Destaques

domingo, 29 de janeiro de 2017

SECEX Passa a funcionar no edifício sede do MDIC na Esplanada dos Ministérios em Brasília

A partir desta sexta-feira(27), todos os departamentos da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) passam a funcionar no edifício sede do MDIC, na Esplanada dos Ministérios.

Os ofícios, documentos, solicitações e demais expedientes destinados à SECEX deverão ser, a partir desta data, encaminhados ao Protocolo Geral do Ministério e seguir as normas constantes da Portaria Secex nº 9, de 26/01/2017, publicada no Diário Oficial da União desta sexta.


Assessoria de Comunicação Social do MDIC


INPI - 70 novos servidores são incorporados ao quadro na tentativa de agilizar a análise de pedidos de marcas e patentes

Medidas desenvolvidas em conjunto com o MDIC, produtividade no exame de patentes aumentou 60% em menos de um ano

70 novos servidores que foram aprovados no concurso de 2014, foram empossados pelo ministro Marcos Pereira, nesta quarta-feira(25).

A solenidade foi realizada na sede do INPI, no Rio de Janeiro. Os novos servidores unem-se aos outros empossados pelo ministro em julho de 2016 para agilizar a análise de pedidos de marcas e patentes.

Em seu discurso, o ministro afirmou saber que o reforço de pessoal ainda não é suficiente para acabar com o estoque de pedidos (backlog), mas destacou que, apenas no ano de 2016, quando os primeiros concursados tomaram posse, já houve um aumento de 60% da produtividade do INPI, isso considerando apenas a área de patentes.

Segundo o Instituto, de 2015 para 2016 as decisões na área de patentes passaram de 15.842 para 25.481. No mesmo período, na área de marcas, os números subiram de 189.916 para 195.896.

"As contratações são fundamentais para aumentar a performance do INPI com o objetivo de elevar o serviço aos padrões internacionais", declarou o ministro. "Sabemos que o desenvolvimento do país passa por aqui. A geração de mais empregos depende da competitividade das empresas nacionais e estrangeiras que muitas vezes depositam aqui seu futuro", assinalou.

O presidente do INPI, Luiz Otávio Pimentel, destacou o empenho pessoal do ministro em conseguir a nomeação dos novos servidores e afirmou que eles serão fundamentais para melhorar ainda mais a produtividade do instituto.

Além do reforço no quadro técnico, Marcos Pereira lembrou outras medidas que foram tomadas durante sua gestão no MDIC para aumentar a eficiência do INPI. Ele destacou que conseguiu junto ao presidente Michel Temer descontingenciar o orçamento do órgão.

Assim, em 2016, a verba para custeio e investimento do INPI aumentou 40%. Ele também citou as assinaturas de acordos internacionais com o Escritório Europeu de Patentes (EPO), com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), além de Japão e França, com o objetivo de incentivar a troca de conhecimentos e modernização tecnológica do INPI.

Ao final de seu discurso, o ministro se comprometeu a continuar trabalhando para aperfeiçoar o trabalho do INPI, destacando que o órgão continuará a ocupar posição estratégica nas políticas desenvolvidas pelo MDIC de apoio ao setor produtivo nacional e de melhora do ambiente de negócios de forma global.

Patentes e marcas

Os 30 pesquisadores em Propriedade Industrial empossados irão examinar patentes de diversos segmentos, alguns bastante estratégicos como os setores de medicamentos e semicondutores. Já os 40 tecnologistas que tomaram posse hoje farão exame de marcas, sendo que três deles atuarão no exame de desenho industrial e um nos exames de programa de computador e de topografia de circuitos integrados.


Com informações da Assessoria de Comunicação Social do MDIC

Senado Federal, nova mesa será eleita por voto secreto

A eleição dos membros da Mesa para o biênio 2017-2018 é a principal tarefa dos senadores logo após o recesso parlamentar.
Depois de eleger o novo presidente do Senado, eles escolherão os demais integrantes da Mesa, formada ainda por dois vice-presidentes, quatro secretários e quatro suplentes de secretários. O colegiado comanda a atividade política e legislativa do Senado.

