Destaques

quarta-feira, 18 de julho de 2018

CBPF de cosméticos e saneantes será enviado por sistema


Desde o dia 16 de julho deste ano, os Certificados de Boas Práticas de Fabricação (CBPF) de cosméticos e saneantes serão enviados somente de forma eletrônica pelo sistema Datavisa.

A medida vai permitir que as empresas recebam o documento em menor tempo e com maior segurança. O envio pelos Correios não será mais realizado.

Cada certificado será assinado digitalmente. Isso vai permitir que a autenticidade do documento possa ser verificada por interessados como a autoridade sanitária local, comissões de licitação para compras públicas, entre outros.

Os certificados CBPF são assinados pela Gerente-Geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária da Anvisa.


AGENDA DO MINISTRO GILBERTO OCCHI EM CABO VERDE, HOJE(17) AMANHÃ (18 DE JULHO), TERÇA E QUARTA-FEIRA


Terça-feira, 17 de julho de 2018

 07h30 – Decolagem de Brasília/DF para Ilha do Sal/Cabo Verde (integra comitiva presidencial)
16h – Reunião bilateral com o presidente de Cabo Verde
17h – Abertura Oficial da Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP
20h – Jantar oferecido pelo Presidente da República de Cabo Verde aos Chefes de Estado e de Governo da CPLP

Quarta-feira, 18 de julho de 2018

09h30 – Reunião restrita de chefes de Estado e de Governo da CPLP
10h30 – Sessão plenária da Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP
13h30 – Almoço dos chefes de estado e de governo da CPLP
15h45 – Decolagem de Ilha do Sal/Cabo Verde para Brasília/DF (integra comitiva presidencial)


Confira o ranking das farmacêuticas mais valorizadas pelo brasileiro


Entenda porque Roche, Pfizer, Bristol Myers Squibb, Eurofarma e Libbs foram escolhidas como as melhores do setor por seus públicos, segundo estudo da consultoria DOM Strategy Partners
A consultoria nacional DOM Strategy Partners divulgou o resultado da 5ª edição do ranking “Mais Valor Produzido – Farmacêutico”. A lista traz as cinco melhores empresas do setor sob a ótica de um grupo de 3850 pessoas, formado por consumidores, acionistas, funcionários e fornecedores, que deram nota de 0 a 10 para as farmacêuticas que mais geram e entregam valor tangível e intangível aos seus públicos.
O ponto de partida para o levantamento foi a análise das 1000 maiores empresas, segundo anuários publicados, além de pesquisas, relatórios setoriais e matérias jornalísticas que são produzidos pelas principais associações, editoras, institutos de pesquisa e organizações do mercado de autos. Para chegar no resultado final, a DOM Strategy Partners avaliou itens como eficácia da estratégia corporativa, crescimento, valor de marca, relacionamento com clientes, governança, sustentabilidade, gestão de talentos, inovação, uso de tecnologias digitais, entre outros mais de 60 critérios.
Após interações de 10 meses com os stakeholders, o resultado aponta a Roche como a farmacêutica melhor avaliada pelos seus agentes internos e externos com nota 8,23, enquanto a operação brasileira da Pfizer ficou em segundo lugar com 8,05. Já a Bristol Myers Squibb obteve pontuação de 8,04. A Eurofarma conquistou 8,03 e a Libbs 8,01 pontos.
“Mais do que a criação de novos medicamentos, a pesquisa MVP mede a reputação das farmacêuticas no que tange à entrega e à geração de valores tangíveis e intangíveis aos seus diferentes públicos combinados com alta performance competitiva”, explica Daniel Domeneghetti, coordenador do ranking “Mais Valor Produzido – Farmacêutica” e CEO da DOM Strategy Partners.
Como novidade do tradicional estudo, neste ano a consultoria passou a avaliar as empresas mais disruptivas dos segmentos farmacêutico e, neste primeiro ano, quem lidera é a Silvestre Labs. O principal motivador para a organização estar na liderança entre as mais inovadoras foi a linha de negócio da companhia, baseada em uma nova forma de vender e de ser performar dentro do seu segmento de atuação.
 Abaixo a tabela de pontuação comparada com a edição anterior.
MVP – Farmacêutico
5ª edição
Nota
MVP – Farmacêutico
4ª edição
Nota
Roche
8,23
Pfizer
8,07
Pfizer
8,05
Roche
8,03
Bristol Myers Squibb
8,04
Novartis
8,01
Eurofarma
8,03
Libb’s
7,99
Libbs
8,01
Sanofi Aventis
7,71
Disruptiva:
Silvestre Labs
7,67
       


Startups clamam por novas políticas e governo responde


Os principais atores do mercado de startups no Brasil estão satisfeitos com o crescimento do setor, mas ainda se queixam da falta de políticas públicas que favoreçam o ambiente brasileiro de negócios e empreendedorismo no país. Apesar de ter subido algumas posições no ranking mundial de inovação, o Brasil ainda figura nas piores posições quando se considera o ambiente para fazer negócios e atrair investimentos.

