Destaques

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Hanseníase é tema de curso do Ministério da Saúde e UNA-SUS

No mês em que é celebrado o Dia Mundial de Combate à Hanseníase (31/01), o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria Executiva da Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) e Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), oferece o curso online Hanseníase na Atenção Básica, que inicia nessa quinta-feira (19) suas matrículas. A capacitação pretende preparar os profissionais para atuarem no controle da transmissão da hanseníase e diminuir as incapacidades causadas pela doença. O público-alvo são os trabalhadores da saúde de todo país, mas o curso é livre para demais interessados.

Para saber mais e se matricular, acesse a páginado curso, o início é imediato.

A formação possui carga horária de 45 horas e é dividida em três unidades: vigilância; diagnóstico; e acompanhamento da hanseníase na Atenção Básica. Os casos clínicos são transversais, abrangendo e integrando os aspectos de controle da doença.

Em sua quarta oferta – a primeira turma foi lançada em outubro de 2014 – o curso já teve mais de 38 mil inscritos. Entre os perfis profissionais que mais buscam a capacitação 46% são enfermeiros; 19% são técnicos de enfermagem e 12%, médicos. A maioria dos inscritos atuam em Centros e Unidades Básicas de Saúde (53%); Hospitais Gerais (16%) e Secretarias de Saúde (5%). Os estados com maior número de matrículas são: São Paulo (2.600); Minas Gerais (2.582); Ceará (1.707) e Bahia (1.600).

De acordo com Yasmin dos Santos, ex-aluna da capacitação e enfermeira em Porto Velho (RO), o curso trouxe novas informações e conhecimentos para sua formação profissional. "Vi muitas coisas que eu desconhecia, mesmo já tendo estudado a doença na minha graduação. Isso me ajudou muito no atendimento aos pacientes, inclusive na minha atuação em um centro de medicina tropical em que muitos pacientes realizavam o tratamento de hanseníase", afirma.

Para a farmacêutica e também ex-aluna do curso, Quéli Seifert, que atua em um Centro de Especialidades em Saúde em Criciúma (SC), o grande diferencial foi a organização do conteúdo. “Tudo está bem explicado e temos outros materiais de apoio em links e downloads, caso surjam dúvidas”, conta. “Apesar de o curso ser destinado para o cuidado do paciente com hanseníase e essa não ser a minha atuação direta, ele nos traz uma visão ampla do tratamento que me ajudará inclusive no esclarecimento de dúvidas relativas ao medicamento e acompanhamento farmacoterapêutico do paciente”, finaliza Quéli. 

O curso é dinâmico e utiliza metodologia diversificada. Além dos casos clínicos, bastante utilizados nos cursos da UNA-SUS, são oferecidas vídeo-aulas com explicações de especialistas sobre o tema, além de vídeos de apoio com dramatizações que tratam do tema da vídeo-aula. São também utilizados hipertextos, caixas de ajuda e glossário para que se possa aprofundar os conhecimentos de termos técnicos.

A HANSENÍASE - A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, causada pela bactéria Mycobacterium leaprae, que tem atração por pele e nervos, podendo causar atrofias e áreas de insensibilidade. Caso a bactéria atinja o nervo, pode causar incapacidades muitas vezes irreversíveis. A transmissão se dá pelas vias aéreas, por meio do contato entre uma pessoa infectada com uma saudável suscetível. As manchas causadas não doem e não coçam e o período de incubação da doença é de cinco anos. No entanto, se não diagnosticada e tratada, a doença pode gerar sérias incapacidades físicas, se o diagnóstico for tardio ou o tratamento não for realizado adequadamente pelo período preconizado.

Além do diagnóstico, o SUS oferece tratamento para hanseníase, disponível em todas as unidades públicas de saúde. A poliquimioterapia (PQT), uma associação de medicamentos que evita a resistência do bacilo, deve ser administrada por seis meses ou um ano a depender do caso. Os pacientes deverão ser submetidos, além do exame dermatológico, a uma avaliação neurológica simplificada e sempre receber alta por cura.

Segundo a OMS, foram registrados mais de 213 mil casos de hanseníase em 2014 em todo o mundo. Aproximadamente 94% desse total foram detectados em apenas 13 países e o Brasil é um deles. Os dados da agência da ONU mostram ainda que Brasil, Índia e Indonésia juntos, são responsáveis por 81% dos casos da doença em todo o mundo.

