Destaques

quinta-feira, 22 de junho de 2017

DOENÇAS RARAS, Entidade critica dificuldade de diagnóstico

Carmen Zanotto defendeu políticas públicas para pacientes de doenças raras

A presidente do Instituto Vidas Raras, Regina Próspero, disse nesta terça-feira (20), na Câmara, que um dos maiores problemas dos portadores de doenças raras é conseguir um diagnóstico correto para iniciar o tratamento. Próspero participou de audiência pública da Comissão Especial da Inovação Tecnológica em Saúde, sobre o acesso dos pacientes com doenças raras a novos medicamentos.

Regina Própero reclamou que não há incorporação dos medicamentos necessários por parte do Sistema Único de Saúde (SUS), o que acaba levando à judicialização, para que os pacientes tenham acesso a remédios que são necessários para sua sobrevivência. "Se a pessoa começa a tratar no comecinho, em idade tenra, vai ter uma vida totalmente dentro da normalidade”, explicou a dirigente.

O representante do Ministério da Saúde, Daniel Zanetti, informou que a incorporação de novas tecnologias obedece a critérios definidos em lei, que levam em consideração a eficácia e a segurança, além da relação custo/benefício do produto.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera doença rara aquela que acomete no máximo 65 pessoas para cada grupo de 100 mil indivíduos. Estima-se que no Brasil existam entre seis mil e oito mil tipos de doenças raras que atingem 13 milhões de pessoas.

Protocolo clínico
Representante da Associação Médica Brasileira no debate, Miyuki Goto alertou para o fato de que nem sempre um tratamento novo é adequado para todos os pacientes, daí a importância do protocolo clínico para garantir a segurança dos usuários. "Muitas vezes o medicamento é bom para uma determinada doença, mas nem sempre é adequado para todos os pacientes, devido aos efeitos colaterais; então, essa avaliação tem que ser criteriosa."

A deputada Carmen Zanotto (PPS-SC) disse que, apesar de afetar um número restrito de pessoas, as doenças raras devem estar na pauta de discussão do sistema de saúde. "Temos de tratar esses pacientes conforme diz a nossa Constituição Federal – que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado. Devemos ter políticas públicas fortes para os nossos pacientes com doenças raras", ressaltou.

Reportagem - Karla Alessandra, Edição - Sandra Crespo, Foto - Billy Boss/Câmara dos Deputados


Associações e médicos pedem mais estudos sobre a esclerose lateral amiotrófica

Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência discutiu tratamentos contra a doença

Debatedores pediram nesta quarta-feira (21) a realização de mais estudos sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença neurodegenerativa crônica que acomete adultos e tem uma rápida evolução, levando à morte por falência respiratória ou outras complicações.

Por ocasião do Dia Nacional de Luta contra a Esclerose Lateral Amiotrófica (21 de junho), a Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados realizou seminário para discutir tratamentos contra a doença.

Como a ELA ainda não tem cura, a presidente do Movimento em Defesa dos Direitos da Pessoa com ELA (Movela), Ana Amélia Dato Teixeira, destacou a importância do diagnóstico precoce na garantia da qualidade de vida do paciente.

"O diagnóstico tardio dificulta o início do tratamento. Infelizmente, nós temos uma defasagem muito grande de profissionais que entendam do assunto, que sejam especialistas para conhecer os sintomas da ELA e consigam identificá-la o mais rápido possível, para que o paciente inicie o tratamento também o mais precocemente possível", afirmou.

O médico neurologista Gerson Chadi explicou que a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) desenvolve o projeto ELA Brasil, primeiro estudo com a utilização de células-tronco mesenquimais. Ele também defendeu a realização de novos estudos que possam resultar em ganho na qualidade de vida dos pacientes.

“Os pacientes [que participam de um estudo] chegam com alto índice de depressão, ansiedade, desesperança e, só de estar no estudo, vão baixando esses índices, alguns entrando inclusive na normalidade, independentemente do recebimento ou não de células", disse o médico.

Troca de informações
A deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), que pediu a realização do debate, destacou a importância de os pacientes conhecerem seus direitos e da troca de informações entre as associações e a comunidade médica. "Discutir a ELA aqui entre os deputados, disseminar a informação, é de extrema importância para que os pacientes também se sintam mais seguros e saibam que vão ter mais condições de exercer a cidadania", afirmou.

