Destaques

sábado, 7 de julho de 2018

5ª Edição do Relatório de Denúncias em Serviços de Interesse para a Saúde


A Anvisa divulgou a 5ª Edição do Relatório de Denúncias em Serviços de Interesse para a Saúde, onde mostra que assim como em 2016 mais da metade das 285 denúncias recebidas em 2017 sobre os serviços de interesse para a saúde envolvem serviços de embelezamento, como salões de beleza e clínicas de estética. A publicação mostra que estúdios de Tatuagem e Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) também estão entre os serviços mais denunciados.

De acordo com o relatório, as denúncias relacionadas a salões de beleza e centros de estética representaram 66% (188) das demandas, além de concentrarem o maior número de demandas consideradas de alta relevância (57%), ou seja, aquelas consideradas mais graves. Os dados também evidenciaram que a maioria das denúncias da área de embelezamento estão relacionadas aos salões de beleza (63,8%), especialmente nas atividades de cabeleireiro, manicure, pedicure e depilação.

Outro dado relevante divulgado é que as irregularidades mais mencionadas nos salões de beleza são falta de esterilização de utensílios, como alicates, espátulas e tesouras (49%), falta de higiene (42%) e uso de formol (32%).  Com relação aos centros de estética, as principais queixas envolvem profissionais sem qualificação (31%) e a falta de esterilização de utensílios e de materiais (18%).

Relatório
A publicação, elaborada pela Coordenação de Serviços de Interesse para a Saúde da Anvisa (CSIPS/GGTES), apresenta quantitativo consolidado das denúncias que chegam à Anvisa. Além da divulgação, o objetivo do relatório é auxiliar na percepção dos problemas relacionados aos serviços de interesse para a saúde e subsidiar o planejamento e a priorização da área nas ações regulatórias do setor.

O que são SIPS
Os Serviços de Interesse para a Saúde (SIPS) são atividades que englobam serviços de assistência ao cidadão, fora do contexto hospitalar ou clínico, que possam alterar ou influenciar o seu estado de saúde. Salões de beleza e centros de estética, estúdios de tatuagem e estabelecimentos de educação infantil, como as creches, são exemplos de serviços que, em função dos riscos associados ou da vulnerabilidade do público atendido, podem provocar danos ou agravos à saúde do cidadão, direta ou indiretamente.

Regulação
O tema Embelezamento consta na Agenda Regulatória 2017/2020 da Anvisa. A minuta de resolução que estabelece requisitos sanitários para prestação destes serviços já foi elaborada e será submetida à consulta pública brevemente.

A elaboração do texto foi conduzida por um grupo de trabalho que contou com a participação de representantes da CSIPS (Anvisa), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), de algumas vigilâncias sanitárias locais que possuíam normas editadas, da Secretária Nacional de Relações do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Nacional: setor beleza e MEI), do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), da Associação Brasileira de Salões de Beleza e Coordenação da Saúde do trabalhador do Ministério da Saúde.


ASCOM - ANVISA


Anvisa vai zerar fila para registro de genéricos


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou o fim da fila de espera para análise dos pedidos de registro de medicamentos genéricos até o final de agosto deste ano. Isso porque o órgão aumentou bastante a velocidade de avaliação das solicitações e conseguiu reduzir em 90% do passivo de petições entre abril de 2017 e maio deste ano. No total, 744 pedidos foram analisados no período. No momento, há pouco mais de 30 solicitações aguardando pelo início da análise de registro, o que, para a Anvisa, permite afirmar que o passivo será zerado até o final do próximo mês.

O aperfeiçoamento do processo de análise registro de medicamentos genéricos pela Anvisa traz resultados extremamente benéficos para a sociedade, pois representa acesso a mais opções de medicamentos nas prateleiras das farmácias com preços, no mínimo, 35% mais baixos do que os de referência.

Os resultados positivos foram alcançados por meio de uma série de estratégias de melhorias internas no processo de trabalho, que permitiram ao órgão dar maior celeridade às análises. Esse processo foi desencadeado a partir da implementação do Projeto Estratégico nº 1, alavancado pela Lei 13.411, de dezembro de 2016, que prevê o aprimoramento da avaliação das solicitações de empresas relativas a novos registros e pós-registros.

As informações foram divulgadas na manhã desta quinta-feira (05) pelo diretor-presidente do órgão, Jarbas Barbosa, que abriu o evento comemorativo “18 anos de acesso a medicamentos genéricos e a eficiência da Anvisa nas estratégias de registro”, realizado no auditório da sede da instituição, em Brasília (DF). Também participaram da abertura do evento o diretor de Autorização e Registro Sanitários (Diare), Fernando Mendes, e a diretora-executiva da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos), Telma Salles. Na cerimônia, o diretor-presidente recebeu uma homenagem da PróGenéricos pelo trabalho realizado em favor dos genéricos no País durante a gestão à frente da Agência. Jarbas Barbosa compartilhou os méritos com todo o corpo técnico da Anvisa.

Rapidez
“Os pedidos de registro de medicamentos genéricos que chegarem à Anvisa a partir do início de setembro de 2018 entrarão em processo de análise pela área técnica no dia seguinte ao protocolo de entrada. Com isso, quando uma empresa registrar um pedido, ela não ficará um ano esperando até seu dossiê começar a ser analisado, como era antes. As informações começarão a ser analisadas imediatamente. Então, o tempo de avaliação vai ser o tempo real, que dura em torno de seis meses, dependendo do grau de completude das informações que a empresa prestar no dossiê”, afirmou Jarbas Barbosa. “Isso vai aumentar bastante a oferta de produtos para a população. Mais pessoas terão acesso a opções de medicamentos para tratar diabetes e hipertensão, entre diversas outras doenças”, completou.