O nome do presidente deve ser conhecido ainda no dia 1º, após votação na reunião preparatória convocada para 16h. Proclamado o resultado, o escolhido conduzirá o processo de eleição dos demais membros da Mesa, no mesmo dia ou nos seguintes, em tantas votações quanto necessárias até que todos os cargos sejam preenchidos.

Proporcionalidade
De acordo com a Constituição (artigo 58), a composição da Mesa deve refletir a representatividade eleitoral dos partidos ou blocos parlamentares que participam da Casa. Utiliza-se o critério da proporcionalidade para indicar o número de cargos a que o partido terá direito e a ordem em que exercerá a escolha pelas vagas. A votação é secreta, por maioria de votos, presente a maioria dos senadores.

O princípio constitucional admite o critério de representatividade partidária, mas também processo de eleição. Esse segundo preceito torna igualmente possível a construção de acordos entre as legendas sobre a forma de compor a Mesa. Do mesmo modo, fica aberto caminho para que senadores se lancem às vagas como candidatos avulsos.

Ordem
São sete os cargos na Mesa. Que se somam às quatro vagas de suplente. Quanto maior for a bancada de um partido, mais importantes serão os cargos à sua disposição.
Com base na proporcionalidade e na composição partidária mais recente do Senado, a escolha dos cargos, em rol que inclui a presidência da Casa, será exercida pelos partidos na seguinte ordem:
PMDB (que terá direito a escolher a Presidência, a 2ª vice-presidência e a 1ª suplência);
PSDB (1ª vice-presidência e 4ª secretaria);
PT (1ª secretaria);
PP (2ª secretaria);
PSB (3ª secretaria);
PR (2ª suplência);
PSD (2ª suplência); e
DEM (2ª suplência).
Com bancada formada por menos de quatro senadores, outros nove partidos ficam inaptos para pleitear cargos.

Outra hipótese seria calcular a proporcionalidade considerando as bancadas pelos seus quantitativos à data da diplomação, segundo regra do Regimento Interno do Senado que também confirma o princípio da representatividade partidária. Nesse caso, valerá a composição da Casa no início da atual Legislatura, a 55ª, referente ao quadriênio 2015-2018.

De acordo com o Regimento Interno, a ordem de escolha ficaria assim estabelecida: PMDB (Presidência, 2ª vice-presidente e 10ª); PT (1ª vice-presidência e 4ª secretaria); PSDB (1ª secretaria), PDT (2ª ou 3ª secretaria); PSB (2ª ou 3ª secretaria); DEM (1ª ou 2ª suplência); PP (1ª ou 2ª suplência); PR (1ª ou 2ª suplência); PSD (4ª suplência); e PTB (4ª suplência).

Painel eletrônico
As candidaturas a cada cargo são encaminhadas por meio de ofício assinado pelo líder de cada partido ou apresentadas no momento da reunião preparatória. Em caso de chapa única, a votação secreta poderá ser feita pelo painel eletrônico. Eleição para cargo com mais de um candidato poderá ser feita por votação em urna eletrônica (mesmo padrão utilizado nas comissões) ou por meio de cédula em papel.

A eleição da Mesa se faz por maioria simples, em que o resultado corresponde à maioria dos votos, estando presentes pelo menos 41 senadores.

Atribuições
A Mesa do Senado tem, conforme o Regimento Interno da Casa, a atribuição de convocar e conduzir as sessões plenárias, cuidar de eleições internas, votações secretas, correspondências e identificação de senadores.

Ao presidente cabe “velar pelo respeito às prerrogativas do Senado e às imunidades dos senadores, convocar e presidir as sessões do Senado e as sessões conjuntas do Congresso Nacional, fazendo observar na sessão a Constituição, as leis e o regimento”. O presidente também define a Ordem do Dia e conduz as votações. Além disso, está encarregado de dar posse aos senadores e convocar suplentes.

Ao 1º vice-presidente cabe substituir o presidente do Senado em suas ausências. Ao 2º vice-presidente, cabe substituir o primeiro em caso de impedimentos.

