Destaques

domingo, 19 de novembro de 2017

IQUEGO - governo manda novo projeto para Assembleia do Estado, liquidar, fazer PPP ou alienar 49% da Empresa

Chega à Assembleia Legislativa novo projeto de privatização da Iquego

 Governo apresenta três alternativas possíveis para empresa: alienar até 49% das ações, a liquidação total ou desenvolver projeto de PPP

Já está tramitando na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei nº 4569/2017, assinado pelo governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), que trata da desmobilização da Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego).

A proposta foi protocolada no dia 14 de novembro e ainda aguarda a indicação de um relator na Comissão Mista.

Na justificativa, o tucano destaca três alternativas possíveis para a privatização da empresa: alienar até o limite de 49% de suas ações, proceder sua liquidação ou desenvolver projeto de Parceria Público Privada (PPP) na forma da legislação aplicável.

Segundo O Governador Marconi Perillo, a proposta decorre de análise realizada pela Fundação Getúlio Vargas e visa o combate dos problemas estruturais da Iquego por meio de um projeto de compartilhamento de riscos e ganhos.

“A escolha desta alternativa de desmobilização, revela-se estratégica como política de Estado, visto que permitirá a manutenção do único laboratório público do Centro-Oeste”, explica.

O objetivo é buscar o saneamento das finanças da empresa e, para tanto, o projeto de PPP revela-se de fundamental importância, em razão da possibilidade de produção de medicamentos destinados a suprir, inclusive, a demanda do Sistema único de Saúde (SUS).

Trâmite
No ano passado, a Assembleia Legislativa chegou a aprovar, em primeira votação, a liquidação da Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego). O Projeto de Lei nº 3.432/16 foi enviado para a Casa pelo Governo do Estado e modifica a Lei nº 17.257/11, que trata da organização administrativa do Executivo.

Segundo o governo, a empresa – que já tinha autorização para alienar 49% dos bens – precisa ser completamente vendida por fazer parte do então Programa de Desmobilização e Gestão dos Ativos do Estado de Goiás. 

Com informações da Assembleia Legislativa



Outubro Rosa: Cai o número de regiões de saúde sem mamógrafos

A Campanha “Outubro Rosa” chama a atenção das mulheres para a prevenção e diagnóstico precoce da neoplasia de mama. Contudo, além das ações de rastreamento, é de extrema importância monitorar o cuidado adequado e integral dos casos detectados, procurando-se com isso diminuir a mortalidade por esta causa. O Programa de Avaliação do Desempenho do Sistema de Saúde (PROADESS), realizado pela Fiocruz, tem como objetivo contribuir para esse monitoramento e avaliação do sistema de saúde brasileiro, fornecendo subsídios para o planejamento de políticas, programas e ações de saúde para gestores de todas as esferas administrativas e disseminando informações sobre o desempenho do SUS nos seus distintos âmbitos.

O boletim desta edição mostra alguns indicadores relacionados à detecção precoce do câncer de mama para Brasil e Grandes Regiões, comparando os anos 2010 e 2015. Em relação à oferta de mamógrafos houve aumento, em 2015, em todas as grandes regiões do país, tanto no total da oferta de equipamentos quanto nos disponíveis ao SUS. O número de regiões de saúde sem mamógrafos diminuiu de 48 para 17, e constata-se também um aumento no número de regiões de saúde com mais de 3 mamógrafos por 100 mil habitantes, que eram 54 em 2010 e passaram para 109 em 2015. Essa ampliação da oferta de equipamentos foi maior nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.


Quanto ao investimento em recursos humanos, medido pela quantidade de médicos ginecologistas, obstetras e mastologistas, nota-se no Boletim divulgado que em 2015 existiam 27 regiões de saúde, situadas principalmente nas regiões Norte e Nordeste, sem nenhum profissional. Apesar de precária, essa situação apresenta uma melhora significativa ao compararmos com o ano de 2010, quando 56 regiões de saúde não dispunham de médicos dessas especialidades, em 2015, a ausência de profissionais dessa área vinculados ao SUS é notada em 36 regiões de saúde, ainda assim um número inferior às 68 regiões identificadas em 2010.



sábado, 18 de novembro de 2017

JUDICIALIZAÇÃO DA SAÚDE E SUAS IMPLICAÇÕES NO SUS - assista os vídeos

A Câmara Técnica de Direito Sanitário do CONASS reuniu, em Brasília, nos dias 6 e 7 de novembro, desembargadores, promotores, procuradores, juízes, auditores de tribunais e demais profissionais de direito para debater a judicialização da saúde e suas implicações para o SUS.