Sobre o antigo passivo, que era de quase 800 petições, o diretor-presidente explicou que, antes, além da grande demanda da indústria por registro dos produtos, havia um déficit de pessoal importante no órgão. Com a publicação da Lei 13.411, a Anvisa adotou uma série de estratégias para melhorar seu desempenho e eliminar a demanda existente, como a organização da fila por grupos semelhantes de pedidos de registro.

Jarbas elogiou o senador José Serra, que criou a Lei dos Genéricos (Lei 9787, de 1999) quando era ministro da Saúde, e também a liderança de Fernando Mendes, diretor da Diare, na condução do processo de melhorias internas que possibilitaram a redução passivo de petições que aguardavam na fila de análise de registro de medicamentos genéricos. Elogiou também toda a equipe da Gerência-Geral de Medicamentos e Produtos Biológicos (GGMED) e os servidores envolvidos, além de informar que outras áreas da Anvisa também reduziram o passivo de petições desde 2017.

Desenvolvimento
O diretor-presidente do órgão informou que, quando somados genéricos e similares (que podem ser considerados como genéricos de marca, já que atendem os mesmos requisitos regulatórios dos genéricos), o país alcança níveis de participação no mercado próximos aos de nações que entraram nessa política antes do Brasil, como os Estados Unidos (EUA). De acordo com dados de 2017, os genéricos e similares correspondem a cerca de 70% da produção nacional de medicamentos.

Jarbas afirmou que a adoção dos genéricos, além de ter aumentado o acesso da população a medicamentos e reduzido preço dos produtos, estimulou a indústria nacional, possibilitando o desenvolvimento de polos industriais importantes, como os de São Paulo e Goiás, provocando, portanto, impacto social, com geração de emprego e renda nas regiões.

“Isso mostra que a Anvisa é uma instituição viva, moderna e que não é indiferente às necessidades da sociedade brasileira”, concluiu.

Política exitosa
Durante o evento, o diretor da Diare, Fernando Mendes, reforçou que o programa dos genéricos foi implantado com sucesso. “O programa de genéricos, que teve participação da Anvisa, foi uma ideia brilhantemente implementada no país”, disse.

Ele também agradeceu aos servidores pela construção do atual modelo de registro de genéricos. “Tudo isso é válido quando o servidor da casa se envolve. Isso não é um ato de um diretor. Isso é o envolvimento do servidor da casa em um processo de melhoria”, disse o diretor.

Também presente ao evento, a diretora-executiva da PróGenéricos, Telma Salles destacou o papel do ex-ministro da Saúde, José Serra, e elogiou a Anvisa pela sua atuação na regulação do setor. “Foi a Anvisa que esculpiu, com seu rigoroso regramento, o virtuoso patamar em que hoje nos encontramos: uma combinação de avançada capacitação técnica, nova dinâmica nos processos produtivos da indústria farmacêutica, notável segurança terapêutica e, por que não, prodigioso sucesso comercial”, disse.

Segundo Telma Salles, atualmente existem no país 120 laboratórios produzindo genéricos, com aproximadamente 3.900 medicamentos registrados, alcançando 577 princípios ativos em mais de 21.700 apresentações e atendendo a 90% das patologias. De um total de 115 milhões de receitas emitidas nos 12 meses encerrados em fevereiro de 2018, 34% apontavam um genérico como a primeira opção. Entre 2015 e abril de 2018, o número de prescrições de genéricos cresceu 65,27%, num universo de 404 milhões de receitas aferidas.

Ela comentou também que o desconto mínimo de 35%, como estipula a Lei 9.787, ao longo do tempo, chegou até a 70%. Para Telma, os genéricos são, hoje, o principal instrumento de saúde pública disponível no país para minimizar a falta de acesso a esse serviço essencial, sobretudo no caso das doenças crônicas.

De acordo com a PróGenéricos, desde o ano 2000, as vendas de antilipêmicos, remédios contra o excesso de colesterol, cresceram cerca de 2.000% no país, em boa parte graças aos genéricos. As de anti-hipertensivos, quase 600%. Em 18 anos, os brasileiros já economizaram mais de R$ 110 bilhões com esses produtos em comparação ao que gastariam com medicamentos de referência.

Outras informações
O gerente-geral de Medicamentos da Anvisa, Varley Souza, também apresentou dados. De acordo com ele, a indústria brasileira responde por 85,5% dos registros de genéricos no país, que abrangem o tratamento de 95% das doenças existentes. Antibióticos e medicamentos de uso contínuo, como aqueles utilizados nos tratamentos de diabetes e hipertensão, são destaques.

Já o gerente de Avaliação de Tecnologia de Registro de Medicamentos Sintéticos (GRMED), Ronaldo Gomes, falou sobre diversos aspectos da estratégia interna para reduzir a fila de espera de petições de registro de medicamentos genéricos, tais como a melhoria de processos e a reorganização das demandas; adoção do teletrabalho, com aumento de produtividade dos servidores de, no mínimo, 20%; e a ampliação de consultores.

O evento comemorativo aos 18 anos dos genéricos no Brasil contou, ainda, com a participação de Sidney Clark, representante do IQVIA, The Human Data Science Company. “No Brasil, 44% das caixas de medicamentos tarjados comercializados em farmácias são genéricos”, afirmou. Ele disse também que esse tipo de medicamento é para todo mundo, está bastante pulverizado no mercado e é presente em todos os perfis de renda, da mais baixa até a mais alta. Sidney afirmou que o genérico é comercializado em farmácias grandes, médias e pequenas, de todas as capitais e cidades do interior.


