conformidade com as normas vigentes.

Art. 4º Ficam autorizadas às farmácias e às drogarias a realização e prestação dos serviços que compõem o âmbito do profissional farmacêutico, observadas as determinações previstas na legislação e nos exatos termos estabelecidos pelo Conselho Federal de Farmácia, que regulamenta a atividade profissional farmacêutica. Parágrafo único. A realização dos serviços farmacêuticos descritos no “caput” deste artigo tem como objetivo permitir a efetiva prestação de serviços consistentes, visando à interação e à resposta às demandas dos usuários do sistema de saúde e à resolução dos problemas de saúde da população que envolvam o uso de medicamentos.

Art. 5º A autoridade sanitária deve explicitar na licença de funcionamento as atividades que a farmácia está apta e autorizada a executar, que deverão estar afixadas em local visível ao consumidor.

Art. 6º Esta lei entra em vigor na data da sua publicação, revogadas as disposições com contrário.

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 7 de novembro de 2017, 464º da fundação de São Paulo.
JOÃO DORIA, PREFEITO
ANDERSON POMINI, Secretário Municipal de Justiça
JULIO FRANCISCO SEMEGHINI NETO, Secretário do Governo Municipal
BRUNO COVAS LOPES, Secretário-Chefe da Casa Civil
Publicada na Casa Civil, em 7 de novembro de 2017.


Mesilato de Imatinibe - MINISTÉRIO DA SAÚDE celebra convenio com FIOCRUZ para aquisição e distribuição de medicamentos, no valor de R$ 137.897.877,00

EXTRATO DO TERMO DE EXECUÇÃO DESCENTRALIZADA DE RECURSOS Nº 47/2017
CONVENENTES: Celebram entre si a
União Federal, através do Ministério da Saúde - CNPJ nº 00.530.493/0001-71, e
a FUNDACAO OSWALDO CRUZ/RJ - CNPJ nº 33.781.055/0001-35.
OBJETO: Dar apoio financeiro para "Aquisição e Distribuição de Medicamentos e Insumos Estratégicos – Aquisição e Distribuição do Medicamento Mesilato de Imatinibe", visando ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde - SUS. PROCESSO: 25000.402662/2017-06.
CRÉDITO: Os recursos decorrentes do presente Convênio são provenientes:
MINISTÉRIO: R$ 137.897.877,00, UG: 257001, Gestão: 00001, Programa de Trabalho: 10.303.2015.4705.0001, Natureza de Despesa: 33.90.39 ,33.90.30, Fonte de Recursos: 6151000000. RECURSOS FINANCEIROS: R$ 137.897.877,00 (cento e trinta e sete milhões, oitocentos e noventa e sete mil, oitocentos e setenta e sete reais).
VIGÊNCIA: Entrará em vigor a partir de sua assinatura até 25/10/2018.
DATA DE ASSINATURA: 30/10/2017
SIGNATÁRIOS: ANTONIO CARLOS FIGUEIREDO NARDI, SECRETÁRIO-EXECUTIVO - CPF nº 061.827.348-41; NISIA VERONICA TRINDADE LIMA, PRESIDENTA - CPF nº 425.005.407- 15.



MS e UFRN celebram Estudo e Pesquisa Em Vigilância Em Saúde com Foco no Fortalecimento da Rede de Resposta Rápida À Sífilis com créditos no valor de R$ 110.000.000,00

