Petições
para análise de produtos importados devem estar enquadradas em uma das 14
possibilidades descritas no formulário do Siscomex.
Já
está disponível, no formulário eletrônico de petição de mercadorias importadas
do Sistema Siscomex, um campo chamado “Condições Especiais”. Nele, consta a
listagem de critérios para priorização de análise de produtos importados.
Serão
classificadas como prioritárias as petições enquadradas em um dos seguintes
critérios:
Petições
secundárias de processos previamente analisados relativas a cumprimento de
exigência, liberação de Termo de Guarda, LI Substitutiva e recurso
administrativo, pois dão continuidade à análise do processo e somam-se ao
tempo de análise institucional;
Importação
direta pelo Ministério da Saúde ou entidades vinculadas ao SUS, para
atendimento a programas públicos de saúde, desde que comprovada a
vinculação;
Importação de
produtos que exigem condições de armazenagem com temperatura inferior a
20°C negativos, bem como de medicamentos biológicos e amostras biológicas
sujeitos a monitoramento da temperatura desde sua origem até a armazenagem
pelo importador;
Importação de
produtos com prazo de validade inferior a 60 dias, de alimentos e demais
produtos perecíveis, que são aquelas sensíveis a qualquer tipo de
deterioração, seja biológica, física ou química e que suas qualidades para
comercialização e consumo podem ser afetadas se não forem devidamente
acondicionados, pois a estadia demasiada no recinto pode inviabilizar o
comércio ou comprometer a qualidade e segurança desses produtos;
Importação de
produtos pelo modal rodoviário cuja URF de despacho seja um recinto na
fronteira, considerando que os produtos ficam em caminhões, muitas vezes
com o motorista e seus acompanhantes aguardando no próprio veículo;
Importação de
produto para pesquisa clínica, uso compassivo e acesso expandido,
considerando a previsão no Art. 25 da RDC nº 172, de 8 de setembro de
2017, de que “As importações destinadas a programas de acesso expandido,
uso compassivo, fornecimento de medicamentos pós-estudo e ensaios clínicos
cujo objetivo seja registro ou alteração de registro do produto no Brasil;
Importação
destinada a paciente específico, realizada por pessoa física ou pessoa
jurídica, informando através de relatório médico a necessidade do produto
devido ao seu estado de saúde;
Importação de
radiofármaco pronto para uso. As importações de kits liofilizados não
radioativos e de geradores de radionuclídeos não necessitam ser
priorizadas, pois tais produtos possuem prazo de validade superior a 12
meses, tendo em vista que estes produtos são marcados no centro de medicina
nuclear momentos antes do uso. Apenas as importações de radiofármacos
prontos para uso devem ser priorizadas, pois seu prazo de validade é
curto, em média 28 dias, devido ao decaimento das fontes radioativas;
Importação de
produtos com risco de desabastecimento no mercado, conforme parecer da
área técnica competente da Anvisa, pois a descontinuação de fabricação ou
importação de medicamentos e outros produtos, mesmo que temporária, pode
provocar o desabastecimento do mercado a ponto de comprometer a política
pública de assistência farmacêutica e trazer consequências negativas à
saúde da população;
Importação de
produtos destinados a feiras e eventos, em acordo com a RDC n° 13, de 30
de janeiro de 2004;
Importação de
produtos alimentícios específicos, por ocasião das festas religiosas
constantes do calendário oficial do País;
Importação de
cargas de grande volume que comprometam a operação do recinto alfandegado,
mediante solicitação formal do responsável técnico pelo recinto,
esclarecendo os motivos;
Importação de
fontes radioativas, cujo decaimento de radioatividade e armazenagem
inadequada podem comprometer a segurança e eficácia do produto; e
Importação de
produtos destinados a Parceria para o Desenvolvimento Produtivo, desde que
comprovada a parceria.