Endêmica no Brasil, a hanseníase ainda é um problema de saúde pública e está no rol das doenças negligenciadas. Apesar disso, o último balanço sobre a doença – divulgado em 2015 - trouxe resultados positivos. A análise de 2003 a 2013 mostrou que o número de novos casos no país caiu 40%. As taxas de prevalência da doença em dez anos caíram em 68% e o percentual de cura aumentou para 80 %. 

Em abril de 2016 a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou uma estratégia global para acabar com a hanseníase. Até 2020, o objetivo é reduzir a zero o número de crianças diagnosticadas com lepra e outras deformidades físicas associadas ao problema e diminuir o ritmo de novos diagnósticos para menos de um para cada um milhão de pessoas.


Contrato com o HUB aumenta cobertura da rede pública de saúde em Brasília

Documento formaliza parceria do governo de Brasília com o hospital universitário, que será a referência para casos de média e alta complexidade da região leste do DF

O governo de Brasília firmou contrato para formalizar a participação do Hospital Universitário de Brasília (HUB) na Rede de Atenção à Saúde do Distrito Federal. A parceria prevê a oferta de serviços de urgência e emergência a pacientes da rede pública de todo o DF, além de atendimento em clínica médica, pediatria, cirurgia geral, ginecologia, obstetrícia e serviços ambulatoriais.

Com o contrato, o HUB vai ser a unidade de referência no atendimento de média e alta complexidade para pacientes da Região Leste do DF, onde ficam Itapoã, Jardim Botânico, Paranoá e São Sebastião. O valor mensal será de até R$ 4,1 milhões, pois depende do cumprimento de metas relacionadas à assistência à saúde e à educação.

Assinaram o documento o secretário de Saúde, Humberto Fonseca; a reitora da Universidade de Brasília (UnB), Márcia Abrahão; o presidente em exercício da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Laedson Bezerra Silva; o superintendente do HUB, Hervaldo Carvalho; e o diretor de Atenção à Saúde da Ebserh, Claudio Saab.

A professora da UnB Elsa Ferreira Noronha, que toma posse como superintendente do hospital universitário a partir de fevereiro, e o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, assinaram como testemunhas. “[O contrato] é uma ampliação dos serviços de assistência à saúde feitos pelo HUB”, disse Rollemberg. “Os recursos são uma prioridade para aumentar a cobertura da saúde, vêm do orçamento do governo e serão repassados a partir de metas qualitativas e quantitativas.”

O discurso de aumento da cobertura e de parceria entre o HUB e o governo foi reforçado por todos os que firmaram o acordo. “É um contrato inovador, pois alia educação e saúde”, destacou Carvalho.

Como é o Hospital Universitário de Brasília
O Hospital Universitário de Brasília atende 28 especialidades médicas. A estrutura conta com 350 médicos e 1,7 mil profissionais de outras áreas. São 252 leitos em operação — 28 deles na unidade de terapia intensiva (UTI) —, 131 consultórios, uma sala de gesso e 13 consultórios odontológicos. Todos os pacientes são encaminhados para lá por meio de unidades da rede pública.

Fonte: Agência Brasília


Ministério da Saúde envia mais 800 mil doses da vacina para Minas Gerais

Febre amarela: Minas Gerais confirma novos casos e óbitos

As notificações permanecem concentradas na mesma região do estado e não muda cenário epidemiológico do país. Minas Gerais irá receber mais 800 mil doses extras da vacina

O Ministério da Saúde informa que, entre os 206 casos de febre amarela notificados até esta quinta-feira (19) em Minas Gerais, 34 foram confirmados, sendo 23 mortes. Além desses diagnósticos concluídos, outras 31 mortes suspeitas e 141 casos suspeitos ainda estão sendo investigados. Para auxiliar na intensificação da imunização em Minas Gerais, o Ministério da Saúde enviará a partir desta sexta-feira (20) mais duas remessas de vacinas para o estado, totalizando 800 mil doses contra febre amarela. Vale ressaltar que já foram enviadas neste mês de janeiro 1,6 milhão de doses extras.

Confira também:

O Ministério da Saúde esclarece que a confirmação dos casos e óbitos não significa alteração do cenário epidemiológico atual. Os casos continuam concentrados na mesma região de mata dos 29 municípios mineiros com notificações de casos suspeitos. Equipes do Ministério da Saúde seguem acompanhando a situação no local para auxiliar na identificação de possíveis casos e nas medidas de prevenção. A investigação está sendo conduzida em conjunto pelo Ministério da Saúde, estado de Minas Gerais e municípios envolvidos.

