Destaques

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Anvisa modera evento na OMS sobre agências reguladoras

Jarbas Barbosa, diretor-presidente da Anvisa, foi moderador de reunião na OMS sobre o papel das agências reguladoras em emergências globais de saúde.

O diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, moderou evento sobre o papel das agências reguladoras em emergências de saúde globais durante a Assembleia Mundial de Saúde, principal órgão decisório da Organização Mundial da Saúde (OMS). Além de moderar a reunião ocorrida no dia 23 de maio, em Genebra, Jarbas atuou na liderança do projeto de gerenciamento de crise no âmbito do ICMRA, a Coalizão Internacional de Reguladores de Medicamentos.

Além de Jarbas, também participaram da mesa a Diretora da OMS, Marie Paule Kieny, o Presidente do Coalition for Epidemic Preparedness Innovations (Cepi), Richard Hatchett, e o diretor da Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido, Jonathan Mogford. Na plateia, reguladores e especialistas da área de saúde debateram o papel das agências em situações de emergência de saúde de preocupação internacional.

Após o encontro, Anvisa e OMS assinaram Acordo de Confidencialidade, que possibilita a troca de informações técnicas e científicas sobre segurança, qualidade, eficácia e acompanhamento pós-registro de produtos medicinais para uso humano. O acordo tem por objetivo coordenar e facilitar as atividades regulatórias de segurança e pré-qualificação de produtos medicinais, contribuindo, inclusive, para respostas mais rápidas em situações de emergências em saúde.



Encontro de Chefes de Agências Reguladoras de Medicamentos (ICMRA) e da 53ª Reunião Anual Global da Associação de Informação sobre Medicamentos (DIA), em Chicago - EUA

PORTARIA Nº - 1.239, DE 24 DE MAIO DE 2017
O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, SUBSTITUTO, no uso da competência que lhe foi delegada pelo artigo 2º do Decreto nº 1.387, de 7 de fevereiro de 1995,
resolve: Autorizar o afastamento do país do servidor
JARBAS BARBOSA DA SILVA JÚNIOR, Diretor-Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, para participar de Encontro de Chefes de Agências Reguladoras de Medicamentos (ICMRA) e da 53ª Reunião Anual Global da Associação de Informação sobre Medicamentos (DIA), em Chicago - EUA, no período de 16 a 24 de junho de 2017, inclusive trânsito
ANTONIO CARLOS FIGUEIREDO NARDI


CONITEC RECOMENDA A INCORPORAÇÃO DO RALTEGRAVIR COMO TERAPIA INICIAL DAS PESSOAS VIVENDO COM HIV/AIDS, ABERTA CONSULTA PÚBLICA

Ministério da Saúde

SECRETARIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INSUMOS ESTRATÉGICOS

CONSULTA PÚBLICA Nº 25, DE 23 DE MAIO DE 2017

O SECRETÁRIO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INSUMOS ESTRATÉGICOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE torna pública, nos termos do art. 19 do Decreto 7.646, de 21 de dezembro de 2011, consulta para manifestação da sociedade civil a respeito da recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS relativa à proposta de incorporação do raltegravir como terapia inicial das pessoas vivendo com HIV/Aids (1ª linha), apresentada pela Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda nos autos do processo MS/SIPAR n.º 25000.165527/2016-85.

Fica estabelecido o prazo de 20 (vinte) dias, a contar da data de publicação desta Consulta Pública, para que sejam apresentadas contribuições, devidamente fundamentadas.

A documentação objeto desta Consulta Pública e o endereço para envio de contribuições estão à disposição dos interessados no endereço eletrônico: http://conitec.gov.br/index.php/consultas-publicas  

A Secretaria Executiva da CONITEC avaliará as contribuições apresentadas a respeito da matéria.


Prevenção ao Câncer - Comissão aprova criação de campanha permanente

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher aprovou, em 3 de maio, proposta que institui a Campanha Permanente Nacional de Prevenção e Conscientização Oncológica, a ser mantida pelo Ministério da Saúde.

