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sábado, 4 de agosto de 2018

Começa na segunda vacinação contra poliomielite e sarampo


Mais de 11 milhões de crianças devem buscar as 36 mil salas de vacinação. Objetivo é reduzir a possibilidade de retorno da pólio e reemergência de sarampo, doenças já eliminadas no Brasil

A partir desta segunda-feira (06), todas as crianças de um ano a menores de cinco devem se vacinar contra a pólio e sarampo, independentemente da situação vacinal. A nova Campanha Nacional de Vacinação Contra a poliomielite e sarampo vai até o dia 31/08. O dia D de mobilização nacional será no próximo sábado, 18 de agosto, quando os mais de 36 mil postos estarão abertos. A meta do Ministério da Saúde é vacinar, pelo menos, 95% das 11,2 milhões de crianças dessa faixa etária e diminuir a possibilidade de retorno da pólio e reemergência do sarampo, doenças já eliminadas no Brasil. A madrinha da campanha deste ano é a Xuxa, eterna rainha dos baixinhos. 

“Às vezes enfrentamos uma situação como essa de baixa cobertura vacinal que nos traz um alerta, porque temos uma falsa impressão de que a doença foi eliminada do país. Mas é a cobertura vacinal elevada que faz a doença desaparecer. E é por isso que devemos continuar vacinando nossos filhos, para manter essas doenças longe do Brasil”, ressaltou o ministro da Saúde Gilberto Occhi no lançamento da campanha. 

Neste ano, a campanha de vacinação será feita de forma indiscriminada para manter coberturas homogêneas de vacinação. Para a poliomielite, as crianças que não tomaram nenhuma dose durante a vida, receberão a VIP. Já os menores de cinco anos que já tiverem tomado uma ou mais doses da vacina, receberão a VOP, a gotinha. Em relação ao sarampo, todas as crianças receberão uma dose da vacina Tríplice viral, independentemente da situação vacinal, desde que não tenham sido vacinadas nos últimos trinta dias.

“Vacinando desta forma criarmos uma barreira sanitária, uma imunidade de grupo. Rapidamente teremos a oportunidade de garantir que, mesmo que os vírus da pólio e sarampo entrem no país, não encontrem uma fonte de infecção”, explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues. Ela também ressalta que é uma oportunidade de corrigir falhas vacinas. “ As crianças, por terem o sistema imunológico mais frágil, podem não responder imunologicamente à vacina”, esclarece a coordenadora.

Nos estados que registraram surtos de sarampo, a vacinação foi antecipada como medida de bloqueio para interromper a circulação do vírus. Em Roraima, a campanha iniciou em março e envolveu pessoas de 6 meses a 49 anos. Já em Manaus (AM), aconteceu em abril e o público vacinado foi de 6 meses a 29 anos de idade. E, em Rondônia, a vacinação está em andamento para crianças de 6 meses a menores de cinco anos. Durante a mobilização nacional, esses estados devem convocar novamente as crianças, na mesma faixa etária, de um a menores de cinco anos. O Ministério da Saúde oferta todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que estão disponibilizadas no SUS. Ao todo, são 19 para combater mais de 20 doenças, em todas as faixas etárias. Por ano, são cerca de 300 milhões de doses de imunobiológicos distribuídos em todo o país. 

CAMPANHA PUBLICITÁRIA 
Para mobilizar a população, o Ministério da Saúde conta, neste ano, com o apoio da Xuxa, a eterna rainha dos baixinhos. Não é a primeira vez que ela é madrinha de uma campanha de vacinação do Ministério da Saúde. Nos anos 1980, Xuxa também estrelou uma campanha de vacinação que bateu recordes e foi reconhecida até pela Organização Mundial da Saúde (OMS). As peças para TV, rádio, impressos e redes sociais, serão exibidas de 1º a 31 de agosto. O filme, gravado em 3D, faz uma viagem ao passado, nas décadas de 80/90, quando nasceu o Zé Gotinha e também quando o Brasil assumiu o compromisso de eliminar o sarampo e a poliomielite. Xuxa e o Zé Gotinha contarão com o apoio da Galinha Pintadinha e dançarinos do game Just Dance. 