ASCOM - ANVISA


Critérios microbiológicos de segurança e higiene para alimentos - ANVISA REALIZARÁ CONSULTA PÚBLICA PARA APRIMORAR A REGULAÇÃO


O Brasil vai aprimorar os critérios microbiológicos de segurança e higiene para alimentos. Para tanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizará, em breve, uma consulta pública que abrirá espaço para coletar sugestões sobre as normas, bem como sua aplicação. Além de uma minuta de uma nova Resolução de Diretoria Colegiada (RDC), a consulta também abrangerá uma Instrução Normativa (IN), que vai estabelecer as listas de critérios microbiológicos que deverão ser considerados pelo setor produtivo.

O objetivo da revisão de regras é aprimorar a regulação brasileira, trazendo mais segurança para o consumidor e harmonização com padrões internacionais.

Análise
Os padrões microbiológicos são critérios usados para aferir a segurança e a higiene de alimentos, devendo ser atendidos até o último dia de validade do produto. Os padrões relacionados à segurança incluem os micro-organismos patogênicos e/ou suas toxinas e metabólitos de relevância no produto, e, os de higiene, os micro-organismos indicadores.

O estabelecimento desses padrões é de competência da Gerência-Geral de Alimentos (GGALI), integra a Agenda Regulatória 2017/2020 e são utilizados como parâmetro de conformidade do produto nas ações de fiscalização realizadas pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) ou para verificar se as medidas de controle adotadas pelas empresas da cadeia produtiva de alimentos são efetivas.

A proposta de realização da consulta pública que tratará dos critérios microbiológicos de segurança e higiene para alimentos teve relatoria do diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, e foi aprovada pela Diretoria Colegiada (Dicol) do órgão no dia 03 de julho. O prazo para as contribuições será de 60 dias, a partir da publicação no Diário Oficial da União (D.O.U). Confira, na íntegra, o voto do relator da proposta.

Mais segurança
A RDC nº 12, de 2001, norma vigente sobre o tema, indica os microrganismos que devem ser avaliados e os limites de aceitação por categorias de alimentos, mas não incorporou riscos importantes que foram identificados após sua publicação.

Dessa forma, uma das razões para sua revisão foi a necessidade de inclusão de critérios de segurança emergentes, como, por exemplo, limites para a bactéria Cronobacter spp. em fórmulas infantis para lactentes, espécie associada a casos de infecção alimentares graves nesse público.

Observa-se também um desalinhamento dessa regulamentação nacional com os regulamentos e diretrizes internacionais que tratam da matéria, como a previsão de critérios para Listeria monocytogenes apenas em queijo, ao contrário de outros países que possuem padrões para produtos prontos para o consumo.

Esse cenário, além de trazer prejuízos ao país, também pode acarretar um nível de proteção à saúde dos consumidores inferior ao adotado por outros países.

Outros problemas relacionados a esse regulamento foram quanto ao enquadramento pouco preciso, que possibilitava que um mesmo produto fosse classificado em mais de uma categoria, com critérios distintos.

Os critérios microbiológicos estabelecidos na proposta de RDC são aplicáveis aos alimentos prontos para oferta ao consumidor, ou seja, produtos comercializados no mercado. A aplicação desses critérios permite avaliar a segurança dos alimentos na forma mais próxima possível do consumo, tendo sido o elemento mais importante para esta definição.

A proposta que irá à consulta pública foi elaborada considerando os critérios microbiológicos atualmente estabelecidos por organismos internacionalmente reconhecidos, como as normas adotadas pela União Europeia, Codex AlimentariusInternational Commission on Microbiological Specifications for Foods (ICMSF).

Desta forma, com a revisão da legislação a atuação da Anvisa estará atualizada e adequada a novos produtos, tecnologias de processo e micro-organismos, garantindo, assim, a proteção devida à saúde aos consumidores.

ASCOM - ANVISA


ZIDOVUDINA - LAFEPE, HELCLIVIR (ACICLOVIR) - BRAINFARMA e THEODORO F SOBRAL TEM MEDICAMENTOS SUSPENSOS PELA ANVISA


A Anvisa suspendeu nesta sexta-feira (6/7) três medicamentos por desvios de qualidade. Em dois casos a ação se refere a lotes específicos, no outro atinge todos os produtos da empresa.

Lafepe Zidovudina
Foi proibido um lote do Lafepe Zidovudina do xarope 10mg/ml, frascos de vidro âmbar 200ml. O lote proibido é o17080002, com data de fabricação 08/2017 e validade 08/2019.
A empresa que produz o medicamento, o laboratório Lafepe, identificou a presença de partículas estranhas no medicamento e comunicou à Anvisa que está fazendo o recolhimento do lote. As demais unidades do produto estão liberadas.

Heclivir (aciclovir)
Também está suspenso o lote B16L1470 (val 11/2018) do medicamento Heclivir (aciclovir), 200mg, comprimido. O produto é fabricado pela Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica.

O lote do medicamento foi analisado pelo Laboratório Central de Saúde Pública do DF, que identificou problemas nos ensaios e nos rótulos.

A empresa deverá fazer o recolhimento do produto.

Medicamentos Theodoro F Sobral
A Anvisa também suspendeu todos os medicamentos da Theodoro F Sobral & Cia. A empresa perdeu o Certificado de Boas Práticas de Fabricação e foi classificada com insatisfatória.