O estado do Espírito Santo notificou outros dois casos suspeitos da febre amarela silvestre, totalizando 8 casos suspeitos e nenhum confirmado, até o momento. As suspeitas são dos municípios de Ibatiba, São Roque do Canaã, Conceição do Castelo, Colatina e Baixo Guandu. Um desses casos suspeitos está sob investigação para identificar o local provável de infecção (LPI). Esta semana o Ministério da Saúde encaminhou 500 mil doses extras para o estado.

Além disso, distribuiu, no mês de janeiro, 650 mil doses da vacina de febre amarela para todo o país, como parte da rotina de abastecimento do Calendário Nacional de Vacinação. O estoque disponível no Ministério da Saúde é suficiente para atender a demanda do momento.

CASOS – Em 2016, foram confirmados sete casos da doença, nos estados de Goiás (3), São Paulo (2) e Amazonas (2), sendo que cinco deles evoluíram para óbito. Atualmente, o Brasil tem registros apenas de febre amarela silvestre. Os últimos casos de febre amarela urbana (transmitida pelo Aedes aegypti) foram registrados em 1942, no Acre.

A Organização Mundial da Saúde considera que apenas uma dose da vacina já é suficiente para a proteção por toda a vida. No entanto, como medida adicional de proteção, o Ministério da Saúde definiu a manutenção do esquema de duas doses da vacina Febre Amarela no Calendário Nacional, sendo uma dose aos noves meses de idade e um reforço aos quatro anos.

A recomendação de vacinação para o restante do país continua a mesma: toda pessoa que reside em Áreas com Recomendação da Vacina contra febre amarela e pessoas que vão viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata dentro dessas áreas, deve se imunizar. Os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro estão fora da área de recomendação para a vacina.

É importante informar que a vacina contra a febre amarela é ofertada no Calendário Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e é enviada, mensalmente, para todo o país. Em 2016, o total distribuído foi de mais de 16 milhões de doses. A vacina é altamente eficaz e segura para o uso, a partir dos nove meses de idade, em residentes e viajantes a áreas endêmicas ou, a partir de seis meses de idade, em situações de surto da doença.

Por Camila Bogaz, da Agência Saúde 


Homologação do resultado final do prêmio de incentivo em ciência e tecnologia para o SUS XV Edição - Ano 2016.

SECRETARIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INSUMOS ESTRATÉGICOS

PORTARIA Nº - 2, DE 19 DE JANEIRO DE 2017
Homologação do resultado final do prêmio de incentivo em ciência e tecnologia para o SUS XV Edição - Ano 2016.
O Secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, no uso de suas atribuições e considerando o disposto no Edital de Concurso n.º 01/2016, que torna público o Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS XV Edição - ano 2016, resolve:

Art. 1º - Homologar o resultado final do Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS - ano 2016, conforme a decisão da Comissão Julgadora do concurso abaixo designada:
- Andrey Jorge Serra - FeSBE;
- Belmiro Freitas de Salles Filho - CNPq/MCTI;
- Christiane Santos Matos - OPAS;
- Daniel Coradi Freitas - Anvisa;
- Erica Ell - SCTIE/MS;
- Filomena Kotaka - FUNASA;
- Ivarne Luís dos Santos Tersariol - SBPC;
- Janaína Sallas - UnB;
- Jorge Almeida Guimarães - ABC;
- José Antônio Rocha Gontijo - CAPES/MEC;
- Júnia Valéria Quiroga da Cunha - SAS/MS;
- Lorena Carvalho - UNESCO;
- Marco Fábio Polli - FINEP/MCTIC
- Mônica Angélica Carreira Fragoso - UNIPLAC;
- Natália Franco Veloso - OPAS.

Art. 2º - Resultado final:
Categoria: Doutorado
Concorrente Título do Trabalho Premiação
Tatiana Wittee Neetzow Nunes Análise Morfométrica Nuclear em tecido (tNMA): uma ferramenta com potencial para abordagem integrada no rastreamento, diagnóstico e prognóstico do câncer
1º colocado                                                                                       R$ 50.000,00
Renata Pereira Alves Balvedi Desenvolvimento de um sistema inovador para o diagnóstico
eletroquímico portátil, rápido e de baixo custo do vírus Epstein-Barr baseado em fisiopatologias associadas como câncer e doenças autoimunes                   Menção honrosa
Paola Cristina Resende Silva Dinâmica molecular dos vírus Influenza A (H1N1) pandêmico
em cinco anos de circulação no Brasil                                    Menção honrosa
Simone Aparecida Celina das Neves Assis Neuro reabilitação com jogos eletrônicos controlados por
movimento corporal em idosos portadores de comprometimento cognitivo leve
Menção honrosa
Lincoln Faria da Silva Uma Análise Híbrida para Detecção de Anomalias da Mama usando Séries Temporais de Temperatura                                                    Menção honrosa
Vera Cecília Frossard Viver com esquizofrenia: estudo de caso em uma comunidade virtual
Menção honrosa