Somente
serão priorizados os processos de importação enquadrados em um dos critérios
acima descritos. As comprovações necessárias, citadas em cada critério, deverão
ser anexadas ao dossiê de cada processo de importação. Se o critério de
priorização não for confirmado no exercício da fiscalização (análise documental
e/ou inspeção física), a petição será indeferida sumariamente, conforme dispõe
o item 1.3, Capítulo II, da RDC 81/2008, atualizada pela RDC 208/2018.
A
RDC 208, de 5 de janeiro de 2018, revogou a exigência da presença de carga para
protocolização dos processos de importação, portanto, tais processos podem ser
analisados antes mesmo da chegada da carga no país.
Fila de análise
Nas
últimas semanas, houve um aumento da fila de análise de processos de importação
na modalidade Siscomex, o que exigiu atuação da Anvisa. Desta forma, foi feita
articulação interna para a lotação de servidores nos postos responsáveis pela
anuência desses processos, já demonstrando tendência de queda no tempo de
espera.
Além
disso, para conhecer a estimativa de prazo para análise das petições primárias
de processos de importação no Peticionamento Eletrônico de Importação (PEI), a
Anvisa disponibiliza em seu portal analítico painéis gerenciais que podem ser
acessados por meio do link: http://portalanalitico.anvisa.gov.br/Importacao.
Inicialmente, o painel conterá o tempo máximo que uma petição primária fica na
fila, o tamanho da fila (estoque) e o total de processos novos por dia, podendo
incluir novas visualizações no futuro.
Importação de produtos pelo
modal rodoviário
Os
critérios de priorização da análise de processos de importação especificados no
Anexo I da OS 47/18 incluem a priorização da análise da importação de produtos
que ingressam pelo modal rodoviário cuja URF de despacho seja um recinto na
fronteira, em razão do intenso fluxo comercial entre países vizinhos. Além
disso, há de se considerar que os produtos transitam em caminhões e, muitas
vezes, o motorista e seus acompanhantes devem aguardar, no próprio veículo, o
desembaraço aduaneiro, cuja demora pode gerar filas e até mesmo desgaste físico
e emocional dos profissionais.
Desta
forma, os processos de importação desta modalidade devem ser identificados no
formulário eletrônico, no campo “condições especiais”, como “Modal rodoviário”.
Para
essa situação específica, não será obrigatória a anexação de toda a
documentação prevista na RDC 81/08 para o peticionamento do processo de
importação. Todavia, o importador deverá peticionar, em até cinco dias corridos
do protocolo do processo, a complementação da documentação por meio de
aditamento ao processo.
Os
processos de importação incompletos que não tiverem aditamento peticionado em
até cinco dias corridos, a contar da data de protocolo do processo, serão
indeferidos. Mais uma vez, ressalta-se que, caso o enquadramento como processo
a ser priorizado não se confirme no exercício da fiscalização, a petição será
indeferida sumariamente, não sendo passível de exigência, conforme dispõe o
item 1.3, Capítulo II, da RDC n° 81/2008, atualizada pela RDC n° 208/2018.
As
medidas serão válidas até a implementação do gerenciamento de risco na
importação desses produtos.
A análise
genética de amostras colhidas em pessoas com suspeita de viroses contribui para
formulação de vacinas e agilidade no tratamento da população. De
acordo com dados do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), unidade da
Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), que integra a Rede Estadual de Saúde,
de janeiro até a primeira quinzena de abril, foram realizados 136 testes.
Deste
total, seis apresentaram resultados positivos para H1N1, dois para H3N2 e um
para Influenza B. Dos outros vírus respiratórios circulantes foram
identificados 10 Adenovirus, quatro Parainfluenza 3, um Parainfluenza 1, um
Vírus Sincicial Respiratório e um Metapneumovirus.
De acordo
com o gerente de Biologia Molecular do Lacen, Cliomar Alves dos Santos, os
testes são realizados com amostras de secreções respiratórias (nasofaringe) ou
aspirado nasal, coletados nos pacientes com suspeita de virose. “Aqui no Lacen
esse material é cadastrado no sistema e vai para o laboratório, onde passa pelo
processo para amplificação do material para detecção da presença do vírus e sua
identificação” detalhou o farmacêutico-bioquímico.