Com isso, os medicamentos da Theodoro F Sobral não podem ser comercializados.

ASCOM - ANVISA


Consulta Pública sobre Atenção à Saúde: prorrogado prazo para contribuições


A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) prorroga, até o dia 19/07/2018, o prazo para envio das contribuições a respeito da Consulta Pública nº 66, sobre o Programa de Certificação de Boas Práticas em Atenção à Saúde, que apresenta como principal projeto o Programa de Certificação em Atenção Primária em Saúde (APS).

“A consulta pública é uma etapa fundamental para a instituição de um programa justo e adequado, que efetivamente contribua com a mudança dos modelos assistencial e de remuneração de prestadores no Brasil”, ressalta Rodrigo Aguiar, diretor de Desenvolvimento Setorial ANS.

Os interessados poderão enviar sugestões ou críticas relativas à minuta de Resolução Normativa e todos os anexos, entre eles o Manual de Certificação em Boas Práticas em Atenção Primária em Saúde, que define o Programa de APS e detalha os critérios que devem ser adotados pelas operadoras de planos de saúde e entidades acreditadoras interessadas em aderir à iniciativa.

O Programa de Certificação em Atenção Primária em Saúde (APS) consiste na concessão, por intermédio de entidades acreditadoras independentes, de um selo de qualidade às operadoras que cumprirem requisitos pré-estabelecidos relacionados a essa temática. O objetivo de instituir o selo APS é estimular a qualificação, o fortalecimento e a reorganização da atenção básica, por onde os pacientes devem ingressar no sistema de saúde. O projeto propõe ainda o estimulo à implementação de modelos inovadores de remuneração de prestadores no setor e a implementação de indicadores de atenção primária, em conformidade com evidências científicas, para monitoramento dos cuidados primários na saúde suplementar.

A Consulta Pública nº 66 pode ser acessada aqui.

Fonte: ANS


Liminar contraria Carf e suspende cobrança tributária no caso da Johnson & Johnson


Após sair parcialmente derrotada na esfera administrativa, a Johnson & Johnson obteve uma vitória nas vias judiciais: o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), em caráter liminar, entendeu que não houve fraude ou dolo em uma operação considerada irregular pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) no começo do ano.

A decisão da 4ª Vara Cível Federal de São Paulo, proferida no dia 18 de junho, permite à contribuinte debater a questão sem a exigibilidade do crédito. Na prática isso significa que a Johnson & Johnson não pode ser impedida de receber a certidão de regularidade fiscal ou ser inserida nos cadastros de dívida ativa enquanto o Judiciário analisa o mérito da questão. O valor em jogo, segundo fontes ligadas ao caso durante sua tramitação no Carf, poderia passar de R$ 800 milhões.

Na liminar, a juíza federal substituta Tatiana Pattaro Pereira explicou que “não houve demonstração pelo Fisco de fraude ou simulação” por parte da Johnson & Johnson. Ao analisar os argumentos da contribuinte, que alega haver propósito negocial na operação, a decisão da magistrada acaba chegando a conclusões divergentes do acórdão do Carf sobre o assunto, de janeiro desse ano.

“A legislação fiscal aplicável à época do fato gerador não vedava, sob qualquer aspecto, o reconhecimento, registro, amortização e dedução do ágio pelo simples fato de as operações terem sido realizadas entre partes relacionadas”

Tatiana Pattaro Pereira, Juíza Federal Substituta da 4ª Vara Cível Federal de São Paulo
“O Fisco não pode desconsiderar os negócios jurídicos da forma em que realizados, pela simples suposta falta de propósito negocial. Se não houver fraude ou simulação nas operações realizadas, estas serão válidas, ainda que tenham o propósito único de economizar tributos”, afirmou a juíza na decisão liminar.

O escritório que defendeu a ação no Carf também foi responsável pela apelação à Justiça. Segundo um advogado que acompanha o caso desde a esfera administrativa, a alegação de fraude, que motivou a multa de 150% do imposto devido, caiu na própria esfera administrativa e não é mais controversa, com a tese apontando para nenhum tipo de abuso por parte da Johnson. Segundo o tributarista, o despacho não autorizaria o Fisco a falar que o ágio interno seria artificial.

Ainda no texto da liminar, Tatiana lembrou que a necessidade de propósito negocial entre as partes, essencial para a amortização de valores de ágio, tem fundamento em leis posteriores aos fatos – no caso, a Lei nº 12.973/2014.

“Importa ressaltar que a legislação fiscal aplicável à época do fato gerador não vedava, sob qualquer aspecto, o reconhecimento, registro, amortização e dedução do ágio pelo simples fato de as operações terem sido realizadas entre partes relacionadas, o que veio a ocorrer somente partir de 1º de janeiro de 2015, com a vigência da Lei nº 12.973/2014”, salientou a juíza.

Outros advogados que analisaram o caso entendem que a decisão abre um precedente para casos de ágio que começam a alcançar o Judiciário.

“Embora se trate de decisão precária, passível de revisão pelo TRF-3, apresenta-se como importante referencial e talvez inédito sobre o tema, já que o Fisco Federal têm, reiteradamente, desconsiderado negócios jurídicos licitamente entabulados por contribuintes”, pontuou o sócio da Hosang Advocacia Tributária, Wernerson Hosang. O tributarista lembrou que a liminar sinaliza “a inaplicabilidade automática dos poderes conferidos pelo art. 116 do CTN à Autoridade Fiscal, sem que antes haja regulamentação por lei ordinária federal e à mingua da comprovação cabal do cometimento de fraude nas operações”.