O 1º secretário tem, entre outras atribuições, a tarefa de ler em Plenário a correspondência oficial recebida pelo Senado, os pareceres das comissões, as propostas apresentadas e todos os documentos que façam parte do expediente da sessão. Também assina e recebe a correspondência do Senado.

O 2º secretário é o responsável por lavrar as atas das sessões secretas. Já o 3º e o 4º secretários têm como funções auxiliar o presidente em eleições, fazendo, por exemplo, a contagem dos votos.

Comissão Diretora
Os senadores eleitos para a Mesa do Senado integram também a Comissão Diretora, órgão distinto da Mesa, que trata especialmente das questões administrativas. A Comissão Diretora tem a atribuição de administrar o Senado, apresentando projetos de resolução sobre a organização e o funcionamento da Casa.

Jane de Araújo/Agência Senado


Senado elege novo presidente na próxima quarta-feira

Por maioria simples de votos, com a presença da maioria absoluta dos senadores (41), o Senado elege na próxima quarta-feira (1º) seu novo presidente.

A eleição ocorre em reunião preparatória marcada para as 16h, no Plenário da Casa e será comandada pelo atual presidente, Renan Calheiros.

Os candidatos ao cargo de presidente podem se apresentar previamente ou apenas no momento da sessão. As candidaturas podem ser formalizadas por ofício encaminhado à Mesa antes da sessão, manifestação oral antes da votação, indicação de bancada ou de forma avulsa, por um senador independente.

Em caso de candidatura única, a votação, secreta, se dá no painel eletrônico do Senado. Para disputas com mais de um candidato há duas opções: utilizar a urna eletrônica, como ocorre nas comissões da Casa; ou cédulas de papel, com os nomes de todos os postulantes à vaga.

Neste caso, cada senador recebe uma cédula de votação, devidamente rubricada pelo presidente, marca seu escolhido e deposita a cédula na urna de votações.

Para dar início à eleição é necessária a presença de 41 senadores em Plenário. Ao longo do processo de votação não há possibilidade de discursos ou apartes, a não ser para intervenções relacionadas ao assunto ou para que os próprios candidatos defendam suas candidaturas.

Maior bancada
Tradicionalmente, o partido com a maior bancada fica com a presidência da Casa, mas são comuns candidaturas alternativas.  Nas últimas quatro eleições, por exemplo, o indicado do PMDB, que contava e ainda conta com o maior número de senadores, saiu vencedor.

Em 2015, Renan Calheiros (PMDB-AL) venceu a disputa contra o ex-senador Luiz Henrique, também do PMDB. Seu colega de partido se lançou na disputa com apoio do DEM, do PSDB e de outras legendas.

Dois anos antes, Renan foi eleito ao derrotar o então senador Pedro Taques (PDT-MT).
Em 2011, José Sarney (PMDB-AP) saiu vencedor no pleito contra Randolfe Rodrigues (REDE-AP), então no PSOL.  Sarney era  o presidente em exercício da Casa e vinha de uma vitória em 2009 contra Tião Viana, do PT.

Edilson Rodrigues/Agência Senado


Na mensagem ao Congresso, velhos e novos desafios

A mensagem do presidente da República é um dos pontos da abertura anual dos trabalhos do Congresso Nacional, na quinta-feira (2).

O envio da mensagem por ocasião do início da sessão legislativa, expondo a situação da nação e solicitando as providências necessárias, é uma das competências privativas do chefe do governo, previstas na Constituição.

Tradicionalmente, quem se dirige ao Congresso para entregar a mensagem é o ministro da Casa Civil, cargo ocupado atualmente por Eliseu Padilha. Mas há exceções, como as registradas em 2003, quando o próprio Luiz Inácio Lula da Silva compareceu ao Congresso para apresentar sua mensagem, e em 2011 e 2016, quando a então presidente Dilma Rousseff também esteve presente ao ato.

A recorrência de temas, como as defesa de reformas, marca essas mensagens. Em 2 de fevereiro de 2016, Dilma defendeu a reforma da Previdência, assunto que deve constar da mensagem do presidente Michel Temer,  já que sua proposta de mudanças na área encontra-se pendente de exame na Câmara e no Senado.