Por
se tratar de testes sensíveis específicos, os insumos e reagentes são ofertados
pelo Ministério da Saúde (MS) e a Fundação Parreiras Horta (FSPH). As análises
utiliza a metodologia Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) em tempo real para
investigar o vírus Influenza e Imunofluorescencia para os outros vírus respiratórios.
“Esse diagnóstico feito no Lacen é muito importante para pacientes portadores
do vírus que terão mais agilidade em seus tratamentos, bem como para as
Vigilâncias Epidemiológicas porque além de permitir identificar novas mutações
genéticas do vírus, os testes contribuem para preparação de novas vacinas,”,
informou Cliomar Alves.
Ele
explicou ainda que os resultados dos exames de PCR Influenza são entregues em
dois dias úteis, excedendo as expectativas das normativas do Ministério da
Saúde voltadas para melhoria da qualidade e atendimento, no tratamento dos
pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
O Índice de Preços ao
Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em março registrou alta de 3,54%; em
comparação a meses anteriores, a taxa está recuando
Entre os grupos de serviços e
produtos analisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), o grupo de Saúde e Cuidados Pessoais apresentou a maior variação do
Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no Estado de São Paulo em março.
Apesar disso, de acordo com os dados divulgado pelo IBGE, a inflação do grupo
está desacelerando. Com alta de 7,08% no acumulado em 12 meses, o setor de
Saúde chegou a apresentar variação de 10,98% nos 12 meses imediatamente
anteriores. Ano passado, o item Gastroprotetor puxou a alta, com 21,94% do
total do grupo. Em 2018, no entanto, o registro foi de apenas 2,80%.
“O preço dos combustíveis está
aumentando”
ANTÔNIO CARLOS DOS SANTOS,
PROFESSOR DE ECONOMIA
O Plano de Saúde (13,60%) é
agora o principal fator para a alta do setor. “Os planos de saúde são
geralmente registrados nesse período. Esse item acaba pesando no setor de
Saúde”, explicou o professor de economia da Pontifí- cia Universidade Católica
de São Paulo (PUC-SP), Antônio Carlos Alves dos Santos. Segundo ele, além
disso, os ajustes salariais dos profissionais do seg mento também influenciaram
a alteração da taxa acumulada. Assim como Saúde, os grupos de Transportes e
Educação também tiveram altas significativas na taxa acumulada de março, com
5,99% e 4,61%, respectivamente.
No setor de Transportes, os
itens responsáveis pela alta foram: Passagem Aérea (19,95%) e Gasolina
(14,83%). “O preço dos combustíveis está aumentando. A conjuntura atual faz com
que o preço dos derivados do petróleo cresça no mercado mundial. E acabamos de
entrar no verão americano, o que gera um aumento no gasto de combustível. Por
isso, não vejo, por enquanto, uma possível queda no setor”, afirmou o
especialista da PUC. No caso da Educação, Curso de Idioma (11,16%) e
Pós-Graduação (10,92%) foram os itens que mais influenciaram no resultado da
taxa. “Essa época do ano, não há mais gastos relacionados à escola, como
material escolar e matrículas”, acrescentou.
Os Artigos de Residência
registraram uma taxa negativa de 0,49%, assim como Alimentação e Bebida
(-0,20%) e Comunicação (-0,08%). Os três grupos foram os únicos, entre os oito
setores analisados pelo IBGE, a registrar variações negativas em São Paulo
durante o período. Recuo da inflação O IPCA acumulado em 12 meses do estado em
março marcou 3,54%. Quando comparado com as taxas de meses anteriores, é
possível analisar que a inflação está recuando. O índice geral foi inferior à
de março de 2017 (4,37%) e à de fevereiro desse ano (3,64%). Para Alves dos
Santos, a inflação brasileira está controlada. “Como a economia de São Paulo é
a mais importante do país, se a inflação do Brasil está controlada, a do estado
também está”, explicou. O professor de economia da Fundação Armando Alvares
Penteado (FAAP), Eduardo Mekitarian, por sua vez, comentou sobre a demora do
aumento da taxa. “A inflação está caindo, porém ainda é uma variação pequena.