Categoria: Mestrado
Concorrente Título do Trabalho Premiação
Amanda Viegas Valverde Introdução da fitoterapia no SUS: contribuindo com a estratégia de saúde da família na comunidade rural de palmares, Paty do Alferes, Rio de Janeiro
1º colocado                                                                                      R$ 30.000,00
Josiane Montanho Marino Análise da estratégia de rastreio do câncer do colo do útero por autocoleta e teste rápido para HPV em mulheres ribeirinhas do município de Coari/AM
Menção honrosa
Laís Picinini Freitas Atenção aos pacientes indígenas com tuberculose do Distrito Sanitário Especial Indígena Mato Grosso do Sul (DSEI-MS)                                             Menção honrosa
Leon Diniz Alves Desenvolvimento de um sistema de baixo custo para contagem automática de ovos de Aedes aegypti utilizando técnicas de processamento de imagem
Menção honrosa
Fábio Rodrigo Gaspar Bella Estudo da radioproteção e padrões técnicos dos serviços de
radiodiagnóstico médico sob o olhar da vigilância sanitária de Campinas/SP
Menção honrosa
Ludmilla Monfort Oliveira Sousa Redes de internação do SUS na Bahia: a teoria dos grafos
como proposta metodológica de análise                              Menção honrosa

Categoria: Especialização
Concorrente Título do Trabalho Premiação
Rafael Soares Correa Uma aná lise estratégica do processo de implementação da rede de atenção em saúde mental no município de Santa Terezinha de Itaipu: as Rodas de Terapia Comunitária Integrativa como um instrumento de Educação Permanente em Saúde
1º colocado                                                                                      R$ 15.000,00
Vanessa de Moraes Ramalho Fisioterapia aquática no controle de tronco em crianças com paralisia cerebral: ensaio clínico randomizado
Menção honrosa
Juçara Guiçardi Vercelino A Conciliação Medicamentosa para Identificação de Discrepâncias na Farmacoterapia: promovendo a segurança do paciente na admissão e alta hospitalares
Menção honrosa
Jony Alberto Correia Da Imersão à Ativação de Redes: as Engrenagens de Educação Permanente em Saúde na operacionalização do Projeto Percursos Formativos na RAPS (Recife/PE - Palhoça/SC)
Menção honrosa
Ana Luiza Martins Apolônio A experiência de mães de crianças candidatas e usuárias de implante coclear participantes de uma rede social online            Menção honrosa

Categoria: Trabalho Publicado
Concorrente Título do Trabalho Premiação
Kesia Esther da Silva Co-produção de KPC-2 e IMP-10 em Serratia marcescens resistentes a carbapenêmicos isolados de um surto em um hospital de ensino brasileiro
1º colocado                                                                                      R$ 50.000,00

João Mauricio Castaldelli Maia Investigando dimensionalidade e erro de mensuração do Transtorno do Álcool do Manual Diagnóstico e Estatístico da Associação de Psiquiatria Americana na maior área
metropolitana da América do Sul
Menção honrosa

Paulo Lee Ho Desenvolvimento e avaliação do potencial antitumoral da vacina recombinante de multiepitopos E6E7 do HPV16
Menção honrosa

Art. 3º - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
MARCO ANTONIO DE ARAUJO FIREMAN


Conselho Internacional do Grupo de Membros das Nações Unidas, em Paris, França

PAULO ERNANI GADELHA VIEIRA, Pesquisador em Saúde Pública da Presidência da FIOCRUZ, participará de reunião do Conselho Internacional do Grupo de Membros das Nações Unidas, em Paris, França, no período de 23/01/ a 27/01/2017, inclusive trânsito.

Primeiro encontro regional sobre Novas Substâncias Psicoativas (NPS) nas Américas, em Bogotá, Colômbia

CAMMILLA HORTA GOMES, Especialista em Regulação e Vigilância Sanitária, da ANVISA, participará do Primeiro encontro regional sobre Novas Substâncias Psicoativas (NPS) nas Américas, em Bogotá, Colômbia, no período de 31/01/17 a 04/02/17, incluído o trânsito.



