Destaques

domingo, 8 de março de 2020

Lançamento da Frente Parlamentar do Programa Nacional de Imunizações


O lançamento da Frente Parlamentar do Programa Nacional de Imunizações ocorrerá no dia 10 de março, às 9h, no Café do Salão Verde, por iniciativa do deputado Pedro Westphalen. A Frente Parlamentar pretende criar foro permanente de discussão sobre vacinação no país.

Lançamento da Frente Parlamentar do Programa Nacional de Imunizações

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil é uma referência internacional de política pública de saúde. O país já erradicou, por meio da vacinação, doenças de alcance mundial como a varíola e a poliomielite (paralisia infantil). A população brasileira tem acesso gratuito a todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Desde que foi criado, em 1973, o programa busca a inclusão social, assistindo todas as pessoas, em todo o país, sem distinção de qualquer natureza. As vacinas do programa estão à disposição de todos nos postos de saúde ou com as equipes de vacinação, cujo empenho permite levar a imunização mesmo aos locais de difícil acesso.

Há mais de 100 anos foi realizada a primeira campanha de vacinação em massa feita no Brasil. Idealizada por Oswaldo Cruz, o fundador da saúde pública no país, a campanha tinha o objetivo de controlar a varíola, que então dizimava boa parte da população do Rio de Janeiro. O êxito das Campanhas de Vacinação contra a varíola na década dos anos sessenta mostrou que a vacinação em massa tinha o poder de erradicar a doença. O último caso de varíola notificado no Brasil foi em 1971, e no mundo em 1977, na Somália.

Em 1980 aconteceu a 1ª Campanha Nacional de Vacinação Contra Poliomielite, com a meta de vacinar todas as crianças menores de 5 anos em um só dia. O último caso de poliomielite no Brasil ocorreu na Paraíba em março de 1989. Em setembro de 1994 o Brasil recebeu, junto com os demais países da região das Américas, o certificado que a doença e o vírus foram eliminados do continente.

O PNI é, hoje, parte integrante do Programa da Organização Mundial da Saúde, com o apoio técnico, operacional e financeiro da UNICEF e contribuições do Rotary Internacional e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Programação
10/03/2020 09:00 às 12:00 - Café do Salão Verde.


sábado, 7 de março de 2020

Governo da Índia restringe exportações de medicamentos e IFAs que podem contribuir nos cuidados de pacientes com Coronavírus

Governo da Índia restringe exportações de medicamentos e IFAs que podem contribuir nos cuidados de pacientes com Coronavírus. A lista foi publicada no no último dia 3 de março de 2020, no jornal oficial do País, “Gazette of India Extraordinary, Part – II, Section 3, sub-section (ii), assinado pelo setor de Comércio Internacional do Ministro de Indústria e Comércio, Nova Delhi. Os produtos do Capítulo 29 (Química Orgânica) e no Capítulo 30 (Farmacêutica) constantes da lista em anexo, mudam de status de venda livre para restrita (“free para Restricted”) para exportação dos IFAs (insumos farmacêuticos ativos) e dos medicamentos acabados. A medida tem aplicação imediata.

Medicamentos e Ativos Farmacêuticos - IFAa, bloqueados em 03-03-2020, para exportação pelo governo Indiano: Paracetamol, tinidazol, metronidazol, acyclovir, vitaminas B1, B6, B12, progesterrona, cloranfenicol, eritromicina, neomicina, clindamicina, ornidazol


Associações que representam as indústrias farmacêuticas, ponderam que não qualquer razão para considerar eventual risco de desabastecimento, e, tem mantido às autoridades informadas sobre o acompanhamento sistemático sobre o mercado internacional de insumos farmacêuticos e de medicamentos.

A cadeia de medicamentos no Brasil opera com grandes estoques de matérias primas e produtos acabados. O varejo da rede privada está abastecido desde o distribuidor que também detém produtos suficientes para o consumo dos próximos meses. As fabricas seguem produzindo normalmente utilizando IFAs que já tinham sido embarcados nos países produtores, em especial da China, insumos que já tinham saído do País quando começaram a aparecer os primeiros sinais de restrições às exportações.