Vejo a situação como um fator positivo, mas a recuperação econômica está
lenta”.
Os Laboratórios Baldacci reuniram os
maiores players ligados ao varejo e atacado farmacêutico para
o lançamento do Memoriol,
suplemento vitamínico da Linha Nutri, que abrange cinco produtos inovadores e
exclusivos. O evento ocorreu na noite desta quinta-feira, dia 19 de abril, no
hotel Prodigy Berrini, em São Paulo, com a presença de mais de 50 executivos do
canal farma. “Trata-se de um dos grandes investimentos do laboratório para
2018, que chega com uma nova fórmula, embalagem modernizada e reposicionamento
de categoria”, explica o diretor de marketing Sergio Perelman.
Participaram da recepção as
principais distribuidoras de produtos farmacêuticos do país: ANB Farma, D
Center, Dislab, Distribuidora Jorge Batista, GAM, MilFarma, OrgaFarma,
Panpharma, Profarma, Santa Cruz e Servimed. Redes de farmácias e drogarias
também marcaram presença – A Nossa Drogaria, Drogafarma, Drogal, Drogarias
Globo, Drogarias Nissei, Drogaria Venancio, Extrafarma, Farmácia Permanente,
Farmácias Pague Menos, MultiDrogas, Panvel Farmácias, RD (Raia Drogasil) e
Ultrafarma.
“É de extrema importância
estar presente no evento da Baldacci, num momento em que o laboratório está
renovando a sua marca”, diz Alex Matos, gestor de compras da
distribuidora Santa
Cruz. “Trata-se de uma oportunidade para estreitar o relacionamento com a
indústria e também ver de perto o relançamento de um produto que já fez muito
sucesso no passado e que, hoje, acreditamos que fará ainda mais”, afirma
Antonio Cesar Bianco, diretor-presidente da MultiDrogas, rede que possui
cerca de 500 lojas no interior paulista.
Nova fórmula e categoria
Lançado em 1974 como
medicamento, o Memoriol foi descontinuado em 2015 por questões estratégicas e,
desde então, vinha recebendo diversas solicitações pelo SAC da empresa para que
fosse recolocado no mercado. “Investimos em pesquisa para criar uma nova
composição do produto, agora inserido na categoria de suplemento vitamínico,
mas sem perder suas características e benefícios”, ressalta Perelman.
Segundo o executivo, a mudança
de categoria isenta a necessidade de prescrição médica e facilita a entrada do
produto no varejo e junto ao consumidor final. Com uma embalagem renovada e em
frascos com 30 e 60 comprimidos, o Memoriol tem em sua nova formulação cinco
vitaminas (B6, B9, B12, D e E) e dois minerais (fósforo e selênio). Contribui
para estimular a memória, a concentração e o foco, ao mesmo tempo em que reduz
a fadiga e o cansaço.
“O produto apresenta um
excelente custo-benefício, pois um dos diferenciais está na indicação de
dosagem diária de um comprimido, diferentemente de outros similares do mercado,
que propõem a ingestão de dois ou mais por dia. Além disso, também possui uma
concentração maior de fósforo do que a concorrência”, explica o diretor
comercial Osvaldo
Jacomeli Junior. O Memoriol está disponível nas farmácias e drogarias de
todo o Brasil por um valor médio de R$ 29,90 (com 30) e R$ 54,90 (com 60).
Presente na Itália desde 1904
e no Brasil desde 1951, os Laboratórios Baldacci contam com cerca de 400
colaboradores, com um portfólio de 13 produtos, entre medicamentos das linhas
de angiologia, cardiologia, gastrenterologia e nutrição. Com um faturamento de
R$ 170 milhões em 2017, a empresa anunciou neste ano o investimento de R$ 30
milhões para a construção de uma fábrica em Ibiúna (SP).