O encontro teve como objetivos desenvolver a integração e troca de experiências entre as Secretarias Estaduais de Saúde e compartilhar informações e a busca por subsídios técnicos para as discussões entre os gestores do SUS.

Os técnicos das Secretarias Estaduais de Saúde debateram com os convidados temas como judicialização e fraudes, o sistema SCODES, a cooperação técnica com a Procuradoria Geral do Estado de São Paulo, dentre outros.

Assista nos vídeos abaixo o que disseram os principais convidados
Fernando Bardi
Polícia de São Paulo investiga fraudes nas judicializações da saúde
Você sabia que a polícia de São Paulo criou um departamento para investigar possíveis fraudes na judicialização da Saúde?
É o que explica o delegado Fernando Bardi falou sobre essa divisão policial que cuida especificamente de delitos desta natureza e tem atribuição em todo território paulista para controlar e também investigar essas fraudes

Marcelo Rocha Chaves
Tribunal de Contas da União - TCU apresenta levantamento sobre governança e gestão em saúde .
Auditores do TCU participaram do encontro e apresentaram o resultado de três trabalhos realizados: um levantamento sobre judicialização da saúde em 10 estados brasileiros; um levantamento sobre governança e gestão em saúde em todos os estados e municípios e um trabalho sobre gestão da Atenção Básica em Saúde nos estados, municípios e no Ministério da Saúde.
Os auditores destacaram a importância da aproximação dos órgãos de controle com os gestores de saúde, pois segundo eles, é uma oportunidade de conhecer melhor uma realidade que, muitas vezes, não se tem conhecimento apenas com a análise de processos.

Ulisses Schwarz Viana
Procurador do estado do Mato Grosso do Sul e presidente da Câmara Técnica do Colégio Nacional de Procuradores Gerais dos Estados e do DF (CNPGEDF), fala sobre atuação das procuradorias gerais junto aos Tribunais Superiores. Ele observou uma mudança de paradigma na atuação dessas procuradorias que antes atuavam de forma isolada e agora passaram a atuar coletivamente levando, auxiliando o judiciário com a visão do estado sobre questões que têm gerado controvérsia social como a oferta de medicamentos, por exemplo.

Luciana da Veiga Oliveira
Juíza de Curitiba
Como funcionam os Comitês Executivos da Saúde?
Os Comitês Executivos da Saúde foram criados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com o objetivo de monitorar as demandas judiciais em saúde. Presente em todos os estados da federação, possuem uma composição heterogênea com a presença de diversos setores que vão desde o Ministério Público até médicos, associação de pacientes etc., conforme explicou a juíza

Milena Carvalho Henrique
Juíza da Comarca de Araguaína (TO)
Conheça os Núcleos de Apoio Técnico do Poder Judiciário (NATs). A juíza apresentou o funcionamento dos NATs e a sua importância para os juízes que lidam com a judicialização da saúde

Arthur Pinto Filho
Promotor do Ministério Público de São Paulo
“Há desconhecimento na penalização pessoal do gestor”. Segundo ele não se pode imaginar que todo descumprimento de ordem judicial seja, de forma imediata, por desobediência. O promotor explicou que a desobediência para caracterização exige o dolo, ou seja, a livre e consciente vontade do agente em não cumpri-la. No entanto, se a decisão não é cumprida por que não é possível naquele momento, não se pode caracterizar um crime de desobediência

Tanus Salim
Procurador do Estado do Rio Grande do Sul, fala sobre judicialização da saúde e afirma que as demandas judiciais da saúde chegaram a um patamar que inviabiliza que sejam tratadas de forma individualizada, como por exemplo, há 15 anos. Para Salim é claro que hoje existe um conflito entre interesses individuais de alguns contra interesses coletivos de um grupo de usuários muito mais amplo.

