sábado, 11 de junho de 2022
Entra em vigor lei que prorroga regime aduaneiro especial por mais um ano
O “drawback” beneficia
empresas que compraram insumos no exterior, utilizados em bens que serão
exportados
Cláudio Neves/Portos do Paraná
O presidente Jair Bolsonaro
sancionou na quarta-feira (8), sem vetos, a Lei
14.366/22, originária da Medida Provisória 1079/21, que prorroga por mais
um ano a desoneração de tributos a empresas brasileiras que importam insumos
para a produção de bens destinados à exportação.
O regime aduaneiro especial
conhecido como “drawback” beneficia empresas exportadoras ao interromper
temporariamente o pagamento de tributos federais incidentes sobre os insumos
comprados no exterior e utilizados na produção de bens que serão exportados.
Para contar com o benefício,
que abrange Imposto de Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI
), PIS e Cofins , a empresa precisa se habilitar na Secretaria de Comércio
Exterior do Ministério da Economia, que define um prazo para a exportação ser
efetivada, sob pena de pagamento dos tributos devidos.
Segundo a nova lei, os prazos
de isenção ou de redução a zero de alíquotas de tributos com término em 2021 e
2022 são estendidos por mais um ano. O texto também determina que, a partir de
1º de janeiro de 2023, cargas com mercadorias importadas sob o regime de
"drawback" ficam isentas do Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha
Mercante (AFRMM).
O prazo do
"drawback" já havia sido prorrogado uma vez pela Lei
14.060/21, derivada da MP
960/2020, mas se referia apenas a benefícios com término em 2020. Na
avaliação do Poder Executivo, a ampliação dos prazos se justifica pela
persistência dos efeitos da pandemia sobre empresas exportadoras, que ainda
vivenciam a retomada lenta da demanda no mercado internacional.
Mudanças na Câmara
A nova lei traz ainda trecho incluído pelo deputado Carlos Chiodini (MDB-SC),
relator da medida provisória na Câmara dos Deputados. O dispositivo se refere a
taxas usadas para remunerar recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT)
aplicados em operações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) destinadas a financiar projetos de produção ou comercialização de bens
e serviços, incluindo os relacionados à atividade turística.
A nova lei permite que os 20%
do FAT que podem ser aplicados nessa finalidade tenham o financiamento
vinculado a qualquer moeda de livre conversibilidade definida pelo Conselho
Monetário Nacional (CMN), e não apenas ao dólar e ao euro, como ocorria antes.
Taxas de remuneração
Para contratos em dólar, a nova lei também passa a permitir a correção das
prestações pela Secured Overnight Financing Rate (SOFR) ou outra taxa de
referência que venha a ser definida pelo CMN, além das já utilizadas: Taxa de
Juros para Empréstimos e Financiamentos no Mercado Interbancário de Londres
(Libor) ou a taxa de juros dos Títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
No caso de contratos em euro,
passa a ser permitido o uso da Euro Short-Term Rate (ESTR) ou outra taxa
definida pelo CMN, além da Euro InterBank Offered Rate (Euribor) e da taxa
média de títulos de governos de países da zona econômica do euro.
Quando o contrato estiver em
outras moedas conversíveis, poderá ser utilizada ainda outra taxa definida pelo
CMN.
Origem da mercadoria
Foi mantido na lei o trecho da medida provisória que permite o deferimento da
licença de importação de produtos antes da conclusão do processo de
investigação da origem declarada. O trecho revoga dispositivo da Lei
12.546/11.
Segundo a legislação do setor,
produtos de origem preferencial contam com tarifas mais baixas em razão de
acordo de livre comércio entre o Brasil e o país exportador. Já produtos de
origem não preferencial não contam com essa tarifa mais baixa ou exigem a
verificação de cotas, marcação de origem (vinhos, por exemplo) e direitos
antidumping (contra preços artificialmente mais baixos).
Reportagem – Murilo Souza
Edição – Roberto Seabra
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Comissão aprova inclusão de saúde bucal entre direitos do idoso
Paulo Sérgio/Câmara dos
Deputados
A Comissão de Seguridade
Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto
de Lei 1800/19, que inclui o direito do idoso ao atendimento e ao
acompanhamento da saúde bucal no Estatuto
do Idoso.
A proposta também altera
a Lei
8.842/94, que trata da política nacional do idoso, para prever a promoção
da capacitação de profissionais para cuidado e acompanhamento da saúde bucal do
idoso. A proposta é de autoria do deputado Gilberto Nascimento (PSC-SP).
“A saúde da pessoa idosa é um
tema de altíssima relevância para qualquer sistema de saúde pública. Com o
passar dos anos, vários sistemas orgânicos começam a apresentar alterações, o
que demanda ações de prevenção, tratamento e reabilitação”, argumenta a
relatora, deputada Tereza
Nelma (PSD-AL), que apresentou parecer pela aprovação.
