Destaques

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Anvisa e FMUSP assinam convênio sobre rastreabilidade

Parceria objetiva projeto-piloto para acompanhar a cadeia produtiva de medicamentos.

A Anvisa e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) firmaram convênio, nesta quarta-feira (19/04), no valor de R$ 5 milhões, para o desenvolvimento de um projeto-piloto de rastreabilidade de medicamentos, dentro das ações de normatização e implantação, no Brasil, do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM). O objetivo do SNCM é garantir a segurança de pacientes em relação aos remédios que consomem e a qualidade dos produtos em todas as suas etapas, além de evitar fraudes, roubos de medicamentos e sonegações.

O projeto-piloto vai acompanhar, durante um ano, a cadeia de produção, distribuição e dispensação de medicamentos em locais pré-determinados. Ao final, os resultados desse acompanhamento passarão por análises. "Serão escolhidas determinadas fábricas e distribuidoras, fármácias e redes de farmácias, secretarias municipais e estaduais de saúde, além de hospitais, para fazer parte do projeto-piloto.  Ao final de um ano, faremos a avaliação dos resultados e realizaremos os ajustes que forem necessários na regulamentação do SNCM. A partir do final da análise do projeto-piloto, teremos três anos para implantar o sistema", explica o diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa. 

No Hospital das Clínicas da FMUSP, maior complexo hospitalar da América Latina, será possível acompanhar todos os passos do medicamento, desde a produção, passando pelo recebimento no centro de logística, transporte e divisão entre os institutos, até a entrega a cada um dos pacientes. A partir desse modelo, será possível ampliá-lo como referência para todo o Brasil.

Participaram da assinatura do convênio, além de Jarbas Barbosa, o professor José Otávio Auler Costa Junior, diretor da FMUSP, Antônio José Rodrigues Pereira, superintendente do Hospital das Clínicas, Giovanni Guido Cerri, diretor do Centro de Inovação do HC, Flávio Fava de Moraes, diretor geral da Fundação Faculdade de Medicina, Joaquim Roberto Fernandes, analista de programa do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), e o professor Eduardo Mario Dias, professor da Escola Politécnica.

"Essa parceria significa que a Anvisa vai poder contar com a expertise da Faculdade de Medicina da USP no desenvolvimento de um sistema complexo, o SNCM, que vai permitir com que toda a cadeia de produção, distribuição e dispensação de medicamentos passe a ser rastreada, aumentando a segurança do paciente, a qualidade e a garantia de que aquele medicamento comprado na farmácia ou distribuído num posto de saúde do SUS não foi falsificado, roubado ou produto de fraude", observa Jarbas Barbosa.

"É uma tendência mundial e vários países estão buscando desenvolver seus sistemas de rastreabilidade de medicamentos. O Brasil, até para cumprir a lei que temos, vai ser um dos primeiros países a desenvolver esse sistema".

Confira a fala de Jarbas Barbosa sobre o convênio e o projeto-piloto do sistema.



Especialistas criticam medida provisória e mostram preocupação com preços de remédios

A Medida Provisória (MPV) 754/2016, que permitiu a alteração dos preços dos remédios em qualquer época do ano provoca discordâncias entre autoridades, empresas da indústria farmacêutica e também entre parlamentares. Entre as preocupações estão a alta dos preços e perda de equilíbrio do mercado, como mostrou a audiência pública realizada nesta quarta-feira (19) pela comissão mista que examina a medida.

Até a edição da medida provisória, em dezembro de 2016, os preços dos remédios só podiam ser reajustados uma vez por ano. A decisão sobre aumentar ou reduzir o valor e definir o percentual de reajuste ainda cabe ao Conselho de Ministros da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos. Só que pelo novo marco legal, o preço agora pode ser definido a qualquer tempo.

Indústria farmacêutica
Para o subprocurador geral da República, Oswaldo José Barbosa Silva, que participou da audiência pública, é positivo permitir que a variação de preços acompanhe a realidade dos custos do mercado doméstico e internacional. Mas disse que deve haver equilíbrio na regulação do poder financeiro da indústria farmacêutica.

— Se o Estado não tiver mecanismos suficientes para evitar o monopólio, o ajuste prévio de preços ou o exercício ilegítimo do direito de patente, então estaremos reféns da indústria farmacêutica em algo que é de segurança nacional que é saúde pública — alertou.

Preços
O deputado federal Toninho Pinheiro (PP-MG) afirmou o preço médio dos remédios no Brasil está bem acima do que deveria. Mas para o senador Valdir Raupp (PMDB-RO), no longo prazo, os preços dos medicamentos vêm caindo bastante.