O sócio do FNGV Advogados, Paulo Vital Olivo, ressaltou a importância da instância judicial na ação sobre o ágio, tema considerado sensível. “Esses processos obrigarão o Poder Judiciário a se posicionar a respeito de um tema fundamental em planejamentos tributários mas que por enquanto vem sendo discutido apenas no âmbito do Carf, que é a existência de propósito negocial em operações que geram algum benefício ou reflexo fiscal positivo para os contribuintes”.

“A tendência é que o Poder Judiciário passe a receber mais processos relacionados ao tema, pois a maioria dos contribuintes têm perdido a disputa no âmbito do Carf”, concluiu o tributarista.

Haveria, segundo advogados ouvidos pelo JOTA, ao menos cinco casos relevantes com o mesmo tema tramitando nos Tribunais Federais da 3ª (TRF-3) e da 4ª Região (TRF-4).

Entenda o caso
Em um processo bastante comentado e comemorado como uma inédita vitória dos contribuintes à época, a turma reverteu uma multa qualificada, de 150%, sobre ágio interno. Em sua sustentação oral, a contribuinte defendeu que o ágio, fruto de uma reorganização interna das empresas do grupo no Brasil que durou três anos, ocorreu com o suporte de laudos de avaliação e de forma idônea e transparente.

Conselheiros envolvidos no caso afirmaram que decisão é um dos raros casos de ágio julgado favoravelmente ao contribuinte após a Operação Zelotes.

A relatora foi a então conselheira Daniele Souto Rodrigues Amado, representantes dos contribuintes. Danielle entendeu que os paradigmas apresentados pela PGFN tratavam de casos que partiam da existência de simulação em operações, o que não existia no caso da Johnson. Por seis votos a dois a cobrança principal foi mantida, mas por cinco votos a três a qualificação da multa imposta contra a empresa foi afastada.

Processo citado na matéria: 16561.720172/2012-20
GUILHERME MENDES – Repórter de Tributário do JOTA
Cédulas de dinheiro. Crédito Marcos Santos/USP Imagens


Saúde lança plano para eliminar hepatite C


A meta é simplificar o diagnóstico, ampliar a testagem e fortalecer o atendimento às hepatites virais. Atualmente o tratamento disponível no SUS possibilita mais de 90% de chance de cura

Um plano pactuado entre o Ministério da Saúde, estados e municípios, pretende eliminar a hepatite C no Brasil até 2030. A ideia é simplificar o diagnóstico, ampliar a testagem e fortalecer o atendimento às hepatites virais. Atualmente, a hepatite C tem o maior número de notificações dentre todas as hepatites. Em 2017, a taxa de incidência foi de 11,9 casos por cada 100 mil habitantes. São mais de um milhão de pessoas que tiveram contato com o vírus do tipo C, o que representa 0,71% da população brasileira. Lançado nesta quarta-feira (04), o plano irá definir as populações prioritárias para tratamento, além de avaliar a incorporação de novas tecnologias.

A diretora do Departamento de IST, HIV/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, explica que o maior desafio do Plano é realizar a busca das pessoas que, ainda que diagnosticadas não estão em tratamento e daquelas que ainda não foram diagnosticadas. "A hepatite C é uma doença silenciosa. Muitas pessoas estão com o vírus da hepatite C e não apresentam nenhum sintoma, então diagnosticar e tratar essas pessoas da forma mais rápida possível é essencial para a qualidade de vida dessas pessoas e também para a saúde pública”, enfatizou a diretora.

Encontre, em anexo, a apresentação completa e o boletim epidemiológico de hepatites virais 2018.

O tratamento, atualmente disponível no SUS, possibilita em mais de 90% de chance de cura e é oferecido a todos os pacientes com hepatite, independente do grau de lesão do fígado. Desde 2015, 76,5 mil pacientes foram tratados. Para atender as metas do novo plano, o Ministério da Saúde está em processo de aquisição de 50 mil novos tratamentos.

O plano de eliminação está alinhado com as metas da Organização Mundial de Saúde (OMS), a meta é tratar 19 mil pessoas este ano, e a partir de 2019, 50 mil pacientes por ano até 2024. A partir de 2025, esse número passa a ser de 32 mil novos tratamentos ao ano. Assim, espera-se reduzir em 65% a mortalidade por hepatite C até 2030. 

Na área do diagnóstico foram notificadas 24,4 mil pessoas com hepatite C em 2017. Até 2030, a meta é ampliar o diagnóstico e tratamento para reduzir em 90% o número de novos casos. Para 2018, a meta é diagnosticar 30 mil pessoas em 2018 e, a partir de 2019, 40 mil ao ano até 2030. Para aumentar o diagnóstico, o Ministério da Saúde distribuiu 12 milhões de testes em 2017; destes, 9 milhões foram para hepatite C. A meta é testar para hepatite C 100% do público prioritário até 2030.

O Secretário da Vigilância em Saúde, Osnei Okumoto, reforçou que, além da assistência, o Ministério da Saúde está investindo também em comunicação para redes sociais. "A partir de hoje estamos lançando nas redes sociais um vídeo com o chefe de cozinha Henrique Fogaça, que esclarece dúvidas de prevenção sobre as hepatites de uma forma geral. Assim, estaremos atingindo esse público jovem".  