Elcione Barbalho: proposta aprovada na Comissão de Seguridade amplia o alcance da medida, estendendo a norma a toda a área oncológica

O texto aprovado é o substitutivo da Comissão de Seguridade Social e Família ao Projeto de Lei 7150/14, do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O texto original do PL 7150/14 altera a Lei do Sistema Único de Saúde (SUS - Lei 8.080/90) para obrigar os governos a promoverem campanhas de incentivo à realização de exames de detecção do câncer de próstata e de mama. O texto aprovado na Comissão de Seguridade cria uma nova lei, em vez de alterar a Lei do SUS.

O entendimento na comissão foi de que a Lei do SUS trata de questões gerais de saúde pública, não sendo o documento ideal para estabelecer campanhas de prevenção a uma única doença.

O parecer da relatora, deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA), foi pela aprovação do PL 7150/14, na forma do substitutivo da Comissão de Seguridade Social. “O substitutivo soluciona qualquer possível inadequação do texto original”, afirma. “Além disso, amplia o escopo da medida, estendendo a norma a toda a área oncológica”, complementa.

Normas
O texto aprovado determina que o Ministério da Saúde custeará e se responsabilizará pela formulação de diretrizes para viabilizar a plena execução da companha, em parceria com profissionais de saúde.

A campanha deverá ser realizada em conjunto com as secretarias estaduais e municipais de saúde, e com entidades da sociedade civil. E deverá prever distribuição de banners, folders e outros materiais sobre a prevenção geral do câncer, e a prevenção específica dos tumores mais recorrentes, segundo levantamento do Instituto Nacional de Câncer (Inca), no ano de execução da campanha.

Tramitação
O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:
Foto - Lúcio Bernardo Junior, Reportagem – Lara Haje, Edição – Newton Araújo, Agência Câmara Notícias



Sífilis Congênita Profissionais de saúde propõem medidas para reduzir incidência

Audiência pública sobre a ocorrência da sífilis congênita no Brasil. Dep. Laura Carneiro (PMDB - RJ)

Laura Carneiro: não é possível que País ainda conviva com essa doença

Melhorar o diagnóstico de sífilis durante a gravidez e garantir o tratamento da gestante e do parceiro foram algumas das medidas propostas por deputados e convidados que participaram da audiência pública realizada pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, nesta quarta-feira (24).

Atualmente, no Brasil, a doença atinge cinco a cada 100 mil bebês nascidos vivos por ano. O número de casos dobrou nos últimos dez anos.

A sífilis congênita pode provocar aborto e deixar sequelas como má formação, alterações ósseas, surdez, dificuldade de aprendizagem e lesões neurológicas, entre outras.

A deputada Laura Carneiro (PMDB-RJ) lembrou que a sífilis deixa tantas sequelas quanto a zika, e que sua incidência é ainda maior. Para a deputada, não é possível que o País ainda conviva com esse tipo de doença.

"Há 50 mil casos por ano de sífilis na gestação e 12 mil crianças que nascem com sífilis congênita. É muita coisa em pleno século 21, quando você não deveria ter nenhuma incidência, nenhum caso de sífilis. Eu acho que estamos muito atrasados, muito mais do que deveríamos estar, em questões muito simples".

Tratamento nos homens
Diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken informou que o aumento do número de casos se deu por falhas no diagnóstico precoce e falta da penicilina, mas que o ministério conseguiu realizar a compra emergencial do remédio e resolveu o problema do abastecimento.

No entanto, persistem outros problemas, como o diagnóstico tardio, a falta de tratamento adequado e a recusa de muitos homens em seguir o tratamento, podendo infectar novamente a parceira. Foi o que destacou a obstetra Lucila Nagata, representante da Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

"Há um trabalho publicado na revista da Febrasgo mostrando que em 36,6 mil casos de sífilis congênita, 78% das gestantes fizeram pré-natal; 56% tiveram o diagnóstico antes do parto; e só 13,3% tiveram os seus parceiros tratados. Então, um ponto que precisamos atacar é fazer com que esses parceiros se tratem de sífilis quando suas esposas, suas companheiras, forem diagnosticadas."

Conscientização
Maria Albertina Rego, da Sociedade Brasileira de Pediatria, também lamentou a insuficiência de profissionais capacitados para aplicação da penicilina e a falta de conscientização dos homens em seguir o tratamento.

Ela propôs mudanças no sistema assistencial de saúde para aumentar o diagnóstico precoce e para que o paciente se envolva com sua própria situação.