Vários fabricantes de insumos primários, IFAs e de medicamentos estão localizadas na região mais afetada pelo covid 19, “primo irmão” de outros coronavírus, como: SARS e MERS, estão na China, entre elas as províncias de Zheijiang e Hubei, adjacente a Wuhan, onde se originou a contagio. Dois polos industriais importantes que respondem pelo suprimento de vários produtos que dão origem aos medicamentos para tratamento de diabetes, antibióticos, vários analgésicos, dentre vários outros IFAs.

A indústria farmacêutica mundial, principalmente a que depende da China – chamada fábrica do mundo -, realiza uma frenética busca por alternativas de fontes de suprimento, correndo contra o tempo, esbarram em realidades que muitas vezes remetem as empresas globalizadas de volta para chineses para suprir os insumos intermediários. A substituição do IFA em um medicamento encontra outra barreira de ordem regulatória. Para garantir que o medicamento tenha qualidade, segurança e eficácia as agências reguladoras, de primeira linha como a ANVISA exigem que, quando o fabricante substitua ou aditive o insumo farmacêutico ativo, comprove o novo medicamento proporcionará a mesma resposta clínica do seu produto original. Substituição ou inclusão de IFAs nas formulações dos medicamentos podem demandar outras adequações na composição mestra do medicamento.

Estudos de comparabilidade entre produtos, após a substituição de IFAs, além de gerar significativos custos á indústria, demandam tempo e disponibilidade de centros de estudos o que pode levar às Agências Reguladoras a avaliar uma flexibilização emergencial pontual e específica para grupos de produtos críticos, efetivamente sob risco de desabastecimento.
Recentemente (26-02) publicamos no nosso blog: https://rmconsult.blogspot.com/2020/02/sanofi-cria-novo-fornecedor-europeu-de.html a notícia que a Sanofi - embora tenha mencionado que o projeto não está relacionado com o surto de coronavírus - está criando uma nova empresa, com sede na França, para produzir e comercializar insumos farmacêuticos ativos, em seis diferentes locais na Europa (dois na França e um no Reino Unido, Itália, Alemanha e Hungria) em meio aos riscos de crescentes escassez de medicamentos. A notícia foi divulgada na sequência do anúncio atribuído ao FDA expressando a preocupação de desabastecimento de cerca de 150 medicamentos.

No domingo (23-02) a Agência Americana, Food and Drug Administration – FDA, identificou 150 medicamentos prioritários, como: antibióticos, antitérmicos, hemoderivados (imunoglobulinas), inibidores de enzimas neuraminidase do vírus da gripe (carboxilato de oseltamivir – Tamiflu), dentre outros produtos sujeitos a risco de escassez de suprimentos, se o surto piorar, matéria completa publicada no nosso blog: https://rmconsult.blogspot.com/2020/02/coronavirus-ameaca-escassez-de-cerca-de.html.

Praticamente 13% de todas as instalações que fabricam ingredientes para medicamentos vendidos nos EUA estão localizadas na China e 85% dos medicamentos no estoque estratégico nacional dos EUA usam algum componente proveniente da China. A ameaça de escassez fez com que um porta-voz do FDA, se pronunciasse: - "Se uma potencial escassez ou interrupção de produtos médicos for identificada pela FDA, usaremos todas as ferramentas disponíveis para reagir rapidamente e mitigar o impacto nos pacientes e profissionais de saúde dos EUA",

O governo chinês está inventariando e controlando os estoques de produtos estratégicos que prioritariamente serão destinados a sua população, estuda restringir e até bloquear as exportações para garantir o atendimento da demanda interna

No Brasil o governo vem se estruturando e tentando administrar severamente toda crise causada pelo Covid 19 tendo deflagrado várias iniciativas. O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE-COVID-19), sob responsabilidade da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS), tem atuado como ferramenta nacional prioritária para a gestão coordenada da resposta à emergência no âmbito nacional. Vários produtos de EPIs para proteção de médicos, equipes de saúde e pacientes estão sendo adquiridos com entregas previstas para as próximas duas semanas.

Na questão de medicamentos várias inciativas já estão em desenvolvimento em parceria com as Associações dos Fabricantes locais. A ANVISA, também, se mobilizou para autorizar a importação de medicamentos, sem registro no País, em caráter de excepcionalidade, como é o caso público da imunoglobulina, cujo abastecimento depende da liberação, por ser um dos produtos utilizados no tratamento e na profilaxia dos pacientes contaminados, os embarques, mesmo que autorizados correm o risco de não se concretizar por restrições do governo chinês.