PANORAMA DAS HEPATITES 
O Brasil registrou 40,1 mil casos novos de hepatites virais em 2017. A hepatite A é comumente transmitida por água e alimentos contaminados. O Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde informa que os casos da doença mais que dobraram em homens de 20 a 39 anos. No estado de São Paulo o número saltou de 155 casos, em 2016, para 1.108 em 2017. Surtos recentes têm sido relatados pelas práticas sexuais, com transmissão oral-anal, no estado. O município de São Paulo em 2017 notificou 786 casos dos quais 302 foram atribuídos a transmissão sexual.

A vacina para hepatite A está disponível no SUS, sendo oferecida no Calendário Nacional de Vacinação para crianças a partir de 15 meses a 5 anos de idade incompletos. Entretanto, no estado de São Paulo, a vacinação está disponível também para homens que fazem sexo com homens.

Em relação à hepatite B, os últimos 10 anos apresentaram pouca variação. Foram 14,7 mil casos em 2016 e 13,4 mil em 2017. A transmissão se dá por sangue contaminado, sexo desprotegido, compartilhamento de objetos perfurocortantes e por transmissão vertical. A vacina para hepatite B está disponível no SUS para todas as pessoas. Na criança, é dada em quatro doses, sendo a primeira ao nascer. Nos adultos, que não se vacinaram na infância, são três doses. Em 2017, foram distribuídas 18 milhões de vacinas para todo o país e atualmente, 31,1 mil pacientes estão em tratamento para a doença.

A hepatite C acomete, principalmente, os adultos acima de 40 anos. Foram notificados, desde o final da década de 90, 331,8 mil pessoas com a doença. Foram 24,4 mil casos registrados em 2017. O tratamento com os antivirais de ação direta, disponível no SUS desde 2015, apresentam taxas de curas superiores a 90%. A doença é transmitida por sangue contaminado, sexo desprotegido, compartilhamento de objetos perfurocortantes.

Por Nivaldo Coelho, da Agência Saúde

Anexos:



EMA dá parecer positivo à introdução da terapia celular na UE


O Comité de Medicamentos de Uso Humano (CHMP) da Agência Europeia do Medicamento (EMA) concedeu parecer positivo para uma nova abordagem terapêutica, iniciando, assim, o caminho para a introdução da terapia celular na União Europeia (UE).
A terapia celular com células CAR-T no tratamento do linfoma difuso de grandes células B, pertence a uma nova geração de imunoterapias personalizadas para o tratamento de doenças hemato-oncológicas.

Trata-se de uma imunoterapia que modifica as células T do sistema imunitário do próprio doente, para que estas reconheçam e ataquem as células tumorais. Esta terapia tem o potencial de induzir respostas completas – sem cancro detetável – nos doentes com linfoma difuso de grandes células B. De salientar que esta abordagem terapêutica inovadora integrou o programa PRIME (Medicamentos Prioritários) da EMA em 2016.

O parecer positivo do CHMP surge no seguimento da revisão pelos reguladores da UE, incluindo o Comité de Terapias Avançadas. Esta recomendação será analisada pela Comissão Europeia, a qual tem competência para aprovação de medicamentos a utilizar nos 28 países da UE, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Esta opinião positiva do CHMP é um passo muito importante para os doentes europeus que vivem com linfoma difuso de grandes células B refratário ou em recidiva após duas ou mais linhas de tratamento. Note-se que, até agora, estes doentes não tinham praticamente nenhumas opções de tratamento eficazes.

Estima-se que, em 2018, existam 7.700 doentes, na UE, cuja elegibilidade para a terapia celular com células CAR-T pode agora ser avaliada

Jornal Médico -PT


Ex-secretário de Saúde do RJ implica empresas, dentre elas PHILIPS, JOHNSON & JOHNSON, STRYKER, e empresários CAURIO SPERANZINI da GE, STUESSEL AMORA da WM, ELY DABASONS e MARCO AURÉLIO da PER PRIMA


O ex-secretário de Saúde do Rio de Janeiro Sérgio Cortes afirmou que o empresário Miguel Iskin, preso na quarta-feira (4) na Operação Ressonância, era uma "garantia de sucesso" para diversas multinacionais no país.

Também alvo das investigações, o ex-secretário afirma que nunca discutiu propina com as firmas internacionais. Mas diz que todas sabiam do relacionamento próximo entre ele e Iskin e se beneficiaram disso.

Ex-diretor do Into - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, ele mencionou ainda o envolvimento de outros três empresários no esquema: Stuessel Amora, da WM, Ely Dabasons e outro identificado como Marco Aurélio, da Per Prima.

Esta última firmou acordo de leniência com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

"Os fabricantes das multinacionais tinham conhecimento da importância desse contato ser intermediado por essas quatro empresas, como uma 'garantia de sucesso' para a manutenção das relações comerciais e futuras vendas", disse Cortes na quinta-feira (5) à Polícia Federal.

Ele relatou ter recebido propina apenas de Iskin, o que já havia confessado à Justiça Federal.

Estão sob investigação multinacionais como Philips, Johnson & Johnson, Stryker e outras grandes empresas especializadas em equipamentos médicos e implantes.

O principal executivo da GE na América Latina, Daurio Speranzini Junior, teve a prisão temporária convertida em preventiva, sem prazo para terminar. Ele é investigado principalmente por fatos relacionados ao período em que esteve na Philips, até 2010.
A decisão foi tomada em razão de um dossiê encontrado na casa do executivo sobre um ex-funcionário da Dixtal, empresa adquirida pela Philips.

A Justiça considerou que o dossiê aponta haver "fortes indícios de que Daurio participa ativamente da organização criminosa" no setor.

