Destaques

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Diferentes aspectos da febre amarela são tema de encontro

Pesquisadores da área de epidemiologia discutiram as diversas questões que cercam o aumento dos casos de febre amarela no país. A vacinação consciente e a melhor organização da vigilância em saúde foram alguns dos temas levantados pelos participantes do Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcellos da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz (Ceensp) A expansão da febre amarela Silvestre: desafios e perspectivas. As apresentações do coordenador de Controle de Doenças da Secretaria de Estado de São Paulo, Marcos Boulos, da pesquisadora do Departamento de Endemias Samuel Pessoa da Ensp/Fiocruz, Andréa Sobral, do consultor científico do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), Reinaldo de Menezes Martins, e da coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI/SVS/MS), Carla Domingues já estão disponíveis, na íntegra, no canalda Ensp no YouTube. O encontro foi realizado em 19 de abril, na Ensp/Fiocruz.

O coordenador de Controle de Doenças da Secretaria de Estado de São Paulo, Marcos Boulos, apresentou uma linha do tempo com dados que revelam o crescimento do número de casos da febre amarela ao longo das décadas e também falou sobre a expansão do seu aparecimento fora de áreas antes habituais de circulação do vírus. Boulos descreveu ainda como acontecem os alertas e como os especialistas atuam em situações de epizootias, ou seja, a morte de uma grande quantidade de animais com a mesma doença, neste caso, macacos com febre amarela. “Quando surgiu o primeiro macaco morto na região de Campinas, São Paulo, tivemos que vacinar primeiro os profissionais de saúde para depois começar a vacinar a população, pois era uma região que nunca imaginaríamos antes que a fecbre amarela chegaria. Não era considerada uma área de recomendação. Neste meio tempo, algumas mortes aconteceram. Isso nos mostra que a vacina causa, de fato, um impacto muito grande na prevenção. Tem que vacinar todo mundo. Agora não temos mais dúvidas. Com isso, vamos, gradativamente, fazer toda a cobertura do estado de São Paulo”, defendeu ele.

Andréa Sobral iniciou sua fala apresentando um mapa clássico com os prováveis trajetos da rota da febre amarela no país e avaliou as séries epidêmicas por regiões. “ Em todas as séries históricas analisadas, a região centro-oeste é a que sempre apresentou um maior número de casos de febre amarela”, comentou. Segundo ela, a ocorrência de epidemias da febre amarela decorrente do ciclo silvestre não é nova e também não está havendo nenhum retorno, pois as epizootias são características da circulação do vírus em ambiente florestal. “Elas apresentam alta mortalidade para os primatas não humanos atingidos e grande risco também para a população humana que entra em contato com esses ambientes ou reside perto de área de mata. O que é novo e muito mais preocupante para nós é o registro de epizootias em primatas não humanos em áreas muito próxima a núcleos urbanos, pois nas cidades o vetor Aedes aegypti transmite o vírus de pessoa a pessoa”.

A pesquisadora citou ainda o professor e pesquisador da Ensp, Paulo Sabroza, quando, em 2009, ele apontou que "a prevenção e a contenção desta doença exigem fundamentalmente mudanças na organização da vigilância em saúde com ênfase na detecção e investigação de morte de primatas não humanos, a participação de moradores e profissionais do setor ambiental, além da agilidade e confiabilidade no diagnóstico laboratorial. Outra questão central é a capacidade desses serviços de vigilância em demarcar a área sujeita a circulação de vírus, seguida da vacinação de todas as pessoas residentes".

A parte da tarde do Ceensp A expansão da febre amarela Silvestre: desafios e perspectivas teve foco no desenvolvimento da vacina e o programa de imunização brasileiro para esta doença. A primeira apresentação foi feita pelo consultor científico de Bio-Manguinhos Reinaldo de Menezes Martins. Ele comentou que a vacina da febre amarela é de 1937, foi desenvolvida pela Fundação Rockefeller e aperfeiçoada pela Fiocruz, com grande participação do pesquisador Henrique Azevedo Pena. De acordo com Reinaldo, a vacina tem alto poder protetor e é altamente eficaz para evitar casos e controlar epidemias. Além disso, em geral, somente uma dose imuniza por toda a vida.