Se de um lado a indústria nacional transmite segurança e demonstra estar em posição razoavelmente confortável com os estoques disponíveis, não se pode negligenciar a atenção com os produtos não produzidos internamente e que não temos estoques nem alternativas no Brasil, a exemplo dos hemoderivados, algumas vacinas, insulinas, antibióticos, dentre tantos outros... que poderão causar grande impacto no SUS.

Outro viés a ser considerado, na égide do abastecimento e para a manutenção dos estoques, é que quando a produção na China for retomada e normalizada, é pouco provável que o mercado público brasileiro tenha prioridade para ser atendido antes dos top 10 do mundo que certamente receberão os IFAs ou dos medicamentos acabados, primeiro. Na maioria dos outros países - com o mesmo nível de exigências do Brasil - os preços são mais atraentes além de terem menores interferência cambiais que hoje contribui negativamente para o abastecimento.

Não há motivos para uma corrida ao mercado com a necessidade de estocar produtos, mas precisamos estar conscientes que poderemos ter motivações fora de nossa governança que nos levará a enfrentar possíveis riscos de desabastecimento de alguns produtos.


 Anexo:

BUTANTAN VIRA AOS 119 ANOS E JÁ OCUPA LUGAR DE DESTAQUE NA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA MUNDIAL


A virada do Instituto Butantan
Autor: Dimas Tadeu Covas*

O Instituto Butantan, principal produtor de soros e vacinas para o Sistema Único de Saúde (SUS), vem passando por uma grande transformação ao longo dos últimos três anos. Partimos da percepção de que a instituição poderia cumprir um papel maior do que já tem, como centro de excelência em saúde, pesquisa e ciência. O grande salto será torná-lo, de fato, uma grande indústria de produtos biofarmacêuticos relevantes com capacidade para atender ao mercado nacional e internacional.

Esse potencial, antes inexplorado, se tornará realidade em muito pouco tempo. Um dos projetos mais importantes nesse sentido será o Centro de Produção de Vacinas (CPV), que terá capacidade para produzir sete diferentes vacinas. Com cinco mil metros quadrados, o centro, que será instalado junto à Cidade Universitária da USP, na zona oeste da capital paulista, receberá investimentos de US$ 450 milhões por meio de financiamento de um banco de fomento. Isto é, não terá um centavo de dinheiro público.

Do CMPV do Butantan sairão vacinas contra Hepatite A, HPV, Hepatite B, Difteria, Tétano, Coqueluche e HiB (Haemophilus influenzae do tipo B), que passarão a ser produzidas integralmente pelo instituto, sem necessidade de terceirização. Elas serão disponibilizadas ao Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, mas também poderão ter a produção ampliada para atender a outros países.

Com os investimentos no novo centro, a capacidade de produção no instituto poderá chegar a 10 milhões de doses de vacinas contra a Hepatite A, 63 milhões para hepatite B, 12 milhões de doses para HPV e, no caso da vacina DTP, centenas de milhões de doses.

A capacidade de produção da vacina influenza trivalente (H1N1, H3N2 e B) na fábrica do Instituto Butantan foi triplicada, com investimentos da ordem de R$ 80 milhões. Em 2020, para a campanha nacional de vacinação contra a gripe da rede pública, serão fornecidas 75 milhões de doses, mas o potencial da fábrica, hoje a maior do Hemisfério Sul, pode chegar a 140 milhões de doses ao longo de um ano todo. Já há conversas com a OMS (Organização Mundial da Saúde) e a OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde) para que a vacina produzida em São Paulo possa ser disponibilizada ao Hemisfério Norte – evidentemente, com as cepas prevalentes naqueles países.

É preciso destacar, ainda, a parceria firmada entre o Butantan e a norte-americana MSD para a transferência de tecnologia da vacina tetravalente contra a dengue, o que corrobora a excelência internacional do instituto, ao colaborar mundialmente com o desenvolvimento de um imunobiológico para prevenir uma doença tropical presente em mais de 100 países.