Renato Dresh
Desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais
"Judiciário precisa compreender o impacto da judicialização da saúde”, é preciso compreender as causas da judicialização para então encontrar meios de otimizar as demandas judiciais. Dresh também defende ser necessário que o judiciário compreenda o impacto dessas demandas e disse que apesar de a Constituição Federal assegurar de fato a saúde como direito humano fundamental, ainda assim é preciso compreender o impacto da judicialização, bem como também é necessário compreender as políticas públicas


EMICIZUMAB, HEMLIBRA da ROCHE foi aprovado pelo FDA PARA PACIENTES ADULTOS E PEDIÁTRICOS COM HEMOFILIA A

A Roche ganhou a aprovação da FDA para sua terapia de hemofilia A, emicizumab, que será comercializada como Hemlibra.

A injeção semanal de adultos e pacientes pediátricos com hemofilia A que desenvolveram resistência a outros tratamentos virá com uma caixa negra de advertência sobre o risco de coágulos sanguíneos.

Analistas entrevistados pela Reuters prevêem que Hemlibra produza cerca de US $ 1,6 bilhão em vendas anuais em 2022.

A aprovação segue meses de batalhas legais com o rival Shire, com Shire alegando que a Roche divulgou declarações enganosas sobre a droga e eventos adversos subestimados em um ensaio de Fase 3.



Anticorpo criado na USP em Ribeirão Preto, pode auxiliar tratamento do câncer

Anticorpo desenvolvido em laboratório no campus da USP de Ribeirão Preto já teve sucesso em modelo animal para tumor de mama e de ovário

Combinação da droga hoje utilizada com o novo anticorpo foi mais eficiente na redução do tumor do que quando as drogas foram utilizadas isoladamente


.Cientistas desenvolveram um tratamento coadjuvante para barrar o avanço do câncer de mama. Uma empresa startup que começou suas atividades no campus da USP em Ribeirão Preto, com apoio do Supera Parque de Inovação e Tecnologia, produziu um anticorpo monoclonal (proteína criada em laboratório para atingir alvo específico) que mostrou eficiência nos testes em animais. Com resultados promissores, os pesquisadores depositaram, em nome da startupVeritas, patente desse novo anticorpo nos Estados Unidos.

O descobrimento de moléculas biológicas que posteriormente possam ser interessantes para as empresas farmacêuticas desenvolverem novos medicamentos precisa passar e ser aprovado em vários testes, e as pesquisas ainda estão em fase pré-clínica, que são os testes em modelos animais, explica Sandra Faça, diretora de Pesquisa e Desenvolvimento da Veritas. Desde 2009, contudo, os estudos com a nova molécula para terapia e diagnóstico do câncer vêm avançando com sucesso.

“É preciso paciência, uma vez que, de forma geral, o tempo para o desenvolvimento de um novo medicamento pode chegar a 14 anos. São cinco anos de pesquisa básica, dois anos de testes em modelos animais e cinco anos de desenvolvimento clínico”, diz a pesquisadora, ao explicar que, na fase de desenvolvimento clínico, serão avaliadas a segurança e a eficácia dos anticorpos em pacientes. “Depois disso, ainda serão necessários mais dois anos para que o medicamento chegue ao mercado.”

Os anticorpos monoclonais são designados para destruir as células cancerosas sem atingir as células normais – Ilustração: Veritas

Apesar do longo tempo de desenvolvimento, os resultados têm sido promissores: o novo anticorpo inibe uma proteína alvo envolvida em metástase e evita a migração celular para outras partes do corpo. “Além disso, o anticorpo reconhece o alvo na superfície das células de câncer de mama, e também de ovário, obtidas de tecidos tumorais de pacientes.”

Nos estudos in vivo realizados em camundongos de laboratório, o anticorpo não apresentou toxicidade e mostrou-se eficiente na redução do crescimento de tumores preexistentes. “Ele também potencializa a ação da droga que já é utilizada, atualmente, no tratamento de pacientes”, comemora Sandra.

Em modelo animal, continua a pesquisadora, foi verificado que “a combinação da droga hoje utilizada com o nosso anticorpo foi mais eficiente na redução do tumor do que quando as drogas foram utilizadas isoladamente”. Sandra prevê que este é o futuro das terapias contra o câncer: as combinações de drogas e uma medicina mais personalizada.