Estima-se que 15 mil brasileiros tenham Esclerose Lateral Amiotrófica. É a terceira doença neurodegenerativa em número de casos, atrás somente do Alzheimer e do Parkinson. A doença causa atrofia muscular progressiva, perda de força dos músculos esqueléticos e paralisia muscular.

A ELA se manifesta em sua grande maioria em pacientes de 40 a 60 anos de idade. Os sintomas iniciais da ELA geralmente são dores musculares, cãibras e cansaço persistente.

Sessão solene
Nesta quinta-feira (22), às 10 horas, a Câmara realiza uma sessão solene em homenagem ao Dia Nacional de Luta contra a ELA, a pedido do deputado João Campos (PRB-GO).

Na semana passada, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou um projeto que torna o dia 21 de junho oficialmente o Dia Nacional de Luta contra a Esclerose Lateral Amiotrófica (PL 4075/15). A proposta, de autoria do Senado, aguarda o fim do prazo para apresentação de recurso junto à Mesa Diretora para ser encaminhada à sanção.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Reportagem – Karla Alessandra, Edição – Pierre Triboli, Foto: Alex Ferreira/Câmara dos Deputados


NÍSIA VERONICA TRINDADE LIMA é autorizada pelo MINISTRO DA SAÚDE, RICARDO BARROS a participar da reunião conjunta com o Presidente do Pasteur com o Governo do Ceará

PORTARIA Nº 1.562, DE 21 DE JUNHO DE 2017
O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso da competência que lhe foi delegada pelo artigo 2º do Decreto nº 1.387, de 7 de fevereiro de 1995,
resolve:
Autorizar o afastamento do país da servidora NÍSIA VERÔNICA TRINDADE LIMA, Presidente da Fundação Oswaldo Cruz, para participar de reunião conjunta com o Presidente do Instituto Pasteur e delegação do Governador do Estado do Ceará, em Paris - França, no período de 26 a 29 de junho de 2017, inclusive trânsito.



Governo estende vacina de HPV a transplantados, pessoas em quimioterapia e meninos de até 15

Meninos de 11 a 15 anos incompletos, transplantados, pacientes em tratamento com quimioterapia e radioterapia podem se vacinar contra HPV no Sistema Único de Saúde. A ampliação da oferta da vacina, divulgada nesta terça-feira, 20, faz parte de uma estratégia que já havia sido anunciada no início do ano de, gradativamente, expandir o público que recebe o imunizante. Até o mês passado, a vacina estava disponível apenas para meninos entre 12 e 13 anos, além de meninas de 9 a 14 anos e pessoas com HIV entre 9 e 26 anos.

A expansão ocorre num momento em que o Ministério da Saúde ainda se depara com uma baixa adesão à campanha e resistência à vacina. Para se ter uma ideia, este ano foram vacinados 16,5% dos meninos entre 12 e 13 anos. A taxa de cobertura entre meninas entre 2014 e maio deste ano é de 45,1%, bem abaixo da meta, que é imunizar 80% do público-alvo.

“Temos um grande caminho a percorrer para que possamos mudar esse quadro”, afirma a coordenadora do Programa Nacional de Imunização, Carla Domingues. Ela observa que o problema é enfrentado em todo o País. “Não é um problema pontual. Não é dificuldade de acesso. Todos têm de estar engajados nessa luta”, completou.

A grande aposta do governo é a parceria com o Ministério da Educação, que permite a vacinação nas escolas. Embora tenha sido anunciada antes da divulgação da campanha do HPV, a estratégia por enquanto não vingou. O Ministério da Saúde disse não ter números sobre quantos municípios e Estados atenderam ao chamado. “Tivemos experiências bem sucedidas, como no Estado de Santa Catarina e na cidade de Niterói. O ideal é que isso seja repetido em outros locais.”

Carla diz não haver um motivo único para que a adesão de escolas à iniciativa ainda não esteja em níveis considerados ideais. Ela observa, porém, que campanhas nas escolas exigem uma preparação especial.

Ao mesmo tempo em que a adesão é baixa, os estoques de vacina continuam altos e parte dela pode vencer em pouco tempo. Pelos cálculos do ministério, centrais estaduais têm cerca de 465 mil doses para vencer até setembro.