Dilma também defendeu uma reforma tributária e a instituição de um limite global para o crescimento do gasto primário do governo. Essa mudança nos impostos também não aconteceu e certamente terá presença no texto de Temer ao Congresso. Entretanto, o teto para o gasto primário — por iniciativa do presidente Michel Temer — foi instituído pela Emenda Constitucional 95, que criou o novo regime fiscal.

Desafios
Há uma recorrência também nos desafios a serem enfrentados: como Dilma, o governo Temer terá de conter a desaceleração econômica. Embora a inflação esteja em declínio, com projeções de 4% e de 3,4% em 2017 e 2018, respectivamente, o conjunto dos indicadores sugere uma atividade econômica abaixo do esperado, conforme diagnóstico do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

O próprio Copom prevê uma retomada de crescimento mais demorada e gradual do que a imaginada anteriormente. Medidas para reverter essa tendência negativa, com uma das maiores taxas de desemprego entre os países emergentes, por certo constarão da mensagem presidencial.

Tradição
Mensagens dos governantes ao Legislativo nas reuniões de abertura dos trabalhos são uma tradição na política brasileira. Na “fala do trono” proferida na abertura do ano legislativo de 1830, o imperador Dom Pedro I defendeu leis que facilitassem a distribuição de terras depois dos acordos internacionais para o fim do tráfico de escravos.

Em 3 de maio de 1888, a princesa Isabel, então regente do império brasileiro, fez um discurso na abertura dos trabalhos do Senado, no Palácio Conde dos Arcos, no Rio de Janeiro. Defendeu a abolição da escravidão, que se concretizou dez dias depois.
Presidente

O comparecimento do presidente da República na abertura da sessão legislativa ordinária, que tem acontecido como um ato de cortesia do governante com o Legislativo, pode tornar-se obrigatório. É o que prevê a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 5/2016, que se encontra na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, onde aguarda designação de relator.

De autoria do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), a PEC altera o inciso XI do art. 84 da Constituição, prevendo também que o presidente deverá apresentar a mensagem e o plano de governo, expondo a situação do país, as prioridades da administração, as propostas legislativas, e solicitar as providências que julgar necessárias.

Proposições legislativas
•          PEC 5/2016

Jonas Pereira/Agência Senado


Doenças crônicas, plano de saúde podem ser obrigados a fornecer os medicamentos

Os planos de saúde poderão ser obrigados a fornecer medicamentos para o tratamento de doenças crônicas específicas.

De autoria da senadora Ana Amélia (PP-RS), o projeto (PLS 3/2016) veta a exclusão da cobertura a medicamento para uso domiciliar e torna obrigatória a cobertura, pelos planos de assistência ambulatorial, de uma lista de medicamentos especificada em regulamento. O projeto está em análise na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e tem o senador Humberto Costa (PT-PE) como relator.

Para Ana Amélia, é importantíssimo, do ponto de vista sanitário, garantir a assistência farmacêutica às pessoas com doenças crônicas, para incentivar a adesão ao tratamento e tornar mais efetiva a atenção prestada à sua saúde. A medida, segundo a senadora, também pode poupar gastos futuros com reinternações e procedimentos médicos complexos decorrentes de uma inadequação do tratamento inicial. Ela elogia o programa Farmácia Popular, do governo federal, mas aponta que a população atendida pelo programa costuma ser aquela que não tem plano de saúde.

A senadora ressalta que os dados de saúde disponíveis constatam que grande parte da população diagnosticada com doenças crônicas, como hipertensão ou diabetes, faz uso de medicamentos de uso contínuo, tanto na saúde suplementar quanto no Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, enquanto aproximadamente dois terços da população sem acesso a planos de saúde recebem gratuitamente todos os medicamentos de que fazem uso, ou parte deles, apenas um quarto da população com plano de saúde os recebe.

— O perfil das prescrições na saúde suplementar é diferente do perfil no SUS, o que faz com que os beneficiários dos planos tenham acesso limitado às medicações disponíveis no Farmácia Popular. Seria importante ter os medicamentos do programa e acrescentar outros princípios ativos na lista a ser disponibilizada pelas operadoras — afirma.