O representante do Conselho Federal de Enfermagem, Gilvan Brolini, informou que a entidade aprovou nota autorizando que técnicos de enfermagem possam administrar penicilina em mulheres grávidas, e que a aplicação poderá ser feita em unidades básicas de saúde, o que era vedado pelo conselho.

Foto - Billy Boss, Reportagem - Mônica Thaty, Edição - Rosalva Nunes, Agência Câmara Notícias


quarta-feira, 24 de maio de 2017

Medicamento como prevenção para HIV será incorporado no SUS

Profilaxia Pré-exposição (PrEP) será ofertada para as populações com maior risco de infecção pelo HIV. Medida, adotada pelo Ministério da Saúde, não substitui o uso do preservativo

O Ministério da Saúde vai ofertar no Sistema Único de Saúde (SUS) medicamentos antirretrovirais para reduzir o risco da infecção pelo HIV antes da exposição ao vírus. A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) passará a ser distribuída no SUS em até 180 dias após a publicação do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), prevista para a próxima segunda-feira (29). O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta quarta-feira (24), durante sua participação na Assembleia Mundial de Saúde realizada em Genebra (Suíça).

A PrEP consiste na utilização do antirretroviral (truvada) antes da exposição ao vírus, em pessoas não infectadas pelo HIV e que mantêm relações de risco com maior frequência. “O Brasil, mais uma vez, sai como um dos pioneiros na prevenção e tratamento do HIV”, afirmou o ministro Ricardo Barros, durante entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira por videoconferência. Ele lembrou que a iniciativa é muito importante para as pessoas expostas ao vírus, mas ressaltou que a sua inclusão no SUS não dispensa o uso dos outros métodos preventivos.

A incorporação do truvada (tenofovir associado à entricitabina) foi recomendada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC), após consulta pública realizada para obter informações, opiniões e críticas de pesquisadores e outros setores da sociedade. Com a nova medida, o Brasil se torna o primeiro país da América Latina a utilizar essa estratégia de prevenção como política de saúde pública.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda, desde 2012, a oferta de PrEP para casais soro diferentes, gays; homens que fazem sexo com homens; profissionais do sexo e pessoas transgêneros (travestis e transexuais), consideradas populações-chaves. A PrEP já é utilizada em países como Estados Unidos, Bélgica, Escócia, Peru e Canadá, onde é comercializada na rede privada, além da França, África do Sul, entre outros, que incorporaram ao sistema público de saúde. O investimento inicial do Ministério da Saúde será de U$ 1,9 milhão na aquisição de 2,5 milhões de comprimidos, o que deve atender a demanda pelo período de um ano.

No Brasil, a estimativa é que a PrEP seja utilizada por uma população de 7 mil pessoas que fazem parte das populações-chave, no primeiro ano de implantação. Cabe esclarecer que fazer parte desses grupos não é o único critério para indicação da PrEP. Para isso, será necessária uma avaliação da vulnerabilidade do paciente, de acordo com comportamento sexual e outros contextos de vida. Essa análise deverá ser feita pelos profissionais de saúde. “Uma série de critérios deve ser levada em conta antes da indicação da PrEP, como o número de parceiros sexuais, os outros métodos de prevenção utilizados, o compromisso com a adesão ao medicamento, entre outros”, destacou a diretora do Departamento de IST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, que participou da videoconferência em Brasília.

O Boletim Epidemiológico de Aids demonstra taxas de prevalência de HIV mais elevadas nestes subgrupos populacionais, quando comparadas às taxas observadas na população geral. Enquanto a prevalência na população geral é de 0,4%, nas mulheres profissionais de sexo é de 4,9%. Entre pessoas que usam drogas (exceto álcool e maconha) é de 5,9% e entre gays e homens que fazem sexo com outros homens (HSH) a taxa de prevalência por HIV é de 10,5%.

