Destaques

sábado, 27 de abril de 2019

Sindusfarma homenageia 33 personalidades do setor



Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) comemorou, na última quinta-feira, 25 de abril, os 86 anos da entidade e o Dia da Indústria Farmacêutica Paulista com uma cerimônia no Clube Atlético Monte Líbano, em São Paulo. Na ocasião, também ocorreu a VIII Solenidade de outorga do Colar Cândido Fontoura do Mérito Industrial Farmacêutico.

Foram homenageadas 33 personalidades da indústria e do setor farmacêutico e da área da saúde, em cinco categorias: autoridades, empresários e executivos, parceiros da indústria farmacêutica, pesquisadores da área da saúde e profissionais. A condecoração destina-se a personalidades que se destacaram na prestação de serviços relevantes ao setor industrial farmacêutico e às entidades associativas do setor no Brasil.

A ex-senadora Ana Amélia Lemos, atual secretária extraordinária de Assuntos Federativos e Internacionais do Rio Grande do Sul foi uma das agraciadas com o colar. Também receberam a honraria, o CEO da AbrafarmaSergio Mena Barreto; Antônio Carlos Pipponzi e Rosalia Raia de Almeida Prado; respectivamente presidente e conselheira suplente do Conselho de Administração Grupo RDArmando Ahmed, presidente da Drogaria Venancio e Norberto Bonaparte, fundador e presidente da Close-Up International.

Para o presidente do Sindusfarma, Omilton Visconde Jr., trata-se de um evento muito especial para um setor que raramente comemora publicamente suas ações. “Somos uma entidade mais antiga que o Ministério da Saúde, que defende ativamente os interesses da indústria farmacêutica e que se esforça em buscar e propor soluções para a melhoria da saúde da população”, finaliza.



sexta-feira, 26 de abril de 2019

SAMUEL FAYAD FILHO FOI EXONERADO DA CHEFIA DA CENTRAL DE ARMAZENAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DE INSUMOS ESTRATÉGICOS PARA SAÚDE - DELOG - SE


PORTARIA Nº 711 DE 23 DE MARÇO DE 2019
O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso da competência que lhe foi delegada pelo art. 3º, do Decreto nº 8.821, de 26 de julho de 2016,
resolve: Exonerar SAMUEL FAYAD FILHO do cargo comissionado de Chefe da Central de Armazenagem e Distribuição de Insumos Estratégicos para Saúde, código DAS 101.3, nº 05.0303, da Coordenação-Geral de Armazenagem e Distribuição de Insumos Estratégicos para Saúde, do Departamento de Logística em Saúde, da Secretaria-Executiva
LUIZ HENRIQUE MANDETTA


JOELDSON FERREIRA GUEDES É O NOVO COORDENADOR DO PROGRAMA FARMÁCIA POPULAR DO DAF-SCTIE


PORTARIA Nº 688, DE 22 DE ABRIL DE 2019
O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso da competência que lhe foi delegada pelo art. 3º, do Decreto nº 8.821, de 26 de julho de 2016,
resolve: Designar
JOELDSON FERREIRA GUEDES para exercer a Função Comissionada do Poder Executivo de Coordenador do Programa Farmácia Popular, FCPE-101.3, código 35.0016, da Coordenação-Geral de Assistência Farmacêutica, do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos.
LUIZ HENRIQUE MANDETTA