De acordo com a cientista, nos últimos anos, o tratamento do câncer com anticorpos monoclonais tem sido uma das estratégias mais bem-sucedidas e importantes. “Os anticorpos são reconhecidos por terem alta especificidade ao alvo e baixa incidência de efeitos colaterais”, diz.  “Exemplo disso são os anticorpos utilizados para o tratamento do câncer que incluem a Herceptin, que é um anticorpo para o câncer de mama dirigido à proteína HER-2.”

Futuro de nova droga depende de mais parceiros
A ideia da pesquisa surgiu a partir de experiência pessoal de Sandra. Após o nascimento de seu primeiro filho, a pesquisadora notou um nódulo grande na mama.

Felizmente não era maligno, mas, se fosse, garante que  haveria pouco a ser feito pois a progressão desses tumores “é realmente rápida”. Por isso, alerta para a importância do diagnóstico precoce, quando é possível ainda tratar e curar a doença. “Retirei o nódulo mas o susto foi muito grande.”

Sandra então se uniu a outros dois pesquisadores e criou a Veritas. Diz que o trabalho também conta com apoio de agências de auxílio para as atividades de pesquisa, entre elas a Fapesp, o CNPq e a Finep. Além desse aporte, sua empresa conta com recursos próprios gerados a partir de prestação de serviços na área de pesquisa e análise de proteínas.

Mas alguns estudos ainda precisam ser realizados antes que a nova molécula seja testada em pacientes, ou, como se diz na área médica, atinja o estágio de pesquisa clínica. “Considerando que encontremos um parceiro para viabilizar esse processo em breve e que os resultados apresentem benefícios aos pacientes tratados, acreditamos que levaria mais cinco ou sete anos para atingir a etapa de comercialização para tratamento de seres humanos”, ressalta.

O próximo passo será identificar os pacientes mais indicados para o tratamento com o anticorpo e expandir o estudo para outros modelos de câncer mais letais, como os de ovário, cervical, pulmão e pâncreas. “Esperamos fechar com sucesso um ciclo de desenvolvimento de um produto biotecnológico inovador no País e conseguir parcerias com uma grande empresa farmacêutica e um hospital para seu desenvolvimento clínico e comercial.”

Supera Parque de Inovação e Tecnologia
Instalado no campus da USP em Ribeirão Preto, o Supera Parque de Inovação e Tecnologia é resultado de parcerias da própria USP com a Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto e a Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo.

Gerido pela Fundação Instituto Polo Avançado de Saúde (Fipase), o Supera abriga a Supera Incubadora de Empresas, o Supera Centro de Tecnologia, a associação do Arranjo Produtivo Local (APL) da Saúde, o Polo Industrial de Software (Piso), além do Supera Centro de Negócios.

Com informações de Ana Cunha / Assessoria de Comunicação do Supera Parque, – Foto: Domínio público via Wikimedia Commons


Nova tecnologia permite diagnóstico médico à distância

O Sistema de Saúde Holográfica, desenvolvido por pesquisadores da UFF, levará acompanhamento médico virtual para locais distantes e de difícil acesso. Através do Projeto Telessaúde da UFF, moradores do interior do Acre, Amazonas e Pará, por exemplo, poderão receber atendimento clínico ágil e de qualidade. A iniciativa, que visa contribuir para a saúde e bem-estar da população, é uma parceria com o Exército e a Marinha do Brasil e conta com suporte financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

O sistema permite que uma junta médica acompanhe um atendimento clínico, mesmo a milhares de quilômetros de distância. Os pacientes poderão ser observados numa imagem 3D em cores, interagindo durante a consulta, ajudando no diagnóstico e, em casos específicos, contribuindo na decisão por cirurgia ou transferência para outra localidade. O consultório virtual é composto de maca, mesa, cadeira e tem equipamentos para auxiliar a consulta pela internet, como webcam, microfone, computador para a transmissão da imagem holográfica e iluminação especial para garantir a boa visibilidade do doente. Dessa forma, o médico que está junto ao paciente recebe em tempo real o apoio e a participação da equipe de especialistas de um centro urbano melhor equipado.