Evento: Conferência “30
anos do SUS: desafios e caminhos para o direito à saúde”
Conferencista: Sônia
Fleury, cientista política
Debatedoras: Maria
do Socorro de Souza (Fiocruz Brasília e ex-presidente do CNS) e Isabela Soares
Santos (Ensp/Fiocruz e membro do conselho consultivo do Centro Brasileiro de
Estudos de Saúde – Cebes)
Dia/Horário: 26/04/2018,
quinta-feira, às 9h
Local: Biblioteca
de Manguinhos/Fiocruz – Avenida Brasil, 4.365, no Pavilhão Haity Moussatché, em
Manguinhos, Rio de Janeiro/RJ.
Menos segurança na
distribuição de medicamentos. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo
Tribunal Federal (STF), concedeu liminar para suspender a Lei 15.626/2014, que exige a presença de um farmacêutico em
todas as transportadoras de insumos de farmácia. A decisão foi tomada no
julgamento de uma ação direta de constitucionalidade impetrada pelo governador
licenciado de São Paulo, Geraldo Alckmin, que questionava norma aprovada pela
Assembleia Legislativa por supostamente violar a competência da União.
A alegação é de que já
existe atribuição à Anvisa para regular e fiscalizar o transporte de produtos
farmacêuticos. As regras da agência impõem a presença de um profissional do
setor apenas na fase final de comercialização dos remédios. Já durante a
distribuição, é requerido um técnico com profissão formalizada em conselho de
classe, mas sem uma formação específica.
O ministro ressaltou ainda que
a lei estabeleceu atribuições aos órgãos estaduais de vigilância sanitária, mas
sem a participação do Poder Executivo, o que teria criado um ônus desproporcional
à liberdade de iniciativa das empresas de transporte.
Serão vacinadas 54,4
milhões de pessoas, que pertencem a grupos mais suscetíveis ao agravamento
de doenças respiratórias. O Dia D de mobilização nacional será 12 de maio
Crédito: Rodrigo Nunes/MS
O Ministério da Saúde, em
conjunto com os estados e municípios, realiza a 20ª Campanha Nacional de
Vacinação contra a Influenza. A mobilização começa no dia 23 de abril e seguirá
até 1º de junho, sendo sábado (12 de maio), o dia de mobilização nacional. Ao
todo, deverão receber a vacina 54,4 milhões de pessoas que integram os grupos
prioritários. Para isso, o Ministério da Saúde adquiriu 60 milhões de doses da
vacina, que serão entregues em etapas aos estados.
O anúncio da campanha de
vacinação contra gripe deste ano foi feito em coletiva pelo ministro da Saúde,
Gilberto Occhi, nesta quarta-feira (18). O Ministério da Saúde está assegurando
vacina para 100% do público-alvo da campanha. “É importante reforçar que temos
vacina disponível para todas as pessoas que fazem parte do grupo prioritário.
No ano passado não faltou vacina e neste ano também não faltará. Nosso objetivo
é vacinar 100% do público-alvo”, concluiu o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.
O grupo prioritário da
campanha são pessoas a partir de 60 anos, crianças de seis meses aos menores de
cinco anos, trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada,
povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas
privadas de liberdade – o que inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em
medidas socioeducativas - e os funcionários do sistema prisional.
Os portadores de doenças
crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais também devem
se vacinar. Este público deve apresentar prescrição médica no ato da vacinação.
Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema
Único de Saúde (SUS) deverão se dirigir aos postos em que estão registrados
para receberem a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.