“Se pegarmos o Doing Business [Fazendo Negócios, publicação] do Banco Mundial, entre 170 países, o Brasil está lá pelo 120º [lugar], está muito mal. Está entre os países onde mais se gasta tempo para recolher, calcular e pagar impostos e para abrir empresas. O tempo é muito longo”, diz Felipe Matos, que integra o Dínamo, movimento de articulação por políticas públicas para startups no Brasil. Segundo Matos, a legislação brasileira dificulta o recebimento de investimentos por startups. Isso vale tanto para investidores anjos e investidores privados, ressalta.

Matos, que já atuou na coordenação do programa federal Startup Brasil, destaca ainda que a legislação trabalhista e fiscal do país apresenta risco jurídico que desestimula a atração de potenciais investidores em negócios de inovação e tecnologia.

“O que se vê na maior parte dos países é o contrário: ter incentivos para investimento em startups, inclusive com descontos no Imposto de Renda para investidores e uma série de apoios. Aqui, não temos apoio, mas existe, em contrapartida, uma visão muito ruim do sócio pela legislação. Quando se vai, por exemplo, fechar uma empresa, a legislação brasileira trata o empreendedor como um fraudador em potencial”, completa.
“Vale da morte”

Segundo Matos, devido ao alto risco inerente a este tipo de negócio, a taxa de mortalidade das startups ainda é muito alta, em torno de 80%, o que torna comum o fenômeno de fechamento de várias empresas que caem no chamado “Vale da morte”. Para facilitar e agilizar o processo de abertura e fechamento de empresas, o setor quer a modernização do marco legal relacionado aos pequenos empreendimentos.

“Tem uma série de restrições na legislação que acabam tornando mais difícil, burocrático, lento, caro e complicado o processo de abertura e fechamento de empresas de uma forma geral. E quando se trata de startups, geralmente os empreendedores já fizeram alguns negócios que deram errado até que deem certo. Então, essa dinâmica funciona mal no Brasil em função das dificuldades do nosso ambiente regulatório”, acrescenta Matos.

Para Eric Santos, conselheiro do Instituto Endeavor, que trabalha por políticas públicas favoráveis aos empreendedores, uma das principais medidas para melhorar o ambiente de negócios é a da simplificação tributária. Santos enumera as dificuldades existentes hoje: impostos diferentes – uma coisa meio atravessada, paga-se imposto sem tirar receita -, falta de incentivo para contratar porque é preciso pagar impostos exagerados em cascata.

“O ISS [Imposto Sobre Serviços], por exemplo, para não pagar duas vezes, é necessário cadastro em diferentes prefeituras. E não faz sentido um empreendedor se preocupar com esse tipo de coisa”, diz Santos, que também é CEO da startup de marketing digital Resultados Digitais.

A direção do Serviço Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) também defende a flexibilização do marco regulatório e menor incidência de tributos sobre o setor para que o país atraia mais investidores.

A instituição pondera, no entanto, que o ambiente de negócios no Brasil vem melhorando e que a alta mortalidade das startups não decorre somente da rigidez do sistema regulatório do país, mas ao alto risco relacionado a um novo modelo de negócio inovador e uma nova tecnologia.

“Em qualquer lugar do mundo, startups passam por um processo que é natural de empresa que está lidando com um negócio disruptivo, que tem uma mortalidade mais elevada. Mas é possível também crescer, e temos atuado nisso, sobretudo no chamado ‘vale da morte’, quando a empresa passou da primeira fase de incubação, de capital semente e precisa de novos aportes para dar um salto. É uma fase em que muita gente não quer arriscar, quer ver se ela ganha mais musculatura, se conquista mercado, desenvolve um pouco mais a tecnologia. É nesse campo que precisamos trazer mais atores para tirar as empresas que têm condições de atravessar o vale, crescerem e se tornarem, quem sabe, unicórnios globais”, diz o diretor de Administração e Finanças e presidente em exercício do Sebrae, Vinícius Lages.

O secretário de inovação e negócios do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Rafael Moreira, reconheceu as dificuldades do setor e disse à Agência Brasil que o governo tem algumas medidas de desburocratização, como o projeto Bem Mais Simples, que pode permitir um processo simplificado de fechamento dos negócios.

Ele comentou também que há uma proposta de novo marco regulatório para startups em discussão no Congresso Nacional. Entre as mudanças estudadas, está a possibilidade de criar uma “sociedade anônima simplificada” para enquadrar as startups a fim de atrair investimentos com mais segurança jurídica.