TEORI ALBINO ZAVASCKI, RELATOR DO PROCESSO DA LAVA JATO, FALECEU ONTEM EM ACIDENTE AÉREO - LUTO OFICIAL DE 3 DIAS DECRETADO PELO PRESIDENTE DA REPUBLICA

DECRETO DE 19 DE JANEIRO DE 2017
Declara luto oficial pelo falecimento do Ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Albino Zavascki.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, caput, incisos IV e VI, alínea "a", da Constituição, tendo em vista o disposto no art. 18, caput, inciso I, da Lei nº 5.700, de 1º de setembro de 1971,

DECRETA:

Art. 1º É declarado luto oficial em todo País, pelo período de três dias, contado da data de publicação deste Decreto, em sinal de pesar pelo falecimento do Ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Albino Zavascki.

Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 19 de janeiro de 2017; 196º da Independência e 129º da República.

MICHEL TEMER


Forças Armadas vão dar apoio logístico ao Programa Mais Médicos

GABINETE DO MINISTRO

PORTARIA No - 203/GM/MD, DE 17 DE JANEIRO DE 2017

O MINISTRO DE ESTADO DA DEFESA, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo inciso I do parágrafo único do art. 87 da Constituição Federal, e com fundamento no art. 9º da Lei Complementar nº 97/1999,
resolve:
APROVAR a Diretriz Ministerial nº 1/2017, que autoriza o Emprego das Forças Armadas em Apoio ao Programa Mais Médicos, na forma do anexo a esta Portaria.
RAUL JUNGMANN

ANEXO
DIRETRIZ MINISTERIAL No - 1/2017
EMPREGO DAS FORÇAS ARMADAS EM APOIO AO PROGRAMA MAIS MÉDICOS

O MINISTRO DE ESTADO DA DEFESA, atendendo à determinação do Presidente da República, em coordenação com o Ministério da Saúde, decidiu autorizar o emprego das FORÇAS ARMADAS, em apoio ao Programa Mais Médicos do Governo Federal, restrito à "cooperação em atividade de apoio logístico", em todo o território nacional, de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2017.

Assim, com fundamento no Art. 9º e no § único do Art.16 da Lei Complementar nº 97/1999, com a redação dada pelas Leis Complementares nº 117 e nº 136, respectivamente de 02 de setembro de 2004 e 25 de agosto de 2010.

DETERMINO:
1. Aos COMANDANTES DA MARINHA E DO EXÉRCITO
que:
1.1. ACIONEM os meios logísticos (pessoal e material) necessários para a recepção, hospedagem, transporte e distribuição dos médicos intercambistas e supervisores nos municípios de atuação em apoio ao Programa;
1.2. DESIGNEM um Oficial para promover a ligação com os demais órgãos governamentais;
1.3. MANTENHAM este Ministério informado das ações, por intermédio do Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (CEMCFA);
1.4. INFORMEM ao CEMCFA, oportunamente, o montante discriminado das necessidades financeiras exigidas para o apoio ao Programa; e
1.5. APLIQUEM os recursos destacados estritamente conforme a finalidade.
2. Ao COMANDANTE DA AERONÁUTICA que:
2.1 ACIONE os meios logísticos (pessoal e material) necessários para o transporte aéreo dos médicos intercambistas e supervisores em apoio ao programa;
2.2. DESIGNE um Oficial para promover a ligação com os demais órgãos governamentais;
2.3. MANTENHA este Ministério informado das ações, por intermédio do Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas ( C E M C FA ) ;
2.4. INFORME ao CEMCFA, oportunamente, o montante discriminado das necessidades financeiras exigidas para o apoio ao Programa; e
2.5. APLIQUE os recursos destacados estritamente conforme a finalidade.
3. Ao CHEFE DO ESTADO-MAIOR CONJUNTO DAS FORÇAS ARMADAS que:
3.1. PROMOVA a ligação e a coordenação com os demais órgãos governamentais envolvidos no Programa; e
3.2. ACOMPANHE a execução do apoio, mantendo o MINISTRO DA DEFESA informado sobre seus aspectos mais relevantes.
4. AO SECRETÁRIO-GERAL DO MINISTÉRIO DA DEFESA que submeta ao MINISTRO DA DEFESA as providências necessárias para o atendimento das solicitações de recursos financeiros e outras demandas em apoio ao Programa.
RAUL JUNGMANN


Brasil constrói cenário para crescimento sustentável

Retomada econômica

Inflação, dólar, risco brasil, juros, bolsa, comércio, todos esses fatores mostram que a economia está cada vez mais sustentável

Com inflação sobre controle e queda dos juros, condições se tornam mais favoráveis para consumo e investimentos

O Brasil fechou 2016 com um cenário melhor. Indicadores sugerem que passos importantes foram dados para construir as condições necessárias para que o País volte a crescer. Inflação, dólar, risco brasil, juros, bolsa, comércio, todos esses fatores mostram que a economia está cada vez mais saudável e sustentável.