O Butantan também tem investido fortemente em Parcerias para Desenvolvimento Produtivo (PDPs), aprovadas pelo Ministério da Saúde. Ainda neste semestre será entregue uma fábrica de anticorpos monoclonais que permitirá a produção de seis novos medicamentos, para tratamento de câncer e doenças autoimunes. O investimento total é de R$ 80 milhões, dos quais metade destinados pela farmacêutica Libbs, parceira no projeto, e os outros R$ 40 milhões pela Fundação Butantan, entidade de natureza privada que presta apoio ao instituto.

Serão produzidos no novo laboratório os medicamentos Trastuzumabe (para tratamento de câncer de mama), Rituximabe (para linfoma), Bevacizumabe (para câncer de colo retal), Etanercepte (para artrite reumatoide, artrite psoriásica e psoríase), Adalimumabe (artrite reumatoide) e Palivizumabe (prevenção à infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório). Os insumos, considerados estratégicos, serão fornecidos para o Sistema Único de Saúde (SUS). A nova fábrica consolidará o instituto como um dos poucos centros biomédicos do mundo a produzir e fornecer medicamentos de alto custo.

A virada do Instituto Butantan, que acaba de completar 119 anos, é fruto de uma importante mudança de mentalidade, uma visão empresarial e de negócios que trarão benefícios à saúde pública do Brasil e do mundo.

(*) Dimas Tadeu Covas, cientista e professor da USP, é diretor do Instituto Butantan

Correio Brasiliense


sexta-feira, 6 de março de 2020

COE COVID19- ATUALIZAÇÃO BRASIL E MUNDO 06/0382020

MINISTÉRIO DA SAÚDE E OPAS DISCUTEM REESTRUTURAR CENTROS DE TESTAGEM E ACONSELHAMENTO


A oficina, realizada em Brasília, objetiva ampliar a realização de exames de diagnóstico para HIV, sífilis e hepatites B e C, além de tratamento. Participaram representantes da OPAS e de oito Centros de Testagem

O Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) promoveu, no último mês, oficina em Brasília para discutir o Projeto de Reestruturação dos Centos de Testagem e Aconselhamento (CTA). A ideia é ampliar o acesso e atendimento de pessoas com HIV/aids, Hepatites, Sífilis e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) realizado nestes locais. O projeto prevê investimento de R$ 3,2 milhões para ações de melhoria, que devem estar descritas em planos de trabalho. Ou seja, R$ 400 mil para cada um dos oito CTAs parceiros.

Além do apoio financeiro, o projeto prevê assessoramento técnico aos estados e municípios no processo de reestruturação dos Centros de Testagem e Aconselhamento para desenvolvimento de ações na perspectiva da Prevenção Combinada e no âmbito da Rede de Atenção à Saúde.

Participaram da oficina representantes da OPAS e do Departamento de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DCCI), do Ministério da Saúde, além dos oito CTAs parceiros: CTA Caio Fernando Abreu e CTA Santa Marta, de Porto Alegre (RS); CTA Lira, de São Luís (MA); CTA Belém, de Belém (PA); CTA São José do Rio Preto, de São José do Rio Preto (SP); CTA Policlínica Itamaraty, de Rondonópolis (MT); CTA Carlos Ribeiro, de Fortaleza (CE); CTA Corumbá, de Corumbá (MS).

O CTA é um serviço de porta aberta para que a população tenha acesso ao diagnóstico precoce de infecções sexualmente transmissíveis, ao mesmo tempo em que possibilita o contato com grupos que se encontram em situação de maior risco e vulnerabilidade. O teste é acompanhando de atividades de educação, aconselhamento e de intervenção. Assim, os Centros de Testagem e Aconselhamento são um ponto estratégico da Rede de Atenção para a ampliação do acesso e busca ativa das populações mais vulneráveis, no caso do HIV, as chamadas populações-chave. 

A oficina foi realizada entre os dias 13 e 14 de fevereiro. Durante o encontro, foi construída uma proposta pedagógica da agenda de Cooperação Horizontal, braço do projeto de reestruturação dos CTA. A proposta consiste no processo prático desenvolvido a partir da vivência e imersão em um campo de práticas, mediado por proposta pedagógica, que envolve a troca, reflexão e aprendizado colaborativo entre os participantes do projeto.