Uma questão trazida por ele e que, atualmente, está em debate foi: será que uma vacina eficaz contra a dengue poderia também proteger contra a febre amarela? Segundo Reinaldo, “esta é uma especulação que não é impossível!”. O pesquisador comentou também que está desenvolvemos um estudo para tentar identificar os fatores genéticos envolvidos nos eventos adversos graves à vacina da febre amarela. “Esta pesquisa é de Biomanguinhos e da Universidade de Rockefeller e conta com o apoio do Ministério da Saúde. O estudo começará dentro de algumas semanas, no entanto, vale ressaltar que levamos três anos e seis meses para ter o estudo aprovado. Nosso objetivo é desenvolver um marcador biológico que possa identificar pessoas com risco elevado de eventos adversos graves. Para tanto, teremos um kit de diagnóstico que permitirá a identificação dessas pessoas, as quais terão uma contraindicação e não deverão receber a vacina”, explicou ele. Reinaldo completou dizendo que: “o que se pode fazer hoje é aplicar a vacina com atenção às contraindicações, somente aplicar para quem precisa e não de maneira indiscriminada, e também manter uma boa assistência para a doença viscerotrópica, pois isso pode diminuir a mortalidade”.

Já a coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI/SVS/MS), Carla Domingues, encerrou o dia de apresentações dizendo que o cenário brasileiro é de surto concentrado na região de Minas Gerais. “Pelo que podemos analisar, não houve migração para Goiás ou o Distrito Federal, mesmo com a proximidade da região. Em contraponto a isso, vemos uma migração muito rápida para o Espírito Santo e Rio de Janeiro”, disse ela. Carla detalhou que, atualmente, temos 359 município com transmissão ativa de febre amarela, com confirmação de 623 casos, 671 casos em investigação, 1128 descartados e um total de 2400 notificados. “É bom salientar que no ano de 2016 tivemos cerca de 300 casos notificados de febre amarela. Isso mostra também que em uma situação de surto, aumenta-se também a sensibilidade do sistema. Em muitos casos, vemos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) fichas de identificação muito mal preenchidas e, portanto, notificações incompletas. Com isso percebemos que não temos estrutura para lidar com o surto. A medida em que se aumenta o número de casos, prejudica-se a investigação detalhada de cada caso e muitos acabam notificados por vínculo epidemiológico”, comentou.

Confira os vídeos das apresentações no site da Ensp/Fiocruz.

Fonte: Informe Ensp


MP 754/16 QUE TRATA DA POLÍTICA DE PREÇOS DOS REMÉDIOS QUE PERMITE ALTERAÇÃO DOS PREÇOS ESTÁ NA PAUTA DA COMISSÃO MISTA , NO SENADO HOJE(3) ÀS 14h30

O parecer da MP sobre política de preço dos remédios pode ser votado amanhã

A comissão mista que analisa a Medida Provisória 754/16, que permite a alteração dos preços dos remédios em qualquer época do ano, tem reunião nesta quarta-feira (3) para apreciação do parecer do deputado Wellington Roberto (PR-PB).

A MP não é consenso entre autoridades, empresas da indústria farmacêutica e parlamentares. Entre as preocupações a respeito da medida estão a alta dos preços e a perda de equilíbrio do mercado.

Até a edição da medida provisória, em dezembro de 2016, os preços dos remédios só podiam ser reajustados uma vez por ano. A decisão sobre aumentar ou reduzir o valor e definir o percentual de reajuste ainda cabe ao Conselho de Ministros da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos. Só que, pelo novo marco legal, mudanças nos preços agora podem ser definidas a qualquer tempo.