Parte desse movimento de melhora pode ser observado no Índice de Atividade Econômica do Banco Central, que tenta projetar o crescimento do País antes da divulgação oficial do resultado. Entre outubro e novembro, houve um avanço de 0,20%.

Esse indicador também mostra um ligeiro avanço, de 0,02%, no trimestre encerrado em novembro. Esse incremento é registrado na comparação com trimestre imediatamente anterior, terminado em outubro.

Mesmo com a recessão que afetou o Brasil no ano passado, alguns setores da economia mostraram resistência. O setor elétrico, dentro do PIB, apresentou alta de 4,5% em 12 meses até novembro. Nessa mesma base de comparação, o segmento imobiliário cresceu 0,2% e as exportações, 4,5%.

A volta do crescimento
Para 2017 e para os anos seguintes, a expectativa de analistas do mercado financeiro é de crescimento continuo. A projeção é de que o ano termine com uma expansão de 0,50% no Produto Interno Bruto (PIB); para 2018, a alta será maior, de 2,30%. Em 2019 e 2020, a expectativa é de aumento de 2,50%.

Esse cenário de números positivos tem se tornado cada vez mais real, sobretudo diante da perspectiva de inflação controlada. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2016, que ficou em 6,29%, é parte das condições necessárias para o crescimento sustentável.

A taxa ficou dentro dos intervalos de tolerância e vai permitir um melhor horizonte de planejamento para consumidores e investidores. Para o Banco Central, em 2017, o IPCA deve desacelerar ainda mais, para 4%; em 2018, o índice deve ir para 3,4%.

Todos esses indicadores, reunidos, sugerem que o Brasil migrou de uma economia em desequilíbrio para um modelo mais sustentável, com baixa inflação e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Rovena Rosa/Agência Brasil


quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Ministro da Saúde reúne prefeitos de diversas regiões de saúde do Paraná

Encontro reúne gestores à frente dos 231 municípios que integram os consórcios da Amunop, Amcg, Amsop, Amlipa, Amunpar, Amenorte, Comcam, Amerios, Amop. Ricardo Barros também vai anunciar recursos para as regiões

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, a partir dessa sexta-feira (20), fará reuniões com prefeitos e secretários de saúde dos 231 municípios do Paraná que integram consórcios de Regionais de Saúde do estado. Os trabalhos começam pelas cidades de Cornélio Procópio, Ponta Grossa e Pato Branco. No sábado (21), o encontro com os gestores será em Paranaguá, com a participação de outros seis municípios do litoral paranaense; no início da semana, na segunda-feira (22), os municípios de Paranavaí, no Noroeste do estado, Cianorte e Campo Mourão vão sedear os debates e, na terça-feira (23), será a vez de Umuarama, região do Entre Rios, e Cascavel, na parte Oeste. Durante as visitas, serão feitos anúncios de liberação de recursos para serviços de saúde dessas regiões do Paraná que funcionavam sem contrapartida federal.

Os gestores à frente dos municípios e seus secretários de saúde participarão da palestra “Reflexão sobre as ações de saúde”, onde serão discutidos assuntos relevantes para a otimização do Sistema Único de Saúde (SUS). Entre os convidados das reuniões de sexta-feira estão representantes dos municípios que compõem os consórcios da Associação dos Municípios do Norte do Paraná (Amunop), da Associação dos Municípios da Região dos Campos Gerais (Amcg), da Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop). No sábado é a vez do consórcio da Associação dos Municípios do Litoral do Paraná (Amlipa), que estarão reunidos em Paranaguá.