QUEDA NA VACINA
Desde que observou redução nas coberturas vacinais do país, o Ministério da Saúde tem alertado sobre o risco da volta de doenças que já não circulavam no Brasil, como é o caso do sarampo. Entre as principais causas, pode-se apontar o próprio sucesso do Programa Nacional de Imunizações, que conseguiu altas coberturas vacinais durante os seus 44 anos de existência. Outros fatores são: desconhecimento individual de doenças já eliminadas; horários de funcionamento das unidades de saúde incompatíveis com as novas rotinas da população; circulação de notícias falsas na internet e WhattsApp causando dúvidas sobre a segurança e eficácia das vacinas; bem como a inadequada alimentação dos sistemas de informação.

Para os estados que estão abaixo da meta de vacinação, o Ministério da Saúde tem orientado os gestores locais que organizem suas redes, inclusive com a possibilidade de readequação de horários mais compatíveis. Outra orientação é reforçar as parcerias com creches e escolas, ambientes que potencializam a mobilização sobre a vacina por envolver professores e a família. A Pasta ainda alerta para a importância de manter os sistemas de informação devidamente atualizados. 

SARAMPO
O Brasil recebeu, em 2016, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo, e atualmente empreende esforços para manter o certificado, principalmente por meio do fortalecimento da vigilância epidemiológica, da rede laboratorial e de estratégias de imunização.

No mundo, há registros de casos de sarampo em alguns países da Europa e das Américas. Em 2017, foram 173.330 casos registrados. Em 2018 (até maio), 81.635 casos confirmados, a maioria em países do Sudeste Asiático e Europa. Atualmente, o Brasil enfrenta dois surtos de sarampo: em Roraima e no Amazonas. Até o dia 25 de julho, foram confirmados 822 casos no Amazonas e em Roraima. Além disso, alguns casos isolados foram identificados nos estados de Rio de Janeiro (14); Rio Grande do Sul (13); Pará (2), Rondônia (1) e São Paulo (1). O reaparecimento da doença está relacionado às baixas coberturas e a presença de venezuelanos no país, comprovado pelo genótipo do vírus (D8) identificado, que é o mesmo que circula na Venezuela.

POLIOMIELITE 
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), três países ainda são considerados endêmicos (Paquistão, Nigéria e Afeganistão). O Brasil está livre da poliomielite desde 1990. Em 1994, o país recebeu, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem.

Dados da Campanha de Vacinação contra a Poliomielite por UF

Público-alvo
Quantitativo de doses das vacinas

UF
TOTAL
VIP
VOP
TRÍPLICE VIRAL
TOTAL

RO
104.978
8.130
131.300
126.000
265.430

AC
63.573
5.130
79.500
76.300
160.930

AM
304.907
23.720
381.200
365.900
770.820

RR
40.663
3.250
50.900
48.800
102.950

PA
594.518
41.830
743.200
713.500
1.498.530

AP
58.705
4.720
73.400
70.500
148.620

TO
99.049
7.240
123.900
118.900
250.040

 NORTE
94.020
1.583.400
1.519.900
3.197.320

MA
499.042
34.500
623.900
598.900
1.257.300

PI
197.366
13.930
246.800
236.900
497.630

CE
509.183
37.470
636.500
611.100

RN
188.861
14.040
236.100
226.700
476.840

PB
232.889
17.060
291.200
279.500
587.760

PE
544.178
42.440
680.300
653.100
1.375.840

AL
213.391
15.750
266.800
256.100
538.650

SE
133.395
10.270
166.800
160.100
337.170

BA
849.361
61.010
1.062.000
1.019.300
2.142.310

 NORDESTE
3.367.666
246.470
4.210.400
4.041.700
8.498.570

MG
1.027.305
77.600
1.284.500
1.232.800
2.594.900

ES
201.833
16.220
252.300
242.200
510.720

RJ
811.853
67.210
1.015.000
974.300
2.056.510

SP
2.202.964
183.270
2.754.000
5.580.870

 SUDESTE
4.243.955
344.300
5.305.800
5.092.900
10.743.000

PR
581.309
46.730
726.700
697.600

SC
339.800
26.970
424.800
407.800
859.570

RS
528.938
42.410
661.200
634.800
1.338.410

 SUL
1.450.047
116.110
1.812.700
1.740.200

MS
158.083
12.690
197.700
189.700
400.090

MT
202.216
15.920
252.800
242.700
511.420

GO
364.626
28.450
455.800
437.600
921.850

DF
160.292
13.360
200.400
192.400
406.160

 CENTRO-OESTE
885.217
70.420
1.106.700
1.062.400
2.239.520

 BRASIL
11.213.278
871.320
14.019.000
13.457.100


Por Amanda Mendes, da Agência Saúde



Investimento de R$ 1,5 bilhão vai incentivar setor de ciência e tecnologia


Como forma de impulsionar o setor de pesquisa e inovação, o governo brasileiro e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) iniciaram nesta quarta-feira (1º) a primeira operação financeira do programa Inovar para Crescer.