EXTRATO DO TERMO DE EXECUÇÃO DESCENTRALIZADA DE RECURSOS Nº 54/2017

CONVENENTES: Celebram entre si a
União Federal, através do Ministério da Saúde - CNPJ nº 00.530.493/0001-71, e
a UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE/RN - CNPJ nº 24.365.710/0001-83.
OBJETO: Dar apoio financeiro para "Estudo e Pesquisa Em Vigilância Em Saúde com Foco no Fortalecimento da Rede de Resposta Rápida À Sífilis", visando ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde - SUS.
PROCESSO: 25000.441583/2017-11.
CRÉDITO: Os recursos decorrentes do presente Convênio são provenientes:
1) MINISTÉRIO: R$ 110.000.000,00, UG: 257001, Gestão:
00001, Programa de Trabalho: 10.301.2015.2E84.0001, Natureza
de Despesa: 33.90.39, Fonte de Recursos: 6100000000.
RECURSOS FINANCEIROS: R$ 110.000.000,00 (cento e dez milhões de reais).
VIGÊNCIA: Entrará em vigor a partir de sua assinatura até 18/09/2020.
DATA DE ASSINATURA: 03/11/2017
SIGNATÁRIOS: ANTONIO CARLOS FIGUEIREDO NARDI, SECRETÁRIO-EXECUTIVO - CPF nº 061.827.348-41; ANGELA MARIA PAIVA CRUZ, REITORA - CPF nº 074.596.964-04.


ANVISA reestrutura a Gerência de Inspeção e Fiscalização Sanitária de Medicamentos e Insumos Farmacêuticos

Exonerar
FELIPE AUGUSTO GOMES SALES, do cargo de Gerente, da Gerência de Inspeção e Fiscalização Sanitária de Medicamentos e Insumos Farmacêuticos, da Gerência-Geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária, da Diretoria de Controle e Monitoramento Sanitários.

Designar
MARCELO MÁRIO MATOS MOREIRA, para exercer o encargo de Substituto de Gerente, da Gerência de Inspeção e Fiscalização Sanitária de Medicamentos e Insumos Farmacêuticos, da Gerência-Geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária, da Diretoria de Controle e Monitoramento Sanitários, ficando dispensado do referido encargo o servidor MARCELO SID GARCIA

Dispensar, a pedido,
ROSANE MARIA FRANKLIN PINTO, do encargo de Substituta de Gerente, da Gerência de Inspeção e Fiscalização Sanitária de Alimentos, da Gerência-Geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária, da Diretoria de Controle e Monitoramento Sanitários.


Reunião do Conselho Técnico e Assembleia para Harmonização de Produtos Farmacêuticos para Uso humano (ICH), e Fórum Internacional de Reguladores de Produtos Farmacêuticos - IPRF, em Genebra, Suíça

TATIANA CAMBRAIA DE SA LOWANDE, Especialista em Regulação e Vigilância Sanitária, da ANVISA, Participará da reunião do Conselho Técnico para Harmonização de Produtos Farmacêuticos para Uso humano (ICH), nas reuniões da Assembleia do ICH, e nas reuniões do Fórum Internacional de Reguladores de Produtos Farmacêuticos - IPRF, em Genebra, Suíça, no período de 10/11/17 a 18/11/17, incluído o trânsito.


1ª Reunião sobre Biotecnologia e Biomedicina, Saúde Humana e Neurociência do Grupamento BRICS em Moscou-Rússia, 5ª Reunião do Conselho Coallition for Epidemic Preparedness Innovations), em Tóquio-Japão, visita a ChipShop, em Jena - Alemanha

MARCO AURÉLIO KRIEGER, Vice-Presidente de Produção e Inovação em Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz, do Ministério da Saúde, participará da 1ª Reunião do Grupo de Trabalho sobre Biotecnologia e Biomedicina, Saúde Humana e Neurociência do Grupamento BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) em Moscou-Rússia; da 5ª Reunião do Conselho da Coalizão para Preparação de Epidemia e Inovações (Coallition for Epidemic Preparedness Innovations), em Tóquio-Japão, e de reunião sobre projeto científico e visita às instalações da Empresa ChipShop GmbH Microfluídicos, em Jena-Alemanha, no período de 14 a 25 de novembro de 2017, inclusive trânsito.