Na segunda-feira (21), outros três consórcios participam de palestras com o ministro Ricardo Barros: Associação dos Municípios do Noroeste do Paraná (Amunpar), que reunirá prefeitos e gestores de saúde de 28 municípios; Cianorte terá a reunião os prefeitos e secretários de saúde do consórcio da Associação dos Municípios do Médio Noroeste do estado do Paraná (Amenorte) e fechando a agenda do dia acontece o encontro na cidade polo de Campo Mourão reunindo aqueles que integram a Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão (Comcam). Fechando a agenda das regionais de saúde do Paraná, Barros visitará as cidades de Umuarama e Cascavel onde vão estar reunidos os prefeitos e gestores de saúde de 94 municípios que integram, respectivamente, os consórcios da Associação dos Municípios da Região do Entre Rios (Amerios) e da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop).

Prioridade do ministro Ricardo Barros nos primeiros 200 dias à frente da pasta, a otimização de gastos alcançou uma eficiência econômica total no país de R$ 1,9 bilhão, possibilitando aumentar a assistência no Sistema Único de Saúde (SUS) à população. Destes, R$ 1,3 bilhão são destinados a serviços como Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), Atenção domiciliar, Centro Especializado em Reabilitação, Laboratório de prótese dentária e atendimento oncológico.

Mais de mil municípios de todos os estados e do Distrito Federal receberão verbas federais, para custear 5.933 serviços hospitalares e ambulatoriais, voltados à assistência especializada e atendimento de média complexidade. Também estão previstos recursos para serviços da rede de urgência e emergência, incluindo SAMU 192, de alta complexidade, como assistência oncológica. “É importante entender as necessidades, reconhecer as melhorias da parte do financiamento federal dos serviços de saúde. Criar uma boa articulação entre os entes federativos e a bancada federal para que os recursos possam chegar com maior facilidade ao estado”, enfatiza Ricardo Barros.

GESTÃO EFICIENTE – Além do financiamento de serviços e a habilitação de novos, a economia de recursos da atual gestão do Ministério da Saúde também permitiu a incorporação de novos medicamentos, como o dolutegravir usado no tratamento de aids, e na compra de repelentes para gestantes cadastradas no programa Bolsa Família. Considerado atualmente o melhor medicamento para tratamento da aids, o Dolutegravir foi adquirido 70% mais barato e a incorporação não alterou o orçamento do Ministério para aquisição de antirretrovirais, que é de R$ 1,1 bilhão. Cerca de 100 mil pacientes começarão a usar o Dolutegravir no primeiro semestre de 2017.

O SUS incorporou outros cinco medicamentos. Entre eles, a apresentação em adesivo do medicamento Rivastigmina para Alzheimer; paracalcitol e cinacalcete para pacientes com hiperparatireoidismo; tobramicina um antibiótico inalatório e o 4 em 1 (Veruprevir, Ritonavir, Ombitasvir e Dasabuvir) para o tratamento de Hepatite C.

Por Gabriela Rocha da Agência Saúde


Anvisa libera novo insumo farmacêutico para obesidade

Manipulação da Lorcasserina foi aprovada e comercialização liberada no Brasil.

A Anvisa revogou a suspensão do insumo farmacêutico ativo Lorcasserina nesta quinta-feira (19/01). A Lorcasserina, utilizada no tratamento de obesidade, foi, portanto, liberada em todo o Brasil tanto para a fabricação, importação, comercialização, manipulação quanto para o uso do insumo farmacêutico ativo.

A liberação da Lorcasserina condiz com a publicação do registro do Cloridrato de Lorcasserina que é comercializado sob o nome de Belviq. O registro deste medicamento foi aprovado pela Agência Sanitária em dezembro de 2016, conforme a resolução RE 3.385/16.

Confira a resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU).


Melatonina pode ajudar no tratamento de mulheres com infertilidade

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) observaram que a melatonina, hormônio cuja principal função em humanos é regular o sono, atua na formação de novos vasos sanguíneos (angiogênese) das células foliculares do ovário, relacionadas ao desenvolvimento do óvulo. A descoberta pode ajudar no tratamento de mulheres com infertilidade.

Hormônio que regula o sono atua na formação de novos vasos sanguíneos em células do ovário, dizem pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (Imagem: Wikimedia Commons)

Além de regular várias funções celulares, a melatonina é responsável por carrear informações sobre a duração do fotoperíodo diário, transmitindo dados sobre as variações de luz que ocorrem durante os dias e as noites ao longo do ano e permitindo ao organismo responder com mudanças adaptativas às alterações do ambiente. A suspeita de que o hormônio estaria relacionado à maturação do folículo ovariano surgiu do fato de que há três vezes mais melatonina no líquido que o envolve do que na circulação sanguínea. Além disso, as células foliculares possuem receptores de melatonina.