— Principalmente depois da introdução dos medicamentos genéricos, os preços despencaram aqui no Brasil. Em relação aos EUA, Inglaterra e outros países, o Brasil está aplicando preços muito mais baixos — garantiu.

Depois de analisada pela comissão mista, a medida provisória será votada nos Plenários da Câmara e do Senado.

Da Rádio Senado.


Debatedores apontam falhas na incorporação pelo SUS de tecnologias contra o câncer

Debatedores apontaram nesta terça-feira (18) dificuldades do Sistema Único de Saúde (SUS) em oferecer novas tecnologias para o tratamento de pacientes com câncer. O assunto foi discutido em audiência na comissão especial da Câmara dos Deputados destinada a estudar o processo de inovação e incorporação tecnológica no setor de saúde.

O representante do Instituto Oncoguia, Tiago Matos, pediu mais transparência nas ações da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), órgão do Ministério da Saúde responsável pela aprovação de novas tecnologias para a saúde. Ele destacou que, atualmente, não existe um protocolo padrão para o tratamento de pacientes com câncer pelo SUS e a compra dos medicamentos fica a cargo de cada um dos 280 hospitais credenciados.

Tiago Matos afirmou que essa situação traz prejuízos para os pacientes. "A gente pode ter 280 SUS diferentes. Dependendo do lugar onde vocês moram, a referência pode ser um hospital com nível tecnológico altíssimo ou pode ser um local com nível tecnológico baixíssimo. A verdade é que a gente não sabe, ou não sabia, dessas informações", declarou.

Expansão da radioterapia
A comissão também ouviu a representante do Ministério da Saúde Tânia Arantes sobre o plano de expansão de radioterapia no Brasil. Ela afirmou que, apesar de o processo ser lento, porque envolve várias etapas, desde a aquisição de equipamentos até a construção de locais adequados para sua utilização, existem atualmente sete unidades em construção e duas já foram entregues.

"O investimento foi bem significativo, o custo do plano de expansão como um todo foi de R$ 505 milhões, de equipamentos são R$ 119 milhões. Esse valor foi alcançado por meio de licitação pública", disse Tânia Arantes.

Falta de recursos
A autora do requerimento para a realização da audiência pública, deputada Carmen Zanotto (PPS-SC), afirmou que a reunião deixou claro que está havendo uma grande falha no processo de incorporação de novas tecnologias.

A deputada lembrou que, mesmo com a aprovação da Conitec, o medicamento não chega aos pacientes por falta de recursos por parte dos hospitais. "Nós vamos, a partir da comissão, alterar a legislação para que o recurso financeiro acompanhe a incorporação daquele medicamento, daquele tratamento para câncer, nos casos onde houve o reconhecimento da Conitec", afirmou.

O debate desta terça-feira também foi solicitado pelo relator da comissão especial, deputado Hiran Gonçalves (PP-RR).

Tratamento
Até o final do ano, estima-se que surgirão 520 mil novos casos de câncer no País. Em alguns casos, o medicamento chega a custar R$ 7 mil, enquanto o repasse do SUS para os hospitais conveniados é de R$ 1,1 mil.

A representante da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, Joana Jeker, destacou que o tratamento de câncer no SUS é feito basicamente com quimioterapia, mas esse tratamento associado a outras medicações pode dar ao paciente uma sobrevida de até 40 meses.

Reportagem – Karla Alessandra
Edição – Pierre Triboli

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Consultorias de Orçamento esclarecem principais pontos da proposta de LDO para 2018

As Consultorias de Orçamentos do Senado e da Câmara dos Deputados produziram um informativo com uma visão resumida dos principais pontos do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2018 (PLN 1/17)).

Os consultores fizeram uma seleção e breve descrição dos temas presentes na proposta do Executivo que demandam mais atenção dos parlamentares. Entre os temas, estão meta fiscal, Novo Regime Fiscal, orçamento impositivo e despesas com pessoal.


Deficit
Segundo o informativo, a meta de resultado primário de 2018 para o setor público consolidado é de deficit de R$ 131,3 bilhões (1,8% do produto interno bruto – PIB). Esse montante, que é a diferença entre receitas e despesas primárias, reúne os deficits de R$ 129 bilhões da União (Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social) e de R$ 3,5 bilhões das estatais (exceto as empresas dos grupos Petrobras e Eletrobras) e o superavit de R$ 1,2 bilhão dos estados, Distrito Federal e municípios.