Ana Amélia reconhece algumas iniciativas privadas e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para garantir o fornecimento de medicamentos para o tratamento de doenças crônicas, mas destaca que ainda não foram consolidadas, na saúde suplementar, estratégias que assegurem, de forma ampla, a assistência farmacêutica adequada para os beneficiários de planos de saúde.

Proposições legislativas
•          PLS 3/2016

Agência Senado


Contribuições sindicais Imposição pode ser proibida

Proibir sindicados de cobrar compulsoriamente qualquer contribuição, salvo o imposto sindical, dos trabalhadores a ele não filiados é o objetivo do Projeto de Lei do Senado (PLS) 408/2016. 

A proposta impede, por exemplo, a cobrança de contribuição confederativa (usada para o custeio de confederação de sindicatos) e contribuição assistencial (aprovada pela assembleia geral da categoria e fixada em convenção ou acordo coletivo de trabalho).

Autor do projeto, o senador Ivo Cassol (PP-RO), ressalta que somente a contribuição prevista na Constituição — o chamado imposto sindical — pode ser exigida de todos os membros de determinada categoria profissional, mesmo daqueles não filiados a qualquer sindicato. Ainda assim, argumenta o senador, muitos sindicatos exigem dos não filiados o pagamento de diversas contribuições, sob os mais diversos títulos.

“Cabe a este Parlamento coibir tal prática, mediante proposição legislativa que garante ao trabalhador não sindicalizado o direito de somente pagar a contribuição sindical e aquelas cujo desconto em seu salário anuir previamente”, apontou.

O projeto ainda aguarda designação de relator na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). O PLS 408/16 tramita em decisão terminativa, ou seja, se aprovado pela CAS seguirá direto para apreciação na Câmara dos Deputados.

Proposições legislativas
•          PLS 408/2016

Marcos Oliveira/Agência Senado


Projeto impõe condições para laboratórios suspenderem produção de remédios

Medida vale para medicamentos de uso contínuo e tenta evitar prejuízos a usuários

A Câmara está analisando proposta (projeto de lei 1135/2015) que estabelece critérios para que os laboratórios possam suspender a fabricação de medicamentos de uso continuado. Pelo texto, o laboratório deverá respeitar um prazo de 12 meses e a suspensão só será autorizada pelo governo se houver a comprovação de que um outro laboratório possa assumir a fabricação desse medicamento.

O autor da proposta, deputado Chico D'Ângelo, do PT do Rio de Janeiro, explicou que muitas vezes, quando esses medicamentos não apresentam uma margem de lucro interessante para os laboratórios, eles suspendem sua produção, prejudicando os pacientes.

"Porque hoje não existe uma legislação específica sobre esse tema. Se alguém faz uso de um medicamento contínuo e o laboratório por algum motivo, mercadológico ou administrativo, resolve suspender a produção desse medicamento a pessoa fica desprotegida, desguarnecida. Então é essa a finalidade do projeto."

A proposta já foi aprovada na Comissão de Seguridade Social e Família. O relator na comissão, deputado Odorico Monteiro, do Pros do Ceará, lembrou que os laboratórios não podem suspender nem a produção do medicamento e nem de parte de seus compostos, como ocorreu com o remédio para a sífilis congênita.

"O caso mais grave no Brasil, a sífilis congênita que ataca a mãe gestante que pode atacar o bebê que vai nascer com sequelas da sífilis congênita. Nós tivemos a falta desse medicamento, que é um dos antibióticos mais antigos da humanidade, que é penicilina cristalina, porque os laboratórios deixaram de fabricar esse medicamento. Os sais deixaram de existir, e o governo não foi notificado pela indústria disso."

A professora da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília, Patrícia Medeiros, destacou que o prazo estabelecido no projeto de 12 meses para a suspensão do medicamento vai possibilitar que o Ministério da Saúde se organize para dar continuidade à produção.

A proposta ainda vai ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça.

Reportagem - Karla Alessandra


sábado, 28 de janeiro de 2017

KEYTRUDA® (pembrolizumabe) registrado na ANVISA para monoterapia para o tratamento de pacientes com melanoma metastático ou irressecável. em 2017 poderá ser objeto de PDP

KEYTRUDA a partir de 30 de janeiro, vai publicar um novo comercial na televisão aberta, mensagem direta ao consumidor Americano.