Tramitação
O projeto será ainda analisado em caráter conclusivo pelas comissões de
Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Saiba
mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Murilo Souza
Edição – Rachel Librelon
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Comissão discute desvio de dinheiro no Programa Farmácia Popular
Billy Boss/Câmara dos
Deputados
A Comissão de Fiscalização
Financeira e Controle da Câmara dos Deputados promove audiência pública na
terça-feira (14) para discutir o desvio de dinheiro público do Programa
Farmácia Popular.
O pedido para debater o
assunto é do deputado Elias
Vaz (PSB-GO). Ele cita reportagem exibida pelo Fantástico que aponta entre
as fraudes a existência de farmácias fantasmas. "As principais artimanhas
dos golpistas atualmente são a compra e a venda das chamadas farmácias
populares para aplicar golpes e driblar a burocracia, porque o processo normal
para ter um estabelecimento credenciado costuma ser demorado", denunciou o
deputado. Outras fraudes, segundo ele, já aparecem no aplicativo “Conecte SUS”,
que registra a retirada de remédios por pessoas sem que elas tenham feito isso.
O programa oferece remédios
para diversas doenças como hipertensão, asma, diabetes e colesterol alto. Na
maioria dos medicamentos, não há custo nenhum. Em outros casos, o desconto
chega até a 90%.
Foram convidados para a
audiência pública, entre outros:
- um representante do Ministério da Saúde;
- o titular da Secretaria de Controle
Externo de Tomada de Contas Especial do Tribunal de Contas da União (TCU),
José Ulisses Vasconcelos;
- a procuradora da República Letícia
Carapeto Benrdt;
- o delegado da Polícia Federal Franklin
Medeiros;
- um representante do Conselho Federal de
Farmácia (CFF);
- o presidente da Associação Brasileira do
Comércio Farmacêutico, Pedro Zidoi.
Confira a lista
completa de convidados.
A reunião ocorre no plenário
9, às 10 horas.
Da Redação - GM
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Projeto avalia impactos de mudanças climáticas na propagação de doenças
Um projeto envolvendo
cientistas do Brasil e de outros países vai pesquisar como as mudanças
climáticas podem alterar a incidência de doenças transmitidas por mosquitos,
como o Aedes aegypti. Com o nome Harmonize, a pesquisa foi lançada na
quarta-feira (1º/6) e tem dentre seus participantes o Observatório de Clima e
Saúde, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em
Saúde (Icict/Fiocruz). Juntas, as diferentes instituições envolvidas vão poder
integrar melhor os dados e as tecnologias de que dispõem, permitindo que os
cientistas analisem os impactos das intensas mudanças climáticas na propagação
de doenças.
Pesquisador do Icict/Fiocruz,
Christovam Barcellos é um dos coordenadores no Brasil e conta que a expectativa
do projeto é, inicialmente, compreender os novos padrões de transmissão da
dengue. “Além dos dados que já temos sobre saúde, com a parceria de outros
institutos e centros de pesquisa, poderemos contar com dados de satélites
internacionais e informações ambientais, o que nos mostrará um cenário
mais próximo à realidade atual e permitirá identificar tendências dessas
doenças. O comportamento da dengue atualmente no país está muito fora do
padrão. A doença saiu das áreas litorâneas e úmidas e agora vem atingindo
principalmente o Cerrado, que já é uma região muito afetada pelo desmatamento e
as mudanças climáticas”, aponta.
A longo prazo, o pesquisador
espera ter uma visão “micro”, ou seja, entender melhor os pequenos focos de
transmissão em locais mais isolados, como na Amazônia. “E não só da dengue, mas
também de outras enfermidades, como a malária e a doença de Chagas. Serão
informações essenciais não só para o Observatório, mas também para gestão e
criação de políticas públicas no país”, comenta.
Até o fim de 2022, os
pesquisadores esperam apresentar os primeiros resultados, que deverão ser
publicados em um site compartilhado entre os centros e instituições que fazem
parte do Harmonize. Boletins e artigos científicos também serão publicados ao
longo da pesquisa.
Financiado pelo fundo Wellcome
Trust, o Harmonize é coordenado pela nova Equipe de Resiliência em Saúde
Global do Departamento de Ciências da Terra do Centro de Supercomputação de
Barcelona (BSC-ES). O projeto conta também com a participação do Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais do Brasil (Inpe), a Universidad Peruana
Cayetano Heredia, a Universidad de los Andes na Colômbia, a Oficina Nacional de
Meteorología da República Dominicana e o Instituto Interamericano de Pesquisa
em Mudanças Globais no Uruguai.
“Monitorar as mudanças climáticas e seus impactos na saúde é uma tarefa essencial. Mas, para isso, precisamos de bons dados, modelos adequados e estratégias de comunicação com governo e sociedade civil. Nós aqui no Brasil temos acesso a muitos dados e o Observatório de Clima e Saúde é um exemplo mundial, que deve ser replicado em outros países. E o projeto está viabilizando essas conexões”, comenta Barcellos.