Essas ações compreendem a ampliação do acesso e cuidado integral das populações-chave e prioritárias; diagnóstico e tratamento da sífilis, clamídia, gonorreia e outras IST no CTA; oferta da Profilaxia Pós-Exposição (PEP) da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP); fortalecimento da oferta de imunização, principalmente para HPV e Hepatite B; diagnóstico oportuno e vinculação para tratamento do HIV/aids e hepatites B e C; apoio matricial junto a Atenção Primária à Saúde; e o trabalho de campo com populações-chave e prioritárias, inclusive potencializando as parcerias com a sociedade civil para a construção de estratégias de prevenção de base comunitária e educação entre pares.

INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
As infecções transmitidas por relação sexual são causadas por dezenas de vírus e bactérias durante o contato sexual, sem o uso de camisinha, com uma pessoa que esteja infectada. Por isso, a camisinha, distribuída gratuitamente nas unidades de saúde do Sistema Único de Saúde, é a forma mais simples e eficaz de se proteger não só do HIV/Aids, mas também da sífilis, da gonorreia, de hepatites virais e até do zika vírus. Neste ano, o Ministério da Saúde vai distribuir, ao todo, 570 milhões de preservativos e géis lubrificantes para todo o Brasil.

Para HIV/aids, sífilis e hepatites virais, o SUS conta testes rápidos, com resultados que ficam prontos em menos de 30 minutos. Em 2019, o Ministério da Saúde distribuiu cerca de 12 milhões de testes rápidos para HIV, 12 milhões para sífilis, 9,4 milhões para Hepatite B e 10 milhões para hepatite C. Se o resultado der positivo, é preciso começar o tratamento já. O SUS garante tratamento gratuito, com o uso dos medicamentos mais modernos existentes no mundo.


INFLIXIMABE - CELLTRION RECEBE ANUÊNCIA DA ANVISA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO CLÍNICO DO MEDICAMENTO - DDCM


2ª DIRETORIA GERÊNCIA-GERAL DE MEDICAMENTOS E PRODUTOS BIOLÓGICOS

RESOLUÇÃO-RE Nº 633, DE 5 DE MARÇO DE 2020

O Gerente-Geral de Medicamentos e Produtos Biológicos, no uso das atribuições que lhe confere o art. 130, aliado ao art. 54, I, § 1º do Regimento Interno aprovado pela Resolução da Diretoria Colegiada - RDC nº 255, de 10 de dezembro de 2018,
resolve:
Art. 1º Deferir petições relacionadas à Gerência-Geral de Medicamentos, conforme anexo;
Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

GUSTAVO MENDES LIMA SANTOS

ANEXO:
NOME DA EMPRESA
CNPJ
MEDICAMENTO EXPERIMENTAL
CE/DOCUMENTO PARA IMPORTAÇÃO
NÚMERO DO PROCESSO
EXPEDIENTE
ASSUNTO DA PETIÇÃO
----------------------------
CELLTRION HEALTHCARE DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS DO BRASIL LTDA 05.452.889/0001-61
Infliximabe
(CT - P13) 17/2020 25351.332554/2019-32 0508903/19-4 10754
- ENSAIOS CLÍNICOS - Anuência em processo do Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamento (DDCM)
- Produtos Biológicos


DISPOSITIVOS MÉDICOS - ANVISA APROVA CLASSIFICAÇÃO PARA AGILIZAR ACESSO DA POPULAÇÃO A PRODUTOS REGULADOS


A Diretoria Colegiada da Anvisa (Dicol) aprovou, no dia 3 de março, normas de classificação de petições de alteração de dispositivos médicos. As regras estão em uma Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) e uma Instrução Normativa (IN). O objetivo da medida é agilizar a avaliação de solicitações das empresas, tornando mais rápido o acesso da população a produtos regularizados. 

Uma petição é uma solicitação que a empresa faz à Anvisa para regularizar um produto. Para isso, as normas definem três categorias, de acordo com o tipo de alteração solicitada e o risco do produto à saúde. As categorias são as seguintes: 
  • Alteração de aprovação requerida. 
  • Alteração de implementação imediata. 
  • Alteração não reportável. 
A RDC e a IN vão entrar em vigor a partir de 1º de abril de 2020. 