A escolha dos grupos
prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa
definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do
comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os
vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de
doenças respiratórias. A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do
Ministério da Saúde, Carla Domingues, explica como a campanha de vacinação em
grupos específicos protege, inclusive, as pessoas que não se vacinam. “Quando
se vacina um grande grupo de pessoas como estamos fazendo, mais de 54 milhões
de pessoas há uma diminuição da circulação do vírus e as que não são vacinadas
indiretamente ficam protegidas. É o que nós chamamos de imunidade de grupo ou
rebanho. Por isso, a necessidade de que o público prioritário tenha elevada
cobertura vacinal porque, desta forma, também estaremos protegendo aqueles que
não terão acesso a vacinação”, concluiu Carla Domingues.
O Ministério da Saúde alerta
para que as pessoas se vacinem dentro do prazo da campanha para evitar gripe e
seus possíveis agravamentos. É preciso que todos estejam devidamente protegidos
antes do inverno chegar, já que a vacina precisa de 15 dias para garantir a
proteção. “O Brasil é o país que mais oferta vacina de gripe gratuitamente no
mundo, mas é preciso alertar que a campanha não será prorrogada. Portanto as
pessoas alvo da campanha devem procurar os postos de saúde até o dia 1º de
junho”, informou o ministro da Saúde. “Após o término da campanha e se houver
sobra, o Ministério irá, junto aos estados, definir outro público para se
vacinar”, completou Gilberto Occhi.
No dia 12 de maio, quando
ocorre a mobilização nacional, estarão abertos 65 mil postos de vacinação,
sendo 37 mil de rotina e 28 mil volantes, com envolvimento de 240 mil pessoas.
Também estarão disponíveis, para a mobilização, 27 mil veículos terrestres,
marítimos e fluviais.
A vacina contra gripe é segura
e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença, internações
ou, até mesmo, óbitos. Ela protege contra os três subtipos do vírus da gripe
que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação
da OMS, (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B). Neste ano, apenas a cepa da influenza A
(H1N1) não foi alterada: A/Michigan/45/2015 (H1N1)pdm09;
A/Singapore/INFIMH-16-0019/2016 (H3N2); e B/Phuket/3073/2013.
DISTRIBUIÇÃO DE DOSES
Desde o dia 9 de abril, as
doses adquiridas pelo Ministério da Saúde estão sendo distribuídas aos estados,
que são responsáveis pelo repasse aos municípios para a realização da campanha.
Até o dia 20 de abril, 17,2 milhões de doses terão sido enviadas aos estados,
representando 41% da entrega da campanha. No total, oito remessas de doses
foram programadas para o envio até o dia 25 de maio, totalizando 100%.
A distribuição do
imunobiológico é feita em etapas, de acordo com a capacidade de armazenamento
das vacinas nos estados e municípios. O cronograma de entrega das vacinas segue
critérios técnicos, como incidência de casos e óbitos e logística de
distribuição para áreas de difícil acesso. O Ministério da Saúde considera que
os estados devem priorizar o envio de vacinas aos municípios com maior
incidência da doença.
CAMPANHA
Neste ano, a Campanha Nacional
de Vacinação contra a Influenza terá como padrinho, o ex-jogador de futebol
Pelé, que vai convocar todos os públicos a se vacinarem. A campanha
publicitária começa a ser veiculada no próximo domingo (22/04) e continua até o
final da mobilização nacional.Com o slogan, “Entre para o time da saúde.
Vacine-se contra a gripe e fique protegido”, o Rei do Futebol faz um convite
para o grupo prioritário se proteger contra a gripe. A campanha publicitária
será exibida em TV aberta, rádio, nos meios impresso (jornais e revistas),
mídia exterior (busdoor, placas em ruas e avenidas, abrigo de ônibus, metrô),
no meio online (internet e com ações nas redes sociais).
PREVENÇÃO
A transmissão dos vírus
influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias,
eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre
por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas
(boca, olhos, nariz). À população em geral, o Ministério da Saúde orienta a
adoção de cuidados simples como medida de prevenção para evitar a doença, como:
lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca com lenço
descartável ao tossir ou espirrar; não compartilhar objetos de uso pessoal;
além de evitar locais com aglomeração de pessoas.