A PrEP é de uso contínuo, ou seja, o usuário precisa tomar o comprimido diariamente para ficar protegido do HIV, sendo que a proteção se inicia a partir do 7º dia para exposição por relação anal e a partir do 20º dia para exposição por relação vaginal. É importante destacar que a PrEP só será indicada após testagem do paciente para HIV, uma vez que ela é contraindicada para pessoas já infectadas pelo vírus. Nesses casos, a PrEP pode causar resistência ao tratamento. Por essa razão, as pessoas que já vivem com o vírus não serão submetidas à profilaxia, e sim encaminhadas para tratamento imediato. A prevenção será ofertada nos serviços do SUS que já trabalham com prevenção do HIV. Inicialmente, será implementada em 12 cidades e, ao longo do ano, será estendida para todo o país. São elas: Porto Alegre; Curitiba; São Paulo; Rio de Janeiro; Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Manaus, Brasília, Florianópolis, Salvador e Ribeirão Preto.

PREVENÇÃO COMBINADA - A PrEP insere-se como uma estratégia adicional dentro de um conjunto de ações preventivas, denominadas “prevenção combinada”, como forma de potencializar a proteção contra o HIV.  A prevenção combinada inclui: testagem regular; profilaxia pós-exposição ao HIV (PEP); teste durante o pré-natal e tratamento da gestante que vive com o vírus; redução de danos para uso de drogas; testagem e tratamento de outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) e das hepatites virais; uso de preservativo masculino e feminino, além do tratamento para todas as pessoas.

ESTUDOS – A eficácia e a segurança da PrEP já foram comprovadas em diversos estudos clínicos. As evidências científicas disponíveis demostram que o seu uso pode reduzir o risco de infecção pelo HIV em mais de 90%, desde que o medicamento seja tomado corretamente, uma vez que sua eficácia está diretamente relacionada à adesão. No entanto, cabe esclarecer que a PrEP não substitui o uso do preservativo, uma vez que a proteção não é de 100%, assim os outros métodos preventivos não devem ser negligenciados. Além disso, a camisinha é a forma mais efetiva de proteção contra as outras IST, como sífilis, gonorreia, hepatites B e C, por exemplo, que não são evitadas por meio da profilaxia pré-exposição.

PROJETOS PREP - Desde 2013, o Ministério da Saúde apoia cinco projetos sobre aceitabilidade e viabilidade da PrEP no país, gerando evidências para a construção da política nacional. Embora os estudos ainda estejam em andamento, é possível afirmar que o procedimento tem tido uma boa aceitação e adesão dos usuários.

Atualmente, está em andamento o estudo PrEP Brasil, realizado pela Fiocruz em parceria com o Centro de Pesquisas Clínicas da FMUSP; a Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (Manaus) e o Hospital Sanatório Partenon (Porto Alegre). O projeto, que conta com apoio financeiro do Ministério da Saúde, acompanha 500 pessoas sob alto risco de infecção pelo HIV. Os voluntários recebem a medicação para uso diário e têm acesso a aconselhamento para gerenciamento de risco, testagem para HIV e preservativos, com o objetivo de avaliar a adesão à prevenção.

O uso da PrEP também está sendo analisado dentro do projeto Combina!, realizado pela Universidade de São Paulo (USP) com apoio do Ministério da Saúde. O estudo aborda prevenção combinada, sendo a PrEP um dos elementos. Além da PrEP, a pesquisa pretende verificar a efetividade da profilaxia da transmissão do HIV pós-exposição sexual consensual e o uso combinado dos métodos preventivos contra a infecção pelo HIV.  

HIV NO BRASIL – De acordo último boletim do Ministério da Saúde, 827 mil pessoas vivem com HIV/aids no país atualmente. Desse total, 372 ainda não estão em tratamento, sendo que 260 já sabem que estão infectadas e 112 mil pessoas não sabem que têm o vírus.

A aids no Brasil é considerada estabilizada, com taxa de detecção em torno de 19,1 casos a cada 100 mil habitantes. Isso representa cerca de 40 mil casos novos ao ano. Desde o surgimento da aids, o país vem tomando posição de vanguarda na oferta de tratamento e assistência às pessoas que vivem com HIV/aids, no âmbito do SUS. O Brasil foi um dos primeiros países do mundo a oferecer o acesso ao tratamento de forma integral e universal desde meados dos anos 1990.

Em 2013, o Ministério da Saúde implantou Novo Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV e aids, que disponibiliza a medicação para todos com HIV. Antes, o protocolo previa o tratamento apenas quando a infecção pelo vírus atingia um estágio que já era considerado caso de aids. De janeiro a outubro do ano passado, 34 mil novas pessoas com HIV e aids entraram em tratamento pelo SUS. Atualmente, são 498 mil pessoas em tratamento (dados de dezembro de 2016).