Entenda melhor 
De modo geral, dispositivos médicos são instrumentos, aparelhos, equipamentos, softwares, materiais e artigos usados na medicina. Podem ser utilizados de forma combinada ou não, e sua utilização é feita em diagnósticos (detecção de doenças) e em terapias (tratamentos). 

Saiba melhor como é a classificação da Anvisa: 
  • Alteração de aprovação requerida: considerada de maior relevância sanitária. É autorizada somente após análise e um parecer favorável da Anvisa. 
  • Alteração de implementação imediata: considerada de média relevância sanitária. É autorizada assim que a empresa encaminha o protocolo da petição. 
  • Alteração não reportável: considerada de menor relevância sanitária. Pode ser feita a qualquer momento pela empresa. 

Monitoramento 

De acordo com a Gerência Geral de Tecnologia de Produtos para Saúde (GGTPS), serão realizadas auditorias focadas nas petições de alteração de implementação imediata. O objetivo será identificar desvios e inconsistências, atuando junto às empresas para providenciar as adequações necessárias, quando necessário. É importante destacar que qualquer alteração deve atender às regras de boas práticas de fabricação. 

Apoio do setor regulado 

As propostas foram elaboradas a partir de sugestões de associações de fabricantes e de importadores de dispositivos médicos que atuam no Brasil. As entidades, que tiveram ampla participação no processo de consulta pública e apoiaram os textos finais das propostas, são as seguintes: 
  • Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde (Abimed). 
  • Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo). 
  • Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde (Abraidi). 
  • Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL). 



SUPLEMENTOS ALIMENTARES SERÃO OBJETO DE CONSULTA PÚBLICA APROVADA NA ÚLTIMA DICOL - ATUALIZAÇÃO DA IN 28-2018


Será aberta consulta pública para alteração da Instrução Normativa 28/2018, que estabelece as listas de constituintes dos suplementos alimentares, entre outros pontos.

A Diretoria Colegiada (Dicol) da Anvisa aprovou, na última terça-feira (3/3), a realização de consulta pública para alterar a Instrução Normativa 28/2018, que dispõe sobre as listas de constituintes, limites de uso, alegações e rotulagem complementar dos suplementos alimentares.  

A consulta pública vai contemplar a inclusão de 28 novos constituintes. Desses, 12 são propostos como fontes de nutrientes, oito como fontes de substâncias bioativas, um como fonte de enzima e sete como fontes de probióticos.  

Outras alterações abrangem o estabelecimento de limites para uso das novas substâncias bioativas e probióticos autorizados, novas alegações para o colágeno tipo II não desnaturado e para os probióticos autorizados, e requisitos de rotulagem complementar para os constituintes autorizados. Além disso, a consulta vai tratar da exclusão da “nota ii” do Anexo I da IN 28/2018, para evitar restrição desnecessária a 35 constituintes autorizados para uso em suplementos alimentares. 

A proposta de consulta pública foi aprovada por unanimidade na 3ª Reunião Pública da Dicol de 2020 e, quando aberta, terá prazo de 45 dias para manifestação da sociedade. 

Entenda 
Dos 28 novos constituintes, 19 são provenientes dos resultados das análises técnicas das petições de novos alimentos ou ingredientes e de probióticos protocolados por fabricantes de alimentos, conforme fluxo de entrada por meio de petições estabelecido na RDC 243/2018. Nove substâncias fontes de proteínas vegetais vieram de outro processo de construção.  

Foi realizada, em 2019, uma consulta dirigida a associações do setor produtivo sobre os constituintes, fontes de proteínas, não previstos na IN 28/2018, mas que já possuíam histórico de uso por serem obtidos de fontes alimentares tradicionais e amplamente utilizados em suplementos alimentares regularizados no país. 

O objetivo dessa consulta foi adotar medidas para definição das características mínimas de qualidade dessas substâncias, considerando seu baixo risco e o fato de que não foram incluídas na IN 28/2018 por ausência de especificação em farmacopeias reconhecidas ou de caracterização adequada, não havendo preocupação com a segurança de uso dessas substâncias como suplementos alimentares.  

