Inflação, dólar, risco brasil,
juros, bolsa, comércio, todos esses fatores mostram que a economia está cada
vez mais sustentável
Com inflação sobre controle e
queda dos juros, condições se tornam mais favoráveis para consumo e
investimentos
O Brasil fechou 2016 com um
cenário melhor. Indicadores sugerem que passos importantes foram dados para
construir as condições necessárias para que o País volte a crescer. Inflação,
dólar, risco brasil, juros, bolsa, comércio, todos esses fatores mostram que a
economia está cada vez mais saudável e sustentável.
Parte desse movimento de
melhora pode ser observado no Índice de Atividade Econômica do Banco Central,
que tenta projetar o crescimento do País antes da divulgação oficial do
resultado. Entre outubro e novembro, houve um avanço de 0,20%.
Esse indicador também mostra
um ligeiro avanço, de 0,02%, no trimestre encerrado em novembro. Esse
incremento é registrado na comparação com trimestre imediatamente anterior,
terminado em outubro.
Mesmo com a recessão que afetou
o Brasil no ano passado, alguns setores da economia mostraram resistência. O
setor elétrico, dentro do PIB, apresentou alta de 4,5% em 12 meses até
novembro. Nessa mesma base de comparação, o segmento imobiliário cresceu 0,2% e
as exportações, 4,5%.
A volta do crescimento
Para 2017 e para os anos
seguintes, a expectativa de analistas do mercado financeiro é de crescimento
continuo. A projeção é de que o ano termine com uma expansão de 0,50% no
Produto Interno Bruto (PIB); para 2018, a alta será maior, de 2,30%. Em 2019 e
2020, a expectativa é de aumento de 2,50%.
Esse cenário de números
positivos tem se tornado cada vez mais real, sobretudo diante da perspectiva de
inflação controlada. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2016, que
ficou em 6,29%, é parte das condições necessárias para o crescimento
sustentável.
A taxa ficou dentro dos
intervalos de tolerância e vai permitir um melhor horizonte de planejamento
para consumidores e investidores. Para o Banco Central, em 2017, o IPCA deve
desacelerar ainda mais, para 4%; em 2018, o índice deve ir para 3,4%.
Todos esses indicadores,
reunidos, sugerem que o Brasil migrou de uma economia em desequilíbrio para um
modelo mais sustentável, com baixa inflação e crescimento do Produto Interno
Bruto (PIB).
Rovena Rosa/Agência Brasil


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