“Consideramos aceitável uma perda de até 5%. Em nenhum Estado essa marca será atingida, será bem menos. Mas queremos que esse número se reduza ainda mais.” Contados os lotes que vencem no primeiro semestre de 2018, o número salta para 1,64 milhão de doses. Atualmente, no estoque nacional existem 5,6 milhões de doses do imunizante.

Além da vacinação nas escolas, que deverá ser retomada no próximo semestre, o governo planeja fazer uma campanha para incentivar a vacinação.

O HPV é transmitido pelo contato direto com a pele ou mucosas infectadas ou por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para o filho no momento do parto. Até o ano passado, a vacina estava disponível apenas para meninas entre 9 e 13 anos. A partir deste ano, a indicação foi ampliada para garotas de até 14 anos.

A vacina ofertada no SUS para os garotos é quadrivalente, a mesma que, desde 2014, é oferecida para as meninas. O imunizante protege contra quatro subtipos do vírus HPV (6, 11, 16 e 18) e possui 98% de eficácia.

Entre meninos, a vacina tem como objetivo proteger contra os cânceres de pênis, garganta e ânus, doenças que estão diretamente relacionadas ao HPV. De acordo com a pasta, os cânceres de garganta e de boca são o 6º tipo de câncer no mundo, com 400 mil casos ao ano e 230 mil mortes. Mais de 90% dos casos de câncer anal têm origem na infecção pelo HPV.

Entre o grupo feminino, a imunização tem como objetivo proteger contra o câncer de colo do útero, vulva, vaginal e anal, além de lesões pré-cancerosas, verrugas genitais e outras infecções causadas pelo vírus.

Lígia Formenti, Foto: JF DIORIO/ ESTADÃO


Microcefalia por zika vírus contraído em Ijuí, no Estado do Rio Grande do Sul

A Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul (SES) confirmou ontem o primeiro caso autóctone de microcefalia decorrente de zika vírus em território gaúcho, na cidade de Ijuí. O Laboratório Central do Estado detectou, por testes, que a mãe teve o vírus na gravidez.

A criança nasceu em julho de 2016 e está recebendo atendimento de reabilitação. De acordo com a SES, a mãe não viajou para fora do Estado em um período que pudesse indicar contágio. Até então, o Rio Grande do Sul apresentava dois casos associados ao zika, em Cachoeira do Sul e Esteio, ambos contraídos fora do Estado.




SG encontra indícios de cartel em órteses e próteses

Menos de 24 horas após o plenário do Senado aprovar os nomes de Alexandre Barreto e Maurício Maia para o tribunal administrativo do Cade, a Superintendência-Geral (SG) instaurou dois processos administrativo para apurar prática de cartel no mercado de órteses, próteses e materiais médicos especiais. Os 2 processos sucedem o inquérito administrativo 08001.000005/2015-29.

Antes da instauração dos processos, o Cade em conjunto com a Polícia Federal, deflagrou a operação “Mercado de Veneza” que buscou e apreendeu provas e evidências de práticas anticoncorrenciais no mercado de estimuladores cardíacos e OPME. A apuração foi auxiliada pelo software Cérebro, da SG, que usa diversos algoritmos para cruzar dados e auxiliar as investigações da superintendência-geral.

O PA 08700.003699/2017-31 trata de infração no mercado de estimuladores cardíacos implantáveis (CDI, ressincronizador e marca-passo) e acessórios.

As associações Abimed – Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde (“Abimed”); Abimo – Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (“Abimo”);  e as empresas: Biotronik Comercial Médica Ltda. (“Biotronik”); Boston Scientific do Brasil Ltda. (“Boston”), Medtronic Comercial Ltda. (“Medtronic” ou “Beneficiária”); St. Jude Medical Brasil Ltda. (“St. Jude”) são os alvos do processo investigatório.

Biotronik, Boston, Medtronic e St. Jude são responsáveis por todo o mercado de estimuladores cardíacos implantáveis no país.

Até o momento, a SG apurou indícios de troca de informações acerca de preços, manipulação em licitações e pregões, divisão de clientes entre os concorrentes e acordos relativos a valores de produtos.

Sobre Abimed e Abimo pesam denúncias de facilitação e promoção de condutas anticompetitivas, como elaboração de tabela de valores a serem cobrados, monitoramento de acordos empresarias. As associações também seriam usadas como local de troca de informações concorrencialmente sensíveis.

Durante 9 anos as empresas, as associações e 29 pessoas físicas teriam agido para prática de cartel neste setor médico.