Fiocruz treina profissionais de sete países para diagnóstico laboratorial de monkeypox
A necessidade de detectar e
promover uma resposta rápida ao possível surgimento de casos de monkeypox levou
a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), o Ministério da Saúde e a
Fiocruz a promoverem, nesta quinta e sexta-feira (9 e 10/6), a primeira capacitação
para diagnóstico laboratorial do vírus. A iniciativa, ministrada pelo
Laboratório de Enterovírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), conta com a
participação de técnicos de institutos nacionais de saúde da Bolívia, Equador,
Colômbia, Peru, Paraguai, Uruguai e Venezuela. A Opas/OMS e a Fiocruz, por meio
do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), já tinham unido
esforços em mais uma iniciativa pioneira: a entrega de insumos para diagnóstico de monkeypox.
Esses reagentes ou controles positivos entregues para serem distribuídos
em ao menos 20 países também foram utilizados como base para o treinamento
promovido na Fiocruz, a fim de garantir o diagnóstico seguro da doença.
Os técnicos latino-americanos participam de intensa imersão em todo os detalhes do protocolo que precisa ser adotado nos laboratórios de referência designados para o diagnóstico do vírus Monkeypox (Foto: Gutemberg Btito - IOC/Fiocruz)
Endêmica na África, a doença
registra agora seu maior surto já visto fora do continente. De 13 de maio a 8
de junho foram confirmados 1.186 casos, a maioria na Europa, mas já com
registros de dois na Argentina e um México. Isso acendeu um sinal de alerta
para a Opas que, junto com o Ministério da Saúde e a Fiocruz, montou em menos
de uma semana o workshop de treinamento para a realização de diagnóstico
molecular baseado na identificação do material genético do vírus, por meio da
metodologia de PCR em tempo real (protocolo padrão adotado pela OMS). Os
participantes também receberão os insumos necessários para a implementação da
metodologia em seus países, produzidos pelo Instituto de Biologia Molecular do
Paraná (IBMP, uma associação da Fiocruz com o governo do estado) e entregues à
Opas.
“A Fiocruz e o mundo vêm sendo
desafiados a um trabalho cada vez mais integrado. A partir do conhecimento
temos condição de lidar com essas emergências, tanto de antigos patógenos que
circulam agora de forma diferente quanto de novos”, disse a presidente da
Fundação, Nísia Trindade Lima, no auditório da Escola Politécnica Joaquim
Venâncio (EPSJV/Fiocruz), nesta quinta-feira. “Precisamos avançar num trabalho
mais integrado nas Américas. Só poderemos dar uma resposta na velocidade
necessária se mantivermos essa ação permanente de preparação”, acrescentou
Nísia na abertura do workshop.
Rapidez e qualidade
Representante da Opas/OMS no
Brasil, Socorro Gross Galiano recordou o treinamento semelhante sobre a
Covid-19 realizado pela organização com a Fiocruz em 2020 para países da
região. Ela destacou que o workshop vai além da monkeypox, por representar uma
oportunidade de as nações compartilharem seus conhecimentos e ampliarem a rede
de vigilância genômica. “Nossa região tem uma característica muito especial: de
organizarmos rapidamente nossas forças. E temos que fazer mais”, declarou.
“Temos a capacidade de dizer que os insumos que vamos utilizar são de nossa
região, o treinamento é em nossa região e com as nossas pessoas. Juntos somos
mais fortes”.
A diretora do IOC, Tânia
Araujo-Jorge, contou que mobilizou todo o instituto para preparar o treinamento
e os laboratórios a tempo. “Soubemos na sexta-feira da semana passada e hoje é
quinta. Não levamos nem uma semana e ficou tudo pronto para fazermos o nosso
trabalho, que é referência e oferece a orientação técnica quando é necessária”.
Secretário de Vigilância em Saúde
e ministro da Saúde em exercício, Arnaldo Correia lembrou a frase do
secretário-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom
Ghebreyesus, que costuma dizer que “ninguém está seguro até que todos estejamos
seguros. Estamos vivendo mais um momento histórico ao longo dessa pandemia.
Cada vez mais acredito na importância da vigilância e que ela é fundamental
para dar qualidade de saúde à população. Nessa perspectiva, é fundamental
olharmos para nossa região”, afirmou o secretário.
Participante do treinamento de
2020, o líder técnico para Doenças Infecciosas da Opas/OMS, Jairo Mendes,
voltou à Fundação para a nova oficina. Coube a ele apresentar os objetivos do
treinamento, a situação atual da doença e os processos de biossegurança. Mendes
destacou a pronta articulação que permitiu que, embora num momento de
emergência, fosse possível realizar o trabalho com qualidade e com a rapidez
necessárias. “São só dois dias, mas o impacto que isso tem em seus países é
enorme”. Ele destacou que se fosse necessário enviar as amostras para o
laboratório americano de referência em Atlanta, por exemplo, o processo de
diagnóstico poderia levar duas semanas. “Por isso insisto na importância de
podermos testar em nossos próprios países. Por isso organizamos esta oficina”,
acrescentou.
Mendes contou que há duas
variantes de monkeypox na África: uma mais agressiva e outra mais branda, sendo
que a segunda é a que tem sido observada neste surto fora do continente. Já
haviam sido identificados casos em outros países nos últimos anos, em geral de
pessoas que haviam viajado à África, mas sem a intensidade do atual surto. “É
causa de inquietude, mas não de pânico”.