“O processo de angiogênese é essencial para o aumento das junções do tipo Gap entre as células – canais de partículas cilíndricas que fazem com que as células entrem em contato umas com as outras para que funcionem de modo coordenado e harmônico. Isso permite a chegada de nutrientes e de fatores de crescimento às estruturas foliculares e, ainda, a liberação da produção de esteroides sexuais pelas células foliculares. Assim, a angiogênese folicular é importante para a qualidade do folículo e do ovócito. Descobrimos que a participação da melatonina nesse processo modula o crescimento do folículo ovariano, a unidade básica do sistema reprodutor feminino”, explica José Maria Soares Junior, professor associado da disciplina de Ginecologia e vice-chefe do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da FMUSP.

A pesquisa Efeito da melatonina sobre a angiogênese das células da granulosa em mulheres com infertilidade submetidas a programa de fertilização in vitro, coordenada por ele e realizada com o apoio da FAPESP, avaliou as vias de ação do hormônio no processo e concluiu que a melatonina em altas concentrações pode ter dupla função: além de facilitar a formação de novos vasos sanguíneos, ela aumenta a expressão de fatores de crescimento e citocinas, proteínas que modulam a função de outras células ou da própria célula que as gerou.

De acordo com Soares Junior, já havia relatos na literatura científica de que a melatonina pode ajudar no amadurecimento do oócito, a célula feminina que está prestes a se converter num óvulo maduro, interferindo na função ovariana. Em seu doutorado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o pesquisador trabalhou na caracterização dos receptores de melatonina nos ovários de ratas e sua interação com o estrogênio, hormônio com ação no controle da ovulação.

Durante a pesquisa na FMUSP, foi observado que determinadas concentrações de melatonina nas células foliculares de mulheres submetidas a estimulação controlaram o metabolismo do estrogênio e de outras substâncias relacionadas ao VGS, um fator de crescimento associado à proliferação de células e importante para o amadurecimento do folículo e do oócito.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores estabeleceram, entre fevereiro de 2014 e março do ano passado, culturas de células foliculares, cujas camadas são chamadas de granulosa, que foram tratadas com melatonina em laboratório. Foram incluídas na pesquisa 20 pacientes com idade entre 20 e 35 anos, atendidas no Setor de Reprodução Humana. As células da granulosa que seriam descartadas durante o processo de fertilização foram removidas e encaminhadas para o cultivo celular, divididas em quatro grupos, sendo três deles tratados com diferentes concentrações de melatonina e um sem tratamento.

De março de 2015 ao último mês de abril, células da granulosa obtidas de outras 68 pacientes da mesma faixa etária foram submetidas a uma nova rodada de estudos. A ação da melatonina foi verificada em todas as células submetidas a tratamento nas duas rodadas, com o aumento da angiogênese variando de 30% a 80%, a depender das concentrações do hormônio. Além de comprovar sua ação, os pesquisadores chegaram a concentrações ideais para tratamento.

“Os resultados indicam que a melatonina tem uma participação importante na regulação do crescimento folicular, com consequências numa melhor qualidade oocitária, e sugerem uma possibilidade de tratamento de mulheres com infertilidade relacionada a baixas concentrações do hormônio ou a problemas nos receptores nas células da granulosa”, diz Soares Junior.

Ainda de acordo com o pesquisador, são necessários novos estudos para que se saiba se o aumento da concentração de melatonina no fluido folicular pode resultar em embriões de melhor qualidade.

Os resultados da pesquisa e de avaliações de outros efeitos da melatonina estão no artigo Melatonin influence in ovary transplantation: systematic review, publicado pelo periódico Journal of Ovarian Research e disponível em ovarianresearch.biomedcentral.com/articles/10.1186/s13048-016-0245-8. Além de Soares Junior, assinam o artigo Marcos Shiroma, aluno de pós-graduação do programa de Obstetrícia e Ginecologia da FMUSP; Luciana Lamarão Damous, pós-doutoranda do Laboratório de Ginecologia Estrutural e Molecular (LIM) do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da FMUSP; Edmund Chada Baracat, professor titular da disciplina; e Nara Macedo Botelho, pós-doutoranda da disciplina e professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Os estudos têm ainda a colaboração de Carla Cristina Maganhin, que realiza a pesquisa Análise de melatonina em mulheres com infertilidade submetidas a um programa de fertilização in vitro: estudo funcional nas células da granulosa, também com apoio da FAPESP, e de José Cipolla Neto, professor titular do Departamento de Fisiologia e Biofísica do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP.

Diego Freire | Agência FAPESP


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