A reunião está marcada para 14h30, no plenário 7 da ala Alexandre Costa no Senado.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:
Da Redação - MB

Com informações da Rádio Senado


Seguridade discute a POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL e faz um balanço do PROGRAMA CRIANÇA FELIZ

A Comissão de Seguridade Social e Família reúne-se nesta quinta-feira (4) para discutir a política nacional de assistência social do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e as questões financeiras e orçamentárias do setor.

Na audiência pública será também feito um balanço do programa Criança Feliz.

O deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG) solicitou o encontro, que terá como convidada a secretária nacional de Assistência Social, Maria do Carmo Brant.
O debate está marcado para as 9h30, no plenário 7.

Da Redação/SC


ESTATUTO DA PESSOA COM OBESIDADE É APROVADO POR COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO URBANO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Comissão aprova Estatuto da Pessoa com Obesidade

Proposta proíbe a discriminação do obeso nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados

A Comissão de Desenvolvimento Urbano aprovou, na última quarta-feira (26), o Projeto de Lei 4328/16, da deputada Laura Carneiro (PMDB-RJ), que cria o Estatuto da Pessoa com Obesidade. Pela proposta, o poder público deve garantir à pessoa obesa proteção à saúde, com a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o tratamento adequado, a alimentação saudável e a vida em condições de dignidade.

O projeto garante o atendimento individualizado junto aos órgãos públicos e privados; a destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas de saúde com foco nas políticas de prevenção e tratamento da obesidade; a viabilização de formas alternativas de tratamento; a inserção no mercado de trabalho; o acesso à cultura e ao lazer; a repressão ao bullying por meio de campanhas educativas e de esclarecimento da população; entre outras garantias.

O texto também exige que o poder público assegure à pessoa obesa o direito de ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários; à opinião e expressão; à liberdade religiosa e à prática esportiva e de direção, entre outros.

O parecer do relator, deputado Tenente Lúcio (PSB-MG), foi favorável à proposta. “Os obesos carecem de uma lei especialmente voltada para sua realidade, e as propostas apresentadas certamente trarão mais dignidade e inclusão às pessoas obesas”, disse

Acesso ao SUS
Pelo projeto, deve ser criado programa de reeducação alimentar no processo do atendimento clínico do obeso no Sistema Único de Saúde (SUS). O texto assegura acesso integral ao SUS, incluindo a atenção especial às doenças que afetam preferencialmente os obesos. Cabe ao poder público fornecer aos obesos, gratuitamente, medicamentos, especialmente os de uso continuado, e outros recursos relativos ao tratamento, à habilitação ou à reabilitação. A proposta também proíbe a discriminação do obeso nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados em razão de seu peso.

Os estabelecimentos de ensino públicos e privados deverão disponibilizar mobiliário adequado, que suporte as especificidades dos alunos acima do peso, sendo vedada a cobrança de valores adicionais de qualquer natureza em suas mensalidades, anuidades e matrículas no cumprimento dessa determinação.

Dano moral
O texto também prevê que qualquer discriminação contra pessoa obesa no ambiente de trabalho garante reparação por dano moral, bem como a reintegração com ressarcimento integral de todo o período de afastamento, mediante pagamento das remunerações devidas, corrigidas monetariamente, acrescidas dos juros legais; ou o pagamento de multa correspondente a cinco vezes o valor do maior salário pago pelo empregador para a pessoa que teve acesso à relação de trabalho vedada.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado agora pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Reportagem – Lara Haje, Edição - Sandra Crespo, Foto - Antonio Augusto / Câmara dos Deputados


Comissão obriga inclusão de endereço de coleta seletiva em rótulos de produtos

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços aprovou proposta que obriga os fabricantes e importadores de produtos geradores de resíduos sólidos sujeitos ao sistema de logística reversa a colocar nos rótulos ou embalagens a indicação de endereço  na internet com a localização de postos de coleta específicos para o  descarte do material.