Já o deficit nominal do governo federal, que inclui o pagamento de juros da dívida, previsto para 2018 é de R$ 421,9 bilhões (5,82% do PIB).

Atualmente em discussão na Câmara, os regimes de previdência social têm um deficit global de R$ 293,9 bilhões, segundo estimativa: R$ 202,2 bilhões no Regime Geral da Previdência Social; R$ 77,7 bilhões no Regime Próprio dos Servidores Públicos Federais; e R$ 14 bilhões nas pensões dos militares (esse valor não inclui as aposentadorias dos militares).

Salário mínimo
O PLDO prevê ainda reajuste do salário mínimo, em 2018, de R$ 937 para R$ 979.
Como o PIB de 2016 não apresentou crescimento real, o salário deve ter apenas o reajuste correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2017, estimado em 4,48%. Há ainda a previsão de um crescimento real do PIB de 2,5% para o ano que vem, taxa Selic em 9%, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado de 4,5% no ano e dólar a R$ 3,40 no fim do período.

Ajuste fiscal
Entre outras medidas, o PLDO traz regulamentações referentes ao Novo Regime Fiscal, aprovado pela Emenda Constitucional 95/16, e regras visando restrição de despesas, como as de pessoal.

De acordo com o consultor de Orçamentos do Senado Federal Vinícius Amaral, um dos coordenadores do Informativo, há uma regra bastante restritiva para admissão de servidores para o ano que vem, assim como limites específicos para as despesas dos Poderes Judiciário e Legislativo, do Ministério Público da União e da Defensoria Pública da União alinhados ao Novo Regime Fiscal.

Prioridades
Entre as prioridades e metas do projeto destacam-se a agricultura familiar e segurança alimentar e nutricional, com a inclusão produtiva de 16.997 famílias. Na assistência social, o atendimento de 373.800 crianças na primeira infância pelo Programa Criança Feliz.

Na promoção da igualdade, o governo pretender garantir a inclusão produtiva de 29.370 famílias em situação de pobreza. Na reforma agrária, a regularização fundiária de mais de 1 milhão de hectares na Amazônia Legal. E na educação, a oferta de 214.916 vagas para formação profissional, científica e tecnológica.

As prioridades incluem ainda as áreas de ciência e tecnologia, obras hídricas e manutenção de trechos rodoviários.

Linguagem simples
Vinícius Amaral ressalta que o informativo traz uma linguagem gráfica e não é voltado para especialistas em Orçamento, e sim para todos os servidores e o público em geral. A ideia, explica o consultor, é tentar desmistificar um pouco a lei e propor pontos de luz em assuntos relevantes, esclarecendo que questões como o orçamento impositivo e gastos com pessoal possuem regras definidas na LDO.

Coordenador do documento ao lado de Graciano Rocha, da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados, Vinícius afirma que uma análise mais detalhada sobre o PLN 1/17 deve ficar pronta até o início de maio em uma nota técnica conjunta das consultorias das duas Casas. “Aí, sim, é feita uma análise ponto a ponto, dissecando o projeto e tecendo considerações mais detalhadas a ele”, disse o consultor sobre o projeto, que tem mais de 100 artigos.

O informativo e outros documentos relacionados ao PLDO 2018 podem ser consultados na página "Orçamento Brasil".

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:
Da Redação - RCA
Com informações da Agência Senado

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Deputado Carlos Marun assume cargo de procurador parlamentar da Câmara

A indicação foi do presidente da casa, Rodrigo Maia. Marun terá a responsabilidade de defender a imagem dos parlamentares e da Câmara

Nesta quarta-feira, dia 19, o deputado Carlos Marun, do PMDB de Mato Grosso do Sul, assumiu o cargo de procurador parlamentar da Câmara. Ele já havia sido nomeado no último dia 11, substituindo a deputada Jozi Araújo, do PTN do Amapá, no papel de defensor formal da imagem da Câmara.

A indicação foi do presidente da casa, Rodrigo Maia, do Democratas fluminense. Marun terá a responsabilidade de defender a imagem dos parlamentares e da Câmara.

"Cabe ao procurador a representação de parlamentares e da Câmara, como um todo, na defesa judicial ou extrajudicial de questões que afetem a honra de deputados e da Câmara"
Ao assumir o cargo, Marun afirmou que muitas acusações sem provas estão sendo feitas contra parlamentares.