FIOCRUZ LICITA AQUISIÇÃO E INSTALAÇÃO DE PROTEÇÃO BALÍSTICA DE ÁREAS


FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ
COORDENAÇÃO-GERAL DE ADMINISTRAÇÃO DOS CAMPI
AVISO DE LICITAÇÃO
RDC ELETRÔNICO Nº 11/2019 - UASG 254462
Nº Processo: 25389100066201931. Objeto: Aquisição e Instalação de Proteção Balística de Áreas da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV) e Laboratório de Pesquisas Clínicas do Instituto Nacional de Infectologia no Campus Manguinhos - RJ. Total de Itens
Licitados: 1. Edital: 26/04/2019 das 08h00 às 12h00 e das 12h01 às 15h00. Endereço: Av, Brasil, 4365, Manguinhos, Seção de Compras - Dirac, Manguinhos - Rio de Janeiro/RJ ou www.comprasgovernamentais.gov.br/edital/254462-99-00011-2019. Entrega das Propostas:
a partir de 26/04/2019 às 08h00 no site www.comprasnet.gov.br. Abertura das Propostas: 20/05/2019 às 10h00 no site www.comprasnet.gov.br. Informações Gerais: .
SONALI DA SILVA MOTA
Presidente da Comissão de Licitação
(SIASGnet - 24/04/2019) 254430-25201-2019NE800028


quinta-feira, 25 de abril de 2019

É INCONSTITUCIONAL LEI MUNICIPAL QUE FIXA CRITÉRIOS DE ISS PARA ESCRITÓRIOS, DIZ STF


Municípios não podem criar regimes especiais de ISS para escritórios de advocacia nem legislar sobre a base de cálculo do imposto. A tese foi firmada nesta quarta-feira (24/4) pelo Supremo Tribunal Federal para declarar inconstitucional lei de Porto Alegre que criou um regime diferente para advogados pagarem ISS: em vez de pagar uma alíquota fixa, conforme manda a legislação federal sobre o assunto, pagariam uma porcentagem em cima do preço do serviço que prestassem.

Para Fachin, a questão constitucional diz respeito à competência tributária de município para estabelecer impeditivos à submissão de sociedades profissionais de advogados ao regime de tributação.

Venceu o voto do ministro Luiz Edson Fachin, relator. Segundo a jurisprudência, o Supremo entende recepcionados pela Constituição Federal o Decreto Legislativo 406/1968 e a Lei Complementar 116/2003, que regulamentam a incidência e a cobrança do ISS, a maior fonte de renda dos municípios. Para o relator, no entanto, leis locais não podem tratar da base de cálculo do ISS de forma diferente do que diz a Constituição Federal.

O caso foi julgado nesta quarta em sessão extraordinária. O julgamento ocorreria em lista, mas foi retirado de pauta pelo relator depois de reclamação dos advogados, já que processos levados em lista não permitem sustentação oral.

Segundo Fachin, a cobrança de ISS em alíquotas fixas já foi declarada constitucional pelo Supremo, "não compreendendo a importância paga a título de remuneração do próprio labor". A lei de Porto Alegre criou obstáculos para que escritórios pagassem o imposto em valores fixos, obrigando os advogados a pagar a alíquota conforme o serviço prestado.
Caso
O recurso foi levado ao Supremo pela OAB do Rio Grande do Sul, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. A corte local havia entendido que a lei de Porto Alegre é constitucional por apenas tentar evitar abusos, sem extrapolar a legislação federal. Tributar conforme o valor do serviço prestado, entendeu o TRF-4, seria uma forma de evitar esses abusos.

"Há duas décadas, o Plenário deste egrégio STF, por unanimidade de votos, pacificou o entendimento de que a base de cálculo fixa do ISS devido por aquelas sociedades não configura benefício fiscal, mas mera regra de determinação da base de cálculo que não atenta contra a isonomia ou a capacidade contributiva", sustentou o advogado Gustavo Brigagão, em nome do Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (Cesa), amicus curiae no processo.  

Para o presidente da entidade, Carlos José Santos da Silva, o Cajé, a declaração de inconstitucionalidade da norma municipal é um momento marcante para advocacia. "Essa decisão resgata a segurança jurídica dos excessos de muitos municípios", comenta. 

Repercussão geral
Em julgamento no Plenário Virtual, em outubro de 2016, o colegiado concluiu que cabe à corte julgar a competência tributária para esse tipo de medida, já que o decreto-lei citado foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988, com status de lei complementar nacional.