Já o PA 08700.003709/2017-38 investiga cartel no mercado brasileiro de distribuição de órteses, próteses e materiais especiais (OPME).  A Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Implantes (Abraidi), 80 pessoas físicas e 46 empresas respondem ao processo.

Pesam contra eles suspeitas de fixação de preços, uso de propostas fictícias ou de cobertura, compartilhamento de informações comercialmente sensíveis, fraudes licitatórias, divisão de parcelas do mercado, e manipulação de licitações públicas em dispositivos médicos. Durante ao menos 8 anos os denunciados teriam atuado de forma cartelística, segundo os termos da denúncia.

Com a transformação do inquérito em processos administrativos, os suspeitos têm a possibilidade de apresentar defesas quanto ao mérito das acusações e a SG pode ampliar a instrução, consultando concorrentes deles no mercado por exemplo.

Ao fim da instrução, a Superintendência-Geral elabora uma nota técnica com suas conclusões e, se concluir pela existência de indícios de infração à Lei 12.529/2011, submete os processos para julgamento do tribunal administrativo do Cade, composto por sete conselheiros.



quarta-feira, 21 de junho de 2017

CONTRARIANDO TUDO E TODAS AS REGRAS SANITÁRIAS Câmara aprova autorização para produção e comércio de remédios para emagrecer; sibutramina, anfepramona, femproporex e mazindol.

Proposta, que irá à sanção presidencial, prevê a necessidade de prescrição médica
Plenário da Câmara aprovou emenda do Senado ao projeto do deputado Felipe Bornier, que comemorou: "proposta dará mais esperanças a milhões de brasileiros obesos"

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (20), emenda do Senado ao Projeto de Lei 2431/11, do deputado Felipe Bornier (Pros-RJ), que autoriza a produção, a comercialização e o consumo, sob prescrição médica, dos anorexígenos (remédios para emagrecer) sibutramina, anfepramona, femproporex e mazindol. A matéria irá à sanção.
A emenda apenas especifica o tipo de receituário (B2) a ser usado pelo médico para indicar remédios controlados.

Bornier agradeceu aos parlamentares pela aprovação e lembrou que “o projeto dará mais esperanças a milhões de brasileiros obesos”. Segundo ele, com a proibição o acesso a esses medicamentos ficou descontrolado devido ao mercado negro.

Polêmica antiga
O tema tem sido tratado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Congresso desde 2011. Naquele ano, a agência publicou a Resolução 52/11 que proibia a venda de inibidores de apetite.

A Anvisa justificou sua decisão com base na análise de mais de 170 estudos relacionados aos medicamentos, concluindo que não havia comprovação de diminuição do peso corporal com seu uso, além de aumento de risco cardiovascular entre os usuários.

O grande uso dessas substâncias também contribuiu para a decisão. Em 2010, foram prescritas quase 4,5 milhões de receitas de remédios com essas substâncias.

A venda voltou a ser liberada depois que deputados e senadores aprovaram, em 2014, um projeto publicado como Decreto Legislativo 273/14 para suspender a proibição da Anvisa.
Dados daquela época indicavam que metade da população brasileira estava acima do peso, dos quais 20% eram obesos. Mudanças de hábito – como a troca do feijão com arroz, carne e salada por comida industrializada – levaram o Brasil ao 5º lugar no ranking mundial da obesidade.

Nova decisão
Após o decreto legislativo, a Anvisa publicou nova decisão (Resolução 50/14) com um regulamento técnico sobre o assunto, prevendo que as empresas interessadas em comercializar medicamentos contendo mazindol, femproporex e anfepramona deverão requerer novo registro à agência, cuja análise técnica levará em consideração a comprovação de eficácia e segurança dos produtos.

Segundo a norma, as farmácias só poderão manipular esses medicamentos quando houver algum produto registrado na Anvisa. Quando as substâncias tiverem registro, tanto o produto manipulado quanto o produto registrado passarão a ter o mesmo controle da sibutramina.

Já a produção industrial e a manipulação da sibutramina continuam permitidas. Porém, o regulamento mantém o mesmo controle já definido para a comercialização da substância, com retenção de receita, assinatura de termo de responsabilidade do prescritor e do termo de consentimento pós-informação por parte do usuário.