O líder técnico destacou ainda
que a transmissão se dá por contato próximo, sem qualquer evidência de transmissão
sexual. Jairo Mendes ressaltou a necessidade de profissionais de saúde estarem
atentos para os sintomas e para diferenciá-los de outras enfermidades – do
sarampo a doenças alérgicas. “É necessário rastrear os contatos mesmo antes do
diagnóstico e orientar as pessoas com as medidas de precaução”, disse. “Não
sabemos ainda se vamos ter casos importados, o nível de transmissão ou se a
doença vai se expandir rapidamente. Por isso estamos nos preparando”. Na parte
da tarde desta quinta e durante toda a sexta-feira, os técnicos
latino-americanos participam de intensa imersão em todo os detalhes do
protocolo que precisa ser adotado nos laboratórios de referência designados
para o diagnóstico do vírus monkeypox.
Patógeno
Pertencente ao gênero
Orthopoxvirus, que também compreende os patógenos responsáveis pelas varíolas
humana e bovina, o MPXV foi descoberto em 1958, quando pesquisadores
investigavam um surto infeccioso em macacos oriundos da África que estavam
sendo estudados na Dinamarca. O patógeno até então desconhecido recebeu o nome
de monkeypoxvirus por ter sido encontrado em amostras desses primatas.
Posteriormente, cientistas
verificaram que os macacos não participavam da dinâmica da infecção como
animais reservatórios do vírus e que também eram afetados pelo patógeno assim
como outros mamíferos. Ainda hoje não se sabe com exatidão as espécies
reservatórias do MPXV, nem como sua circulação é mantida na natureza.
O primeiro caso humano de
monkeypox data de 1970, na República Democrática do Congo. Desde então, a
infecção em humanos vem sendo relatada principalmente em países das regiões
Central e Ocidental da África, onde é endêmica.
Os sintomas da doença podem incluir inchaço dos gânglios linfáticos, aparecimento de lesões na pele, febre, fraqueza, além de dores intensas de cabeça e no corpo. A letalidade é estimada entre 1% e 10%, com quadros mais graves em crianças e pessoas com imunidade reduzida.
A transmissão do vírus de animais para pessoas pode ocorrer através da mordida ou arranhadura de um animal infectado, pelo manuseio de caça selvagem ou pelo uso de produtos feitos de animais infectados. A transmissão do vírus entre pessoas ocorre principalmente através do contato direto, seja por meio do beijo ou abraço, ou por feridas infecciosas, crostas ou fluidos corporais. Também pode haver transmissão por secreções respiratórias durante o contato pessoal prolongado.
Novas diretrizes de tratamento da OMS oferecem esperança para pessoas co-infectadas com HIV e leishmaniose visceral
NOVA DÉLHI – Hoje, a
Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou suas novas diretrizes para o
tratamento de pessoas co-infectadas com leishmaniose visceral (LV) e
HIV. As novas diretrizes são baseadas nos resultados de um estudo
realizado na Índia por Médicos Sem Fronteiras (MSF) e parceiros, e outro na
Etiópia pela iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi) e
parceiros.
A Leishmaniose Visceral,
também conhecida como Kala Azar, é uma doença parasitária tropical
negligenciada transmitida por flebotomíneos, causando febre, perda de peso e é
fatal se não for tratada. Pessoas vivendo com HIV que vivem em áreas
endêmicas de LV são 100 a 2.300 vezes mais propensas a desenvolver leishmaniose
visceral do que aquelas sem HIV.
O tratamento previamente recomendado
para a coinfecção VL-HIV consistia em injeções diárias intermitentes de
anfotericina B lipossomal (AmBisome) por um período de até 38 dias. O novo
tratamento usa uma combinação de AmBisome e miltefosina oral. Isso
resultou em taxas de eficácia significativamente melhores.
Na Índia, o estado de Bihar –
o estado mais endêmico da Índia – estima-se que 6% dos casos de LV estejam
coinfectados com HIV. Esses pacientes co-infectados são marginalizados e
estigmatizados, enfrentam maus resultados de tratamento e também servem como
reservatório para a leishmaniose visceral, o que está dificultando os esforços
de eliminação sustentável no país.
“Pela primeira vez, pacientes
com coinfecção VL-HIV na Índia serão tratados com um tratamento baseado em
evidências. Este é um passo importante para reconhecer esses pacientes
como altamente vulneráveis tanto do ponto de vista clínico quanto
social; melhorar seu manejo beneficiará tanto os pacientes quanto o
programa de eliminação da LV. No entanto, ainda há muito a ser
feito; esses pacientes apresentam vários problemas médicos complexos que
precisam ser abordados de forma holística, incluindo uma prevalência muito alta
de TB”.