Investimento crescente
Apesar das dificuldades, o ano de 2017 registrou no Brasil aporte recorde de investimentos de capital de risco em startups com o volume de R$ 2,2 bilhões, segundo pesquisa apresentada por Felipe Matos durante o Startup Summit, realizado em Florianópolis, nos dias 12 e 13 deste mês. O montante é 50% maior em número de investidores do que o dos anos anteriores. No entanto, 95% do dinheiro vem de fundos estrangeiros.

As startups brasileiras também têm se apoiado em novas formas de investimento para tornar o negócio mais sustentável. Nos estágios iniciais de desenvolvimento de uma empresa desse tipo, já vem se consolidando no Brasil a figura do investidor anjo, uma pessoa física ou profissional experiente que investe capital próprio e conhecimento em startups nascentes. Em 2016, o volume total de investimento anjo no país foi de R$ 851 milhões, segundo a organização Anjos do Brasil.

No mercado brasileiro também tem crescido a presença de empresas incubadoras, que oferecem condições de infraestrutura e conhecimento para startups iniciantes e as chamadas aceleradoras, que aportam recursos, financeiros ou intelectuais, para que as emergentes consolidem seu crescimento no mercado. O país tem hoje cerca de 60 aceleradoras de startups.

No ano passado, mais de 2,3 mil empresas foram incubadas em programa do Sebrae que investiu cerca de R$ 6,8 milhões em projetos para incubadoras, enquanto 2,8 mil foram graduadas, gerando mais de 37 mil empregos diretos, com faturamento anual de R$ 13,8 bilhões.

Mudanças na Lei de Informática
Outra ação que pode motivar a atração de investimentos para startups é a mudança recente na chamada Lei de Informática da Zona Franca de Manaus, um dos principais polos industriais do país. A nova lei, publicada em 12 de junho, permite que as empresas beneficiárias da legislação aportem parte dos recursos obrigatórios da área de pesquisa, desenvolvimento e inovação em fundos de investimento para capitalizar startups com sede na Amazônia Ocidental ou no Amapá.

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) estima que a mudança regulatória pode mais do que dobrar o mercado de fundos de investimento e participações focados em empresas emergentes de base tecnológica. Em todo o país, o impacto chegará a mais de R$ 600 milhões de novos recursos.

“[A mudança] vai permitir que se dobre a disponibilidade de recursos existentes hoje no ecossistema de financiamento. Dessa mudança, estimamos aproximadamente R$ 150 milhões por ano de potencial de adição aos fundos de investimento, só para a região [da Zona Franca de Manaus]. E, para o resto do país, estimamos mais ou menos R$ 450 a 550 milhões”, disse à Agência Brasil o secretário de Inovação e Negócios do MDIC, Rafael Moreira.

Apoio governamental
No governo federal, entre as iniciativas públicas de fomento às startups, o MDIC desenvolveu o programa Inovativa, em parceria com o Sebrae e a Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi).

Focado no processo de aceleração das startups, o programa oferece aos novos empreendedores consultoria com mais de 700 mentores voluntários, com representantes de grandes empresas como Google, Microsoft e Samsung. Desde 2013, cerca de 9,6 mil startups inscreveram-se no programa e 755 foram selecionadas para o processo de aceleração.

O MDIC também oferece, em parceria com outros ministérios e o Sebrae, o StartOut, programa de internacionalização das 15 melhores startups do país. O programa busca um mercado-alvo no exterior onde os empreendedores selecionados passam por um período de imersão e buscam investidores privados e condições para internacionalizar suas operações.

Depois da experiência em campo, aos empreendedores voltam ao Brasil onde recebem apoio para definir uma estratégia de internacionalização e se instalar efetivamente em outro país. Em maio, as startups brasileiras conheceram o ambiente de inovação de Berlim, e no segundo semestre, irão a Miami e Lisboa.

Outros projetos
O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações abriga o programa Startup Brasil, um dos pioneiros no país de aceleração desse tipo de empresa. Por meio de chamadas públicas, o programa seleciona startups nascentes, que poderão receber capacitação e bolsas de pesquisa e desenvolvimento, entre outros benefícios.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou recentemente o BNDES Garagem, que destinará R$ 10 milhões para apoiar a criação e aceleração de startups neste e no próximo anos.

A Empresa Brasileira de Inovação e Pesquisa (Finep) também lançou nos últimos dias uma nova rodada do programa Finep Startup, que vai apoiar com até R$ 1 milhão projetos inovadores de diferentes segmentos. As propostas de startups interessadas podem ser apresentadas até 3 de agosto.

O governo federal oferece ainda programas de apoio a startups no âmbito da Secretaria Nacional da Juventude e do Ministério da Cultura, onde as empresas podem se candidatar para o programa Brasil Criativo.

Unificação dos programas
O MDIC informou à Agência Brasil que estes e outros programas de apoio às startups devem ser unificados em uma espécie de coalizão para facilitar o mapeamento das iniciativas beneficiadas, o estágio em que se encontram e o resultado que geram.