“A repercussão geral se configura pois se trata de conflito federativo instaurado pela divergência de orientações normativas editadas pelos entes municipal e federal. O ministro destaca, ainda, a multiplicidade de leis e disputas judiciais sobre o mesmo tema em diversos entes federativos”, explicou Fachin.

Para o ministro, o princípio da segurança jurídica densifica a repercussão geral do caso sob a ótica jurídica. “Ao passo que a imperatividade de estabilização das expectativas pelo Estado-Juiz preenche a preliminar de repercussão na perspectiva social. Na seara política, a repartição de competências e receitas tributárias no bojo do federalismo fiscal também se faz relevante.”

Extremamente relevante
Para Rafael Korff Wagner, presidente da Comissão Especial de Direito Tributário da OAB-RS, trata-se de matéria extremamente relevante para a tributação das sociedades profissionais.

“Diversos municípios, como Porto Alegre, editaram leis flagrantemente ilegais e inconstitucionais, com vistas a limitar o direito à tributação diferenciada pelo ISSQN das sociedades profissionais, prevista na legislação federal desde 1968. O Supremo, agora, tem a oportunidade de corrigir essa situação”, diz.

O advogado Rafael Nichele, responsável pelo caso, afirma que o que levou a OAB-RS a ingressar com a ação foi a total inconstitucionalidade da lei municipal de Porto Alegre.

“A matéria, segundo a Constituição Federal, está reservada a Lei Complementar e a Lei Municipal invadiu essa competência ao legislar adicionando novos critérios não previstos na Lei Complementar de âmbito nacional”, diz.

Luiz Gustavo Bichara, representante do Conselho Federal da OAB, também comemorou a decisão. "Essa é uma luta de décadas da advocacia , e hoje a pretensão dos municípios restou definidamente sepultada, sendo mantido o regime específico. É uma vitória essencial para a advocacia", afirmou.

Clique aqui para ler o voto do relator.

RE 940.769
Gabriela Coelho , Mariana Oliveira Consultor Jurídico, Foto - Rosinei Coutinho/SCO STF


Plenário aprova assistência odontológica obrigatória para pacientes internados


Waldemir Barreto/Agência Senado
Proposições legislativas
O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (24) projeto de lei que torna obrigatória a prestação de assistência odontológica a pacientes internados em hospitais públicos ou privados de médio ou grande porte e aos pacientes em regime de internação domiciliar, bem como a portadores de doenças crônicas, internados ou não. O PLC 34/2013, que veio da Câmara dos Deputados, segue para sanção presidencial.

O texto determina que os hospitais públicos e privados de médio e grande porte mantenham profissionais de odontologia para a prestação de cuidados de saúde bucal nos casos destacados. O relator do projeto, o ex-senador e hoje deputado Sérgio Souza (PMDB-PR), destacou no seu texto que pacientes internados podem ficar muito tempo incapacitados de realizar a própria higiene bucal, o que pode causar o surgimento de infecções da cavidade oral e do trato respiratório.

Havia um segundo relatório a respeito do projeto, da ex-senadora Ana Amélia (PP-RS), que promovia alterações no conteúdo. O substitutivo incluía os planos de saúde na obrigatoriedade de prestar auxílio odontológico e também dizia que o tratamento dependeria do consentimento do paciente.

No entanto, os senadores preferiram aprovar o projeto a sua forma original, para que ele não precise retornar para a Câmara e possa seguir diretamente para sanção.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)


Recurso para ciência e tecnologia não é despesa, é investimento, defende ministro na CCT


Marcos Pontes considera que a ciência e a tecnologia podem mudar uma nação e, por isso, o Brasil deve se dedicar mais à área

Marcos Oliveira/Agência Senado
Diretrizes, prioridades e estratégias do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) foram apresentadas pelo ministro Marcos Pontes em audiência pública da CCT, nesta quarta-feira (24). A reunião da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática atendeu a requerimento dos senadores Angelo Coronel (PSD-BA) e Chico Rodrigues (DEM-RR).