Neste primeiro momento, o BID vai emprestar US$ 600 milhões à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), de um total de US$ 1,5 bilhão do financiamento contraído junto ao órgão multilateral, para a execução de pesquisas e projetos em inovação no País. Esta fase tem prazo de cinco anos.

Executado pela Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), o programa foi criado para enfrentar questões como a falta de investimentos privados em inovação no País e dar impulso ao empreendedorismo no setor.

Desenvolvimento

Na avaliação do presidente da República, Michel Temer, impulsionar o setor de ciência e tecnologia ajuda a promover crescimento econômico, gerando mais empregos e renda.

“Investir em inovação é aproximar a atividade criadora e a produção [...] É promover o crescimento e a geração de empregos e renda”, ressaltou, durante reunião do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, no Palácio do Planalto.
Com a retomada dos investimentos no setor, o País entra em uma nova fase de desenvolvimento, disse o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab. “Não há país, no mundo, que enfrente desafios sem incentivos à pesquisa e inovação”, disse.

Foto: Marcos Corrêa/PR, Fonte: Planalto


FIOCRUZ ANULA DA CHAMADA PÚBLICA QUE QUALIFICOU BIOLAB SANUS PARA UM ACORDO DE LICENÇA DE PATENTE


FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ
COORDENAÇÃO-GERAL DE ADMINISTRAÇÃO
DEPARTAMENTO DE OPERAÇÕES COMERCIAIS
AVISO DE ANULAÇÃO
CHAMADA PÚBLICA
Espécie: Aviso de anulação de Chamada Pública nº 01/2008/FIOCRUZ. FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ - FIOCRUZ e a empresa BIOLAB SANUS FARMAÊUTICA LTDA. Objeto: Tendo em vista o decurso de prazo e a não conclusão da negociação de um acordo de licença de patente com a empresa BIOLAB, a FIOCRUZ,
através do seu Vice-Presidente de Produção e Inovação e Saúde, Dr. Marco Aurélio Krieger, decidiu pela anulação do aviso de Chamada Pública nº 01/2008/FIOCRUZ. Processo FIOCRUZ nº 25380.002860/2008-47-001.
MARCO AURÉLIO KRIEGER
Vi c e - P r e s i d e n t e


sexta-feira, 3 de agosto de 2018

ANS - REALIZARÁ AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA proposta de regulamentação dos Mecanismos Financeiros de Regulação: Coparticipação e Franquia


AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE S U P L E M E N TA R
EDITAL DE AUDIÊNCIA PÚBLICA Nº 11, DE 2 DE AGOSTO DE 2018

A Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS, no uso de suas atribuições previstas no artigo 4° da Lei n° 9.961, de 28 de janeiro de 2000, nos artigos 32, 33 e 35 do Decreto nº 3.327, de 5 de janeiro de 2000, e tendo em vista a decisão proferida na 490ª Reunião Ordinária de sua Diretoria Colegiada - DICOL, de 30 de julho de 2018, com fundamento no artigo 9º da Resolução Normativa-RN nº 242, de 07 de dezembro de 2010,
resolve realizar AUDIÊNCIA PÚBLICA nos seguintes termos:

Art. 1° A audiência pública realizar-se-á com a finalidade de obter subsídios, informações, sugestões ou críticas relativas à proposta de regulamentação dos Mecanismos Financeiros de Regulação: Coparticipação e Franquia.
Art. 2º A audiência pública será realizada no dia 04 setembro de 2018, das 8h30 às 17h30, no Auditório da Secretaria de Fazenda e Planejamento do Rio de Janeiro, situado na Avenida Presidente Vargas, n° 670 - Centro - Rio de Janeiro/RJ. Parágrafo Único: A audiência pública poderá ser estendida até o dia 05 de setembro de 2018, das 8h30 ás 17h30, caso o número de expositores inscritos seja maior que programado na data prevista no caput.
Art. 3º A participação na audiência pública dependerá de prévia inscrição, que poderá ser realizada por meio eletrônico até o dia 31 de agosto de 2018, com envio de e-mail para eventos@ans.gov.br , com o seguinte assunto: "Audiência Pública sobre Mecanismos Financeiros de Regulação - Coparticipação e Franquia".
§1º A participação na audiência pública obedecerá ao Regimento Interno e se dará da seguinte forma:
I - Ouvinte: participação na plateia.
II - Expositor: participação na plateia e apresentação de proposta devidamente fundamentada.
§2º No ato da inscrição, o interessado deverá indicar o nome, CPF e a instituição que representa ou à qual é vinculado, bem como encaminhar a apresentação a ser realizada, no caso de expositores.
§3º O deferimento do pedido de inscrição como expositor está condicionado ao encaminhamento da apresentação a ser realizada. §4º Caso o pedido de inscrição não cumpra os requisitos do parágrafo anterior, este será deferido como ouvinte. Art. 4º Os documentos referentes à audiência pública poderão ser obtidos no sítio www.ans.gov.br, no menu Participação da Sociedade, item Audiências Públicas.
Art. 5º Após a realização da audiência pública, o Relatório de Audiência Pública será divulgado na página do sítio da ANS referida no artigo anterior.
Art. 6º As deliberações, opiniões, sugestões, críticas ou informações emitidas na audiência pública terão caráter consultivo e não vinculante, destinando-se a subsidiar a ANS na edição da regulamentação setorial.
LEANDRO FONSECA DA SILVA
D i r e t o r- P r e s i d e n t e Substituto


MESMO COM OUTROS REGISTROS NO PAIS MS COMPRA VACINA TETRAVIRAL DA GSK POR INEXIGIBILIDADE


EXTRATO DE INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO Nº 167/2018 - UASG 254445 Nº Processo: 25386100540201873 .
Objeto: Aquisição de Vacina Meningocócica B e Priorix Tetraviral - GSK Total de Itens Licitados: 00002. Fundamento Legal: Art. 25º, Inciso I da Lei nº 8.666 de 21/06/1993.. Justificativa: A marca solicitada é a única que atende a instituição, após efetuados estudos clínicos. Declaração de Inexigibilidade em 30/07/2018. ARMANDO JOSE DE AGUIAR PIRES. Assessor de Vice Diretoria de Gestão. Ratificação em 30/07/2018. ROSANE CUBER GUIMARAES. Vice Diretora de Qualidade. Valor Global: R$ 152.401,32. CNPJ CONTRATADA : 33.247.743/0035-69 GLAXOSMITHKLINE BRASIL LTDA. (SIDEC - 01/08/2018) 254445-25201-2018NE800017


CTA - COMISSÃO TÉCNICA DE AVALIAÇÃO DE PRODUTOS DE SAÚDE É ATUALIZADA PELA SCTIE - MS


SECRETARIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INSUMOS ESTRATÉGICOS
PORTARIA Nº 22, DE 1º DE AGOSTO DE 2018

O SECRETÁRIO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INSUMOS ESTRATÉGICOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, no uso das atribuições que lhe confere o art. 56, do Anexo I ao Decreto n.º 8.901, de 10 de novembro de 2016, e
Considerando que a Portaria MS/GM nº 2.531, de 12 de novembro de 2014, foi revogada por consolidação, sendo consolidada no Anexo XCV da Portaria de Consolidação MS/GM nº 5, de 28 de setembro de 2017, consolidação das normas sobre as ações e os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), que redefine as diretrizes e os critérios para a definição da lista de produtos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS) e o estabelecimento das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) e disciplina os respectivos processos de submissão, instrução, decisão, transferência e absorção de tecnologia, aquisição de produtos estratégicos para o SUS no âmbito das PDP e o respectivo monitoramento e avaliação,
resolve:
Art. 1º Alterar a Portaria nº 63, de 13 de dezembro de 2017 publicada no Diário Oficial da União n.º 239, Seção 2, página 33 no que se refere à constituição da Comissão Técnica de Avaliação (CTA) de Produto para Saúde apara análise e avaliação de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) que passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 2º A Comissão Técnica de Avaliação (CTA) de Produtos para Saúde terá a seguinte composição:
I - Ávila Teixeira Vidal (titular) e Flávia Rizzini de Andrade (suplente) - Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE) do Ministério da Saúde;"
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data da sua publicação.
MARCO ANTONIO DE ARAUJO FIREMAN


terça-feira, 31 de julho de 2018

ANFOTERICINA B INJETÁVEL - ALERTA DE FARMACOVIGILÂNCIA - RISCO DE ÓBITO


Área: GGMON              Número: 32018            Ano: 2018

Resumo:  A Gerência de Farmacovigilância alerta aos profissionais de saúde sobre os cuidados na prescrição, dispensação e administração da Anfotericina B injetável