Desenvolvido pelos pesquisadores do Núcleo de Estudos de Tecnologias Avançadas da Escola de Engenharia (Netav/UFF), em parceria com o Corpo de Saúde do Hospital Universitário Antonio Pedro (Huap), o sistema foi testado pela Marinha na operação do navio de apoio às atividades na Antártida e, também foi avaliado em navios-hospitais que atendem populações ribeirinhas da Amazônia. Na UFF, o consultório virtual contribuiu para a realização de testes psicológicos e diagnósticos precoces de demência, No Hospital Central do Exército (HCE), está sendo definido um protocolo que, no futuro, ajude a equipe médica a identificar doenças de pele.

A assistência à saúde não deve ter fronteiras, limites de territórios, municípios e estados. É necessário o engajamento e cooperação de todos na busca pela integração nacional", Antônio Claudio da Nóbrega.

A construção de um consultório virtual tem custo estimado em menos de R$ 10 mil e utiliza equipamentos simples, com baixo custo de manutenção. “A imagem refletida em uma tela fina, posicionada à frente da junta médica, garante a sensação de conforto e tridimensionalidade. Pelo sistema holográfico, é possível acompanhar a cena completa. Os médicos podem observar o paciente dos pés à cabeça, seus gestos e sinais de relaxamento ou tensão”, destaca o engenheiro de telecomunicações, professor e coordenador geral do projeto, Julio Cesar Rodrigues Dal Bello. “O emprego da holografia em shows já era conhecido, mas as imagens transmitidas não eram feitas em tempo real”, explica a também engenheira, professora e coordenadora científica do projeto, Natalia Castro Fernandes.

O projeto começou a ser desenvolvido em 2012, no Centro de Referência em Assistência à Saúde do Idoso, Serviço de Geriatria do Huap. Segundo a coordenadora da equipe de Saúde, Yolanda Eliza Moreira Boechat, a ideia foi de uma ex-aluna da pós-graduação, que queria promover a interiorização do serviço. A equipe de engenharia do Netav/UFF foi, então, desafiada a dar uma solução tecnológica.

Segundo Dal Bello, o sistema criado pela equipe da UFF garante a segurança no envio e compartilhamento de dados dos pacientes, que são transmitidos dos consultórios virtuais até o centro de saúde holográfico de forma criptografada, utilizando a rede de telecomunicações terrestre ou satélite.

Para o vice-reitor, Antônio Claudio da Nóbrega, a assistência à saúde não deve ter fronteiras, limites de territórios, municípios e estados. É necessário o engajamento e cooperação de todos na busca pela integração nacional, de modo que a população tenha um atendimento de qualidade. “É o que a UFF vem fazendo com esse projeto, por exemplo, contribuindo para o bem-estar de toda a sociedade: dos centros urbanos até os que moram em localidades de difícil acesso. A partir de estudos e profissionais qualificados da universidade e com o uso da tecnologia da informação para a área da saúde vamos sempre buscar diminuir essas distâncias continentais e tornar realidade um atendimento de excelência para todos os cidadãos”, ressalta.

A professora Yolanda Boechat anunciou que um projeto de extensão está sendo planejado para o curso de Medicina em Oriximiná, no Pará, onde a UFF tem uma unidade avançada de atendimento médico-ambulatorial à população local, de 50 mil habitantes. Além de aperfeiçoar o sistema, com novas funcionalidades, o grupo pretende também contribuir na implantação da tecnologia nas unidades de fronteira do Exército e criar um banco de dados sobre doenças tropicais. “É preciso que toda a sociedade não só conheça o potencial do projeto e de seus pesquisadores, mas também saiba que é desenvolvido no Brasil. Essa é uma estratégia que vai além da assistência à saúde, contribuindo para o ensino e a pesquisa científica”, conclui.

Autor: Assessoria de Imprensa SCS



Tratamento para câncer de próstata com ACETATO DE ABIRATERONA, comercializado pela Janssen-Cilag com a marca Zytiga ganha genérico inédito registrado pela ANVISA para Dr. REDDYS

A Anvisa publicará, nesta segunda-feira (20/11), o registro do medicamento genérico acetato de abiraterona.