Marcos Pontes ressaltou que países em crise sempre investem mais em ciência e tecnologia (C&T), devido à sua capacidade de oferecer soluções em praticamente todas as áreas. Ao afirmar que todas as atividades do futuro estão baseadas em conhecimento e tecnologia, o ministro considerou que a C&T pode mudar uma nação e, por isso, o Brasil deve se dedicar mais à área.

— Recursos aplicados em ciência e tecnologia não são gastos: são investimentos de alto e rápido retorno — frisou.

Segundo Marcos Pontes, uma de suas primeiras diretrizes ao assumir a pasta foi a apresentação de resultados práticos, especialmente no que se refere à aproximação da C&T ao dia a dia das pessoas. Ele apontou, no entanto, que o MCTIC ainda enfrenta problemas como orçamento incoerente e perda de recursos humanos e não reposição de pesquisadores, por exemplo.

— Precisamos trabalhar com propósito, alinhando os esforços das pessoas em todas as organizações; aperfeiçoar a coordenação com outras instituições, melhorar as condições de trabalho para manter o nível da pesquisa no Brasil e atrair pesquisadores para os nossos projetos, porque muitos estão saindo do país — comentou.

Para atingir esses objetivos, Marcos Pontes apontou estratégias como a ampliação e a readequação do quadro de pessoal e a adaptação do ministério para que ele funcione como centro de um sistema capaz de produzir conhecimento, produtos e serviços que gerem riquezas e qualidade de vida para os brasileiros. O ministro disse que tem buscado parcerias com outros órgãos e ministérios, como o da Economia, e também pediu apoio dos parlamentares para o sucesso da pasta.

— Essa área é extremamente estratégica para o desenvolvimento do país. É o investimento mais eficiente que a gente deve ter, e o Congresso tem uma função essencial nesse caminho — argumentou.

Educação
Marcos Pontes frisou que a aplicação de recursos em ciência e tecnologia pode ajudar a mudar realidades de áreas como segurança, saneamento, educação pública, agronegócios e meio ambiente. Segundo o ministro, as ações do ministério podem facilitar a vida das pessoas, inclusive diminuindo a limitação de acesso à informação por meio da melhoria de serviços como a radiodifusão e a internet. Ele também defendeu a educação como um instrumento fundamental para transformar a situação de quem vive nos rincões do país.

— Às vezes, no meio de uma favela pode haver um gênio que pode se tornar um futuro Prêmio Nobel, e se a gente não der condições para essas crianças crescerem e se desenvolverem por meio do conhecimento, a gente estará cometendo um crime.

Outras prioridades apontadas por Marcos Pontes são a reorganização da estrutura e das atividades integradas do sistema de ciência, tecnologia e inovação no Brasil; a atualização da regulamentação do setor; a melhoria da telefonia móvel e a universalização do acesso à banda larga, além da contribuição para a melhoria do ambiente de negócios e o estabelecimento de cooperações para projetar positivamente a imagem do Brasil no exterior.

— Nós devemos usar todo esse sistema para melhorar a qualidade de vida das pessoas, dando a todos a oportunidade de crescer. A gente não pode deixar a ciência e tecnologia de lado, e eu espero voltar aqui em breve, para mostrar outros projetos e resultados — disse o ministro.

Interpelações
O senador Angelo Coronel questionou quais medidas têm sido tomadas pelo governo para garantir o direito do consumidor à velocidade de banda larga contratada. De acordo com o parlamentar, como não há fiscalização, as empresas de internet não têm sido fieis aos pacotes pagos pelos cidadãos. Marcos Pontes respondeu que está aguardando parecer da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e que, a partir dessa análise, o ministério começará a fazer as correções necessárias junto às operadoras.

O senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ) quis saber se algum grupo de trabalho do MCTIC tem estudado os problemas sociais causados pela substituição da força humana de trabalho pela máquina, por exemplo. Arolde sugeriu que o MCTIC contribua para melhorias na saúde, por meio do uso de aplicativos para a disponibilização das teleconsultas:

— A tecnologia está pronta e acredito que ajudaria a reduzir as filas cruéis nos postos de saúde. Por isso eu peço a reflexão de vossa excelência.

Marcos Pontes respondeu que algumas profissões deixarão de existir devido ao aperfeiçoamento das tecnologias, porém outras serão criadas. Para o ministro, o ganho econômico advindo dessas mudanças deve ser considerado, já que representa melhorias em todos os serviços oferecidos à população. Ele se mostrou favorável à ideia de Arolde de aperfeiçoar o atendimento médico no âmbito do Sistema Único de Saúde, e disse que isso é possível por meio da ampliação da rede de internet para lugares mais remotos do país.

O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) defendeu a integração entre os estados e o MCTIC e programas de popularização da ciência. Segundo o parlamentar, os investimentos da pasta devem ser feitos sob a exigência de contrapartidas dos entes federados, para que haja compromisso na aplicação do dinheiro. Já o senador Chico Rodrigues sugeriu parcerias privadas para o incremento das ações do ministério e defendeu que, especialmente no Nordeste e na Amazônia, os investimentos em C&T precisam ser massificados.

Ao elogiar a apresentação de Marcos Pontes, o senador Weverton (PDT-MA) disse que o ministro tem dado “aula de política” junto ao Congresso Nacional, por meio do permanente diálogo com os parlamentares. Weverton agradeceu a proximidade do ministro com a base aérea de Alcântara, no Maranhão, e com a comunidade local, e disse que esse projeto é “um dos berços do desenvolvimento do Brasil”.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)


DEBATEDORES RECLAMAM DE DEFASAGEM NOS VALORES DA TABELA DO SUS


Tabela não é reajustada há 17 anos; hospitais filantrópicos são um dos setores mais afetados

Em audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família, nesta terça-feira (23), participantes reclamaram que a tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) não é reajustada há 17 anos. Os recursos repassados pelo governo para pagar procedimentos hospitalares de média e alta complexidade, além da atenção básica de saúde, estariam defasados.
Tabela do SUS não é reajustada há 17 anos

Um dos setores mais afetados é o dos hospitais filantrópicos, responsáveis por boa parte do atendimento do SUS. Levantamento da Federação das Santas Casas do Espírito Santo divulgado em março deste ano mostra que a diária paga pelo SUS tem um valor médio de R$ 4 reais para cada paciente, insuficiente para cobrir os custos.

O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Leonardo Vilela, foi um dos convidados que salientou o que foi chamado de "sub-financiamento" do SUS. Ele diz que os baixos valores da tabela do Sistema Único de Saúde obrigam os governos estaduais a recorrerem ao orçamento próprio para garantir a continuidade dos serviços.
"São muitos estados onde há que se fazer uma complementação para que os prestadores que têm leitos de UTI não desabilitem esses leitos, sob pena de gerar uma crise ainda maior no sistema de saúde".

O financiamento do SUS tem participação da União, dos estados e dos municípios. Leonardo Vilela afirma, no entanto, que o percentual da União tem diminuído gradativamente. Segundo ele, no ano 2000, o governo federal respondia por 72% dos recursos da saúde pública, cabendo a estados e municípios os 28% restantes. Hoje em dia, a proporção seria outra: 42% da União e 58% de estados e municípios. O deputado Doutor Luiz Antonio Teixeira Júnior (PP-RJ), que pediu a audiência pública, explicou a consequência da falta de reajuste da tabela.

"A gente vê pessoas aguardando dois anos numa fila para fazer uma prótese de joelho, aguardando um ano para fazer uma cirurgia de vesícula – que é uma cirurgia simples e aí acaba complicando. Então, a gente quer apontar onde existe orçamento dentro do Ministério da Saúde pra trazer esses recursos pra tabela do SUS, pra facilitar e ampliar o número de atendimentos à população", disse.