“Queremos fazer um anúncio em conjunto com outros ministérios de todos os programas de startups do governo federal. Em vez de ter vários programas dispersos, sem nenhuma conexão, com muitas agências envolvidas no tema, vamos criar exatamente um túnel com um cronograma único, por nível de maturidade das startups”, explicou o secretário Rafael Moreira.

Segundo Moreira, o objetivo é adotar uma metodologia única que permita uma espécie de prestação de contas da efetividade das startups que receberam apoio dos programas, bem como avaliar o impacto delas na economia do país, no percentual de empregos gerados e medir os investimentos feitos nas empresas.

*A repórter participou do Startup Summit, em Florianópolis, a convite do Sebrae Nacional
  
(Fonte: Exame - 15/07/18)


FAPESP, GSK e Biominas apoiarão pesquisas inovadoras de startups na área da saúde


A FAPESP, a GlaxoSmithKline Brasil (GSK) e a Biominas Brasil assinaram nesta quinta-feira (12/07) acordo de cooperação para apoiar projetos inovadores de pesquisa científica de startups na área da saúde.

A parceria, no âmbito do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), prevê apoio para pequenas e médias empresas do Estado de São Paulo desenvolverem pesquisas focadas em doenças respiratórias, imunoinflamação, imuno-oncologia e HIV.

Os investimentos da FAPESP devem somar até R$ 5 milhões em três anos, período durante o qual a GSK fornecerá às empresas selecionadas orientação científica, planejamento e assessoria técnica-empresarial, e a Biominas dará suporte e orientação sobre modelagem e planejamento de negócios, bem como o acesso a redes de investidores.

Por meio de chamada serão selecionadas 10 propostas de pesquisas que receberão da FAPESP até R$ 200 mil não reembolsáveis para testar a viabilidade técnica dos projetos por um período de até nove meses, na fase 1 do PIPE. Três projetos incialmente selecionados receberão apoio adicional de até R$ 1 milhão em dois anos para o desenvolvimento do projeto de pesquisa, na fase 2 do PIPE.

“O acordo com a GSK e a Biominas abre novas oportunidades para empresas do PIPE. É uma iniciativa importante, pois permite que as empresas que recebem fomento da FAPESP tenham acesso a diferentes oportunidades que colaborarão para que os resultados das pesquisas cheguem até a sociedade por meio de novos produtos e serviços”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP.

Há 21 anos, o PIPE oferece recursos não reembolsáveis para o desenvolvimento de pesquisa em empresas com até 250 funcionários. Há três anos, também disponibiliza aos responsáveis pelos projetos treinamento em empreendedorismo em alta tecnologia para subsidiar a elaboração de planos de negócios.

Agora, passa a incorporar a esse cardápio a oportunidade de conexão de startups com uma grande empresa na área da saúde e uma fundação especializada na aceleração e gestão de negócios, mantida pelo setor privado, para melhor direcionar e posicionar a inovação desenvolvida por startups no mercado.

“A GSK está impulsionando avanços científicos em várias áreas terapêuticas para fornecer a próxima geração de medicamentos inovadores. Acreditamos que a parceria com a FAPESP oferece muitas oportunidades para alavancar a ciência no Brasil”, disse José Carlos Felner, vice-presidente e gerente-geral da GSK.

“O acordo é uma soma das competências e experiências das três instituições [FAPESP, GSK e Biominas Brasil] para o desenvolvimento de projetos e empresas de forte componente científico e alto potencial de mercado para melhorar a vida de pacientes”, disse Eduardo Emrich Soares, diretor-presidente da Biominas Brasil.

Centros de Pesquisa em Engenharia
A cooperação entre GSK e FAPESP começou em 2011, como parte do Programa Trust in Science, uma iniciativa global da GSK que posiciona a empresa como parceira para o desenvolvimento de medicamentos na América Latina, além de contribuir para o pipeline de medicamentos, por meio de interações científicas com importantes instituições de pesquisa e governo local. No âmbito desse acordo foram lançadas duas chamadas de propostas e selecionados seis projetos.

Em 2015 e 2016, GSK e FAPESP constituíram, também por meio de acordos, dois Centros de Pesquisa em Engenharia (CPEs), com investimentos de longo prazo em investigações estratégicas. O Centro de Pesquisa para Descoberta de Alvos Moleculares, com sede no Instituto Butantan, e o Centro de Pesquisa em Química Sustentável, com sede na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Para Isro Gloger, diretor do Trust in Science, o acordo mostra que o desenvolvimento científico do Brasil está indo na direção certa. “Nossa parceria com a FAPESP ao longo dos anos tem sido excelente. Nós acreditamos fortemente que este novo acordo irá direcionar a realização de pesquisas de longo prazo, reafirmando o compromisso para a descoberta de novos medicamentos para doenças relevantes”, disse.
  