O medicamento é utilizado no tratamento de pacientes com câncer de próstata metastático resistente a castração, em combinação com os medicamentos prednisona ou prednisolona. A aprovação do medicamento deve reduzir os custos do tratamento, pois os medicamentos genéricos devem entrar no mercado com um valor pelo menos 35% menor que o valor do produto de referência de acordo com a Lei dos Genéricos.

Até o momento, não havia genéricos do medicamento acetato de abiraterona, que está no mercado com o nome comercial Zytiga, registrado pela empresa Janssen-Cilag Farmacêutica. O medicamento genérico foi registrado pela empresa Dr. Reddys Farmacêutica.

Como o acetato de abiraterona funciona
O acetato de abiraterona inibe seletivamente uma enzima necessária para a produção de androgênios (hormônios sexuais) pelos testículos, glândulas suprarrenais e tumores da próstata. Assim, diminui consideravelmente os níveis destes hormônios, os quais levam à progressão da doença.

Ascom/ANVISA


Seguridade aprova teste do olhinho obrigatório em todas as maternidades

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou proposta que torna obrigatória a realização do teste do reflexo vermelho (teste do olhinho) nos recém-nascidos em todos os hospitais e maternidades públicos e privados do País, para o rastreamento de doenças oculares. O exame deverá ser realizado preferencialmente nas primeiras 48 horas de vida da criança ou antes da alta hospitalar, por pediatra ou pelo médico assistente do estabelecimento.
Gonçalves: exame simples que pode evitar sérios problemas futuros para a criança

Ainda segundo o texto, a família do recém-nascido deverá ser informada e receber por escrito o resultado do exame. Em caso de alterações, a criança deverá ser encaminhada para avaliação especializada. Os resultados alterados deverão ser notificados ao órgão municipal de saúde para controle epidemiológico.

Além disso, os estabelecimentos de saúde que realizem partos ficarão obrigados a afixar placa, em local visível, com a lista de todos os exames obrigatórios por lei para a realização no recém-nascido, como o teste da orelhinha, que detecta problemas auditivos.

Os gestores hospitalares que não cumprirem a determinação poderão ser punidos com base na Lei 6.437/77, que trata das infrações à legislação sanitária federal.

Substitutivo
O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo deputado Hiran Gonçalves (PP-RR) aos projetos de lei 4090/15, do ex-deputado Marcelo Belinati; 4317/16, do deputado Luiz Lauro Filho (PSB-SP); 5575/16, do deputado Marcelo Álvaro Antônio (PR-MG); e 7115/17, da deputada Laura Carneiro (PMDB-RJ). O substitutivo reúne o conteúdo das propostas que tramitam em conjunto e tratam do assunto.

“Trata-se de uma proposta de evidente mérito. Como a criança pequena não consegue manifestar sua dificuldade de enxergar, é comum que diagnósticos sejam feitos tardiamente, às vezes em um momento no qual não há mais possibilidade de reversão do quadro. A realização de uma simples triagem no primeiro dia de vida pode evitar esse tipo de situação”, defendeu Hiran Gonçalves.

O teste do olhinho consiste em uma fonte de luz que sai de um aparelho chamado oftalmoscópio e na observação do reflexo das pupilas a esse feixe. Os olhos saudáveis refletem tons de vermelho, laranja ou amarelo. Quando há alguma alteração, não é possível observar o reflexo ou sua qualidade é ruim, esbranquiçada.

Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA: PL-4090/2015

Reportagem – Noéli Nobre, Edição - Sandra Crespo, Foto - Alex Ferreira/Câmara dos Deputados


Tratamento para câncer de próstata ganha genérico inédito - Notícias - Anvisa

Medicamento genérico acetato de abiraterona é indicado para o tratamento de pacientes com câncer de próstata.

A Anvisa publicará, nesta segunda-feira (20/11), o registro do medicamento genérico acetato de abiraterona.

O medicamento é utilizado no tratamento de pacientes com câncer de próstata metastático resistente a castração, em combinação com os medicamentos prednisona ou prednisolona. A aprovação do medicamento deve reduzir os custos do tratamento, pois os medicamentos genéricos devem entrar no mercado com um valor pelo menos 35% menor que o valor do produto de referência de acordo com a Lei dos Genéricos.