Dr. Sakib Burza, consultor
médico e coordenador de estudos em MSF
No estudo indiano, o novo
regime de tratamento recomendado demonstrou 96% de eficácia em seis meses em
comparação com 88% no tratamento anterior, crucialmente com a redução da
duração do tratamento de cinco para duas semanas. No estudo etíope, a nova
estratégia de tratamento recomendada mostrou ter uma taxa de eficácia de 88% no
final da terapia (após 58 dias), enquanto a eficácia do tratamento padrão atual
foi de 55% no estudo.
“As novas diretrizes da OMS
são um passo significativo que melhorará muito a vida dos pacientes afetados
por ambas as doenças e que sofrem de estigma, ostracismo, perda de renda e
recaídas repetidas”.
Dra Fabiana Alves, Diretora de
NTD (Doenças Tropicais Negligenciadas) Leishmaniose e Micetoma da DNDi
"MSF investe em pesquisas
sobre as populações mais vulneráveis e doenças negligenciadas como parte de
nossa missão social. Esses sucessos também significam que devemos investir
ainda mais na geração de informações acionáveis em nível de campo que possam
apoiar nossos pacientes com soluções inovadoras, contextualizadas, de melhor
qualidade e regimes de tratamento simplificados”.
Dr Farhat Mantoo, Diretor
Geral, MSF Sul da Ásia
Índia, Etiópia e outros países
onde ambas as doenças são endêmicas devem agora adaptar urgentemente suas
próprias diretrizes de tratamento para adotar os novos tratamentos recomendados
pela OMS.
“Esse novo tratamento é uma
excelente notícia, pois reduz o uso de drogas injetáveis e aumenta
significativamente as chances de cura dos pacientes. Recomenda a
administração intermitente ao longo de 14 dias, que antes era de 38
dias. Estamos orgulhosos desta conquista”, disse o Dr. Krishna Pandey,
diretor do Rajendra Memorial Research Institute e investigador principal do
estudo.
“Os pacientes com leishmaniose
visceral ainda precisam de tratamentos melhorados, seguros e eficazes. É
por isso que a DNDi e seus parceiros continuam seus esforços para desenvolver
um tratamento seguro e eficaz administrado por via oral, que seja acessível a
todas as pessoas afetadas pela leishmaniose visceral.”
Dr Kavita Singh, Diretor
Regional da Índia e Sul da Ásia na DNDi
Cristian Casademont, diretor
médico de MSF-Espanha, afirmou: “Mais uma vez provamos que desenvolver
pesquisas de alta qualidade em ambientes complexos com vários parceiros
institucionais é viável e tem um enorme impacto transformacional: essas novas
diretrizes significarão vida e aumento substancial de qualidade de atendimento
para milhares dos mais negligenciados”.
Na Índia, o estudo foi financiado por MSF-Espanha, com apoio em espécie do DND i e do Programa Nacional de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores. O estudo na Etiópia foi financiado pela União Europeia, o Ministério Federal Alemão de Educação e Pesquisa (BMBF) através do KfW, MSF International, Fundação Medicor, Liechtenstein, Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento e Cooperação Suíça para o Desenvolvimento (SDC).
PROCESSO SELETIVO Nº 03/2022, DE 27 DE MAIO DE 2022 – REFERENTE AO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PRECEPTORIA MULTIPROFISSIONAL NA ÁREA DA SAÚDE
A Associação Hospitalar
Moinhos de Vento (AHMV), entidade privada sem fins lucrativos, inscrita no
Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica do Ministério da Fazenda sob o nº.
92.685.833/0001-51, com sede à Rua Ramiro Barcelos, 910 – Floresta – CEP:
90.035-001 – Porto Alegre/RS, torna público, para o conhecimento dos
interessados, que estão abertas as inscrições do processo seletivo de
alunos Curso de Especialização em Preceptoria Multiprofissional na Área da
Saúde, vinculados ao Projeto Curso de Especialização em Preceptoria
Multiprofissional na Área da Saúde do Programa de Apoio ao Desenvolvimento
Institucional do SUS - PROADI-SUS, desenvolvidos em parceria entre a AHMV e o
Ministério da Saúde.
Processo Seletivo - Download
Link para Inscrições:
Retificação do Anexo III - Download
Exame de alta sensibilidade detecta adenovírus vinculado à hepatite aguda de origem desconhecida
O crescente número de casos de
hepatite aguda de origem desconhecida em crianças tem intrigado autoridades da
área de saúde em pelo menos 20 países. Em 15 de abril, a Organização Mundial da
Saúde (OMS) publicou um alerta sobre casos de hepatite aguda severa de causa
desconhecida. Segundo a OMS, o número de casos notificados é 614, sendo que
ocorreram 14 óbitos. A doença atinge principalmente crianças e adolescentes
cujas idades variam de um mês a 16 anos.
O Ministério da Saúde informou
que há 64 casos suspeitos no Brasil e o governo criou uma Sala de Situação para
monitorar a doença com o objetivo de investigar os casos reportados e realizar
um levantamento de evidências. A enfermidade foi identificada pela primeira no
Reino Unido e causa sintomas gastrointestinais, incluindo náuseas, dores
abdominais, vômitos, icterícia, aumento de enzimas hepáticas (aspartato
transaminase (AST) ou alanina aminotransaminase (ALT) acima de 500 UI/L e
ausência de febre.