(Fonte: Agência Fapesp – 13/07/2018)


terça-feira, 17 de julho de 2018

ALEXANDRE GIBIM, É O NOVO CEO DA NOVARTIS NO BRASIL


Alexandre Gibim, que respondia pela unidade de negócios oncológicos, desde que assumiu a posição de Patrick Eckert, no início de 2015, foi nomeado Presidente da Companhia no Brasil, o executivo com 45 anos, formado em Economia e administração e é pós-graduado em Marketing, com MBA pela Kellogg School of Management, dos Estados Unidos. Gibim já fazia parte do Grupo Novartis desde 2011, respondeu pela área de vacinas e diagnósticos até janeiro de 2015. Anteriormente atuou como Diretor comercial e Marketing da Astellas Pharma por praticamente 2 anos. Também, passou 5.5 anos na Eli Lilly, atuando na área comercial USA e Brasil.

Gibim, assume a farmacêutica suíça no Brasil com a missão de readequar os negócios da Companhia, em sinergia com toda reestruturação mundial da Empresa, iniciada em 2016 pelo, então, executivo-chefe da companhia, Joe Jimenez.

A estratégia da multinacional é diminuir a ampla oferta de produtos e voltar seus esforços para os mercados de maior margem, em que a empresa tem maior relevância. A Companhia já tinha anunciado, em 2016,  a venda da área de vacinas para a GSK - excluindo as vacinas para gripe -, por um valor inicial de US$ 5,25 bilhões, que pode chegar a US$ 7,1 bilhões, incluindo royalties. E publicou, na ocasião, que colocaria a venda, também, seus negócios de vacina contra gripe. Informou ainda a venda de sua divisão de produtos veterinários para a americana Eli Lilly por US$ 5,4 bilhões..
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"Globalmente, é um novo grupo Novartis que está surgindo", afirmou a mesma fonte que não quis se identificar. A mesma negociação com GSK envolveu ainda um acordo para a compra da área de oncologia da GSK pela Novartis, pelo valor de US$ 16 bilhões. Jimenez já havia mencionado este segmento como estratégico para a suíça. As duas empresas anunciaram, na mesma ocasião, a formação de uma joint venture em medicamentos sem prescrição médica (OTC, na sigla em inglês). A GSK deterá participação de 63,5% na nova empresa - que será uma das maiores do mundo no segmento, com receita total de a US$ 10,17 bilhões (valores pró-forma de 2013)

A fábrica de biotecnologia, em fase final de construção, em Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, já foi alienada para o projeto da BIOMM. Mais recentemente a Empresa anunciou a cisão da Alcon que passará a ter independência da Global, mantendo a sede na Suíça.

A Sandoz, divisão de genéricos e biossimilares da Novartis, estruturou duas novas linhas de visitação médica focadas em Sistema Nervoso Central e Cardiologia. A partir de março, agregou 16 marcas consolidadas no mercado, que antes eram promovidas pela divisão de Medicamentos Inovadores do Grupo Novartis. Os medicamentos que passam a ser promovidos pela Sandoz são: Exelon, Ritalina, Cataflam, Voltaren, Trileptal, Tegretol, Stalevo, Comtan, Diovan, Diovan HCT, Apresolina, Flotac, Codaten, Lamisil, Miflonide e Lescol XL. Esta reorganização está alinhada à estratégia de crescimento sustentável do Grupo Novartis, buscando a mais alta excelência no atendimento aos parceiros comerciais.

Em linha com a estratégia global à divisão de Medicamentos Inovadores da Novartis se concentrar em lançamentos para doenças complexas em diferentes áreas terapêuticas, como oftalmologia, respiratória, neurociências, reumatologia, imunologia, cardiometabólica e dermatologia.



RICARDO BARROS, Ex-ministro usa indefinição do "centrão" e mira Presidência


Ex-ministro da Saúde se colocou à disposição do PP para concorrer à Presidência após mais uma reunião frustrada dos líderes do “centrão”

O ex-ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR) afirmou que, se sua pré-candidatura à Presidência da República for encampada pelos partidos do chamado “centrão”, começará a campanha eleitoral com 25% a 30% de tempo de TV. Ele manifestou sua intenção de concorrer após a realização de mais uma reunião frustrada da cúpula do bloco, na noite de quarta-feira (11), na casa do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em Brasília. A convenção do PP está marcada para 2 de agosto, data em que a decisão deverá ser tomada

“Não houve habilidade ou articulação suficiente até agora para que entregassem tempo de televisão a Ciro Gomes (PDT-CE), Geraldo Alckmin (PSDB-SP) ou Alvaro Dias (PODE-PR). E, como não está havendo convergência, eu propus um nome novo. Está sendo agora porque até agora não se achou solução”, disse, em entrevista por telefone ao Portal Terra. Marido da governadora do Paraná e pré-candidata à reeleição, Cida Borghetti (PP-PR), Barros evitaria assim uma aliança de seu partido com Ciro. O pedetista é correligionário de Osmar Dias (PDT-PR), que também mira o Palácio Iguaçu, sede do governo estadual