Até o momento, não havia genéricos do medicamento acetato de abiraterona, que está no mercado com o nome comercial Zytiga, registrado pela empresa Janssen-Cilag Farmacêutica. O medicamento genérico foi registrado pela empresa Dr. Reddys Farmacêutica.

Como o acetato de abiraterona funciona
O acetato de abiraterona inibe seletivamente uma enzima necessária para a produção de androgênios (hormônios sexuais) pelos testículos, glândulas suprarrenais e tumores da próstata. Assim, diminui consideravelmente os níveis destes hormônios, os quais levam à progressão da doença.



sexta-feira, 17 de novembro de 2017

TACROLIMO E MICOFENOLATO, MINISTÉRIO CONSEGUE REDUÇÃO ANUAL DE R$ 176 MI NO CUSTO E AMPLIA OFERTA PARA O SUS

Saúde garante abastecimento de medicamentos para transplantados. Novas negociações permitem ampliação do atendimento

O Ministério da Saúde realizou a compra de dois importantes medicamentos para as pessoas que passaram por um transplante. Além de garantir a assistência aos pacientes a pasta conseguiu baixar o custo dos imunossupressores tacrolimo e micofenolato de sódio. Somadas, as novas compras representam uma economia anual de R$ 176 milhões, que será  reinvestida integralmente em mais acesso e ampliação de serviços do SUS. O custo é, respectivamente, 45% e 80% menor do que as compras realizadas anteriormente.

A aquisição do micofenolato de sódio foi realizada nesta sexta-feira (17). O menor preço por unidade foi de R$ 2,19 para a aquisição de 30,4 milhões de comprimidos. Representa economia anual de R$ 54,4 milhões em relação a última compra. A partir de agora, a empresa vencedora precisará  entregar a documentação necessária para validação da compra. A última entrega do medicamento pelo Ministério da Saúde aos estados ocorreu no último mês.

No caso do tacrolimo, houve uma decisão judicial encerrando a Parceria de Desenvolvimento Produtivo que produzia e fornecia o medicamento ao Ministério. Para garantir a sua oferta, foi feito um novo processo de compra e as entregas já estão ocorrendo em todo o país. Com a nova negociação, a empresa vencedora ofereceu 80% de desconto em relação ao preço anterior do medicamento, uma redução anual de R$ 122 milhões no custo para o SUS. Neste mês, o estoque de todo o país estará regularizado.

ESCLARECIMENTO - Sobre informações divulgadas na imprensa relacionadas ao everolimo, o Ministério da Saúde informa que   todas as entregas previstas foram realizadas. O Ministério da Saúde avaliará junto aos estados a situação dos estoques locais para enviar eventuais quantitativos adicionais do produto.

É importante ressaltar que o Ministério da Saúde trabalha em parceria com secretarias estaduais de saúde para acompanhar os estoques de medicamentos e, caso seja preciso, efetuará, prontamente, remanejamento entre estoques para garantir abastecimento.

Da Agência Saúde


Uso racional de antibióticos é fundamental

Quem nunca teve uma infecção que precisou ser tratada com antibiótico e, ao primeiro sinal de melhora, interrompeu o tratamento? Se você já fez isso, esse texto é para você

Os antibióticos são utilizados para combater infecções provocadas por microrganismos. Mas o uso inadequado desses medicamentos, como a interrupção do tratamento antes do prazo ou sem indicação médica, pode trazer uma série de problemas para a sua saúde e a da população em geral.

“Antibiótico é um medicamento que deve ser tratado com muito cuidado. Ele só é vendido com prescrição médica, mas o grande problema hoje é a interrupção do tratamento”, alerta o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Marco Antonio Fireman.

RESISTÊNCIA- À medida que você vai usando esse tipo de medicação inadequadamente, os microrganismos vão criando resistência aos mecanismos de ação dos antibióticos, porque as bactérias que ainda estão vivas aprendem como se defender do antibiótico. Quando você reutiliza a medicação, as bactérias estão preparadas e o medicamento e não faz mais efeito. Aí você muda para outro antibiótico e o ciclo se repete até que não sobre mais opções de tratamento.