ADEILSON LOUREIRO CAVALCANTE, DESIGNADO para exercer o encargo de substituto eventual do Ministro de Estado da Saúde, no período de 13 a 17 de novembro de 2017

Atos do Poder Executivo
MINISTÉRIO DA SAÚDE
DECRETO DE 10 DE NOVEMBRO DE 2017
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso I, da Constituição, resolve, DESIGNAR
ADEILSON LOUREIRO CAVALCANTE, para exercer o encargo de substituto eventual do Ministro de Estado da Saúde, no período de 13 a 17 de novembro de 2017.
Brasília, 10 de novembro de 2017; 196o da Independência e 129o da República.
MICHEL TEMER
Ricardo José Magalhães Barros


Mais descanso e menos antibiótico: a receita para evitar superbactérias

Persiste no Brasil uma "cultura do antibiótico", em que pacientes esperam receber o remédio e em que médicos banalizam sua prescrição. No entanto, o uso excessivo desses medicamentos deve ser contido se quisermos frear a expansão de bactérias resistentes, que já matam 23 mil pessoas no Brasil por ano, afirmam especialistas. Para diminuir seu uso, médicos e pacientes precisam restringir seu uso a casos graves e não para "tratar qualquer sintoma", argumentam.

"Existe uma tendência enorme à medicalização no Brasil. As pessoas têm qualquer sintoma e querem um remédio. Sabemos que uma gripe vai demorar cerca de sete dias para passar, mas as pessoas querem remédio para encurtar isso", afirma Ana Escobar, médica do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas e livre docente em Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Em outubro, o Ministério da Saúde do Reino Unido recomendou aos médicos do país que receitassem mais descanso e menos antibióticos aos pacientes. De acordo com o órgão, cerca de um quinto dos antibióticos naquele país são usados desnecessariamente, para doenças que seriam curadas sozinhas.

No Brasil, um dos países que mais contribuiu para o aumento global do consumo de antibióticos na última década, ainda não há uma recomendação oficial do tipo, mas médicos alertam para a importância de frear o consumo desses remédios para evitar a expansão de superbactérias.

"Os números referentes à evolução da resistência antimicrobiana são assustadores", diz Luiz Henrique Melo, médico infectologista e consultor da empresa farmacêutica MSD, que gere programas para a racionalização no uso de antibióticos.

A falta de estrutura adequada dos postos e hospitais, onde nem sempre há a possibilidade de diagnóstico rápido por exames laboratoriais para checar se há uma infecção bacteriana, também dificulta a vida dos médicos. De acordo com um levantamento preliminar da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de 2015, o Brasil tem praticamente um laboratório de microbiologia para cada dez hospitais.

Esses laboratórios são essenciais para identificar as causas de uma infecção e municiar médicos com informações sobre que remédios receitar ao paciente. Sem tais laboratórios e exames, médicos tomam decisões no escuro e podem errar na prescrição.

Ausência de critérios claros
Para auxiliar os profissionais de saúde no uso racional desses remédios, seriam necessários protocolos mais claros e rígidos, afirma Escobar. De acordo com a médica, em muitos casos, há critérios bem definidos para o uso de antibióticos – como no tratamento de pneumonia, amigdalite e otite –, mas seriam necessárias recomendações mais abrangentes.

"Esse respaldo precisaria vir de diretrizes universais. Um critério, por exemplo, é a recomendação de antibiótico para amigdalite apenas se houver infecções por bactérias estreptococos do grupo A (GAS)", afirma. "Temos algumas diretrizes, mas não temos uma divulgação disso."

Em maio, o governo brasileiro anunciou a elaboração de um plano nacional de combate a bactérias resistentes a pedido da Organização Mundial de Saúde (OMS). O governo diz que pretende educar melhor profissionais e pacientes sobre a urgência do tema. A previsão é que o plano seja colocado em prática a partir de 2018.

O Ministério da Saúde disse por meio de nota que o Brasil se destaca no combate à resistência antimicrobiana na América do Sul. "Entre os esforços [nacionais], está a experiência brasileira de obrigatoriedade e retenção de prescrição para antibióticos em farmácias, que contribuiu para a contenção da resistência", afirmou.

"Este é um tema prioritário para a saúde pública devido ao crescimento no número de bactérias resistentes, com comprometimento ou, até mesmo, impossibilidade de cura com os antibióticos existentes, de doenças como tuberculose e malária", declarou.