REAÇÃO ADVERSA
Após a aplicação da vacina,
podem ocorrer, de forma rara, dor, vermelhidão e endurecimento no local da
injeção. São manifestações consideradas benignas, cujos efeitos costumam passar
em 48 horas. A vacina é contraindicada para pessoas com história de
reação anafilática prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham
alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados. É importante
procurar o médico para mais orientações.
MEDICAMENTO
O uso do antiviral Oseltamivir
(Tamiflu) está indicado para os casos de síndrome respiratória aguda grave e
casos de síndrome gripal com condições e fatores de risco para complicações, de
acordo com o Protocolo de Tratamento de Influenza 2015, do Ministério da Saúde.
No caso de pacientes com síndrome gripal, sem condições e fatores de risco para
complicações, a prescrição do fosfato de Oseltamivir deve ser considerada por
avaliação clínica. O tratamento deve ser realizado, preferencialmente, nas
primeiras 48h após o início dos sintomas.
Todos os estados estão
abastecidos com o medicamento e devem disponibilizá-lo de forma estratégica em
suas unidades de saúde. Desde o início deste ano, foram enviados 7,3 milhões de
unidades do medicamento Oseltamivir aos estados, que estão devidamente
abastecidos. Cabe aos estados, Distrito Federal e os municípios a responsabilidade
pelo armazenamento, distribuição e dispensação do medicamento.
CASOS DA DOENÇA
Em 2018, até 14 de abril,
foram registrados 392 casos de influenza em todo o país, com 62 óbitos. Do
total, 190 casos e 33 óbitos foram por H1N1. Em relação ao vírus H3N2, foram
registrados 93 casos e 15 óbitos. Ainda foram registrados 62 casos e 6 óbitos por
influenza B e os outros 47 casos e 8 óbitos por influenza A não subtipado.
No mesmo período de 2017,
foram registrados 394 casos e 66 óbitos por influenza no país. Desse total, 25
casos e 7 mortes foram por H1N1; 244 casos e 30 óbitos por H3N2; 81 casos e 24
óbitos por influenza B; e 44 casos e 5 mortes por influenza A não subtipada. Em
todo o ano de 2017, foram registrados 2.691 casos e 498 óbitos por
influenza.
O Brasil possui uma rede de
unidades sentinelas para vigilância da influenza, distribuídas em serviços de
saúde de todas as unidades federadas, que monitoram a circulação do vírus
influenza por meio de casos de síndrome gripal (SG) e síndrome respiratória
aguda grave (SRAG).
A OMS estima que cerca de 1,2
bilhão de pessoas no mundo apresentam risco elevado para complicações da
influenza: 385 milhões de idosos acima de 65 anos de idade, 140 milhões de
crianças, e 700 milhões de crianças e adultos com doença crônica. Em populações
não vacinadas, a maioria das mortes por influenza sazonal é registrada em
idosos.
Contratada por cerca de R$ 500 mil pelo Ministério da Saúde, a empresa turca Sanera recebeu da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em janeiro, licença para importar 1.960 comprimidos de Opsumit, medicamento usado para tratar a hipertensão arterial pulmonar. Passados três meses, as drogas ainda não foram entregues aos pacientes.
Sem a mercadoria em mãos, a representante da Sanera no Brasil, a empresa Brasil Gate, planeja devolver o pagamento de quase meio milhão de reais antecipado pela pasta .
A Brasil Gate alegará ao governo que a fabricante do remédio, o laboratório suíço Actelion, boicotou a compra. As vendas à Turquia teriam sido cortadas para evitar que o produto chegasse ao Brasil, de acordo com a versão apresentada pela contratada pelo governo.
Em resposta, a Actelion, que produz o Opsumit e detém o registro da droga no Brasil, afirma que a empresa turca não está credenciada para fornecer o medicamento.
Este aval da fabricante a distribuidoras, chamado de DDR, é uma exigência da Anvisa para importações de medicamentos registrados no Brasil. A falta deste papel levou a agência a rejeitar pedidos feitos pelo ministério desde o começo de 2018, medida que criou mal-estar entre a autarquia e o ministério no final da gestão de Ricardo Barros (PP-PR).