CONTINUA

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Reportagem - Eduardo Piovesan, Edição - Newton Araújo, Foto - Luis Macedo / Câmara dos Deputados


TECPAR APRESENTA SMART ENERGY PARANÁ NO CONGRESSO INTERNACIONAL DE BIOMASSA

Cinquenta expositores apresentam suas tecnologias na área de energias renováveis no Congresso Internacional de Biomassa (Cibio 2017), realizado em Curitiba até quinta-feira (22). O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), uma das instituições apoiadoras do evento, apresentou suas ações dentro do programa Smart Energy Paraná.

O diretor de Desenvolvimento de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Tecpar, Reginaldo Joaquim de Souza, participou da abertura do evento nesta terça-feira (20) e ainda realizou uma palestra sobre energias renováveis. O Tecpar realiza a secretaria executiva do programa Smart Energy Paraná, que mobiliza as competências que o Estado e a sociedade já têm e busca por novas competências para desenvolver o setor energético do ponto de vista econômico, ambiental e social no Paraná.

No Smart Energy Paraná, o Tecpar homologa as diferentes tecnologias disponíveis no mercado para apresentar à sociedade as tecnologias já testadas pelo instituto, com geração de dados e capacitação de mão de obra local para atrair investimentos nesta área para o Paraná. “Apoiamos empresários com soluções em logística reversa e ainda os empreendedores que buscam desenvolver tecnologias sustentáveis”, destacou Souza.

A plataforma de energias inteligentes do programa Smart Energy Paraná reúne painéis de energia solar, um gerador de energia eólica e uma estação solarimétrica. A plataforma – já integrada à rede do instituto e também ao Sistema de Organização Nacional de Dados Ambientais (Sonda), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) – produz cerca de 0,5% de toda energia consumida pelo Tecpar.

Congresso
Celso Kloss, diretor-superintendente da Rede Paranaense de Metrologia e Ensaios (Paraná Metrologia) e da Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre), presidente de honra do Cibio 2017, pontuou, durante a abertura do evento, que o congresso internacional tem dois anos e que nesta edição quase dobrou de tamanho. “Temos neste ano 50 expositores, ante 30 que estavam aqui na primeira edição, no ano passado. Todos eles apresentam suas tecnologias na área de biomassa. O congresso se consolida como um espaço de discussões e de negócios na área de energia limpa”, salienta.

Ainda dá tempo de participar do Cibio 2017, que até a quinta-feira (22) apresenta uma programação voltada a debater o papel da biomassa na matriz energética brasileira, que a cada dia aumenta a busca por tecnologias limpas para geração de energia.

O Congresso Internacional de Biomassa (Cibio 2017) será realizado até 22 de junho no Centro de Eventos da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), que fica na Avenida Comendador Franco, 1341, no Jardim Botânico, em Curitiba. As inscrições para o evento estão abertas e podem ser feitas pelo site www.congressobiomassa.com, onde é possível verificar a programação completa do congresso. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (42) 3086-8588.

SERVIÇO
Data: De 20 a 22 de junho
Local: Centro de Eventos da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) –Avenida Comendador Franco, 1341, Jardim Botânico
Inscrições e programação: www.congressobiomassa.com
Informações: (42) 3086-8588



Diretor-presidente destaca apoio mútuo durante crises

Nos EUA, Jarbas Barbosa abordou o papel das agências regulatórias na resposta a eventos como ebola e zika

Diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, representante do Grupo de Gerenciamento de Crise da Coalizão Internacional das Autoridades Reguladoras de Medicamentos – ICMRA, participou, nesta terça-feira (20), em Chicago (EUA), da mesa-redonda “Colaboração internacional em tempos de crise na saúde pública”, quando abordou, como palestrante, o papel das autoridades regulatórias na resposta a crises de saúde, como ebola, zika etc. A mesa faz parte da programação do “Dia 2017 – Driving Insights to Action”, evento global para os profissionais envolvidos na descoberta, desenvolvimento e gerenciamento de produtos farmacêuticos, biotecnologia e dispositivos médicos.

A mesa foi presidida pelo presidente da Medicines and Healthcare Products Regulatory Agency (MHRA), agência regulatória do Reino Unido, e contou com Carmen T. Mayher, representante da agência americana Food and Drug Administration (FDA), e Agnes Saint-Raymond, da European Medicines Agency, como demais integrantes.