Identificação do produto ou caso:  Anfotericina B injetável

Problema:
A Gerência de Farmacovigilância identificou risco de óbito relacionado ao possível uso incorreto da anfotericina B em sua forma injetável. A Anfotericina B é um antibiótico antifúngico e seu uso intravenoso está indicado para o tratamento de pacientes com infecções fúngicas. Ela está disponível sob 03 diferentes formulações injetáveis: complexo lipídico de anfotericina B (Abelcept®), anfotericina B lipossomal (Ambisome®) e não-lipídica (Anforicin B®, Funtex B® e Unianf®). Estes medicamentos apresentam doses e métodos de administração diferentes e, portanto, não são intercambiáveis.
A superdose inadvertida de Anfotericina B pode resultar em parada cardíaca ou cardiopulmonar potencialmente fatal. Deve-se ter cuidado especial com a forma não-lipídica da Anfotericina B pois em nenhuma circunstância a dose total diária poderá exceder a 1,5 mg/kg/dia.

Ação:

Histórico:

Recomendações: Alertamos aos profissionais de saúde:
A prescrição contendo Anfotericina B deve conter o nome comercial do medicamento ou do princípio ativo completo;
Verifique o nome e a dose do medicamento antes da sua dispensação e administração, especialmente se a dose exceder 1,5 mg/kg;
Não substitua o medicamento prescrito contendo um determinado insumo farmacêutico ativo de anfotericina B por outro;
Observe a concentração recomendada e o tempo mínimo de infusão para cada medicamento.

MEDICAMENTO
INSUMO FARMACÊUTICO ATIVO
DOSE DIÁRIA RECOMENDADA
mg/Kg/dia
TEMPO DE INFUSÃO
ABELCEPT
Complexo lipídico de Anfotericina B
1,0 a 5,0
2,5 mg/kg/h
AMBISOME
Anfotericina B Lipossomal
3,0
1 hora
ANFORICIN B
FUNTEX B
UNIANF

Anfotericina B em desoxicolato de sódio
0,3 a 1,5
2 a 6 horas

Referências:

Informações Complementares:
Informações adicionais sobre posologia, instrução de uso, reações adversas podem ser consultadas nas bulas dos medicamentos (disponível em: 

Os erros de medicação e reações adversas devem ser notificados à Anvisa utilizando o sistema NOTIVISA (disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/notivisa).



Ministro participa do 6º Congresso Brasileiro Médico e Jurídico da Saúde


O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, participa nesta segunda-feira (30) da abertura oficial do 6º Congresso Brasileiro Médico e Jurídico da Saúde, em Vitória (ES). No evento, desembargadores, juízes, promotores e profissionais da saúde vão trocar experiências sobre diversas temáticas que envolve o setor da saúde e do direito.

ABERTURA 6º Congresso Brasileiro Médico e Jurídico da Saúde
Data: 30 de julho (segunda-feira)
Horário: 19h
Assessor em viagem: Neyfla Garcia


segunda-feira, 30 de julho de 2018

Sociedades médicas fazem manifesto em prol da vacinação - CAMPANHA NACIONAL DE VACINAÇÃO CONTRA POLIOMIELITE E SARAMPO DE 6 A 31 DE AGOSTO


As Sociedades Brasileiras de Pediatria (SBP), Imunizações (SBIm), e Infectologia (SBI), em parceria com o Rotary Internacional, fizeram um manifesto chamando atenção da população sobre a importância de manter a vacinação em dia para evitar doenças e suas sequelas, como o sarampo e a poliomielite. O documento alerta a população e profissionais de saúde para a real possibilidade de retorno da pólio e da reemergência do sarampo em território nacional. A divulgação foi feita nesta quinta-feira (26), no Hospital Emílio Ribas, em São Paulo, durante evento que reuniu profissionais renomados no tema da vacinação. O manifesto também mobiliza a todos a participarem da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo que ocorrerá em todo o país de 6 a 31 de agosto, reforçando que a imunização continua sendo a melhor ferramenta na promoção e manutenção da saúde da população brasileira.