Os casos são classificados
como uma inflamação no fígado aguda e severa de origem desconhecida e a doença
foi apelidada de hepatite misteriosa, pois difere de registros médicos
anteriores. Os exames tradicionais de sangue são negativos para hepatites A, B,
C, D e E.
Pesquisadores estudam relação
entre hepatite e adenovírus
Uma possível associação entre
infecções causadas pelo adenovírus 41 e a hepatite misteriosa foi apontada em
uma pesquisa do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças. A infecção
por adenovírus foi detectada em ao menos 74 casos. Em 18 casos, testes
moleculares identificaram a presença do adenovírus F tipo 41 e, em 20 casos,
foi descoberta a presença do SARS-CoV-2, que causa a Covid-19.
Além disso, em 19 casos houve
uma coinfecção por SARS-CoV-2 e adenovírus. O órgão trabalha com a hipótese de
que o vírus pode ser o responsável pela doença. A relação entre a hepatite
aguda e a vacina contra Covid-19 foi descartada.
Os adenovírus são vírus de DNA
dupla fita e existem mais 51 subtipos do vírus que estão divididos em sete
subgrupos e podem causar infecções em humanos. Os adenovírus são a causa
mais comum de doenças respiratórias e os sintomas podem variar desde um
resfriado comum até pneumonia, infecções do trato respiratório superior e
bronquite. As vias aéreas superiores são o local mais frequente da infecção por
adenovírus. Porém, dependendo do tipo do vírus, eles podem acarretar outras
doenças como gastroenterites, conjuntivites, cistites e, com menor frequência,
doenças neurológicas.
A transmissão do vírus ocorre
por meio do contato entre as pessoas e as crianças que são mais regularmente
afetadas do que adultos. Em crianças de até cinco anos, as infecções por
adenovírus chegam a 80%. Na maioria dos casos, as infecções regridem
espontaneamente em poucos dias e, por isso, não precisam de intervenção terapêutica.
Porém, as infecções graves por
adenovírus necessitam de internamento e tratamento específico, incluindo
cuidados intensivos e ventilação assistida. De acordo com o Instituto Butantã,
ocorreram casos raros de infecções graves por adenovírus que resultaram em
hepatite em pacientes imunocomprometidos e transplantados, por exemplo. No
entanto, as crianças infectadas com hepatite aguda eram previamente saudáveis.
Exames moleculares detectam
Adenovírus, sorotipo F tipo 41
Detectar rapidamente o adenovírus
é vital para minimizar a gravidade desse panorama. O laboratório ID8 – Inovação
em Diagnóstico oferece diagnósticos moleculares de alta sensibilidade que
detectam o Adenovírus, incluindo o adenovírus F tipo 41, em apenas uma
amostra.
O exame é rápido, acessível,
de alta precisão – sem falsos positivos ou negativos – e possibilita que o
paciente receba um tratamento apropriado, agindo diretamente sobre as
consequências negativas da enfermidade. O exame é bastante oportuno para
hospitais, já que a agilidade é imprescindível em atendimentos de
emergência.
Rodrigo Chitolina, supervisor
de laboratório e responsável técnico do ID8 – Inovação em Diagnóstico, explica
a importância dos exames moleculares para detecção do Adenovírus, oferecidos no
ID8: “No laboratório trabalhamos com metodologias de biologia molecular
que são importantes aliados na conclusão de um diagnóstico, pois, além de
serem padrão ouro com alta sensibilidade e especificidade, quando em formato de
painéis, podem detectar vários patógenos com uma única amostra, o que acelera a
conclusão do diagnóstico médico”, aponta.
Ainda de acordo com Chitolina,
atualmente o ID8 conta com dois exames que detectam o Adenovírus, o Exame
Adenovírus – Detecção por qPCR e o exame Painel de Encefalites, sendo que,
ambos detectam todos os sorotipos descritos para a espécie, incluindo o
sorotipo F tipo 41, possivelmente relacionado à hepatite aguda em crianças.
“Além disso, ambos os exames apresentam uma gama de amostras passíveis de serem
testadas, incluindo sangue total, que para a pesquisa da infecção hepática pode
ser mais aconselhável, que apenas em amostra respiratória”.
É importante destacar que
dentro do laboratório todos os exames são tratados em caráter de urgência e
liberados em poucas horas após o recebimento, pois funciona 24 horas por dia,
todos os dias da semana. “Dessa forma trazemos assertividade e celeridade para
o diagnóstico e conduta médica. Esse formato de trabalho 24/7 é essencial para
o atendimento a hospitais, uma vez que, caso detectado uma suspeita de hepatite
aguda a amostra precisa ser processada o mais rápido possível e não ficar
aguardando a análise em um dia útil ou apenas horário comercial”, acrescenta
Rodrigo, do ID8.
Além da preocupação com a
hepatite aguda, profissionais da saúde permanecem em estado de alerta em
relação a doenças respiratórias em crianças. O Ministério da Saúde informou que
houve um aumento de 30% nas internações de crianças de até cinco anos com síndrome
respiratória aguda grave (SRAG) nos quatro primeiros meses do ano na comparação
com o mesmo período do ano anterior.