Segundo ele, porém, a questão regional costuma ter pouca influência nesse tipo de disputa. “A lógica nossa não está em esse candidato ou aquele, mas está em nós termos um candidato que agregue a todos, porque até agora nenhum conseguiu”,  ponderou. “Todos os partidos, ou quase todos, liberam a ação nos estados. É desvinculada da decisão nacional. Não tem candidato no nordeste que seja bom para o sul e do sul que seja bom para o nordeste”, completou

O “centrão” une siglas como PR, PTB, PSC, PRB, PR e PSD, além de PP e DEM. Surgiu em 2016, por iniciativa do ex-deputado federal Eduardo Cunha (MDB/RJ), atualmente preso. Apoiou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), com a consequente ascensão de seu vice, Michel Temer (MDB-SP), e é considerado estratégico para as eleições de outubro. Representando o PP, o senador Ciro Nogueira (TO) teria deixado clara sua preferência por Ciro e afirmado ser muito difícil um acordo com Alckmin, justamente devido às disputas regionais.

O 30 anos de vida pública, Ricardo Barros foi prefeito de Maringá (Norte do Paraná), teve cinco mandatos de deputado federal, foi relator geral do Orçamento da União na Câmara, secretário de Estado da Indústria e Comércio e, mais recentemente, ministro da Saúde de Temer. Ele pode ser o terceiro paranaense na disputa ao Palácio do Planalto. Os outros são Alvaro, já confirmado, e Roberto Requião (MDB-PR), que pende mais para o Senado. “Fiz uma gestão muito eficiente [no Ministério], com atendimento aos parlamentares muito bom. Tenho crédito na Casa e amigos. Lideranças estão se manifestando sobre essa pré-candidatura. Estou muito bem”, comentou.

Para o ex-ministro, sua pré-candidatura é também um “gesto de desprendimento”. “Tenho responsabilidades no Paraná: a campanha da governadora, que está firme, e a minha campanha de deputado federal, já pronta. Foi desprendimento meu colocar o nome para, se houver interesse dos outros partidos, construir. Não é disputa; é construção”, reforçou. Ainda de acordo com ele, conforme o tempo for passando, será possível verificar quem decolou. “De repente alguém pode perder ou ganhar votos na reta final. Tem muito essa coisa do voto útil. As bandeiras sempre têm seu público fidelizado”.

Sobre se dividir entre as campanhas ao Palácio do Planalto e as de reeleição da esposa e da filha – a deputada estadual Maria Victoria (PP), que pretende permanecer na Assembleia Legislativa (Alep) -, o parlamentar assegurou não ver problema. “As alianças estão formadas e o governo [do Paraná] funcionando muito bem, com muita eficiência. Ela [Cida] está tomando decisões firmes e fortes, como o veto diferenciado do aumento nos [salários] dos [servidores dos] poderes – para o Executivo e Judiciário -, e a questão dos caminhoneiros. O Paraná sofreu bem menos com a paralisação... Tem pulso firme e toca o Estado com mãos de ferro. É dessa coragem que precisamos.”

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil, Mariana Franco Ramos, Curitiba, para TERRA



segunda-feira, 16 de julho de 2018

DAF realiza o primeiro Treinamento de Farmacêuticos do CEAF da Secretaria de Saúde do Distrito Federal


1º Treinamento de Farmacêuticos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica da Secretaria de Saúde do DF

O Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF) realizou nos dias 20 e 21 de junho de 2018, o 1º Treinamento de Farmacêuticos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

O treinamento, que aconteceu na Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) Brasília, é a primeira etapa do Projeto de Implantação da Rede de Apoio à Assistência Farmacêutica do SUS: Expansão do Cuidado Farmacêutico e do Uso Racional de Medicamentos.

Ao todo, 19 farmacêuticos das Farmácias Ambulatoriais Especializadas da Asa Sul, Ceilândia e Gama, participaram do treinamento elaborado e conduzido pela supervisora do Projeto no DF Letícia Gerlack, e pelas farmacêuticas Bárbara Mannuela Alves, Gabrielle Gomes e Sara Cristina Ramos. Também estiveram presentes as chefias dos respectivos serviços, a gestora do CEAF/DF, médicos da SES/DF, representantes do Ministério da Saúde.

O treinamento, com duração de dois dias, tratou dos aspectos técnicos, administrativos, políticos e motivacionais relacionados ao método do projeto.

Neste contexto, os profissionais receberam informações sobre os serviços clínicos farmacêuticos, a importância da documentação e registro dos atendimentos dos pacientes, processo de trabalho e aspectos das doenças artrite reumatoide e hepatite viral C.