“As autoridades regulatórias podem prestar um apoio fundamental para os ministérios da saúde e para a Organização Mundial da Saúde no enfrentamento de crises de saúde pública, como ebola e zika, na medida em que podem garantir rapidez no acesso a novos meios diagnósticos, novas vacinas, novos tratamentos e, ao mesmo tempo, garantir a qualidade, segurança e eficácia deles”, destaca Jarbas Barbosa.

Para o diretor-presidente da Anvisa, “em momentos de crise é muito importante o intercâmbio de informações como nós tivemos, por exemplo, entre a Anvisa e o FDA durante toda a crise do Zika, orientando os desenvolvedores de novos produtos para que, quando estes estivessem prontos para entrar no mercado, todos os requerimentos regulatórios já estivessem bastante compreendidos e completos para os processos de análise e licenciamento”.

O “DIA 2017” recebe mais de oito mil profissionais das comunidades farmacêutica, biotecnológica e de dispositivos médicos de mais de 50 países. Conta com mais de 450 empresas expositoras e mais de 160 sessões focadas em ciência regulatória, medicina translacional, envolvimento do paciente e valor e acesso.



Sírio-Libanês abre novos cursos de Pós-Graduação na área da Saúde

O Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa (IEP/HSL) está com inscrições abertas para novos cursos de pós-graduação lato sensu, com início em agosto. Além das especializações em Reprodução Assistida, tradicionalmente oferecida, e Gestão em Saúde – totalmente remodelada, com o objetivo de formar um novo perfil de liderança para as instituições de saúde –, o programa também contará com vagas em quatro novas áreas: Dermatologia Oncológica, Multiprofissional em Oncologia, Fisioterapia Hospitalar e Farmácia Clínica no Cuidado ao Paciente Crítico.

Os novos cursos do Programa vão ao encontro das demandas atuais e futuras na área da saúde. Segundo Gisleine Eimantas, superintendente de Ensino do Hospital Sírio-Libanês, o mercado brasileiro de serviços de saúde passa por um período de transformações e renovação. A entrada de capital estrangeiro, a inovação tecnológica e a necessidade de reinvenção dos modelos existentes para a sustentabilidade tornam o setor um dos mais promissores e atraentes do mundo.

"O segmento é dinâmico, complexo e marcado por muitas particularidades. Mesmo com investimentos crescentes, para atender satisfatoriamente às demandas da sociedade, os serviços de saúde possuem imensos desafios, como, por exemplo, a contratação e manutenção de equipe qualificada, seja do quadro clínico, seja assistencial, de colaboradores e gestores. Neste sentido, uma das missões do IEP/HSL é contribuir para a formação e qualificação de profissionais que sejam capazes de corresponder a este mercado tão exigente e oferecer cada vez mais e de forma mais ampla um melhor cuidado à população", destaca Gisleine.

Totalmente reformulado, o Curso de Especialização em Gestão em Saúde terá as inscrições abertas em breve, ainda no primeiro semestre. O objetivo é atender o cenário atual e as tendências dos serviços de saúde, com destaque para as competências essenciais a um líder, na visão do Hospital Sírio-Libanês. O programa visa preparar um grupo diversificado de profissionais, para uma atuação de alto desempenho na gestão de serviços, com foco na melhoria do cuidado em saúde em todo o Brasil, mas tendo como parâmetro os desafios de um setor globalizado.

A Dermatologia Oncológica é uma área de destaque mundial, que busca constantemente profissionais capacitados, para esta crescente demanda, por ser o câncer de pele o tipo mais frequente na população brasileira, assim como em outros países. As inovações tecnológicas, assim como os avanços em pesquisa, diagnóstico e tratamento exigem atualização constante pelos dermatologistas e oncologistas.

A oncologia em geral, é uma das áreas da medicina com maior progresso nos últimos anos, demanda serviços e, consequentemente, profissionais de diferentes áreas da saúde e que, para o sucesso do cuidado, trabalham em equipes multiprofissionais integradas. Como instituição de excelência em assistência, ensino e pesquisa nesta área, o Hospital Sírio-Libanês passa a oferecer o curso Multiprofissional em Oncologia, voltado a enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos interessados na prestação do cuidado valorizando a segurança e qualidade de vida aos pacientes com câncer.

Dentro do atual modelo assistencial, em que a multidisciplinaridade é uma realidade, o curso de pós-graduação em Fisioterapia Hospitalar foi estruturado para que o profissional fisioterapeuta esteja preparado para desempenhar funções cada vez mais diferenciadas e direcionadas, em áreas hospitalares carentes de profissionais especializados, principalmente nas unidades de terapia intensiva (UTIs), críticas e de internação hospitalares.