"nós vivemos em um tempo da acusação fácil e da ofensa corriqueira. E nós, deputados, o somos em função de delegação popular e por isso faz-se necessário a exigência de respeito"

Marun ainda informou que a busca do respeito será sua prioridade.
"Fomento e a busca do respeito, não que somos imunes às criticas, não somos nem queremos ser, e nem que sejamos imunes às denúncias. Só que existe a crítica, que é livre, e existe a denúncia em relação de quem a faz deve assumir responsabilidades."

Carlos Marun também preside uma das comissões temporárias mais importantes da Câmara, a Comissão Especial da Reforma da Previdência.
Reportagem - Alex Akira


Inscrições abertas para o curso de Atenção à Saúde das Mulheres na Atenção Básica

Profissionais de saúde interessados em aprofundar os seus conhecimentos sobre a saúde da mulher, já podem se inscrever no mais novo curso Saúde das mulheres na Atenção Básica: protocolo clínico para enfermagem, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), integrante da Rede UNA-SUS. Fruto da parceria com o Departamento de Atenção Básica (DAB) e Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde (SGTES), do Ministério da Saúde, o curso é composto por três módulos independentes, com carga horária de 15h cada, que trazem diferentes contextos de saúde vividos por uma mulher.

As inscrições podem ser realizadas até 17 de maio, pelo site.

Segundo o médico, consultor técnico e editor científico da UNA-SUS, Paulo Biancardi Coury, este modulo de Atenção a Saúde das Mulheres apresenta os protocolos de abordagem sob o ponto de vista da enfermagem. “O curso tem como objetivo consolidar o estado da arte do acolhimento, diagnostico, tratamento e seguimento dos agravos mais comuns que motivam a procura das usuárias do SUS para resolução de seus problemas de saúde”, explica.

O primeiro módulo trata da saúde sexual e reprodutiva e da atenção às mulheres em situação de violência; o segundo aborda a atenção às mulheres no pré-natal de baixo risco, puerpério e promoção do aleitamento materno; e o terceiro e último módulo tem como enfoque atenção ginecológica, climatério e prevenção dos cânceres de colo de útero e mama. Todos os módulos têm como enfoque os protocolos referentes à Atenção Básica.

Para Cury, a uniformização de abordagem de mulheres em situação de risco é um dos temas que merecem destaque. “Hoje sabemos que uma das grandes frustações do setor é a dificuldade de verbalização por parte das mulheres, vítimas dos assédios e violências a que estão submetidas, tanto no lar, como em seus ambientes de trabalho, entre outros. Desta maneira, o curso aborda o acolhimento dessas mulheres, atendendo às suas queixas e fortalecendo a autoestima para ajudá-las a superar suas dificuldades”, analisa.

O médico acredita que o curso vai ainda mais além ao propor uma configuração do trabalho em saúde de forma parceira. “As mulheres passam a ser sujeitos de sua própria saúde e não objeto da atenção como em tempos pretéritos. Os temas abordados pretendem consolidar os conhecimentos técnicos de enfermagem que se completam com as competências dos demais membros das equipes de saúde, mas destaca o exercício da enfermagem com seu protagonismo na Atenção à Saúde, neste caso especifico das mulheres”, destaca.

Com carga total de 45h, a oferta é dividida em três módulos que podem ser realizados separadamente e segundo a ordem escolhida pelo aluno, que poderá obter certificação pela oferta educacional completa, se concluir todos os três módulos, ou por cada módulo concluído individualmente.

Apesar do público alvo do curso serem os enfermeiros, Cury crê que os demais membros da equipe de saúde devem fazer o módulo para conhecerem os procedimentos de enfermagem e para que o diálogo entre os diversos profissionais equipes seja mais transparente e produtivo “Esta é uma grande oportunidade para que os profissionais se apropriem dos conhecimentos oferecidos, que dará a eles a atualização cientifica, instrumentação prática e, principalmente, uniformização de linguagem necessária para abordar de maneira segura aos agravos das mulheres”, incentiva.

Para saber mais sobre esse e outros cursos da rede UNA-SUS, acesse o link www.unasus.gov.br/cursos.

Fonte: UNA-SUS


Brasil tem 59 mil farmácias que vendem controlados

Ao todo são 59.162 farmácias e drogarias que vendem medicamentos controlados e antibióticos. Números são do SNGPC, sistema que controla a venda desses medicamentos.

Os medicamentos controlados são aqueles que só podem ser comprados se você apresentar uma receita especial em duas vias. Essa categoria inclui medicamentos com tarja preta e os de tarja vermelha. 

O Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), criado pela Anvisa em 2007, tem hoje o cadastro de 59 mil farmácias e drogarias autorizadas a vender esse tipo de produto. No Brasil, qualquer farmácia ou drogaria que comercialize medicamentos que precisam de prescrição médica têm de enviar relatórios semanais para a Anvisa.  

O controle de medicamentos via SNGPC é obrigatório desde 2007 para os medicamentos de tarja preta e desde 2013 para os antibióticos (antimicrobianos) - tarja vermelha. O envio de informações pelo sistema é obrigatório tanto para farmácias que vendem produtos industrializados, como para aquelas que fazem medicamentos manipulados. 

Melhor controle de medicamentos 
O objetivo do SNGPC é melhorar as ações da vigilância sanitária relacionadas ao monitoramento sanitário e farmacoepidemiológico dos medicamentos envolvidos. Uma das principais vantagens é ter todos os registros em meio eletrônico. 

Isso permite que os órgãos municipais e estaduais da vigilância sanitária acompanhem dados de sua região e monitorar as vendas de medicamentos à distância.  

Com a adoção dessa prática, os órgãos de vigilância sanitária locais conseguem economizar tempo e recursos financeiros e priorizar o deslocamento até os estabelecimentos farmacêuticos com problemas de escrituração.  

O sistema também permite maior acesso às farmácias e drogarias localizadas em lugares remotos onde a distância e o tempo são fatores que dificultam a fiscalização. 

Receita para comprar antibióticos 
A venda de antibióticos passou a exigir receita especial para conter o uso indevido, especialmente por automedicação e o aumento da resistência microbiana (quando as bactérias se tornam mais fortes por conta do uso incorreto de antibióticos). 

Número do SNGPC 
Em 2016, o SNGPC recebeu mais de 14 mil arquivos eletrônicos de movimentação de compras e vendas de medicamentos por dia. A taxa de crescimento dos arquivos eletrônicos em 2016 comparada a 2009 foi de 207%. No mesmo período, a taxa de crescimento de farmácias e drogarias cadastradas foi de 69%.  

Dados nacionais, de 2016, apontam uma média nacional de 27 estabelecimentos farmacêuticos cadastrados no SNGPC para cada 100 mil habitantes. A menor taxa foi no estado do Amazonas com 7 farmácias para cada 100 mil habitantes, a maior foi no estado de Goiás, com 52 para cada 100 mil. 

Nesses 10 anos, a equipe responsável pelo SNGPC promoveu capacitações sobre o uso do sistema para mais de 18 mil profissionais de vigilância sanitária e do setor regulado, com uma média de 1.800 profissionais treinados por ano. 

Vantagens do SNGPC 
O SNGPC melhorou a eficiência e segurança no processo de escrituração dos registros de movimentação de compras e vendas de medicamentos comercializados em farmácias e drogarias privadas do país e, também, tem promovido:  
  • Melhorias no acesso qualificado dos antimicrobianos no país; 
  • Facilidade no planejamento de ações de fiscalização das vigilâncias sanitárias locais; 
  • Economia de recursos financeiros do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária;
  • Melhorias no controle de medicamentos pelas farmácias e drogarias privadas;  
  • Maior segurança contra manipulações fraudulentas; 
  • Mais agilidade na elaboração de relatórios sobre consumo de medicamentos; 
  • Produção de informações, em tempo oportuno, para os tomadores de decisões; 
  • Práticas seguras de armazenamento e backup, em caso de extravio/ perda dos dados. 
Conheça o sistema e saiba mais sobre a atuação da Anvisa na área de medicamentos. 
Veja o ranking da concentração de farmácias e drogarias por estado

Estado
Estabelecimento por 100 mil/hab
1
GO
              52
2
RS
              42
3
SC
              42
4
PR
              41
5
MG
              39
6
ES
              39
7
MT
              38
8
RO
              34
9
MS
              33
10
DF
              33
11
SP
              30
12
RN
              29
13
PB
              27
14
TO
              27
15
AC
              24
16
RJ
              24
17
SE
              22
18
AL
              21
19
PI
              20
20
PE
              18
21
BA
              18
22
RR
              17
23
CE
              15
24
AP
              13
25
PA
              12
26
MA
              11
27
AM
                7
- Fonte: SNGPC – 2016

Fábrica da Fiocruz no Eusébio será inaugurada entre agosto e outubro deste ano, diz Camilo