Desde que observou queda nas coberturas vacinais do país, o Ministério da Saúde tem alertado sobre o risco da volta de doenças que já não circulavam no país, como é o caso do sarampo. A vacina é a forma mais eficaz de manter o país livre de doenças já eliminadas e erradicadas. A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, ressalta que a manutenção da população protegida, através de elevadas coberturas vacinais é fundamental para manter o país livre de doenças imunopreveníveis. “As coberturas vacinais são heterogêneas no Brasil, podendo levar à formação de bolsões de pessoas não vacinadas, possibilitando, assim, a reintrodução do poliovírus e do sarampo. O recente surto no país, em Roraima e Manaus, evidencia nossas inadequadas coberturas vacinais e a urgente necessidade de melhoria dessas taxas”, comentou Carla Domingues.

No início do século XX, as doenças imunopreveníveis como poliomielite e varíola eram endêmicas no Brasil, causando elevado número de casos e mortes em todo o país. As ações de imunização e, especialmente, os 45 anos de existência do Programa Nacional de Imunizações (PNI) foram responsáveis por mudar o perfil epidemiológico das doenças imunopreveníveis no Brasil, sendo uma importante conquista da sociedade brasileira ao demonstrar sua eficiência erradicando a febre amarela urbana, a varíola, bem como a eliminação da poliomielite, da rubéola, da síndrome da rubéola congênita e do sarampo. Além disso, reduziu drasticamente a circulação de agentes patógenos, responsáveis por doenças como a difteria, o tétano e a coqueluche. "Não podemos perder a vigilância sobre a vacinação. É ela que protege nossos filhos de sequelas e até a morte por doenças evitáveis", completou Carla Domingues.

O Ministério da Saúde oferta todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no Calendário Nacional de Vacinação. Atualmente, são disponibilizadas pela rede pública de saúde, de todo o país, cerca de 300 milhões de doses de imunobiológicos ao ano. São 19 vacinas para combater mais de 20 doenças, em diversas faixas etárias.

ESFORÇOS PARA VACINAÇÃO
A cobertura vacinal homogênea da vacinação em todo o país é uma preocupação do Ministério da Saúde. Periodicamente, o PNI emite notas técnicas para estados e municípios sobre o monitoramento e avaliação das coberturas vacinais. A pasta também tem pautado frequentemente o tema em discussões em fóruns, como a Comissão Intergestores Tripartite (CIT), que reúne representantes de todos os estados e municípios.

Para os estados que estão abaixo da meta de vacinação, o Ministério da Saúde tem orientado os gestores locais que organizem suas redes, inclusive com a possibilidade de readequação de horários mais compatíveis com a rotina da população brasileira. Outra orientação é o reforço das parcerias com as creches e escolas, ambientes que potencializam a mobilização sobre a vacina por envolver também o núcleo familiar. O Ministério da Saúde também alerta estados e municípios sobre a importância de manter os sistemas de informação devidamente atualizados.

SARAMPO
Há registros de casos de sarampo em alguns países da Europa e das Américas, inclusive, na Venezuela que faz fronteira com o Brasil. Em 2017, foram 173.330 casos de sarampo registrados no mundo, a maioria em países da Europa e nos Estados Unidos. Atualmente, o Brasil enfrenta dois surtos de sarampo, em Roraima e Amazonas. No entanto, os surtos estão relacionados à importação. Isso ficou comprovado pelo genótipo do vírus (D8) que foi identificado, que é o mesmo que circula na Venezuela. Até o dia 17 de julho, foram confirmados 519 casos de sarampo no Amazonas, 3.725 permanecem em investigação. O estado de Roraima confirmou 272 casos da doença e 106 continuam em investigação.

Além disso, alguns casos isolados e relacionados à importação foram identificados nos estados de São Paulo (1), Rio de Janeiro (14); Rio Grande do Sul (13); Rondônia (1) e Pará (2). O Ministério da Saúde permanece acompanhando a situação e prestando o apoio necessário ao Estado. Cabe esclarecer que as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados.

O Brasil recebeu, em 2016, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo, e atualmente empreende esforços para manter o certificado, principalmente por meio do fortalecimento da vigilância epidemiológica, da rede laboratorial e de estratégias de imunização.

POLIOMIELITE
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), três países ainda são considerados endêmicos (Paquistão, Nigéria e Afeganistão). O Brasil está livre da poliomielite desde 1990. Em 1994, o país recebeu, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem.

Por Amanda Mendes, da Agência Saúde



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