O fabricante entende que este importante passo pode ajudar o maior número de pacientes, com câncer de pulmão, dando a conhecer o potencial de KEYTRUDA .

Pacientes com câncer de pulmão de pequenas células não metastático (NSCLC) com alta expressão de PD-L1, podem contar com KEYTRUDA para o tratamento de primeira linha nos EUA. No início deste mês, a FDA aceitou expandir o tratamento combinado com quimioterapia, para pacientes com NSCLC, independentemente da expressão de PD-L1.

No Brasil o KEYTRUDA® (pembrolizumabe), foi registrado na ANVISA e publicado no DOU do dia 03 de outubro, de acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada 55, de 16 de dezembro de 2010, a RDC 55/2010 (http://portal.anvisa.gov.br/legislacao) como produto biológico novo aprovado para a indicação terapêutica como monoterapia para o tratamento de pacientes com melanoma metastático ou irressecável.

O Ministério da Saúde, já incluiu o medicamento como um das prioridades para o SUS em 2017 e pretende estruturar parceria, com transferência de tecnologia para que o medicamentos seja produzido localmente na REDE de laboratórios públicos.

MSD tem trabalhado para ampliar, também, no Brasil a indicação para outros tipos de câncer. A companhia disponibiliza mais informações no website, keytruda.com

Para comercialização do produto no Brasil a Empresa aguarda a liberação da autorização de preços pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que deve ocorrer em breve.

Com informações da MSD



Óculos eletrônicos com foco automático garantem visão sempre perfeita

Os óculos eletrônicos, com lentes capazes de ajustar o foco automaticamente, ficaram mais versáteis.

Enquanto os modelos anteriores podiam chavear entre uma posição e outra - por exemplo, entre a visão de perto e a visão de longe -, um novo protótipo ajusta o foco automática e continuamente, de acordo com o que a pessoa está vendo.

"A maioria das pessoas que usam óculos para leitura precisam ficar colocando-os e tirando-os o tempo todo. Você não precisa fazer isto mais. Você coloca estes óculos, e a visão estará sempre clara," garantem Carlos Mastrangelo e Nazmul Hasan, da Universidade de Utah, nos EUA.

O cristalino do nosso olho é uma lente com um sistema de foco automático imbatível. Mas, conforme envelhecemos, ele vai perdendo sua capacidade de autofoco, o que faz com que a maioria das pessoas passe a depender de óculos de leitura ou óculos bifocais. O objetivo da equipe é dar às lentes a mesma capacidade do cristalino.

Lente com foco automático
Hasan e Mastrangelo construíram lentes de glicerina, um líquido espesso e incolor, que fica encapsulado por membranas flexíveis de borracha na frente e atrás. A membrana traseira em cada lente é conectada a três atuadores mecânicos transparentes que a empurram para a frente e para trás, alterando a curvatura da lente líquida e, portanto, a distância focal entre a lente e o olho.

No primeiro uso, os usuários precisam programar os óculos, o que é feito por meio do celular e de uma conexão Bluetooth: um aplicativo permite informar o grau padrão de correção, obtido na receita médica, ao redor do qual os óculos irão se reajustar para garantir sempre a melhor visão.

No centro da armação há um medidor de distância por infravermelho, que mede a distância da lente ao objeto logo à frente. Quando o usuário dirige os olhos para um objeto, o medidor mede instantaneamente a distância e diz aos atuadores como eles devem curvar as lentes. As lentes conseguem reajustar a distância focal, mudando o foco de um objeto para outro, em 14 milissegundos. Uma bateria recarregável alimenta o sistema, com uma durabilidade de cerca de 24 horas por carga.

O protótipo funcionou bem, mas é bem feinho - a dupla afirmou que já está se dedicando a incorporar um novo design que torne seus óculos eletrônicos mais agradáveis de serem olhados também.