O relator, Vinicius Carvalho, apresentou substitutivo ao texto original

A proposição insere a obrigação na Lei dos Resíduos Sólidos (12.305/10). O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo deputado Vinicius Carvalho (PRB-SP) ao Projeto de Lei 2433/11, do deputado Jhonatan de Jesus (PRB-RR).

Ônus ao fabricante 
O texto original obriga os fabricantes e importadores a colocar nos rótulos ou embalagens informações sobre a obrigatoriedade e a importância ambiental da entrega dos produtos em questão em postos de coleta, incluindo a indicação de como localizá-los.

Vinicius Carvalho, no entanto, argumentou que a obrigação poderia acarretar ônus aos fabricantes e importadores, porque poderia ser impraticável incluir nos rótulos ou embalagens um texto com tamanha quantidade de informações.

O relator disse, por outro lado, que os produtos que demandam logística reversa são provenientes em geral de indústrias e importadores de grande porte, o que viabilizaria a manutenção de um endereço na internet para apresentar as informações relativas aos postos de coleta.

Vinicius Carvalho defendeu ainda a importância da proposição para a Política Nacional de Resíduos Sólidos. “Apesar de a Lei de Resíduos Sólidos estar em vigor há mais de seis anos, não se verifica a difusão na sociedade de mecanismos de descarte e de informação da localização dos postos para que se efetue o processo de logística reversa”, afirmou.

Por esse motivo, disse o relator, é necessário criar os mecanismos para que se possa contar com uma rede de postos de coleta em todo o País, de forma que fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e consumidores participem efetivamente do processo e garantam a logística reversa.

Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada ainda pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. O texto  já foi aprovado também pela Comissão de Defesa do Consumidor.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Reportagem - Noéli Nobre, Edição- Rosalva Nunes, Cléia Viana/Câmara dos Deputados


LFM - LAB. FARMACEUTICO DA MARINHA RECEBERÁ MAIS R$ 27.094.621,00, PARA Produção e Distribuição de Medicamentos e Insumos Estratégicos"

EXTRATO DE EXECUÇÃO DESCENTRALIZADA DE RECURSOS Nº 4/2017
CONVENENTES: Celebram entre si a União Federal, através do Ministério da Saúde - CNPJ nº 00.530.493/0001-71, e a(o) LABORATORIO FARMACEUTICO DA MARINHA/RJ - CNPJ nº 11 . 3 7 6 . 9 5 2 / 0 0 0 1 - 2 0 .
OBJETO: Dar apoio financeiro para "Produção e Distribuição de Medicamentos e Insumos Estratégicos", visando ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde - SUS.
PROCESSO: 25000.199782/2016-21.
CRÉDITO: Os recursos decorrentes do presente Convênio são provenientes:
1) MINISTÉRIO: R$ 27.094.621,00, UG: 257001, Gestão: 00001, Programa de Trabalho: 10.303.2015.4705.0001, Natureza de Despesa: 33.90.39, 33.90.30, Fonte de Recursos: 6151000000.
RECURSOS FINANCEIROS: R$ 27.094.621,00 (vinte e sete milhões, noventa e quatro mil, seiscentos e vinte e um reais).
VIGÊNCIA: Entrará em vigor a partir de sua assinatura até 27/04/2018.
DATA DE ASSINATURA: 02/05/2017
SIGNATÁRIOS: ANTONIO CARLOS FIGUEIREDO NARDI, SECRETÁRIO-EXECUTIVO - CPF nº 061.827.348-41; JOSE ALEXANDRE BARBOSA LIMA, DIRETOR - CPF nº 851.524.557-49.