Resistência antimicrobiana
Desde a descoberta do primeiro antibiótico, a penicilina, bactérias e medicamentos travam uma disputa em que um busca vencer o outro.

A resistência a antibióticos é um processo natural – as bactérias, ao serem atacadas pelos remédios, criam mecanismos de defesa para sobreviver. Os organismos não exterminados por medicamentos são chamados de resistentes e passam o gene da resistência à sua prole, gerando uma nova linhagem de bactérias resistentes.

O uso abusivo de antibióticos contribui para esse processo e, por isso, sua utilização racional é importante para controlar a expansão de bactérias mais fortes que os medicamentos disponíveis.

Quando o ritmo de inovação da indústria farmacêutica na área de antibióticos era alto, a resistência não apresentava grandes desafios. Porém, nas últimas três décadas, o número de antibióticos desenvolvidos desacelerou, enquanto as bactérias continuaram com suas mutações naturais e passaram à frente nessa corrida.

A redução no número de novos antibióticos aprovados nos Estados Unidos nos últimos 30 anos ilustra essa desaceleração: enquanto na década de 1980, 30 novos antibióticos foram aprovados pela Food and Drug Administration (FDA), a Anvisa americana, apenas sete foram registrados entre 2000 e 2009.

"Ao longo dos anos a indústria farmacêutica se desinteressou pelo setor de antibióticos. Os governos estão estimulando as empresas a voltar a produzir, principalmente para cobrir esses medicamentos que estamos perdendo", afirma Melo.

Keila Guimarães, De São Paulo para a BBC Brasil


Insulina ucraniana e a transferencia de tecnologia para FIOCRUZ/BAHIAFARMA

Acordo técnico com empresa para desenvolver insulina no Brasil foi firmado em 2006, mas até hoje nenhum frasco da substância foi produzido

Uma empresa ucraniana, que já recebeu R$ 196 milhões de dinheiro público pela importação de insulina distribuída pelo SUS a portadores de diabetes e para compartilhar a tecnologia de fabricação da substância no Brasil, foi reprovada em inspeção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Após visitar as instalações da Indar em Kiev, a agência rejeitou o pedido de renovação do chamado certificado de boas práticas de fabricação de medicamentos. Por conta da decisão da Anvisa, a compra do produto da Indar acabou suspensa pelo governo. A suspensão ocorre em meio a concretização de um acordo entre o laboratório europeu e o governo da Bahia. A gestão do petista Rui Costa planeja instalar uma unidade de produção de insulina no estado, com orçamento estimado entre R$ 250 milhões e R$ 300 milhões.

As primeiras tratativas entre o laboratório e o governo brasileiro para atuar no país ocorreram em 2003, primeiro ano das gestões do PT. Em julho de 2006, Indar e Fiocruz assinaram um acordo técnico-científico para transferência de tecnologia destinada à produção de insulina humana recombinante. Porém, este acordo ainda não resultou na produção de um único frasco de insulina no Brasil.

Agora, uma nova parceria foi assinada, entre a indústria farmacêutica ucraniana e a Bahiafarma, o laboratório público do governo da Bahia. O governador e seu secretário de Desenvolvimento Econômico, o ex-ministro Jaques Wagner, foram a Kiev no fim de agosto assinar acordo para instalação de fábrica de insulina na região metropolitana de Salvador.

DISPUTA DE MERCADO
A compra da substância envolve uma disputa milionária de interesse do mercado farmacêutico. Os grandes laboratórios pressionam contra o avanço de parcerias que permitam a produção própria de insulina no Brasil. A produção é dominada mundialmente por três grandes indústrias farmacêuticas: a dinamarquesa Novo Nordisk, a norte-americana Eli Lilly e a francesa Sanofi. Somente a Novo Nordisk recebeu do Ministério da Saúde R$ 183,5 milhões, em 2016, e R$ 59,6 milhões, neste ano, para fornecer a insulina disponibilizada no SUS. A Eli Lilly recebeu R$ 4,4 milhões do ministério no ano passado, boa parte pelo fornecimento de insulina.