A Anvisa, no entanto, não cobrou o documento para conceder a licença à Sanera em janeiro. Há pelo menos outros dois processos confirmados pelo JOTAem que a agência liberou, nas últimas semanas, importação também sem a DDR.
Além da Sanera, a também turca Sens Farma recebeu recentemente o aval da autarquia para importar 336 comprimidos de Opsumit em contratos de cerca de R$ 90 mil firmados com o Ministério da Saúde, no final de março. Os medicamentos devem ser entregues nos próximos dias ao governo, segundo a Brasil Med, que representa a Sens Farma, além da Sanera.
Anvisa diz que vai investigar caso
Em nota, a Anvisa reconhece que o documento não foi apresentado pela empresa Sanera, mas não confirma os casos da Sens Farma. “O que pode ter ocorrido é que, para atender à urgência do MS [Ministério da Saúde] em fornecer o medicamento, houve a liberação da LI [licença de importação] mediante compromisso do MS em apresentar, posteriormente, a documentação restante.”
A autarquia afirma que começou a apurar “o que realmente aconteceu neste caso”. Também disse que serão tomadas medidas necessárias para punir “eventual omissão, além das medidas já adotadas para evitar que aconteçam situações semelhantes.”
MS espera há três meses
O Ministério da Saúde declara que aguarda resposta da Sanera sobre o desabastecimento de Opsumit. “Caso não haja justificativa, o ministério aplicará a devida penalidade”, disse, sem citar se há processo administrativo aberto ou prazo para manifestação da contratada.
Judicialização
O imbróglio para distribuição de Opsumit é parte de uma disputa que envolve distribuidoras, fabricantes, Ministério da Saúde e Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Desde janeiro, a Anvisa barrou importações que seriam feitas pelo Ministério da Saúde sob o argumento de que as empresas contratadas pela pasta não teriam a DDR – o mesmo documento que não foi cobrado pela agência às empresas turcas que conseguiram licença para importar o Opsumit.
As fabricantes argumentam que são responsáveis por toda a cadeia produtiva dos medicamentos, inclusive quando a carga está com médicos e pacientes. Assim, alegam que não fornecem as drogas a empresas não-credenciadas por não terem controle sobre a origem e o que será feito com o produto.
O ex-ministro da Saúde Ricardo Barros (PP-PR) afirma que exigências da Anvisa favorecem a formação de monopólios. Já o presidente da autarquia, Jarbas Barbosa, defende que a cobrança é essencial para evitar a entrada de remédios falsos no país.
A indústria e associações de pacientes ficaram ao lado da Anvisa nesta disputa. Já Gilberto Occhi, atual ministro, ainda não se manifestou publicamente sobre os casos.
Jogo de empurra
O ministério culpou a Anvisa pela liberação da licença sem a DDR às empresas turcas, ainda que os pedidos tenham sido feito pela pasta. “A declaração é um documento de exigência do órgão regulador, para liberação de importação do produto. Sendo ele o responsável por validar e verificar a apresentação ou não da documentação, e possível liberação de importação”, afirmou a pasta, em nota.
Em resposta anterior, porém, o ministério disse que havia enviado a DDR da Sanera à Anvisa. A pasta retificou a informação ao saber que a Actelion, detentora do registro do Opsumit, havia dito ao JOTAque não concedeu o documento.
Novo modelo de edital
Desde sexta-feira (13/4), o Ministério da Saúde usa novo modelo de edital para compras emergenciais. Elaborado em meio ao imbróglio com drogas de alto custo, o documento não cita a DDR como uma exigência para novos contratos.
Representantes da indústria consultados informaram que ainda têm dúvidas se outras cobranças do edital forçariam que as vencedoras fossem empresas homologadas por detentoras de registros dos medicamentos. Eles também afirmaram que uma alteração positiva é exigir pagamento postecipado às empresas estrangeiras.