Na Atualização em Pediatria –
Temporada 2022 – doenças respiratórias e hepatites em crianças, evento online organizado
pela Sociedade Paranaense de Pediatria, a pediatra infectologista Marion Burger
reiterou a importância da vacinação: “É preciso reforçar a vacinação de todas
as vacinas do calendário infantil para aumentar a proteção coletiva. Em 2020 e
2021, as crianças estavam isoladas e, agora em 2022, os outros vírus
respiratórios começam a mostrar suas garras”.
Segundo ela, o uso de máscaras e de álcool em gel e o distanciamento social devem ser mantidos para proteger as pessoas da disseminação de diferentes vírus. “Não entendo as pessoas reclamarem tanto sobre o uso de máscaras. Devemos ser como os asiáticos e fazer disso um hábito de rotina para evitar que esses vírus se propaguem e causem consequências graves”, frisou. (Com informações da DePropósito Comunicação – 09.06.22)
LABTEST é pioneira no desenvolvimento e validação de produtos e equipamentos para o diagnóstico veterinário
A Labtest, associada à CBDL,
foi a primeira empresa no Brasil a criar, desenvolver e validar reagentes
bioquímicos exclusivos para o mercado veterinário. No Brasil até então, os
veterinários só tinham à diposição reagentes humanos para testes em amostras de
animais. Para Marcelo Genelhu, Key Account Manager, na Labtest, e diretor de
Mercado Saúde Animal e Veterinária, na ANBIOTEC Brasil, o veterinário passou a
ter uma opção mais rápida e mais segura para o diagnóstico. Outra ousadia da
Labtest é seu processo de pesquisa e desenvolvimento e a criação do CDICT
Centro de Desenvolvimento Inovação, Ciência e Tecnologia, empresa autônoma do
grupo que avalia e valida seus produtos antes de chegar ao mercado.
Por que a LABTEST decidiu
produzir e validar produtos e equipamentos para a linha veterinária?
Marcelo Genelhu – Hoje a Labtest amplia a sua linha de produtos veterinários que nasceu em 2011, mas antes disso, a empresa já havia entendido que os reagentes precisavam de adequações de validação para uso veterinário: “a decisão da Labtest veio a partir da percepção de que os produtos de laboratório para exames humanos não é o mais adequado para os animais. É a mesma lógica que existe para os medicamentos. As bases às vezes podem ser as mesmas, mas não podemos usar em pets todo remédio para seres humanos. Da mesma forma isso acontece com o diagnóstico. Muitas vezes percebemos, durante as validações, que um determinado reagente precisava de um ajuste de fórmula para ser mais preciso nas amostras animais. O que ocorre é uma desvinculação de produto humano para o mercado Vet. O veterinário tem mais segurança ao saber que está trabalhando com um produto que foi validado, testado, adaptado ao paciente dele. Nao é simplesmente uma busca mercadológica, mas uma ação mais assertiva. Muitos Laboratórios ainda usam reagentes humanos para testar a urina por exemplo, e já vimos que há alterações. Ou seja, ao usar produtos para humanos em animais o veterinário corre o risco de emitir resultados não tão precisos. Essa precisão só é encontrada nos reagentes de fato veterinários.
As clínicas veterinárias
seguem os passos de laboratórios com essas inovações?
Marcelo Genelhu –
O foco desses reagentes da Labtest na linha Vet era realmente o uso
laboratorial e principalmente para mercado pet, cão e gato. Só que
agora, o mercado tem caminhado para uma autonomia das clínicas veterinárias.
Antigamente, a pessoa levava seu animal para consulta, o profissional colhia o
material e o enviava para um laboratório. Existia ali um delay, uma
espera de 2, 3 e até 4 dias para esses resultados dos exames chegarem ao
veterinário. E as clinicas viram que isso não era tecnicamente aceitável. Essas
clínicas hoje em dia buscam ter um pequeno laboratório para que pelo menos nas
emergências, e naqueles exames mais rotineiros, elas possam ter acesso aos
resultados de forma mais rápida. Foi assim que essas clinicas começaram a
investir em equipamentos que chamamos de point-of-care, pois são de
baixo investimento e podem ser utilizados por pessoas minimamente treinadas.
Quais são os lançamentos da
LABTEST?