Para a representante do Ministério da Saúde, Maria Inez Gadelha, mais do que o reajuste na tabela, a discussão principal é sobre financiamento. Ela acha fundamental que os recursos disponibilizados por estados e municípios para a saúde pública tenham a mesma transparência dos recursos federais.

"Saio daqui com a certeza de duas necessidades. A primeira é o gargalo da média complexidade, que é aquela que serve à atenção primária e serve também à alta complexidade. E a segunda certeza é que o que é de financiamento de todos tem que aparecer na tabela, não apenas o financiamento federal, que é o que ocorre hoje".

A Comissão de Seguridade Social e Família criou um Grupo de Trabalho para estudar a atualização da tabela do SUS. Já estão marcadas seis reuniões, que serão realizadas todas as terças-feiras, a partir de 7 de maio, com representantes dos segmentos envolvidos. O objetivo é identificar os gargalos e estabelecer as prioridades dentro do rol de procedimentos médico-hospitalares financiados pelo Sistema Único de Saúde.

Reportagem – Cláudio Ferreira, Edição – Ana Chalub, Foto - Cleia Viana/Câmara dos Deputados


CÂMARA APROVA MP QUE VIABILIZA EMPRÉSTIMOS COM RECURSOS DO FGTS PARA SANTAS CASAS


A MP fixa percentual máximo de 3% para o adicional de risco nos empréstimos. Esse adicional é somado à taxa de juros que é cobrada das santas casas e hospitais filantrópicos
Deputados aprovaram MP com mudança que beneficia instituições sem fins lucrativos que ajudam pessoas com deficiência

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (24) a Medida Provisória 859/18, que fixa em um máximo de 3% o adicional de risco para empréstimos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) a santas casas e hospitais filantrópicos e sem fins lucrativos. A matéria, aprovada na forma do projeto de lei de conversão da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), será enviada ao Senado.

Esse adicional é somado à taxa de juros do empréstimo, cuja captação poderá ser feita pelos interessados até o fim de 2022.

A MP 859 altera a Lei 8.036/90 (Lei do FGTS) e complementa a Lei 13.778/18, oriunda da MP 848/18, editada para permitir o uso dos recursos do fundo para empréstimos a santas casas e hospitais filantrópicos.

Um dos critérios exigidos é que as santas casas e os hospitais filantrópicos atendam pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Antes, o FGTS só podia ser aplicado em habitação, saneamento básico e infraestrutura urbana.

A única mudança no projeto de conversão é a inclusão das instituições sem fins lucrativos que ajudam pessoas com deficiência entre os beneficiários.

Risco
Segundo a MP 859, o risco será definido pelo Conselho Curador do FGTS, órgão que define as diretrizes de aplicação do fundo, e será suportado pelos agentes financeiros da linha de crédito – a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A lei define que a taxa de juros dessa linha de crédito será a de uma modalidade de financiamento habitacional, que hoje está entre 7,85% e 9% ao ano.

O texto da MP 859 estabelece também que as garantias das operações poderão ser exigidas de forma isolada ou cumulativa. A lei do FGTS estabelece uma série de garantias que podem ser fornecidas pelo tomador do empréstimo, como hipoteca, seguro de crédito, aval em nota promissória e fiança bancária.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA: MPV-859/2018

Reportagem – Eduardo Piovesan, Edição – Pierre Triboli, Foto - Luis Macedo/Câmara dos Deputados



SILVIA NOBRE WAIÃPI ASSUME SECRETARIA ESPECIAL DE SAÚDE INDÍGENA


Integrante do Exército Brasileiro, a nova secretária de Saúde Indígena tem experiência em gestão pública e na área da saúde e será a primeira indígena a coordenar a Sesai

A Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) do Ministério da Saúde passa a ser coordenada por Silvia Nobre Waiãpi a partir desta quarta-feira (24). Integrante do Exército Brasileiro, Silvia tem vasta experiência em gestão pública tendo diversas formações na área da saúde, além de especialização em política e estratégia. Ela também é a primeira mulher indígena a integrar o Exército Brasileiro, tendo entrado na corporação para o corpo de saúde. Ela integra o Colégio Brasileiro de Medicina de Desastres e Catástrofes (CBMDC).