Bibliografia:
Tunable-focus lens for adaptive eyeglasses
Nazmul Hasan, Aishwaryadev Banerjee, Hanseup Kim, Carlos H. Mastrangelo
Optics Express
Vol.: 25, Issue 2, pp. 1221-1233
DOI: 10.1364/OE.25.001221



PASSAPORTE - Chip brasileiro recebe certificação internacional

A Ceitec é uma das poucas empresas no mundo com capacidade de produzir o chip para passaporte no padrão internacional.

Chip para passaportes

O chip CTC21001, usado para identificação de passaportes, recebeu a certificação internacional de segurança Common Criteria, fundamental para a produção e comercialização.

O chip, desenvolvido pela Ceitec S.A., empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, foi projetado para ser inserido na capa dos chamados passaportes eletrônicos.

A certificação depende de uma avaliação rigorosa da adequação dos mecanismos de proteção contra ataques.

Tanto o produto quanto os processos produtivos foram minuciosamente inspecionados e testados pelo laboratório de avaliação Brightsight, sediado na Holanda. Com base nas suas conclusões, a autoridade certificadora norueguesa Sertit, emitiu o certificado.

Passaporte eletrônico

O CTC21001 é composto por um microprocessador, no qual são gravadas as informações do viajante, e de um software embarcado, que provê as funcionalidades do passaporte eletrônico, seguindo as especificações definidas pela Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO, na sigla em inglês).

A Ceitec é uma das poucas empresas no mundo com capacidade de produzir o chip no padrão internacional. Com o produto, o Brasil passa a ter mais controle dos processos de produção e vida útil do dispositivo, assim como da segurança da informação de cada cidadão brasileiro.

O Common Criteria é um padrão internacional (ISO/IEC 15408) para segurança de computadores, voltado para a segurança lógica das aplicações e para o desenvolvimento de aplicações seguras. Ele define um método para avaliação da segurança de ambientes de desenvolvimento de sistemas.

Agência Brasil/Com informações da Ceitec


Tecpar terá novos laboratórios de controle de qualidade e central de distribuição, MS financia o projeto executivo

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) firmou um novo convênio com o Ministério da Saúde no valor de R$ 3 milhões para a elaboração dos projetos de engenharia dos novos prédios do centro de distribuição e do laboratório de controle da qualidade dos medicamentos e vacinas produzidos e em desenvolvimento pelo instituto, além dos novos produtos que o Tecpar fornecerá ao SUS, a partir de 2018.

Para responder as elevadas demandas dos novos medicamentos, a serem produzidos em diferentes plataformas tecnológicas, e, em múltiplos parques industriais do TECPAR, serão necessários novos laboratórios e um novo centro de distribuição para organizar toda cadeia logística.

O novo centro de distribuição do Tecpar vai contar com um sistema automatizado para que o complexo logístico possa armazenar insumos e produtos acabados que serão distribuídos ao SUS.

O TECPAR é parte da REDE de laboratórios públicos produtores de medicamentos e insumos estratégicos e detém contratos com empresas multinacionais e transnacionais nos segmentos oncológicos e hemoderivados que transferirão conhecimento para a capacitação local, objetivando a fabricação de medicamentos de base de síntese química e biológicos, inclusive hemoderivados e hemocomponentes, destinados aos tratamento de câncer e dos distúrbios de coagulação e imunodeficiências.

O processo de absorção das tecnologias se desenvolvem como uma construção em engenharia reversa; começando pela importação e distribuição do produto acabado, registrado pelo parceiro tecnológico, e na sequência a Instituição passa a absorver novas etapas de Controle de Qualidade e embalagem secundária, e, assim consequentemente, etapa por etapa até o domínio completo de toda cadeia de produção e controle quando obterá o registro sanitário definitivo. Todo projeto começa pelo controle de qualidade e pela capacidade e organização logística.  

Segundo o Júlio C. Felix, diretor-presidente da Instituição, as plataformas tecnológicas transferidas e absorvidas permitirão o desenvolvimento de novas tecnologias para produção de medicamentos e insumos estratégicos de elevado valor agregado, cumprindo a missão de transformar conhecimento em benefícios para a população, promovendo redução de despesas do SUS e a ampliação do acesso da população a produtos confiáveis, com qualidade assegurada e eficazes.

Com base no site do Tecpar


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