A Farmácia Clínica no Cuidado ao Paciente Crítico, por sua vez, tem por objetivo capacitar farmacêuticos na área de terapia intensiva, para que possam associar conhecimento técnico-científico, capacidade crítico-reflexiva, valores éticos e habilidades cognitivas e de reconhecimento dos aspectos sociais do paciente, tanto no cuidado aos indivíduos quanto às famílias.

Apesar de não ser um curso novo dentre os programas de pós-graduação, a especialização em Reprodução Assistida está inserida na busca crescente de atualização e capacitação por parte dos profissionais sobre as novas técnicas nesta área da ciência. Com consistentes bases teóricas, científicas e atividades práticas de imersão no serviço do hospital, o curso aborda os temas mais importantes da área, expondo as diversas formas de tratamento da infertilidade.

Todos os programas de pós-graduação utilizam metodologias e tecnologias educacionais inovadoras, trazendo novidades em recursos digitais, dentre eles uma mesa digital interativa capaz de reprodução de imagens em 3D e uma plataforma de aprendizagem à distância, o Learning Management System (LMS) - totalmente mobile e interativo, o que facilita a vida dos estudantes, por meio de vários recursos, como o Adaptative Learning, que possibilita um "ensino individualizado" aos estudantes.

Os conteúdos teóricos, simulações práticas e atividades em campo permitem que os alunos vivenciem e troquem experiências junto a profissionais especializados, adquirindo conhecimentos e habilidades para sua prática profissional, visando a qualidade e segurança dos pacientes em alinhamento com as tendências mundiais nos serviços de saúde. Os cursos ainda contam com infraestrutura moderna, com o uso da alta tecnologia, e têm coordenação e participação direta de profissionais do Hospital Sírio-Libanês em todas as atividades acadêmicas, aumentando as oportunidades e o networking dos alunos.
A seleção dos candidatos em geral acontecerá por análise de currículo, entrevistas e análise de projetos

Serviço
Cursos de pós-graduação na área da saúde – 2ª semestre 2017
Informações: https://iep.hospitalsiriolibanes.org.br/web/iep/latosensu
Local: Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa
Endereço: Rua Professor Daher Cutait, 69 – São Paulo-SP

Informações: Assessoria de Imprensa do Hospital Sírio-Libanês


Saiba o que é, como funciona, e pra quem é indicada a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) para HIV

Já imaginou tomar um comprimido por dia e diminuir de maneira significativa as chances de contrair o HIV em caso de uma exposição? É basicamente assim que funciona o novo método de prevenção ao HIV oferecido pelo Ministério da Saúde. A Profilaxia Pré-Exposição, ou PrEP, como é mais conhecida,  é um dos componentes  da abordagem adotada pelo Ministério para combater o HIV, chamada de prevenção combinada, onde a pessoa tem a opção de usar um método de prevenção ou combinar vários que se ajustem às suas necessidades, características individuais ou momentos de vida.

É dentro desse contexto que o SUS passa a oferecer a pílula que combina o medicamento tenofovir e o entricitabina. Um único medicamento por dia é tomado regularmente, mesmo que não haja suspeita de exposição, pois o objetivo é que ela funcione como uma barreira para o HIV antes da pessoa ter contato com o vírus. Diferente da, Profilaxia Pós-exposição (PeP), um outro método de prevenção que é utilizado no pós exposição ao vírus. A PEP deve ser iniciada até 72 horas após a relação sexual sem camisinha ou acidente com algum objeto perfuro-cortante onde possa ter havido contato com o vírus. O tratamento é feito com três medicamentos e dura 28 dias. A PEP também está disponível no SUS.  

Após o início do uso da PrEP o efeito protetivo só começa após o sétimo dia de uso diário do medicamento para as relações envolvendo sexo anal. Já para as relações envolvendo sexo vaginal, a proteção só começa após 20 dias de uso diário. É preciso frisar que o remédio, evidentemente, só tem esse efeito protetivo para quem não tem o vírus. Quem já tem o vírus, não deve tomar a PrEP, porque o esquema para tratar é diferente do esquema para a profilaxia.