Silvia nasceu na tribo Waiãpi, no interior do Amapá. Aos quatro anos sofreu um acidente e foi levada para a cidade para operar, quando teve o primeiro contato com a saúde. Como não podia voltar para a aldeia, devido aos graves problemas de saúde, foi criada, inicialmente, por um professor que iniciou a alfabetização e deve a ele sua parte educacional. Silvia sempre manteve os laços com o seu pai, cacique Seremete, na aldeia para onde volta uma vez por ano nas férias. 

Antes de assumir o cargo no Ministério da Saúde, Nobre era Chefe do Serviço de Medicina Física e Reabilitação em Fisioterapia do Hospital Central do Exército. Fisioterapeuta integrante da equipe pioneira do Brasil com formação específica de emergência em defesa química, biológica, radiológica e nuclear do Exército Brasileiro habilitados para ações em caso de sinistros ou atentados bioterroristas. Defende a participação da Política de Indígenas em assuntos de Relações Internacionais visando a Soberania do Brasil, no âmbito de Segurança e Proteção de Fronteiras para o fortalecimento da Expressão do Poder Nacional entre povos indígenas.

Por Agência Saúde



ETANERCEPT - BIOMANGUINHOS PUBLICA EXTRATO DE ADITIVO ASSINADO COM SAMSUNG E BIONOVIS


INSTITUTO DE TECNOLOGIA EM IMUNOBIOLÓGICOS EXTRATO DE TERMO ADITIVO N° 25/2019 Número do Contrato: 27/2019. N° Processo: 25386.101216/2018-72. Contratante: FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ - INSTITUTO DE TECNOLOGIA EM IMUNOBIOLÓGICOS-BIOMANGUINHOS (CNPJ: 33781055/0015-30). Contratado: Samsung Bioepis Co., LTD. e Bionovis S.A., Companhia Brasileira de Biotecnologia Farmacêutica.
Objeto: fornecimento de etanercepte biossimilar. Fundamento Legal: Art. 24, XXXII da Lei 8.666/93. Vigência: 18/04/2019 a 20/12/2028. Data de Assinatura: 18/04/2019.


SEVELAMER - MS PUBLICA EXTRATO DO CONTRATO DE COMPRA DA CRISTÁLIA NO VALOR TOTAL DE R$ 75.260.796.84


DEPARTAMENTO DE LOGÍSTICA EM SAÚDE
COORDENAÇÃO-GERAL DE LICITAÇÕES E CONTRATOS DE INSUMOS ESTRATÉGICOS PARA SAÚDE
EXTRATO DE CONTRATO Nº 60/2019 - UASG 250005 Nº Processo: 25000181064201861.
PREGÃO SRP Nº 94/2018. Contratante: MINISTERIO DA SAUDE -.CNPJ Contratado: 44734671000151. Contratado : CRISTÁLIA PRODUTOS QUÍMICOS -FARMACÊUTICOS LTDA.
Objeto: Aquisição de Cloridrato de Sevelâmer800 mg. Fundamento Legal: Lei nº 10.520/2002,Decreto nº 5.450/2005 e Decreto nº 7.892/2013. Vigência: 23/04/2019 a 23/04/2020. Valor Total: R$ 75.260.796,84. Fonte: 6153000000 - 2019NE800276. Data de Assinatura: 23/04/2019.
(SICON - 24/04/2019) 250110-00001-2019NE800085


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