O objetivo é desenvolver competências relacionadas ao cuidado farmacêutico para pacientes com essas doenças, e também motivar os profissionais da saúde para focarem nas necessidades relacionadas ao uso racional de medicamentos. Nas próximas etapas serão realizadas atividades em serviço com acompanhamento de apoiadores locais, responsáveis pelo suporte técnico, operacional e motivacional aos farmacêuticos.

O treinamento realizado em Brasília é emblemático no cenário nacional, no âmbito da Assistência Farmacêutica e do uso racional de medicamentos, uma vez que é a  primeira etapa de um Projeto para o Brasil. Além de Brasília, o DAF/SCTIE/MS realiza treinamentos de farmacêuticos do CEAF em São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco. A ideia é que estes quatro estados sejam projetos pilotos, para que a formação destes profissionais chegue posteriormente a todas as regiões do País.

Por Raimundo Feitosa, do Nucom SCTIE/DAF


Conar manda suspender propaganda de remédio que promete acabar com 'pelancas'


Parece ilusão. E é
O Conar mandou tirar do ar e vai denunciar à Anvisa a propaganda de um remédio chamado Colastrina, que tem circulado nas redes sociais, comercializado pelo Monetizze Ltda.
No anúncio, supostas médicas falam que o remédio acaba “com as pelancas, estrias, celulite”, prometendo ainda “renovar a pele de forma natural”.

Fonte: O Globo


CONAR ELEGE NOVA DIRETORIA E NOVA COMPOSIÇÃO DO CONSELHO SUPERIOR


A chapa encabeçada pelo advogado João Luiz Faria Netto foi eleita hoje para dirigir o Conar até julho de 2020.

Ela terá Newman Debs, Luiz Lara e Antonio Carlos de Moura como 1º, 2º e 3º vice-presidentes, cargos que já ocupavam na gestão que se encerra, presidida por Gilberto C. Leifert. Edney Narchi segue como Vice-Presidente Executivo.
Foram designados na reunião de hoje, como membros da direção executiva, a Dra. Juliana Albuquerque, Fernando Portela, Dorian Taterka e Bruno Bonfanti. João Luiz assumirá a presidência do Conar em 9 de agosto.

A eleição da chapa deu-se por aclamação na manhã de hoje, na sede do Conar, em São Paulo. Votaram os membros do Conselho Superior, formado por representantes das entidades fundadoras, ABA, Abap, Abert, Aner, ANJ e Central de Outdoor.
O Conselho Superior elegeu também os presidentes das oito Câmara do Conselho de Ética:

1ª Câmara, São Paulo - Conselheiro Cyd Alvarez
2ª Câmara, São Paulo - Conselheiro Sergio Pompilio
3ª Câmara, Rio de Janeiro - Conselheiro Armando Strozenberg
4ª Câmara, Brasília - Conselheiro Paulo Tonet Camargo
5ª Câmara, Porto Alegre - Conselheiro Marcelo Antonio Rech
6ª Câmara, São Paulo - Conselheiro Nelcina Tropardi
7ª Câmara, São Paulo - Conselheiro Luiz Roberto Valente Filho
8ª Câmara, Recife - Cléo Niceas

CONSELHO SUPERIOR DO CONAR TEM NOVA COMPOSIÇÃO
A reunião de hoje marcou a posse do Conselho Superior do Conar para a gestão 2018-2020.
Formado a partir de indicações das entidades fundadoras, o Conselho é a instância máxima do Conar, elegendo a diretoria e deliberando sobre alterações no Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, entre outras atribuições.

Confira a formação do Conselho Superior:

ABA - Associação Brasileira de Anunciantes
Nelcina Tropardi
Newman Debs
Sergio Pompilio

ABAP - Associação Brasileira de Agências de Publicidade
Armando Strozenberg
Cyd Alvarez
Luiz Lara

ABERT - Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV
Fernando Justus Fischer
João Luiz Faria Netto
Júlio César Casares
Octávio Florisbal
Paulo Saad Jafet
Paulo Tonet Camargo

ANER - Associação Nacional dos Editores de Revistas
Fabio Gallo
Maria Célia Furtado
Virginia Any

ANJ - Associação Nacional de Jornais
Antonio Carlos de Moura
Flávio Pestana
Marcelo Antonio Rech

CENTRAL DE OUTDOOR
Fabiana Soriano
Luiz Roberto F. Valente Fº

MEMBRO NATO
Gilberto C. Leifert


Blanver testará 'delivery' de remédio para prevenção do HIV


A farmacêutica brasileira Blanver planeja testar um sistema de entrega (“delivery”) personalizada do primeiro similar do Truvada, indicado também para a prevenção do HIV, registrado no país. Resultado de parceria com o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), braço da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), o novo remédio preventivo será distribuído pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e diretamente ao paciente, no mercado privado. Mas, antes de eventualmente chegar às farmácias, passará pelo projeto piloto de entrega direta em algumas cidades brasileiras. “A distribuição na farmácia ainda não é oportuna”, observa o principal executivo da Blanver, Sérgio Frangioni, sem fornecer detalhes sobre o plano de “delivery” que será colocado em prática no fim do ano.