ZIKA, PESQUISADORES BRASILEIROS IRÃO PARA UNIVERSIDADE DO TEXAS MEDICAL BRANCH, EM GALVESTON, TEXAS, PARA CONCLUIR OS TRABALHOS DE PESQUISA DA VACINA

Nº - 402 - Autorizar a prorrogação, no período de 7 de maio a 6 de novembro de 2017, do afastamento do país publicado no Diário Oficial da União nº 68, de 11/04/2016, Seção 2, página 41, do servidor BRUNO TARDELLI DINIZ NUNES, Tecnologista em Pesquisa e Investigação Biomédica da Seção de Arbovirologia e Febres Hemorrágicas, do Instituto Evandro Chagas, da Secretaria de Vigilância em Saúde, com a finalidade de concluir trabalhos de pesquisa em andamento do Projeto de Desenvolvimento da Vacina contra o Vírus Zika, no âmbito da parceria de cooperação estabelecida por meio de Carta de Intenções entre o Ministério da Saúde e a Universidade do Texas Medical Branch (UTMB), em Galveston, Texas - EUA, com ônus de passagens para o MS e demais despesas por conta da Universidade do Texas (Processo nº 25209.002392/2016-10).

Nº - 403 - Autorizar a prorrogação, no período de 7 de maio a 6 de novembro de 2017, do afastamento do país publicado no Diário Oficial da União nº 68, de 11/04/2016, Seção 2, página 41, da servidora DANIELE BARBOSA DE ALMEIDA MEDEIROS, Pesquisadora em Saúde Pública da Seção de Arbovirologia e Febres Hemorrágicas, do Instituto Evandro Chagas, da Secretaria de Vigilância em Saúde, com a finalidade de concluir trabalhos de pesquisa em andamento do Projeto de Desenvolvimento da Vacina contra o Vírus Zika, no âmbito da parceria de cooperação estabelecida por meio de Carta de Intenções entre o Ministério da Saúde e a Universidade do Texas Medical Branch (UTMB), em Galveston, Texas - EUA, com ônus de passagens para o MS e demais despesas por conta da Universidade do Texas (Processo nº 25209.002393/2016-56).



RENATO VIEIRA ALVES é designado para exercer o encargo de substituto eventual do Diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis

SECRETARIA EXECUTIVA
PORTARIA Nº - 397, DE 2 DE MAIO DE 2017

O SECRETÁRIO-EXECUTIVO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, no uso da competência que lhe foi delegada pelo Ministro de Estado da Saúde, por meio da Portaria nº 474, publicada no Diário Oficial da União de 17 de março de 2011,
resolve: Designar
RENATO VIEIRA ALVES para exercer o encargo de substituto eventual do Diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis, DAS 101.5, código nº 38.0013, da Secretaria de Vigilância em Saúde, ficando dispensado do referido encargo MARCIO HENRIQUE DE OLIVEIRA GARCIA.
ANTONIO CARLOS FIGUEIREDO NARDI



Biolab Sanus Farmacêutica Ltda e Ana Claudia Queiroz Pereira EPP foram proibidas de divulgar propagandas irregulares sobre os alimentos fabricados por elas

Suspensas propagandas irregulares de alimentos

Alegações de propriedades terapêuticas em alimentos não foram autorizadas pela Vigilância Sanitária.

As empresas Biolab Sanus Farmacêutica Ltda e Ana Claudia Queiroz Pereira EPP foram proibidas de divulgar propagandas irregulares sobre os alimentos fabricados por elas. As empresas atribuíam propriedades terapêuticas não permitidas aos produtos, motivando a suspensão da publicidade.

As resoluções sanitárias publicadas no Diário Oficial da União (DOU) nesta terça-feira (2/5) determinam, portanto, a suspensão de todas as propagandas não autorizadas que atribuam propriedades de saúde aos alimentos fabricados e distribuídos pelas duas empresas.

Segurança dos alimentos
A Anvisa proibiu a fabricação, distribuição e comercialização de todos os lotes dos produtos “Cookie de Lavanda” e “Chás de Lavanda”. Os alimentos eram fabricados pela empresa Frau Bondan Guloseria Ltda e não haviam sido avaliados quanto à segurança de uso em alimentos.