Por Camila Bogaz, da Agência Saúde


FARMANGUINHOS FAZ CHAMADA PUBLICA PARA INTERESSADOS EM PDP PARA: DACLATASVIR, DOLUTEGRAVIR, DOLUTEGRAVIR + ENTRICITABINA + TENOFOVIR, DOLUTEGRAVIR+LAMIVUDINA, DOLUTEGRAVIR+LAMIVUDINA+TENOFOVIR, ENTRACITABINA+TENOFOVIR, FINGOLIMODE, EVEROLIMO, DURANAVIR

FARMANGUINHOS BUSCA INTERESSADOS EM FORMALIZAR até 01/06/2017 PROPOSTAS PARA PARCERIAS PARA PDP PARA: DACLATASVIR, DOLUTEGRAVIR, DOLUTEGRAVIR + ENTRICITABINA + TENOFOVIR, DOLUTEGRAVIR + LAMIVUDINA, DOLUTEGRAVIR + LAMIVUDINA + TENOFOVIR, ENTRACITABINA + TENOFOVIR, FINGOLIMODE, EVEROLIMO, DURANAVIR

INSTITUTO DE TECNOLOGIA EM FÁRMACOS
EXTRATO DE RESCISÃO

AVISOS DE CHAMADA PÚBLICA

Processo: 25387.000176/2017-51. Objeto: Seleção de empresas para formalização de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo – PDP tendo por objeto o medicamento Daclatasvir. Íntegra da chamada
pública disponível em www.far.fiocruz.br. Prazo para apresentação de documentos: 01/06/2017 até às 12:00 horas.

Processo: 25387.000177/2017-04. Objeto: Seleção de empresas para formalização de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo – PDP tendo por objeto o medicamento Dolutegravir. Íntegra da chamada
pública disponível em www.far.fiocruz.br. Prazo para apresentação de documentos: 01/06/2017 até às 12:00 horas.

Processo: 25387.000178/2017-41. Objeto:Seleção de empresas para formalização de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo – PDP tendo por objeto o medicamento Dolutegravir + Entricitabina + Tenofovir.
Íntegra da chamada pública disponível em www.far.fiocruz.br. Prazo para apresentação de documentos: 01/06/2017 até às 12:00 horas.

Processo: 25387.000179/2017-95. Objeto:Seleção de empresas para formalização de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo – PDP tendo por objeto o medicamento Dolutegravir + Lamivudina. Íntegra
da chamada pública disponível em www.far.fiocruz.br. Prazo para apresentação de documentos: 01/06/2017 até às 12:00 horas.

Processo: 25387.000180/2017-10. Objeto:Seleção de empresas para formalização de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo – PDP tendo por objeto o medicamento Dolutegravir + Lamivudina + Tenofovir.
Íntegra da chamada pública disponível em www.far.fiocruz.br. Prazo para apresentação de documentos: 01/06/2017 até às 12:00 horas.

Processo: 25387.000181/2017-64. Objeto: Seleção de empresas para formalização de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo – PDP tendo por objeto o medicamento Entracitabina + Tenofovir. Íntegra da
chamada pública disponível em www.far.fiocruz.br. Prazo para apresentação de documentos: 01/06/2017 até às 12:00 horas.

Processo: 25387.000182/2017-17. Objeto: Seleção de empresas para formalização de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo – PDP tendo por objeto o medicamento Fingolimode. Íntegra da chamada
pública disponível em www.far.fiocruz.br. Prazo para apresentação de documentos: 01/06/2017 até às 12:00 horas.

Processo: 25387.000183/2017-53. Objeto: Seleção de empresas para formalização de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo – PDP tendo por objeto o medicamento Everolimo. Íntegra da chamada pública disponível em www.far.fiocruz.br. Prazo para apresentação de documentos: 01/06/2017 até às 12:00 horas.

Processo: 25387.000184/2017-06. Objeto: Seleção de empresas para formalização de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo – PDP tendo por objeto o medicamento Darunavir. Íntegra da chamada pública disponível em www.far.fiocruz.br. Prazo para apresentação de documentos: 01/06/2017 até às 12:00 horas.