Em linhas gerais, a estratégia que está sendo desenhada passa por usar algumas cidades como amostragem e, então, expandir as vendas para outros mercados, incluindo outros países América do Sul. O varejo farmacêutico ainda não aparece nos planos de curto e médio prazos da Blanver. O Truvada, da americana Gilead Sciences, combina dois princípios ativos, entricitabina (FTC) e fumarato de tenofovir desoproxila (TDF), e recebeu em meados de 2017 a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para casos de pré-exposição (PrEP, de profilaxia pré-exposição) ao vírus HIV. O medicamento começou a ser distribuído pelo SUS no fim do ano e, agora, por meio de uma PDP (Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), o similar, também composto pelas drogas entricitabina e tenofovir e de prescrição médica, começa a ser produzido no país. Ao mesmo tempo em que iniciará o piloto, a Blanver colocará na rua uma campanha de conscientização – técnica e esclarecedora, conforme Frangioni – sobre o uso do medicamento. “Percebemos que há desinformação e um tabu muito grande”, comentou. O uso do remédio tem gerado uma série de debates, destacando a necessidade de utilização também de outros métodos de prevenção para evitar doenças sexualmente transmissíveis. “O que não queremos é desestimular o uso de outras formas de prevenção”, afirma.

A Blanver recebeu em abril o registro do medicamento, que deve ser tomado diariamente para prevenir contra o HIV. A droga bloqueia a ação das enzimas que permitem ao RNA se replicar nas células hospedeiras, reduzindo a carga viral no corpo do paciente. Inicialmente, o remédio distribuído pelo SUS estará direcionado sobretudo a homens homossexuais e usuários de droga. Um mês depois, a Anvisa concedeu à farmacêutica o registro de um medicamento genérico inédito para tratamento da hepatite C crônica. A expectativa é a de que o genérico do sofosbuvir, que começaria a ser entregue pelo SUS neste mês a partir de uma parceria entre Fiocruz e o consórcio BMK, que além de Blanver inclui a Microbiológica Química e 2 Farmacêutica e a KB Consultoria, chegue ao mercado com preço bastante inferior ao do produto de referência, o Sovaldi, também da Gilead. De acordo com Frangioni, o foco da farmacêutica está cada vez mais orientado a tratamentos para hepatite e Aids, mas uma nova área terapêutica começa a ser explorada, a de oncologia. Nesse caso, a ideia é trabalhar por meio de licenciamentos e não apenas PDPs, hoje a principal ferramenta da empresa. Atualmente, são nove parcerias dessa natureza, contra quatro até o fim do ano passado. Além disso, tem entre 10 e 12 produtos esperando por registro na Anvisa.

Em 2017, a Blanver registrou vendas de R$ 300 milhões. Para este ano, a projeção é de faturamento de R$ 350 milhões. Nos últimos anos, a farmacêutica alterou radicalmente seu perfil de negócios e vendeu a operação de excipientes para a francesa Roquette, concentrando-se na fabricação de medicamentos e princípios ativos (IFA). Com investimentos de quase R$ 85 milhões, expandiu a capacidade da fábrica de Indaiatuba (SP), voltada a insumos farmacêuticos, que atendem também a unidade de produção de medicamentos em Taboão da Serra (SP).

Fonte: Valor Econômico


Principal medicamento contra hepatite C será produzido no Brasil em parceria público privada com FarManguinhos da Fiocruz


A hepatite C é a que tem o maior número de casos.

Julho é o mês dedicado ao combate às hepatites virais. A hepatite C é a que tem o maior número de casos. Só no ano passado, foram quase doze (11,9) notificações para cada cem mil habitantes.

O Sofosbuvir é o principal remédio para curar a hepatite C. A partir de agora, vai passar a ser produzido pelo laboratório Farmanguinhos da Fundação Osvaldo Cruz, a Fiocruz, que obteve o registro no dia 2 de julho. A estimativa é que daqui até cinco anos a instituição esteja capacitada para atender a toda demanda nacional.

O medicamento representa um avanço no tratamento da doença: em 12 semanas evita o transplante de fígado, cirrose e câcer hepático. A terapia é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde e, com a produção nacional, a economia será grande.

Atualmente, de um 1,4 milhão a 1,7 milhão de pessoas vivem com o vírus da hepatite C no país. Muitas desconhecem que têm a doença e como foram infectadas ou que existe tratamento gratuito pelo SUS, que possibilita a chance de cura em 90% dos casos.

A hepatite C é uma doença silenciosa e acomete principalmente adultos acima de quarenta anos. A transmissão acontece por sangue contaminado, seco sem proteção e compartilhamento de objetos perfuro-cortantes, como agulhas.

Fonte: Agência Brasil


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