Em visita às dependências da Fundação Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro, governador do Ceará, Camilo Santana, tratou sobre os detalhes finais da instalação da empresa no Ceará
   
  • Nesta terça-feira(18), o governador visitou as dependências da Fiocruz no Rio de Janeiro, incluindo a fábrica Bio-Manguinhos, responsável pelo desenvolvimento tecnológico e pela produção de vacinas
  •  
Inicialmente prevista para ser inaugurada em agosto do ano passado, a fábrica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Ceará deve finalmente começar suas atividades entre agosto e outubro deste ano, segundo informou nesta terça-feira (18) o governador Camilo Santana. Em transmissão ao vivo em seu perfil oficial no Facebook, o chefe do Executivo estadual anunciou que a nova sede da instituição de pesquisa e desenvolvimento em ciências biológicas, que ficará no Polo Industrial e Tecnológico da Saúde (Pits), no Eusébio, está em fase final de instalação.

"Reuni-me com os diretores da instituição, entre eles o ex-presidente Paulo Gadelha, para tratar sobre os detalhes finais da instalação do Polo Industrial e Tecnológico da Saúde, no Eusébio", destacou Camilo. Nesta terça-feira, o governador visitou as dependências da Fiocruz no Rio de Janeiro, incluindo a fábrica Bio-Manguinhos, responsável pelo desenvolvimento tecnológico e pela produção de vacinas.

Ao todo, a Fiocruz já investiu R$ 170 milhões no Polo do Eusébio, onde serão integradas diversas iniciativas que buscam a inovação tecnológica para a produção de medicamentosvacinasdiagnósticos e insumos para o campo da saúde. Quando a fábrica da Fundação entrar em funcionamento, a expectativa é que 300 empregos diretos sejam gerados, além de outros 1.000 indiretos.

Apoio do Governo
Ainda em suas redes sociais, Camilo lembrou que o Governo do Estado está dando todo o apoio para o desenvolvimento do Pits. "(Fizemos) uma série de investimentos para viabilizar a construção e o acesso ao polo, como a duplicação da CE-010 e infraestrutura de esgoto, além da doação do terreno. Queremos fazer do Eusébio, do nosso Estado, uma grande referência no Brasil como polo de saúde, de ensino e de pesquisa", frisou.
Além da infraestrutura concedida pelo governo, as empresas que se instalarem no Pits podem pedir ao Estado até 99% de isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Veja a declaração do governador na íntegra
Camilo Santana added 14 new photos to album: Reunião e visita à Fiocruz — at Rio de Janeiro.
April 18 at 3:12pm · Rio de Janeiro, RJ ·
Visitei há pouco, no Rio de Janeiro, as dependências da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), incluindo a fábrica Bio-Manguinhos, responsável pelo desenvolvimento tecnológico e pela produção de vacinas. Reuni-me com os diretores da instituição, entre eles o ex-presidente Paulo Gadelha, para tratar sobre os detalhes finais da instalação do Polo Industrial e Tecnológico da Saúde, no Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza. A Fundação investiu cerca de R$ 170 milhões no parque do Eusébio, que será o primeiro do Brasil a integrar diversas iniciativas que buscam a inovação tecnológica para a produção de medicamentos, vacinas, diagnósticos e insumos para o campo da saúde. O Governo do Estado fez uma série de investimentos para viabilizar a construção e o acesso ao polo, como a duplicação da CE-010 e infraestrutura de esgoto, além da doação do terreno. Queremos fazer do Eusébio, do nosso estado, uma grande referência no Brasil como polo de saúde, de ensino e de pesquisa


INSULINA UCRANIA, MELISSA TEIXEIRA GOMES DA SILVA, participará de treinamento em Kiev

MELISSA TEIXEIRA GOMES DA SILVA, Tecnologista em Saúde Pública do Instituto de Tecnologia em Fármacos, Farmanguinhos/FIOCRUZ, participará de treinamento prático detalhado da etapa de controle microbiológico do processo de produção do IFA, em Kiev, Ucrânia, no período de 21/04 a 29/04/2017, inclusive trânsito.

Adimmune Corporation - Taichung, em Taichung, Taiwan - China, será inspecionada pela ANVISA

ANDREA RENATA CORNELIO GEYER e MARIANA ADELHEIT VON COLLANI, Especialistas em Regulação e Vigilância Sanitária, na ANVISA, realizarão inspeção na unidade fabril da empresa Adimmune Corporation - Taichung, em Taichung, Taiwan - China, no período de 27/04/17 a 07/05/17, incluído o trânsito.

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