Marcelo Genelhu –
Lançamos recentemente novos reagentes, e quando falamos em reagentes, o mesmo
tipo de reagente que temos para humanos para detectar a glicose, ureia,
creatinina – como marcadores renais, nós temos na versão Vet. A Labtest no
inicio se concentrou nos principais, que são para o perfil renal, hepático, e
outros, mas vimos que o mercado se expandiu, se especializou, se aprimorou, e
isso fez com que abrisse mercado para outros reagentes que já estão virando
rotina. Então estamos trazendo esses reagentes para a linha veterinária e nosso
objetivo é chegar a um ponto que o veterinário não precise mais de reagentes
humanos. É a segurança que queremos passar para o veterinário. Do mesmo jeito
que há adaptações para medicamentos com os palatáveis – sabemos como é difícil
medicar um animal!, temos a mesma lógica para nossos produtos para diagnóstico
Vet. O veterinário pode utilizar nossos produtos, reagentes e equipamentos, na
clinica dele em exames emergenciais ou nos principais exames de triagem de
forma que possibilitam que ele possa tomar decisões mais rápidas. A veterinária
tem um perfil de emergência. O cachorrinho começa a passar mal e o dono chega à
clinica, muitas vezes com o animal já em estado grave. O tempo para os
resultados do laboratório chegarem, pode ser a diferença no tratamento, e o
veterinário está enxergando isso, ele está buscando essa profissionalização a
área de diagnostico. A Labtest é uma grande indústria de diagnóstico no Brasil
e estamos trabalhando para que tenhamos essa grandeza também na linha vet.
Quais são as novidades para o
futuro?
Marcelo Genelhu –
Temos 15 reagentes exclusivos para Vet, queremos chegar a 20, 25. Esses novos
reagentes estão em fase de validação. As clinicas então rumando nesse movimento
que falei antes, e por isso a Labtest está investindo nesse setor também. Vamos
ter, no decorrer de 2022, vários lançamentos. Já temos muitos equipamentos que
permitem um uso fácil, como por exemplo equipamentos para exames de sangue – o
de hematologia veterinária, temos também o de bioquímica. Então, a linha Vet da
Labtest tem como foco os laboratórios e também as clínicas veterinárias que
tenham laboratório, atendendo assim, o mercado pet como um todo. A Labtest está
em fase de registro de teste rápido na linha Vet também. A gama de testes que
ja existe é bem extensa. Uma das doenças mais prevalentes aqui em Minas Gerais
é a leishmaniose, que é grave, exige tratamento longo. Para essa doença já
existe teste rápido. Para autoteste o problema maior é a legislação. Por
enquanto, não há permissão para comercializa-los, mas sabemos que no futuro
haverá autotestes para as pessoas testarem em seus pets.
Como é o processo para que um
produto ou equipamento chegue ao mercado?
Marcelo Genelhu –
Cada produto Vet da Labtest passa por validação, mudamos procedimentos de
fabricação, adequamos fórmulas, não pegamos simplesmente o produto humano e
colocamos numa caixa escrito VET. Temos esses cuidados. Todos os produtos
passam por critérios rigorosos, e qualquer pessoa pode verificar na bula e nas
instruções de uso como foi feita a validação, os parâmetros de comparação e
outras informações importantes que mostram o carinho que temos com o produto
Vet, o mesmo que conferimos aos produtos humanos. E isso é um diferencial
importante, é valorizar o mercado Vet.
Por que o setor de P&D da
LABTEST é um diferencial?
Marcelo Genelhu –
A Labtest não lança nenhum produto sem antes ter feito uma validação extensa, e
uma testagem rigorosa com esse produto. E isso não é obrigatório por lei na
veterinária. Os reagentes utilizados pelos laboratórios veterinários são
inclusive isentos de registro no Ministério da Agricultura. Existem
fornecedores de produtos veterinários no mercado que usam materiais para
humanos e colocam numa caixinha diferente e dizem que é linha vet. Nós demos um
passo a mais. Se a Labtest não for uma das únicas que faz todo esse
procedimento que já expliquei, é a única do mercado que faz esse tipo de
testagem. É uma empresa de 50 anos, tem uma bagagem, fabricamos e testamos os
produtos aqui, diferente de outras empresas que importam e colocam
imediatamente no mercado, pois é livre de registro. Outro aspecto: todo o nosso
sistema da garantia da qualidade se estende aos produtos veterinários, assim
como todo o suporte de pós-venda e assessoria técnico-científica. Temos uma
equipe multidisciplinar treinada com anos de experiência para atender os
clientes, e isso também é importante. Sabemos que diagnóstico de exame nao é
brincadeira.
O que é e o que faz o CDICT –
Centro de desenvolvimento Inovação, Ciência e Tecnologia?
Marcelo Genelhu –
“É uma empresa dentro da outra empresa”. O CDICT é o resultado do aprimoramento
do P&D Labtest, que se transformou em uma empresa autônoma, pertencente ao
grupo. O papel do CDICT é desenvolver e validar novos produtos e transferir
essa nova tecnologia para a indústria, para ser produzido em escala com a
qualidade técnica pretendida. (Mais informações no link
https://labtest.com.br/projetos-de-pesquisa-e-desenvolvimento-da-labtest-garantem-qualidade-para-diagnostico-in-vitro/).
Como está o mercado Vet nesse
momento em que ainda vivemos na pandemia?
Marcelo Genelhu – No mercado Vet a Labtest bateu record de crescimento, e no ano de 2021 que estava previsto o aumento do mercado de 13%, a Labtest chegou a 27%. Em plena pandemia foi um dos mercados que mais cresceu. Esses dados são do Instituto Pet Brasil – IPB. (Com informações da Labtest – 10.06.22)