A resolução RE 1162/17 determina ainda que a empresa recolha o estoque existente no mercado dos produtos citados acima. A medida se aplica a todos os outros alimentos que venham a demonstrar as mesmas irregularidades sanitárias.


Por: Ascom/Anvisa


Medicamentos da Vic Pharma são suspensos

Ação da vigilância sanitária de São Paulo baseou a suspensão de 30 medicamentos fabricados pela empresa Vic Pharma.

A Anvisa suspendeu a fabricação e o comércio de 30 medicamentos da empresa Vic Pharma Indústria e Comércio Ltda. A suspensão dos produtos foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (2/5).

De acordo com uma inspeção investigativa realizada nos dias 11 e 12 de abril de 2017, uma série de não conformidades quanto às Boas Práticas de Fabricação de medicamentos foi constatada na empresa Vic Pharma. A vigilância sanitária municipal de Taquaritinga/SP, diante do cenário, havia determinado a suspensão dos medicamentos.

Confira a lista completa dos produtos suspensos:
Solução de peróxido de hidrogênio 3%
Água oxigenada 10 volumes
Pó de alúmen de potássio
Pedra ume
Gliconato de clorexidina 2% (solução com tensoativos)
Chlorohex
Éter alcoolizado
Éter etilico 35/ Vic Remov
Cristais de sulfato de magnésio
Sulfato de magnésio
Vaselina líquida 100%
Vaselina liquida
Álcool etílico 70% (gel)
Álcool gel Quality
Iodopolividona 10% (solução aquosa)
Povidine topico
Talco mentolado
Talco mentolado
Solução de iodo 2%
Tintura de iodo
Solução de ácido bórico 3%
Água boricada 3%
Iodopolividona 10% (solução hidroalcoólica)
Povidine tintura
Álcool iodado 0,1%
Álcool iodado
Pasta d'água
Pasta d agua
Óleo de rícino 100%
Óleo de rícino
Gliconato de clorexidina 1% (solução aquosa)
Chlorohex
Óleo mineral 100%
Óleo mineral
Bicarbonato de sódio (pó)
Bicarbonato de sódio
Álcool etílico 70%
Álcool 70 Quality
Carbonato de cálcio (pó)
Carbonato de cálcio
Solução de benjoim (sumatra benzoin) 20%
Tintura de benjoim
Gliconato de clorexidina 4% (solução com tensoativos)
Chlorohex
Solução de hipoclorito de sódio
Líquido de Dakin
Solução antimicótica com iodo
U n h a p lv s
Glicerina
Glicerina
Gliconato de clorexidina 0,5% (solução aquosa)
Chlorohex
Iodopolividona 10% (solução com tensoativos)
Povidine dermo suave
Água purificada
Água desmineralizada
Vaselina sólida 100%
Vaselina solida
Solução de iodo 5%
Tintura iodo 5% Vansil



Anvisa suspende e interdita 13 lotes de medicamentos, sendo: FLOXICAM da BRAINFARMA, BETA LONG UNIÃO QUÍMICA e CAPTOPRIL do LAFEPE

Ação inclui um lote do medicamento Floxicam que apresentou quantidade de princípio ativo fora do esperado. Foram suspensos também alguns lotes de captopril e Beta Long.

Doze lotes de medicamentos foram suspensos e outro foi interditado pela Anvisa nesta terça-feira (2/5). Os lotes são de medicamentos de três empresas diferentes.

O primeiro medicamento interditado foi o Floxicam (piroxicam), 20mg, da empresa Brainfarma. O lote interditado é o B16J2232, que traz na embalagem a validade até 10/2018. A interdição foi motivada depois que o Laboratório de Saúde Pública de Goiás verificou que a dose de piroxicam no produto estava incorreta. A ação faz parte do Programa Nacional de Verificação de Medicamentos (Proveme).