Esse levantamento das fontes de proteína foi focado nas substâncias já utilizadas em produtos disponíveis no mercado brasileiro. Fontes inovadoras de proteína não foram contempladas. Desse processo – que incluiu recebimento de manifestações e análise das informações – resultou a proposta de inclusão das nove substâncias fontes de proteínas vegetais. Essas substâncias fazem parte do Codex Stan 174, documento que estabelece um padrão geral para produtos de proteínas vegetais e exige que os fabricantes mantenham controles adequados da umidade, para evitar crescimento microbiológico, e de fatores antinutricionais. São elas: proteína de ervilha, proteína de ervilha isolada, farinha de ervilha com alto teor de proteína, proteína de fava, proteína isolada de fava, farinha de fava com alto teor de proteína, proteína de girassol concentrada, proteína de grão-de-bico e proteína de lentilha isolada. 



ABELARDO LUPION , EX SECRETÁRIO ESPECIAL DA CASA CIVIL FOI CONVIDADO PARA ASSUMIR A SECRETARIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INSUMOS ESTRATÉGICOS DO SCTIE DO MS


O secretário especial da Casa Civil, Abelardo Lupion, está em alta. Onyx Lorenzoni quer levá-lo para o Ministério da Cidadania enquanto o ministro Luiz Henrique Mandetta já convidou o ex-deputado para assumir a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos da pasta da Saúde. No que depender de Bolsonaro, Lupion permanece no Planalto, ao lado do general Braga Netto, na Casa Civil.


RICARDO BARROS APOIA AUTORIZAÇÃO DE TERAPIAS ALTERNATIVAS


O deputado Ricardo Barros (PP - PR) destacou nesta quarta-feira, 4, a decisão da Anvisa de liberar o uso de terapias alternativas no país. Com o anúncio, tratamentos como terapia celular e terapia com células-tronco serão permitidas no Brasil para tratamento de pacientes que já esgotaram as possibilidades, como nos casos das doenças raras. “Um grande avanço na medicina brasileira e que beneficiará as pessoas que mais precisam”, disse o deputado e ex-ministro da Saúde.

A nova norma é considerada a maior quebra de paradigma na história da Anvisa e está sendo muito bem recebida tanto pela comunidade científica como pelos laboratórios. Será anunciada durante a convenção da OMS (Organização Mundial da Saúde) em Genebra, na Suíça.

Na prática, a decisão permite tratamentos com terapia celular e terapia com células-tronco no Brasil. Até esta semana, ambos não eram autorizados.
Rapidez – A partir de agora, um médico capacitado para o tratamento, por exemplo, pode fazê-lo independentemente de estar ligado a uma determinada pesquisa específica.

As novidades incluem também novas classificações para produtos para doenças raras, que passam a ter seus registros aprovados com maior rapidez no país. Hoje, o tempo para liberação é de cerca de um ano e, nesses casos, passa a ser de, no máximo, 120 dias.

Para esse avanço, a Anvisa estudou e avaliou processos semelhantes na Europa, Estados Unidos e Japão. O Brasil se torna o primeiro da América Latina a quebrar essas barreiras para tratamentos e produtos inovadores.

A expectativa da agência é que, por meio desses modelos excepcionais, surgirão propostas de estudos controlados e até parceiros financeiros interessados. Outra vantagem será coibir as ofertas de tratamentos alternativos absurdos e sem qualquer eficácia científica, que acabam atraindo pacientes já sem alternativa de cura.