Rio de Janeiro, 23 de maio de 2017.
HAYNE FELIPE DA SILVA
Diretor


HEMOBRÁS Contrata ARCLIMA para prestação de serviços de manutenção dos sistemas HVAC-R

EMPRESA BRASILEIRA DE HEMODERIVADOS E BIOTECNOLOGIA
EXTRATO DE CONTRATO
a) Espécie: Termo de Contrato nº. 08/2017, oriundo do Pregão Eletrônico nº 02/2017, celebrado em 22/05/2017 entre a HEMOBRÁS e a ARCLIMA ENGENHARIA LTDA, CNPJ 11.205.119/0001-17;
b) Objeto: Contratação de empresa especializada para prestação de serviços de manutenção preventiva, corretiva e preditiva, em sistemas de HVAC-R, com fornecimento de mão de obra, material de consumo, ferramental, estoque de peças e materiais, equipamentos e peças sobressalentes (com ressarcimento), a serem realizados na unidade fabril da Hemobrás, localizada no município de Goiana/PE;
c) Recursos Financeiros: o valor total desta contratação é de R$ 601.016,13 (seiscentos e um mil, dezesseis reais e treze centavos), sendo o valor de R$ 320.677,41 (trezentos e vinte mil, seiscentos e setenta e sete reais e quarenta e um centavos), referente ao exercício 2017, coberto pela Nota de Empenho 2017NE000551.1, emitida em 04/05/2017, Elemento de Despesa 243.190 e Fonte de Recurso 131.100;
d) Fundamentação Legal: Lei 10.520/2002, Decreto 5.450/2005, Lei 8.666/1993 e normas correlatas;
e) Vigência: 12 (doze) meses, contados da assinatura, prorrogáveis até o limite de 60 (sessenta) meses, conforme disposto no art. 57, II, da Lei 8.666/93;
f) Signatários: Contratante: Marcos Arraes de Alencar - Diretor Administrativo e Financeiro; Contratada: Luiz Carlos Padilha de Lima Leitão – Representante Legal;
g) Processo n° 0025800.00006784/2016-79.



Aquisição de imunobiológicos e seringas, por meio do Fundo Rotatório da OPAS, recebe R$ 353.048.469,00, correspondente a US$ 100,870,991,02

MINISTÉRIO DA SAÚDE
EXTRATO DO 1º TERMO DE RERRATIFICAÇÃO
AO 3º TERMO DE AJUSTE AO 85º TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA
CONVENENTES: Celebram entre si a União Federal, através do Ministério da Saúde - C.N.P.J. nº 00.530.493/0001-71, e a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde - C.N.P.J. nº 04.096.431/0001-54.
PROCESSO: 25000.047524/2014-07.
OBJETO: Alterar o plano de trabalho do 3º Termo de Ajuste ao 85º Termo de Cooperação, conforme anexo, referente ao ano de 2017, para aquisição de imunobiológicos e seringas, por meio do Fundo Rotatório da ORGANIZAÇÃO, além de inserção de recursos para execução do Plano de Trabalho Anual, consoante disposto na Cláusula Quarta e Sexta do Termo de Cooperação Técnica, firmado entre as partes.
RECURSOS FINANCEIROS: R$ 353.048.469,00 (trezentos e cinquenta e três milhões, quarenta e oito mil, quatrocentos e sessenta e nove reais), correspondente a US$ 100,870,991,02 (cem milhões, oitocentos e setenta mil, novecentos e noventa e um dólares e dois centavos americanos), para as aquisições, que correrão à conta dos recursos orçamentários e financeiros do MINISTÉRIO do corrente exercício, conforme descriminado a seguir: Funcional Programática: 10.305.2015.20YE.0001; Naturezas de Despesas: 33.80.30 e 33.80.41; Fonte de Recursos: 6153000000; Notas de Empenho: 4500920e 450093/2017.
DATA DE ASSINATURA: 23/05/2017. VIGÊNCIA: 09/12/2019.
SIGNATÁRIOS: ANTÔNIO CARLOS FIGUEIREDO NARDI, Secretário Executivo do Ministério da Saúde - C.P.F. nº 061.827.348-41;
CARISSA F. ETIENNE - Pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde


NELSON TADEU FILIPPELLI é EXONERADO do cargo de Assessor Especial do Gabinete Pessoal do Presidente da República, por conta dos custos do MANE GARRINCHA

CASA CIVIL
PORTARIAS DE 23 DE MAIO DE 2017
O MINISTRO DE ESTADO CHEFE DA CASA CIVIL

DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto no art. 2o do Decreto no 8.821, de 26 de julho de 2016, resolve:
Nº 531 - EXONERAR
NELSON TADEU FILIPPELLI do cargo de Assessor Especial do Gabinete Pessoal do Presidente da República, código DAS 102.5.
ELISEU LEMOS PADILHA


Relatório da OMS sobre Doenças Negligenciadas ressalta a necessidade de melhorar as condições de saneamento e controlar os vetores

Acesse, em anexo o Quarto Relatório da OMS sobre Doenças Negligenciadas, lançado durante o Encontro de Parceiros Globais da OMS sobre Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs). Colaborar. Acelerar. Eliminar, realizado na sede da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra, em 19/4/2017.

Os resultados foram comemorados pela diretora-geral da OMS, Margaret Chan. “A OMS observou progresso sem precedentes para aniquilar antigas moléstias como a doença do sono [tripanossomíase humana africana] e a elefantíase”, disse Chan. “Nos últimos dez anos, milhões de pessoas foram salvas da pobreza e da desigualdade, graças a uma das mais eficazes parcerias globais na saúde pública moderna”.

Precisamos “sempre lembrar dos determinantes sociais e ambientais da saúde”, observando que  o Brasil tem surtos de dengue há 30 anos, e isso se relaciona diretamente à rápida urbanização no país sem as condições de saneamento necessárias”, essa situação, “como em outros problemas complexos, não há solução única, temos que trabalhar com saneamento, o aspecto mais importante, e com novas tecnologias para controle de vetores”.

Com informações de André Costa/Agência Fiocruz de Notícias

Anexo:



Acesso a Medicamentos

Painel de Alto Nível do Secretário-Geral das Nações Unidas sobre Acesso a Medicamentos pede por um novo acordo para eliminar a lacuna de acesso e inovação em saúde q uer se trate do aumento do preço do medicamento EpiPen ou de novos surtos de doenças, como o Ebola, a Zika e a febre amarela, os crescentes custos das tecnologias de saúde e a falta de novas ferramentas para resolver os problemas de saúde, como a resistência antimicrobiana, é um problema nos países ricos e pobres. Segundo um Painel de Alto Nível convocado para assessorar o Secretário-Geral da ONU sobre a melhoria do acesso a medicamentos, o mundo deve adotar novas abordagens ousadas para a inovação da tecnologia de saúde e para assegurar o acesso de modo que todas as pessoas possam se beneficiar dos avanços médicos que melhoraram drasticamente as vidas de milhões de pessoas de todo o mundo nos últimos cem anos.

Há décadas, muitos tratados internacionais e constituições nacionais têm consagrado o direito fundamental à saúde e o direito de compartilhar os benefícios dos avanços científicos. Ainda assim, enquanto o mundo assiste ao imenso potencial da ciência e da tecnologia para promover os cuidados de saúde, continuam existindo lacunas e falhas para tratar do pesado fardo das doenças contemporâneas e das doenças emergentes em muitos países e comunidades.

O desalinhamento entre o direito à saúde por um lado e os direitos de propriedade intelectual e comércio por outro, fomenta esta tensão. O Secretário-Geral das Nações Unidas estabeleceu o Painel de Alto Nível para propor soluções para tratar das incoerências entre os direitos humanos internacionais, o comércio, os direitos de propriedade intelectual e os objetivos de saúde pública.

As recomendações do relatório foram concluídas no final de um processo de dez meses realizado pelo Painel sob a liderança de Ruth Dreifuss, ex-presidente da Confederação Suíça, e Festus Mogae, ex-presidente da República do Botsuana. “Incoerências nas políticas surgem quando prioridades e interesses econômicos, sociais e políticos legítimos estão desalinhados ou em conflito com o direito à saúde”, disse a presidente Ruth Dreifuss.