Iskin é apontado como o organizador do cartel em pregões internacionais na Secretaria de Saúde e no Into desde 1996. As investigações apontam que ele cobrava até 40% de comissão dos fabricantes de produtos para garantir a vitória nos certames. Esse valor era usado, segundo o Ministério Público Federal, para pagar propina a agentes públicos.

Cortes disse que "acredita que existia um tipo de ajuste entre os quatro fornecedores [nas licitações] ". Ele declarou, porém, não saber de que forma isso se dava.

Em março, o ex-secretário já havia relatado ao júiz Marcelo Bretas como Iskin tinha vantagem competitiva sobre os concorrentes

"O Miguel conhecia todos os nosso grandes projetos para a área da saúde. Ele j á tinha conhecimento, ia às fábricas fazer grandes negociações pelo volume que seria de aquisição de materiais, e com isso ele conseguia grandes descontos", afirmou o ex-secretário na ocasião.

"Não existia superfaturamento, mas a margem [de lucro] dele era muito grande. Desta margem é que vinha o dinheiro para mim", disse durante interrogatório Cortes, que devolveu US$4,2 milhões depositados no exterior à Justiça Federal.

O ex-secretário tentou, sem sucesso, fazer um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.

A confissão dele é vista com reservas na Procuradoria. Investigadores avaliam que ele não relatou todos os fatos criminosos de que se beneficiou.

Iskin nega suspeitas e diz que praticava preços de mercado

OUTRO LADO
A defesa de Miguel Iskin afirmou que o empresário nega as suspeitas levantadas pelo MPF. Afirma que "não houve licitação vencida pela Oscar Iskin [nome da firma] na qual o preço não fosse o de mercado, ou seja, o correto". Também nega ter pago propina a qualquer agente público.

A reportagem não conseguiu localizar Amora e Dabasons nos telefones de suas empresas.
A Philips afirmou que "está cooperando com as autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos quanto às alegações apresentadas".

A Johnson & Johnson declarou que "segue rigorosamente as leis do país e está colaborando com as investigações".

Com informações de Ítalo Nogueira na Folha de São Paulo


sexta-feira, 6 de julho de 2018

Primeiro centro privado para bionegócios no Brasil é inaugurado em MG


Foi inaugurado nesta quinta-feira (5/7) o BiotechTown, primeiro centro privado e integrado do Brasil a fornecer ambiente e recursos necessários ao desenvolvimento de empresas, produtos e negócios nas áreas de Biotecnologia e Ciências da Vida. O lançamento foi realizado na sede do empreendimento em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A ação pioneira é uma iniciativa do Governo do Estado e da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), com a parceria da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) e de sua agência de inovação, a Fundep Participações (Fundepar), além do apoio da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Associação Nacional de Empresas de Biotecnologia (Anbiotec) e do projeto CSul – Desenvolvimento Urbano.

O presidente da Codemge, Marco Antônio Castello Branco, esteve presente no evento, representando o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel. Castello Branco ressaltou que o BiotechTown marca um novo capítulo da biotecnologia mineira e é fruto de um projeto estadual de desenvolvimento. De acordo com ele, trata-se de uma iniciativa importante, que propiciará soluções diversas para a vida animal, vegetal e, principalmente, humana.

Empresa investida da Codemge, o BiotechTown tem o objetivo de impulsionar empresas nascentes ou já estabelecidas, fornecendo ambiente integrado e recursos necessários para sua inserção e expansão nos mercados de base biotecnológica. O investimento previsto é de R$ 35 milhões, sendo R$ 5,6 milhões já realizados.

O CEO do BiotechTown, Pedro Vidigal, destacou a importância dos investidores, Codemge e Fundepar, e anunciou a chamada para o primeiro grupo de startups que terá a oportunidade de participar do processo de desenvolvimento de negócios no BiotechTown, que envolve investimento financeiro, metodologia customizada e acesso à mentores especializados. O Programa de Desenvolvimento de Negócios selecionará 10 empresas das áreas de biotecnologia e ciências da vida. As inscrições estão abertas até 24 de agosto e podem ser feitas no site do BiotechTown.

Referência internacional em análise e desenvolvimento de ecossistemas tecnológicos, a especialista Karin Mayer Rubinstein, CEO e presidente da Indústrias de Tecnologia Avançada de Israel (IATI), apresentou o cenário global de Biotecnologia e Ciências da Vida e as tendências do segmento. Ela salientou as similaridades da cultura empreendedora de Israel e de Minas Gerais. “Minas Gerais tem uma das melhores fontes de capital humano, muitas pessoas com vontade e paixão, que podem fazer do estado um dos melhores ecossistemas de biotecnologia e ciências da vida”, enfatizou.

Também participaram da cerimônia o presidente da Fundep, Alfredo Gontijo, o diretor da Fundepar Ramon Azevedo e o vice-prefeito de Nova Lima, João Marcelo. Integrando o painel Visão Nacional, que discutiu o mercado de biotecnologia e ciências da vida, estavam Leopoldo Lima, gerente de Inovação e Startups do Hospital Albert Einstein, Janayna Bhering, CEO da Safe Test Diagnósticos, Leonidas Rezende Jr., diretor da Ampligenix Biotech, e Rodrigo Rodrigues, gerente de Inovação da Jansen. Ao todo, mais de 250 pessoas estiveram presentes no evento.