Por isso, a Organização Mundial da Saúde propôs uma série de iniciativas, entre elas a “Semana Mundial de Conscientização para o Uso Racional de Antibióticos”, que vai de 13 a 19 de novembro.

O Ministério da Saúde do Brasil, além de apoiar iniciativas para esclarecer a população da importância do uso adequado de antibióticos, entrou em um esforço global para financiar linhas de pesquisa para o desenvolvimento de antibióticos com novos mecanismos de ação para combates os microrganismos que desenvolveram resistência.

“No Brasil e no mundo existem poucos mecanismos de atuação desses antibióticos. É uma questão que está na pauta dos principais organismos de pesquisa do mundo. Estamos trabalhando em conjunto com os Estados Unidos para um possível edital de pesquisa nessa área para fomentar a descoberta de novos mecanismos de ação dos antibióticos”, revela Fireman.

Se você está em tratamento com antibiótico, siga as recomendações do seu médico é tome a medicação por todo o tempo prescrito na receita.

Luiz Philipe Leite, para o Blog da Saúde


Into inicia campanha do Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue, nesta terça-feira (21/11)

Ação conta com ator Érico Brás e artista urbano Pandro Nobã. Objetivo é reforçar estoques para o período que antecede feriados prolongados

O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into) promove de 21 a 25 de novembro uma campanha de doação para sensibilizar a população carioca sobre a importância do Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue, celebrado no próximo sábado (25). O objetivo é reforçar os estoques de sangue para o período que antecede os feriados prolongados de final de ano, uma vez que o instituto é responsável por 72% das cirurgias ortopédicas de média e alta complexidade na capital e 54% delas no estado do Rio de Janeiro. Diariamente, cerca de mil pacientes são atendidos no Into, entre consultas ambulatoriais, centro cirúrgico ou área de reabilitação.

“É preciso criar uma conscientização de doações regulares na população, porque sempre tem alguém precisando. Por isso as campanhas são importantes. Se cada pessoa no Rio de Janeiro doasse uma vez por ano, seria suficiente para abastecer todos os bancos de sangue do estado”, ressalta a hemoterapeuta Fernanda Azevedo, coordenadora do HemoINTO, que coleta e armazena o sangue no Into.

O ator Érico Brás - de 'Ó Paí, Ó'; 'Tapas & Beijos'; 'Zorra Total'; 'Crime Time: Hora do Perigo' (indicada ao Emmy Internacional) - abraçou a causa e aceitou o convite para ser padrinho da campanha de doação de sangue este ano. “É muito importante que pessoas saudáveis doem regularmente. Unidades de grande porte, como o Into, sempre precisam de doações. É uma forma simples de ajudar o próximo”, diz Érico. O Into realiza 50 cirurgias, em média, por dia da semana.

As bolsas de sangue coletadas são necessárias durante todo o ano, principalmente, nos períodos que antecedem feriados prolongados, quando o número de voluntários diminui significativamente. Vale lembrar que cada doação pode salvar até quatro vidas.

GRAFITE - A campanha conta também com a participação do artista urbano ligado à arte educacional Pandro Nobã. Responsável pela Oficina de Graffiti da Penha, para crianças e adolescentes de 12 a 17 anos, Pandro dedicará um grafite especialmente para a ocasião da semana de doação de sangue. “A mensagem que quero passar com essa arte é que a pessoa está doando amor, esta doando vida e isso que é o mais importante”, reforça.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos e mais de 50 quilos, além de estar saudável, descansado e alimentado. Os maiores de 60 anos precisam ter doado pelo menos uma vez. O doador deve evitar alimentos gordurosos três horas antes e bebidas alcoólicas 12 horas antes da doação. É necessário um intervalo entre as doações de 60 dias para os homens, com o máximo de quatro doações por ano, e de 90 dias para as mulheres, com o máximo de três por ano.

Serviço:
Onde: HemoInto, na Avenida Brasil, nº 500, 1º andar, bairro São Cristóvão, Rio de Janeiro
Quando: funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h
Informações: (21) 2134-5577 e 2134- 5067
Por Adriano Schimite, Ascom MS/RJ


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