O pedido de inspeção na Indar na Ucrânia partiu da Fiocruz e da própria Bahiafarma. Os técnicos da Anvisa estiveram na indústria uma semana antes da chegada da comitiva do governador. O indeferimento da renovação da certificação ao laboratório ucraniano — a primeira desde 2010, quando a Indar obteve o primeiro certificado — foi publicado no Diário Oficial da União no dia 16 do mês passado. A Anvisa detectou o que os fiscais chamam de “não conformidade” considerada crítica e outras oito consideradas “maiores” — o indeferimento ocorre quando existem pelo menos seis infrações tidas como “maiores”.

Uma das “não conformidades maiores” apontadas pela Anvisa foi a inexistência de conferência em 100% da rotulagem dos frascos, no que diz respeito a lote e validade. Os técnicos da Anvisa também detectaram uma ausência de determinação de vida útil de resinas que fazem a retirada de impurezas da insulina. Sobre higiene, faltaram procedimentos para troca de vestuário e detergentes com atividade germicida comprovada, conforme a Anvisa.

Essa certificação não é obrigatória para a fabricação de medicamentos. Mas técnicos da Anvisa e do mercado farmacêutico entendem ser temerário uma produção de insulina ou qualquer outro medicamento sem o certificado. Este é o entendimento dentro da Bahiafarma, que decidiu suspender qualquer iniciativa de importação até que o problema seja resolvido.

Os R$ 196 milhões gastos com a Indar até agora dizem respeito à importação de insulina e à transferência de tecnologia para fabricar o produto, segundo a Fiocruz. Registros fornecidos pelo Ministério da Saúde, no entanto, apontam que os contratos estipulam gastos de R$ 330,9 milhões com 28,6 milhões de frascos do produto importados entre 2007 e 2016. Cada frasco custou R$ 11,57. A Indar alegou existirem “condições de confidencialidade” no acordo e não forneceu os valores.

7% DE TODA A INSULINA DO SUS
Pelo contrato, o governo comprava todo ano 2,65 milhões de frascos de insulina da Indar. Isso representa 7% da insulina ofertada via SUS aos pacientes de diabetes. O Brasil tem 14 milhões de diabéticos — 2 milhões fazem uso do medicamento fornecido pelo SUS. Estimativas apontam que 8% da população tem diabetes e, dentre os diabéticos, 14% são insulino-dependentes.

A Fiocruz afirmou terem ocorrido “diversos infortúnios com a empresa transferidora (mudança de direção, privatização e reestatização), o que tornou difícil um processo contínuo e dentro do prazo acordado”. Depois do acordo técnico-científico, uma parceria para o desenvolvimento produtivo chegou a ser assinada em 2013. O acordo técnico segue vigente. A Fiocruz diz que “é possível atestar a qualidade e a segurança do produto distribuído no SUS”.

DESENVOLVIMENTO PRESERVADO, DIZEM EMPRESA E FIOCRUZ
O diretor-presidente da Bahiafarma, Ronaldo Dias, disse ao GLOBO que já solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) uma nova vistoria na Indar — o laboratório ucraniano parceiro na produção de insulina — e que pedirá urgência ao órgão de fiscalização. A expectativa de Dias é que os técnicos viajem outra vez a Kiev no próximo mês.

— Estamos vendo os pontos do relatório da Anvisa e já recebemos as respostas da Indar para cada um deles. Nunca houve risco sanitário do produto — afirmou o diretor da farmacêutica do governo da Bahia.

A expectativa mais otimista dentro da Bahiafarma é que a renovação da certificação de boas práticas de fabricação de medicamentos saia em janeiro do próximo ano. A mais pessimista, que a inspeção ocorra em fevereiro e que um eventual novo certificado seja expedido no mês seguinte. O laboratório público sustenta que as irregularidades foram sanadas e que não haverá um novo indeferimento na certificação. O projeto da fábrica de insulina na Bahia prossegue durante essa fase de análise pela Anvisa, segundo o diretor da empresa.