MASCARÁS PARA PREVENÇÃO DO CORONAVÍRUS CUSTARÃO R$ 36.480.OOO,00 AO SUS


SECRETARIA EXECUTIVA DEPARTAMENTO DE LOGÍSTICA EM SAÚDE

EXTRATO DE DISPENSA DE LICITAÇÃO Nº 23/2020 - UASG 250005 Espécie: Nº Processo: 25000.015844/2020-38.
Objeto: Aquisição de Máscara cirúrgica, material SMS, camadas 3 camadas c/ dobras, fixação tiras elásticas, adicional c/ clipe nasal, componentes filtração de partículas mínima de 95%, esterilidade uso único; Máscara tripla com tiras, embaladas em cartucho com 50 unidades, material: SMS, camadas 3 camadas c/ dobras, fixação tiras elásticas, adicional c/ clipe nasal, componentes filtração de partículas mínima de 95%, esterilidade uso único, não estéril; Máscara tripla com elástico, embaladas em cartucho com 50 unidades, material: SMS, camadas 3 camadas c/ dobras, fixação tiras elásticas, adicional c/ clipe nasal, componentes filtração de partículas mínima de 95%, esterilidade uso único, não estéril; Máscara tripla com tiras, embaladas em pacotes com 50 unidades, material: SMS, camadas 3 camadas c/ dobras, fixação tiras elásticas, adicional c/ clipe nasal, componentes filtração de partículas mínima de 95%, esterilidade uso único, não estéril. Total de Itens: 05. Fundamento Legal: Lei nº13.979/2020.
Justificativa: Lei nº 13.979/2020. Declaração de Dispensa de Licitação em 05/03/2020. MERI HELEM ROSA DE ABREU - Coordenadora-geral de Aquisições de Insumos Estratégicos para Saúde. Ratificação em 05/03/2020. ROBERTO FERREIRA DIAS - Diretor do Departamento de Logística em Saúde.
Valor Global: R$ 36.480.000,00. CNPJ da contratada: 18.647.211/0001-86 BRT MEDICAL COMÉRCIO DE MATERIAIS HOSPITALAR LTDA. Valor: R$ 480.000,00. CNPJ da contratada: 13.882.701/0001-43
FARMA SUPPLY - MS BASTOS COMÉRCIO REPRESENTAÇÕES LTDA Valor: R$ 2.400.000,00. CNPJ da contratada: 01.057.428/0002-14
DESCARPACK DESCARTÁVEIS DO BRASIL LTDA. Valor: R$ 33.600.000,00.


PADRÃO DE POTABILIDADE DE ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO - SVS DO MS COLOCA EM CONSULTA PÚBLICA OS PROCEDIMENTOS DE CONTROLE E VIGILÂNCIA DA QUALIDADE DA ÁGUA


SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE

CONSULTA PÚBLICA Nº 3, DE 3 DE MARÇO DE 2020

O MINISTÉRIO DA SAÚDE, por intermédio da SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE, torna pública a consulta pública sobre a atualização do Anexo XX da Portaria de Consolidação nº 05, de 28 de setembro de 2017, que define os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade.

O Decreto Federal nº 79.367, de 9 de março de 1977, atribui ao Ministério da Saúde (MS) a competência para elaborar normas e definir o padrão de potabilidade de água para consumo humano, a serem observados em todo o território nacional, e exercer a fiscalização e o controle do exato cumprimento das normas e do padrão, em articulação com as Secretarias de Saúde ou órgãos equivalentes dos estados, do Distrito Federal e dos Territórios.

Em consonância com as atribuições descritas no referido Decreto, naquele mesmo ano o MS publicou a primeira norma nacional sobre qualidade da água para consumo humano, a Portaria nº 56/BSB de 14/03/1977, que "aprova as normas e o padrão de potabilidade da água a serem observados em todo o território nacional". Desde então, o MS promove a revisão/atualização da norma brasileira de potabilidade da água.

A Coordenação-Geral de Vigilância em Saúde Ambiental, do Departamento de Saúde Ambiental, do Trabalhador e Vigilância das Emergências em Saúde Pública, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (CGVAM/DSASTE/SVS/MS), promoveu o processo de revisão da norma de potabilidade vigente (Anexo XX da Portaria de Consolidação nº 05/2017).

Esta consulta pública compreende uma das atividades da etapa final de atualização da norma de potabilidade. A minuta disponibilizada para consulta pública é fruto de um processo participativo que incluiu diversos setores afetos ao tema água para consumo humano: especialistas; representantes do setor saúde, de associações de empresas de saneamento, de órgãos ambientais e recursos hídricos, do Ministério Público Federal, de agências reguladoras de saneamento, de fabricantes de produtos químicos e da sociedade civil, dentre outros.

Assim sendo, para contribuir com o processo de atualização da norma de potabilidade, acesse o formulário eletrônico FormSUS, disponível no link: http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=54073 , considerando a minuta da norma e o documento de contextualização sobre o processo de revisão, disponíveis no link de participação social no sítio eletrônico do MS (https://www.saude.gov.br/acesso-ainformacao/participacao-social ). Esta Consulta Pública terá duração de 30 dias, a contar da publicação.

WANDERSON KLEBER DE OLIVEIRA


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