“Por um lado, o governo busca os benefícios econômicos do aumento do comércio. Por outro, o imperativo de respeitar as patentes sobre tecnologias de saúde podem, em certos casos, criar obstáculos para os objetivos de saúde pública e o direito à saúde". O Painel formulou um conjunto de recomendações concretas para ajudar a melhorar a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias de saúde e o acesso da população a tratamentos vitais, cujos preços atuais estão fora do alcance de pacientes e governos.

O relatório do Painel salienta que o custo das tecnologias de saúde está dificultando a situação nos países ricos e pobres. “Sem incentivos de mercado, há uma lacuna na inovação no que concerne a doenças que acometem predominantemente as populações negligenciadas, doenças raras e uma crise, particularmente com a resistência antimicrobiana, que representa uma ameaça para a humanidade”, disse Malebona Precious Matsoso, diretora geral do Departamento Nacional de Saúde da África do Sul.

“Nosso relatório exorta os governos a negociar acordos globais sobre a coordenação, financiamento e desenvolvimento de tecnologias de saúde para complementar os modelos de inovação existentes, incluindo uma Convenção de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) vinculativa que desassocie os custos de P&D dos preços finais”. O Painel sugeriu que, inicialmente, os governos deveriam formar um grupo de trabalho para iniciar a negociação de um Código de Princípios para P&D Biomédica e apresentar um relatório anual sobre o progresso realizado na negociação e implementação do Código, em preparação para a negociação na Convenção. O Painel examinou a forma como a aplicação das flexibilidades identificadas no Acordo da OMC sobre os Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio (TRIPS) tem facilitado o acesso às tecnologias de saúde e como os membros da OMC podem personalizar as leis nacionais de propriedade intelectual, direito de concorrência, aquisições públicas e as leis e regulamentações que regem medicamentos para cumprir as obrigações da saúde pública. O novo relatório registrou com profunda preocupação os relatos de governos que estão sendo submetidos a pressões políticas e econômicas indevidas para renunciar à utilização das flexibilidades do TRIPS.

O firme parecer do Painel foi que essa pressão prejudica os esforços dos governos para cumprir suas obrigações em termos de direitos humanos e saúde pública e que viola a integridade e a legitimidade da Declaração de Doha.

“Os membros da OMC devem fazer pleno uso das flexibilidades do TRIPS, como reafirmado pela Declaração de Doha sobre o Acordo TRIPS e Saúde Pública. Isto é essencial para promover o acesso às tecnologias de saúde”, disse Michael Kirby, membro do Painel de Alto Nível e presidente do Grupo Consultivo de Especialistas.

“Em particular, os governos e o setor privado devem abster-se de ameaças, táticas ou estratégias, explícitas ou implícitas, que minem o direito dos membros da OMC de usar as flexibilidades do TRIPS.

Os membros da OMC devem registrar queixas contra a pressão política e econômica excessiva. Eles precisam tomar medidas firmes e eficazes contra os membros transgressores”. A transparência foi um tema recorrente em todo o relatório do Painel de Alto Nível. O Painel descreveu repetidamente preocupações relacionadas ao impacto negativo da insuficiência de transparência em termos de inovação e acesso à tecnologia de saúde.

O Painel também criticou a falta de transparência no âmbito dos acordos bilaterais de livre comércio e das negociações de investimentos. O Painel considera a transparência um componente fundamental de estruturas de prestação de contas robustas e eficazes, necessárias para manter todas as partes interessadas responsáveis pelo impacto de suas ações sobre a inovação e o acesso. “É necessário haver uma mudança de paradigma na transparência para garantir que os custos de P&D, produção, marketing e distribuição, bem como os preços finais das tecnologias de saúde sejam claros para os consumidores e os governos”, disse o presidente Festus Mogae.

“Os governos devem exigir que os fabricantes e distribuidores de tecnologias de saúde divulguem estes custos e os pormenores de quaisquer financiamentos públicos recebidos durante o desenvolvimento de tecnologias de saúde, incluindo créditos fiscais, subsídios e subvenções”.

O Painel também recomendou que a Assembleia Geral das Nações Unidas convoque uma Sessão Especial, o mais tardar em 2018, para tratar da inovação e acesso à tecnologia de saúde e chegar a um consenso sobre as estratégias a serem empregadas e uma estrutura de prestação de contas que acelerem os esforços para promover a inovação e assegurar o acesso em linha com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.


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