— Não há um comprometimento do processo sanitário. O certificado atual é válido até fevereiro de 2018. Além disso, a renovação do registro do produto foi publicada em março deste ano, com validade de cinco anos — disse Dias.

A parceria para o desenvolvimento produtivo destinou à Bahiafarma e Indar um mercado de 13,5 milhões de frascos de insulina por ano.

— Ninguém pode ser produtor único de nada. Foi esse o entendimento prevalecente no Ministério da Saúde. Este é o primeiro grande projeto biotecnológico no Nordeste brasileiro — disse o diretor da Bahiafarma.

Em resposta por e-mail, a representante da Indar, Maryna Potibenko, disse considerar “a indicação de não conformidade pelo órgão regulador brasileiro um processo natural”. “A Anvisa é um dos mais exigentes órgãos regulatórios do mundo. Sendo assim, é impossível a presença do produto de má qualidade no mercado do Brasil. A qualidade e a segurança da insulina de Farmanguinhos (produzida por Indar) comprovam os dados de farmacovigilância, obtidos no Brasil”, afirmou.

“MANOBRA PROTELATÓRIA”
Potibenko citou a Novo Nordisk, que “não vendia insulina no mercado brasileiro durante 36 meses por motivo de adequação de não conformidade indicada pela Anvisa”. Segundo ela, a farmacêutica dinamarquesa tentou uma proposta de transferência de tecnologia com o governo brasileiro, mas a estratégia não passou de “manobra protelatória, apenas para que não fosse efetivado o acordo com a Indar, mantendo assim indefinidamente a atividade oligopolista da Novo Nordisk”.

Segundo a representante da Indar, a tecnologia foi transferida à Fiocruz. Além disso, a parceria permitiu expressiva redução de preços, conforme a executiva. “O acordo Fiocruz/Farmanguinhos e Indar está vigente. O envolvimento da Bahiafarma é a etapa final da realização do acordo, relacionada com a construção da fábrica”, disse.

A Fiocruz, por meio da assessoria de imprensa, afirma que a transferência de tecnologia segue em andamento. “Farmanguinhos já reproduziu o processo em escala laboratorial até a etapa final de produção de cristais. Atualmente, Farmanguinhos é detentor de bancos de células do agente produtor da insulina e do conhecimento do processo completo”. O estágio atual, segundo a empresa, é de “aumento da escala dos processos para melhorar as condições de portabilidade da produção industrial de cristais de insulina”. Farmanguinhos vai capacitar a equipe da Bahiafarma, segundo a assessoria.

Segundo a Fiocruz, a insulina da Indar é segura. “Durante todo o período de acordo, que já apresenta dez anos de distribuição, não houve registro de quaisquer reações adversas que comprometam a segurança ou eficácia do medicamento”.

O Ministério da Saúde diz que a transferência de tecnologia “tem sido realizada”. O governador da Bahia, Rui Costa, informou que a área técnica responderia sobre o caso.

Foto: Joerg Sarbach/ AP – Jornal Extra


Agenda da semana - CÂMARA DOS DEPUTADOS


SEGUNDA-FEIRA (13)
14 horas
Plenário
Sessão de debates.
Plenário Ulysses Guimarães
17 horas
Centro Cultural da Câmara; e Centro de Documentação e Informação da Câmara

Encontro com o autor – Cristiane Sobral
Salão de Leitura da Biblioteca Pedro Aleixo, anexo 2

TERÇA-FEIRA (14)
14 horas
Plenário

Sessão de debates.
Plenário Ulysses Guimarães

QUINTA-FEIRA (16)
14 horas
Plenário

Sessão de debates.
Plenário Ulysses Guimarães
19 horas
Comissão de Cultura 

Seminários na cidade de Chapecó, em virtude do centenário do município, para debater políticas culturais para o futuro; e palestra sobre a Juventude e os 100 anos de Chapecó.
Câmara Municipal de Vereadores, Chapecó (SC)

SEXTA-FEIRA (17)
9 horas
Plenário

Sessão de debates.
Plenário Ulysses Guimarães

Agência Câmara Notícias


Calendário Agenda