A interdição é preventiva e dura 90 dias para que seja feita a contraprova. Caso a irregularidade seja confirmada, o lote do produto será suspenso de forma definitiva. Enquanto isso, o produto não pode ser comercializado ou utilizado.

A segunda medida foi a suspensão do medicamento Beta Long (fosfato de betametasona 3mg/ml e acetato de betametasona 3mg/ml). São dois lotes suspensos: o 1607483 (val 03/2018) e o 1629396 (val. 03/2018).

A suspensão foi adotada porque o Laboratório Central de Saúde Pública Prof. Gonçalo Moniz (BA) identificou problemas no ensaio de aspecto, que é um avaliação visual das características do produto. O Beta Long é fabricado pela União Química Farmacêutica. A suspensão é definitiva e os medicamentos dos lotes envolvidos não podem ser comercializados ou utilizados.

 Captopril interditado
Os outros dez lotes suspensos são do medicamento Captopril 25mg, fabricado pelo Laboratório do Estado de Pernambuco (Lafepe). Neste caso, o próprio fabricante identificou uma alteração no teor de dissulfeto de captopril e iniciou um recolhimento voluntário do produto. Os lotes de Captopril do Lafepe suspensos estão na tabela abaixo, que traz também os outros medicamentos suspensos e interditados.

Medicamento
Lote
Situação
Floxicam (piroxicam), 20mg
Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A
·         B16J2232 – Validade: 10/2018
Interditado por 90 dias. Não deve ser utilizado.
Beta Long (fosfato de betametasona 3mg/ml e acetato de betametasona 3mg/ml)
União Química Farmacêutica
·         1607483 (val 03/2018)
·         1629396 (val. 03/2018)
Suspenso. Não deve ser comercializado, distribuído ou utilizado.
Fabricante deve fazer o recolhimento.
Captopril
Laboratório do Estado de Pernambuco (Lafepe)
·         15081401
·         15081402
·         15081403
·         15090230
·         15090231
·         15090232
·         15121446
·         16030251
·         16030254
·         16030255
Suspenso. Não deve ser comercializado, distribuído ou utilizado.
Fabricante deve fazer o recolhimento.



Resistência Microbiana, Brasil discute combate na OMS, Encontro reúne países e 12 organizações ligadas às Nações Unidas

A resistência dos microrganismos aos antibióticos é o tema de um encontro da Organização Mundial da Saúde (OMS) que acontece esta semana. O Brasil participa com a presença do diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa. Ele faz parte do grupo de coordenação interagências sobre resistência microbiana da OMS.

O objetivo do grupo internacional de especialistas é elaborar orientações práticas sobre as abordagens necessárias para assegurar uma ação global, eficaz e sustentável, para enfrentar a resistência aos antimicrobianos.

O grupo está sendo presidido pela vice Secretária Geral das Nações Unidas, Amina Mohammed, e pela Diretora Geral da OMS, Margareth Chan.

Anvisa trabalha em seu Plano de Ação da Vigilância Sanitária em Resistência aos Antimicrobianos. O documento, que demarca o papel da vigilância sanitária nos esforços brasileiros de enfrentamento à resistência aos antimicrobianos, norteará a atuação da Agência frente a esse urgente desafio da Saúde Pública. Nele, estão expostas estratégias de diferentes campos da vigilância sanitária, como alimentos, serviços de saúde e laboratórios, entre outros.

O Plano de Ação da Vigilância Sanitária está organizado em três partes, conforme recomenda a OMS: plano estratégico, plano operacional e plano de avaliação e monitoramento.

A resistência aos antibióticos tem diferentes motivos como o uso indevido ou sem orientação por pacientes e também pelo uso na pecuária e agricultura. Por isso, a ação tem sido tratada de forma integrada pelas autoridades das áreas de saúde humana e animal.

Por: Ascom/Anvisa



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