A coordenadora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, explica que o medicamento funciona como uma forma de bloqueio para que o HIV não infecte o organismo. “Ao tomar o comprimido diariamente, a medicação pode impedir que o HIV se estabeleça e se espalhe pelo corpo. Ela de fato coloca o Brasil alinhado com o que há de mais avançado em termos de prevenção”.  

Mas não são todas as pessoas que podem fazer o uso do medicamento na rede pública no Brasil. Por enquanto a PrEP só será ofertada para as pessoas mais vulneráveis ao risco de infecção pelo HIV que são os homens que fazem sexo com homens (HSH), gays, população trans, trabalhadores e trabalhadoras do sexo e casais sorodiferentes (quando um já tem o vírus e o outro não). Além disso, este não é o único critério que será utilizado pelo Ministério da Saúde: os profissionais de saúde vão prescrever a PrEP para pessoas que tenham uma maior chance de entrar em contato com o HIV, principalmente por não usarem preservativos nas relações sexuais.

Para Evaldo Amorim, do Grupo Elos LGBT DF e integrante do Fórum ONG Aids DF e Centro oeste, a implementação da PrEP, mesmo que apenas para grupos prioritários, é muito bem-vinda. “Eu particularmente acho que vai ajudar por que são grupos que em algum momento possuem mais dificuldade, e estão de certa maneira mais vulneráveis ao contágio”. Adele Benzaken, ainda reforça que mesmo as pessoas que fazem parte deste grupo, mas que têm uma prática sexual segura, não se expõem ao risco de infecção e realizam seus testes e exames com regularidade, não têm necessidade de tomar a PrEP. Para essas pessoas, em caso de uma eventual exposição há a possibilidade de fazer o uso da PeP.

Quer saber mais sobre a PeP? Clique aqui!

Mas mesmo com outros métodos de prevenção surgindo no SUS, e com a oferta da PrEP, há um reforço necessário a ser feito: utilizar o preservativo nas relações sexuais,  e como um dos métodos a serem utilizados. “Só a camisinha  previne das outras infecções sexualmente transmissíveis – como a sífilis, gonorreia, clamídia etc. além de evitar a gravidez. Por essa razão é importante o uso da camisinha”, defende Adele Benzaken, diretora do Departamento de IST, HIV/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Ela também destaca que fazer testes para o HIV também é uma forma importante a proteção contra o vírus. Eles são ofertados gratuitamente no SUS.

Você pode conseguir camisinhas – tanto masculinas quanto femininas -  em qualquer posto de saúde gratuitamente, já a PrEP ainda não está sendo ofertada, mas a previsão é que ocorra ainda este ano para aqueles grupos definidos, já que o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da PrEP foi publicado no final de maio, e a incorporação deve ser feita dentro do prazo de 180 dias.

Aline Czezacki, para o Blog da Saúde


BIO2017 = It’s A Converging World: Innovative Partnerships As Enablers of Precision Medicine World Wide

It’s A Converging World: Innovative Partnerships As Enablers of Precision Medicine World Wide
The convergence of healthcare and technology has and will continue to lead to rapid advances towards the delivery of a more precise, evidence-based form of medicine.  One of the many challenges associated with this evolution is our ability to actually bring the medicines and tools necessary for this form of care to patients on a global scale.  In the past decade we have seen a growth in the use of public private partnerships as a means of enabling the level of collaboration that is necessary to address some of the more complex issues related to health system performance.  In this panel the moderators and panelists will share their experiences and learnings related to employing partnerships between public and private stakeholders to overcome the challenges associated with delivering more personalized care in a global context.  Panelists will include representatives from industry, non-profit foundations, and sector-specific associations involved in developing these innovative collaborations around the globe.

 Presenter/Moderator:
·          Kristin Pothier, Global Head of Life Sciences, Parthenon-EY
 Confirmed Panelists:
·            Mara Aspinall, Executive Chairman, GenePeeks, Inc.
·            David Ferreira, Senior Client Executive, The World Bank (IFC)
·            Carlos Gouvea, President, ABIIS (Brazilian Alliance for Innovative Healthcare Industry)
·            Gerrit van Roekel, Senior Program Officer of Business Development, Bill & Melinda Gates Foundation
·            Isabel Torres, Global Head of Access to Medicines, Takeda Pharmaceuticals
 6/21/17 (Wednesday) 1:45-2:45 PM - Room 6D
San Diego Convention Center; 111 W Harbor Dr., San Diego, CA 92101



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