Desenvolvimento e aceleração de negócios
O BiotechTown busca constituir um ambiente de desenvolvimento e aceleração de negócios e empresas em biotecnologia com infraestruturas compartilhadas como laboratórios de pesquisa e desenvolvimento e linhas de produção, acesso a serviços tecnológicos especializados e a extensa rede de conhecimento. Apoiando desde o desenvolvimento do produto, passando pelo registro e pela produção inicial, até a inserção dos produtos no mercado nacional e internacional, todo o modelo foi idealizado para o desenvolvimento de produtos de ponta a ponta, em um mesmo local, de forma completamente integrada.

O BiotechTown busca oferecer ao mercado uma estrutura privada de desenvolvimento em biotecnologia que reduza riscos e acelere o lançamento de novos produtos e serviços no mercado brasileiro e internacional. O projeto objetiva também ser a porta de entrada para produtos biotecnológicos estrangeiros no mercado latino-americano. O BiotechTown será a estrutura holding em abrigar outras estruturas adequadas para prestar serviços em três âmbitos complementares: desenvolvimento final de produto, produção comercial inicial e aceleração de negócios de biotecnologia.

Com essa estrutura, é esperado que o BiotechTown gere, em 20 anos, 200 novos negócios em biotecnologia por meio de sua aceleradora, que selecionará empreendimentos para aceleração que possuam novas tecnologias em biotecnologia. Além disso, mais de 150 projetos de inovação serão desenvolvidos em seu Centro de Desenvolvimento em Biotecnologia, e mais de 100 clientes serão atendidos para produção comercial por ano, possibilitando à Codemge exercer sua competência de fomentar projetos nas áreas de ciência, tecnologia, pesquisa e inovação no setor de biotecnologia.

Complexo integrado e inovador
O BiotechTown inicia sua atuação com o Business Developer, utilizando metodologia customizada de desenvolvimento de empresas nascentes e realizando investimentos financeiros para expandir e escalar os negócios. O centro oferecerá, ainda, suporte em diversas áreas que incluem assuntos regulatórios, inteligência de mercado, prospecção tecnológica, entre outras soluções, contando com acesso a extensa rede de mentores e parceiros globais. Sua primeira expansão incluirá a implantação do Open Lab e do Contract Manufacturing Organization (CMO), modelos que oferecerão infraestrutura laboratorial, equipamentos e profissionais para atender demandas empresariais que visam ao desenvolvimento rápido de produtos e à sua produção, minimizando os custos e investimentos das empresas.

O projeto nasce para catalisar o desenvolvimento de novas empresas e a inserção de novos produtos de companhias já estabelecidas. Entre os diferenciais do BiotechTown, estão o alto grau de integração entre suas estruturas, a visão ponta a ponta no desenvolvimento de produtos e o fomento a empresas nascentes.

Localizado em um dos principais polos de inovação de Minas Gerais, o BiotechTown foi construído em uma área de 2.100 m², com arquitetura moderna e instalações totalmente equipadas, no condomínio Alphaville Lagoa dos Ingleses, em Nova Lima. A região é, também, o segundo cluster brasileiro de Biotecnologia e Ciências da Vida.
Biotecnologia e Ciências da Vida
A Biotecnologia é um conjunto de técnicas que valoriza processos biológicos no desenvolvimento de tecnologias e produtos que geram benefícios em diversas áreas, como medicina, nutrição, farmácia, meio ambiente, agricultura e infraestrutura, por exemplo. As inovações biotecnológicas geram impacto na melhoria da qualidade de vida e na saúde das pessoas.

Minas Gerais desponta no mercado nacional de Biotecnologia e Ciências da Vida, com alto potencial de crescimento. O estado pode ser considerado um importante polo de biotecnologia no Brasil, sendo que a maior concentração ocorre na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com destaque para empresas de diagnóstico in vitro. Também se destacam empresas no Triângulo Mineiro que atuam na área de genética animal e empreendimentos na Zona da Mata voltados para o agronegócio.

Codemge e alta tecnologia
Desde 2015, o Governo do Estado e a Codemge têm se dedicado a estimular projetos e novas oportunidades no nicho de empresas de alta tecnologia e inovação no território mineiro, incluindo a biotecnologia. A Diretoria de Fomento à Alta Tecnologia da Companhia foi especialmente criada para estimular o importante eixo estratégico da alta tecnologia, segmento de mercado que cresce dia após dia.

Buscando dinamizar a economia mineira e elevar sua vantagem competitiva, a Codemge tem promovido investimentos diversificados, em novos modelos de negócio e segmentos estratégicos, como Biotecnologia, meio ambiente e outros: Eletroeletrônica, Semicondutores e Telecomunicações; Aeroespacial, automotivo, química, de defesa e segurança; Medicamentos e produtos do complexo da saúde; Novos materiais, tecnologia de informação, ciência e sistemas de computação e software.

A Empresa divide sua atuação no setor de alta tecnologia em três vias principais: investindo diretamente em empresas estratégicas, com aporte de capital (por meio da Codemig Participações S.A – Codepar, subsidiária integral da Codemge, buscando atrair, manter e incentivar empresas e projetos e expandindo a cadeia dos produtores de alta tecnologia em Minas Gerais); investindo diretamente por meio de fundos de investimento destinados ao fomento de regiões e áreas estratégicas para Minas Gerais (FIPs – Fundos de Investimento em Participações); e conduzindo projetos em parceria a outras diretorias da Codemge (como Voe Minas Gerais, projeto MG Grafeno e instalação do laboratório-fábrica de ligas e ímãs de terras raras em Minas Gerais). Outras informações: www.codemge.com.br

Fonte: Agência Minas Gerais


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